Catequese – Instruir a viva voz

Você conhece ou já ouviu falar da Catequese do Bom Pastor

A importância das crianças participarem da catequese e se sentirem parte da Igreja

As crianças precisam vivenciar a educação religiosa, por isso a importância da catequese para os pequenos. Nesse período muitos pais se questionam e ficam na dúvida: qual a melhor forma de ensinar os filhos sobre religião?
Conheça um pouco do modelo de catequese que é conhecido e estruturado, de uma forma que respeita as fases do desenvolvimento infantil de cada criança.

Quem nos apresenta esse modelo, é o coordenador pedagógico, e também, o idealizador do blog “Como Educar seus Filhos”, professor Carlos Nadalim.

O que é a Catequese do Bom Pastor, porque ela é eficaz?

Prof. Carlos Nadalim: A Catequese do Bom Pastor, é uma dica do blog “Como educar seus filhos”.
Eu não a criei, mas como ela surgiu no meu universo? Primeiro, comecei a estudar a questão do movimento linguístico, alfabetização e quais são os métodos mais eficazes e aqueles que devemos evitar. Depois disso, comecei a estudar a parte de motricidade e analisar qual é a modalidade esportiva mais adequada para a formação de uma criança, ou seja, prepará-la para os jogos de linguagem e atividades escolares em geral.

Estudei tudo isso durante anos, depois fui para os Estados Unidos tentar saber qual é o método mais eficaz para estudar música com as crianças, enfim, fui estudando e, chegou um momento, que me deparei com o problema da catequese, porque tenho um filho que na época tinha dois anos e meio (hoje ele tem quatro anos), e me veio um questionamento: como vou catequizar meu filho e que método devo utilizar?

Todo mundo fala que os pais são os catequistas dos filhos, isso é verdade, mesmo com nossas limitações podemos ser exemplos de católicos para os filhos, entretanto, chega um momento em que precisamos seguir uma metodologia e uma sequência de conteúdos que sejam adequados a cada criança. E foi graças a um amigo, Antony, que estava lá nos Estados Unidos, que soube da Catequese do Bom Pastor. Ele a descobriu de uma forma bem curiosa: foi fazer um curso sobre o Método Montessori, e descobriu que a Catequese do Bom Pastor é inspirada nessa metodologia. Então, ele visitou uma escola e lá, a diretora apresentou a ele essa Catequese.

Ele filmou tudo e me mandou os vídeos. Guardei esses vídeos com muito carinho durante dois anos, mas ano passado, recebi um convite para ministrar umas palestras em Cuiabá, convidado pelo padre Elísio, para falar sobre alfabetização, música, ginástica e a educação religiosa de crianças. Foi então, que decidi ir à São Paulo conhecer as catequistas que, já trabalham com a catequese do Bom Pastor, e fiquei vislumbrado.

Fiz o curso da catequese Bom Pastor e fui para Cuiabá, levar essa novidade. Nesse período que gravei aquele vídeo, que ficou famoso na internet, em que eu apresento a catequese Bom Pastor.

Fale um pouco sobre a catequese do Bom Pastor

Prof. Carlos Nadalim: Sofia Cavalletti (1917 – 2011) é o desenvolvedora da ”Catechesis of the Good Shepherd” – Catequese do Bom Pastor, junto com sua colega Gianna Gobbi. Sua abordagem da educação religiosa depende muito do Método Montessori de educação.
A Catequese do Bom Pastor é divida em três níveis. O nível 1 é destinado às crianças de 3 a 6 anos. Nós apresentaremos às crianças temas especiais que são adequados a esse momento da vida delas.

O primeiro tema é o do ”bom pastor”, porque as crianças nesse período precisam sentirem-se amadas e protegidas. Portanto, a parábola do bom pastor é essencial para que elas tenham essa experiência, além do bom pastor, elas também vão se deparar com temas relacionados ”a luz”.

Como crianças têm medo do escuro, na catequese do Bom Pastor vamos apresentar para elas ”a luz”- o batismo – onde mostramos o Cílio Pascal, as crianças o acende, e se recordam do batismo, descobrem que no dia do batismo receberam o Menino Luz, que é o menino Jesus. Esse é um momento muito interessante da catequese e muito emocionante.

Ainda no nível 1, temos um outro tema, que é a abordagem em relação as coisas pequenas que ficam grandes. Sofia Cavalletti, selecionou várias parábolas que abordam justamente isso. Por exemplo, fazemos a experiência com a semente de mostarda, então, as crianças na catequese descobrem que aquela sementinha, vira uma árvore frondosa, e assim, entram as comparações com o reino dos céus.

As parábolas foram selecionadas e pensadas para ajudar as crianças, e também, podem aprenderem os gestos litúrgicos. Quando a criança vai à missa, ela se depara com uma síntese confusa. Está ali, tudo misturado, podemos comparar a uma canção, que você ouve a melodia, padrões rítmicos e a letra, tudo misturados, contudo, se você estuda música, precisa decompor a canção e separar esses elementos, para depois voltar para o todo com mais consciência. É isso que acontece na Catequese do Bom Pastor, as crianças aprendem de um lado os gestos litúrgicos, conhecem o calendário litúrgico e começam a perceber o porquê do sacerdote usar aquela casula, daquela cor e naquele período do ano.

Os citados acima, são alguns apontamentos da Catequese do Bom Pastor, mas ainda há os outros níveis – o 2 e o 3, que ficarão para um próximo momento. Vale ressaltar que, a Catequese Bom Pastor é bíblico litúrgica, pois sempre faz essa transição das Sagradas Escrituras para a liturgia. Vale muito a pena conhecer a Catequese Bom Pastor. Os resultados são impressionantes. Tudo o que a Sofia Cavalletti descreve em seus livros, acontece mesmo com as crianças.

Canção Nova / Portal Kairós

História de Nossa Senhora Aparecida para as crianças

Dia 12 de Outubro, dia de Nossa Senhora Aparecida nossa mãezinha do céu, trago para vocês a historinha do aparecimento de Nossa Senhora Aparecida, para levarmos para as crianças.

A paz do Senhor esteja com todos vocês que passam diariamente por aqui.

Pãozinho do Céu Maria / Portal Kairós

Santa Teresa de Ávila para colorir

Celebramos com grande alegria, hoje, aquela que mereceu ser proclamada “Doutora da Igreja”: nossa amiguinha Santa Teresa de Ávila (também conhecida como Santa Teresa de Jesus).

Teresa nasceu em Ávila, na Espanha, em 1515 e foi educada de modo sólido e cristão, tanto assim que, quando criança, se encantou tanto com a leitura da vida dos santos mártires a ponto de ter combinado fugir com o irmão para uma região onde muitos cristãos eram martirizados; mas nada disso aconteceu graças à vigilância dos pais.

Aos vinte anos, ingressou no Carmelo de Ávila, onde viveu um período no relaxamento, pois muito se apegou às criaturas, parentes e conversas destrutivas, assim como conta em seu livro biográfico.
Certo dia, foi tocada pelo olhar da imagem de um Cristo sofredor, assumiu a partir dessa experiência a sua conversão e voltou ao fervor da espiritualidade carmelita, a ponto de criar uma espiritualidade modelo.

Foi grande amiga do seu conselheiro espiritual São João da Cruz, também Doutor da Igreja, místico e reformador da parte masculina da Ordem Carmelita. Por meio de contatos místicos e com a orientação desse grande amigo, iniciou aos 40 anos de idade, com saúde abalada, a reforma do Carmelo feminino. Começou pela fundação do Carmelo de São José, fora dos muros de Ávila. Daí partiu para todas as direções da Espanha, criando novos Carmelos e reformando os antigos. Provocou com isso muitos ressentimentos por parte daqueles que não aceitavam a vida austera que propunha para o Carmelo reformado. Chegou a ter temporariamente revogada a licença para reformar outros conventos ou fundar novas casas.

Santa Teresa deixou-nos várias obras grandiosas e profundas, principalmente escritas para as suas filhas do Carmelo : “O Caminho da Perfeição”, “Pensamentos sobre o Amor de Deus”, “Castelo Interior”, “A Vida”. Morreu em Alba de Tormes na noite de 15 de outubro de 1582 aos 67 anos, e em 1622 foi proclamada santa. O seu segredo foi o amor. Conseguiu fundar mais de trinta e dois mosteiros, além de recuperar o fervor primitivo de muitas carmelitas, juntamente com São João da Cruz. Teve sofrimentos físicos e morais antes de morrer, até que em 1582 disse uma das últimas palavras: “Senhor, sou filha de vossa Igreja. Como filha da Igreja Católica quero morrer”.
No dia 27 de setembro de 1970 o Papa Paulo VI reconheceu-lhe o título de Doutora da Igreja. Sua festa litúrgica é no dia 15 de outubro. Santa Teresa de Ávila é considerada um dos maiores gênios que a humanidade já produziu. Mesmo ateus e livres-pensadores são obrigados a enaltecer sua viva e arguta inteligência, a força persuasiva de seus argumentos, seu estilo vivo e atraente e seu profundo bom senso. O grande Doutor da Igreja, Santo Afonso Maria de Ligório, a tinha em tão alta estima que a escolheu como patrona, e a ela consagrou-se como filho espiritual, enaltecendo-a em muitos de seus escritos.

Santa Teresa de Ávila, rogai por nós!

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Amiguinhos de Deus / Portal Kairós