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Três parábolas que representam a paciência de Deus

A liturgia de hoje nos propõe três parábolas para descrever o Reino de Deus. Elas estão interligadas pelo verbo “crescer”: o grão de trigo e o joio crescem juntos; a semente de mostarda cresce até se tornar uma grande árvore; o fermento na farinha faz crescer a massa.

Diante das dificuldades e da fraqueza humana, Jesus conta a parábola do joio, para expressar a grandeza de Deus. Aos empregados, que pedem para arrancar o joio, que cresce com o trigo, Jesus diz “não”, para não acontecer que, arrancando o joio, seja arrancado também o trigo. Por isso, era preciso deixá-los crescer juntos até à colheita!

Os empregados ficam surpresos com Jesus porque sofrem de impaciência – atualíssima em nossos dias – que resulta sempre em medo, pouca reflexão e muitas decisões tomadas com ímpeto.

Interessante notar que Jesus não coloca a culpa simplesmente no joio, mas constata que foi “algum inimigo que o misturou com o trigo”!

Nesta parábola, Jesus serve-se de imagens da vida no campo dando espaço à iniciativa e à paciência infinita de Deus, na qual encontramos a misericórdia, que transforma tudo.

Vivemos em um mundo cada vez mais inquieto e confuso, onde tudo é descartável e deve ser feito às pressas. Podemos desanimar, claro, mas devemos ficar tranquilos, pois Deus conhece muito bem toda a situação pela qual passa o mundo e a Igreja. “O joio também existe dentro da Igreja e entre os que Deus escolheu para o seu serviço. Mas o trigo não foi sufocado pela semeadura da injustiça” (Bento XVI).

A erva daninha e o trigo demonstram duas realidades bem diferentes entre si, mas devem ser apartadas e discernidas. A expressão final da parábola “fogo, choro e ranger de dentes” nada mais é que o símbolo da dor e da raiva, provocados pelo remorso de se excluir Deus das nossas vidas; Ele respeita a nossa liberdade.

O ponto enfático da parábola é o forte contraste entre o pensamento de Deus – paciente e tolerante – e a intolerante rigidez dos seus servos e, hoje, de nós, em relação ao próximo e à nossa comunidade: o bem e o mal lutam incessantemente dentro de nós.

Por isso, somos convidados a ser pacientes, tolerantes e misericordiosos.

As três parábolas: o joio e o trigo, a semente de mostarda e o fermento representam o amor e a graça de Deus para conosco, mas também a sua paciência na construção do Reino!

(Reflexão do Padre Carlos Henrique Nascimento para o XVI Domingo do Tempo Comum)

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JMJ Panamá: “Cinta Costera” receberá encontros com o Papa

“Cinta Costera Uno” – a orla ao longo do oceano – será o local que receberá os principais eventos com o Papa Francisco da Jornada Mundial da Juventude no Panamá, que se realizará de 22 a 27 de janeiro de 2019.

O local já havia sido indicado pela consulta feita às Conferências Episcopais de várias partes do mundo e a escolha foi precedida pela avaliação da Gendarmaria vaticana, segundo informou o Arcebispo do Panamá Dom José Domingo Ulloa Mendieta, durante uma coletiva de imprensa.

Respeitados critérios de sobriedade e sustentabilidade

Dentro da “Cinta Costera Uno” – considerada idônea também para garantir a segurança do Pontífice – serão acolhidos, segundo o Comitê Organizador Local – mais de 375 mil jovens.

Os critérios usados na escolha foram a capacidade de receber os peregrinos nos atos centrais, a quantidade adequada de acessos, a administração de emergências e a gestão com os residentes.

Para quem não participará como “peregrino oficial”, serão organizados espaços complementares dentro e fora da “Cinta Costera”, de maneira que também estes possam compartilhar da melhor maneira a riqueza dos atos principais, porém, os inscritos terão prioridade.

A organização do evento seguirá critérios de sustentabilidade e de sobriedade, “como pedido pelo Papa”.

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Acordo entre Santa Sé e Chile sobre troca de informação financeira

A Unidade de Análise Financeira (UAF) do Chile e a Autoridade de Informação Financeira (AIF) da Santa Sé, assinaram um Memorandum de Intenções (MOU, sigla em inglês), para facilitar a troca de informações de inteligência financeira para prevenir e combater lavagem de dinheiro, o financiamento ao terrorismo e a proliferação de armas de destruição em massa.

Esse compromisso baseia-se na Carta e no Guia de princípios do Grupo Egmont, e na Recomendação N. 29 do Grupo de Ação Financeira Internacional (GAFI) sobre Unidades de Inteligência Financeira.

O Memorandum subscrito facilitará a análise de casos em que exista suspeita dos delitos de lavagem de dinheiro, financiamento ao terrorismo e proliferação de armas.

Outrossim, servirá de base para uma cooperação recíproca construtiva, que promoverá a transparência e integridade dos setores financeiros e econômico mundial.

Neste contexto é que o Memorandum coloca ênfase especial na proteção da informação compartilhada, por meio de mecanismos que garantam a segurança e a confidencialidade, e também que somente será usada para o fim para o qual foi solicitada ou proporcionada.

O documento foi firmado pelos Diretores da UAF do Chile e da AIF da santa Sé, Javier Cruz e Tommaso Di Ruzza, respectivamente.

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Card. Orani: JMJ provou que a paz é contagiante

O anfitrião do Papa Francisco na Jornada Mundial da Juventude Rio 2013 foi o Arcebispo da cidade, Dom Orani João Tempesta, que foi criado Cardeal depois daquela experiência.

Em entrevista à Rádio do Vaticano, o Card. Tempesta definiu como “privilégio” receber o Papa em sua primeira viagem internacional.

“Aquilo que me vem à cabeça é que foi uma graça de Deus. Uma graça de Deus seja para os jovens que vieram para a Jornada, seja para o povo fluminense e carioca, que acolheu, que teve gestos de carinho. E naqueles tempos, que também eram difíceis – havia muita violência e outros problemas -, foi um tempo em que se viu que é possível o entendimento, o acolhimento às pessoas nas suas casas.

Paz que contagia

Dom Orani recorda que embora houvesse uma multidão circulando pela cidade, havia paz entre as pessoas, “com carinho sendo recebido e transmitido. Creio que seja uma bela demonstração de como uma visita cristã contagia com o bem e a paz este mundo”.

Quanto ao legado da JMJ, o Arcebispo aponta o protagonismo e a participação sempre crescente dos jovens na vida da Igreja. “Uma experiência que mudou inclusive o jeito de ser da própria Arquidiocese.”

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Legião de Honra à carmelita libanesa por trabalho no campo educativo e inter-religioso

Após ter sido condecorada duas vezes no passado com a Palma Acadêmica, em 14 de julho foi a vez de ser nomeada Cavaleira da Legião de Honra, única responsável religiosa a receber este prestigioso reconhecimento.

Trata-se da Irmã Mariam na-Nour (no século Antoinette Awit), de 66 anos, carmelita libanesa, há quase 20 anos dirigindo o Collège Carmel Saint-Joseph de Mechref, ao sul de Beirute, instituto francófono reconhecido no Líbano e não só, pelo espírito de abertura e promoção do diálogo inter-religioso.

A honorificência a ela atribuída é um reconhecimento pelos quarenta e quatro anos de ensino no colégio – começou no ano escolar 1973-1974, recém formada em filosofia -, mas sobretudo pelas iniciativas concretas que leva em frente diariamente, que vão desde cerimônias islâmico-cristãs para celebrar a Anunciação até a partilha do Iftar com os estudantes de todas as confissões durante o Ramadã, passando pelas sessões de reflexão e análise com os docentes sobre questões religiosas e até um coral.

No Instituto católico no Líbano promove “uma forma de laicidade construída em cima de valores que ligam profundamente os homens entre eles”, declara a religiosa ao “La Croix”, que dedicou a ela a edição de 19 de julho.

O Collège Carmel Saint-Joseph recebe a cada ano 765 alunos de todas as confissões religiosas, independente do estrato social ou da orientação política.

Esta abertura ao outro, às diferenças, vem da própria educação, visto ter vivido no seio de uma família de oito filhos, muito praticante, sem falar em seu envolvimento com o escotismo quando jovem.

Daqui, a sensação de ser “conquistada pela palavra de Cristo, o único que não pode mentir aos homens”.

Em 1975 torna-se postulante, data que coincide com o início da guerra civil libanesa, durante a qual pronunciará, em 1983, os votos solenes.

“Nos anos do conflito – conta ela – mantivemos abertas as portas de nosso instituto, trabalhamos sob as bombas, mas sempre nos deixamos animar pela nossa paixão pela reconciliação”.

Quando, em 1998, a Congregação pediu a ela para assumir o colégio, Ir Mariam, junto a outras sete religiosas da comunidade libanesa e a 125 leigos do grupo de ensino, viu-se diante de múltiplas problemáticas ligadas aos conflitos de religião. Porém, estava profundamente convencida de que “a nossa instituição tem um papel fundamental a desempenhar na aproximação entre muçulmanos e cristãos”.

A Legião de Honra é uma condecoração honorífica francesa. Foi instituída em 20 de maio de 1802 por Napoleão Bonaparte e recompensa os méritos eminentes militares ou civis à nação.

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