Cartazes e músicas da Campanha da Fraternidade 2018 são apreciados pela CNBB

O arcebispo de Salvador, Dom Murilo Krieger, vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) abriu os trabalhos da segunda seção do primeiro dia (8 agosto) de reunião do Conselho Episcopal Pastoral (Consep) da entidade. Esta sessão, analisou os cartazes e músicas enviadas à CNBB a partir da divulgação dos editais para a Campanha da Fraternidade 2018, cujo tema é “Fraternidade e Violência”.

O diretor editorial das Edições CNBB, padre Luís Fernando da Silva disse que foram enviados 12 cartazes no prazo previsto no edital, divulgado no portal da CNBB. Deste total, apenas 7, segundo ele, respondem às exigências técnicas e as propostas do edital. A análise dos cartazes oi feita previamente pela Equipe de Marketing da CNBB que levou em conta os critérios estabelecidos pelo edital.

Analisando as propostas, o arcebispo de Porto Alegre (RS), Dom Jaime Spengler, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, disse que o cartaz tem que falar por si só e que quando precisa de muita explicação significa que a linguagem visual não é muito clara.

O bispo auxiliar de Brasilia, Dom Leonardo Steiner, secretário-geral da CNBB, disse que nenhum cartaz conseguiu traduzir a convocação à fraternidade e a superação da violência proposta pelo edital e pela campanha. “Eles não dialogam suficientemente com a realidade que desejamos abordar”, disse. Dom Murilo Krieger chamou a atenção para a necessidade de qualificar mais a propostas dos cartazes, abrindo para a participação de agências.

Depois da apresentação dos cartazes, fez-se um debate em torno das propostas, enalteceu-se o aspecto do estímulo à participação na Campanha da Fraternidade, mas não se chegou à aprovação de nenhuma dela dada a incapacidade de traduzirem o que foi proposto no edital, remetendo para a necessidade de buscar a assessoria de trabalho de agências de criação.

Dom Leonardo ressaltou ainda que a CNBB sempre tem a prerrogativa de fazer alterações nas propostas junto a seus criadores, casos previstos no edital e também de não optar por nenhuma dela, caso não contemplem as exigências prevista pelo edital.

Quanto ao hino da Campanha da Fraternidade 2018, a CNBB recebeu 30 propostas de músicas que foram previamente analisadas pelo Setor de Música da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da entidade. Destas, quatro foram escolhidas para apreciação dos bispos do Conselho Episcopal Pastoral da CNBB.

Os religiosos chegaram ao consenso quanto à música escolhida, havendo ainda a necessidade de ajustes em palavras e trechos, o que será feito em colaboração com seu autor, para só então ser divulgada.

 

CNBB

Baixe materiais especiais para seu grupo

Campanha da fraternidade 2018 será tema de destaque na reunião do Consep

Consep da CNBB volta a se reunir nesta semana e terá na pauta a apreciação e aprovação do texto-base da Campanha da Fraternidade 2018

O tema do próximo ano: “Fraternidade e superação da violência”

O Conselho Pastoral da CNBB (Consep) volta a se reunir nesta terça e quarta-feira, 8 e 9, no auditório Dom Helder Câmara, na sede da Conferência. Os bispos têm uma pauta ampla de assuntos, mas o destaque fica por conta da apreciação e aprovação do texto-base da Campanha da Fraternidade de 2018 que tem como tema: “Fraternidade e superação da violência” e a definição da realidade social e eclesial que se tornará tema da Campanha em 2019. Além disso, como de costume, os bispos terão uma sessão especial para o estudo e o aprofundamento da conjuntura sócio-política do Brasil.

Quem participa

A reunião é coordenada pela presidência da CNBB e conta ainda com a participação dos 12 bispos que presidem as comissões pastorais da Conferência, representantes das principais áreas da ação evangelizadora no Brasil. O encontro acolhe também assessores das comissões, os coordenadores dos Organismos do Povo de Deus: Comissão Nacional dos Presbíteros (CNP), Conferência de Religiosos do Brasil (CRB), Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB), Comissão Nacional dos Diáconos (CND) e a Conferência Nacional dos Institutos Seculares (CNIS).

Além deles, estão presentes na reunião os representes de outros organismos como Cáritas Brasileira, Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP), Centro Cultural Missionário (CCM), Centro Nacional de Fé e Política Dom Helder Câmara (CEFEP) e Conselho Indigenista Missionário (CIMI).

Método de trabalho

Os bispos, membros do Consep, adotam como dinâmica de trabalho a apresentação das temáticas inscritas por meio de pedido feito à secretaria-geral da Conferência e, no início da reunião, acrescentam assuntos novos que são submetidos à aprovação dos bispos presentes. As sessões são presididas pelo Cardeal Sergio da Rocha, presidente da CNBB, e as discussões são mediadas por Dom Leonardo Steiner, secretário-geral. Os assessores das comissões assumem as atividades que visam facilitar o encontro dos bispos: cuidam das atas, da organização dos suportes técnicos e distribuição de material.

Nas reuniões do Consep, também costumam receber convidados especiais da presidência da entidade para exposição de assuntos específicos de acordo com as necessidades do momento nacional na vida da sociedade e da Igreja. Outra tarefa que os bispos realizam durante as reuniões ordinárias do Consep é a de trazer informações atualizadas sobre o andamento dos trabalhos nas comissões específicas. E, o encontro também tem parte do seu tempo dedicado ao encontro dos bispos presidentes das comissões e suas assessorias.

Visita especial

No programa da reunião do Consep desta semana ainda está uma visita coletiva às novas instalações das Edições CNBB que estão sendo construídas no Setor de Armazenagem e Abastecimento Norte (SAAN), em Brasília (DF).

Reunião do Consep – 8 e 9 de outubro
Sede da CNBB, em Brasília (DF)

Membros do Conselho:

Cardeal Dom Sergio da Rocha, arcebispo de Brasília (DF) – presidente da CNBB

Dom Murilo Krieger, arcebispo de Salvador (BA) – vice-presidente da CNBB

Dom Leonardo Steiner, bispo auxiliar de Brasília (DF) – secretário-geral da CNBB

Dom Armando Bucciol, bispo de Livramento de Nossa Senhora (BA) – Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia

Dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre (RS) – Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada

Dom João Bosco Barbosa de Sousa, bispo de Osasco (SP) – Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Vida e Família

Dom Guilherme Werlang, bispo de Ipameri (GO) – Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora

Dom Esmeraldo Barreto, bispo-auxiliar de São Luís (MA) – Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial

Dom João Justino de Medeiros, arcebispo coadjutor de Montes Claros (MG) – Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e Educação

Dom Darci José Nicioli, arcebispo de Diamantina (MG) – Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação

Dom Pedro Carlos Cipollini, bispo de Santo André (SP) – Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé

Dom Severino Clasen, diocese de Caçador (SC) – Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato

Dom Francisco Biasin, bispo de Barra do Piraí-Volta Redonda (RJ) – Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso

Dom Vilson Basso, bispo de Imperatriz (MA) – Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude

Dom José Antônio Peruzzo, arcebispo de Curitiba (PA) – Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética

 

CNBB

Concurso para escolha do Hino da Campanha da Fraternidade 2018

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou no dia 21 de junho o edital para a escolha da música tema da campanha

Concurso para escolha do Hino da Campanha da Fraternidade 2018

Música deve ter caráter convocatório

Encontra-se aberto o Concurso para a escolha do Hino da Campanha da Fraternidade (CF) 2018, promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Desta vez, por decisão dos bispos do Conselho Episcopal de Pastoral (CONSEP), o concurso será realizado em um edital, letra e música, simultaneamente, podendo haver parceria entre letristas e músicos.

Conforme o edital do certame, a música deve traduzir, em linguagem poética, os conteúdos do tema: “Fraternidade e superação da violência”, do lema: “Vós sois todos irmãos” (Cf. Mt 23,8) e os objetivos da CF. É necessário também que os candidatos busquem inspiração nas sagradas escrituras e no magistério da Igreja. “A letra deve explorar o caráter convocatório aos cristãos para o engajamento concreto da fé”, diz o edital do concurso.

Os interessados em participar deverão apresentar suas produções de forma escrita, em pauta musical, com indicação de acordes (cifras) para o acompanhamento instrumental. As melodias que não estiverem anotadas na pauta serão desclassificadas. É necessário gravar a música em CD, com ou sem acompanhamento instrumental. O prazo para que as composições sejam enviadas à CNBB é até o dia 31 de julho de 2017.

Confira o edital oficial em PDF

 

CONCURSO PARA O HINO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE – 2018

Prezado(a) compositor(a),

Com alegria e expectativa, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB, está lançando o Concurso para o Hino da Campanha da Fraternidade de 2018. Por decisão dos bispos do Conselho Episcopal de Pastoral (CONSEP), o concurso será realizado em um edital, letra e música, simultaneamente, podendo haver parceria entre letristas e músicos.

Tema e lema da CF 2018

Tema: Fraternidade e superação da violência Lema: “Vós sois todos irmãos” (cf. Mt 23,8)

01 – Características da letra do hino:

a – Traduza em linguagem poética os conteúdos do tema, lema, objetivos (conferir ANEXO II) evitando explicitações desnecessárias, moralismos ou chavões;

b – Buscar inspiração em: Sagrada Escritura e Magistério da Igreja, conforme Anexo II;

c – Apresente um caráter convocativo: Os fiéis serão convocados para a adesão ao que se propõe a Campanha da Fraternidade. É Deus quem convoca sua Igreja, seu povo, para este engajamento concreto da fé;

d – Um embasamento bíblico: A referência bíblica é fundamental, pois ela orienta a vida e a história do povo, e confere sólidos fundamentos para o texto poético;

e – A coerência entre fé e vida: Contemplar a unidade fundamental entre fé e vida, evitando intirnismos ou sentimentalismos exagerados;

f – A esperança de um mundo novo, “um novo céu e uma nova terra … ” (cf. Ap 21,1-7). A força do texto deverá reavivar a esperança, a criatividade, o compromisso cristão. Uma mensagem que ajudará o povo de Deus a pôr-se em marcha;

g – Tenha em todas as estrofes o mesmo número de sílabas e de acentos, ou seja, uma métrica regular e fluente;

h – Tenha alguma forma de rima, embora possam ser usados versos livres. Contudo, a rima, quando bem utilizada, facilita a execução e a memorização do canto.

02 – Critérios para a análise da qualidade literária do texto:

Tratando-se de forma poética, serão observados, em especial, os seguintes critérios:

a – Emprego da função da linguagem mais adequada ao momento litúrgico: evocativa, exortativa, invocativa, narrativo-descritiva, experiencial, penitencial, informativa, laudativa, votiva, reflexivo-meditativa.

b – As qualidades do estilo, em especial quanto aos princípios da correção, da originalidade e da Expressividade poética mediante o emprego pertinente de figuras de linguagem (a exemplo de textos bíblicos poéticos, observar o melhor emprego de metáforas e comparações);

c – Prosódia poética e sua consonância com a prosódia melódica;

d – O desenvolvimento do texto quanto ao ordenamento das ideias. (início, meio e fim);

e – Recomenda-se a leitura do subsídio técnico: “Canto e música litúrgica pós Concílio Vaticano 11: Princípios teológicos, litúrgicos, pastorais e estéticos” (Edições CNBB).

03 – Características da música:

a – Caráter vibrante, vigoroso e convocativo;

b – Melodia e ritmo fluentes, acessíveis a qualquer tipo de assembleia;

c – Força melódica e rítmica eficazes para a dinamização das potencialidades de indivíduos e grupos;

d – Realce bem o sentido da letra. Antes de pensar na composição, ora) autor(a) deverá estudar bem a letra e observar os acentos tônicos (fortes) das palavras para que haja uma correspondência natural com os tempos fortes da melodia. Quando as sílabas não acentuadas (átonas) coincidem com os tempos fortes de cada compasso, a palavra fica deformada (por exemplo: terrá, horâ, vamós … );

e – Seja fluente, simples, porém, bela. A tessitura média das notas musicais deve-se acomodar entre o “dó 3” (dó central do piano ou órgão) e o “dó 4” (uma oitava acima);

f – Tenha pausas de respiração suficientes e nos momentos certos. É bom que haja uma breve respiração no final de cada frase do texto;

g – Seja construída a partir da escala diatônica. Sejam evitados cromatismos exagerados (semitons sucessivos) e intervalos de difícil entoação;

h – Seja artística, fugindo dos “chavões e clichês” já conhecidos e por demais gastos;

i – Tenha características da genuína música brasileira (por exemplo, da etnomúsica religiosa).

04 – Apresentação da composição:

a – Esteja escrita em pauta musical, com a indicação dos acordes (cifras) para o acompanhamento instrumental. As melodias que não vierem anotadas na pauta, automaticamente, não serão submetidas ao concurso.

b – Esteja gravada em CD, com ou sem acompanhamento instrumental.

c – A partitura em formato ‘pdf” e o áudio em formato MP3, juntos, também devem ser enviados para o seguinte e-mail: musica@cnbb.org.br.

05 – Prazo:

As composições sejam enviadas à CNBB até o dia 31 de julho de 2017, trazendo apenas o pseudônimo (nome de fantasia) do/a) autor(a), no remetente. Dentro da correspondência, num envelope fechado, estejam o nome verdadeiro dota) compositor(a), junto com o termo de Cessão de Direitos Autorais – Download – , preenchido e assinado, para o seguinte endereço:

CNBB (Setor Música Litúrgica) SE/Sul, Q. 801, Conj. “B” 70200-014 – BRASÍLIA – DF

Pe. Luiz Fernando da Silva – Secretário Executivo da CF
Dom Leonardo Ulrich Steiner – Bispo Auxiliar de Brasília – DF / Secretário-Geral da CNBB
Ir. Fernando Benedito Vieira, SJ – Assessor da CNBB para Música Litúrgica

Ano B – São Marcos
#Campanhadafraternidade2018  #Cf-2018  #cf2018

 

CNBB
Portal Kairós

Primeiro material de formação sobre a Campanha da Fraternidade 2018

No Brasil, os homicídios dolosos são uma triste realidade: 56.000 pessoas são assassinadas todos os anos no País, o que equivale a 29 vítimas por 100.000 habitantes.

Com o tema, lema e objetivos da Campanha da Fraternidade 2018 definidos, podemos começar os nossos estudos.

O grande desafio daqui pra frente não é somente saber conteúdos, posto que esses estão disponíveis na Internet, mas quais informações são importantes e relevantes para o seu crescimento e da comunidade, como essas informações vão mudar o modo de ver o mundo e de fazer as pessoas crescerem espiritualmente.

A sociedade do conhecimento inaugurou uma nova era. Participe de redes sociais, se inscreva, interaja mais, colabore com o que você sabe e pergunte mais, procure saber, trocar ideias e informações. Não basta ter acesso ao dicionário gigante de informações é preciso que ele faça sentido a todos nós e o laboratório de troca de experiências são as redes sociais. E tenha um filtro para as chamadas “Fake News” (notícias e artigos falsos), não compartilhe sem saber a fonte e a veracidade dos fatos.

Acompanhe aqui no Portal Kairós todos os materiais e notícias da Campanha do ano que vem.


Baixe o primeiro material de formação e estudo sobre a CF 2018 –  155 páginas


Objetivo geral:
“Construir a fraternidade, promovendo a cultura da paz, da reconciliação e da justiça, à luz da Palavra de Deus, como caminho de superação da violência.

Objetivos específicos:
01 – Anunciar a Boa Nova da fraternidade e da paz, estimulando ações concretas que expressem a conversão e a reconciliação no espírito quaresmal.

02 – Analisar as múltiplas formas de violência, considerando suas causas e consequências na sociedade brasileira, especialmente as provocadas pelo tráfico de drogas;

03 – Identificar o alcance da violência nas realidades urbana e rural de nosso país, propondo caminhos de superação a partir do diálogo, da misericórdia e da justiça em sintonia com o Ensino Social da Igreja.

04 – Valorizar a família e a escola como espaços de convivência fraterna, de educação para a paz e de testemunho do amor e do perdão.

05 – Identificar, acompanhar e reivindicar políticas públicas de superação da desigualdade social e da violência.

06 – Estimular as comunidades cristãs, pastorais, associações religiosas e movimentos eclesiais ao compromisso com ações que levem à superação da violência.

07 – Apoiar os centros de direitos humanos, comissões de justiça e paz, conselhos paritários de direitos e organizações da sociedade civil que trabalham para a superação da violência.

 

Portal Kairós

Concurso para o Cartaz oficial da Campanha da Fraternidade 2018

Violência urbana: triste realidade do Brasil

Processo de escolha do Cartaz oficial da Campanha da Fraternidade 2018

I – A Campanha da Fraternidade – CF

Em 1964, em pleno desenvolvimento do Concílio Vaticano II, realizou-se a primeira Campanha da Fraternidade, em âmbito nacional, sob os cuidados da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB.
Expressão de comunhão, conversão e partilha, a Campanha da Fraternidade tem como objetivos permanentes: 1. Despertar o espírito comunitário e cristão na busca do bem comum; 2. Educar para a vida em fraternidade; 3. Renovar a consciência da responsabilidade de todos pela ação evangelizadora, em vista de uma sociedade justa e solidária.
A cada ano, os Bispos do Conselho Episcopal Pastoral (CONSEP) da CNBB, acolhendo as sugestões vindas dos Regionais da CNBB, das organizações eclesiais, escolhem um tema e um lema para chamar a atenção sobre alguma situação que, na sociedade, precisa de cuidados para o bem de todos.
Para o ano de 2018, foi escolhido o tema “FRATERNIDADE E SUPERAÇÃO DA VIOLÊNCIA”, e o lema: “VÓS SOIS TODOS IRMÃOS” (Mt 28,3),

Objetivo geral: “Construir a fraternidade, promovendo a cultura da paz, da reconciliação e da justiça, à luz da Palavra de Deus, como caminho de superação da violência.

Objetivos específicos:
01 – Anunciar a Boa Nova da fraternidade e da paz, estimulando ações concretas que expressem a conversão e a reconciliação no espírito quaresmal.
02 – Analisar as múltiplas formas de violência, considerando suas causas e consequências na sociedade brasileira, especialmente as provocadas pelo tráfico de drogas;
03 – Identificar o alcance da violência nas realidades urbana e rural de nosso país, propondo caminhos de superação a partir do diálogo, da misericórdia e da justiça em sintonia com o Ensino Social da Igreja.
04 – Valorizar a família e a escola como espaços de convivência fraterna, de educação para a paz e de testemunho do amor e do perdão.
05 – Identificar, acompanhar e reivindicar políticas públicas de superação da desigualdade social e da violência.
06 – Estimular as comunidades cristãs, pastorais, associações religiosas e movimentos eclesiais ao compromisso com ações que levem à superação da violência.
07 – Apoiar os centros de direitos humanos, comissões de justiça e paz, conselhos paritários de direitos e organizações da sociedade civil que trabalham para a superação da violência.

II – O Tema da CF 2018

O tema da CF 2018 pretende considerar que a violência nunca constitui uma resposta justa. A Igreja proclama, com a convicção da sua fé em Cristo e com a consciência de sua missão, que a violência é um mal, que a violência é inaceitável como solução para os problemas, que a violência não é digna do homem. A violência é mentira que se opõe à verdade da nossa fé, à verdade da nossa humanidade. A violência destrói o que ambiciona defender: a dignidade, a vida, a liberdade dos seres humanos.

A busca de soluções alternativas à violência para resolver os conflitos assumiu atualmente um caráter de dramática urgência. É, portanto, essencial a busca das causas que originam a violência, em primeiro lugar as que se ligam a situações estruturais de injustiça, de miséria, de exploração, sobre as quais é necessário intervir com o objetivo de superá-las. (Cf. Compêndio da Doutrina Social da Igreja).

A proposta é a superação da violência, e nos ajuda nessa reflexão o discurso do Papa Francisco no encontro com os presidentes Abbas e Peres, no ano 2014: “Ouvimos uma chamada e devemos responder: a chamada a romper a espiral do ódio e da violência, a rompê-la com uma única palavra: “irmão”. Mas, para dizer esta palavra, devemos todos levantar os olhos ao Céu e reconhecer-nos filhos de um único Pai”.

III – O Lema da CF 2018

O lema da CF 2018 busca resgatar o sentido da Fraternidade dos povos somos todos irmãos e irmãs filhos e filhas de um mesmo Pai por isso iluminados pelo Evangelho do Reino somos chamados a não violência.

A mensagem do Papa Francisco para o 47º Dia mundial da Paz nos ajuda aprofundar essa realidade: “Surge espontaneamente a pergunta: poderão um dia os homens e as mulheres deste mundo corresponder plenamente ao anseio de fraternidade, gravado neles por Deus Pai? Conseguirão, meramente com as suas forças, vencer a indiferença, o egoísmo e o ódio, aceitar as legítimas diferenças que caracterizam os irmãos e as irmãs?

Parafraseando as palavras do Senhor Jesus, poderemos sintetizar assim a resposta que Ele nos dá: dado que há um só Pai, que é Deus, vós sois todos irmãos ( Mt 23,9). A raiz da fraternidade está contida na paternidade de Deus. Não se trata de uma paternidade genérica, indistinta e historicamente ineficaz, mas do amor pessoal, solícito e extraordinariamente concreto de Deus por cada um dos homens (Mt 6, 25-30). Trata-se, por conseguinte, de uma paternidade eficazmente geradora de fraternidade, porque o amor de Deus, quando é acolhido, torna-se no mais admirável agente de transformação da vida e das relações com o outro, abrindo os seres humanos à solidariedade e à partilha ativa.

Em particular, a fraternidade humana foi regenerada em e por Jesus Cristo, com a sua morte e ressurreição. A cruz é o “lugar” definitivo de fundação da fraternidade que os homens, por si sós, não são capazes de gerar. Jesus Cristo, que assumiu a natureza humana para a redimir, amando o Pai até à morte e morte de cruz (Fl 2, 8), por meio da sua ressurreição constitui-nos como humanidade nova, em plena comunhão com a vontade de Deus, com o seu projeto, que inclui a realização plena da vocação à fraternidade.

IV – A elaboração do Cartaz da CF 2018

a) O Cartaz deverá conter, além da arte, os dizeres: “Campanha da Fraternidade 2018”; “Fraternidade e superação da violência” e “Vós sois todos irmãos (Mt 28,3);
b) Visibilizar uma mensagem clara… possível de ser lida e entendida a uma razoável distância (10m). A ideia do Tema e do Lema deve ser facilmente assimilada pelo público.
c) Que seja de fácil/imediata leitura/assimilação por parte das pessoas ou do público a quem se dirige…
d) Apresentar uma mensagem que cause impacto no público…
e) Ante estas considerações, como deve ser o título/tema/ideia central do Cartaz (fonte, tamanho, cor, localização…) considerando ainda que o Cartaz da CF conjuga mensagem de texto (com diversas informações – ordem de prioridade/ importância…) e mensagem de imagem…?
f) Destaque maior ao Tema da CF.
g) Destaque um pouco menor ao Lema, mas destaque.
h) De forma mais reduzida as demais informações do Cartaz….
i) Não sobrecarregar demais o Cartaz (dizeres, imagens/desenhos…) – Confunde, diminui a assimilação da mensagem forte desse instrumento/meio de divulgação…
j) Pensar uma arte que seja viável para ser aplicada além do Cartaz, como por exemplo: adesivo, camiseta, bonés, mochilas.

V – Prazos, escolha e cessão de direitos

01 – O Cartaz deverá ser enviado à CNBB (endereço abaixo) até o dia 20 de julho de 2017;
02 – O Conselho Episcopal Pastoral (CONSEP) da CNBB procederá a escolha do Cartaz, tendo liberdade para sugerir as modificações que acharem necessárias para o bem pastoral da Conferência a ser distribuído em todo o território nacional;
03 – O autor do Cartaz escolhido será premiado com o Manual com os subsídios da CF 2017 e terá o nome em todos os textos impressos;
04 – Após aprovado o cartaz serão inseridos: o dia da Coleta nacional da solidariedade e as logomarcas da Campanha e da CNBB
05 – O Cartaz deverá ser acompanhado do termo de Cessão Gratuita de Direitos Autorais (ver modelo no site da CNBB), sem o qual o autor estará impedido de participar do concurso.
06 – O Cartaz deverá ser endereçado à:
CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL – CNBB
Setor Campanhas
SE/SUL – Quadra 801 – Conjunto ‘B’
70.200-014 – BRASÍLIA-DF

Edital em PDF

Os Bispos do Conselho Episcopal Pastoral (CONSEP) agradecem aos que se sentiram inspirados a partilhar do seu talento para construir o instrumental capaz de fazer chegar ao coração de cada irmão e irmã a mensagem de Jesus, nosso Senhor e Salvador.
Por intercessão de Nossa Mãe Aparecida, desça sobre o povo brasileiro a bênção de Deus Pai e Filho e Espírito Santo.
Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB


CNBB

Edição e adaptação: Portal Kairós