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Museu de São Paulo oferece exposições, cursos e palestras

Conhecida, entre outros aspectos, por suas numerosas atrações culturais, São Paulo (SP) é uma forte candidata à capital nacional da conjunção dos mais variados espetáculos, shows e exposições, que reúnem uma heterogeneidade populacional, característica da cidade. Essa miscigenação de São Paulo se vê representada na amplitude da cultura paulistana. Segundo dados do MonitoraSP, a cidade possui 282 salas de cinema, 101 museus, 164 teatros, 39 centros culturais, 146 bibliotecas, entre outras opções.

Em se tratando de museus, para muitos, vem rapidamente à mente imagens do MASP ou Museu do Ipiranga. Mas não pode-se esquecer de outros locais com extrema relevância histórica para a cidade, como é o caso do Museu de Arte Sacra de São Paulo. Uma das principais instituições brasileiras voltadas ao estudo, conservação e exposição de objetos da produção artística do sagrado, o Museu apresenta uma vasta gama de imagens sacras de grande valor na evolução escultórica e histórica do país. Seu acervo também é composto por coleções de altares, oratórios, pratarias e ouriversaria religiosas, joias, mobiliários, pinturas, entre outros, totalizando mais de 4000 peças.
Quem deseja visitar o museu pode conferir 800 das 4000 peças presentes na instituição. O Museu também oferece diversas exposições temporárias, cursos e palestras voltados ao sagrado. Portanto, o público tem a chance não apenas de conhecer mais sobre a arte sacra, como se aprofundar no tema. Confira a programação completa aqui: www.museuartesacra.org.br

Cristianismo em Construção

Para os apaixonados por arte, história, arquitetura, religião, entre outros temas, o Museu de Arte Sacra de São Paulo promove um curso livre sobre o tema “O Cristianismo em Construção: culto e arquitetura”. Ministrado pelo Professor Doutor Jack Brandão, pesquisador da arte medieval, renascentista e seiscentista, o curso objetiva apresentar a relação existente entre culto e arquitetura no seio do Cristianismo e, de modo especial, como essa relação se estabeleceu ao longo dos séculos.
Os encontros se destinam a estudiosos de arte, historiadores, profissionais ligados à literatura e comunicação social, religiosos, pesquisadores, professores que pretendam desenvolver o tema em sala de aula, profissionais de todas as áreas, estudantes universitários e interessados em geral. Portanto, mesmo quem não for ligado a área poderá se encantar e se aprofundar nestes temas. No final do curso o aluno receberá o certificado.

Confira aqui mais informações sobre o curso

Informações sobre o curso:
Período: de 21 de agosto a 23 de outubro de 2017 (segundas-feiras) Horário: 19h às 21h (intervalo para o café) Carga horária: 20h Valor: R$ 500 (à vista) ou R$ 540 (02 vezes) Inscrições: mfatima@museuartesacra.org.br Informações: (11) 5627 5393 Endereço: Avenida Tiradentes, 676, Metrô Tiradentes Estacionamento gratuito (ou alternativa de acesso): Rua Jorge Miranda, 43 – Sujeito a lotação
Serviço:
Museu de Arte Sacra de São Paulo
Informações: (11) 5627 5393 Endereço: Avenida Tiradentes, 676, Metrô Tiradentes
Horário de Funcionamento: terça a domingo, das 9h às 17h
R$ 6,00 / Grátis aos sábados
A bilheteria funciona até 30 minutos antes do fechamento do Museu

 

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Educação Afetiva: “façais também vós”

Papa Francisco tem encantado e vem educando o mundo pela afetividade. Sua humildade e simplicidade se revelam ao conviver com as diferenças, ao convocar para paz, ao não ter medo de seguir em missão, ao espalhar sorrisos, ao lavar os pés dos mais pobres, ao ir ao encontro dos que sofrem, ao telefonar para alguém ou ao responder uma carta. Esses e muitos outros gestos causam-nos admiração; eles nos provocam e desafiam para que também façamos o mesmo. Esse foi o pedido de Jesus no Lava Pés: Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, assim façais também vós. (Jo 13,15).

Papa Francisco é autoridade! Ele representa 1,27 bilhão de Católicos e tornou-se liderança religiosa respeitada por todas as denominações cristãs e religiões. Sua autoridade é exercida pelo serviço e suas atitudes transbordam de ternura. Pela afetividade ele nos mostra a urgência de amor.

Na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, sobre o anuncio do Evangelho no Mundo Atual, Papa Francisco reflete e nos exorta sobre o afeto: “Para partilhar a vida com a gente e dar-nos generosamente, precisamos reconhecer também que cada pessoa é digna da nossa dedicação. E não pelo seu aspecto físico, suas capacidades, sua linguagem, sua mentalidade ou pelas satisfações que nos pode dar, mas porque é obra de Deus, criatura sua. Ele criou-a à sua imagem, e reflete algo da sua glória. Cada ser humano é objeto da ternura infinita do Senhor, e Ele mesmo habita na sua vida. Na cruz, Jesus Cristo deu o seu sangue precioso por essa pessoa.

Independentemente da aparência, cada um é imensamente sagrado e merece o nosso afeto e a nossa dedicação. Por isso, se consigo ajudar uma só pessoa a viver melhor, isso já justifica o dom da minha vida. É maravilhoso ser povo fiel de Deus. E ganhamos plenitude, quando derrubamos os muros e o coração se enche de rostos e de nomes! (274)”.

Precisamos levar a Pedagogia de Papa Francisco para as escolas. A Educação escolar não é um amontoado de ações cognitivas e racionais que pode dispensar a afetividade. A capacidade evolutiva não está ligada somente à capacidade cognitiva do sujeito e sem a dimensão afetiva todas as demais podem ser bloqueadas. Amar e ser amado: uma das grandes experiências humana!

Quando somos amados, ainda que tenhamos que enfrentar o medo, teremos equilíbrio, pois sentimo-nos seguros, motivados, encorajados e sabemos que não estamos sozinhos. O afeto não nos permite cair nos abismos que nos minimizam. Pessoas quando amadas, espalham amor e alegria ainda que estejam passando por problemas. Na escola, precisamos ter sensibilidade e ir ao encontro dos mais frágeis.

Não podemos ocultar nos esquemas escolares, o suspiro daqueles que estão sufocados por práticas pedagógicas não humanizadas. Assim como também disse Papa Francisco, precisamos ir às periferias materiais, mas também as periferias existenciais. Nossas escolas estão marcadas pelas periferias existenciais. O afeto livra os alunos das periferias existenciais, e também por ele, tira muitos dela.

Vale recorrer à ciência, pois também ela comprova a importância da afetividade. Para Henri Wallon, a afetividade tem ligação direta com a formação da personalidade. Ele afirma que a afetividade se manifesta antes mesmo da inteligência. Ela é o ponto de partida para a harmonização do indivíduo com o mundo e consigo mesmo. Sua teoria revela-nos a importância de conhecer os fatores orgânicos e biológicos de quem pretendemos educar, mas também revela que precisamos conhecer sua condição humana.

A educação não pode pretender formar o indivíduo a partir de uma única dimensão. No processo de formação, é preciso levar em conta a cognição, mas também as dimensões motora e emotiva. E em nosso caso, como educadores cristãos, podemos utilizar esta dimensão para chegar àquela espiritual, ou “abertura à transcendência”, como já afirmou Papa Francisco.

Pela afetividade os indivíduos transitam em seus estágios de crescimento e assim, as experiências cognitivas, motoras e emocionais se agregam na afetividade. Henri, WALLON (1995, p. 288) na obra “A evolução psicológica da criança”,esclarece: “A afetividade é um domínio funcional, cujo desenvolvimento dependente da ação de dois fatores: o orgânico e o social. Entre esses dois fatores existe uma relação recíproca que impede qualquer tipo de determinação no desenvolvimento humano, tanto que a constituição biológica da criança ao nascer não será a lei única do seu futuro destino. Os seus efeitos podem ser amplamente transformados pelas circunstâncias sociais da sua existência onde a escolha individual não está ausente”.

Há confusões que precisam ser dissipadas para não criar equívocos quanto à afetividade: autoridade não é autoritarismo. A autoridade não impede que o educador seja afetuoso. Ser exigente não significa ser ríspido. A exigência não impede o afeto de se revelar. Organização não é sinônimo de ambiente frio. A organização não camufla a essência da afetividade. Muitas vezes, o argumento da falta de afetividade, justifica nosso vazio, nossas incertezas e em alguns casos, até nossos erros. Essa justificativa comprova que temos consciência, de que a ausência do afeto, dificulta a formação humana. Todos nós precisamos de afeto. Podemos até esconder ou ter vergonha de assumir, mas não há como negar.

Não podemos confundir afetividade com sentimentalismo. Assim como também não podemos confundir o afeto com discursos bonitos, que pela retórica definem o mesmo. O afeto é o canal para o desenvolvimento dos valores essenciais à convivência humana. Também na obra “A evolução psicológica da criança”, Afirma Henri Wallon (1995. p. 45). “A importância das relações humanas para o crescimento do homem está escrita na própria história da humanidade. O meio é uma circunstância necessária para a modelagem do indivíduo. Sem ele a civilização não existiria, pois graças à agregação dos grupos que a humanidade pôde construir os seus valores, os seus papéis, a própria sociedade”.

A Afetividade interfere diretamente em nosso desenvolvimento e a falta dela, em nossa estagnação. Com a educação afetiva abrimos os horizontes de nossa sensibilidade e reforçamos os laços humanos. A educação afetiva forma pessoas que têm mais condições de enfrentar seus conflitos com harmonia, evitando o uso de remédios, pois esses têm assumido o lugar terapêutico exclusivo na vida de muitas pessoas.

Os conflitos, as emoções, a dificuldade de lidar com os desafios não encontram respostas interior, talvez pela falta da afetividade no processo de formação.Receber afeto e ofertar afeto é garantia de viver bem no coletivo e na vida pessoal. Uma Educação afetiva é sensível à realidade do educando, pois esse não é um papel em branco à espera da transferência de conhecimento. Ele é parte de um todo construído por muitas realidades e a afetividade perpassa toda sua história, desde sua concepção.

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Dom Pedro Cippolini fala sobre aspectos fundamentais da fé cristã

O bispo de Santo André (SP) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Doutrina da Fé, Dom Pedro Carlos Cippolini, atendeu a imprensa na tarde desta quarta-feira, 03, durante a 55ª Assembleia Geral da CNBB, em Aparecida (SP).

O bispo falou sobre a Exortação Apostólica pós-sinodal ‘Amoris laetitia – A Alegria do Amor. O documento escrito pelo Papa Francisco reúne os resultados dos dois Sínodos sobre a família convocados pelo Pontífice em 2014 e 2015 e contribuições de fiéis no mundo inteiro.

Dom Pedro Cippolini comentou alguns dos principais pontos da exortação e afirmou que após a sua publicação a postura com relação alguns temas que envolvem a família mudaram, citando o exemplo dos casais de segunda união.

“A doutrina do matrimônio permanece a mesma, mas o modo de abordar algumas questões e de tratar as pessoas, principalmente em relação aos casais de segunda união mudou. Essa mudança é no sentido de uma acolhida, um olhar misericordioso, o

dialogo e o desejo de que todos tenham na Igreja o seu lugar. Isso é importante. A Igreja como mãe deve ser acolhedora”, afirmou.

Dom Cippolini ainda falou sobre o trabalho da Comissão Episcopal para Doutrina da Fé: “A comissão quer ajudar a conferência a refletir temas relacionados a fé, no sentido de esclarecer e ilustrar alguns pontos que precisam melhorar no desenvolvimento do trabalho da evangelização”. Atualmente a comissão é constituída por cinco bispos e 19 peritos.

O bispo ainda apresentou dois subsídios produzidos pela comissão a pedido da Conferência: ‘Exorcismos: reflexões teológicas e orientações pastorais’ e ‘O Ensino de Filosofia na Formação Presbiteral’.
“O estudo da filosofia é importante para o currículo e formação do sacerdote. Esse subsídio apresenta uma reflexão sobre o ensino da Filosofia na formação presbiteral, sobre sua importância e articulação no contexto dos estudos do futuro padre”.

Sobre a temática do exorcismo, Dom Pedro comentou que a publicação atende à solicitação de alguns bispos que apresentaram a necessidade de ter orientações pastorais sobre essa temática.

“O subsídio quer auxiliar na reflexão e no discernimento sobre tantas questões presentes na vida das nossas comunidades como bênçãos, missas de cura, pedidos de oração para libertação e até mesmo exorcismo”, completou.

Ainda de acordo com o bispo, o objetivo do subsídio, lançado pela Edições CNBB, é recordar os aspectos fundamentais da fé cristã sobre o influência do maligno no mundo e sobre os exorcismos.
Reveja a entrevista com Dom Pedro Cippolini:

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Projeto ajuda na manutenção de seminaristas nas dioceses mais pobres

Auxiliar dioceses e prelazias que não possuem recursos suficientes para a formação de seminaristas. Este é um dos objetivos do Projeto Comunhão e Partilha da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

O 5º Meeting Point com jornalistas na 55ª Assembleia Geral da CNBB recebeu o bispo emérito da Diocese de Parnaíba (PI), Dom Alfredo Schaffler, na manhã desta quarta-feira, 03.

Todas as dioceses do Brasil destinam 1% de sua receita bruta mensal para um fundo administrado pela CNBB, com o objetivo de colaborar com as dioceses que não tem recursos para custear plenamente a formação de seus seminaristas.

Atualmente, de acordo com Dom Alfredo, são atendidos pelo projeto 403 seminaristas em formação, sendo ao todo 50 dioceses e prelazias ajudadas com os recursos do fundo. “Mãos abertas nunca são mãos vazias”, afirmou.
Além de Dom Alfredo Schaffler, idealizador do projeto, outros bispos integram a Comissão, tendo como presidente o bispo de São José dos Campos (SP), Dom José Valmor Cesar Teixeira.

“Grandes gestos através de pequenas ações. Assim somos capazes de lançar um sinal de esperança”, concluiu o bispo referindo-se do projeto de solidariedade entre as dioceses.

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Nossa Senhora Aparecida ganha espetáculo de dança e teatro

    A história da Padroeira do Brasil teve interpretação singular na noite de domingo, 30 de abril, na cidade de Aparecida (SP). O auditório do Seminário Santo Afonso recebeu a Companhia de Dança e Teatro 'Dois Pontos', de Florianópolis (SC). A plateia, formada principalente por bispos que participam da 55ª Assembleia Geral da CNBB, pôde conferir o espetáculo '1717'. A obra cênica recebeu chancela do Pontifício Conselho para a Cultura do Vaticano e tem arrancado elogios por onde passa.

O diretor e coreógrafo Ricardo Koscialkowski Tetzner comenta que ao escolher a temática do espetáculo foi colocada a seguinte pergunta: “O que é ser brasileiro?”. Foi então que pensou-se em todas as riquezas e potencialidades existentes no tema. “Não queríamos ficar só no Samba, Felicidade ou Futebol. Exploramos então a fundo o que constitui a nossa Identidade, e acabamos por cair no primeiro símbolo verdadeiramente nacional que tivemos: Nossa Senhora da Conceição Aparecida”, comenta.
Durante o período de pesquisa foi descoberto que antes mesmo de termos o Hino Nacional, a Bandeira com as cores etc. A Identidade começou a ser formada pela Imagem encontrada no Rio Paraíba Sul. “Hoje o brasileiro tem o sincretismo como uma característica muito particular e todas as famílias, todas as cidades, todos os brasileiros conhecem nossa Padroeira, independente de credo”, afirma.
Leitura do espetáculo

Uma obra que não entrega ao público algo direto, algo “mastigado” como uma verdade, mas conta uma história e deixa elementos para que o público possa ter sua própria leitura, ou seja, não é um espetáculo que traz certezas, mas dúvidas e uma pluralidade de sensações. “Tem muita simbologia, tudo significa algo, desde as músicas até os figurinos, os passos, iluminação e cenário, tudo é pensado, mas nem tudo fica objetivo, as pessoas podem ter sua própria percepção. Cada vez que apresentamos o 1717 alguém vem dizer algo novo sobre o que sentiu do Espetáculo”, explica.
Em quatro atos; “Anunciação”, “Peregrinação”, “Pedidos e Agradecimentos” e “Destruição e Coroação”, “1717” se apropria da linha do tempo para poetizar a História: Primeiro a Imagem foi encontrada, depois começou a ter um movimento de peregrinação e comércio até o que viria a ser “Aparecida do Norte”, unificando o que seria então apenas uma colônia e começando a formar uma comunicação entre o povo brasileiro. “Logo falamos sobre uma das partes mais bonitas dessa história que é a Fé, os pedidos e agradecimentos que hoje formam o teto da Sala dos Milagres e passamos para a parte que destruíram a Imagem para depois ser reconstruída e no final a Coroação da mesma como Padroeira do Brasil”, conta.
Inspiração
Para criar as coreografia, Ricardo veio até Aparecida e observou por um tempo, todo o movimento de fé. “A força e movimento são o cerne da Dança. Observei as pessoas que chegavam na cidade e passavam pela Passarela da Fé, e como era forte a emoção das pessoas que viam a Imagem por detrás do vidro que mesmo sendo à prova de balas, não impedia a aproximação do povo com a Imagem. Conversei sobre os pedidos e agradecimentos com as pessoas que estavam naquele local, foi o momento de certeza que tínhamos um tema maravilhoso para trabalhar. Também durante os ensaios para a criação do espetáculo conversei com os bailarinos, extraía deles profundidades que me inspiravam a criar coreografias e cenas, usando jogos teatrais. Temos no espetáculo uma tradutora e intérprete de Libras que dança com a gente. Fizemos um trabalho de pesquisa para inserir a Libras no contexto do Espetáculo como parte fundamental, já que é uma parte importante do Brasil e tem tudo a ver com Dança; Foi a maneira que escolhemos para ter inclusão e acessibilidade no Espetáculo”, detalha.
:: 1717

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