Notícias

Resumão do Texto Base da Campanha da Fraternidade 2018

Tema: Fraternidade e superação da violência
Lema: Vós sois todos irmãos (Mt 23,8)


No vídeo acima, o Arcebispo de Campinas, Dom Airton José dos Santos,  falou  sobre a temática da Campanha da Fraternidade 2018 e como superar a violência que nos cerca. Ele também relembra que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil acompanhou a história e os anseios da sociedade ao longo de décadas de campanha. Para ele a violência está no coração das pessoas. “Nós temos no coração a capacidade vencer o mal”, segundo o arcebispo a temática toca no íntimo das pessoas.

Ver a realidade da violência
Tendo suas residências guardadas por cercas elétricas, guaritas e vigias, cada vez mais também as pessoas se isolam e sentem nisso uma falsa sensação de segurança. O outro é afastado. Mantêm-se distância não só do inimigo, mas também dos possíveis amigos, como os vizinhos. Eis aí um dos maiores desafios contemporâneos no campo da segurança pública: garantir que as políticas públicas tenham em vista o aumento da solidariedade entre as pessoas, ao invés de enclausurá-las, criando empecilhos ou mesmo impedindo relações interpessoais humanizadas.

Um alerta para a sociedade brasileira: Apesar de possuir menos de 3% da população mundial, o Brasil responde por quase 13% dos assassinatos do planeta. Em 2014 foram 59.627 mortes.

As diversas faces da violência – onde há paz e onde há guerra no Brasil

Primeiro fator da paz ou da guerra
Este número expressivo (59.627 mortes violentas no Brasil, em 2014) revela a contradição da imagem que se tem das terras brasileiras como espaço de povo pacato e ordeiro. Normalmente esta ideia surge onde o Estado se faz presente, justamente nos lugares onde residem pessoas endinheiradas, que podem pagar por segurança particular, também contam com maior presença da segurança estatal. Nas periferias há ausência da segurança estatal ou só acontece quando há uma operação de combate a isso ou aquilo. Nestes ambientes os moradores são entregues a grupos armados, ao tráfico de drogas, etc.

Segundo fator da segurança ou insegurança
O dinheiro demarca onde há paz ou guerra no Brasil. Quem pode pagar por segurança privada tem privilégios no espaço urbano. Visto nesta perspectiva, a segurança se torna um privilégio para poucos.

Terceiro fator da violência no brasil
O acesso à Justiça, na plenitude que a palavra “justiça” pode abarcar, acontece somente para aqueles que podem pagar bons advogados.

Um dado alarmante para refletir
Mais da metade da população carcerária, mesmo depois de anos presa, ainda não compareceu diante de um juiz para julgamento.

A cultura da violência
Na cultura da violência costuma-se atribuir a culpa à vítima. Por exemplo, a estuprada é vista como mulher que se veste de forma imoral ou por não se dar ao respeito. O adolescente, por ser drogado, sofre o que merece e, muitas vezes, a morte. A cultura da violência tende a separar os bons dos maus. Comumente os maus estão nas classes inferiores ou em indivíduos situados em circunstâncias muito particulares, tais como imigrantes, migrantes ou os que têm orientação sexual diferenciada.

A cultura da violência que gera a política pautada na violência

Existem hoje, no Congresso Nacional, parlamentares identificados com segmentos econômicos e sociais fortemente interessados em propostas potencialmente geradoras de violência. Eis alguns exemplos:
– Políticos defendem o uso de arma de fogo pela população civil sustentando tratar-se de um direito natural, o da autopreservação.
– A corrupção é a expressão de que o dinheiro está em primeiro lugar, colocando em segundo plano a dignidade da vida humana.

Não há da parte da maioria dos políticos uma efetiva conscientização da população para que participe da atividade política para além do voto. Para inibir a maioria da população na participação política, vários políticos criminalizam os movimentos sociais que têm pontos de vista diversos daqueles que desejam aprovar projetos mais voltados aos interesses econômicos (dinheiro) que ao bem comum dos cidadãos.

As vítimas da violência no Brasil hoje

No mapa da violência 2016 constata-se que morrem muito mais pessoas negras que brancas. Isso pode ser verificado nos homicídios cometidos contra jovens. Em 2011 houve quase 28.000 assassinatos de jovens. Destes, quase 20.000 vítimas eram compostas por jovens negros.

LEIA MAIS

Inscrições abertas para o Seminário sobre a CF 2018

Estão abertas as inscrições para o Seminário sobre a Campanha da Fraternidade 2018, que este ano tem como tema Fraternidade e superação da violência e como lema “Vois sois todos irmãos!” (Mt 23,8). Promovido pela Ação Social Arquidiocesana (ASA), o evento acontecerá no dia 4 de fevereiro (domingo), das 7h30 às 17h, no Auditório Dom Geraldo Majella, localizado na Cúria Metropolitana Bom Pastor (Avenida Leovigildo Filgueiras, 270, Garcia).

Para participar, o interessado deve escolher uma das três modalidades de inscrição: pelo site da ASA (clique aqui), nas livrarias católicas Paulinas, Paulus e Vozes (as três localizadas no Centro da cidade – Avenida Sete de Setembro, Rua Direita da Piedade e Rua Carlos Gomes) ou na Secretaria de Pastoral (Cúria). O investimento é no valor de R$ 15.

A programação contará com Missa, palestras a partir dos métodos VER, JULGAR e AGIR, canto, intervenções artísticas e oficinas. No momento da inscrição o interessado pode escolher, por ordem de prioridade, três das 14 oficinas oferecidas. Caso a primeira opção do participante já esteja preenchida, ele será direcionado para a sua segunda opção e assim sucessivamente.

As oficinas oferecidas são: Intolerância religiosa; Exploração Sexual e Tráfico Humano; Violência contra a mulher; Ineficiência do aparato judicial; Violência contra pessoas com deficiência; Violência contra o idoso; Violência contra crianças e adolescentes; Violência e juventudes; Violência no trânsito; Violência e direito a informação; Violência policial; Violência contra a população de rua e Violência no ambiente prisional.

Mais informações pelo e-mail asa@asasalvador.org.br  ou pelo telefone (71) 4009-6671.

A evangelização de crianças durante a CF 2018

A evangelização de crianças tem sido uma preocupação constante de muitas famílias. Nem sempre as crianças se interessam em ir para a Igreja. Preferem ficar em casa jogando videogame, vendo desenho ou brincando com os amigos. Mas os pais não podem permitir esse tipo de comportamento. As crianças precisam aprender desde muito pequenas que devemos ter Deus em primeiro lugar.

Mas como despertar o interesse das crianças pelas coisas de Deus? – muitos se perguntam. Acredite, isso não é tão difícil. Acompanhe aqui três dicas práticas que irão te ajudar a transmitir valores espirituais para os pequenos e ainda a estabelecer uma rotina espiritual para eles.

Desperte a curiosidade das crianças

Por natureza, crianças são curiosas e exploradoras, e ano após ano essa curiosidade vai ficando cada vez mais aguçada. Constantemente elas estão em busca de novidade e costumam questionar sobre tudo o que veem e ouvem. Por isso, aproveite essas características. Elas são ótimas aliadas na tarefa de evangelização de crianças. De que maneira?

Comece deixando pela casa alguns objetos cristãos como bíblia, imagens de santo, terço, crucifixo. Naturalmente elas irão querer saber o que são e para que servem. Daí surge a oportunidade para explicar a elas quem é Jesus, quem é a Mãezinha do Céu, quem é o Papai do Céu.

Detalhe importante: crianças gostam de imaginar o que estão ouvindo, por isso aproveite para contar historinhas de maneira lúdica e rica em detalhes. Diante de um crucifixo, experimente apresentar Jesus como o Bom Amigo que ama as criancinhas, que faz de tudo para ajudar os que precisam e que como Herói morreu para salvar a todos.

Livros também são objetos de evangelização

Aproveite o interesse natural que as crianças têm por livros e vá com elas até uma livraria católica. Nessas livrarias há uma vasta literatura que vai te ajudar na tarefa de transmitir os valores e a doutrina cristã para os pequenos. Deixe que ela observe os livros e escolha um ou dois títulos para levar pra casa.

Mesmo que o seu filho já saiba ler, aproveite para ler com ele os livros que vocês adquiriam juntos. E se ele ainda não lê sozinho, conte a história despertando emoções nele. Brinque com a entonação da voz, modifique sua voz para cada personagem. Torne esse momento agradável e divertido e ele sempre vai querer ler ou ouvir mais histórias.

Crie uma rotina de oração

Escolha um momento do dia para criar o hábito da oração com as crianças. Seja pela manhã, antes das refeições ou à noite – o importante é que esse momento seja diário. Comece pelo Pai-Nosso e a Ave-Maria e aos poucos insira outras orações, como a do Anjo da Guarda, a Consagração a Nossa Senhora e outras que você já tenha o hábito de rezar. As crianças aprendem rápido, decoram as orações com facilidade.

É importante também incentivar momentos de oração com toda a família. A oração do Terço é muito indicada para esses momentos. E se for possível, criei em sua casa um espaço especial para a oração. Um oratório simples, com a bíblia, o terço, a imagem de Nossa Senhora, etc, colaboram para despertar nas crianças o interesse pelas “coisas do céu”.

Ações práticas como essas tornam a evangelização de crianças algo simples e até divertido. Basta criatividade e um pouco de dedicação.

CNBB
Adaptação, ilustração e revisão
Portal Kairós

Dicas para viver melhor a Campanha da Fraternidade 2018

Durante o ano litúrgico, a Igreja nos convida, por meio da Campanha da Fraternidade (CF), a refletir sobre um problema da sociedade. Em 2018, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que coordena as campanhas, põe em evidência o assunto violência e nos convida a refletir maneiras de combatê-la. O tema da CF 2018 é “Fraternidade e superação da violência”, e o lema: “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8).

São muitas as formas de violência que enfrentamos dentro de casa, na rua, na sociedade. Mas o cristão não pode se acostumar com elas.

O que podemos fazer para mudar esse cenário caótico de desamor? De que maneira as comunidades podem viver melhor a Campanha da Fraternidade neste ano de 2018?

Confira as dicas para viver melhor a Campanha da Fraternidade 2018:

01 – Conversão pessoal: Para mudar os que estão à minha volta, primeiramente eu devo me mudar, ou seja, se vivo em um ambiente de violência doméstica (agressividade, impaciência etc.) devo combatê-la com amabilidade e paciência por amor e por misericórdia.

02 – A comunidade precisa promover a cultura da empatia, onde os paroquianos em suas diversas funções pastorais não se tenham como adversários, mas como irmãos que juntos lutam pelo bem daquela paróquia.

03 – Fortalecer a Pastoral Familiar para que identifique os principais problemas de violência que assolam a comunidade local e buscar exemplos de outras localidades que conseguiram superar os mesmos problemas.

04 – Reunir a comunidade, as pastorais e os movimentos para discutir os problemas identificados e traçar um plano de ação para combater os problemas da violência.

05 – Promover palestras para os paroquianos sobre a temática da violência em suas diversas formas (violência doméstica, psicológica, física, no trânsito, racial, religiosa, no campo, sexual etc.) e como combatê-la.

06 – Estimular a espiritualidade como o antídoto para nos fortalecer contra o mal e para promover a cultura da paz.

07 – Discutir o tema da superação da violência dentro da catequese com as crianças e os jovens. É possível ainda estimular a prática esportiva entre os jovens a fim de afastá-los da violência física e das drogas.

08 – Visitar as famílias que estão afastadas da Igreja a fim de acolhê-las na comunidade, ajudando-as a superarem seus problemas.

09 – A comunidade deve utilizar de todos os momentos oportunos, como homilia, encontros, cursos etc., para falar sobre a superação da violência e a promoção da paz.

Portal Kairós / CNBB

O que você precisa saber sobre as Campanhas da Fraternidade?

Com o início da Quaresma, entramos também na Campanha da Fraternidade (CF), uma ação organizada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Muitos não sabem que a CNBB é uma organização oficial da Igreja Católica.

Selecionamos algumas informações importantes sobre o histórico das campanhas da Fraternidade, os objetivos, ações concretas, que nos faz perceber como os temas estão sempre ligados ao que o povo de Deus vive no Brasil.

A inspiração dos temas da Campanha da Fraternidade está sempre ligada a problemas concretos pelos quais a sociedade passa

A ideia começou no início da década de 1960, quando padres da Cáritas Brasileira idealizaram um fundo para realizar, como Igreja, atividades assistenciais. O embrião da Campanha que temos hoje ocorreu, pela primeira vez, na Quaresma de 1962 em Natal (RN). Cresceu aos poucos e ganhou o apoio de organismos nacionais e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Foi sob a atmosfera do Concílio Vaticano II que a ideia da Campanha da Fraternidade amadureceu e ganhou forma

“Ainda que, na Igreja, nem todos sigam pelo mesmo caminho, todos são, contudo, chamados à santidade” (Lumen Gentium, n. 32). A grande novidade do Concílio (convocado em 1961 e finalizado em 1965) foi fundamental para que a CF tivesse seu formato definido e amparado teologicamente. Havia ali, naquela época, uma urgência de unidade e missionariedade na vida da Igreja.  A Campanha da Fraternidade, no modelo que conhecemos hoje, aconteceu pela primeira vez em 1964 e teve o tema: “Campanha da Fraternidade” e o lema: “Lembre-se: você também é Igreja”. A ideia central era colocar os fiéis em uma posição protagonista diante das obras sociais mantidas pela Igreja.

Ao longo dos mais de 50 anos de história, percebe-se uma intensa ligação entre os temas da CF e a realidade contemporânea

Ao observarmos as fases, fica evidente essa comunhão: nos primeiros anos (1964 a 1972), um caminho de renovação interna, das estruturas e também da mentalidade do povo de Deus. Com início em um ano marcado por revoluções políticas e sociais, os temas seguiram um ritmo de “responsabilidade com o outro”, “reconciliação” e “ser Igreja”. Já na segunda fase, até 1984, a direção vivida foi de denúncia de injustiças como o trabalho escravo, assistência à saúde e o chamado à liberdade do amor. De 1985 até hoje, os temas têm se voltado às realidades existenciais do Brasil: fome, desemprego, a importância da família, drogas, aborto e os males da falta de cuidado com o meio ambiente.

O gesto concreto da Campanha é realizado na coleta da solidariedade

Esta coleta acontece no Domingo de Ramos. Todas as comunidades cristãs católicas e ecumênicas do Brasil se unem neste esforço e arrecadam para o Fundo Nacional de Solidariedade e os Fundos Diocesanos de Solidariedade. 60% dos recursos são destinados ao apoio de projetos sociais da própria comunidade e 40% dos recursos são revertidos para o fortalecimento da solidariedade entre as diferentes regiões do país.

Portal Kairós / CNBB