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Caritas Europeia pede ações jurídicas para combater o tráfico de pessoas

Em vista do Dia Internacional das Nações Unidas contra o tráfico de pessoas, no próximo domingo (30/07), a Caritas Europeia divulgou uma nota para pedir mais instrumentos jurídicos para agir rapidamente e salvar as pessoas vítimas desta rede.

“A Europa não pode continuar a ignorar a chaga do tráfico de seres humanos. Para muitos deles, a ideia de voltar para casa, de onde fugiram, ou arriscar a própria vida é pior do que ser vítima do tráfico”, escreve a Caritas, que pede aos países do continente para acabar com este crime, propondo caminhos legais e seguros para se chegar à Europa.

“Para as crianças traficadas é ainda pior”, recorda a Caritas, e a situação delas é “somente a ponta de um iceberg trágico que a Europa deve enfrentar urgentemente”.

Papa Francisco

Encontrando a rede de religiosas contra o tráfico, em novembro do ano passado, o Papa Francisco reiterou que “o tráfico de seres humanos é uma forma moderna de escravidão, que viola a dignidade, dom de Deus, em tantos dos nossos irmãos e irmãs e constitui um verdadeiro crime contra a humanidade. Enquanto muito foi feito para conhecer a gravidade e a extensão do fenômeno, muito mais está à espera de ser feito para elevar o nível de consciência na opinião pública e para estabelecer uma melhor coordenação de esforços por parte dos governos, das autoridades judiciárias e legislativas e dos agentes sociais”.

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Cardeal Parolin: é preciso diálogo entre países ocidentais e Rússia

“A atenção da Santa Sé pelo Leste europeu não é de hoje, mas de longa data”, “as relações com a Europa oriental e com a Rússia nas várias fases da história” sempre foram consideradas importantes.

É o que afirma o secretário de Estado vaticano, Cardeal Pietro Parolin, numa longa entrevista exclusiva sobre o papel da Igreja no contexto mundial, concedida ao jornal italiano “Sole 24Ore”. Após a visita à Bielo-Rússia em 2015 e à Ucrânia em 2016, no final de agosto próximo o purpurado irá a Moscou.

“Não é somente o seu situar-se nos confins da Europa que torna o Oriente europeu importante, mas também o seu papel histórico no âmbito da civilização, da cultura e da fé cristã”, explica o cardeal italiano.

“Muitas vezes hoje em dia são ressaltadas as diferenças entre vários países ocidentais e a Rússia, como se fossem dois mundos diferentes, cada um com seus valores, seus interesses” e “até mesmo uma concepção própria do direito internacional que se deve opor aos outros”, enfatiza o Cardeal Parolin a propósito do retorno de Moscou no cenário internacional.

“Em tal contexto, o desafio é o de contribuir para uma melhor compreensão recíproca entre estes que correm o risco de apresentar-se como dois polos opostos”, evidencia ele. Portanto, é preciso um diálogo respeitoso e “a questão da paz e da busca de solução para as várias crises em andamento deveria ser colocada acima de todo e qualquer interesse nacional ou mesmo parcial”, acrescenta.

“Voltar-se para os próprios interesses particulares, que é uma das características nesta época de retorno aos nacionalismos, dificulta enxergar que por si não está descartada a possibilidade de uma catástrofe. Tenho a convicção de que insistir sobre esse aspecto faz parte da missão da Santa Sé”, observa o secretário de Estado vaticano.

Sobre a nova administração estadunidense, o purpurado ressalta que “é preciso tempo para poder julgar. Não se pode ter pressa. Uma nova administração, tão diferente e particular, e não somente por motivos políticos – em relação às precedentes –, precisará de tempo para encontrar seu equilíbrio.

“Fazemos votos de que os EUA – e os outros atores do cenário internacional – não se distanciem de sua responsabilidade internacional acerca de vários temas sobre os quais esta foi até aqui historicamente exercida”.

O purpurado evidencia que “a diplomacia da Igreja católica é uma diplomacia de paz. Não tem interesses de poder: nem político, nem econômico, nem ideológico. Por isso pode representar com maior liberdade a cada um as razões dos outros e denunciar a cada um os riscos que uma visão autorreferencial pode comportar para todos”.

A Santa Sé não busca nada para si. Não presente agora aqui depois acolá pras não perder de nenhuma das partes. Sua tentativa é uma tentativa humanamente difícil, mas evangelicamente imprescindível, a fim de que mundos próximos voltem a dialogar e parem de dividir-se devido ao ódio antes mesmo que pelas bombas”, afirma.

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JMJ do Rio: de histórias de fé, o nascimento do amor

Cada jovem que participa das Jornadas Mundiais da Juventude, idealizadas por João Paulo II, leva consigo histórias de fé e esperança reafirmadas pelo encontro com o Papa. Em 2013, no Rio de Janeiro, grupos de brasileiros de diversas partes do país se mobilizaram à sua maneira para poder acompanhar de perto a mensagem de Francisco.

Laura Pedott Lansana, de 21 anos, participava do grupo de jovens da Paróquia de Santo Antônio, de Jacutinga/RS. Ela contou que, na época, com 17 anos, ainda não sabia muita coisa sobre as JMJ. Porém, assim que tomaram conhecimento do evento, que reunia jovens do mundo inteiro “para evangelizar e conhecer o Papa Francisco”, o grupo se mobilizou, fez várias ações junto à comunidade para arrecadar fundos para depois poder viajar do sul do Brasil até o Rio de Janeiro. Todo mundo se dedicou muito para que o sonho se tornasse realidade.

Os jovens, no entanto, estavam um pouco assustados pela realidade que conheciam do Rio através da mídia, mas “nada que é ruim vem de Deus e estávamos indo ao encontro dele”, disse Laura.

O grupo foi hospedado em casas de família do bairro de Campo Grande, no Rio, “que acolheram os jovens como filhos”. Segundo Laura, foi uma semana intensa, de chuva, de frio, sem horários, mas com uma vivência especial entre jovens do mundo inteiro que nem se conheciam: “todos carregavam sua fé e sua vontade de estar ali”, desde as peregrinações até as celebrações e, inclusive, os encontros mais próximos, como aconteceu quando Laura conheceu André:

“Tudo que eu levo pra vida é o meu namorado. A gente se conheceu na Jornada do Rio, viramos amigos, conversamos durante um ano e, depois de um tempo, começamos a namorar. O que de mais especial eu levo da JMJ é o meu namorado e a nossa fé, unidos num só coração, que é o que há de mais forte e quero levar pra vida inteira. Esse presente me foi dado na Jornada! Vou contar para os meus filhos e também espero que eles possam participar de Jornadas, assim como eu e o André.”

Até hoje as palavras do Papa ecoam na vida do casal, palavras que motivaram a “evangelizar e a levar a Palavra de Deus para todo o Brasil e para quem mais precisasse”.

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Cardeal Amato concluirá Ano Jubilar pelos 100 anos da chegada de Pe Pio

Cardeal Amato concluirá Ano Jubilar pelos 100 anos da chegada de Pe Pio a San Giovanni Rotondo

O Prefeito da Congregação das Causas do Santos, Cardeal Angelo Amato, presidirá em 28 de julho em San Giovanni Rotondo duas liturgias na conclusão do Ano Jubilar do primeiro centenário da chegada do Padre Pio à localidade no sul da Itália.

Uma série de eventos marcará a data. Às 11h30, o Cardeal presidirá à solene concelebração Eucarística na Igreja inferior de São Pio de Pietralcina. Já às 19 horas irá inaugurar e abençoar o “Local da memória”.

Trata-se, de fato, de uma praça que será chamada “Largo 28 de julho de 1916”, em recordação à experiência espiritual vivida por Lucia Fiorentino, que teve “uma visão imaginária”, como descrita no Epistolário III, p. 470:

“Na visão vi uma árvore de incomparável grandeza no átrio de nosso convento dos capuchinos e ouvi uma voz que me dizia: “Este é o símbolo de uma alma que agora está distante e virá aqui. Fará tanto bem a esta cidade. Será forte e bem radicada como esta árvore e todas as almas que vierem, serão libertadas do mal, ou seja, quem vier encontrar este digno sacerdote para ter luz e encontrar perdão e remédio para as próprias culpas””.

Não conhecendo Padre Pio, Lucia Fiorentino associou a imagem da árvore a um grande sacerdote de San Giovanni Rotondo, mas que vivia em outro local.

Sucessivamente, em 1923, com uma “locução interior” lhe foi revelado que a árvore plantada no convento simbolizava Padre Pio.

Lucia Fiorentino acabou conhecendo Padre Pio no final de julho de 1916, tornando-se uma de suas primeiras filhas espirituais.

Assim, no centro da Praça será plantada uma grande árvore, embaixo da qual serão instalados bancos de pedra, junto a duas inscrições que recordarão as revelações de Jesus à Filha espiritual de Padre Pio.

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Charlie morrerá em um hospital para doentes terminais

Após uma longa tratativa, os pais de Charlie Gard e o Great Ormond Hospital chegaram a um acordo: a criança será transferida em breve a um hospital para doentes terminais, onde passará os últimos dias de sua vida ao lado dos pais, antes de serem desligados os aparelhos que o mantém respirando.

O “último desejo” de Connie Yates e Chris Gard – para que seu filho pudesse morrer em casa – não pode ser atendido visto a impossibilidade de se encontrar um respirador artificial e uma equipe de médicos especializados que pudessem assisti-lo em casa.

Visto a gravíssima situação em que se encontra – reconheceram ambas as partes – a transferência para sua residência apenas causaria mais sofrimento.

Assim, após três meses e meio de batalha legal em quatro instâncias – Alta Corte, Corte de Apelação, Corte Suprema em Londres e Corte Européia de Direitos Humanos em Estrasburgo, e após um ulterior recurso à Alta Corte – o “Caso Charlie” foi considerado concluído.

Uma determinação do Juiz Nicholas Francis proíbe a imprensa de informar o nome do hospital para onde será transferida a criança e a data.

A decisão sobre quando os aparelhos serão desligados foi tomada à portas fechadas, depois que o juiz, a pedido da mãe, solicitou que o público e os jornalistas se retirassem do recinto da audiência.

“É uma decisão muito privada e dolorosa”, disse o advogado Grant Amstrong, que representa os pais.

O caso de Charlie não é um caso isolado, mas ganhou ampla repercussão. De fato, na Inglaterra existem 40 mil crianças nos hospitais entre a vida e a morte. Quatro mil delas morrem a cada ano.

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