Subsídios / Materiais para o Ano do Laicato 2017-2018

Lançamento Oficial do Ano do Laicato

Dioceses de todo o País, durante a festa de Cristo Rei, no dia 26 de novembro, celebrarão o início do Ano Nacional do Laicato. Com o intuito de promover a transformação da sociedade, traz como tema “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino”.

O bispo de Caçador (SC) e presidente da Comissão Episcopal Especial para o Ano do Laicato, Dom Severino Clasen, afirma que a intenção é trabalhar a mística do apaixonamento e seguimento a Jesus Cristo. “Isto leva o cristão leigo a tornar-se, de fato, um missionário na família e no trabalho, onde estiver vivendo”, disse o bispo.

O Ano do Laicato terá como objetivo geral: “Como Igreja, Povo de Deus, celebrar a presença e a organização dos cristãos leigos e leigas no Brasil; aprofundar a sua identidade, vocação, espiritualidade e missão; e testemunhar Jesus Cristo e seu Reino na sociedade”.

O destaque ficará por conta do estudo e prática do Documento nº 105 e demais documentos do Magistério, em especial do Papa Francisco, sobre o Laicato, estimulando a participação e atuação dos leigos e leigas. Além disso, durante este período, serão realizados seminários regionais e temáticos, eventos, publicação de livros e de mensagens.

Dom Severino espera que o Ano do Laicato sirva de motivação para que a sociedade se engaje cada vez mais com as questões sociais, propondo, debatendo e apresentando ideias. “O legado que a celebração quer deixar é o envolvimento de toda a sociedade para que faça a auditoria da dívida pública. Como fazer? Com o espírito cristão, com a luz do Espírito Santo, com a consciência de igreja para transformar o mundo”, declarou.

Durante o Ano do Laicato, também, serão comemorados os 30 anos do Sínodo Ordinário sobre os Leigos (1987) e da Exortação Apostólica Christifideles Laici, de São João Paulo II, sobre a vocação e a missão dos leigos na Igreja e no mundo (1988). A comemoração terá como eixo central a presença e a atuação dos cristãos leigos e leigas como “ramos, sal, luz e fermento” na Igreja e na sociedade.

Confira aqui o Hino Oficial do Laicato

 

Subsídios / Materiais para o Ano do Laicato 2017-2018:

Mais Subsídios / Materiais para o Ano do Laicato 2017-2018:

CF 2018: Análise da violência no Brasil

O professor da PUC Minas, onde coordena o Núcleo de Estudos Sociopolíticos (Nesp), Robson Sávio Reis Souza, é um dos colaboradores na redação do texto base da Campanha da Fraternidade 2018, cujo tema é violência. Doutor em Ciências Sociais e especialista em Segurança Pública, além de membro associado do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o professor falou à Revista Bote Fé, das Edições da CNBB, sobre o tema da violência. Para o autor do livro “Quem comanda a segurança pública no Brasil: atores, crenças e coalizões que dominam a política nacional de segurança pública”, da Editora Letramento, a violência vem se tornando o fio condutor da forma como se realiza a sociabilidade no Brasil. Acompanhe, abaixo, a íntegra da entrevista.

A ideia de que o povo brasileiro é ordeiro e de que há uma sociabilidade pacífica é um mito nacional?

A experiência do viver em paz fundamenta a autoimagem de um povo que se concebe como pacífico, ordeiro e inimigo da violência. Contudo, essa ideia não apaga as contradições. Ao mesmo tempo em que se ostenta a vida pacífica, produz-se e promove-se a violência, tanto no espaço público como no ambiente privado de casas e empresas; nas interações pessoais diretas ou mediadas pela tecnologia. Constata-se que, até mesmo nas relações sociais cotidianas, o equilíbrio necessário à existência pacífica tem aparecido frágil e suscetível a abalos, inflamados frequentemente por razões banais.

Nesse movimento de transformação social, tem emergido uma sociabilidade que vai se concretizando em ações cotidianas violentas. A cordialidade parece ceder lugar à intolerância. O compartilhamento negociado de espaços e recursos parece, então, correr o risco de ser substituído pela imposição autoritária de pontos de vista e a subjugação do outro pelo uso da força, seja ela simbólica ou, em certos casos, até mesmo física. Em razão de fenômenos como esses, é possível suspeitar que a sociedade brasileira possa estar consolidando modos de vida referenciados no uso da força e da violência.

A violência se torna o fio condutor da forma como se realiza a sociabilidade, isto é, a forma como uma pessoa interage com as demais em um certo grupo social. Por vezes, para combater a violência, escolhem-se condutas violentas. A concepção punitiva da justiça feita pelas próprias mãos, o incremento dos equipamentos de segurança pela população em busca de autoproteção, a exigência do maior rigor nas leis e do aumento dos presídios são exemplos de como o discurso contra a violência às vezes se converte em práticas que podem vir a aumentar ainda mais a sociabilidade violenta. Isso ocorre quando se pretender fazer o combate da violência pelo recurso a instrumentos potencialmente geradores de mais violência.

A concepção punitiva da justiça feita pelas próprias mãos, o incremento dos equipamentos de segurança pela população, a exigência do maior rigor nas leis e do aumento dos presídios são exemplos de como o discurso contra a violência às vezes se converte em práticas que podem vir a aumentar ainda mais a sociabilidade violenta

No texto base da CF 2018 vocês falam de uma violência multifacetada e epidêmica que faz parte da história do país. Multifacetada e epidêmica? O que estas expressões dizem sobre a natureza da violência em nosso país?

O Brasil é uma sociedade injusta, excludente e extremamente desigual que exibe uma democracia sem cidadania. Injustiça, exclusão e desigualdade são fatores que geram múltiplas formas de violência. A fome, o desemprego, a falta de moradia, de políticas públicas de proteção e promoção de direitos são tipos de violência que afetam a dignidade humana.

Apesar de ser a oitava maior economia mundial, é o décimo país mais desigual do mundo, segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano, de 2016, elaborado pela Organização das Nações Unidas. Em relação à violência letal, por exemplo, os números apontados pelo Mapa da Violência 2016, mostram que, no Brasil, cinco pessoas são mortas por arma de fogo a cada hora. A cada único dia são 123 pessoas assassinadas dessa forma.

Por ano, quase 60 mil brasileiros são assassinados. A maioria pobres, negros, jovens e moradores da periferia. É uma violência seletiva. Não atinge a todos. No Brasil, há locais mais seguros que a Europa e mais violentos que a Síria. Talvez, por isso, a violência letal não apareça como um escândalo que clama aos céus, para muitos segmentos da sociedade e dos governos.

Essas cifras revelam que, no Brasil, ocorrem mais mortes por arma de fogo do que nas chacinas e atentados que acontecem em todo o mundo. Contam-se mais homicídios aqui do que em diversas das guerras recentes.

A violência se torna o fio condutor da forma como se realiza a sociabilidade, isto é, a forma como uma pessoa interage com as demais em um certo grupo social

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Dioceses da Bahia e Sergipe participam de Seminário sobre a CF 2018

Com o objetivo de apoiar as Dioceses da Bahia e Sergipe no aprofundamento da temática da Campanha da Fraternidade 2018, o Regional Nordeste 3 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB NE3) realizou entre os dias 17 e 19 de novembro o Seminário sobre a Campanha, cujo tema será “Fraternidade e superação da violência”, e o lema “Em Cristo somos todos irmãos” (Mt 23,8).

O Tema foi discutido com a colaboração do assessor do secretariado executivo da CNBB nacional para a CF, Antônio Evangelista. Ele explicou que os bispos escolheram falar sobre violência porque é uma realidade que atinge todos os espaços, independente de idade, sexo, religião e cor.

“Além disso, o apelo do evangelho que nos ensina que a violência não é o caminho do Reino de Deus. E como a CF é o diálogo entre a sociedade e o Evangelho, e como a Igreja quer que as pessoas cheguem ao Reino de Deus, é importante chamar a atenção sobre o assunto”, explicou.

Ele disse ainda que quando se fala em violência a CF está pensando na violência psicológica, física e verbal que estão interligadas; e isso precisa ser compreendido se se quer superar esse desafio: “Precisamos agir. A perspectiva de ação passa pela pessoa, pela família, pela Igreja e por todas as instâncias da sociedade”.

O coordenador de campanhas da Arquidiocese de Aracaju, Lourenço Rodrigues, explicou que serão realizadas diversas atividades a nível arquidiocesano e também na sub-região pastoral 2 (composta pelas três dioceses do estado de Sergipe), tais como abertura oficial, seminário, discussão na Câmara de Vereadores e na Assembleia Legislativa do Estado, entre outras.

“A violência em Aracaju, assim como em outras cidades do Regional, tem crescido muito. Por isso, é importante que essa temática seja discutida e adaptada para a realidade local”.

O Seminário contou também com a assessoria do Juiz da Vara do Júri de Execuções Penais de Vitória da Conquista, Dr. Reno Viana. Ela apresentou dados oficiais do Governo Estadual sobe o número de homens e mulheres encarcerados na Bahia nas 26 unidades prisionais. Há, oficialmente, 12 mil vagas e uma população carcerária de 15 mil presidiários: “Ou seja, ao menos 3 mil pessoas estão ocupando vagas que não existem”. E provocou: “como nós, enquanto católicos, lidamos com esta realidade desafiadora?”.

Também Celso Fernandes Sant’Anna Júnior, que é da coordenação da Área Criminal do Ministério Público da Bahia, apresentou dados sobre a realidade do Regional que ajudaram a ilustrar o tema da violência.

Esteve também presente Dom João Petrini, presidente da CNBB NE3 que fez a fala de abertura do Seminário e encorajou os presentes a assumirem, com firmeza, o debate desta importante temática na Igreja e na sociedade.

 

cnbbne3.org.br

Hino Oficial do Laicato 2017-2018

Solenidades de Cristo Rei – 26/11/2017 a 25/11/2018)

Hino Oficial do Laicato

Letra e Música: Adenor Leonardo Terra

Vós sois o sal da terra, vós sois a luz do mundo,
Levai aos povos todos o amor, meu dom fecundo!
Teu Reino, ó Jesus Cristo, queremos propagar,
Seguindo o teu exemplo, o mundo transformar!

01 – Sendo membros do teu corpo, que é a Igreja,
Cristãos leigos e leigas construímos nova história!

02 – Instruídos por tua santa Palavra,
Chamados e enviados para cumprir a missão!

03 – Alimentados por teu corpo e sangue,
Assumimos, com coragem, a nossa vocação!

04 – “Chamados, antes de tudo, à santidade,
Interpelados a viver a santidade no mundo!”

05 – “Sal da terra, luz do mundo, fermento na massa”,
Não deixamos de ser “ramos na Videira”!

06 – “Na família, no trabalho, na política,
Em todos os âmbitos de atividade humana!”

07 – “Verdadeiros sujeitos eclesiais,
Aptos a atuar na Igreja e na sociedade!”


Na Área Especial:

Eventos para o Ano Nacional do Laicato:

– Abertura do Ano em cada Diocese e Paróquia (Solenidade de Cristo Rei – 26/11/2017);
– Abertura pela Presidência da CNBB em Rede Nacional (28/11/2017);
– 14º Intereclesial das CEBs em Londrina – PR (23 a 27/01/2018);

Semana Missionária “Igreja em Saída” nas Igrejas locais (sugestão: julho de 2018): Círculos Bíblicos em cada rua e nos ambientes de trabalho.

– Seminários Temáticos nos Regionais;
– Congresso Latino-Americano e Caribenho sobre o Laicato, promovido pelo CELAM, em Mariápolis – SP (02 a 04/11/2018);
– Visitação da imagem da Sagrada Família pelas Comunidades e Paróquias;
– Encontros de reflexão no mês de novembro;
– Dia Mundial dos Pobres (18/11/2018);
– Encerramento com a Assembleia Nacional dos Organismos do povo de Deus (23 e 24/11/2018) e Romaria do Laicato em Aparecida – SP.

Confira tudo sobre o Ano do Laicato 2018

Cartaz Oficial da CF 2018

Cartaz da Campanha da Fraternidade 2018 para baixar

Cartaz Oficial da CF 2018

Cartaz Oficial da CF-2018

Baixe o cartaz da Campanha da fraternidade 2018:

Baixe o cartaz da Campanha da fraternidade 2018 em Preto e Branco:

 

 

Na Área Especial:

Cartaz da Campanha da Fraternidade 2018 em PSD (PhotoShop):

Foto recortada em PDS (PhotoShop):

Cartaz alternativo em Alta Qualidade:

 

Cartaz Campanha da Fraternidade 2018

O cartaz apresenta um grupo de pessoas de idades e etnias diferentes representando a multiplicidade da sociedade brasileira.

As pessoas formam um círculo e unem as mãos, indicando que a superação da violência só será possível a partir da união de todos a partir de pacto firmado em agir para combater a cultura da violência e resgatar uma cultura de tolerância e de paz. A violência atinge toda a sociedade brasileira em suas múltiplas esferas, o caminho para superar a violência é a fraternidade entre as pessoas que se unem para implementar a cultura da paz.

A proposta é a superarão da violência, as palavras do Papa Francisco no encontro com os presidentes Abbas e Peres, no ano 2014, nos ajudam a nos colocarmos nesse empenho: “Ouvimos uma chamada e devemos respondera chamada a romper a espiral do ódio e da violência, a rompê-la com uma única palavra: irmão. Mas, para dizer esta palavra, devemos todos levantar os olhos ao Céu e reconhecer-nos filhos de um único Pai”.

O tema “Fraternidade e superação da violência” pretende considerar que a violência nunca constitui uma resposta justa. A Igreja proclama, com a convicção de sua fé em Cristo e com a consciência de sua missão, que a violência é um mal, que a violência e inaceitável como solução para os problemas, que a violência não é digna do homem. A violência é mentira que se opõe à verdade de nossa fé, à verdade de nossa humanidade. A violência destrói o que ambiciona defender: a dignidade, a vida, a liberdade dos seres humanos.

O lema “Vós sois todos irmãos” busca resgatar o sentido da fraternidade dos povos, pois somos todos irmãos e irmãs, filhos e filhas de um mesmo Pai. Por isso, iluminados pelo Evangelho do Reino, somos chamados à não violência.

 

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