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Família Franciscana divulga carta para o Dia Mundial da Vida Religiosa 2020

XXIV Dia Mundial da Vida Religiosa Consagrada

Conferência da Família Franciscana (CFFB) divulga carta oficial para o XXIV Dia Mundial da Vida Religiosa Consagrada.

Download da carta

Queridas Irmãs e Irmãos da Conferência da Família Franciscana, no dia 02 de fevereiro, Festa da Apresentação do Senhor ao Templo, a Igreja celebra o Dia Mundial da Vida Consagrada. Esta celebração foi instituída por São João Paulo II. Conforme mensagem do Papa na primeira celebração deste dia no ano de 1997, “A celebração do Dia da Vida consagrada pretende ajudar a Igreja inteira a valorizar sempre mais o testemunho das pessoas que escolheram seguir a Cristo mais de perto, mediante a prática dos conselhos evangélicos e, ao mesmo tempo, quer ser para as pessoas consagradas uma ocasião propícia para renovar os propósitos e reavivar os sentimentos, que devem inspirar a sua doação ao Senhor”.

Francisco e Clara de Assis fizeram uma experiência de vida consagrada arraigada no Evangelho, portanto, construíram uma história plena de humanidade, espiritualidade, afetividade e santidade. Conforme afirma Mazzuco, “Francisco e Clara de Assis são arquétipos do Evangelho encarnado que nasce na Idade Média e invade a “Idade Mídia”. Irmão e Irmã de um sonho de fraternidade universal, que abre porta de mosteiros e eremitérios para os que têm fome e sede de cuidados. Do Cântico das Criaturas ao Cântico Silencioso de Amor ao Amado, do convento feito Casa Comum”.

Para nós, franciscanas e franciscanos, ambos são setas indicativas de um caminho percorrido e capaz de conduzir-nos à plena realização; são faróis que nos guiam nestes tempos sombrios em que a VRC é interpelada e o convite para “repensamento” e “renovamento” de sua prática é premente, porque a “hemorragia” não se estanca. Portanto, ao celebrarmos o Dia Mundial da Vida Consagrada, somos convocados a renovar nossos propósitos e reavivar os sentimentos, que devem inspirar nossa vida de doação ao Senhor. Esta convocação leva-nos à Fonte que nos sustenta, Àquele que seguimos: Jesus Cristo.

Francisco e Clara de Assis, “medievais e atuais”, de diversas formas nos ensinam que o Crucificado está presente e fala-nos na “Idade Mídia”, é Ele quem nos conduzirá a novos caminhos de presença, evangelização, diálogo, compromisso. A realidade contemporânea exige de nós uma nova experiência de escuta para discernir Sua voz. Esta escuta requer adesão e envolvimento na dinâmica da “procura” e do “encontro”. Para isso, é necessário a constância fiel de cada dia.

Herdeiros de um sonho de fraternidade universal, somos convidados a abrirmos as portas de nossos corações e casas para os que têm fome e sede de cuidados e a lançar-nos em defesa da vida e à luta pela preservação de nossa Casa Comum.
A todas as irmãs e irmãos da CFFB que escolheram seguir a Cristo mais de perto, mediante a prática dos conselhos evangélicos, parabéns! Confiantes na misericórdia e força do Altíssimo, renovemos nosso propósito de tornar concreto o sonho de Francisco e Clara de Assis, que era o de viver o Evangelho: “Sua maior intenção, seu desejo principal e plano supremo era observar o Evangelho em tudo e por tudo, imitando com perfeição, atenção, esforço, dedicação e fervor os passos de Nosso Senhor Jesus Cristo no seguimento de sua doutrina”.

Em união com toda a vida consagrada, conceda-nos o Altíssimo sabedoria para vivermos com reverência o mistério de nossa existência e consagração.

Fraterno abraço,

Ir. Cleusa Aparecida Neves, CFA – Presidenta da Conferência da Família Franciscana do Brasil / Portal Kairós

Quem foi São Sebastião?

São Sebastião

20 de Janeiro

São Sebastião

Segundo Santo Ambrósio, São Sebastião nasceu em Milão. Faleceu por volta do ano 284. Era capitão do exército romano. Sofreu o martírio sob o reinado de Diocleciano. O relato de seu martírio é contado por Arnóbio, o jovem, no século V. Amigo do Imperador, Sebastião teria
aproveitado para socorrer os irmãos na fé, os cristãos. Fazia também apostolado procurando converter soldados e prisioneiros; aliás o próprio governador de Roma, Cromácio, e seu filho Tibúrcio, foram convertidos por Sebastião e sofreram o martírio.

O destemido e audaz centurião Sebastião teve de comparecer diante do Imperador, para dar explicações sobre o seu procedimento. O Imperador se queixou que tinha confiado nele e que esperava dele uma brilhante carreira, e ele o havia traído. Afirmou: “Eu te abri as portas de meu palácio e te aplainei os caminhos para um futuro promissor, enquanto tu atentaste contra minha salvação…”.

Condenado à pena capital e sem apelação, foi amarrado a um tronco, transformado em alvo dos arqueiros, teve seu corpo varado por flechas, na presença da guarda pretoriana. É padroeiro dos arqueiros e dos presos. Invocado contra as doenças contagiosas.

Ladainha de São Sebastião

Hino a São Sebastião:

Novena de São Sebastião:

Portal Kairós

Ladainha de São Sebastião

Ladainha de São Sebastião – I

Senhor, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Cristo, tende piedade de nós.
Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.

Cristo, ouvi-nos.
Cristo, ouvi-nos
Cristo, atendei-nos.
Cristo, atendei-nos.

Deus Pai do céu,
Tende piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do mundo,
Tende piedade de nós.

Deus Espírito Santo,
Tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus,
Tende piedade de nós.

Santa Maria, Rainha dos Mártires,
rogai por nós.
São Sebastião, Mensageiro da Paz,
rogai por nós.
Valente defensor do Evangelho,
rogai por nós.
Fiel imitador dos Apóstolos,
rogai por nós.
Invencível atleta da fé,
rogai por nós.
Morada do Espírito Santo,
rogai por nós.
Estrela radiante de sabedoria e humildade,
rogai por nós.
Protetor contra as guerras,
rogai por nós.
Radiante luzeiro de justiça e caridade,rogai por nós.
Guardião perpétuo da Juventude,
rogai por nós.
Defensor poderoso contra a fome e as epidemias,
rogai por nós.
Escudo vitorioso contra os ataques do inferno,
rogai por nós.
Patrono e modelo dos militares,
rogai por nós.
Socorro contra as doenças e as calamidades,
rogai por nós.
Restaurador da paz entre os homens,
rogai por nós.
Consolação e esperança dos prisioneiros,
rogai por nós.
Profeta e vítima do amor de Jesus Cristo,
rogai por nós.
Guerreiro defensor de vossos devotos,
rogai por nós.
Advogado dos desesperados e dos pecadores,
rogai por nós.
Querubim abrasado de zelo pela glória de Deus,
rogai por nós.
Porta-estandarte da Cruz,
rogai por nós.
Servo e mensageiro da Santíssima Trindade,
rogai por nós.
Auxílio em nossas necessidades,
rogai por nós.
São Sebastião, cujo corpo foi dolorosamente transpassado por setas,
rogai por nós.
São Sebastião, que fostes cruelmente humilhado e açoitado,
rogai por nós.
São Sebastião, que sofrestes duplo e heroico martírio,
rogai por nós.
São Sebastião, que a tudo renunciastes para ganhar a Cristo,
rogai por nós.
São Sebastião, manso como um cordeiro levado ao sacrifício,
rogai por nós.
São Sebastião, confortado pelo anjos em vosso martírio,
rogai por nós.
São Sebastião, coroado de incomparável glória no céu,
rogai por nós.
São Sebastião, admirável padroeiro do Rio de Janeiro,
rogai por nós.
São Sebastião, intercessor nosso junto ao trono do Altíssimo,
rogai por nós.
São Sebastião, cuja memória durará por todos os séculos,
rogai por nós.
São Sebastião, honra e glória da Igreja triunfante,
rogai por nós.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo,
perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo,
ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo,
tende piedade de nós.
– Rogai por nós, glorioso São Sebastião.
– Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Amém.

Oremos: Deus onipotente e misericordioso, destes a São Sebastião superar as torturas do martírio. Concedei que, celebrando o dia do seu triunfo, passemos invictos por entre as ciladas do inimigo, graças à vossa proteção. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Ladainha de São Sebastião – II

Senhor, piedade de nós!
Senhor, piedade de nós!
Cristo, piedade de nós!
Cristo piedade de nós!
Senhor, piedade de nós!
Senhor, piedade de nós!

Ó São Sebastião poderoso,
rogai por nós, rogai por nós!
Soldado fiel da Igreja,
rogai por nós, rogai por nós!
Herói insistente na fé,
rogai por nós, rogai por nós!
Mártir, valente guerreiro,
rogai por nós, rogai por nós!
Defensor dos cristãos,
rogai por nós, rogai por nós!
Defensor dos injustiçados,
rogai por nós, rogai por nós!
Defensor dos martirizados,
rogai por nós, rogai por nós!
Defensor das plantações,
rogai por nós, rogai por nós!
Defensor das criações,
rogai por nós, rogai por nós!
Defensor contra as guerras,
rogai por nós, rogai por nós!
Defensor da Santa Igreja,
rogai por nós, rogai por nós!
Auxílio em todas as doenças,
rogai por nós, rogai por nós!
Livrador da peste e fome,
rogai por nós, rogai por nós!
Nosso Santo Padroeiro,
rogai por nós, rogai por nós!
Valei-nos, nosso mártir,
rogai por nós, rogai por nós!
Em nossa caminhada, agora e sempre,
rogai por nós, rogai por nós!

Por nossa terra vos pedimos:
Intercedei, ó São Sebastião!
Por nossas famílias suplicamos:
Intercedei, ó São Sebastião!
Por nosso povo tão sofrido:
Intercedei, ó São Sebastião!
Pelos pobres humilhados:
Intercedei, ó São Sebastião!
Pelos irmãos necessitados:
Intercedei, ó São Sebastião!
Pelos rios e florestas:
Intercedei, ó São Sebastião!
Pelas plantações e animais:
Intercedei, ó São Sebastião!
Pelo homem agricultor:
Intercedei, ó São Sebastião!
Por quem se encontra enfermo:
Intercedei, ó São Sebastião!
Pelos nossos governantes:
Intercedei, ó São Sebastião!
Por nosso pároco pedimos:
Intercedei, ó São Sebastião!
Pela nossa Santa Igreja:
Intercedei, ó São Sebastião!
Pela nossa comunidade:
Intercedei, ó São Sebastião!
Por todo o povo de Deus:
Intercedei, ó São Sebastião!

Cordeiro de Deus que venceis o mundo. Perdoai-nos, Senhor; perdoai-nos, Senhor!
Cordeiro de Deus que venceis o mundo. Perdoai-nos, Senhor; perdoai-nos, Senhor!Cordeiro de Deus que venceis o mundo. Ouvi-nos, Senhor. Ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus que venceis o mundo. Ouvi-nos, Senhor. Ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus que venceis o mundo. Piedade de nós, piedade de nós!
Cordeiro de Deus que venceis o mundo. Piedade de nós, piedade de nós!
Oremos: Atendei, Senhor, a nossa prece, pois a fazemos por intercessão de São Sebastião, que derramou seu sangue para anunciar o Reino do vosso Filho, que convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.
Amém.

Portal Kairós

Mensagem do Papa para o 28º Dia Mundial do Doente

“A vida há de ser acolhida, tutelada, respeitada e servida desde o seu início até à morte”, escreve o Papa Francisco na mensagem para o 28º Dia Mundial do Doente, divulgada nesta sexta-feira, 3 de janeiro, pelo Vaticano. A 28º edição será celebrada, como todos os anos, no dia 11 de fevereiro, dia de Nossa Senhora de Lourdes.

O Santo Padre se inspirou nas palavras de Jesus Cristo dirigidas à humanidade aflita e sofredora:“Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei de aliviar-vos”, retiradas do Evangelho de Mateus 11, 28.

Mensagem do Papa para o 28º Dia Mundial dos Enfermos

“No 28º Dia Mundial do Doente (ou Dia Mundial dos Enfermos), Jesus dirige este convite aos doentes e oprimidos, aos pobres cientes de dependerem inteiramente de Deus para a cura de que necessitam sob o peso da provação que os atingiu. A quem vive na angústia devido à sua situação de fragilidade, sofrimento e fraqueza, Jesus Cristo não impõe leis, mas, na sua misericórdia oferece-Se a Si mesmo, isto é, a sua pessoa que dá alívio”, escreve o papa.

O papa chama a atenção para a falta de humanidade na relação com os doentes. “Ao tratamento, deve-se somar a solicitude, ou seja, o amor, sem esquecer com o enfermo há uma família que também ela pede conforto e proximidade”, exorta.

Na mensagem, o Pontífice fez uma menção aos profissionais da saúde que colocam suas competências em prol do enfermo. E recorda que o substantivo “pessoa” deve vir antes do adjetivo “enfermo”.

Quando os profissionais da saúde se deparam com os limites e o possível fracasso da medicina, são chamados a se abrir à dimensão transcendente, “que pode oferecer o sentido pleno da profissão”. E lamentou que em contextos de guerras e conflitos, os profissionais e as estruturas de saúde podem ser atacados como forma de represália política.

O Papa reserva seu pensamento a tantos irmãos no mundo que não têm acesso aos cuidados médicos porque vivem na pobreza. “Por isso, dirijo-me às instituições sanitárias e aos governos de todos os países do mundo, pedindo-lhes que não sobreponham o aspecto econômico ao da justiça social.”

Veja abaixo a íntegra da menagem oficial para o 28º Dia Mundial do Doente

Queridos irmãos e irmãs!

01 – Estas palavras ditas por Jesus – «vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei de aliviar-vos» (Mt 11, 28) – indicam o caminho misterioso da graça, que se revela aos simples e revigora os cansados e exaustos. Tais palavras exprimem a solidariedade do Filho do Homem, Jesus Cristo, com a humanidade aflita e sofredora. Há tantas pessoas que sofrem no corpo e no espírito! A todas, convida a ir ter com Ele – «vinde a Mim» –, prometendo-lhes alívio e recuperação. «Quando Jesus pronuncia estas palavras, tem diante dos seus olhos as pessoas que encontra todos os dias pelas estradas da Galileia: muita gente simples, pobres, doentes, pecadores, marginalizados pelo ditame da lei e pelo opressivo sistema social. Este povo sempre acorreu a Ele para ouvir a sua palavra, uma palavra que incutia esperança» (Angelus, 6 de julho de 2014).

No 28º Dia Mundial do Doente, Jesus dirige este convite aos doentes e oprimidos, aos pobres cientes de dependerem inteiramente de Deus para a cura de que necessitam sob o peso da provação que os atingiu. A quem vive na angústia devido à sua situação de fragilidade, sofrimento e fraqueza, Jesus Cristo não impõe leis, mas, na sua misericórdia, oferece-Se a Si mesmo, isto é, a sua pessoa que dá alívio. A humanidade ferida é contemplada por Jesus com olhos que veem e observam, porque penetram em profundidade: não correm indiferentes, mas param e acolhem o homem todo e todo o homem segundo a respetiva condição de saúde, sem descartar ninguém, convidando cada um a fazer experiência de ternura entrando na vida d’Ele.

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01 – A paz, caminho de esperança diante dos obstáculos e provações

A paz é um bem precioso, objeto da nossa esperança; por ela aspira toda a humanidade. Depositar a esperança na paz é um comportamento humano que abriga uma tal tensão existencial, que o momento presente, às vezes até custoso, “pode ser vivido e aceito, se levar a uma meta e se pudermos estar seguros desta meta, se esta meta for tão grande que justifique a canseira do caminho” (SS, n. 1).[1] Assim, a esperança é a virtude que nos coloca a caminho, dá asas para continuar, mesmo quando os obstáculos parecem intransponíveis.

A nossa comunidade humana traz, na memória e na carne, os sinais das guerras e conflitos que têm se sucederam, com crescente capacidade destruidora, afetando especialmente os mais pobres e frágeis. Há nações inteiras que não conseguem se libertar das cadeias de exploração e corrupção que alimentam ódios e violências. A muitos homens e mulheres, crianças e idosos, ainda hoje se nega a dignidade, a integridade física, a liberdade – incluindo a liberdade religiosa –, a solidariedade comunitária, a esperança no futuro. Inúmeras vítimas inocentes carregam sobre si o tormento da humilhação e da exclusão, do luto e da injustiça, se não também os traumas resultantes da opressão sistemática contra o seu povo e os seus entes queridos.

As terríveis provações dos conflitos civis e dos conflitos internacionais, agravadas muitas vezes por violências sem piedade, marcam prolongadamente o corpo e a alma da humanidade. Na realidade, toda guerra se revela um fratricídio que destrói o próprio projeto de fraternidade, inscrito na vocação da família humana.

Sabemos que, muitas vezes, a guerra começa pelo fato de não se suportar a diferença do outro, que fomenta o desejo de posse e a vontade de domínio. Nasce, no coração do homem, a partir do egoísmo e do orgulho, do ódio que induz a destruir, a dar uma imagem negativa do outro, a excluí-lo e apagá-lo. A guerra se nutre com a perversão das relações, com as ambições hegemônicas, os abusos de poder, com o medo do outro e a diferença vista como obstáculo; e, ao mesmo tempo, alimenta tudo isso.

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