Viganò em Cannes: o cinema, instrumento para contar a esperança

Cannes (RV) – “A urgência de uma história de esperança”: é o que predomina no mundo de hoje e que o cinema deve saber e interceptar. Este é o ponto focal do discurso de Mons. Dario Edoardo Viganò, Prefeito da Secretaria para a Comunicação, presente nesta quinta-feira (25) em Cannes, por ocasião do evento “Espiritualidade e cinema”. O encontro foi organizado no âmbito do “Festival sacré de la beauté”, que se realiza durante a 70ª edição do Festival de Cannes.

O cinema abre frestas de luz no horizonte

“O cinema – disse Mons. Viganò – tem um papel social importante, como meio e especialmente como arte, ou seja, é capaz de contar a realidade, mostrando-a de perto, entrando nas dobras do viver do homem, sem evitar olhares complexos ou problemáticos”. Ao mesmo tempo, a chamada “sétima arte” também é capaz de ser portadora “de outra visão, de abrir no horizonte frestas de luz”. Isto porque, explicou o Prefeito, “o cinema conseguiu até mesmo ir às pegadas do invisível, de Deus, e a colher manifestações de Sua misericórdia na história do homem”.

Contar histórias na lógica da “boa notícia”

Por isso, a referência ao “olhar extrovertido do cinema”, que implica “um olhar que mantém viva a margem da imagem, o que não se vê; mostra suas fronteiras e impulsiona a ultrapassá-las”. Recordando, então, alguns diretores proeminentes como De Sica, Fellini, Bresson, Loach e os irmãos Dardenne, Mons. Viganò fez eco às palavras do Papa Francisco que, na sua mensagem para o 51ª Dia Mundial das Comunicações Sociais, destaca a importância de “comunicar esperança e confiança no nosso tempo”. Um chamado, disse o Prefeito, “a todos os operadores dos meios de comunicação e informação, de toda a comunidade”, para que sejam “promotores de uma história verdadeira e honesta, sem omitir a confiança no presente e no futuro”. Acima de tudo – e esta é a principal tarefa do cinema – “oferecer ao mundo contemporâneo histórias “marcadas pela lógica da boa notícia”. (SP)

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IV Encontro mundial das Novas Formas de Vida Consagrada

Cidade do Vaticano (RV) – As Novas Formas de Vida Consagrada realizarão seu quarto encontro mundial em Roma, de 8 a 10 de junho, sob tema será “Abrindo caminhos: a formação nas Novas Formas de Vida Consagrada”.

É esperada a participação de cerca 40 instituições. Até o momento já foram confirmadas as presenças de representantes de 25 países dos cinco continentes.

O objetivo central do encontro é reunir os Institutos e Associações de direito pontifício e diocesano – já aprovados como vida consagrada ou em vias de sê-lo – para aprofundar os traços comuns destes novos carismas.

O específico deste IV Encontro será a reflexão sobre a necessidade de formação “em todos e cada um” dos membros destas novas formas de vida consagrada.

Formar-se significa viver com Cristo e por Ele, adequar-se a Ele e à sua oblação total; Ele é o centro de todo processo formativo (cf. Rodríguez Carballo, Congresso internacional para formadores).

No programa se alternarão palestras e trabalhos de grupo. O encontro se concluirá com uma sessão plenária na qual serão apresentadas as conclusões dos diferentes grupos e que será presidida pelo Secretário do Pontifício Conselho para a promoção da Nova Evangelização, Dom José Octavio Ruiz Arenas.

A equipe de coordenação do encontro é formada por membros da fraternidade Missionária Verbum Dei e pelo Instituto Id de Cristo Redentor. Os encontros serão realizados na Casa Enrico De Ossò (Via Val Cannuta, 134 – 00166 Roma).

(JE)

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Caritas: um mundo instável, respostas de paz, vozes de esperança

Roma (RV) – É preciso construir uma resposta baseada no conceito de “desenvolvimento humano integral”, de todo o homem, de todos os homens; e de uma forte aliança entre o ser humano e a criação, a sua casa comum: afirma o Dossiê no qual a Caritas italiana reúne propostas e esperanças da comunidade global.

Dossiê da Caritas publicado em concomitância com o G-7

Intitulado “Um mundo instável. Respostas de paz, vozes de esperança, desenvolvimento sustentável”, o 26º Dossiê da Caritas italiana é publicado em concomitância com o encontro de cúpula do G-7 (grupo dos sete países mais industrializados do mundo), que se realiza esta sexta-feira e sábado (26 e 27 de maio) em Taormina, na Sicília, sul da Itália.

“Vivemos num mundo marcado pela raiva e pelo medo. A economia, a política e a sociedade parecem caracterizar-se por fenômenos de caráter ‘expulsivo’”, destaca o texto.

No documento se repercorrem o compromisso e a fadiga da comunidade global na elaboração de algumas respostas concretas: os Acordos de Paris sobre o clima e os Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável.

Colocar em prática compromissos assumidos

Trata-se agora (com o G-7, o G-20 e outros eventos internacionais agendados) de dar corpo aos compromissos, colocando em prática o que foi previsto para enfrentar as questões que afligem o planeta.

É necessário dar um sinal de esperança aos pobres, àqueles que foram atingidos por guerras e penúrias, mudanças climáticas e crises econômicas. A Laudato si oferece, sobre esses temas, um horizonte de sentido indispensável para todos: permite-nos atuar, a partir de quanto aceito pela comunidade internacional, no sentido de caminhar rumo a uma mais plena tutela da dignidade do ser humano, reitera o Dossiê com dados e testemunhos.

Ainda em vista do G-7, algumas organizações da sociedade civil tomaram a iniciativa de “gritar” aos grandes do mundo a necessidade de ações eficazes par dar uma reposta aos problemas de um planeta sempre mais em crise.

Atuação das Caritas Internacional e plataformas continentais

Atenta aos fenômenos globais que têm impacto na vida das pessoas, o organismo caritativo da Igreja segue com interesse os desdobramentos sobre essas questões mediante a Confederação da Caritas Internacional e as plataformas continentais.

Nesse sentido, há vários grupos de trabalho comprometidos em aprofundar temas como a mudança climática global, os Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável, as migrações a nível global e os vários encontros de cúpula internacionais. (RL)

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Cardeal Sandri: fé nos impele a trabalhar pela pátria com entusiasmo

Cidade do Vaticano (RV) – “Nos momentos obscuros da nossa vida e da nossa pátria, nos momentos de dificuldade e de tristeza, de desorientação pessoal e social, de perda dos valores cristãos, nossa atitude jamais deve ser como a dos discípulos que pensaram que Jesus os tinha abandonado. Pelo contrário, nossa fé cristã nos impele a trabalhar por nossa pátria com entusiasmo e participação, com respeito e em diálogo com todos, com espírito construtivo e com uma grande sensibilidade pelos mais necessitados.”

Foram palavras do prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, Cardeal Leonardo Sandri, na missa por ocasião da Festa nacional argentina – celebrada esta quinta-feira (25/05) – na igreja argentina de Roma.

Rezar pela pátria e por seus componentes sociais e políticos

“A recordação da nossa pátria é hoje, mais do que nunca, viva e afetuosa: como sempre rezamos por ela, por suas autoridades, por todos seus componentes sociais e políticos.”

O purpurado argentino exortou também a confiar em Deus a fim de que se consiga “construir dia após dia a pátria que nossos pais fundadores da pátria sonharam”. “Queremos ver essa realidade para o bem do nosso povo”, evidenciou. (RL/Sir)

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Papa nomea Dom Angelo De Donatis Vigário de Roma

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco aceitou a renúncia apresentada pelo Cardeal Agostino Vallini e nomeou, nesta sexta-feira (26/05), como novo Vigário do Papa para a Diocese de Roma, Dom Angelo De Donatis, até agora auxiliar de Roma, elevando-o à dignidade de arcebispo, portanto, Arcipreste da Basílica Papal de São João de Latrão.

Dom De Donatis nasceu em 4 de janeiro de 1954, em Casarano, província de Lecce e Diocese de Nardò Gallipoli. Estudou no Seminário de Taranto e depois no Pontifício Seminário Romano Maior. Cursou Filosofia na Pontifícia Universidade Lateranense e Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana, onde obteve o mestrado em Teologia Moral.

Foi ordenado sacerdote em 12 de abril de 1980 para a Diocese de Nardò Gallipoli e desde 28 de novembro de 1983 é incardinado na Diocese de Roma.

Desempenhou os seguintes cargos em seu ministério: de 1980 a 1983, colaborador na Paróquia de São Saturnino e professor de Ensino Religioso; de 1983 a 1988, Vigário paroquial nessa paróquia; de 1988 a 1990, membro da Secretaria Geral do Vicariato e vigário paroquial da Paróquia Santíssima Annunziata em Grottaperfetta.

De 1989 a 1991, Arquivista da Secretaria do Colégio Cardinalício; de 1990 a 1996, diretor do Departamento do Clero do Vicariato de Roma; de 1990 a 2003, Diretor Espiritual no Pontifício Seminário Romano Maior; e desde 2003 é Pároco em São Marcos Evangelista ao Capitólio e Assistente para a Diocese de Roma da Associação Nacional Familiares do Clero.

Foi membro do Conselho Presbiteral Diocesano e do Colégio dos Consultores. Em 1989, foi admitido na Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém com o grau de Cavaleiro.

Na Quaresma de 2014, pregou os Exercícios Espirituais para o Papa e a Cúria Romana.

Foi nomeado Bispo auxiliar de Roma, em 14 de setembro de 2015.

(MJ)

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