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23 de dezembro: 4º Domingo do Advento

MARIA É PORTADORA DE ALEGRIA E PAZ

Celebremos a liturgia com a alegria e a esperança suscitadas pela vinda do Senhor. Ele fará morada em meio à humanidade, que deseja um mundo de solidariedade e paz. Maria, que vai ao encontro de sua prima Isabel para servi-la, mostra-nos que a fé se manifesta em gestos concretos de amor, generosidade e serviço aos irmãos e irmãs. Hoje acendemos a última vela da coroa do Advento, marcando a proximidade da grande luz do Natal, que é Jesus.

LIÇÃO DE VIDA
Com Maria aprendemos a amar e seguir Jesus, servindo nosso próximo com alegria.

Depois de acolher o anúncio do anjo, que a convida para ser a mãe do Filho de Deus, e de receber a notícia de que Isabel, na sua velhice, também conceberia um menino, Maria parte às pressas para as montanhas da Judeia a fim de auxiliar a prima na gestação.

Por onde a mãe de Jesus transita, sempre lhe fazem companhia a paz e a alegria. Tanto que, nas ladainhas, é invocada também como rainha da paz e da alegria. O evangelho de hoje manifesta justamente isso: logo que ela entra na casa de Zacarias, Isabel exulta com um hino de louvor, enquanto o fruto do seu ventre “pula de alegria”. O encontro entre duas mulheres e duas crianças, cada qual ainda no seio de sua mãe, é comemorado com votos entusiasmados de bênçãos e com uma bem-aventurança.

Essa passagem do evangelho aponta para o cumprimento definitivo da obra de salvação, iniciada com a fé vivenciada por Abraão. Graças ao sim de uma mulher, Deus vem a nós na pessoa de Jesus. Contando com a colaboração do ser humano, ele realiza seus projetos. Maria é exemplo claro dessa verdade.

Em visita a Isabel, ela revela-se a nova arca da aliança que carrega em seu seio o Messias tão esperado. Lucas apresenta a mãe de Jesus como símbolo das comunidades, convidadas a não se fecharem em si mesmas, mas “saírem de casa” e estarem abertas e solidárias entre si.

Vemos, no episódio da visitação, a solidariedade entre as mães que reconhecem o agir do Espírito Santo. O encontro das duas mulheres é sinal dos cristãos, que se encontram na comunidade e saem de si para se solidarizar.

O papa Francisco lembra-nos que se muda o mundo “com o serviço e saindo ao encontro do outro como Maria fez e como fazem muitas mulheres na Igreja. As mulheres corajosas que existem na Igreja são como Nossa Senhora. Essas mulheres que levam avante a família, a educação dos filhos e enfrentam tantas adversidades”.

O papa ressalta ainda que se trata de um “serviço na alegria”. São aspectos importantes do evangelho deste dia: sair para servir com alegria.

Pe. Nilo Luza, ssp

Feliz Natal!

Mensagem de Feliz Natal 2018

“Quero que minha árvore seja feita de silêncios. Silêncios que façam intuir felicidade, contentamento, sorrisos sinceros.

Neste Natal não quero mandar cartões. Tenho medo de frases prontas. Elas representam obrigação sendo cumprida. Prefiro a gratuidade do gesto, o improviso do texto, o erro de grafia e o acerto do sentimento.

Neste Natal quero descansar de meus inúmeros planos. Quero a simplicidade que me faça voltar às minhas origens. Não quero muitas luzes. Quero apenas o direito de encontrar o caminho do presépio para que eu não perca o menino Jesus de vista.

Quero um natal sem Papai Noel. Papai Noel faz muito barulho quando chega. Ele acorda o menino Jesus, o faz chorar assustado. Os pastores não. Eles chegam silenciosos. São discretos e não incomodam…Os presentes que trazem nos recordam a divindade do menino que nasceu. São presentes que nos reúnem em torno de uma felicidade única.

Quero dividir com Maria os cuidados com o pequeno menino. Quero cuidar dele por ela. Enquanto eu cuido dele, ela pode descansar um pouquinho ao lado de José.

Descubram a beleza que as dispersões deste tempo insistem em esconder. Fechem as suas chaminés. Visita que verdadeiramente vale à pena chega é pela porta da frente.

Na noite de Natal fujam dos tumultos e dos barulhos. Descubram a felicidade silenciosa. Ela é discreta, mas existe! Eu lhes garanto! Não tenham a ilusão de que seu Natal será triste porque será pobre. Há mais beleza na pobreza verdadeira e assumida que na riqueza disfarçada e incoerente.

E não se surpreendam, se com isso, a sua noite de Natal tornar-se inesquecível.”

Padre Fábio de Melo

16 de dezembro: 3º Domingo do Advento

ALEGRIA VERDADEIRA

O Senhor nos reúne para celebrarmos o terceiro domingo do Advento, chamado de “domingo da alegria”. A liturgia nos convida a cantar alegres e agradecidos a Deus, porque Jesus vem ao mundo para nos trazer a salvação e renovar nossa esperança num mundo de fraternidade e paz. Nossa coroa do Advento ficará mais bonita e iluminada, pois acenderemos a terceira vela.

LIÇÃO DE VIDA
Nossa alegria em celebrar o Natal se torna maior quando realizamos gestos de solidariedade, amor e fraternidade em favor de nossos irmãos e irmãs.

O terceiro domingo do Advento, conhecido como “domingo da alegria”, convida-nos a nos alegrarmos no Senhor, pois sua vinda se aproxima.

A alegria cristã tem um fundamento: a certeza de que Jesus é a Luz que ilumina os caminhos e as realidades, é o Messias e Profeta que batiza no Espírito Santo para recriar a humanidade segundo o projeto de Deus.

João Batista testemunhou, como ninguém, a vinda dessa Luz. Sua missão inspira cada cristão a viver como testemunha da Luz. Pois é Jesus o início, o fim e o centro, e nossa missão só tem sentido se fundamentada em Jesus e direcionada a ele.

O verdadeiro encontro com Jesus leva a reconhecê-lo como Aquele que vem da parte de Deus na dignidade de Messias. É encontro que leva necessariamente ao encontro dos outros, sobretudo dos pequenos, a quem Jesus veio revelar a Boa-Nova.

O Advento é tempo especial para preparar o caminho do Senhor. Preparamos a sua vinda preparando o nosso coração com a conversão da mente, assumindo hoje os mesmos sentimentos de nosso Senhor. Assim podemos ser, a exemplo de João Batista, voz profética que, transformando o coração, ilumina e transforma as realidades. Pois nosso batismo é no Espírito, que transforma e santifica. E não pode haver maior alegria, para os cristãos, do que encontrar Jesus, encontrando os menores do Reino.

O mundo está cansado de palavras e carente de testemunhos. Evangelizar é testemunhar a alegria de seguir Jesus, é expressar a certeza de que Deus vem caminhar conosco e nos ajuda a espalhar a luz do seu projeto de vida, vencendo as trevas da injustiça e da morte.

Não se trata da alegria consumista e individualista tão em moda, como diz o papa Francisco (exortação Gaudete et Exsultate, n. 128). Com efeito, “o consumismo só atravanca o coração; pode proporcionar prazeres ocasionais e passageiros, mas não alegria”. A alegria cristã é aquela “que se vive em comunhão, que se partilha e comunica” como amor fraterno.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp

9 de dezembro: 2º Domingo do Advento

TEMPO DE CRESCER NO AMOR

Esta liturgia nos ajude a viver este tempo de esperança, preparando-nos para acolher Jesus, a salvação de Deus para a humanidade. Por meio da voz de João Batista, o Senhor nos guiará por caminhos de misericórdia, justiça e paz. Simbolizando a progressiva proximidade do Natal, acenderemos hoje a segunda vela da coroa do Advento.

LIÇÃO DE VIDA
Jesus nos acompanha e nos encoraja em nosso esforço de viver a conversão.

Desde pequeninos, ouvimos dizer que devemos crescer na vida. Geralmente o crescer, nesse sentido, tem que ver com sucesso, fama e outros atributos que nos situariam numa espécie de categoria privilegiada. Ocorre que a vida nos pede muito mais que isso. Seria muito triste uma existência baseada tão somente na frieza do status e na superficialidade dos cargos. A vida pede mesmo é afeto.

É claro que o intuito aqui não é desfazer da importância de uma boa carreira profissional e de um trabalho digno. Evidentemente a questão não é essa. Mas seria um desperdício grande gastarmos as energias de nossa curta travessia neste mundo numa espécie de luta para galgarmos o lugar de destaque e, depois, fazemos de tudo para mantê-lo.

A segunda leitura da liturgia de hoje é um bom exemplo para crescermos naquilo que vale a pena. O apóstolo Paulo, quando escreveu à comunidade dos filipenses, encontrava-se preso. A prisão se deu porque Paulo era um homem comprometido com a causa do evangelho, isto é, com a boa notícia. Os poderosos daquele tempo o encarceraram como forma de lhe calar a voz. Paulo estava se tornando uma ameaça aos homens do poder. Foi preso porque o mundo dos que detêm o poder da força odeia quem leva em seu coração o poder do amor. Amor que escolhe o lado dos que são desprezados e humilhados, feridos na carne e na alma.

Paulo, porém, sabia em quem acreditava. Ele tinha os olhos fixos naquele que dá sentido à vida: Jesus, o Filho de Deus que se fez menino. O apóstolo tinha no coração a mesma compaixão que Jesus sentia pelos sofredores do mundo. Embora tivesse capacidade de ocupar os melhores cargos profissionais, porque tinha formação para isso (uma vez que estudara nas mais renomadas escolas de seu tempo), Paulo preferiu fazer uso de sua sabedoria para ajudar os desprezados a encontrar um lugar no mundo.

Este tempo do Advento é momento oportuno para nos deixarmos inundar por bons sentimentos. Assim como Paulo apóstolo se derrama em ação de graças para a comunidade dos filipenses, também nós hoje somos chamados a sentir a alegria da boa notícia, que é Jesus. Ele quer nascer em nossa vida. Embora fosse Deus, fez-se pequeno, fez-se menino. Isso é revolucionário. Isso muda tudo. As grandezas do mundo são passageiras. O amor de verdade é eterno e enche nossos olhos de luz. Quem ama jamais se deixa cegar diante dos desafios do tempo presente. Jesus é o tempo perfeito que transforma nossa vida.

Pe. Antonio Iraildo Alves de Brito, ssp

2 de dezembro: 1º Domingo do Advento

TEMPO DE ESPERA E ESPERANÇA

Cheios de esperança, iniciamos o Advento, tempo favorável para ajustarmos nossos passos em direção à alegre celebração do Natal do Senhor. A liturgia nos ajude a viver intensamente este tempo, voltando nosso coração para o grande acontecimento do nascimento de Jesus entre nós. Queremos entrar neste novo ano litúrgico vigilantes e firmes na oração, a fim de acolher com fé a salvação de Deus, que vem ao nosso encontro.

LIÇÃO DE VIDA
O propósito de nossa preparação para o Natal é acolher Jesus, que se revela, de forma especial

No evangelho proposto para hoje, Jesus não pretende assustar ninguém. Aliás, em geral ele fala da bondade do Pai, da consolação do Espírito Santo e da vida gloriosa para os que fazem a vontade de Deus. Por outro lado, Jesus conhece a realidade que o envolve. Ele vê e sente que no mundo há maldade, injustiça, opressão dos poderosos sobre os mais fracos, conflitos, guerras entre nações. Percebe também que sua mensagem de amor não é acolhida por todos; que muitos o criticam porque ele tem boa convivência com doentes e pecadores; que os chefes do povo, incluindo os dirigentes das instituições religiosas, querem matá-lo como se fosse um malfeitor perigoso. Essa é uma parte do panorama nos dias terrenos de Jesus.

Por volta do ano 70, o exército romano invade Jerusalém, destrói a cidade e profana o Templo. O cruel massacre se dá no meio de lamentos, correrias, fugas para outros lugares e mortos; muitos mortos. Essa é uma página dolorosa que o povo de Israel escreveu com o próprio sangue. Jesus tinha previsto que assim aconteceria. Outro dado a considerar é o início da Igreja, com violentas perseguições aos cristãos e tribulações de todo tipo. Tempos difíceis para os seguidores de Cristo, mas também hora oportuna para darem testemunho a favor dele.

Em linguagem figurada, Jesus está nos dizendo que o império do mal vai acabar, o bem e a verdade vão triunfar – também com o empenho dos cristãos. Ao mesmo tempo, está apresentando à comunidade cristã a situação desconfortável que é ser cristão no mundo e as consequências inevitáveis para quem é coerente seguidor seu. Por isso, de modo solene, ele diz a seus discípulos de todos os tempos: “Ergam a cabeça, porque a libertação de vocês está próxima”. E aponta para todos nós um caminho cheio de esperança: “Vigiem, portanto, rezando a todo momento, a fim de terem forças para escapar de tudo o que deve acontecer e para ficar de pé diante do Filho do homem”. A comunidade precisa estar sempre de prontidão, praticando a justiça do reino de Deus.

Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp