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Padre Zezinho: A Imaculada sem mácula alguma

Eu tinha dez anos quando perguntei ao Frater André o que era “Imaculada!” Ele mostrou minha camisa de domingo, branca e sem mancha e disse: “Imagine a sua alma sem nódoa e sem mancha como esta camisa e imagine Nossa Senhora toda vestida de branco e a alma dela que nunca foi manchada”.

Minha mãe em casa acrescentou mostrando uma outra camisa com nódoa de manga. Estava lá com a marca que não saia.
Nunca esqueci aquela catequese. Maria nunca conheceu a mancha do pecado, em vista do Filho que teria. Pura como o Filho e por causa do Filho! Esta é Maria de Nazaré!

Há cristãos que não celebram isso. Eu celebro. Jesus nunca pode ser acusado de pecado, por ser o Filho que o Pai nos mandou.
Maria não pode ser comparada com qualquer mãe, que também é pura como muitas mães que vivem por seus amores: marido e filhos.
Mas Maria, segundo nós católicos, foi a mais pura das virgens e a mais pura das esposas e das mães.

A festa de 8 de Dezembro é nosso jeito de dizer: Isto mesmo: Nós temos mãe.
E Ela é a puríssima mãe do puríssimo Jesus.

Não é idolatria. É o reconhecimento de que Jesus nasceu da pessoa mais santa depois dele.
Por isso eu creio e celebro a festa da IMACULADA!

 

Oração a Nossa Senhora Imaculada Conceição

Conheça a devoção a Nossa Senhora Imaculada Conceição

Santa Maria, Rainha dos céus,
Mãe de nosso Senhor Jesus Cristo,
Senhora do mundo, que a nenhum pecador desamparais nem desprezais;
Lançai sobre mim vosso olhar Imaculado
e alcançai-me de Vosso amado Filho o perdão de todos os meus pecados,
para que eu, que agora venero com devoção a Vossa santa e Imaculada Conceição,
mereça alcançar o prêmio da vida plena nos céus .
Por intermédio do vosso Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor,
que, com o Pai e o Espírito Santo, vive e reina para sempre.
Amém.

 

Padre Zezinho, scj

Meu grande louvor e amor a Maria

Sei que alguns ateus e até cristãos de outras correntes de fé, põem objeções a nosso culto à mãe Jesus.

E não faço parte dos que desmerecem um ateu ou um evangélico que estudou a Bíblia e conhece a História do Cristianismo.

Eu também li e estudei centenas de livros e até me deram um título de doutor. Uma grande universidade, a PUC de Curitiba, achou que sei o bastante para defender a teologia que prego.

E na teologia que prego por escrito e por canções, MARIA, a mãe de Jesus está viva e está no céu junto ao seu Filho.

Seria um fracasso um cristão duvidar que Jesus não está no céu e não nos ame!

E seria estranho demais se, depois de 2 mil anos, Jesus ainda não tivesse levado sua mãe para o céu.

Mais estranho ainda se bispos, padres e pastores e pregadores da Bíblia pudessem interceder pelos fiéis pedindo curas a Jesus; e a mãe de Jesus não pudesse, porque ela está morta e não pode fazer nada pelos cristãos de agora. Eu penso diferente! .

Eu creio que Jesus levou bilhões de almas para o céu porque “ o sangue de Jesus tem poder”. E o céu está repleto de Santos que Jesus salvou. E a mãe dele está lá ao lado dele, como esteve sempre ao seu lado, desde Belém até à Cruz.

E é por isso que não adoro Maria, porque ela não é deusa.

Mas também é exatamente por isso que eu a venero porque, depois de Jesus nenhuma pessoa foi mais privilegiada do que a mulher que o gerou e viveu com ele até seu último instante neste mundo.

Eu sou padre e, se eu posso abençoar quem me pede uma bênção, tenho certeza de que a oração da mãe de Jesus vale mais do que as minhas pobres preces.

Jesus tem o poder. Mas nós temos o pedir. E o pedir de Maria é mais profundo porque vem com o conhecimento que ela teve e tem sobre Jesus.

Entre a sabedoria dos doutores laureados em teologia em tantas igrejas e a sabedoria de Maria, eu fico com a sabedoria dela. Para mim, Maria está viva e no céu. Para mim ela não está dormindo o sono de quem espera o soar da última trombeta. Jesus já disse que viria buscar os seus discípulos. É só conferir outras passagens da Bíblia! Jesus realmente salva!

Se alguém pensa diferente será respeitado. Mas, sendo padre católico que estudou Bíblia e HISTÓRIA DO CRISTIANISMO, esta é a minha convicção.

Não adoro Maria. Ela não é minha salvadora. Quem salva é Jesus. Mas o filho dela chamou Deus de MEU PAI e VOSSO PAI. E ele a chamou de Senhora e de Mãe e a confiou aos cuidados de João, o mais jovem dos apóstolos. Sinal de que Jesus não teve outros irmãos.

Mas creio que ela nos adotou e nós a vemos como nossa mãe.

É isso que prego e é isto que me leva a fazer centenas de páginas e centenas de canções para homenageá-la.

Isto! Eu amo a mãe de Jesus. E proclamo: “Quem está perto de Maria, nunca está longe de Jesus “. Até porque ela nunca ficou longe dele, nem aqui nem lá no céu! E creio que é para lá que um dia iremos!

E quando chegar a minha hora, espero ver os dois na glória eterna, como eles estão agora!

Dois tipos de evangélicos

Recebi no meu Facebook e em outras páginas que escrevo, muitas mensagens de amizade e de orações conosco, católicos, pela nossa alegria de nestes 300 anos festejarmos nosso amor por Maria. Eles sabem que não adoramos Maria porque eles também amam a mãe de Jesus, embora a cultuem da outra maneira.

Mas também recebi muitas agressões dizendo que sou um padre herege e inimigo de Jesus e ignorante de Bíblia.

Um deles enviou quase cem textos contra mim e nossa Igreja. Ele é agressivo e desafiador. E está na minha página que ele invadiu e deu um jeito de permanecer me provocando.

Sabem o que faço? Respondo a tudo dizendo a mesma coisa:

“Severino, você está na minha página. Eu não invadi a sua. Se quer debate procure outro evangélico como vc. Sou obrigado a deletar você porque você não quer diálogo. Quer provar que é sabe mais Bíblia do que eu! Procure seu pastor. Não invado o púlpito do seu pastor e você não invada o meu! ”

 

Pe. Zezinho, scj 

A fé extraordinária de Maria

A fé de Maria

Nos instantes dolorosos da Paixão de seu Filho ei-la na Rua da Amargura rumo ao Calvário.

 

Um aspecto da existência da Mãe de Jesus que merece especial atenção é que ela se submeteu inteiramente às luzes da fé. Foi o que salientou Isabel: “Bem-aventurada tu que creste, porque se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas! (Lc 1,45). Tal atitude de Maria foi sempre uma característica constante de sua conduta, ainda quando misteriosos e cheios de aparentes contradições se apresentassem no futuro os desígnios divinos. É que, unida profundamente a Deus, seguia os impulsos da graça numa fidelidade sem limites. Nenhuma restrição às inspirações divinas. Por isto mesmo todos os seus atos interiores e exteriores não objetivavam senão estarem eles integralmente de acordo com a vontade do Criador. Tornou-se assim o modelo perfeito da alma que se entrega totalmente a seu Senhor.

Maria concita então a seus devotos a estarem atentos, pois funestos são os efeitos da concupiscência que induz a tantos a se desviarem do projeto traçado pelo Ser Supremo. Este sempre agiu nos seres humanos e os quer conduzir à verdadeira felicidade, respeitando, porém, a liberdade dada a cada um. Por isto nem todos seguem as diretrizes traçadas no Decálogo, rota segura de perfeição e salvação. Maria, porém, pela obediência às inspirações do Espírito Santo, numa adesão radical ao mesmo, jamais manchou sua existência nem mesmo com a mínima falta. Eis por que nela brilharam todas as virtudes, uma vez que ela rejeitava prontamente qualquer sugestão do espírito das trevas. Sua fé estava alicerçada numa profunda humildade. Apesar de Deus ter realizado nela grandes coisas, o orgulho não encontrava jamais abrigo em sua alma privilegiada.

Mãe do Messias, o Esperado das Nações, quando Cristo era o aclamado das multidões pelo brilho de seus ensinamentos e de seus milagres, ela não aparecia. Nos instantes dolorosos da Paixão de seu Filho ei-la na Rua da Amargura rumo ao Calvário. Depois recebeu em seus braços o Corpo dilacerado de seu amado Jesus desfalecido. Com Ele se imolou aos pés da Cruz e se tornou a Co-Redendora, cooperadora de Cristo na salvação da humanidade. Graças a sua fé inabalável suportou estes e todos os golpes anteriores da espada de dor que Simeão lhe profetizara no templo de Jerusalém. Sua vida foi uma oração contínua, mesmo porque Jesus foi o único objeto de seus pensamentos e de seu amor. Cumprida sua missão, Cristo após sua ressurreição retornou para junto do Pai, mas a missão de Maria prosseguiria ainda nesta terra.

Sua fé deveria sustentar a Igreja nascente. Junto com os Apóstolos estava em preces no Cenáculo quando da vinda do Espírito Santo. Nesta trajetória de fé, após realizar plenamente os planos divinos, assunta aos céus, “por sua multíplice intercessão continuou a granjear–nos os dons da salvação eterna”. Como ressaltou o Concílio Vaticano II na Constituição Dogmática Lumen Gentium,, lá no céu, “com materna caridade cuida dos irmãos de seu Filho que ainda peregrinam rodeados de perigos e de dificuldades até que sejam conduzidos à feliz pátria (nn 61-64 Só resta então aos seguidores de Cristo imitar a fé desta Mãe celeste, seu amor ao silêncio, sua fidelidade à graça, sua simplicidade, sua união com Deus. Como aconselha o Pe. Grou, “que ela nos sirva de guia e modelo na vida interior, e que ela nos obtenha as graças que nos são necessárias para responder aos planos de Deus sobre nós”.

 

A fé extraordinária de Maria
Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho
Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.