Seminário sobre a Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2016

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Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016

O Regional Sul 3 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), através de sua representação junto ao Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), realizará no dia 28 de outubro de 2015, nas Livrarias Paulinas, Rua Andrades, 1212, em Porto Alegre (RS), um Seminário sobre a Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2016, com o tema: “Casa comum: nossa responsabilidade”.

Inscrições e mais informações através dos contatos: Edison Costa (51) 8100-6428 ou com Waldir Bohn Gass (51) 9222-7787. Será disponibilizado almoço, lanche e material da CF no local.

Alguns elementos para reflexão
1. As Igrejas que integram o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC) assumem como missão expressar em gestos e ações o mandato evangélico da unidade, que diz: “Que todos sejam um, como tu, Pai, estás em mim e eu em ti; que também eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17,21).

2. O testemunho ecumênico coloca-se na contramão de todo tipo de competição e de proselitismo, tão frequentes no nosso contexto religioso. É uma clara manifestação de que a paz é possível. É um apelo dirigido a todas as pessoas religiosas e de boa vontade para que contribuam com as suas capacidades para a promoção do diálogo, da justiça, da paz e do cuidado com a criação. É, também, uma comprovação de que Igrejas irmãs são capazes de repartir dons e recursos na sua missão.

3. A caminhada ecumênica realizada pelo CONIC tem mais de três décadas. É uma trajetória marcada por fraternidade, confiança, parceria e protagonismo. Dessa trajetória, podem ser destacados como expressões concretas de comunhão fraterna as três Campanhas da Fraternidade Ecumênicas, realizadas nos anos 2000, 2005 e 2010. Todas elas marcaram profundamente a vida das Igrejas que nelas se envolveram.

4. A motivação para essas Campanhas fundamentou-se na compreensão de que, no centro da vivência ecumênica está a fé em Jesus Cristo. Isso se deu porque o movimento ecumênico está marcado pela ação e pelo desafio de construir uma Casa Comum (oikoumene) justa, sustentável e habitável para todos os seres vivos. Essa luta é profética, pois questiona as estruturas que causam e legitimam vários tipos de exclusão: econômica, ambiental, social, racial, étnica. São discriminações que fragilizam a dignidade de mulheres e homens.

5. É exatamente isso que acontece quando, neste ano, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) coloca outra vez à disposição do CONIC a Campanha da Fraternidade, seu mais conhecido projeto de evangelização.

6. Com esse espírito, no ano 2000, na virada do milênio e no contexto do Grande Jubileu, foi realizada a primeira Campanha da Fraternidade Ecumênica com o tema “Dignidade Humana e Paz” e com o lema “Novo Milênio sem Exclusões”. No ano de 2005, foi realizada a segunda Campanha da Fraternidade Ecumênica. O tema foi ”Solidariedade e Paz” e o lema: “Felizes os que promovem a paz”. A Campanha Ecumênica de 2010 provocou o debate sobre o papel da economia na sociedade. O tema foi “Economia e vida” e foi aprofundado com o lema bíblico “Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro” (Mt 6,24c).

7. A Campanha da Fraternidade de 2016 apresenta o tema “Casa Comum, nossa responsabilidade” e tem como lema: “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Am 5,24). O objetivo principal é assegurar o direito ao saneamento básico para todas as pessoas e empenharmo-nos, à luz da fé, por políticas públicas e atitudes responsáveis que garantam a integridade e o futuro de nossa Casa Comum.

8. Nesse tema e nesse lema, duas dimensões básicas para a subsistência da vida são abarcadas a um só tempo: o cuidado com a criação e a luta pela justiça, sobretudo dos países pobres e vulneráveis. Nessa Campanha da Fraternidade Ecumênica, queremos instaurar processos de diálogo que contribuam para a reflexão crítica dos modelos de desenvolvimento que têm orientado a política e a economia. Faremos essa reflexão a partir de um problema específico que afeta o meio ambiente e a vida de todos os seres vivos, que é a fragilidade e, em alguns lugares, a ausência dos serviços de saneamento básico em nosso país.

9. Perguntamos: como estão estruturadas as nossas cidades? Quem realmente tem acesso ao saneamento básico? No ano de 2014, o sudeste do Brasil viveu uma das maiores crises hídricas já registradas na história recente do país. Quem foi responsabilizado por isso? Por que os serviços de saneamento básico, considerados como direito humano básico pela Organização das Nações Unidas estão em disputa?

10. Com essa CFE colocamo-nos em sintonia com o Conselho Mundial de Igrejas e também com o Papa Francisco. Ambos têm chamado a atenção para o fato de que o atual modelo de desenvolvimento está ameaçando a vida e o sustento de muitas pessoas, em especial as mais pobres. É um modelo que destrói a biodiversidade. A perspectiva ecumênica aponta para a necessidade de união das Igrejas diante dessa questão. Nossa Casa Comum está sendo ameaçada. Não podemos, portanto, ficar calados. Deus nos convoca para cuidar da sua criação. Promover a justiça climática, assumir nossas responsabilidades pelo cuidado com a Casa Comum e denunciar os pecados que ameaçam a vida no planeta é a missão confiada por Deus a cada um e cada uma de nós.

11. É uma alegria compartilhar que nessa CFE, além das cinco Igrejas que integram o CONIC, somaram forças também: a Aliança de Batistas do Brasil, o Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular (CESEEP) e a Visão Mundial. Outra novidade é que a IV Campanha da Fraternidade Ecumênica será internacional, porque a Misereor, organização dos bispos católicos alemães para a cooperação e o desenvolvimento, integrou-se nesse mutirão. Nossa oração e desejo é que mais Igrejas e religiões entrem nessa caminhada.

 

Judinei Vanzeto
Assessoria de Imprensa
Regional Sul 3 / CNBB

Sede Misericordiosos é lema da Campanha para Evangelização

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Em sintonia com o Jubileu Extraordinário da Misericórdia, que acontecerá de 8 de dezembro deste ano até 20 de novembro de 2016, o Campanha para a Evangelização (CE) 2015 traz como lema “Sede Misericordiosos”. A iniciativa, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), completou 17 anos a serviço das atividades pastorais da Igreja.

A Campanha iniciará na Solenidade de Jesus Cristo Rei do Universo e se estenderá até o terceiro domingo do Advento. É articulada pela Comissão Episcopal para a Campanha para a Evangelização da CNBB.

Este ano, a mobilização nacional promoverá iniciativas que visam refletir com a comunidade sobre a importância da acolhida e do perdão. “Queremos, pois, destacar que Evangelização e Misericórdia são duas faces de uma mesma ‘moeda’: evangelizar é anunciar a misericórdia divina; fazer experiência dessa misericórdia é entrar no coração do Evangelho”, explica o arcebispo de Salvador e vice-presidente da CNBB, dom Murilo Krieger.

O lema escolhido também volta-se para o tempo litúrgico do Advento, período de preparação para o Natal, e início do Jubileu da Misericórdia. “É preciso levar em conta que no dia 8 de dezembro, o papa Francisco abrirá o Ano da Misericórdia. No domingo seguinte, quando este mesmo Ano Jubilar estiver sendo aberto nas dioceses, estaremos no ponto alto da Campanha para a Evangelização” comenta o primaz do Brasil, dom Murilo.

Frutos da Campanha

Durante esses anos, inúmeros projetos foram atendidos com os recursos das coletas da Campanha para a Evangelização. Dom Murilo destaca que essas iniciativas sociais são frutos dos trabalhos das dioceses por todo o Brasil.

“As iniciativas mais importantes e significativas da Campanha para a Evangelização acontecem nas próprias dioceses. E isso é compreensível, já que é lá que os cristãos vivem e trabalham. A CNBB não vive para si mesma; tudo o que ela faz é em vista das dioceses, a quem procura servir”, pontua o arcebispo.

Coleta nacional

Criada em 1998 pela CNBB, a Campanha para a Evangelização mobiliza, anualmente, as comunidades a assumirem a responsabilidade de participar na sustentação das atividades pastorais da Igreja no Brasil. Dentre os vários serviços prestados pela CNBB, a CE constitui-se em uma atividade de evangelização às comunidades.

O ponto alto da Campanha será a coleta realizada nas missas e celebrações do domingo, 13 de dezembro. A distribuição dos recursos é feita da seguinte forma: 45% permanecem na própria diocese; 20% são encaminhados para os regionais da CNBB; e os demais 35%, para a CNBB Nacional. As doações, em caráter individual, também podem ser feitas pelo site: www.evangelija.com.

“A parte que vai para a CNBB Nacional é direcionada a projetos de evangelização que atingem todo o país e, também, para ajudar dioceses pobres, que precisam do apoio das demais para poderem desenvolver suas atividades evangelizadora”, pontua dom Murilo.

Evangeli.Já

A CE tem o slogan “Evangeli.Já”, que faz referência à palavra evangelizar e mostra a urgência da evangelização e da cooperação de todos.

“Em um mundo agitado, em que as pessoas ouvem mil propostas e são envolvidas por inúmeros desafios, a Igreja sente seu dever ser mais ágil no trabalho evangelizador. Portanto, não há na Igreja espaço para os acomodados e, menos ainda, para os indiferentes. Precisamos colocar nossa criatividade em ação, para descobrir novas maneiras de ter acesso ao coração de todos. Em outras palavras: é preciso Evangelizar Já!”, diz o arcebispo.

Oração da Campanha para a Evangelização – CE 2015

Oração da CEJesus_misericordia_ce_2015

Pai Santo,
quisestes que a vossa Igreja fosse no mundo fonte de salvação para todas as nações,
a fim de que a obra do Cristo que vem continue até o fim dos tempos.
Aumentai em nós o ardor da evangelização, derramando o Espírito prometido,
e fazei brotar em nossos corações a resposta da fé.
Por Cristo, nosso Senhor.
Amém!

Campanha para a Evangelização 2015 – CE 2015

Campanha de Evangelização 2015

Campanha de Evangelização 2015 CNBB

A Campanha para a Evangelização associa a Encarnação do Verbo e o nascimento de Jesus Cristo com a missão permanente da Igreja que é evangelizar. Inicia-se na festa de Cristo Rei, e encerra-se no terceiro domingo do Advento, quando deve ser realizada nas comunidades a Coleta para a Evangelização.

Durante a Campanha deste ano, ocorrerá a abertura do Jubileu Extraordinário da Misericórdia. É desejo do Papa Francisco que a Igreja anuncie a misericórdia, caminho que une Deus e os homens, e nutre a esperança de sermos amados para sempre, apesar da limitação do nosso pecado.

As comunidades são chamadas a prepararem as pessoas para contemplarem o rosto misericordioso de Deus, manifesto na ternura do Filho que Maria Santíssima apresenta a todos, e acolherem os valores que Ele nos anuncia.

O pecado e o Protoevangelho

O ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus e, por isso, só encontra a verdadeira realização em Deus. Sua vida deve ser voltada para Ele e nele está a razão de seu existir e de sua felicidade.

O pecado é a grande ameaça a esta felicidade humana, uma vez que representa uma ruptura no relacionamento com Deus. O pecado de Adão muda os rumos da história e enterra o sonho de felicidade do ser humano. Só traz sofrimento, dor e morte. Desumaniza a pessoa.

Assim, temos os sinais de morte presentes no mundo, como a violência, o desrespeito à dignidade humana e aos direitos pessoais e sociais, as doenças, o medo, os traumas, as neuroses etc.

Mas, como diz a Oração Eucarística IV, “quando pela desobediência perderam a vossa amizade, não os abandonastes ao poder da morte, mas a todos socorrestes com bondade, para que, ao procurar-vos, vos pudessem encontrar”. E este socorro é anunciado no protoevangelho: “E o Senhor Deus disse à serpente: ‘Porque fizeste isso, serás maldita entre todos os animais domésticos e entre todos os animais selvagens. Rastejarás sobre teu ventre e comerás o pó todos os dias de tua vida. Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar’” (Gn 3,14-15).

Esta promessa é cumprida em Jesus Cristo. Todos estamos acostumados a ver a imagem de Nossa Senhora das Graças, na qual ela pisa na cabeça da serpente, indicando que por seu filho Jesus, o mal é vencido. O Natal é o cumprimento dessa promessa.

Jesus: Deus salvará seu povo de seus pecados

O Evangelho de São Mateus nos diz: “José, seu esposo, sendo justo e não querendo denunciá-la publicamente, pensou em despedi-la secretamente. Mas, no que lhe veio esse pensamento, apareceu-lhe em sonho que lhe disse: José, filho de Davi, não tenhas receio de receber Maria, tua esposa; o que nela foi gerado vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e tu lhe porás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados” (Mt 1,19-21).

Jesus veio ao mundo como salvador e manifestou isso com palavras e com gestos. Afirmou que “Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele” (Jo 3,17). “Dá a sua vida para a salvação do mundo” (cf. Jo 6,51).

Campanha para a Evangelização 2015

Esta salvação nos mostra o Deus misericordioso que veio ao nosso encontro. No cântico do Magnificat, Maria afirma que Deus “acolheu Israel, seu servo, lembrando–se de sua misericórdia” (Lc 1,54).

E o Deus misericordioso exige de nós misericórdia. Jesus afirmou: “Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia!” (Mt 5,7). Também nos diz que “com o mesmo julgamento com que julgardes os outros sereis jul- gados; e a medida que usardes para os outros servirá para vós” (Mt 7,2).

O Natal nos manifesta este amor misericordioso de Deus e nos convida a viver segundo esse amor.

A missão da Igreja e o anúncio querigmático

A Igreja é a continuadora da obra de Cristo e cumpridora do seu mandato: Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo (cf. Mt 28,19-20). Fazer discípulos de Jesus é criar condições para que a misericórdia se faça presente nos corações dos fiéis.

Este trabalho tem início com o querigma, o primeiro anúncio, assim definido pelo Papa Francisco: “É o fogo do Espírito que se dá sob a forma de línguas e nos faz crer em Jesus Cristo, que, com a sua morte e ressurreição, nos revela e comunica a misericórdia infinita do Pai”. Anunciar a salvação em Jesus Cristo é anunciar o Deus misericordioso que vem ao nosso encontro. Não se trata de um mero anúncio que precisa ser conhecido no seu conteúdo, mas o anúncio de uma forma de relacionamento amoroso e misericordioso entre o nosso Deus e seus filhos e suas filhas.

Este anúncio querigmático deve ser assumido comunitariamente e, por isso, nunca podemos nos esquecer que a comunidade é evangelizadora principalmente porque ela é capaz de vincular o querigma com a realidade local, de modo que a Palavra anunciada se torna ao mesmo tempo pertinente com a situação do povo em geral e cria laços entre as pessoas e o próprio Deus, num processo constante de construção de comunhão.

Por responder às necessidades da comunidade local, o anúncio querigmático é o caminho para a construção da verdadeira misericórdia, que é resultado do diálogo entre a Palavra anunciada e todas as situações de morte que são causa de infelicidade das pessoas.

Somente a comunidade evangelizadora e evangelizada é uma comunidade verdadeiramente misericordiosa e, por isso, bem-aventurada. Por isso, nos preparando para celebrar o Natal do Senhor, devemos nos empenhar no trabalho evangelizador para manifestar o Natal como a chegada daquele que nos traz a salvação e nos mostra, no seu significado mais profundo e em todas as suas decorrências, o amor misericordioso do nosso Deus.

O Papa Francisco e a Bula Misericordiae Vultus

No Natal, celebramos a vinda de Jesus Cristo. O Papa Francisco inicia a sua Bula de Proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia afirmando o seguinte: “Jesus Cristo é o rosto da misericórdia do Pai. O mistério da fé cristã parece encontrar nestas palavras a sua síntese. Tal misericórdia tornou-se viva, visível e atingiu o seu clímax em Jesus de Nazaré”.2 No Natal, a misericórdia de Deus vem ao nosso encontro na pessoa de Jesus. Devemos ver nele e aprender dele as exigências da misericórdia, assim como nos alegrar, porque Deus nos ama tanto.

A misericórdia, no dizer do Papa Francisco, é o ato último e supremo pelo qual Deus vem ao nosso encontro. Deus é amor e a misericórdia é a forma amorosa que Deus escolheu para se relacionar conosco. Jesus nos disse: “Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros” (Jo 13,34). Jesus nos mostrou o amor misericordioso de Deus para conosco e nós devemos nos aprofundar na vivência da misericórdia para sermos obedientes ao novo mandamento de Jesus.

Para que possamos crescer na vivência da misericórdia, é necessário que façamos a experiência da misericórdia que Deus tem por nós, é necessário que experimentemos o seu amor em nossas vidas. E o amor de Deus se manifesta de forma mais profunda no perdão dos peca- dos. Todos nós experimentamos esse amor, pois todos somos pecadores, mas nem sempre temos consciência disso.

A partir dessa tomada de consciência, poderemos mostrar ao mundo, conforme nos pede o Papa Francisco, que “a misericórdia de Deus não é uma ideia abstrata, mas uma realidade concreta, pela qual Ele revela o seu amor como o de um pai e de uma mãe que se comovem pelo próprio filho até o mais íntimo das suas vísceras”.

Com isso, percebemos a importância da misericórdia no trabalho evangelizador: precisamos levar a humanidade a fazer a experiência do amor misericordioso de Deus, não só em vista da própria salvação, mas também para desenvolver com os irmãos e as irmãs novas formas de relacionamento fundamentadas na misericórdia como caminho de superação da cultura da morte presente na nossa sociedade através da construção da civilização do amor.

O Papa Francisco, na Bula Misericordiae Vultus, nos diz que “A Igreja tem a missão de anunciar a misericórdia de Deus, coração pulsante do Evangelho, que por meio dela deve chegar ao coração e à mente de cada pessoa” (n. 12). Por causa disso, a Campanha para a Evangelização deste ano escolheu como tema a Misericórdia.

O Natal é, por excelência, a experiência do Deus misericordioso que enviou seu Filho ao mundo para concretizar o seu plano salvífico (que oferece salvação) da humanidade. Somos convidados a fazer deste Natal, no contexto do Ano Santo Extraordinário da Misericórdia, uma rica experiência do amor de Deus.

O mundo precisa fazer esta experiência nova de Natal para viver seu verdadeiro espírito. Como sabemos, o Natal se tornou uma festa mundana: a festa do comércio, do lucro, do consumo, da gula e da embriaguez. Em nome do nascimento de Jesus, muita gente faz tudo o que Ele não faria nem gostaria que alguém fizesse. O mito do Papai Noel é o dono da festa e muitos são excluídos dela por falta de recursos. É uma experiência de pura materialidade.

O Papa Francisco nos diz: “A primeira verdade da Igreja é o amor de Cristo. E, deste amor que vai até ao perdão e ao dom de si mesmo, a Igreja faz-se serva e mediadora junto dos homens. Por isso, onde a Igreja estiver presente, aí deve ser evidente a misericórdia do Pai”. Que o Natal seja marcado pela presença evangelizadora da Igreja anunciando a misericórdia.

A Campanha para a Evangelização deve sensibilizar todos os fiéis para que possam contribuir, seja pela atuação pastoral, seja pela ajuda material, com o anúncio desta verdade: Jesus é a maior manifestação da misericórdia de Deus.

A Campanha para a Evangelização

A Campanha para a Evangelização foi criada pela Conferência Nacional dos Bispos em 1998, para o exercício da solidariedade de todos os católicos no sustento da missão evangelizadora da Igreja em nosso país. A Campanha deve ser realizada tendo o seu início na festa de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, e encerrada no terceiro domingo do Advento, com a realização da Coleta para a Evangelização.

O objetivo da Campanha é despertar os discípulos e as discípulas missionários(as) para o compromisso evangelizador e para a responsabilidade pela sustentação das atividades pastorais da Igreja no Brasil.

A Coleta para a Evangelização

O gesto concreto de colaboração dos discípulos e das discípulas missionários(as) na Coleta para a Evangelização será partilhado, solidariamente, entre as Dioceses, os 18 Regionais da CNBB e a CNBB nacional, visando à execução de suas atividades evangelizadoras.

Dia 13 de dezembro de 2015 – Coleta para a Evangelização
A Campanha para a Evangelização segue o exemplo das primeiras comunidades, às quais Paulo recomendava que os que têm se enriqueçam de boas obras, deem com prodigalidade e repartam com os demais (cf. 2Cor 8 e 9).

A destinação da Coleta

Com esse espírito de solidariedade e testemunho, os recursos arrecadados por essa Campanha são repartidos, da seguinte maneira:

Informações sobre o repasse

O Repasse para a CNBB nacional deverá ser realizado preferencialmente por meio de pagamento do boleto bancário.

CONTA PARA DEPÓSITO
CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
Caixa Econômica Federal
Agência 2220
Operação 003
Conta corrente 9-0

Em caso de depósito, enviar comprovante para financeiro@cnbb.org.br
ou SE/Sul Quadra 801 Conjunto B CEP: 70.200-014 – Brasília – DF

 

Campanha para a Evangelização 2015
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