Card. Turkson: “A Terra é um jardim, não façamos dela um deserto”

Roma (RV) – “Na doença e no sofrimento, as Igrejas estão mais próximas (500 depois da reforma de Lutero)” é o título de um Congresso ecumênico no Instituto Camillianum, em Roma.

Na quarta-feira (24/05), participou do evento o Prefeito do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral, Card. Peter Kodwo Appiah Turkson, que desenvolveu o tema “Proteger a Terra e dar dignidade à humanidade”.

O Cardeal ganense recordou o convite do Papa a sermos custódios do meio ambiente e dos pobres, definidos “duas fragilidades”. “São problemas imperativos: a Terra deve ser protegida, a humanidade e os pobres devem ter dignidade”, disse o Card. Turkson, que falou também do tráfico de seres humanos e das novas formas de escravidão.

Para ele, existe hoje uma “justiça ecológica”. “Os bens da Terra não são destinados a alguns, mas a todos. Este é o princípio de solidariedade.” Falando sobre o desenvolvimento sustentável, o Cardeal recordou que recebemos “a Terra como um jardim, ai de nós se a deixarmos como um deserto”. “Tudo se baseia na moral e na ética, sem uma mudança de coração, também as regras políticas não são eficazes.”

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Chacina em Redenção (PA) deixa pelo menos 10 posseiros mortos

Redenção (RV) – Dez posseiros – nove homens e uma mulher – foram assassinados na manhã de quarta-feira (24/05) durante uma ação policial de reintegração de posse em um acampamento na Fazenda Santa Lúcia, no município de Pau d’Arco, no Pará, segundo informações da Comissão Pastoral da Terra (CPT). A reintegração foi realizada pelas Polícias Civil e Militar de Redenção.

Segundo veículos de comunicação da região, os corpos dos posseiros foram levados inicialmente para o necrotério do Hospital Municipal de Redenção, para serem posteriormente transferidos para o Instituto Médico Legal (IML) do município de Marabá.

O novo massacre ocorre em meio a uma escalada de violência ligada à terra no país. Em abril, dez pessoas foram assassinadas em um assentamento no município de Colniza (MT), a 1.065 km de Cuiabá, próximo ao distrito de Guariba, em uma gleba denominada Taquaruçu do Norte. Entre os mortos estavam idosos e crianças. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso, o massacre perpetrado por “encapuzados”.

Segundo a CPT, conflitos fundiários são comuns na gleba onde ocorreram as mortes há mais de dez anos, com ocorrências de assassinatos e agressões. A CPT informou ainda que investigações policiais feitas nos últimos anos têm apontado que “os gerentes das fazendas na região comandavam rede de capangas para amedrontar e fazer os pequenos produtores desocuparem suas terras”.

Em nota, a Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) se manifestou em profundo repúdio ao massacre dos 10 trabalhadores rurais sem-terra ocorrido no município de Pau D’Arco.

De acordo com a Comissão de Direitos Humanos da Alepa, a escalada de violência contra trabalhadores e trabalhadoras rurais é um fenômeno que tem se intensificado em razão de uma rede social e simbólica fortalecida pela combinação dos seguintes fatores: impunidade, paralisia da reforma agrária e criminalização dos movimentos sociais.

Diante do recrudescimento da violência contra trabalhadores e trabalhadoras rurais, a Comissão de Direitos Humanos da Alepa irá tomar medidas enérgicas para a apuração rigorosa dos fatos e a efetivação de ações de mediação e prevenção da violência no campo.

Relatório da CPT aponta aumento da criminalidade no campo

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) divulgou há pouco mais de um mês o seu relatório anual, ‘Conflitos no Campo Brasil 2016’, destacando os 61 assassinatos ocorridos no ano passado, o maior número já registrado desde 2003. Em 2017, até o momento, já são 26 pessoas assassinadas em conflitos no campo brasileiro – as mortes ocorridas em Redenção ainda não constam nesta relação.

(Agências/CPT)

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Jovens ao Papa: se poderosos da terra não se comovem, o que será de nós?

“Se os sete homens mais poderosos da terra não se comovem diante de uma criança que atravessa o mar para fugir de morte segura… o que será deste mundo? O que será de nós?”

É o que escrevem numa carta ao Papa Francisco 22 adolescentes (garotos e garotas) da Itália, Gâmbia, Nigéria, Costa do Marfim, Albânia e Paquistão que se reuniram para o encontro de cúpula Unicef Junior 7, que todos os anos reúne as vozes dos adolescentes dos países do G-7 para discutir os temas da agenda do encontro de cúpula do G-7 e prepara uma mensagem conjunta para os chefes de Estado.

Fuga de guerras, da fome e da pobreza

“Vivemos numa época bastante difícil, há tantos seres humanos, tantas crianças, em fuga de guerras, da fome e da pobreza. Nossos mares que deveriam unir, muitas vezes dividem, quem está melhor quer estar melhor ainda e quem está pior, ao invés, estende a mão para nós e nós, comumente, a deixamos escorregar para o fundo do mar”, escrevem.

Os adolescentes pedem aos grandes do planeta que “invistam na educação e conhecimento para dar a todos a possibilidade de viver da melhor forma possível este extraordinário dom que é a vida”.

Todos devem ter direitos humanos assegurados

“Queremos apertar com força a sua mão – dirigem-se ao Papa – e gritar juntos que todos devem ter seus direitos humanos garantidos, direitos que são universais e sem distinção de raça ou religião.”

“Estar juntos nas diversidades é uma necessidade universal, é o décimo primeiro ‘mandamento’ do futuro, que nos comprometemos a subscrever hoje, cada um com suas diversidades, a própria religião, seus estilos de vida, mas sempre no respeito recíproco”, ressaltam.

O 43º encontro de cúpula do G-7 (grupo dos sete países mais industrializados do mundo) vai se realizar nos dias 26 e 27 deste mês de maio em Taormina, na Sicília, sul da Itália.

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Card. Filoni na Guiné Equatorial: na fraqueza confiar no Espírito Santo

Malabo (RV) – “Para Deus não é importante se nossas ações terão resultado, o importante é ter coragem, jamais se cansar de dar testemunho da nossa fé e deixar-nos guiar pela força do Espírito Santo.”

Foi o que disse o prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, Cardeal Fernando Filoni, esta quarta-feira (24/05) em Ebebiyn, na Guiné Equatorial – país da costa ocidental da África –, durante a missa com a tomada de posse do novo bispo da diocese, Dom Miguel Nguem Bee.

O prelado de 47 anos, que até sua nomeação episcopal era superior provincial dos salesianos, foi ordenado bispo pelo próprio Cardeal Filoni sábado passado, dia 20. “O Santo Padre o escolheu porque, embora jovem, é uma pessoa com válida experiência de vida sacerdotal e de preparação humana e espiritual”, disse o purpurado.

Crer sempre na ação da graça

Os votos do prefeito de Propaganda Fide a Dom Miguel foram o de “crer” na ação da graça, de não desencorajar-se e, como São Paulo, fortalecido pelo encontro com Cristo, colocar n’Ele toda a confiança.

“Geralmente não se veem logo os resultados, então é preciso dar tempo para o crescimento deles. Muitas vezes somos tentados pela necessidade de ver resultados das nossas obras, a ponto de alguém perguntar se vale a pena fazer algo quando não temos a certeza de obter retorno”, enfatizou o Cardeal Filoni.

A força da Igreja vem do Alto

“A força da Igreja, a força do catolicismo na Guiné Equatorial e na Diocese de Ebebiyn é a força que vem do Alto. Esta força é mais forte do que nossas possibilidades, é capaz de transformar nossos esforços – que parecem pouco promissores – num rio de graça”, prosseguiu

O purpurado indicou como modelo o anúncio do Evangelho feito pelos santos apóstolos Pedro e Paulo: “Tudo foi obra do Espírito Santo que agia neles e através deles. Tenham a coragem de deixar-se guiar pela potência e pelos dons do Espírito!”

Olhar para Maria Auxiliadora quando nos sentimos fracos

Dirigindo-se ao novo bispo de Ebebiyn, o prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos indicou a Virgem Maria, no dia da festa de Nossa Senhora Auxiliadora, como mãe sempre solícita a escutar e oferecer “seu auxílio materno, em particular, quando temos momentos de desencorajamento ou de medo, quando nos sentimos fracos diante dos desafios que parecem maiores do que nossas possibilidades.” (RL/PO)

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Filipinas: terroristas fazem reféns e incendeiam catedral, prisão e escolas

Manila (RV) – Terroristas do grupo islâmico “Maute” – ligado ao autoproclamado Estado Islâmico – “atacaram a Catedral Católica de Marawi City, sequestrando 15 pessoas entre fiéis, um sacerdote e religiosas que estavam rezando na igreja”, informou à Agência Fides o Bispo Edwin De la Pena, responsável pela Prelazia de Marawi City, cidade na Ilha de Mindanao, sul das Filipinas.

“Hoje é a Festa de Nossa Senhora Auxílio dos Cristãos. Os fiéis estavam na igreja para rezar a Maria no último dia da novena. Os terroristas entraram na igreja, fizeram alguns reféns e os levaram para uma localidade desconhecida. Entraram na residência do Bispo e sequestraram o Vigário Geral, Pe. Teresito Soganub. Depois colocaram fogo na Catedral e na sede do episcopado. Tudo está destruído. Estamos consternados”, relatou o prelado à Ag. Fides.

O bispo salvou-se por estar em visita pastoral à paróquia de um povoado distante de Marawi.

Abrir canais de negociação

“Os terroristas ocuparam a cidade. As pessoas estão aterrorizadas fechadas em casa. Agora se espera a reação do exército. Por agora, se pensa em retomar a cidade com o menor derramamento de sangue possível. Dos reféns não se sabe nada. Ativamos nossos canais, a Igreja, os líderes islâmicos, e esperamos poder em breve abrir canais de negociação para que sejam todos libertados sãos e salvos”, afirmou Dom Edwin, recordando que nos meses passados a Igreja havia recebido ameaças.

Apelo ao Papa

Isto “ocorreu justamente na véspera da Festa de Maria: pedimos ajuda a ela, que é o auxílio dos cristãos. Pedimos a salvação dos nossos fiéis. Somente ela pode vir em nosso socorro. Dirigimos um apelo também ao Papa Francisco para que reze por nós e possa pedir aos terroristas para libertar os reféns, em nome de nossa comum humanidade. Violência e ódio trazem somente destruição: peçamos aos fiéis em todo o mundo para rezarem junto conosco pela paz”.

Diante da invasão da cidade pelos militantes, o Presidente Duterte interrompeu sua viagem a Moscou, retornando às pressas ao país.

O grupo terrorista se entrincheirou em Marawi, incendiando também a prisão e duas escolas. O Exército cercou a cidade.

O Prefeito pediu às Forças Armadas para não bombardearem a cidade onde vivem cerca de 200 mil civis, a maioria muçulmanos.

(Fides/je)

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