Bispos convidam para celebrar o 1° aniversário da JMJ 2016

“A JMJ não nos foi dada somente para termos belas recordações, mas sobretudo como uma missão a cumprir”.

É o que defende o Arcebispo de Cracóvia, Dom Marek Jedraszewski, convidando os jovens a festejar o primeiro aniversário da JMJ 2016 com o Papa Francisco.

O convite que foi lido em todas as igrejas no domingo, 23 de julho, recorda “a indelével imagem da Igreja na sua diversidade, verdadeiramente universal e cheia de vida”.

O Arcebispo – ao destacar a importância da “solidariedade na construção de uma obra de bem e que pertença a todos” – faz votos de que a experiência vivida em 2016 “continue a perpetuar-se em muitas paróquias e comunidades onde as pessoas, jovens e idosos compartilham o amor recíproco construindo a Igreja na cotidianidade da vida”.

Uma iniciativa de evangelização no aniversário da JMJ2016 vai se realizar também em Sandomierz, cidade no sudoeste da Polônia.

O ordinário da Diocese, Dom Krzysztof Nitkiewicz, junto aos organizadores dos eventos programados de 28 a 30 de julho, convida a participar com orações e testemunhos pessoais a uma série de eventos de caráter religioso e cultural que “deverão recordar o grande amor de Deus pelo homem”.

 

br.radiovaticana.va

Baixe materiais especiais para seu grupo

Trabalhadores cristãos e o desafio de continuar a evangelizar o mundo do trabalho

“Os nossos desafios são continuar a evangelizar o mundo do trabalho, anunciando a boa nova que comporta o projeto de humanização que Deus tem para cada um e colocando a pessoa, à sua imagem e semelhança, no centro de todas as preocupações”.

É o que defende o documento final do Seminário internacional e da Assembleia Geral do Movimento Mundial dos Trabalhadores Cristãos (MMTC), realizado de 15 a 21 de julho na Universidade de Mistica de Ávila, e que contou com a participação de delegados de 42 países, além de autoridades, especialistas e responsáveis das organizações dos trabalhadores e dos sindicatos.

Que voz dos trabalhadores continue a ecoar na Igreja

O MMTC festeja em 2017 os 50 anos de trabalhos, como recorda o documento final – referido pela Agência Fides.

“Damos graças a Deus – lê-se no texto – por estes 50 anos de presença cristã no mundo do trabalho, e do caminho ao lado de muitos irmãos trabalhadores, compartilhando as suas satisfações e esperanças, as suas alegrias e sofrimentos”.

E acrescenta, que “somos acompanhados na nossa evangelização pelo Papa Francisco, que em sua mensagem aos participantes do encontro, por meio do Bispo de Ávila, nos convida a um renovado ímpeto para levar o Evangelho ao mundo do trabalho e também para que a voz dos trabalhadores continue a ecoar na Igreja e a combater para que todos vivam segundo a sua dignidade e ninguém seja excluído”.

A missão de evangelizar o mundo do trabalho

Consciente dos próprios limites, mas também do esforço de outras importantes realidades, o Movimento Mundial dos Trabalhadores Cristãos quer continuar a crescer, em colaboração com outras realidades, a fim de construir um mundo mais justo, solidário e sustentável.

“Oferecemos o nosso esforço, o nosso trabalho e as nossas lutas – prossegue o documento – a todos os trabalhadores do mundo, em nível local, regional e global, para responder à nossa missão de evangelizadora e, por consequência, adequar a organização do MMTC para melhor responder a esta missão”.

Promover a relação entre movimentos e pastoral

São então elencados no documento uma série de compromissos, entre os quais: fortalecer o compromisso, a formação e a revisão de vida, em coerência com a fé em Jesus Cristo, o Evangelho e a doutrina social católica.

Promover a relação entre movimentos e pastoral. Analisar a situação regional dos trabalhadores e das trabalhadoras, denunciando situações de violações dos direitos e protegendo a dignidade da pessoa.

Promover iguais oportunidades para homens e mulheres em todos os setores. Convidar todos os movimentos dos trabalhadores cristãos para participar da Jornada Mundial pelo Trabalho digno (7 de outubro).

Exigir um trabalho digno para todos. Reivindicar dos Estados um salário social ou ganho de cidadania, para evitar que milhares de pessoas sejam descartadas, no caso em que o acesso ao trabalho digno não seja garantido.

 

br.radiovaticana.va

Baixe materiais especiais para seu grupo

Espaço Interativo da Rádio do Vaticano

Estamos aqui novamente, neste domingo 23 de julho, com mais um espaço Interativo onde revemos as mensagens de nossos ouvintes e as postagens na nossa fan-page, também recordando que se você ainda não curte a nossa página no facebook, entra lá: Programa Brasileiro – Rádio Vaticano.

E as postagens mais vistas esta última semana referem-se à Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, com a visita do Papa Francisco ao Brasil que teve início no dia 22 de julho de 2013.

Realmente, o pessoal se identificou com os tantos momentos de emoção vividos na pré-Jornada e na Jornada no Rio de Janeiro. Aqueles dias com o Papa Francisco, como os tantos comentários deixaram transparecer, foram muito marcantes, criaram uma atmosfera de paz e solidariedade e deixaram muitas saudades.

Também muito curtida as lives que temos feito em alguns pontos nos Jardins Vaticanos, como na Gruta Nossa Senhora de Lourdes e no Mosteiro Mater Ecclesiae onde reside Bento XVI, assim como na Basílica de São Pedro, onde esta semana mostramos o túmulo de São João Paulo II.

As postagens com fotos, acompanhadas de explicações históricas sobre os ignificado dos monumentos e locais também receberam muitas curtidas e comentários.

E todas as nossas postagens na nossa fan-page também podem ser encontradas em nosso site br.radiovaticana.va, onde você poderá acompanhar as atividades do Papa, da Santa Sé e ter notícias da Igreja em todo o mundo.

Nosso e-mail para contato é brasil@vatiradio.va. E se você gosta de escrever pode enviar aquela velha e boa carta para o seguinte endereço: Rádio Vaticano, Programa Brasileiro, Piazza Pia n. 3 00193- Cidade do Vaticano.

 

br.radiovaticana.va

Baixe materiais especiais para seu grupo

Papa no Angelus: confiar na ação de Deus que fecunda a história

“Confiar na ação de Deus que fecunda a história”, pois somente Ele pode separar o bem do mal e extirpá-lo, e o fará no juízo final. A nós cristãos, cabe o discernimento entre o bem e o mal, conjugando decisão e paciência. Neste sentido, devemos evitar julgar quem está ou não no Reino de Deus, pois todos somos pecadores.

No Angelus deste XVI Domingo do Tempo Comum, o Papa dirigiu sua reflexão aos milhares de fieis presentes na Praça São Pedro, inspirado na Parábola do joio e do trigo, “que ilustra o problema do mal no mundo e destaca a paciência de Deus”. Quanta paciência Deus tem conosco!, exclamou Francisco.

A narrativa se desenvolve em um campo com dois opostos protagonistas, explica o Papa. De um lado o dono do campo que representa Deus e semeia a boa semente; por outro o inimigo que representa Satanás e semeia a erva ruim.

O dono e os seus servos têm comportamentos diferentes diante do crescimento do joio em meio ao trigo. Os servos pensam em arrancá-lo, mas dono adverte que pode ser arrancado junto o trigo:

“Com esta imagem Jesus nos diz que neste mundo o bem e o mal estão totalmente entrelaçados, que é impossível separá-los e extirpar todo o mal. Somente Deus pode fazer isto e o fará no juízo final”.

Esta situação é “o campo da liberdade dos cristãos” onde se pratica a difícil tarefa do “discernimento entre o bem e o mal. E neste campo” deve-se conjugar, “com grande confiança em Deus e na providência, dois comportamentos aparentemente contraditórios: a decisão e a paciência:

“A decisão é aquela de querer ser trigo bom – todos nós o queremos -, com todas as próprias forças, e portanto, tomar distância do maligno e de suas seduções. A paciência, significa preferir uma Igreja que é fermento na massa, que não teme sujar suas mãos lavando as roupas de seus filhos, antes que uma Igreja de “puros”, que pretende julgar antes do tempo, quem está e quem não está no Reino de Deus”.

O Papa recorda que com esta parábola o Senhor “nos ajuda a compreender que o bem e o mal não se podem identificar com territórios definidos ou determinados grupos humanos: “Estes são os bons, estes são os maus”:

“Ele nos diz que a linha de separação entre o bem e o mal passa no coração de cada pessoa, passa no coração de cada um de nós, isto é: todos somos pecadores. Me vem o desejo de pedir a vocês: “Quem não é pecador levante a mão!”. Ninguém! Porque todos o somos, todos somos pecadores”.

Jesus nos deu vida nova e com o Batismo a Confissão, “porque sempre temos a necessidade de sermos perdoados de nossos pecados. Olhar sempre e somente o mal que está fora de nós, significa não querer reconhecer o pecado que existe também em nós”, advertiu Francisco.

Jesus – disse o Papa – também nos ensina a enxergar de modo diferente o “campo do mundo, a observar a realidade”. E enfatiza:

“Somos chamados a aprender os tempos de Deus – que não são os nossos tempos – e também o “olhar” de Deus: graças ao influxo benéfico de uma trepidante espera, aquilo que era joio ou parecia joio, pode tornar-se um produto bom. É a realidade da conversão. É a perspectiva da esperança”!

Por fim, Francisco pediu que a Virgem Maria nos ajude “a colher na realidade que nos circunda não somente a sujeira e o mal, mas também o bem e o belo; a desmascarar a obra de Satanás, mas sobretudo a confiar na ação de Deus que fecunda a história”.

 

br.radiovaticana.va

Baixe materiais especiais para seu grupo

Papa no Rio: trago o que de mais precioso me foi dado, Jesus Cristo!

Na tarde do dia 22 de julho de 2013 o Papa Francisco desembarcava no Aeroporto do Galeão. Era sua primeira visita ao Brasil e a primeira Viagem Apostólica internacional de seu pontificado.

A cerimônia oficial de recepção realizou-se no Palácio Guanabara. Vamos recordar alguns trechos do primeiro discurso do Papa em terras brasileiras:

“Quis Deus na sua amorosa providência que a primeira viagem internacional do meu Pontificado me consentisse voltar à amada América Latina, precisamente ao Brasil, nação que se gloria de seus sólidos laços com a Sé Apostólica e dos profundos sentimentos de fé e amizade que sempre a uniram de modo singular ao Sucessor de Pedro. Dou graças a Deus pela sua benignidade.

Aprendi que para ter acesso ao Povo Brasileiro, é preciso ingressar pelo portal do seu imenso coração; por isso permitam-me que nesta hora eu possa bater delicadamente a esta porta. Peço licença para entrar e transcorrer esta semana com vocês. Não tenho ouro nem prata, mas trago o que de mais precioso me foi dado: Jesus Cristo! Venho em seu Nome, para alimentar a chama de amor fraterno que arde em cada coração; e desejo que chegue a todos e a cada um a minha saudação: “A paz de Cristo esteja com vocês!””.

O Papa Francisco recorda então o motivo principal de sua viagem:

“O motivo principal da minha presença no Brasil, como é sabido, transcende as suas fronteiras. Vim para a Jornada Mundial da Juventude. Vim para encontrar os jovens que vieram de todo o mundo, atraídos pelos braços abertos do Cristo Redentor. Eles querem agasalhar-se no seu abraço para, junto de seu Coração, ouvir de novo o seu potente e claro chamado: «Ide e fazei discípulos entre todas as nações».

Estes jovens provêm dos diversos continentes, falam línguas diferentes, são portadores de variegadas culturas e, todavia, em Cristo encontram as respostas para suas mais altas e comuns aspirações e podem saciar a fome de verdade límpida e de amor autêntico que os irmanem para além de toda diversidade.

Cristo abre espaço para eles, pois sabe que energia alguma pode ser mais potente que aquela que se desprende do coração dos jovens quando conquistados pela experiência da sua amizade. Cristo “bota fé” nos jovens e confia-lhes o futuro de sua própria causa: “Ide, fazei discípulos”. Ide para além das fronteiras do que é humanamente possível e criem um mundo de irmãos. Também os jovens “botam fé” em Cristo. Eles não têm medo de arriscar a única vida que possuem porque sabem que não serão desiludidos.

Ao iniciar esta minha visita ao Brasil, tenho consciência de que, ao dirigir-me aos jovens, falarei às suas famílias, às suas comunidades eclesiais e nacionais de origem, às sociedades nas quais estão inseridos, aos homens e às mulheres dos quais, em grande medida, depende o futuro destas novas gerações.

Os pais usam dizer por aqui: “os filhos são a menina dos nossos olhos”. Que bela expressão da sabedoria brasileira que aplica aos jovens a imagem da pupila dos olhos, janela pela qual entra a luz regalando-nos o milagre da visão! O que vai ser de nós, se não tomarmos conta dos nossos olhos? Como haveremos de seguir em frente? O meu auspício é que, nesta semana, cada um de nós se deixe interpelar por esta desafiadora pergunta”.

E reconhecendo a grande importância dos jovens, o Papa pede que sejam tuteladas as condições materiais e imateriais para o seu pleno desenvolvimento

“E atenção! A juventude é a janela pela qual o futuro entra no mundo. É a janela e, por isso, nos impõe grandes desafios. A nossa geração se demonstrará à altura da promessa contida em cada jovem quando souber abrir-lhe espaço. Isso significa: tutelar as condições materiais e imateriais para o seu pleno desenvolvimento; oferecer a ele fundamentos sólidos, sobre os quais construir a vida; garantir-lhe segurança e educação para que se torne aquilo que ele pode ser; transmitir-lhe valores duradouros pelos quais a vida mereça ser vivida, assegurar-lhe um horizonte transcendente que responda à sede de felicidade autêntica, suscitando nele a criatividade do bem; entregar-lhe a herança de um mundo que corresponda à medida da vida humana; despertar nele as melhores potencialidades para que seja sujeito do próprio amanhã e corresponsável do destino de todos. Com essas atitudes precedemos hoje o futuro que entra pela janela dos jovens.

Concluindo, peço a todos a delicadeza da atenção e, se possível, a necessária empatia para estabelecer um diálogo de amigos. Nesta hora, os braços do Papa se alargam para abraçar a inteira nação brasileira, na sua complexa riqueza humana, cultural e religiosa. Desde a Amazônia até os pampas, dos sertões até o Pantanal, dos vilarejos até as metrópoles, ninguém se sinta excluído do afeto do Papa. Depois de amanhã, se Deus quiser, tenho em mente recordar-lhes todos a Nossa Senhora Aparecida, invocando sua proteção materna sobre seus lares e famílias. Desde já a todos abençoo. Obrigado pelo acolhimento!”.

E no dia seguinte, dia 23 de julho, Dom Orani João Tempesta presidiu a Missa de abertura com os símbolos da JMJ, a Cruz Peregrina e o ícone Mariano, presentes no palco montado em Copacabana.

O Papa Francisco não participou desta primeira atividade da JMJ no dia 23, aproveitando para descansar da viagem e das cerimônias no dia anterior. E no dia seguinte, dia 24, foi à Aparecida onde celebrou na Basílica de Nossa Senhora Aparecida.

 

br.radiovaticana.va

Baixe materiais especiais para seu grupo