A hora de sair da internet

A rede (social) tornou-se um antro de espionagem, entretenimento vulgar e mentiras. Será?

“É hora de proclamar: a internet deixou de ser divertida.”

É hora de proclamar: a internet deixou de ser divertida. Como todos os bons casos de amor, começou emocionante. Costumávamos ficar acordados até tarde e rir juntos. Agora, porém, apenas nos ajuda a discutir/brigar por mais tempo. Os longos verões ociosos de Albino Black Sheep [um site de animação interativo, famoso nos anos 2000] e Chris Crocker [um ator-celebridade na internet, nos EUA, a partir de 2007] transformaram-se num inverno sempre cinza de big data bilionários e torturas ao vivo. Vivemos sob espionagem, incapazes de concentração, não estamos presentes, não conseguimos dormir – não podemos sequer atravessar mais a rua. É a razão pela qual você não consegue terminar um livro e as lojas de departamento já sabem que está pensando em comprar um processador de alimentos. Muito embora – assim como em tantos relacionamentos abusivos –, ele suga nossa energia e nos exaure, mas não conseguimos largá-lo.

O pior é que sabemos disso tudo. Você provavelmente não precisa de outro livro, outra manchete inflamada, outro podcast para detalhar as várias formas como seu celular está arruinando a sua vida. Ainda assim, a despeito de tudo, parecemos capazes de seguir o tema somente até a metade. Já diagnosticamos o problema, mas para uma geração que se orgulha de ser “antenada”, estamos confusos para apresentar uma solução à questão mais universalmente disseminada de nosso tempo.

Fracassamos em solucionar o problema principalmente porque não sabemos por onde começar. Da forma como a vemos, a internet é como um sistema que dá suporte à vida. Decidir um dia arrancá-la de nossas veias nos deixaria freneticamente ofegantes, antes de mergulhar num abismo solitário. Não podemos voltar a um mundo sem ela. Poderíamos deletar todos os nossos contatos, mas como descobriríamos se fomos convidados para uma festa de aniversário?

A continuidade desta decadência não é inevitável. Afinal, os smartphones têm apenas uma década, e a rede mundial, apenas 25. O que consideramos como o início do declínio pode ser visto, no futuro, como um período de ingenuidade tecnológica – o período antes de descobrirmos o que estávamos preparados para sacrificar, e o que queríamos em troca. A tecnologia, é claro, molda o futuro, mas é também totalmente concebível que haja uma luta para redefinir o papel que ela desempenha em nossa vida.

Mudanças pequenas, porém significativas, já estão acontecendo. Os responsáveis por definir as políticas públicas estão discutindo se os smartphones têm ou não lugar na sala de aula; os restaurantes estão proibindo-os nas mesas de jantar e as empresas estão pedindo que sejam deixados fora das salas de reunião. A batalha entre casas de música e smartphones é longa e célebre – a empresa de tecnologia Yondr criou até mesmo estojos de celulares, para deixá-los mudos quando as pessoas entram em auditórios que são “zonas livres de telefone”. Desde março deste ano, digitar dirigindo custa ao motorista uma multa de quase R$ 1000 no Reino Unido. Em todos os aspectos da vida pública, a onipresença da tecnologia está sendo desafiada.

É hora de fazer um detox digital e sair da internet

Individualmente, também temos enfrentado o problema. A ideia de uma “detox digital” tem tanto tempo quanto o Blackberry. Em sua forma clássica, ela baseia-se em retiros idílicos, livres de telefone, mas a maioria das organizações também promovem modos de estabelecer, no mundo real, uma relação positiva com a tecnologia. Quanto contatei Tanya Goodin, fundadora da organização de detox digital “Tempo de desconectar” [Time To Log Off] , sobre seus retiros, ela disse que eram semelhantes a outros tipos de reabilitação: as pessoas sabem que têm um problema e pedem ajuda. “No fim, quando lhes damos os telefones de volta, sempre dizem que não querem”, conta, rindo.

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Santuário lança livro da Novena e Festa da Padroeira

O Santuário Nacional lançou oficialmente o Livro da Novena e Festa da Padroeira do Brasil 2019. De 3 a 12 de outubro, os devotos irão refletir, na Casa da Mãe Aparecida, o tema ‘Com Maria: escolhidos e enviados em missão’.

A temática responde o espírito missionário que o Papa Francisco, ao recordar o centenário da Carta Apostólica Maximum Ilud, de Bento XV, orienta, para que o mês de outubro seja um “Mês Missionário Especial”. Como explica o reitor do Santuário, Padre Eduardo Catalfo, no texto de apresentação do livreto: “Queremos recordar a nossa missão batismal e o mandato de Jesus: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa-Nova a toda criatura”. Deixemo-nos tocar pelo espírito missionário de Nossa Senhora, pois Ela nos ensina a sair de nós mesmos, assim como saiu de sua casa e rompeu distâncias para servir sua prima Isabel”.

Padre Ferdinando Mancílio, diretor de Periódicos da Editora Santuário, salientou que Novena e Festa de 2019 preocupam-se em ser sinal de Igreja viva e presente, escutando o vigário de Cristo, que é o Papa. “Em cada dia da Novena, procuraremos refletir um dado desta nossa dimensão missionária, sempre ligada a Nossa Senhora, que é a primeira discípula e primeira missionária de Jesus”, afirmou.

Além disso, a Novena e Festa trazem a reflexão sobre o Sínodo da Amazônia, tema da próxima edição da Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos no Vaticano, que também acontecerá no mês de outubro. “Durante a Novena, queremos refletir como Igreja sobre a Amazônia, no sentido missionário, no sentido de defesa da vida das pessoas, dos grupos indígenas e também da própria natureza. Nós sabemos que há o interesse exploratório da Amazônia, sem nenhum outro cuidado com os pobres que lá labutam, com o povo de Deus”, ressaltou padre Ferdinando.

De 3 a 11 de outubro, a Novena levará os devotos a louvarem e agradecerem a intercessão de Nossa Senhora Aparecida, escutar a Palavra de Deus e refletir sobre o seu compromisso como cristãos e ainda, ouvirem o testemunho de alguém que vive plenamente a missão. “O testemunho missionário-profético, como estamos chamando, vem nos lembrar do caráter do nosso batismo, como aqueles que assumem a mesma missão de Jesus”, detalhou o diretor de periódicos da Editora Santuário.

As Novenas da tarde e noite contarão também com a adoração e contemplação de Jesus no Santíssimo Sacramento, terminando cada dia da celebração com o envio missionário dos devotos.

Além do roteiro de cada dia para a Novena e Festa, Padre Ferdinando falou das letras das músicas que estão no final do livro, sendo uma ótima opção para os devotos que preparam as celebrações de Nossa Senhora Aparecida em suas comunidades. “No livrinho, nós trazemos os cânticos para serem usados na novena de Nossa Senhora e ainda uma novidade, que é um canto sobre a missionariedade na Amazônia. O autor é o Manoel Nerys e a música chama-se ‘Nossa vida é Missão’”.

O Livro da Novena e Festa da Padroeira do Brasil 2019 é uma parceria do Santuário Nacional com a Editora Santuário, e pode ser adquirido na Loja Oficial do Santuário e nas Livrarias da Editora Santuário.

 

A12 / Portal Kairós

O Mês Vocacional está em consonância com o 4º Congresso Vocacional

O mês de agosto, conforme o costume da Igreja no Brasil, é dedicado à oração, reflexão e ação nas comunidades sobre o tema das vocações.

Este ano, em específico, a temática principal está em sintonia com o 4º Congresso Vocacional do Brasil que irá ser realizado de 05 a 08 de setembro, no Centro de Eventos do Santuário Nacional Nossa Senhora de Aparecida, em Aparecida (SP). Segundo a equipe organizadora do evento, a reflexão e o estudo do tema “Vocação e Discernimento” deseja refletir sobre a necessidade da oração em prol das vocações e acima de tudo expandir a temática para todos os âmbitos eclesiais e sociais.

Padre Elias Silva, coordenador nacional da Pastoral Vocacional explica que cada domingo do mês de agosto é dedicado à celebração de uma determinada vocação. No primeiro, celebra-se o sacerdócio e os ministérios ordenados; no segundo, o matrimônio junto à vocação para a vida em Família; no terceiro, a vida consagrada, e por fim, no quarto, a vocação para os ministérios e serviços na comunidade. “É preciso criar em toda a comunidade esse espírito orante para as vocações para que cada vez mais nesse mês vocacional seja aproveitado os momentos litúrgicos, de orações em grupos, de orações familiares”, aponta o padre.

Instituído em 1981, pela CNBB, em sua 19ª Assembleia Geral, o mês vocacional tinha como objetivo principal conscientizar as comunidades da responsabilidade que compartilham no processo vocacional. De lá para cá, todos os anos alguma temática tem sido trabalhada. Este ano em específico, o mês vocacional estará em sintonia com a temática do 4º Congresso Vocacional do Brasil. “O mês vocacional será um mês em que eu convido a todos a levar as preces em prol do 4º Congresso Vocacional do Brasil, que será um momento muito importante para a Igreja no Brasil”, afirma padre Elias.

O cartaz

O cartaz do mês vocacional foi elaborado pelo designer gráfico e mestre em comunicação digital, padre Reinaldo Leitão, religioso rogacionista. “A intenção da proposta é, ao buscar uma identidade visual com a arte do 4º Congresso Vocacional do Brasil, celebrar este ano o mês dedicado às vocações em comunhão com os propósitos desse importante acontecimento, a se realizar em setembro próximo, na cidade de Aparecida (SP)”, explica o padre Reinaldo.

Padre Reinaldo faz, ainda, uma breve descrição do cartaz. De acordo com ele, as setas convergentes formando uma cruz remete a Jesus Cristo, autor da proposta vocacional “Vem e segue-me” (Mt 19, 21); o caminho simboliza o itinerário vocacional que as vocações devem percorrer e testemunhar; as pessoas representam as diversas vocações na Igreja e o discernimento vocacional das juventudes; e a citação bíblica é o lema do 4º Congresso Vocacional do Brasil.

“Vamos todos divulgar o cartaz do Mês Vocacional 2019 e assim nos preparar melhor para o IV Congresso Vocacional do Brasil que se aproxima”, finaliza padre Elias.

Baixe o cartaz oficial do Mês Vocacional 2019:

4º Congresso Vocacional do Brasil

Data: 5 a 8 de setembro de 2019
Início: 18h – Término: 13h

Local: Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida
Inscrição: Inscrições

Tema: Vocação e discernimento
Lema: “Mostra-me, Senhor, os teus caminhos” (Salmo 25, 4)

Apresentando o texto-base do 4º Congresso Vocacional do Brasil

Data: 5 a 8 de setembro de 2019
Início: 18h – Término: 13h

Local: Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida
Inscrição: congressovocacionalbrasil.com.br/inscricoes/

Tema: Vocação e discernimento
Lema: “Mostra-me, Senhor, os teus caminhos” (Salmo 25, 4)

 

A Igreja do Brasil se prepara para celebrar o 4º Congresso Vocacional, a ser realizado entre os dias 5 a 8 de setembro de 2019, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida.

Aos pés de Nossa Senhora, queremos estudar, refletir, rezar e dialogar sobre a questão vocacional, para, iluminados pela fé, traçar linhas comuns de ação, indo ao encontro de adolescentes e jovens, a fim de cooperar na realização de um caminho de discernimento vocacional.

Vocação é dom! É expressão de uma predileção de amor: “Não tostes vós que me escolhestes; fui eu que vos escolhi e vos designei, para dardes fruto e para que o vosso fruto permaneça” (Jo 15,16). A vocação tem como fundamento o amor gratuito do Senhor.

Ele deseja que todos participem de sua vida e produzam fruto. O fruto desejado é que todos se sintam atraídos ao seu amor. Esse fruto é próprio de quem observa o seu mandamento e permanece em seu amor. Reconhecer a própria vocação e abraçá-la requer discernimento e coragem.

Para realizar a obra do discernimento, os jovens e adolescentes precisam do acompanhamento de todas as forças vivas da comunidade de fé: animadores vocacionais e juvenis, familiares e amigos, lideranças e coordenações da comunidade, clérigos e leigos aptos a realizar o trabalho que a obra exige.

Vocação e discernimento! Trata-se fundamentalmente do caminho da realização humana. Por isso, os batizados são instigados 11a se colocar diante do Senhor e suplicar: “mostra-me, Senhor, os teus caminhos” (SI 25,4).

O texto-base desse 4º Congresso Vocacional quer ser um auxílio para que todas as instâncias eclesiais se sintam motivadas e preparadas para, em espírito de comunhão e participação, se deixar atingir pela questão vocacional. Quer também servir para promover a construção de processos de acompanhamento vocacional em todas as comunidades.

  1. Hino oficial do 4º Congresso Vocacional – A Grande Decisão 04:14

Hino oficial do 4º Congresso Vocacional – A Grande Decisão:

 

Partitura do hino do 4º Congresso Vocacional – A Grande Decisão:

 

Logomarca do Encontro Vocacional (Alta qualidade – 300 pixels):

 

Dom Jaiine Spengler, OFM
Arcebispo de Porto Alegre – RS
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB

Resumo do texto-base do 4º Congresso Vocacional do Brasil

Pastoral Vocacional

A CAMINHADA DA PASTORAL VOCACIONAL: CONTEXTO E MEMÓRIA

Nos dias 21 a 23 de junho, no Colégio Maristinha, em Brasília (DF), aconteceu o Pré-Congresso Vocacional do Brasil para a Vida Religiosa Consagrada com o tema: “Vocação 360°; Mostra-me, Senhor, os teus caminhos” (Sl 25,4).

A caminhada vocacional da Igreja do Brasil

À luz do Documento de Aparecida e em conformidade com as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2015-2019), fazemos uma breve memória de alguns importantes acontecimentos vocacionais. Em âmbito mundial recordamos a recente celebração dos 50 anos do Concílio Vaticano II (1962-1965) e os 50 anos da instituição do Dia Mundial de Oração pelas Vocações (1964). Em âmbito continental, os dois Congressos Vocacionais da América Latina e Caribe (1994 e 2011). Em âmbito nacional, os dois Anos Vocacionais (1983 e 2003); os três Congressos Vocacionais (1999, 2005 e 2010), e o Simpósio Vocacional do Brasil (2014). A caminhada da Igreja no Brasil a compromete cada vez mais com a dimensão vocacional. Em cada etapa desse processo, a ação pastoral, que promove as vocações específicas e desenvolve a consciência vocacional de todos os batizados, tendo sido enriquecida com novos elementos, dinâmicas, conceitos e linguagem. Recentemente, a Conferência dos Bispos reafirmou que a “a pastoral vocacional se torna prioritária neste novo momento da história da evangelização, colaborando para suscitar e acompanhar vocações para o serviço da comunidade e para a atuação profético-transformadora na sociedade”.

Na caminhada vocacional alguns eventos foram determinantes para a construção da identidade que hoje caracteriza o serviço de animação vocacional na Igreja do Brasil. O Concílio Vaticano II, ao resgatar a experiência eclesial cristã primordial, recupera, sobretudo, sua eclesiologia de comunhão. Esta sensibilidade suscita na Igreja, a partir da Europa e depois na América Latina, uma grande preocupação com a questão vocacional e dá origem a uma série de iniciativas. Esse contexto contribui para que, na Igreja do Brasil, passos significativos sejam dados com o objetivo de incrementar uma consciência vocacional em todo o Povo de Deus, resgatando a comunidade eclesial como o lugar da efetiva participação de todos os batizados na missão da Igreja.

As inúmeras iniciativas e experiências bem sucedidas nos vários regionais da CNBB e nas dioceses levam a instituir “agosto” como o mês vocacional; assumido em âmbito nacional, em 1981, com o objetivo de ser um tempo especial de reflexão e oração pelas vocações e ministérios. A mesma Assembleia aprova também a celebração de um Ano Vocacional (1983), durante o qual, para atender à solicitação da 20ª Assembleia Geral da CNBB, foi publicado um Guia Pedagógico de Pastoral Vocacional, que representa um marco importante na trajetória vocacional da Igreja no Brasil.

A realização do I Ano Vocacional (1983), com o tema: “Vem e segue-me”, mobiliza a Igreja do Brasil em um grande mutirão pelas vocações “gerando uma nova mentalidade e uma nova consciência vocacional”. Favorece e amplia o reconhecimento de que toda a comunidade cristã é responsável pela promoção, cultivo e formação das vocações. A fecundidade desse tempo gerou muitos frutos que perduram até hoje. Nesse contexto, em 1993, funda-se o Instituto de Pastoral Vocacional constituído por congregações e institutos religiosos de carisma vocacional, com o objetivo de “servir a Igreja no campo das vocações e ministérios”; missão que desenvolve através da Escola Vocacional (ESPAV), simpósios, publicações e assessorias.

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