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Inscrições abertas para o Concurso Pintando a Fraternidade 2017

Em 2016, foram 805 inscrições registradas no concurso Pintando a Fraternidade. Para este ano que se inicia a expectativa é de que o número de participantes possa ser ainda maior. O público infantojuvenil da Sociedade de São Vicente de Paulo (SSVP) já pode se inscrever neste projeto da coordenação nacional de Conferências de Crianças e Adolescentes. Basta fazer um desenho relacionado à Campanha da Fraternidade e enviá-lo ao CNB. O prazo final é 30 de maio.

Pintando a Fraternidade 2017

Desenho vencedor da categoria 12 a 15 anos, feito por Ana Flávia de Oliveira, CM São José dos Campos/SP, em 2016.

Baixe aqui a circular com o regulamento do Concurso
Baixe aqui a ficha de inscrição do Concurso Pintando a Fraternidade

Os inscritos serão divididos em duas modalidades: A (de 6 a 11 anos) e B (de 12 a 15 anos). O desenho deverá ser feito no verso da ficha de inscrição a lápis ou giz de cera.

Os três primeiros colocados ganham um tablet. Só que o primeiro lugar ainda receberá uma bandeira da SSVP e o segundo um boneco da Turma do Vicente.

O autor do melhor desenho em nível de Conselho Metropolitano também ganha um boneco da Turma do Vicente.

O tema da Campanha da Fraternidade de 2017 é “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida”, e o lema: “Cultivar e guardar a criação”. Os participantes também podem usar como inspiração o ano temático do Conselho Nacional do Brasil: “Contra as pobrezas, agir juntos”. Participe!

 

SSVPBRASIL

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CF 2017: O texto aponta ações para o cuidado e cultivo da Casa Comum

Subsídio traz iniciativas que fortalecem objetivos da Campanha

Buscando alertar para o cuidado da criação, de modo especial dos biomas brasileiros, a Campanha da Fraternidade 2017 terá início em todo o país no dia 1º de março. Com o tema “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida” e o lema “Cultivar e guardar a criação”, a iniciativa traz uma reflexão sobre o meio ambiente e sugere uma visão global das expressões da vida e dos dons da criação.

Com o objetivo de ajudar às famílias, comunidades e pessoas de boa vontade a vivenciarem a iniciativa, o texto-base da campanha aponta uma série de atividades que ajudarão a colocar em prática as propostas incentivadas pela Campanha. Além disso, ele também propõe ações de caráter geral, que indicam a necessidade da conversão pessoal e social, dos cristãos e não cristãos, para cultivar e cuidar da criação.

A Campanha da Fraternidade 2017 começará na Quarta-feira de Cinzas, dia 1º de março.

Como exemplo dessas ações estão o aprofundamento de estudos, debates, seminários e celebrações nas escolas públicas e privadas sobre a temática abordada pela Campanha da Fraternidade. O fortalecimento das redes e articulações, em todos os níveis, também é proposto com o objetivo de suscitar uma nova consciência e novas práticas na defesa dos ambientes essenciais à vida. Além disso, o subsídio chama atenção ainda para a necessidade de a população defender o desmatamento zero para todos os biomas e sua composição florestal.

Já no campo político, o texto-base da CF incentiva a criação de um Projeto de Lei que impeça o uso de agrotóxicos. O livro também indica que combater a corrupção é um modo especial para se evitar processos licitatórios fraudulentos, especialmente, em relação às enchentes e secas que acabam sendo mecanismos de exploração e desvio de recursos públicos.

Cuidado e cultivo da Casa ComumTendo em vista as formas de agir propostas no texto-base da CF 2017, a CNBB destaca que é importante que cada comunidade, a partir do bioma em que vive e em relação com os povos originários desses biomas, faça o discernimento de quais ações são possíveis, e entre elas quais são as mais importantes e de impacto mais positivo e duradouro.

“A criação é obra amorosa de Deus confiada a seus filhos e filhas. Nossa Senhora Mãe de Deus e dos homens acompanhará as comunidades e famílias no caminho do cuidado e cultivo da casa comum no tempo quaresmal”, afirma o secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner.

 

Cronograma oficial da CF 2017

1° de março de 2017: Quarta-feira de Cinzas: Lançamento CF 2017 em todo o Brasil, em âmbito nacional, regional, diocesano e paroquial, com a mensagem do Papa, da Presidência da CNBB e programas especiais.

Realização – 1° de março a 9 de abril de 2017: a Campanha dos te ano se realiza com o tema:
Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida, o lema: Cultivar e guardar a criação (Gn 2,15).

Domingo de Ramos – 9 de abril de 2017: Coleta nacional de solidariedade (60% para o Fundo Diocesano de Solidariedade e 40% para o Fundo Nacional de Solidariedade).

Avaliação – abril a junho de 2017: nos âmbitos: paroquial (de 24 de abril a 22 de maio), diocesano (de 24 de maio a 12 de junho) e regional (12 de junho a 8 de julho).

Encontro Nacional com representantes dos regionais da CNBB – agosto de 2017.

 

Download de todas as Encíclicas que você precisar para a Campanha da Fraternidade 2017

 

Coleção de cantos da CF de 2000 a 2014

Coleção de partituras dos hinos e cantos, de 2000 a 2014, da Campanha da Fraternidade

 

Vamos usar o nosso WhatsApp, nosso Facebook e nossas outras mídias sociais para divulgar aos nossos amigos e familiares o tema, o lema e o objetivo geral da Campanha da Fraternidade, basta usar os botões nos artigos do Portal kairós para compartilhar.

 

Com informações da CNBB
Favor citar o link: Fonte: http://portalkairos.org/cf-2017-o-texto-aponta-acoes-para-o-cuidado-e-cultivo-da-casa-comum/#ixzz4VdRFRcvD ou
Nome do site com link para a página principal: Portal Kairós

 

Os materiais da CF podem ser adquiridos no site da Edições CNBB

Chame sua comunidade para a CF 2017

Objetivos da Campanha da Fraternidade 2017

Objetivo geral

Cuidar da criação, de modo especial dos biomas brasileiros, dons de Deus, e promover relações fraternas com a vida e a cultura dos povos, à luz do Evangelho.

Objetivos específicos

01 – Aprofundar o conhecimento de cada bioma, de suas belezas, de seus significados e importância para a vida no planeta, particularmente para o povo brasileiro.

02 – Conhecer melhor e nos comprometer com as populações originárias, reconhecer seus direitos, sua pertença ao povo brasileiro, respeitando sua história, suas culturas, seus territórios e seu modo específico de viver.

03 – Reforçar o compromisso com a biodiversidade, os solos, as águas, nossas paisagens e o clima variado e rico que abrange o chamado território brasileiro.

04 – Compreender o impacto das grandes concentrações populacionais sobre o bioma em que se insere.

05 – Manter a articulação com outras igrejas, organizações da sociedade civil, centros de pesquisa e todas as pessoas de boa vontade que querem a preservação das riquezas naturais e o bem-estar do povo brasileiro.

06 – Comprometer as autoridades públicas para assumir a responsabilidade sobre o meio ambiente e a defesa desses povos.

07 – Contribuir para a construção de um novo paradigma econômico ecológico que atenda às necessidades de todas as pessoas e famílias, respeitando a natureza.

08 – Compreender o desafio da conversão ecológica a que nos chama o nosso Papa Francisco na carta encíclica Laudato Si’ e sua relação com o espírito quaresmal.

Adquira os materiais da Campanha da Fraternidade 2017 nas Edições CNBB

 

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Apresentamos a Campanha da Fraternidade 2017

  1. Biólogo da Asa Alexandre Pires
  2. Debate regional dos bispos Regional Nordeste
Apresentação

Recebemos o dom da fé! Seguir Jesus Cristo, viver das palavras, da vida, morte e ressureição, é graça. Cultivar a fé, exercitar-se é guardar. Guardados, cuidados pelo dom do Seguimento de Jesus que transforma e matura: plenitude da vida. Cultivar a fé e ser guardado pela fé abre para o cuidado dos irmãos e de toda a obra criada.

A Quaresma nos provoca e convoca à conversão, mudança de vida: cultivar o caminho do seguimento de Jesus Cristo. Os exercícios do cultivo que a Igreja nos propõe, no tempo da Quaresma, são aqueles que abrem nossa pessoa à graça do encontro: jejum, oração e esmola.
Jejum: esvaziamento, expropriação, libertação e não privação. O jejum abre nossa pessoa para a receptividade da vida em Cristo. Oração: súplica de exposição na tentativa de ser atingido pela misericórdia.
Esmola é partilha, o amor partilhado. Deixar-se tocar pela presença do mendigo que cuida do doador.

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Todos os anos, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apresenta a Campanha da Fraternidade como caminho de conversão quaresmal, como itinerário do cultivo e do cuidado comunitário e social. “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida” é o tema da Campanha para a Quaresma em 2017. O lema é inspirado no texto do Livro do Génesis 2,15: “Cultivar e guardar a criação”.
A Campanha tem como objetivo geral: “Cuidar da criação, de modo especial dos biomas brasileiros, dons de Deus, e promover relações fraternas com a vida e a cultura dos povos, à luz do Evangelho”.

Bioma quer dizer a vida que se manifesta em um conjunto semelhante de vegetação, água, superfície e animais. Uma “paisagem” que mostra uma unidade entre os diversos elementos da natureza. “Um bioma é formado por todos os seres vivos de uma determinada região, cuja vegetação é similar e contínua, cujo clima é mais ou menos uniforme, e cuja formação tem uma história comum.”
Como é extraordinária a beleza e diversidade da natureza do Brasil. Ao abordarmos os biomas brasileiros e lembrarmos dos povos originários que neles habitam, trazemos à meditação a obra benfazeja de Deus. Admirar a diversidade de cada bioma e criar relações respeitosas com a vida e a cultura dos povos que neles vivem!

Cultivar e guardar nasce da admiração! A beleza que toma o coração faz com que nos inclinemos com reverência diante da criação.
A campanha deseja, antes de tudo, levar à admiração, para que todo o cristão seja um cultivador e guardador da obra criada. Tocados pela magnanimidade e bondade dos biomas, seremos conduzidos à conversão, isto é, a cultivar e a guardar.

A depredação dos biomas é a manifestação da crise ecológica que pede uma profunda conversão interior. “Entretanto, temos de reconhecer também que alguns cristãos, até comprometidos e piedosos, com o pretexto do realismo pragmático, frequentemente se omitem das preocupações pelo meio ambiente. Outros são passivos, não se decidem a mudar os seus hábitos e tornam-se incoerentes. Falta-lhes, pois, uma conversão ecológica, que comporta deixar emergir, nas relações com o mundo que os rodeia, todas as consequências do encontro com Jesus.
Viver a vocação de guardiões da obra de Deus não é algo de opcional nem um aspecto secundário da experiência cristã, mas parte essencial de uma existência virtuosa” (LS, n. 217).

Ao meditarmos e rezarmos os biomas e as pessoas que neles vivem sejamos conduzidos à vida nova. Todos nós cristãos recebemos o dom da fé e, na fé, somos despertados para o cultivo e cuidado. São Gregório Magno, em uma das suas homilias, perguntava-se:
“Que gênero de pessoas são aquelas que se apresentam sem hábito nupcial? Em que consiste este hábito e como se pode adquiri-lo?”.
E a sua resposta é: “Aqueles que foram chamados e se apresentam, de alguma maneira, têm fé. É a fé que lhes abre a porta; mas falta-lhes o hábito nupcial do amor. Cultivar e guardar tem a dinâmica do amor.
Somos convidados ao hábito do cuidado e do cultivo”.

O Ano Nacional Mariano celebra os 300 anos do encontro da Imagem de Nossa Aparecida com os pescadores do rio Paraíba. Encontro que desperta o cuidado e fortalece o cultivo. Cuidado com o Mistério revelado e cultivo da familiaridade. Hoje, é o rio que pede cuidado e cultivo.

Maria, Mãe de Jesus, nos acompanhe no caminho de conversão!
Jesus Cristo crucificado-ressuscitado que transformou todas as coisas nos desperte para participação do cuidado com a obra criada!

A todos os irmãos e irmãs, todas as famílias e comunidades, uma Abençoada cada Páscoa!

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília – DF
Secretário-Geral da CNBB

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Confira o Manual, Texto-base, Encontros Catequéticos para Crianças e Adolescentes, Jovens na CF, Círculos Bíblicos, Via-sacra, Vigília Eucarística e celebração da Misericórdia, Celebração Ecumênica, Ensino Fundamental I, Ensino Fundamental II, Ensino Médio, Famílias na CF, no site das edições CNBB.

No Portal Kairós confira os materiais extras e personalizados. Também as músicas para os subsídios.

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A complexidade e desafios na evangelização da Amazônia

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Quanto mais um carisma dirigir o seu olhar para o coração do Evangelho, tanto mais eclesial será o seu exercício. (Papa Francisco)

A complexidade eclesial da Amazônia

Amazônia é um mundo complexo e, nela, a Igreja católica, uma presença complexa, não homogênea, porque as questões locais são muito diversificadas. Portanto, o nosso desafio é o nosso próprio desafio  eclesial amazônico.

O processo de evangelização na Amazônia gerou modelos eclesiais ao longo das fronteiras dos rios, marcadas pelos carismas dos religiosos e religiosas aos quais foram confiados a evangelização. Rio Negro aos carmelitas, jesuítas e depois aos salesianos; alto Solimões aos Capuchinhos e assim por diante. Estas presenças missionárias foram ao longo do tempo compactando uma religiosidade que, hoje, na sociedade liquida, se encontra na encruzilhada, não digo uma crise, mas de alguns fenômenos de transição que influenciam no perfil dos agentes da evangelização:

– Grande sincretismo religioso;

– O avanço do protestantismo de linha neopentecostal no catolicismo;

– O recuo da Igreja nas periferias e uma presença de conservação nos centros urbanos.

Esta transição ou sutil divisão influencia muitíssimo na compreensão da identidade do cristão leigo e do modelo de Igreja que queremos, consequentemente, no projeto de missão. Outro elemento de transição é a nomeação de bispos de outras congregações ou diocesanos para estas prelazias e dioceses na Amazônia; rompe-se assim uma hegemonia. Portanto, bispos, religiosos e clero precisam manter os critérios das mutuas relações para viabilizar a ação conjunta, mantendo o princípio de Calcedônia, ou seja, sem misturar e sem separar; portanto, respeito, credibilidade e foco na evangelização.

A influência do CV II

Até o CV II, o leigo era aquele que não era: não era ordenado, não era missionário, não era religioso consagrado, não era líder comunitário. Após o CV, com o advento do modelo POVO DE DEUS, começamos a superar a ideia do não leigo para o cristão leigo: o cristão leigo é um discípulo missionário de Jesus Cristo, cuja missão está radicada no Batismo, pelo qual todo e qualquer cristão é SACERDOTE, PROFETA E REI (LG, 33,2; CNBB, cristãos leigos e leigas, doc. 105, n. 111.124.125). Papa Francisco, na carta ao cardeal Marc Oullet sobre os leigos, dizia isto: “Nossa primeira e fundamental consagração afunda suas raízes no nosso Batismo. Ninguém foi batizado sacerdote nem bispo.

A Igreja não é uma elite de sacerdotes, consagrados, mas formamos o Povo de Deus” (LG, 9) Então, o clericalismo forma uma sutil divisão clero x leigos, religiosas x leigas, padres x diáconos, leigos x padres e diáconos, tende ou, à luz do CV, deveria ter sido superado, mas o ranço desta tensão ainda é muito presente. Diz ainda o papa “O clericalismo, longe de dar impulso aos diversos contributos e propostas [inclusive a ministerialidade, apaga pouco a pouco o fogo profético… ele esquece que a visibilidade e a sacramentalidade da Igreja pertencem a todo o Povo de Deus e não a poucos iluminados” (LG, 9-14).

Os dons são do mesmo Espírito

Portanto, a dialética está dentro de nós, de nossa mentalidade, daí a necessária e urgente CONVERSÃO PASTORAL (João Paulo II, A Igreja na América, n. 26-29), ou seja a conversão é, sobretudo “assumir o estilo de Jesus Cristo: simplicidade, pobreza, disponibilidade, renuncia à vantagens, é o modo do Bom Pastor” (n.28). Não haverá, portanto,  abertura ao Espírito Santo, que suscita os ministérios, sem conversão, pois o ES não se rege pelo Direito Canônico; e, é o ES que cria e recria os ministérios segundo as necessidades do Povo de Deus. É ele que fala a Igreja (Ap, 2,29; CNBB, cristãos leigos e leigas, doc. 105, n. 151.152).

Tenhamos presente, entretanto, que todo ministério é para o serviço à missão e não para um bem pessoal. Requer humildade, abnegação e  doação de si mesmo. Quem assume como privilégio e honra um ministério não entendeu o serviço ao Reino definitivo. Ministério eclesial não é poder, mas capacidade de amar mais ao povo. Este critério serve tanto para os ordenados como a não ordenados. Aplica-se bem a expressão do papa Francisco também aos leigos e leigas: “renunciemos a psicologia de príncipes” ou numa fala aos núncios (representante diplomático permanente da Santa Sé) apostólicos: “quando alguém é eleito ao episcopado deve entender que Deus pousou o olhar sobre ele”, dito aos cristãos leigos e leigas, diria: quando um leigo ou leiga assume um ministério deve estar consciente de que Deus pousou o olhar sobre ele.

Precisamos, portanto, ter aquela sensibilidade mística de Santa Teresa de Calcutá, quando sentiu no seu interior o apelo de Jesus Cristo: Tenho sede. Nosso povo tem sede da Palavra, da comunhão, da organização, da evangelização, de crescer, ser nutrido. Não podemos, por conseguinte, imaginar que somente nós clero teremos as respostas para todos os desafios da Amazônia, pois nós somos o desafio. Precisamos sim de uma Igreja na Amazônia que siga um programa de evangelização e não um quadro doutrinário (EG, 104).

Faz-se urgente duas atitudes que podem gerar ação, segundo Francisco: discernimento e gradualidade. Eu me aproprio disto para a realidade dos ministérios eclesiais, pois, como bem dizia Ulisses Guimarães: “sem coragem, todos os valores sucumbem”, precisamos ter coragem profética para discernir, pois “não devemos ter medo de mudar aquilo que antes foi necessário como norma, mas hoje é anacrônico” (EG, 43); não esperar do magistério todas as orientações e soluções, mas busca-las à luz dos contextos (AL, 200), e o discernir supõe debate, análise a partir da vida, deixar-se guiar pelo ES, decisão e ação (AL, 293). A gradualidade encontramos numa sensível tipologia cristã atual:

– Pastoral ordinária: fieis que conservam a fé nas comunidades e entre eles os jovens (EG, 14): precisam de ministros que formem para a missionariedade (sair);

– Pastoral ocasional: batizados que não vivem em coerência com o batismo recebidos e entre eles os jovens (EG 14): precisam de ministros acolhedores que tenham a capacidade de atrair (ver);

– Pastoral de fronteira: pessoas que ainda não conhecem Jesus Cristo e entre eles os jovens (EG, 14): precisam de ministros que atuem nos “novos areópagos e novas periferias – novas tecnologias (chamar);

– Piedade popular e catequese: é urgente valorizar a piedade popular com os elementos do Evangelho (EG, 122ss), sobretudo como meio de formação continuada dos jovens e adultos: precisamos de ministros que saibam valorizar a PP e evangeliza-la sem perder suas matrizes culturais;

– Metodologia evangelizadora: pregação (EG, 135. 145), escuta (EG, 154), iniciação cristã (EG, 163ss), ação social (EG, 17ss), linguagens juvenis: precisam de ministros que desenvolvam a comunicação direta;

A diversidade de dons

Com esses dois elementos é possível atender aquilo que é de direito do Povo de Deus nos centros urbanos e nos centros rurais, sem esperar, diz Francisco “diretrizes gerais”, mas locais. Abre-se, então, um leque de possíveis ministérios que passo a elencar inspirado em Atos 12,6ss: “Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo”.

– Ministério do aconselhamento pastoral
– Ministério da penitencia e reconciliação ordinária
– Ministério das Exéquias
– Ministério da pregação que alimenta a fé
– Ministério da espiritualidade cristã
– Ministério das culturas juvenis
– Ministério da política
– Ministério da caridade ativa
– Ministério da Piedade Popular
– Ministério da dor e da cura
– Ministério de formador de lideranças
– Ministério de itinerância
– Ministério diaconal com maior liberdade de ação, mais evangelizadores que burocráticos

 

Pe. João da Silva Mendonça Filho, sdb
II Encontro da Igreja na Amazônia
Belém do Pará, 15 a 17 de novembro de 2016

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