Resumo do texto-base do Mês da Bíblia 2026

Mês da Bíblia 2026: Daniel e o Reino que Jamais Será Destruído

O Mês da Bíblia deste ano tem como lema uma frase do capítulo 7 de Daniel: “Seu reino jamais será destruído”. Por trás dela está a experiência de um povo que viveu séculos sob o domínio de impérios estrangeiros, primeiro exilado na Babilônia, depois sob a Média Pérsia, depois sob a Grécia de Alexandre Magno e seus sucessores, e que, no auge da perseguição movida pelo rei Antíoco IV Epífanes, no século II a.C., precisou reafirmar, com toda força, que só Deus é o verdadeiro Senhor da história.

Um jovem fiel numa corte estrangeira

Daniel é um jovem nobre judeu, deportado para a Babilônia, educado na cultura e na sabedoria caldeias, mas que se recusa a se contaminar com os costumes da corte que não estão de acordo com a Lei de seu povo. Sua sabedoria extraordinária, reconhecida até por reis pagãos, e sua fidelidade inabalável a Deus fazem dele um modelo de alguém que consegue viver com integridade dentro de um sistema hostil, sem se dissolver nele.

Duas cenas resumem essa fidelidade sob ameaça de morte. Na primeira, três amigos de Daniel se recusam a adorar uma estátua de ouro erguida por ordem do rei e são lançados numa fornalha ardente, da qual saem ilesos. Na segunda, o próprio Daniel, já idoso, é vítima de uma armadilha política: um decreto que proíbe, por trinta dias, qualquer oração dirigida a quem não seja o rei. Fiel ao seu costume de orar três vezes ao dia voltado para Jerusalém, Daniel desobedece ao decreto e é lançado na cova dos leões, mas um anjo fecha a boca dos animais e ele é encontrado ileso na manhã seguinte. O próprio rei, impressionado, proclama publicamente que o Deus de Daniel é o “Deus vivo”, que salva quem nele confia.

Essas histórias ensinam que a fidelidade não depende da garantia de um final feliz visível: os três jovens afirmam que Deus pode livrá-los das chamas, mas que, mesmo que não o faça, ainda assim não vão adorar a estátua. É a fé que separa a obediência a Deus do resultado esperado, e que sustenta a coragem, a oração perseverante e a integridade de vida mesmo diante da morte.

Cartaz do Mês da Bíblia 2026

Cartaz do Mês da Bíblia 2026:

Apresentação em PowerPoint do resumo do Mês da Bíblia 2026:

Apresentação em PowerPoint especial do Mês da Bíblia 2026:

Os impérios que passam e o Reino que não passa

Duas grandes visões atravessam o livro. Na primeira, o rei Nabucodonosor sonha com uma estátua enorme, com a cabeça de ouro, o peito de prata, o ventre de bronze, as pernas de ferro e os pés de ferro misturado com barro. Cada parte representa um império que se sucede ao anterior, cada vez mais forte na aparência, mas mais frágil na base, até que uma pedra, não talhada por mãos humanas, os destrói a todos e se torna uma montanha que enche a terra inteira: o Reino de Deus, que substitui por completo a lógica dos impérios humanos.

Na segunda visão, quatro feras monstruosas emergem de um mar agitado, símbolo do caos, representando os mesmos impérios violentos. Da quarta fera desponta um pequeno chifre arrogante, alusão direta a Antíoco IV Epífanes, que profanou o Templo de Jerusalém e proibiu as práticas religiosas judaicas. Mas o julgamento vem: um “Ancião de dias” se assenta em trono de fogo, os livros são abertos, e a autoridade sobre as feras é retirada. A ele vem, entre as nuvens do céu, “alguém como um filho de homem”, que recebe poder, glória e um reino eterno, que jamais será destruído e que servirá todos os povos, nações e línguas.

Numa terceira visão, um carneiro (a Média Pérsia) e um bode (a Grécia) disputam o domínio do mundo, até que também do bode nasce um chifre pequeno que profana o santuário e interrompe o culto perpétuo, numa referência direta à perseguição de Antíoco IV. Mas os anjos revelam que esse tempo de opressão tem prazo marcado, cerca de três anos, até que o santuário seja purificado. Ali está a mensagem repetida em cada visão: por mais poderoso e violento que um império pareça, sua tirania tem hora de acabar diante do único Senhor da história.

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Apresentação do Mês da Bíblia 2023

Mês da Bíblia 2023
Tema: Carta aos Efésios

Lema: Vestir-se da nova humanidade (Ef 4,24)

Mês da Bíblia 2023

O “Mês da Bíblia 2023” é um tempo privilegiado para o estudo de um livro ou tema bíblico. Neste ano, a Comissão de Animação Bíblico- atequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e as instituições bíblicas, dentre elas, o Serviço de Animação Bíblica, escolheram como tema a “Carta aos Efésios” e o lema “Vestir-se da nova humanidade” (Ef 4,24). Esta frase é de uma exortação da pró-
pria carta, na qual o autor apresenta aos batizados e batizadas em que consiste assumir a vida nova após a adesão a Cristo e ao batismo, sobretudo em um contexto não cristão,¹ onde viviam, provavelmente, os destinatários dessa carta.

POR QUEM, QUANDO E ONDE FOI ESCRITA A CARTA AOS EFÉSIOS?

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CNBB abre o mês da Bíblia 2021 com missa e leitura orante

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) abre a 50ª edição do Mês da Bíblia com uma série de eventos para todo o país. A programação terá três momentos: Missa pela manhã, leitura orante no período da tarde e uma mesa redonda à noite.

Neste ano em que se celebra os 50 anos (1971-2021) da dedicação de setembro como o Mês da Bíblia na Igreja no Brasil, a CNBB propõe o aprofundamento da Carta de São Paulo aos Gálatas e o lema “Pois todos vós sois UM só em Cristo Jesus”.

A missa de abertura do Mês da Bíblia 2021 será transmitida para todo o Brasil direto do Santuário de Nossa Senhora da Piedade, em Caeté (MG). Será presidida pelo arcebispo de Belo Horizonte e presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo. À tarde, às 17h, o arcebispo de Curitiba (PR) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico Catequética da CNBB, dom José Antônio Peruzzo, conduz uma edição especial do programa Leitura Orante, na TV Evangelizar.

Às 20h, será promovida uma mesa-redonda sobre o Mês da Bíblia 2021. Os convidados são: dom Joel Portella Amado, bispo auxiliar da arquidiocese do Rio de Janeiro (RJ) e secretário-geral da CNBB; dom José Antonio Peruzzo e padre Reginaldo Manzotti, presidente da Obra Evangelizar é Preciso. A mediação será feita pelo assessor da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB, padre Jânison de Sá, e pela professora Patricia Zaganin, mestra e doutora em Bíblia pela PUC-Paraná.

Confira a programação da Abertura do Mês da Bíblia e como acompanhar:

– 01/09/2021

Celebração Eucarística presidida por Dom Walmor Oliveira de Azevedo

Horário: 9h
Local: Santuário Nossa Senhora da Piedade

Exibição:

– Redes Sociais da CNBB (Facebook e YouTube)

TV HORIZONTE

TV EVANGELIZAR

TV PAI ETERNO

TV IMACULADA

Leitura Orante com Dom Josê Antônio Peruzzo

Horário: 17h

Exibição:

TV EVANGELIZAR

TV HORIZONTE

Mesa Redonda

Horário: 20h

1 – Dom Joel Portella Amado – Aspectos pastorais do Mês da Bíblia
2 – Dom José Antônio Peruzzo – O livro do mês da Bíblia deste ano – Carta aos Gálatas
3 – Pe. Reginaldo Manzotti – A importância da Bíblia nos meios de comunicação
Mediação: Pe. Jânison e Patricia Zaganin

Exibição:

TV EVANGELIZAR

TV PAI ETERNO

TV IMACULADA

TV HORIZONTE

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Apresentação do Mês da Bíblia 2021

O Mês da Bíblia 2021

Tema e lema do Mês da Bíblia 2021

O tema do Mês da Bíblia 2021 é: “Carta de São Paulo aos GÁLATAS”.

O lema do Mês da Bíblia 2021 é: “Pois todos vós sois UM só em Cristo Jesus” (Gl 3,28d). Essa pequena citação da Epístola faz parte do “Hino Batismal” (Gl 3,26-28), que é de uma riqueza indescritível. Ali, o Apóstolo mostrou que, a partir do Batismo e do revestimento de Cristo, todos são “filhos de Deus”. Nessa rica situação, foram superadas todas as trincheiras que impediam uma experiência igualitária e livre: “não há mais judeu ou grego, escravo ou livre, homem ou mulher”.

Ele arrematou que, portanto, “todos vós sois um (gr. heis) só em Cristo Jesus”. Todas as discriminações foram abolidas em Cristo. As fronteiras foram abertas. Por quê? Exatamente por causa da “unidade” (um só), porque só existe um Evangelho (Gl 1,6-9; 2,7-8; 5,14). Quem adere à fé, batizando-se conscientemente, procura viver em comunidade viva e compreende que todos são iguais diante de Deus, ou seja, conhece a igualdade. O fato de estar em um mesmo nível aponta para a “unidade”. Como se verificará em toda a Carta, diversos acontecimentos ameaçavam a unidade. Paulo, no entanto, enfrentou todas as adversidades, justamente, por causa da “unidade em Cristo”.

A Carta aos Gálatas mostrou incessantemente que, em Cristo, acabam todas as diferenças e distinções de classe, raça (etnia), nacionalidade, sexo, religião que separam e rompem as pessoas e a sociedade. A superação das divisões só é possível na “unidade em Jesus Cristo”. Tudo gira em torno de “Jesus Cristo”, o ponto focal de toda a Carta.

Lançando o Mês da Bíblia de 2021

Passeando com o Apóstolo Paulo na compreensão de Gálatas

Como, neste ano, foi escolhido o texto da “Carta de Paulo Apóstolo aos Gálatas”, é preciso, agora, começar a dar os primeiros passos na compreensão desse Documento. Agora, com vagar, será feito um percurso analisando trecho por trecho.

De início, apresentam-se informações sobre a Carta aos Gálatas:

Gênero Literário

O gênero literário e o “tipo de texto” são ferramentas linguísticas que ajudam a compreender o texto que se lê, dando ao leitor mais chaves de interpretação. A Bíblia faz uso de diversos “gêneros literários”, que precisam ser conhecidos a fim de que o leitor tenha um bom aproveitamento no entendimento da Escritura.

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Mês da Bíblia 2021: Qual a finalidade da carta aos Gálatas?

Carta aos Gálatas

Nós podemos dizer que Gálatas pertence ao gênero epistolar, com uma finalidade apostólica, ou seja, traz um discurso de Paulo dirigido aos gálatas, num determinado momento de conflito no interior da comunidade. Seu objetivo era superar a crise provocada pelos cristãos vindos do judaísmo, os chamados judaizantes (Gl 1,7.9; 4,17; 5,7.8-10.12; 6,12.13), ao exigirem que aqueles que aderissem a Jesus Cristo, sem pertencerem à cultura e religião judaica, passassem pela circuncisão e praticassem os mandamentos determinantes para a identidade judaica (Gl 3,2; 4,10.21; 5,3-4). Eles, ainda, diziam que Paulo não anunciava aos gentios o verdadeiro Evangelho, conforme os outros apóstolos ensinavam. Apesar de não serem expressamente identificados na Carta aos Gálatas, possivelmente os judaizantes eram cristãos vindos de Jerusalém.

Ao entrecruzar dados autobiográficos e teológicos, Paulo reafirmou que os gentios não precisavam circuncidar-se nem obedecer aos mandamentos exigidos pelos judaizantes, ou seja, ninguém precisava ser um prosélito do judaísmo para tornar-se depois um seguidor ou uma seguidora de Cristo com o Batismo, bem como comprovou que a redenção provém da fé em Cristo Jesus e não da prática da lei. Desse modo, defendeu a validade de seu Evangelho, e abordou um dos temas principais de sua “teologia”, a justificação pela fé em Cristo crucificado e ressuscitado. Por estar na fase final da ação missionária de Paulo, Gálatas reflete toda a experiência e a maturidade teológica desse incansável apóstolo e missionário de Jesus Cristo e nos oferece algumas informações sobre as comunidades primitivas (Gl 2,1-14).

Estrutura da Carta aos Gálatas

Há várias propostas de subdivisão das argumentações presentes no texto. De forma geral, Paulo segue o esquema clássico de uma carta: temos o cabeçalho (os remetentes, os destinatários, a saudação) com a indicação do problema a ser tratado (Gl 1,1-10), o corpo da carta, no qual é desenvolvido o conteúdo (1,11–6,10), e a saudação final (6,11-18).

O corpo da carta articula-se em três partes: a) dados da vida de Paulo e defesa da justificação pela fé em Cristo, e não pela observância das obras da lei (1,13–2,21); b) seis argumentos que comprovam a justificação pela fé, tirados da experiência da comunidade
e da Escritura, particularmente das narrativas sobre Abraão (3,1-4,31); e c) a parte exortativa, advertindo os gálatas a manterem a liberdade em Cristo e a caminharem segundo o Espírito (5,1-6,10). Conclui-se com alguns comentários pessoais e com uma breve bênção (Gl 6,11-18), conforme o esquema que segue:

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