Nossas crianças na Campanha da Fraternidade 2020

A Campanha da Fraternidade 2020 na Catequese com as crianças

Cada comunidade tem seu ambiente próprio, onde certos problemas sociais estão mais presentes. Diante disso, podem ser feitas muitas adaptações nas tarefas propostas (aqui no Portal Kairós, nos materiais e na internet) e no modo de abordar o tema. Sugerimos alguns cantos, mas podem ser usados outros que sejam mais conhecidos em cada grupo. Os tipos de ajuda ao próximo que serão sugeridos também podem ser substituídos por outros que combinem mais com o ambiente e as possibilidades das crianças e dos adolescentes de cada comunidade.

Tem algum material? Envie pra gente!

Deve ser trabalhado em diálogo com os catequizandos

Fraternidade é sabermos viver como irmãos que se amam, se respeitam e se ajudam. Jesus ensinou que isso é o modo mais importante de agradar a Deus. Que Pai não gostaria de ver que seus filhos se amam, partilham coisas boas e cuidam bem uns dos outros? A palavra vida nesse tema não se refere só a estar vivo, respirando. É a vida como ela deveria ser, com direitos respeitados, em um planeta bem cuidado, sem gente sendo maltratada ou tratada como se não existisse. Por que essas ideias de fraternidade e vida são importantes?

Dom é todo presente que recebemos de Deus, por exemplo: Nossa vida, nossos companheiros, nossos talentos, nosso país. Somos obra de um artista que faz tudo com amor e quer nos ver fazendo coisas muito boas. Ele deseja que o mundo fique melhor porque nós existimos. Podemos pensar no que deveria viverem ser desenvolvido para todos melhor. Vamos escolher uma faixa que tenha uma qualidade importante a ser desenvolvida para que isso aconteça.

Colocar as faixas no chão e deixar que cada catequizando diga qual seria a sua escolha; comentar as escolhas, conversar sobre situações em que essa atitude melhora a vida de alguém; pedir que cada criança ou adolescente diga como pretende viver cada uma das atitudes escolhidas; comentar também os efeitos negativos das condições expostas em faixas que não devem ser escolhidas.

Que relação há entre dom e compromisso? Quem recebe uma coisa boa deve usá-la bem. Por exemplo: quem tem boa voz deve cantar músicas bonitas para alegrar os outros; quem estuda em uma boa escola deve ter interesse em estudar e aprender para depois transmitir bem esses conhecimentos; quem conseguiu se formar e ter uma boa profissão deve prestar bons serviços com seu trabalho; quem se sentiu capaz de vencer uma dificuldade deve estar preparado para ajudar outros em situação parecida.

Os catequizandos podem imaginar, ou até dramatizar, uma cena mais ou menos assim: Uma pessoa chega bem alegre e dá um presente a outra. Quem recebeu o presente o joga no lixo, bem na frente da pessoa que o ofertou. Como se sentiria o doador do presente? E como seria se a pessoa que deu o presente visse que foi bem aproveitado e está melhorando a vida de quem o recebeu e de quem está por perto?

Deus nos dá condições para fazer o bem aos nossos companheiros de caminhada que devem ser bem tratados. Mesmo em meio a problemas e dificuldades, o amor de Deus é o dom maior que nos ajuda a sermos a pessoa especial que Ele planejou e acompanhou desde que nascemos. É um presente maravilhoso. Como Ele se sentiria se desprezássemos esse presente ou não soubéssemos usá-lo?

Atividades para as crianças

Decoração Católica – Anjinhos:

E-book – Orações para crianças:

 

Na Área Especial

Atividade – Colagem com o Cartaz da CF 2020 (coloque os rostos das crianças):

Atividade – Colorir e criar o desenho do Cartaz da CF 2020:
Versão também em Corel Draw e pdf

Atividade – Construir o Cartaz da CF 2020 a partir da cidade:

Atividade – Cartaz da Campanha da Fraternidade 2020 para colorir:
Versão também em Corel Draw e pdf

Atividade – Criação do Cartaz da CF 2020 livre:

Atividade – Criação da sua cidade no Cartaz da CF 2020:

Brincando de Karaokê – Playback do Hino da CF 2020:

Jogo da memória da Fraternidade 2020:

Jogo dos 7 erros da CF 2020:

 

Outros desenhos

Desenhos para colorir sobre a CF 2020 em Corel e pdf:

 

Jogo da memória para crianças:

Imagens de crianças para usar na catequese (desenhos):

 

Portal Kairós

Reflexão e sugestão para o 2º Domingo do Tempo Comum

2º Domingo do Tempo Comum – Ano A

Is 49,3.5-6; SI 39; 1Cor 1,1-3; Jo 1,29-34

Ser luz para as nações: um convite divino!

O Tempo comum, que agora iniciamos, tem por objetivo mostrar o cotidiano de Jesus, como ele anuncia o reino de Deus com seus gestos e suas atitudes. Nesse sentido, é importante considerar que o sonho do Pai é que a salvação desconheça fronteiras físicas, culturais e étnicas e chegue a todos os seus filhos, em todo tempo e lugar.

O profeta Isaías trata bem dessa questão com a figura do servo fiel, ou seja, do povo que assume essa profunda missão de ser luz para que todos os povos sejam iluminados pela ação salvadora de Deus. Paulo ainda aprofunda a temática e chega ao centro da questão: é pela vontade de Deus que servimos o reino, ou seja, a vontade divina está na base de nossa doação total em prol da salvação de todos. Por esse motivo, o salmista canta a ação da vontade de Deus em seu coração. Na força dessa vontade e se reconhecendo envolvido por ela; encontram-se forças para acolher, com os ouvidos e o coração abertos, os desígnios divinos.

João Batista é apresentado, no evangelho deste domingo, como aquele que entra na dinâmica da vontade de Deus. Só assim pode reconhecer-se legitimamente como aquele que tem por missão preparar os caminhos do Senhor e apontá-lo como Cordeiro de Deus. Nesse apontar, João define que Jesus é a vítima perfeita e santa, que vem para restaurar, definitivamente, toda a humanidade em seu amor redentor.

Da comunhão de vontades, surge a luz da alteridade, que salva A sociedade individualista, na qual estamos sendo formados, eleva exageradamente o “eu” sobre o “nós”. A vontade própria acaba sendo uma bandeira para desbravar o terreno do outro para possuí-lo e dominá-lo. Nesse esquema, não há espaço para Deus, a menos que Ele faça minha vontade. Ainda que a vontade própria possa ser justificada, o ponto de partida que motiva toda a ação tem de ser o outro, e não o eu. A vocação divina parte do pressuposto de que sou capaz de me doar pelo outro por causa do Outro. É Deus que me envia! A missão que realizo em minhas ações particulares tem origem no Senhor, que me chama, não de mim diretamente. Eis o segredo da vocação.

Olhando nessa perspectiva, o próprio chamado de Deus é portador de salvação, pois recoloca a pessoa chamada em sua dimensão caritativa originária. Na caridade de Deus, todos se doam em vista do bem do outro. Deixando o egoísmo, que reduz o horizonte ao próprio umbigo, cada pessoa pode elevar o olhar para contemplar o irmão que está ao lado, para se dar conta de que os próprios horizontes são mais amplos, quando se coloca na perspectiva de Deus. Este é um domingo vocacional! Se respondermos bem ao convite de Deus, já é mais de meio caminho andado para viver a salvação e anunciá-la a todos! Que a liturgia de hoje nos ajude a compreender o grande mistério da vontade divina em nossa vida.

SUGESTÕES LITÚRGICAS

– Antes da procissão de entrada: antes do início da celebração, pode-se fazer uma dinâmica do acendimento das velas do altar, acompanhada de um mantra.
Entrada da Palavra: pode-se fazer um pequeno teatro que preceda à entrada da palavra, mostrando como a caridade pode iluminar a vida dos que vivem nas trevas: pessoas tristes que são consoladas, famintas que são alimentadas, caídos que são levantados, presos que são libertados etc.
Oferendas: no momento das oferendas, destacar a comunidade como celeiro de vocações, em que as pessoas vivem o chamado de Deus de modo comprometido. Em seguida, apresentam-se os dons.

 

Padre Anísio Tavares, C.Ss.R. / Portal Kairós

19 de janeiro: Missa do 2º Domingo do Tempo Comum

Missa do 2º Domingo do Tempo Comum

Somos chamados nesta liturgia a ser santos, assumindo a missão de anunciar Jesus ao mundo. O exemplo de João Batista nos encoraje a viver a nossa fé e testemunhar, com alegria, o amor e a misericórdia de Deus que Jesus veio nos trazer.

Todos os dias de nossa vida, somos chamados a testemunhar nossa fé em Jesus Cristo por meio de palavras e gestos de amor e misericórdia.

JESUS, O CORDEIRO QUE REALIZA PLENAMENTE A MISSÃO DO PAI

Neste domingo, descortina-se diante de nós o apelo de Deus para a vivência do seu projeto de salvação. Deus tem um projeto relevante para seus filhos e filhas: dar a todos liberdade e vida em plenitude. O convite para a participação na execução desse projeto renova-se no tempo e dirige-se a todos. Requer-se dos convidados apenas comprometimento, sentido de pertença, isto é, fazer com dedicação, generosidade e alegria a vontade de Deus. No entanto, nem todos estão dispostos a aceitar esse convite. Os que respondem afirmativamente ao seu chamado tornam-se testemunhas e apóstolos de Jesus Cristo.

Deus confirma a sua missão na vida daqueles que, no exercício de suas funções, compreendem que o convite para o seguimento de Jesus tem suas exigências. Não basta saber quem é Jesus; é preciso anunciá-lo com a própria vida. Quem se compromete com o Mestre se torna promotor da paz e construtor de nova sociedade. João Batista e o apóstolo Paulo dão testemunho de que essa sociedade nova já chegou, pois tudo aquilo que Deus pensou para seu povo encontra plena realização na pessoa de Jesus.

O testemunho de João Batista revela-o como um grande profeta que anunciou a proximidade do reino de Deus e sua justiça: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado mundo” (Jo 1,29). Reconhecer Jesus como aquele que tira o pecado do mundo é vê-lo como o que veio para realizar plenamente a vontade do Pai, isto é, para transmitir a todos a vida divina, a fim de que a humanidade consiga realizar seu projeto salvífico. O próprio João Batista coloca Jesus muito acima de si: “Depois de mim vem um homem que passou à minha frente, porque existia antes de mim” (Jo 1,30).

Paulo se apresenta à comunidade de Corinto como verdadeiro apóstolo de Cristo por vontade de Deus. Ele tem consciência do chamado que o Senhor lhe fez para que saísse pelo mundo inteiro e anunciasse o evangelho a todas as criaturas. O testemunho missionário de Paulo nos leva a refletir sobre nossa missão de discípulos missionários. Assim como o apóstolo, nós também somos convidados a dar nossa contribuição para que a Palavra de Deus seja propagada em todos os lugares.

A exemplo de Paulo e de João Batista, deixemos que Jesus Cristo aja em nós para que possamos segui-lo e testemunhá-lo com nossa própria vida.

 

Pe. Roni Hernandes, ssp / Portal Kairós

Estudo e resumo do texto-base da CF-2020

APRESENTAÇÃO

Na Campanha da Fraternidade (CF) 2020, somos convidados a olhar com mais atenção para a vida. Constata-se que a vida das pessoas chegou a um ponto que esbarra em uma série de angustiantes indagações.

  1. O que aconteceu conosco?
  2. Por que vemos crescer tantas formas de violência, agressividade e destruição?
  3. Perdemos, de fato, o valor da fraternidade?

Em meio a tantas questões, a CF 2020 e o Portal Kairós convocam à reflexão sobre o significado mais profundo da vida e a encontrar caminhos para que esse sentido seja fortalecido ou reencontrado. É por isso que a CF 2020 proclama: a vida é Dom e Compromisso! Seu sentido consiste em ver, solidarizar-se e cuidar. Significa não passar cego às dores das pessoas.

Diante de tanta indiferença se torna urgente testemunhar e estimular a solidariedade (Mateus 25,45). Não temamos se nos sentirmos pequenos diante dos problemas. Lembremo-nos de Santa Dulce dos Pobres, mulher frágil no corpo, mas uma fortaleza peregrinante pelas terras de São Salvador da Bahia de todos os Santos. Santa Dulce dos Pobres é testemunho irrefutável de que a vida é dom e compromisso. É Santa Dulce dos Pobres, que intercede por nós no céu.

BOM SAMARITANO: COMPAIXÃO E CUIDADO COM A VIDA

Estudo e resumo do texto-base da CF-2020

A CF 2020 toma como referência a Parábola do Bom Samaritano (Lucas 10, 25-37). A Parábola do Bom Samaritano é composta por personagens anônimos. O Sacerdote e o Levita, desviam-se do homem ferido, pois não tinham tempo para ele. O Samaritano aproxima-se da vítima dos salteadores e, movido pela compaixão, gasta seu tempo, ficando com ele à noite na hospedaria. No dia seguinte paga as despesas da sua estadia e promete retribuir ao dono da hospedaria tudo o que por ventura gastasse a mais para cuidar daquele que sofreu o assalto.

A postura inesperada do Samaritano contém o centro do ensinamento de Jesus: o próximo não é apenas alguém com quem possuímos vínculos, mas todo aquele de quem nos aproximamos. Não é a Lei, vínculo sanguíneo ou ligação afetiva que estabelecem as prioridades, mas a compaixão, que impulsiona a fazer pelo outro aquilo que nos é possível, rompendo com toda indiferença. A lei é esta: todos devem ser amados, sem distinção.

Ser capaz de sentir compaixão é a chave da obediência à vontade de Deus, que ama toda a criação: Servir! Ver! Sentir, ter compaixão e cuidar é o autêntico Programa Quaresmal.

Quaresma é tempo de abertura ao mistério da dor, morte e a cruz do Crucificado, Vencedor da Morte. A Igreja recorda que esse caminho do calvário e vitória de Cristo, exige de nós jejum, oração e a esmola. No jejum somos conectados à dor dos que tanto sofrem pela falta de vida digna. A oração, diálogo de amor e amizade, é aproximação que nos possibilita sermos tocados pelo amor e ternura de Deus. A esmola é a partilha de vida, cuidado amoroso que nasce da liberdade da renúncia para a entrega amorosa. Jesus é o verdadeiro bom Samaritano que se aproxima dos homens e das mulheres que sofrem e, por compaixão, lhes restitui a dignidade perdida. A entrega de Jesus na cruz é apenas o culminar desse estilo que marcou toda a sua vida.

1ª PARTE “VIU”

1ª PARTE - "VIU"

VIU, SENTIU COMPAIXÃO E CUIDOU DELE (LUCAS 10,33-34)

LEIA MAIS

Baixe a oração da CF 2020 para sua comunidade

Depois de os despedir, Jesus subiu a montanha para orar. Já era noite, o barco estava no meio do mar e Jesus, sozinho, em terra. Vendo-os com dificuldade no remar, porque o vento era contrário, nas últimas horas da noite, foi até eles, andando sobre as águas; e queria passar adiante. Quando os discípulos o viram andar sobre o mar, acharam que fosse um fantasma e começaram a gritar. Todos o tinham visto e ficaram apavorados. Mas ele logo falou: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!”. Ele subiu no barco, juntando-se a eles, e o vento cessou. Mas os discípulos ficaram ainda mais espantados. Evangelho de Marcos 6,46-51

A oração é como o ar para a nossa alma.
Sem ar não podemos viver.
Sem a oração ficamos fracos espiritualmente. Santa Dulce

 

Baixe a oração da CF 2020 em pdf:

Baixe a oração da CF 2020 em word:

Baixe a oração da CF 2020 em word 4 por página (recortar):

Baixe a oração da CF 2020 em PowerPoint:

Na Área Especial

Baixe a oração da CF 2020

Arte para quadro com a Oração da CF 2020 (Alta qualidade):

Oração da Campanha da Fraternidade 2020

Deus, nosso Pai, fonte da vida e princípio do bem viver,
criastes o ser humano e lhe confiastes o mundo
como um jardim a ser cultivado com amor.

Dai-nos um coração acolhedor para assumir
a vida como dom e compromisso.

Abri nossos olhos para ver
as necessidades dos nossos irmãos e irmãs,
sobretudo dos mais pobres e marginalizados.

Ensinai-nos a sentir a verdadeira compaixão
expressa no cuidado fraterno,
próprio de quem reconhece no próximo
o rosto do vosso Filho.

Inspirai-nos palavras e ações para sermos
construtores de uma nova sociedade,
reconciliada no amor.

Dai-nos a graça de vivermos
em comunidades eclesiais missionárias,
que, compadecidas,
vejam, se aproximem e cuidem
daqueles que sofrem,
a exemplo de Maria, a Senhora da Conceição Aparecida,
e de Santa Dulce dos Pobres, Anjo Bom do Brasil.

Por Jesus, o Filho amado,
no Espírito, Senhor que dá a vida.
Amém!

 

Portal Kairós