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Papa a crianças enfermas: levarei a vocês a carícia de Jesus

Cidade do Vaticano (RV) – No próximo sábado (27/05) o Papa Francisco irá à cidade italiana de Gênova – noroeste da Península – em visita pastoral. Um dos compromissos mais aguardados é, certamente, o encontro com as crianças enfermas e seus familiares no Hospital pediátrico “Giannina Gaslini”. Na tarde desta quarta-feira o Santo Padre fez uma bela surpresa aos pequenos pacientes daquela estrutura hospitalar.

Francisco fez uma saudação às crianças, por telefone, mediante a emissora paroquial ‘Rádio entre notas’ fundada pelo sacerdote genovês, Pe. Roberto Fiscer, que todas as quartas-feiras dedica sua transmissão ao Hospital pediátrico. Eis o que disse o Pontífice:

“Queridas crianças, pacientes do Gaslini de Gênova, saúdo vocês todas na expectativa de encontrar-nos no sábado. Quero dizer-lhes que espero com alegria o momento de me encontrar com vocês e com seus familiares. Irei para estar um pouco com vocês, ouvi-las e levar-lhes a carícia de Jesus. Ele está sempre conosco especialmente quando nos encontramos em dificuldade e quando precisamos. Ele sempre nos dá confiança e esperança. Desde já, rezo por vocês e, por favor, rezem por mim. Obrigado e nos veremos no sábado.”

Após a saudação, o Santo Padre recitou junto com as crianças uma Ave-Maria e concedeu a bênção aos pequenos pacientes e aos familiares. Mas qual o significado da visita do Pontífice ao Gaslini? Foi o que a Rádio Vaticano perguntou ao capelão do hospital, o padre capuchinho Frei Aldo Campone. Eis o que disse o religioso franciscano:

Frei Aldo Campone:- “Certamente, significa a atenção que a Igreja, o Santo Padre, dá à condição do sofrimento. Aqui no hospital pediátrico há uma grande movimentação em vista da vinda do Papa. A visita de Francisco é vista como um ato de amor: é um sinal da presença de Deus em nosso meio. Não nos esqueçamos disso. É o vigário de Cristo, que é também esperança de um melhoramento da saúde, bálsamo de consolação. Até os que não creem entendem que é a passagem de um grande bem, por conseguinte, de fraternidade, de atenção ao homem. O Papa é para todos.”

RV: Como capelão do hospital, ao recebê-lo este sábado o que dirá ao Santo Padre?

Frei Aldo Campone:- “Obrigado, obrigado pelo testemunho de amor pela humanidade sofredora, de amor pelos pequeninos, de amor pela vida.”

RV: O que o Papa encontrará?

Frei Aldo Campone:- “O Papa encontrará muitos que lhe mostrarão as chagas: as chagas das mãos, dos pés, as chagas do coração. Os pais que não têm nenhuma ferida, nenhum corte, mas têm as chagas porque sentem dentro deles a dor pelo sofrimento dos filhos. O sofrimento deles assemelha-se ao de Nossa Senhora aos pés da Cruz. Maria, sem morrer, é a rainha dos mártires. E desse modo os pais sofrem ao lado de seus filhos. Sempre disse no hospital: não temos um paciente, mas três. Temos a criança que é atingida fisicamente e temos os pais dos quais cuidar também. O Papa encontrará essa humanidade que passa pela provação.” (RL/MM)

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2 km de fila para ver relíquias de São Nicolau em Moscou

Moscou (RV) – A chegada na Rússia de uma relíquia de São Nicolau – levada por uma delegação da cidade italiana de Bari, onde é custodiada – provocou um verdadeiro frenesi religioso.

Exposta desde segunda-feira na Catedral de Cristo Salvador, a relíquia de um dos santos mais amados no mundo ortodoxo russo já foi venerada por mais de 50 mil pessoas. Até mesmo Vladimir Putin já esteve na Catedral na tarde de quarta-feira onde beijou as relíquias de São Nicolau. “Somos agradecidos ao Papa e à Santa Sé pela decisão tomada à pedido do Patriarca”, declarou o Presidente, acrescentando que a Rússia dá grande importância ao desenvolvimento das relações entre as duas Igrejas.

Filas

A fila para entrar na Igreja alcança diariamente a 2 km, mas a previsão é que nos próximos dias chegue a cinco. O tempo de espera para tocar e beijar a teca é de ao menos três, ou mesmo quatro horas.

E os fiéis vem de longe, motivados pelas mais diferentes razões. Vladislav, 17 anos, proveniente de Krasnodar, quer venerar as relíquias, pois São Nicolau ajudou ele e sua família quando sua mãe foi roubada, e mais tarde o objeto do furto foi encontrado. Já Faina Yakovlevna, de Kurgan, Sibéria, conta ter encontrado no jardim de sua casa um ícone de bronze de São Nicolau.

Depois de 900 anos

Os restos mortais do Santo falecido em 343 jazem na cidade italiana de Bari, para onde foram levados em 1087, depois de terem sido roubados em Myra, Ásia Menor, atual Turquia.

Como é muito venerado no Oriente, milhares de russos realizam anualmente uma peregrinação ao local.

Papa Francisco

Em fevereiro de 2016, durante o encontro em Cuba, o Patriarca Kirill havia pedido ao Papa Francisco um auxílio para que as relíquias do Santo fossem levada à Rússia por um período.

Assim, pela primeira vez em 900 anos, a relíquia do Santo deixou a capital da Puglia para ir a Moscou, onde permanecerá até 13 de julho, seguindo após à São Petersburgo, para então, em 28 de julho, retornar à Itália.

Em retribuição, o Patriarca Kirill enviou ao Papa Francisco um antigo ícone de São Nicolau.

Especialistas calculam que em Bari estejam 65% do corpo do Santo. Outro 20% estaria em Veneza e o restante espalhado em diversas partes do mundo.

Na Rússia, onde o bispo já era venerado por volta do ano mil, existem mais de 20 relíquias expostas em outras igrejas de Moscou, cuja origem e a autenticidade levantam dúvidas. Esta seria uma das explicações para o grande interesse dos fiéis russos, que formam longa filas.

(JE com informações do Corriere della Sera)

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A contribuição da Santa Sé para reduzir os riscos de desastres

Cancún (RV) – A cidade mexicana de Cancún está sediando o encontro da Plataforma Global para a Redução dos Riscos de Desastres.

O evento, que reúne mais 5.000 participantes, tem a finalidade de reduzir o risco de catástrofes em todo o mundo, apostando numa maior responsabilidade para reforçar a resiliência aos desastres.

O encontro é a primeira oportunidade para a comunidade internacional de avaliar os progressos globais do acordo assinado em Sendai, no Japão, em 2015. A Santa Sé se fez presente através de uma carta do Secretário de Estado, Card. Pietro Parolin, enviado ao Presidente mexicano e Presidente da Plataforma global 2017, Enrique Peña Nieto.

Pobres: principais vítimas

No texto, o Cardeal insiste na necessidade de reforçar as atividades de prevenção, educação e formação para reduzir as perdas humanas, físicas e econômicas causadas pelos desastres naturais.

“Com frequência, são os mais pobres as principais vítimas dos desastres naturais, que desestabilizam as economias e as sociedades mais frágeis ou as regiões mais precárias”, escreve o Secretário de Estado, recordando que as próprias vítimas devem ser envolvidas no processo de conscientização.

Tradições religiosas e catástrofes naturais

“A capacidade de mobilização das comunidades locais jamais deveria ser subestimada em situações de catástrofes. Neste contexto, as tradições religiosas e culturais são muito importantes e representam fonte de enriquecimento para a resiliência. Tudo isso requer ampla participação, colaboração, integração e diálogo de toda a sociedade.”

O Card. Parolin defende ainda uma mudança de mentalidade e estilos de vida. “Quando levamos em consideração o futuro da humanidade, não podemos nos limitar a áreas técnicas: estamos falando de valores, de responsabilidade compartilhada, que chamam em causa o bem de toda a família humana.”

Os votos do Papa Francisco

Em nome do Papa Francisco, o Secretário de Estado faz votos que os trabalhos da Plataforma Global sejam profícuos, frutíferos e permitam que a resiliência caminhe passo a passo com o desenvolvimento de uma real, responsável e fraterna colaboração fundada sobre o bem comum. “Nesta perspectiva, a Santa Sé está sempre pronta a oferecer a sua contribuição.”

A Plataforma Global estará reunida em Cancún até o dia 26 de maio.

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Card. Turkson: “A Terra é um jardim, não façamos dela um deserto”

Roma (RV) – “Na doença e no sofrimento, as Igrejas estão mais próximas (500 depois da reforma de Lutero)” é o título de um Congresso ecumênico no Instituto Camillianum, em Roma.

Na quarta-feira (24/05), participou do evento o Prefeito do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral, Card. Peter Kodwo Appiah Turkson, que desenvolveu o tema “Proteger a Terra e dar dignidade à humanidade”.

O Cardeal ganense recordou o convite do Papa a sermos custódios do meio ambiente e dos pobres, definidos “duas fragilidades”. “São problemas imperativos: a Terra deve ser protegida, a humanidade e os pobres devem ter dignidade”, disse o Card. Turkson, que falou também do tráfico de seres humanos e das novas formas de escravidão.

Para ele, existe hoje uma “justiça ecológica”. “Os bens da Terra não são destinados a alguns, mas a todos. Este é o princípio de solidariedade.” Falando sobre o desenvolvimento sustentável, o Cardeal recordou que recebemos “a Terra como um jardim, ai de nós se a deixarmos como um deserto”. “Tudo se baseia na moral e na ética, sem uma mudança de coração, também as regras políticas não são eficazes.”

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Chacina em Redenção (PA) deixa pelo menos 10 posseiros mortos

Redenção (RV) – Dez posseiros – nove homens e uma mulher – foram assassinados na manhã de quarta-feira (24/05) durante uma ação policial de reintegração de posse em um acampamento na Fazenda Santa Lúcia, no município de Pau d’Arco, no Pará, segundo informações da Comissão Pastoral da Terra (CPT). A reintegração foi realizada pelas Polícias Civil e Militar de Redenção.

Segundo veículos de comunicação da região, os corpos dos posseiros foram levados inicialmente para o necrotério do Hospital Municipal de Redenção, para serem posteriormente transferidos para o Instituto Médico Legal (IML) do município de Marabá.

O novo massacre ocorre em meio a uma escalada de violência ligada à terra no país. Em abril, dez pessoas foram assassinadas em um assentamento no município de Colniza (MT), a 1.065 km de Cuiabá, próximo ao distrito de Guariba, em uma gleba denominada Taquaruçu do Norte. Entre os mortos estavam idosos e crianças. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso, o massacre perpetrado por “encapuzados”.

Segundo a CPT, conflitos fundiários são comuns na gleba onde ocorreram as mortes há mais de dez anos, com ocorrências de assassinatos e agressões. A CPT informou ainda que investigações policiais feitas nos últimos anos têm apontado que “os gerentes das fazendas na região comandavam rede de capangas para amedrontar e fazer os pequenos produtores desocuparem suas terras”.

Em nota, a Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) se manifestou em profundo repúdio ao massacre dos 10 trabalhadores rurais sem-terra ocorrido no município de Pau D’Arco.

De acordo com a Comissão de Direitos Humanos da Alepa, a escalada de violência contra trabalhadores e trabalhadoras rurais é um fenômeno que tem se intensificado em razão de uma rede social e simbólica fortalecida pela combinação dos seguintes fatores: impunidade, paralisia da reforma agrária e criminalização dos movimentos sociais.

Diante do recrudescimento da violência contra trabalhadores e trabalhadoras rurais, a Comissão de Direitos Humanos da Alepa irá tomar medidas enérgicas para a apuração rigorosa dos fatos e a efetivação de ações de mediação e prevenção da violência no campo.

Relatório da CPT aponta aumento da criminalidade no campo

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) divulgou há pouco mais de um mês o seu relatório anual, ‘Conflitos no Campo Brasil 2016’, destacando os 61 assassinatos ocorridos no ano passado, o maior número já registrado desde 2003. Em 2017, até o momento, já são 26 pessoas assassinadas em conflitos no campo brasileiro – as mortes ocorridas em Redenção ainda não constam nesta relação.

(Agências/CPT)

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