Comissão bilateral de trabalho Santa Sé – Israel reúne-se no Vaticano

Cidade do Vaticano (RV) – A Comissão Bilateral Permanente de Trabalho entre a Santa Sé e o Estado de Israel reuniu-se esta terça-feira (13/06) em sessão Plenária, no Vaticano, para dar continuidade às negociações baseadas no Acordo Fundamental entre a Santa Sé e o Estado de Israel de 1993.

Presidida pelo subsecretário das Relações com os Estados, Mons. Antoine Camilleri, e pelo ministro da Cooperação Regional do Estado de Israel, Tzachi Hanegbi, a sessão plenária manifestou satisfação pelos progressos feitos pela Comissão de trabalho concernentes às negociações que se realizaram numa cordial atmosfera, afirma um comunicado conjunto.

Os resultados da Plenária fazem esperar uma rápida conclusão das negociações em andamento e a assinatura do documento. Ademais, a Plenária reconhece os esforços de colaboração de ambas as partes em relação à aplicação do Acordo Bilateral de 1997 sobre a Personalidade Jurídica.

(RL)

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Apresentadas conclusões dos trabalhos do Conselho de Cardeais

Cidade do Vaticano (RV) – O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Greg Burke, concedeu uma coletiva esta quarta-feira (14/06) sobre a XX reunião do Conselho de Cardeais (C9) com o Santo Padre.

O Conselho de Cardeais reuniu-se com o Papa de segunda até esta quarta-feira (12, 13 e 14 de junho). As sessões de trabalho se realizaram pela manhã, das 9h às 12h30 (hora local), e na parte da tarde das 16h30 às 19h – precisou Burke –, e foram dedicadas a aprofundar os modos nos quais a Cúria Romana pode servir melhor às Igrejas locais.

Por exemplo, uma consulta mais ampla – constituída também por membros da vida consagrada e por leigos – em relação aos candidatos propostos para nomeação episcopal. Entre outras propostas, a possibilidade de transferir algumas faculdades dos Dicastérios romanos aos bispos locais ou às Conferências episcopais, num espírito de salutar descentralização.

Por exemplo, transferir do Dicastério dedicado ao Clero para a Conferência Episcopal o exame e autorização: para ordenar sacerdote um diácono permanente não casado; a contrair novas núpcias um diácono permanente que ficou viúvo; a solicitação de admissão à ordenação sacerdotal de um diácono permanente que ficou viúvo.

Os cardeais fizeram ulteriores considerações sobre vários dicastérios da Cúria, em particular, sobre a Congregação para a Evangelização dos Povos.

Estudaram e releram textos propostos a serem submetidos ao Santo Padre relacionados ao dicastério para o Diálogo Inter-religioso; o dicastério para as Igrejas Orientais; o dicastério para os Textos Legislativos e três tribunais: a Penitenciaria Apostólica, o Supremo Tribunal da Signatura Apostólica e o Tribunal da Rota Romana.

O Cardeal George Pell fez uma atualização concernente ao trabalho da Secretaria para a Economia, por ele presidida. Teve-se particular atenção aos passos dados no processo de planejamento dos recursos econômicos e no monitoramento dos planos financeiros para o primeiro trimestre de 2017 que substancialmente confirmaram, com poucas exceções, os dados de orçamento. Dentro em breve se iniciará o processo de orçamento para o ano 2018 e o de monitoramento para o segundo trimestre de 2017.

Por sua vez, o prefeito da Secretaria para a Comunicação (SPC), Mons. Dario Eduardo Viganò, apresentou um relatório sobre o andamento da reforma do sistema comunicativo da Santa Sé: ilustrou o andamento econômico e administrativo da SPC, expondo seus resultados positivos.

Em seguida, explicou os projetos em fase de realização do novo sistema comunicativo, em consonância com o que foi precisado pelo Pontífice no recente discurso por ocasião da primeira plenária do dicastério.

A próxima reunião do Conselho de Cardeais vai se realizar nos dias 11, 12 e 13 de setembro próximo.

(RL)

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Roma: Papa Francisco abre trabalhos do Congresso eclesial diocesano

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco abrirá os trabalhos do Congresso eclesial diocesano, na próxima segunda-feira (19/06), às 19h locais, na Basílica de São João de Latrão, em Roma, sobre o tema “Não os deixemos sós! Acompanhar os pais na educação dos filhos adolescentes”.

Serão apresentados os temas das seis oficinas que serão realizadas no dia seguinte, terça-feira, nas 36 circunscrições da diocese. Os seis temas são: “Casa e vida familiar”, “Escola e estudo”, “Interagir com a solidão das redes sociais”, “Relação entre gerações”, “A precariedade da vida: pobreza, sofrimento e morte”, e “Superar o isolamento das famílias”.

Estará presente no encontro o novo Vigário do Papa para a Diocese de Roma, Dom Angelo De Donatis, nomeado pelo Papa Francisco em 26 de maio passado. Também estarão presentes bispos auxiliares, sacerdotes, religiosos e centenas de leigos provenientes de várias realidades eclesiais da Diocese de Roma.

As perspectivas para o novo ano pastoral, fruto do congresso que terá início na próxima segunda-feira, serão delineadas no encontro de 18 de setembro próximo, nessa mesma basílica papal.

O atual Vigário do Papa para a Diocese de Roma, Cardeal Agostino Vallini, encerrará o evento. Ele concluirá o seu mandado no final deste mês.

Os participantes do congresso receberão um subsídio com diretrizes úteis ao debate. A primeira parte é introdutiva e contêm referências amplas à Exortação Apostólica pós-sinodal ‘Amoris laetitia’. A segunda parte é composta por perguntas, com o objetivo de não se distanciar da concretude da vida e da realidade pastoral, e formular propostas.

(MJ)

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Para episcopado camaronês, Bispo de Bafia foi assassinado

Iaundê (RV) – Os Bispos da República dos Camarões, reunidos em Assembleia Plenária extraordinária na terça-feira (13/06) para analisar a trágica e estranha morte do Bispo de Bafia, Dom Jean Marie Benoît Bala, afirmam em uma declaração final não terem dúvidas tratar-se de um “brutal assassinato” e não de um suicídio.

Para os prelados, a sua morte “é mais um homicídio em Camarões (…) onde o clero é particularmente perseguido por forças obscuras e malvadas”.

Entenda o caso

Na quarta-feira, 31 de maio de 2017, o carro de Dom Jean Marie Benoît Bala, Bispo de Bafia, foi encontrado parado sobre a ‘Pont de l’Enfance’, na localidade Ebebda, no sentido de Bafia. O bispo não estava no automóvel.

Guiada por uma estranha mensagem encontrada no banco direito da frente do carro, ao lado de sua carteira de identidade e de outros itens pessoais, os bombeiros passaram a realizar buscas no fundo do rio, num trabalho que prosseguiu até a manhã de sexta-feira, 2 de junho.

O corpo acabou sendo encontrado por pescadores a poucos quilômetros da Ponte das Crianças em um lugar chamado Tsang, tendo sido resgatado pelas Forças de Defesa.

O corpo foi identificado por Dom Piero Pioppo, Núncio Apostólico em Camarões, Dom Samuel Kleda, Presidente da Conferência Episcopal e Dom Jean Mbarga Yaoundé, na presença de autoridades civis e administrativas, incluindo o governador da Região Central. O corpo foi levado para o Hospital Geral Yaounde.

“No momento – diz o documento dos bispos – o corpo está à disposição das autoridades judiciais para a investigação das circunstâncias, as causas exatas e autores deste crime odioso e inaceitável”.

Diversas “mortes misteriosas”

Os Bispos da República dos Camarões citam no documento final diversos detalhes sobre as circunstâncias da morte do Bispo de Bafia, ao mesmo tempo em que recordam outras mortes misteriosas e nunca esclarecidas, como a de Dom Yves Plumey (Ngaoundéré – 1991), Padre Joseph Mbassi (Yaoundé – 1988), Padre Antony Fontegh (Kumbo-1990), as Irmãs de Djoum – Marie Germaine e Marie Léone – (1992) e Padre Engelbert Mveng (Yaoundé – 1995). (JE)

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“Não existem crianças ou adolescentes maus, mas pessoas infelizes”

Cidade do Vaticano (RV) – A catequese do Papa na audiência geral desta quarta-feira (14/06) foi inspirada na parábola do Filho Pródigo e na necessidade que todos nós temos de ser amados.

Mas antes de iniciar sua catequese, o Pontífice cumprimentou as pessoas doentes que participavam da audiência em conexão direta com a Sala Paulo VI, no Vaticano, “protegidas do calor do verão”.

Todos somos amados, sem requisitos

“Ninguém pode viver sem amor e não devemos crer que o amor deva ser merecido, que se não formos belos, atraentes e fortes, ninguém pensará em nós”, afirmou Francisco diante das cerca de 20 mil pessoas presentes na Praça.

“Os narcisismos do homem nascem de sua solidão; é possível que ninguém esteja disposto a querer bem gratuitamente a outra pessoa?”, questionou o Papa. “Não seria um mundo, mas um inferno”, advertiu.

“Por detrás de tantas formas de ódio social e delinquência, existe quase sempre um coração não-reconhecido. Não há crianças ou adolescentes maus, mas pessoas infelizes”, frisou ainda, lembrando que “uma troca de olhares abre as portas do coração”.

Amor de Deus vem antes de tudo

Para Francisco, somente a experiência de dar e receber amor nos faz felizes, um amor como o que Deus tem por nós: vem antes de tudo e é incondicionado. Deus não nos ama por alguma razão, mas nos ama porque Ele mesmo é amor e o amor tende, por natureza, a se difundir, a se doar.

Citando São Paulo, o Papa explicou que “a prova de que Deus nos ama é que Cristo morreu por nós quando éramos ainda pecadores”, ou seja, distantes, como o Filho Pródigo: “Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e foi tomado de compaixão”, segundo narrado por Lucas, o evangelista.

Amor de mãe e pai não tem igual

“Quem de nós ama desta maneira, senão um pai ou mãe? Mães continuam querendo bem a seus filhos mesmo quando estão encarcerados, nunca deixam de sofrer por eles e os amam mesmo sendo pecadores. Deus faz o mesmo conosco: somos seus filhos amados!”.

“É Nele, em Jesus, que fomos queridos, amados, desejados; Ele imprimiu em nós uma beleza primordial que nenhum pecado ou escolha errada na vida pode cancelar”.

A espontaneidade do Papa com os fiéis

Enfim, perguntou o Papa, dirigindo-se aos fiéis, “para curar o coração de uma pessoa infeliz, qual seria o remédio? É preciso antes de tudo abraçá-la, para que sinta que é desejada, que é importante, e deixar de ser triste. Amor chama amor. Jesus não morreu e ressuscitou para si mesmo, mas por nós, para que nossos pecados sejam perdoados. Assim, é tempo de ressurreição para todos: é hora de salvar os pobres do desencorajamento, principalmente aqueles que jazem no sepulcro há bem mais que três dias. Sopra aqui, sobre nossos rostos, um vento de libertação; germina aqui o dom da esperança, a do Deus-pai que nos ama sempre e como somos, bons ou maus”.

(CM)

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