O CARDEAL BERGOGLIO não se ofereceu às câmeras nem aos microfones. Estava quieto evangelizando sua querida Buenos Aires (bons ares), quando os cardeais do mundo inteiro o chamaram para levar bons ares para o mundo e o puseram em Roma!
Não pediu para ser famoso nem procurou isso. Adotou o nome de Papa Francisco, porque o Diácono Frei Francisco e hoje São Francisco de Assis, há mais de 800 anos, dizia que seus frades deveriam levar simplicidade e alegria por onde passassem. Deveriam ser instrumentos da paz de Jesus.
É o que o Francisco de Buenos Aires e de Roma está fazendo. O Francisco de Assis era João e ganhou o apelido de Francisco. O Jorge Bergoglio de Buenos Aires adotou o nome de Francisco porque admirava o santo pobre. E o admirador do “santo pobre” tornou-se um”santo padre”. É o que ele quer ser.
Assim, a Igreja Católica e o mundo ganharam um papa Jesuíta-Franciscano que organiza e milita como um Inácio e age e se aproxima do mundo como um Francisco!
Crônica de um papa chamado Francisco Pe Zezinho, scj
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2015/09/padre_zezinho_artigo_papa2.jpg410539Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2015-09-21 12:45:082018-11-08 00:52:29Crônica de um papa chamado Francisco
Está difícil manter-se firme na esperança e na fidelidade a Deus? Então este texto é para você
De tempos em tempos, Deus envia ao nosso mundo algumas pessoas extraordinárias, que servem como pontes entre a terra e o céu, e ajudam a que milhares de outras pessoas possam desfrutar do Paraíso eterno.
O século XX nos deixou um homem especial: o Padre Pio de Pietrelcina, um religioso capuchinho nascido nesse povoado do sul da Itália e morto em 1968 em San Giovanni Rotondo. São João Paulo II o elevou aos altares em 2002, em uma canonização que bateu todos os recordes de assistência. Hoje, podemos dizer que ele é o santo mais venerado da Itália.
O Padre Pio recebeu dons especiais de Deus, como o discernimento das almas e a capacidade de ler as consciências; curas milagrosas; bilocação; dom das lágrimas; perfume de rosas; e sobretudo os estigmas nos pés, mãos e lado, que ele padeceu durante 50 anos.
Ao longo da sua vida, ele escreveu milhares de cartas às pessoas que dirigia espiritualmente, e estas cartas são uma fonte de sabedoria cristã prática e de grande utilidade.
Apresentamos, a seguir, uma pequena seleção de pensamentos do Padre Pio diante do sofrimento, extraídos de suas cartas; tais pensamentos dão esperança e elevam a alma:
1. O sofrimento suportado de maneira cristã é a condição que Deus, autor de todas as graças e de todos os dons que conduzem à salvação, estabeleceu para conceder-nos a glória.
2. Quanto mais sofrimentos você tiver, mais amor receberá.
3. Jesus quer preencher todo o seu coração.
4. Deus quer que sua incapacidade seja a sede da sua onipotência.
5. A fé é a tocha que guia os passos dos espíritos desolados.
6. No tumulto das paixões e das vicissitudes adversas, que nos sustente a grata esperança da inesgotável misericórdia de Deus.
7. Coloque toda a sua confiança somente em Deus.
8. O melhor consolo é aquele que vem da oração.
9. Não tema por nada. Ao contrário, considere-se muito afortunado por ter sido considerado digno e partícipe das dores do Homem-Deus.
10. Deus o deixa nessas trevas para a sua glória: esta é a grande oportunidade do seu progresso espiritual.
11. A felicidade só se encontra no céu.
12. Quanto mais crescem as tentações do demônio, mais perto a alma está de Deus.
13. Bendiga o Senhor pelo sofrimento e aceite beber o cálice do Getsêmani.
14. Suporte os sofrimentos durante toda a sua vida para poder participar dos sofrimentos de Cristo.
15. A oração é a melhor arma que temos: é uma chave que abre o coração de Deus.
15 conselhos do Padre Pio para os que estão sofrendo Via Aletéia e RELIGIÓN EN LIBERTAD
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2014/09/padre_pio1.jpg15691232Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2015-06-07 05:44:452018-11-08 00:52:3715 conselhos do Padre Pio para os que estão sofrendo
“A solidariedade, entendida em seu sentido mais profundo, é um modo de fazer história e isso é o que fazem os movimentos populares”, disse o papa Francisco, na manhã de ontem, dia 28, durante encontro com os participantes do Encontro Mundial dos Movimentos Populares.
Ao falar sobre solidariedade, Francisco sugeriu pensamentos e atos em favor da comunidade e da prioridade de vida a todos. “Também é lutar contra as causas estruturais da pobreza, a desigualdade, a falta de trabalho, a terra e a violência, a negação dos direitos sociais e trabalhistas”, enumerou. Para ele, a solidariedade se traduz no enfrentamento aos “efeitos destruidores do ‘Império do dinheiro’, como os deslocamentos forçados, as migrações dolorosas, o tráfico de pessoas, a droga, a guerra, a violência. “Todas essas realidades que muitos de vocês sofrem e que todos somos chamados a transformar. A solidariedade, entendida em seu sentido mais profundo, é um modo de fazer história e isso é o que fazem os movimentos populares”, disse.
A transformação da realidade dos que sofrem com a pobreza conduziu o papa a três elementos que para ele são uma resposta a algo que deveria estar ao alcance de todos, mas que está cada vez mais longe da maioria: “terra, casa e trabalho”. A abordagem em relação ao escândalo da pobreza não deve promover “estratégias de contenção que somente tranquilizem e convertam os pobres em seres domesticados e inofensivos”.
O papa Francisco alertou, ainda, ao tratar dos elementos “terra, casa e trabalho”, que fala do amor pelos pobres, que está “no centro do Evangelho”. “É estranho, mas quando falo sobre estas coisas, para alguns parece que o papa é comunista”, comentou.
Francisco também falou sobre a “cultura do descartável”, na qual aqueles que não podem se integrar no fenômeno da exportação e da opressão, são excluídos como resíduos, sobras. Ele explicou que isso acontece quando no centro de um sistema econômico está o deus dinheiro e não o homem, a pessoa humana. “Ao centro de todo sistema social ou econômico deve estar a pessoa, imagem de Deus, criada para que fosse o dominador do universo. Quando a pessoa é desprezada e vem o deus dinheiro, acontece esta troca de valores”, alertou.
Falando sobre trabalho, o papa destacou direitos a uma remuneração digna, à seguridade social e à cobertura previdenciária aos catadores, vendedores ambulantes, costureiros, artesãos, pescadores, camponeses, construtores, mineiros, todo tipo de cooperativistas e trabalhadores de ofícios populares, que, segundo Francisco, estão excluídos dos direitos trabalhistas e têm negada a possibilidade de sindicalizar-se e de ter uma renda adequada e estável. “Hoje quero unir minha voz à sua e acompanha-los em sua luta”, afirmou.
O papa ainda falou sobre paz e ecologia no contexto dos três elementos apresentados em seu pronunciamento. “Não se pode haver terra, não pode haver casa, não pode haver trabalho se não temos paz e se destruirmos o planeta”, disse. Ele exorta que a criação não é uma propriedade da qual se pode dispor a esmo gosto, nem que pertence a uns poucos. “A criação é um dom, é um presente, um dom maravilhoso que Deus nos deu para que cuidemos dele e utilizemos em benefício de todos, sempre com respeito e gratuidade”, acrescentou.
Em relação à “globalização da indiferença”, presente no mundo, foi apresentado um “guia de ação, um programa” considerado “revolucionário”: as bem-aventuranças, presentes no Evangelho de Mateus.
Ao final, Francisco afirmou que os movimentos populares expressam “as necessidades urgentes de revitalizar as democracias”. Ele considera “impossível imaginar um futuro para a sociedade sem a participação como protagonista das grandes maiorias”.
Encontro
O Encontro Mundial dos Movimentos Populares aconteceu de 27 a 29 de outubro, com organização do Pontifício Conselho Justiça e Paz do Vaticano, em colaboração da Pontifícia Academia de Ciências Sociais e líderes de vários movimentos. São 100 leigos, líderes de grupos sociais, 30 bispos engajados com as realidades e os movimentos sociais em seus países, e cerca de 50 agentes pastorais, além de alguns membros da Cúria romana presentes no evento. Representou a CNBB o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da instituição, dom Leonardo Steiner.
O evento buscou fortalecer a rede de organizações populares, favorecer o conhecimento recíproco e promover a colaboração entre eles e suas Igrejas locais, representadas por bispos e agentes pastorais provenientes de vários países do mundo. O Pontifício Conselho Justiça e Paz do Vaticano ressalta o compromisso na promoção e tutela da dignidade e dos direitos da pessoa humana, assumido pelos movimentos.
CNBB / Portal Kairós
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2014/10/papa_francisco_01.jpg516770Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2014-10-30 18:08:592019-10-12 14:26:01Solidariedade é um modo de fazer história, diz papa Francisco
O que você acha das festas de padroeiros que não têm ao menos um show que seja de uma banda católica? Ao contrário muitas promovem músicas sem qualidade e sem conteúdo. Evangelização e entretenimento católico combina com músicas que falam de adultério, bebedeira e pornografia? Existem músicas da cultura popular de qualidade, é claro, e aí devemos seguir o conselho do Apóstolo Paulo “examinai tudo e ficai com o que é bom”. Inclusive há muitos grupos que valorizam as tradições regionais, falam do amor, da fé, sem falar estritamente de Deus. Não falo destes, que são coerentes e buscam músicas de qualidade que não firam a dignidade humana e precisamos deles. Há muita música boa por aí. E não são somente as católicas. Não quero fortalecer uma visão maniqueísta.
Estou dizendo de paróquias que contratam bandas que cantam músicas que incentivam o consumo de álcool, fazem apologia ao adultério, simulam gestos obscenos em suas coreografias. Não podemos escolher melhor as atrações de nossas festas de padroeiro? Música católica não “junta público”? Por quê? Uma das respostas é que nós católicos consumimos mais música secular do que católica. Não é só o show. Quantos CDs, quantas rádios, TVs nós temos? Como fortalecer esse novo método de evangelização? A Igreja existe para “juntar público” e arrecadar dinheiro? Queremos oferecer o quê? A pergunta é “para quê”?
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2014/10/diego_fernades_artigo.jpg640640Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2014-10-07 19:08:102020-11-13 12:26:05Festa de Igreja? Música de Igreja!
No dia 4 de outubro, a Igreja recorda São Francisco de Assis, um dos santos mais conhecidos do cristianismo. Sua vida atravessou séculos porque não ficou marcada apenas por palavras, mas por uma mudança radical de direção: de jovem atraído por prestígio, riqueza e ideais de cavalaria, Francisco tornou-se um homem totalmente voltado para Cristo, para os pobres, para a paz e para uma vida simples segundo o Evangelho.
Francisco nasceu em Assis, na Itália, entre o fim de 1181 e o início de 1182. Era filho de Pietro Bernardone, rico comerciante de tecidos, e cresceu em um ambiente confortável. Na juventude, gostava das festas, sonhava com honra e chegou a participar de conflitos armados de sua época.
Sua conversão não aconteceu de uma só vez. Foi um caminho feito de crises, doença, oração, contato com o sofrimento humano e decisões cada vez mais concretas. Aos poucos, Francisco começou a compreender que a verdadeira liberdade não estava no prestígio, mas em seguir Jesus com simplicidade.
Quem foi São Francisco de Assis?
Francisco viveu no início do século XIII, em um período de grande transformação social, econômica e religiosa na Europa. As cidades cresciam, o comércio se fortalecia e também aumentavam tensões entre riqueza e pobreza.
Nesse contexto, sua escolha chamou atenção. Ele não propôs uma teoria abstrata. Escolheu viver de modo pobre, fraterno e missionário, procurando seguir o Evangelho de maneira concreta.
Essa opção inspirou outros jovens. Em pouco tempo, Francisco passou a reunir companheiros e nasceu a fraternidade que daria origem à Ordem dos Frades Menores.
A guerra, a prisão e o início de uma mudança
Quando era jovem, Francisco participou de uma campanha militar e acabou preso. Depois de recuperar a liberdade, ainda tentou seguir o ideal de tornar-se cavaleiro, mas começou a perceber um vazio interior.
Segundo a tradição biográfica franciscana, a experiência da doença e da fragilidade ajudou a mudar seu modo de enxergar a vida. Aquilo que antes parecia importante começou a perder valor.
Francisco passou a buscar mais silêncio, oração e contato com os pobres. A conversão ganhou força quando começou a aproximar-se de pessoas atingidas pela lepra, grupo que vivia à margem da sociedade medieval.
O encontro com os leprosos
Um dos pontos centrais da conversão de Francisco foi sua mudança de atitude diante dos leprosos. Antes, ele sentia repulsa. Depois, passou a aproximar-se deles, servi-los e reconhecê-los como irmãos.
Essa experiência mostra que sua espiritualidade não nasceu de uma fuga do mundo, mas de uma nova forma de olhar para as pessoas. A conversão cristã, para Francisco, precisava transformar também a relação com quem sofre.
São Damião e o chamado para reconstruir
Outro episódio decisivo está ligado à pequena igreja de São Damião, nos arredores de Assis. Diante do crucifixo, Francisco compreendeu que deveria dedicar-se à reconstrução da casa de Deus.
No início, ele tomou essa missão de forma muito concreta e começou a reparar igrejas em ruínas. Com o tempo, porém, entendeu que a reconstrução era também espiritual: tratava-se de ajudar a renovar a vida cristã pela fidelidade ao Evangelho.
Foi assim que sua vocação ganhou forma. Em vez de fundar um movimento de contestação fora da Igreja, Francisco buscou viver sua missão em comunhão eclesial.
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2014/10/sao_francisco.jpg599424Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2014-10-04 23:22:022026-10-03 01:54:41São Francisco de Assis: santo do dia 4 de outubro
Crônica de um papa chamado Francisco
O CARDEAL BERGOGLIO não se ofereceu às câmeras nem aos microfones. Estava quieto evangelizando sua querida Buenos Aires (bons ares), quando os cardeais do mundo inteiro o chamaram para levar bons ares para o mundo e o puseram em Roma!
Não pediu para ser famoso nem procurou isso. Adotou o nome de Papa Francisco, porque o Diácono Frei Francisco e hoje São Francisco de Assis, há mais de 800 anos, dizia que seus frades deveriam levar simplicidade e alegria por onde passassem. Deveriam ser instrumentos da paz de Jesus.
É o que o Francisco de Buenos Aires e de Roma está fazendo. O Francisco de Assis era João e ganhou o apelido de Francisco. O Jorge Bergoglio de Buenos Aires adotou o nome de Francisco porque admirava o santo pobre. E o admirador do “santo pobre” tornou-se um”santo padre”. É o que ele quer ser.
Assim, a Igreja Católica e o mundo ganharam um papa Jesuíta-Franciscano que organiza e milita como um Inácio e age e se aproxima do mundo como um Francisco!
Crônica de um papa chamado Francisco
Pe Zezinho, scj
15 conselhos do Padre Pio para os que estão sofrendo
Está difícil manter-se firme na esperança e na fidelidade a Deus? Então este texto é para você
De tempos em tempos, Deus envia ao nosso mundo algumas pessoas extraordinárias, que servem como pontes entre a terra e o céu, e ajudam a que milhares de outras pessoas possam desfrutar do Paraíso eterno.
O século XX nos deixou um homem especial: o Padre Pio de Pietrelcina, um religioso capuchinho nascido nesse povoado do sul da Itália e morto em 1968 em San Giovanni Rotondo. São João Paulo II o elevou aos altares em 2002, em uma canonização que bateu todos os recordes de assistência. Hoje, podemos dizer que ele é o santo mais venerado da Itália.
O Padre Pio recebeu dons especiais de Deus, como o discernimento das almas e a capacidade de ler as consciências; curas milagrosas; bilocação; dom das lágrimas; perfume de rosas; e sobretudo os estigmas nos pés, mãos e lado, que ele padeceu durante 50 anos.
Ao longo da sua vida, ele escreveu milhares de cartas às pessoas que dirigia espiritualmente, e estas cartas são uma fonte de sabedoria cristã prática e de grande utilidade.
Apresentamos, a seguir, uma pequena seleção de pensamentos do Padre Pio diante do sofrimento, extraídos de suas cartas; tais pensamentos dão esperança e elevam a alma:
1. O sofrimento suportado de maneira cristã é a condição que Deus, autor de todas as graças e de todos os dons que conduzem à salvação, estabeleceu para conceder-nos a glória.
2. Quanto mais sofrimentos você tiver, mais amor receberá.
3. Jesus quer preencher todo o seu coração.
4. Deus quer que sua incapacidade seja a sede da sua onipotência.
5. A fé é a tocha que guia os passos dos espíritos desolados.
6. No tumulto das paixões e das vicissitudes adversas, que nos sustente a grata esperança da inesgotável misericórdia de Deus.
7. Coloque toda a sua confiança somente em Deus.
8. O melhor consolo é aquele que vem da oração.
9. Não tema por nada. Ao contrário, considere-se muito afortunado por ter sido considerado digno e partícipe das dores do Homem-Deus.
10. Deus o deixa nessas trevas para a sua glória: esta é a grande oportunidade do seu progresso espiritual.
11. A felicidade só se encontra no céu.
12. Quanto mais crescem as tentações do demônio, mais perto a alma está de Deus.
13. Bendiga o Senhor pelo sofrimento e aceite beber o cálice do Getsêmani.
14. Suporte os sofrimentos durante toda a sua vida para poder participar dos sofrimentos de Cristo.
15. A oração é a melhor arma que temos: é uma chave que abre o coração de Deus.
15 conselhos do Padre Pio para os que estão sofrendo
Via Aletéia e RELIGIÓN EN LIBERTAD
Solidariedade é um modo de fazer história, diz papa Francisco
“A solidariedade, entendida em seu sentido mais profundo, é um modo de fazer história e isso é o que fazem os movimentos populares”, disse o papa Francisco, na manhã de ontem, dia 28, durante encontro com os participantes do Encontro Mundial dos Movimentos Populares.
Ao falar sobre solidariedade, Francisco sugeriu pensamentos e atos em favor da comunidade e da prioridade de vida a todos. “Também é lutar contra as causas estruturais da pobreza, a desigualdade, a falta de trabalho, a terra e a violência, a negação dos direitos sociais e trabalhistas”, enumerou. Para ele, a solidariedade se traduz no enfrentamento aos “efeitos destruidores do ‘Império do dinheiro’, como os deslocamentos forçados, as migrações dolorosas, o tráfico de pessoas, a droga, a guerra, a violência. “Todas essas realidades que muitos de vocês sofrem e que todos somos chamados a transformar. A solidariedade, entendida em seu sentido mais profundo, é um modo de fazer história e isso é o que fazem os movimentos populares”, disse.
A transformação da realidade dos que sofrem com a pobreza conduziu o papa a três elementos que para ele são uma resposta a algo que deveria estar ao alcance de todos, mas que está cada vez mais longe da maioria: “terra, casa e trabalho”. A abordagem em relação ao escândalo da pobreza não deve promover “estratégias de contenção que somente tranquilizem e convertam os pobres em seres domesticados e inofensivos”.
O papa Francisco alertou, ainda, ao tratar dos elementos “terra, casa e trabalho”, que fala do amor pelos pobres, que está “no centro do Evangelho”. “É estranho, mas quando falo sobre estas coisas, para alguns parece que o papa é comunista”, comentou.
Francisco também falou sobre a “cultura do descartável”, na qual aqueles que não podem se integrar no fenômeno da exportação e da opressão, são excluídos como resíduos, sobras. Ele explicou que isso acontece quando no centro de um sistema econômico está o deus dinheiro e não o homem, a pessoa humana. “Ao centro de todo sistema social ou econômico deve estar a pessoa, imagem de Deus, criada para que fosse o dominador do universo. Quando a pessoa é desprezada e vem o deus dinheiro, acontece esta troca de valores”, alertou.
Falando sobre trabalho, o papa destacou direitos a uma remuneração digna, à seguridade social e à cobertura previdenciária aos catadores, vendedores ambulantes, costureiros, artesãos, pescadores, camponeses, construtores, mineiros, todo tipo de cooperativistas e trabalhadores de ofícios populares, que, segundo Francisco, estão excluídos dos direitos trabalhistas e têm negada a possibilidade de sindicalizar-se e de ter uma renda adequada e estável. “Hoje quero unir minha voz à sua e acompanha-los em sua luta”, afirmou.
O papa ainda falou sobre paz e ecologia no contexto dos três elementos apresentados em seu pronunciamento. “Não se pode haver terra, não pode haver casa, não pode haver trabalho se não temos paz e se destruirmos o planeta”, disse. Ele exorta que a criação não é uma propriedade da qual se pode dispor a esmo gosto, nem que pertence a uns poucos. “A criação é um dom, é um presente, um dom maravilhoso que Deus nos deu para que cuidemos dele e utilizemos em benefício de todos, sempre com respeito e gratuidade”, acrescentou.
Em relação à “globalização da indiferença”, presente no mundo, foi apresentado um “guia de ação, um programa” considerado “revolucionário”: as bem-aventuranças, presentes no Evangelho de Mateus.
Ao final, Francisco afirmou que os movimentos populares expressam “as necessidades urgentes de revitalizar as democracias”. Ele considera “impossível imaginar um futuro para a sociedade sem a participação como protagonista das grandes maiorias”.
Encontro
O Encontro Mundial dos Movimentos Populares aconteceu de 27 a 29 de outubro, com organização do Pontifício Conselho Justiça e Paz do Vaticano, em colaboração da Pontifícia Academia de Ciências Sociais e líderes de vários movimentos. São 100 leigos, líderes de grupos sociais, 30 bispos engajados com as realidades e os movimentos sociais em seus países, e cerca de 50 agentes pastorais, além de alguns membros da Cúria romana presentes no evento. Representou a CNBB o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da instituição, dom Leonardo Steiner.
O evento buscou fortalecer a rede de organizações populares, favorecer o conhecimento recíproco e promover a colaboração entre eles e suas Igrejas locais, representadas por bispos e agentes pastorais provenientes de vários países do mundo. O Pontifício Conselho Justiça e Paz do Vaticano ressalta o compromisso na promoção e tutela da dignidade e dos direitos da pessoa humana, assumido pelos movimentos.
CNBB / Portal Kairós
Festa de Igreja? Música de Igreja!
O que você acha das festas de padroeiros que não têm ao menos um show que seja de uma banda católica? Ao contrário muitas promovem músicas sem qualidade e sem conteúdo. Evangelização e entretenimento católico combina com músicas que falam de adultério, bebedeira e pornografia? Existem músicas da cultura popular de qualidade, é claro, e aí devemos seguir o conselho do Apóstolo Paulo “examinai tudo e ficai com o que é bom”. Inclusive há muitos grupos que valorizam as tradições regionais, falam do amor, da fé, sem falar estritamente de Deus. Não falo destes, que são coerentes e buscam músicas de qualidade que não firam a dignidade humana e precisamos deles. Há muita música boa por aí. E não são somente as católicas. Não quero fortalecer uma visão maniqueísta.
Estou dizendo de paróquias que contratam bandas que cantam músicas que incentivam o consumo de álcool, fazem apologia ao adultério, simulam gestos obscenos em suas coreografias. Não podemos escolher melhor as atrações de nossas festas de padroeiro? Música católica não “junta público”? Por quê? Uma das respostas é que nós católicos consumimos mais música secular do que católica. Não é só o show. Quantos CDs, quantas rádios, TVs nós temos? Como fortalecer esse novo método de evangelização? A Igreja existe para “juntar público” e arrecadar dinheiro? Queremos oferecer o quê? A pergunta é “para quê”?
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São Francisco de Assis: santo do dia 4 de outubro
No dia 4 de outubro, a Igreja recorda São Francisco de Assis, um dos santos mais conhecidos do cristianismo. Sua vida atravessou séculos porque não ficou marcada apenas por palavras, mas por uma mudança radical de direção: de jovem atraído por prestígio, riqueza e ideais de cavalaria, Francisco tornou-se um homem totalmente voltado para Cristo, para os pobres, para a paz e para uma vida simples segundo o Evangelho.
Francisco nasceu em Assis, na Itália, entre o fim de 1181 e o início de 1182. Era filho de Pietro Bernardone, rico comerciante de tecidos, e cresceu em um ambiente confortável. Na juventude, gostava das festas, sonhava com honra e chegou a participar de conflitos armados de sua época.
Sua conversão não aconteceu de uma só vez. Foi um caminho feito de crises, doença, oração, contato com o sofrimento humano e decisões cada vez mais concretas. Aos poucos, Francisco começou a compreender que a verdadeira liberdade não estava no prestígio, mas em seguir Jesus com simplicidade.
Quem foi São Francisco de Assis?
Francisco viveu no início do século XIII, em um período de grande transformação social, econômica e religiosa na Europa. As cidades cresciam, o comércio se fortalecia e também aumentavam tensões entre riqueza e pobreza.
Nesse contexto, sua escolha chamou atenção. Ele não propôs uma teoria abstrata. Escolheu viver de modo pobre, fraterno e missionário, procurando seguir o Evangelho de maneira concreta.
Essa opção inspirou outros jovens. Em pouco tempo, Francisco passou a reunir companheiros e nasceu a fraternidade que daria origem à Ordem dos Frades Menores.
A guerra, a prisão e o início de uma mudança
Quando era jovem, Francisco participou de uma campanha militar e acabou preso. Depois de recuperar a liberdade, ainda tentou seguir o ideal de tornar-se cavaleiro, mas começou a perceber um vazio interior.
Segundo a tradição biográfica franciscana, a experiência da doença e da fragilidade ajudou a mudar seu modo de enxergar a vida. Aquilo que antes parecia importante começou a perder valor.
Francisco passou a buscar mais silêncio, oração e contato com os pobres. A conversão ganhou força quando começou a aproximar-se de pessoas atingidas pela lepra, grupo que vivia à margem da sociedade medieval.
O encontro com os leprosos
Um dos pontos centrais da conversão de Francisco foi sua mudança de atitude diante dos leprosos. Antes, ele sentia repulsa. Depois, passou a aproximar-se deles, servi-los e reconhecê-los como irmãos.
Essa experiência mostra que sua espiritualidade não nasceu de uma fuga do mundo, mas de uma nova forma de olhar para as pessoas. A conversão cristã, para Francisco, precisava transformar também a relação com quem sofre.
São Damião e o chamado para reconstruir
Outro episódio decisivo está ligado à pequena igreja de São Damião, nos arredores de Assis. Diante do crucifixo, Francisco compreendeu que deveria dedicar-se à reconstrução da casa de Deus.
No início, ele tomou essa missão de forma muito concreta e começou a reparar igrejas em ruínas. Com o tempo, porém, entendeu que a reconstrução era também espiritual: tratava-se de ajudar a renovar a vida cristã pela fidelidade ao Evangelho.
Foi assim que sua vocação ganhou forma. Em vez de fundar um movimento de contestação fora da Igreja, Francisco buscou viver sua missão em comunhão eclesial.
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