“Com o lema “serás libertado pelo direito e pela justiça” (Is 1,27), a CF 2019 visa aprofundar o que são as Políticas Públicas enquanto garantidoras de direitos. São muitos os problemas e desafios da sociedade atual. É preciso olhar sobretudo para a realidade das pessoas que mais sofrem as consequências de um sistema que impede a vida com dignidade”, escreve Rui Antônio de Souza, graduado em Filosofia e Teologia, mestre em Comunicação Social e com especialização em Bioética. Membro do Laboratório de Políticas Públicas de Porto Alegre (LAPPUS).

Arrisco dizer que a Campanha da Fraternidade 2019 pode ser chamada “a campanha das campanhas”. O motivo é o tema, “Políticas Públicas”, muito bem escolhido pelos bispos, ainda mais se considerarmos o contexto social, econômico e político que estamos vivendo em nosso país.
Antes de abordar Políticas Públicas é bom reforçar aquilo que já foi dito pelo Papa Paulo VI, atualizado pelo Papa Francisco e que está bem expresso na Doutrina Social da Igreja: “a política é a melhor forma de fazer caridade”. Pois é somente através da política que se universalizam os bens, os serviços e que se promove a equidade. Por isso, das nossas decisões políticas depende o futuro de milhões de pessoas que terão acesso ou não à condições dignas de vida.
As Políticas Públicas são um direito da cidadania e servem para garantir os direitos fundamentais à saúde, educação, moradia, trabalho, cultura, lazer, acesso às tecnologias, preservação do meio ambiente, entre outros. E falar de Políticas Públicas é justamente falar de uma forma de ação do Estado, desde a elaboração, execução, participação popular até a avaliação, num percurso que dificulta a corrupçãoe a politicagem, além de permitir que se chegue a resultados concretos e que mudam a vida das pessoas. É diferente de serviços públicos, pois estes são a tarefa diária das administrações públicas na manutenção de serviços sanitários, saneamento, pavimentação, transportes, escolas, etc.
As Políticas Públicas tem em vista garantir a eficiência dos investimentos na resolução de problemas sociais e coletivos, superando o debate político tão somente ideológico e pouco atento aos efeitos e às consequências reais da realização ou não das ações do Estado em favor da população.
Com o lema “serás libertado pelo direito e pela justiça” (Is 1,27), a CF 2019 visa aprofundar o que são as Políticas Públicas enquanto garantidoras de direitos. São muitos os problemas e desafios da sociedade atual. É preciso olhar sobretudo para a realidade das pessoas que mais sofrem as consequências de um sistema que impede a vida com dignidade. Muitos ainda enfrentam problemas dos direitos básicos, como saneamento, habitação, alimento, saúde, emprego e educação.
Desde 1964, a CNBB propõe um tema relevante para a sociedade brasileira refletir e engajar-se durante a Campanha da Fraternidade. O método ver, julgar, agir conduz a uma prática transformadora diante das situações de injustiça e de agressão à vida. Aqui, podemos perceber algo em comum e que faz desta “a campanha das campanhas”. Ou seja, tanto as Políticas Públicas como a Campanha da Fraternidade – com o método ver, julgar, agir – exigem que o resultado sejam ações transformadoras da realidade.
Oriundo da Ação Católica, esse método foi criado pelo Cardeal Josef Cardijn, na década de 1950, na Bélgica, onde exercia seu ministério pastoral entre os trabalhadores. E foi reconhecido oficialmente pelo Papa João XXIII na Encíclica Mater Et Magistra, em maio de 1961. O método propõe os seguintes passos:
Ver: estudo da realidade. Especial atenção é dada, neste olhar, para as pessoas e famílias mais necessitadas e excluídas da sociedade. Para escolher as Políticas Públicas a serem implementadas, as administrações precisam fazer escolhas, preferencialmente com a participação popular, definindo os problemas mais urgentes e que afetam a qualidade de vida da população.
Julgar: análise e julgamento a partir de alguns referenciais, especialmente da Palavra de Deus e da Doutrina Social da Igreja, servindo como luz que ilumina nossas ações. Outros instrumentos, como a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Carta da Terra, a Constituição Cidadã, também são importantes para que os cristãos possam enxergar a sociedade como um todo e não apenas os que participam da vida eclesial.
Agir: são as considerações sobre as perspectivas pedagógicas e comportamentais que se abrem, com vistas a uma ação social transformadora. No caso das Políticas Públicas, significa propor às administrações públicas, políticas que busquem transformar as situações mais gritantes de injustiça e que causam sofrimento às pessoas, famílias e comunidades do município, estado ou país.
O cardeal que ensinou a Igreja a “ver, julgar e agir”
Em 2011 marcou o 50 º aniversário da adoção por parte da Igreja do método ver-julgar-agir como parte do ensino e prática sociais católicos. O Papa João XXII reconheceu formalmente o método ver-julgar-agir em sua encíclica Mater et Magistra publicada no dia 15 de maio de 1961.
A reportagem é do sítio Cardijn Movement News, 20-05-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
Em um comunicado, a Comunidade Internacional Cardijn lembra que foi o falecido cardeal Joseph Cardijn (foto), fundador do movimento da Juventude Operária Cristã – JOC, que sugeriu ao Papa João que publicasse uma encíclica para marcar o 70º aniversário da histórica encíclica Rerum Novarum do Papa Leão XIII.
Em resposta, o Papa João pediu que Cardijn providenciasse um esboço das questões a serem abordadas na encíclica. Ele fez isso em um memorando de 20 páginas apresentado ao pontífice.
Quando a Mater et Magistra apareceu pouco mais de um ano depois, a encíclica observava que, “para levar a realizações concretas os princípios e as diretrizes sociais, passa-se ordinariamente por três fases” (n. 235). Primeiro, o “estudo da situação” concreta, escreveu João XXIII. Em segundo lugar, a “apreciação da mesma à luz desses princípios e diretrizes”. Em terceiro, o “exame e determinação do que se pode e deve fazer para aplicar os princípios e as diretrizes à prática”.
Esses “são os três momentos que habitualmente se exprimem com as palavras seguintes: ver, julgar e agir”, continuava a encíclica.
“Acreditamos que até mesmo Cardijn ficou surpreso ao descobrir a extensão desse reconhecimento na encíclica”, comentou o organizador da Comunidade Internacional Cardijn, M. J. Ruben.
“Desde então, o método ver-julgar-agir foi reconhecido e adotado por toda a Igreja”, continuou Ruben. “Isso mostra como Cardijn foi um mestre para toda a Igreja – não só para os jovens trabalhadores”, disse. “Essa é outra razão pela qual esperamos que Cardijn, um dia, seja reconhecido como Doutor da Igreja”, concluiu.
IHU / Portal Kairós
Solenidade de Cristo Rei: Celebração da Paz e da Unidade
Cristo Rei
Aproxima-se a Solenidade de Cristo Rei. Nesta festa litúrgica, que ocorre no último domingo do ano litúrgico, é comemorado o dia dos cristãos leigos e leigas, que em 2018, será no domingo 25 de novembro. A Arquidiocese de Montes Claros realizará, nesse dia, a Celebração da Paz e da Unidade, no Ginásio Poliesportivo de Montes Claros.
Será a oportunidade de agradecermos a realização do Ano Nacional do Laicato. O evento terá início às 12h. A oração de abertura será conduzida por alunos de diversas escolas da cidade. Em seguida, haverá apresentações artísticas e culturais, com grupos de dança e cantores regionais. Às 15h30 será celebrada a santa missa. Ao redor do altar da Eucaristia se reunirão os arcebispos, os presbíteros, os diáconos, consagrados e consagradas, leigos e leigas de todas as comunidades e paróquias da Arquidiocese. Será uma bonita expressão de fé, de comunhão e de compromisso para a edificação de uma Igreja Missionária, Comunidade de Comunidades, vivendo a Boa Nova do Evangelho.
Na Igreja há um só Senhor, Jesus Cristo. Ele reina quando sua lei do amor e da misericórdia é vivida entre os discípulos e discípulas, na comunidade de seus seguidores. Jesus reina quando escutamos sua voz e damos testemunho da verdade (cf. Jo 18,37). Jesus reina quando o reconhecemos presente nos pobres e pequenos (cf. Mt 25,40). Jesus reina quando se busca a justiça (cf. Mt 6,33). Jesus reina quando tudo fazemos para ser Um como Ele e o Pai são (cf. Jo 17,11). Jesus reina quando nos tornamos construtores da paz (cf. Mt 5,9). Jesus reina quando seu Evangelho é proclamado e testemunhado (cf. Mt 28,19-20). Enfim, o reinado de Jesus Cristo se prolonga na história por meio do agir dos cristãos.
A Celebração da Paz e da Unidade reunirá as forças vivas da Arquidiocese de Montes Claros para proclamar que Jesus Cristo é nossa paz e que n’Ele somos chamados a viver na unidade, como irmãos e irmãs. Da nossa vida e da nossa Igreja, Ele é o único Senhor.
No intuito de promover e estimular a maior participação, estabelecemos que nas comunidades e paróquias de nossa Arquidiocese se celebre a Festa de Cristo Rei no sábado, dia 24/11. Onde for possível, também no domingo, dia 25/11, apenas pela manhã, pois todos os diáconos e presbíteros deverão participar da Eucaristia prevista para o horário de 15h30. Quem não puder estar presente na Celebração da Paz e da Unidade poderá se organizar para celebrar no sábado ou no domingo pela manhã em algum dos horários oferecidos pelas paróquias.
Todavia, o Ginásio Poliesportivo comporta um número limitado de pessoas, menor do que gostaríamos de contar numa celebração arquidiocesana. A comissão organizadora, orientada pelas normas de segurança do Corpo de Bombeiros, precisou limitar a participação das comunidades. Razão pela qual, foi entregue a cada paróquia determinado número de pulseiras que possibilitarão o ingresso no local do evento. Não será permitido o acesso a quem não estiver com a pulseira.
Neste momento de graça de nossa Igreja local, é grande o desejo de nós bispos nos encontrarmos com vocês, irmãos e irmãs, unidos em oração, na escuta da Palavra e na fração do Pão. Esperamos e desejamos que todas as comunidades da Arquidiocese estejam representadas nesse momento de encontro e de testemunho. Será, também, uma ocasião especial para agradecer a Dom José Alberto Moura, Arcebispo Metropolitano – que recentemente celebrou seus 75 anos — seu ardor e compromisso com a missão evangelizadora na Igreja de Montes Claros.
Roguemos, pois, ao Espírito Santo, que sustente em nossos corações o empenho pela paz e o sentido da unidade. Maria, Mãe da Igreja, padroeira da Arquidiocese de Montes Claros, nos acompanhe no caminho rumo ao encontro com seu Filho Jesus, Mestre e Senhor, Servo e Messias.
Dom João Justino de Medeiros Silva
Arcebispo Coadjutor de Montes Claros
IV Congresso Vocacional do Brasil
IV Congresso Vocacional do Brasil
A convocação para a realização da XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, com o tema “Os Jovens, a fé e o discernimento vocacional”, desencadeou na Igreja um grande processo de envolvimento e participação de todos os setores eclesiais no grande debate sobre as mudanças que afetam as Juventudes também no campo das escolhas vocacionais. Será na esteira desta reflexão que se inserirá o IV Congresso Vocacional do Brasil, que terá como tema “vocação e discernimento” e como lema “mostra-me, Senhor, os teus caminhos!” (Sl 25,4).
O Congresso, proposto pela Comissão para os Ministérios Ordenados e Vida Consagrada (CMOVC), em parceria com outras instituições, como a CRB (Conferência dos Religiosos do Brasil) e o IPV (Instituto de Pastoral Vocacional), acontecerá na cidade de Aparecida/SP de 05 a 08 de setembro de 2019.
Ao conclamar o Sínodo sobre a Juventude, o papa Francisco lançou um apelo à Pastoral Vocacional para que seja formadora de “guias especializados” que saibam acompanhar os jovens desta nova geração. Jovens marcados pelos desafios e belezas desta “mudança de época”.
Para responder a esse apelo, será de fundamental importância que o tempo de preparação do IV Congresso Vocacional seja marcado por uma mudança profunda de mentalidade e ação nos animadores e animadoras vocacionais: passar do recrutamento de agentes sociais a verdadeiros discípulos de Jesus, mediante a pastoral do encontro com o Senhor. Para isso é necessário o contínuo movimento de descida ao complexo chão da realidade, onde a “experiência de fé cristã se encontra hoje em uma espécie de estado generalizado de busca e recomeço”, como afirma o documento sobre a Iniciação Cristã em seu número 52.
Descer à realidade para “ver e escutar” a pluralidade das juventudes no contexto atual e escutar o grito que nasce no coração dos jovens que não suportam as injustiças e não desejam inclinar-se à cultura do descarte, nem ceder à globalização da indiferença.
Jovens que desejam empreender um verdadeiro itinerário de discernimento para descobrir e viver o projeto de Deus sobre sua vida; jovens que desejam ser construtores do Reino de Deus e agentes de transformação da realidade. Neste contexto é necessário o discernimento e a profecia para superarem as tentações da ideologia e do fatalismo, para descobrirem, no relacionamento com o Senhor, os lugares, os instrumentos e as situações através dos quais Ele chama.
Portal Kairós / Ir. Clotilde Prates de Azevedo, ap – Assessora Executiva CRB Nacional
Mensagem do Papa Francisco para a JMJ Panamá 2019
JMJ Panamá 2019
O Papa Francisco incentivou os jovens a participar da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que acontecerá no Panamá em janeiro de 2019, com uma mensagem de vídeo que a Santa Sé divulgou no dia 21 de novembro de 2018.
A seguir, o texto completo da mensagem de vídeo do Papa Francisco:
Queridos jovens!
Vai-se aproximando a Jornada Mundial da Juventude, que será celebrada no Panamá em janeiro do próximo ano e terá como tema a resposta da Virgem Maria à chamada de Deus: «Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra» (Lc 1, 38).
As suas palavras são um «sim» audaz e generoso; o sim de quem compreendeu o segredo da vocação: sair de si mesmo e pôr-se ao serviço dos outros. A nossa vida só encontra sentido no serviço a Deus e ao próximo.
Há muitos jovens, crentes ou não crentes, que, no final dum período de estudos, mostram desejo de ajudar os outros, fazer algo pelos que sofrem. Esta é a força dos jovens, a força de todos vós, que pode transformar o mundo; esta é a revolução que pode desbaratar os «poderes fortes» desta terra: a «revolução» do serviço.
Para colocar-se ao serviço dos outros não basta estar pronto para a ação, é preciso também entrar em diálogo com Deus, numa atitude de escuta, como fez Maria. Ela escutou o que o anjo Lhe dizia e, depois, respondeu. A partir deste relacionamento com Deus no silêncio do coração, descobrimos a nossa identidade e a vocação a que nos chama o Senhor; a vocação pode expressar-se em várias formas: no matrimônio, na vida consagrada, no sacerdócio… Mas todas elas são caminhos para seguir Jesus. O importante é descobrir aquilo que o Senhor espera de nós e ter a audácia de dizer «sim».
Maria foi uma mulher feliz, porque generosa com Deus, aberta ao plano que tinha para Ela. As propostas de Deus para nós, como a que fez a Maria, não são para satisfazer sonhos mas para acender desejos; para fazer com que a nossa vida dê fruto, faça desabrochar muitos sorrisos e alegre muitos corações. Responder afirmativamente a Deus é o primeiro passo para ser feliz e tornar felizes muitas pessoas.
Queridos jovens, tende a coragem de entrar, cada um, no próprio interior e perguntar a Deus: Que quereis de mim? Deixai que o Senhor vos fale, e vereis a vossa vida transformar-se e encher-se de alegria.
Na iminência da Jornada Mundial da Juventude no Panamá, convido-vos a preparar-vos, acompanhando e participando em todas as iniciativas que se vão realizando. Isto ajudar-vos-á a caminhar para tal meta. Que a Virgem Maria vos acompanhe nesta peregrinação e o seu exemplo vos induza a ser audazes e generosos na resposta.
Boa caminhada rumo ao Panamá! E, por favor, não vos esqueçais de rezar por mim. Até breve!
Vaticano / Portal Kairós
Fraternidade e Políticas Públicas: ver, julgar e agir
“Com o lema “serás libertado pelo direito e pela justiça” (Is 1,27), a CF 2019 visa aprofundar o que são as Políticas Públicas enquanto garantidoras de direitos. São muitos os problemas e desafios da sociedade atual. É preciso olhar sobretudo para a realidade das pessoas que mais sofrem as consequências de um sistema que impede a vida com dignidade”, escreve Rui Antônio de Souza, graduado em Filosofia e Teologia, mestre em Comunicação Social e com especialização em Bioética. Membro do Laboratório de Políticas Públicas de Porto Alegre (LAPPUS).
Arrisco dizer que a Campanha da Fraternidade 2019 pode ser chamada “a campanha das campanhas”. O motivo é o tema, “Políticas Públicas”, muito bem escolhido pelos bispos, ainda mais se considerarmos o contexto social, econômico e político que estamos vivendo em nosso país.
Antes de abordar Políticas Públicas é bom reforçar aquilo que já foi dito pelo Papa Paulo VI, atualizado pelo Papa Francisco e que está bem expresso na Doutrina Social da Igreja: “a política é a melhor forma de fazer caridade”. Pois é somente através da política que se universalizam os bens, os serviços e que se promove a equidade. Por isso, das nossas decisões políticas depende o futuro de milhões de pessoas que terão acesso ou não à condições dignas de vida.
As Políticas Públicas são um direito da cidadania e servem para garantir os direitos fundamentais à saúde, educação, moradia, trabalho, cultura, lazer, acesso às tecnologias, preservação do meio ambiente, entre outros. E falar de Políticas Públicas é justamente falar de uma forma de ação do Estado, desde a elaboração, execução, participação popular até a avaliação, num percurso que dificulta a corrupçãoe a politicagem, além de permitir que se chegue a resultados concretos e que mudam a vida das pessoas. É diferente de serviços públicos, pois estes são a tarefa diária das administrações públicas na manutenção de serviços sanitários, saneamento, pavimentação, transportes, escolas, etc.
As Políticas Públicas tem em vista garantir a eficiência dos investimentos na resolução de problemas sociais e coletivos, superando o debate político tão somente ideológico e pouco atento aos efeitos e às consequências reais da realização ou não das ações do Estado em favor da população.
Com o lema “serás libertado pelo direito e pela justiça” (Is 1,27), a CF 2019 visa aprofundar o que são as Políticas Públicas enquanto garantidoras de direitos. São muitos os problemas e desafios da sociedade atual. É preciso olhar sobretudo para a realidade das pessoas que mais sofrem as consequências de um sistema que impede a vida com dignidade. Muitos ainda enfrentam problemas dos direitos básicos, como saneamento, habitação, alimento, saúde, emprego e educação.
Desde 1964, a CNBB propõe um tema relevante para a sociedade brasileira refletir e engajar-se durante a Campanha da Fraternidade. O método ver, julgar, agir conduz a uma prática transformadora diante das situações de injustiça e de agressão à vida. Aqui, podemos perceber algo em comum e que faz desta “a campanha das campanhas”. Ou seja, tanto as Políticas Públicas como a Campanha da Fraternidade – com o método ver, julgar, agir – exigem que o resultado sejam ações transformadoras da realidade.
Oriundo da Ação Católica, esse método foi criado pelo Cardeal Josef Cardijn, na década de 1950, na Bélgica, onde exercia seu ministério pastoral entre os trabalhadores. E foi reconhecido oficialmente pelo Papa João XXIII na Encíclica Mater Et Magistra, em maio de 1961. O método propõe os seguintes passos:
Ver: estudo da realidade. Especial atenção é dada, neste olhar, para as pessoas e famílias mais necessitadas e excluídas da sociedade. Para escolher as Políticas Públicas a serem implementadas, as administrações precisam fazer escolhas, preferencialmente com a participação popular, definindo os problemas mais urgentes e que afetam a qualidade de vida da população.
Julgar: análise e julgamento a partir de alguns referenciais, especialmente da Palavra de Deus e da Doutrina Social da Igreja, servindo como luz que ilumina nossas ações. Outros instrumentos, como a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Carta da Terra, a Constituição Cidadã, também são importantes para que os cristãos possam enxergar a sociedade como um todo e não apenas os que participam da vida eclesial.
Agir: são as considerações sobre as perspectivas pedagógicas e comportamentais que se abrem, com vistas a uma ação social transformadora. No caso das Políticas Públicas, significa propor às administrações públicas, políticas que busquem transformar as situações mais gritantes de injustiça e que causam sofrimento às pessoas, famílias e comunidades do município, estado ou país.
O cardeal que ensinou a Igreja a “ver, julgar e agir”
Em 2011 marcou o 50 º aniversário da adoção por parte da Igreja do método ver-julgar-agir como parte do ensino e prática sociais católicos. O Papa João XXII reconheceu formalmente o método ver-julgar-agir em sua encíclica Mater et Magistra publicada no dia 15 de maio de 1961.
A reportagem é do sítio Cardijn Movement News, 20-05-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
Em um comunicado, a Comunidade Internacional Cardijn lembra que foi o falecido cardeal Joseph Cardijn (foto), fundador do movimento da Juventude Operária Cristã – JOC, que sugeriu ao Papa João que publicasse uma encíclica para marcar o 70º aniversário da histórica encíclica Rerum Novarum do Papa Leão XIII.
Em resposta, o Papa João pediu que Cardijn providenciasse um esboço das questões a serem abordadas na encíclica. Ele fez isso em um memorando de 20 páginas apresentado ao pontífice.
Quando a Mater et Magistra apareceu pouco mais de um ano depois, a encíclica observava que, “para levar a realizações concretas os princípios e as diretrizes sociais, passa-se ordinariamente por três fases” (n. 235). Primeiro, o “estudo da situação” concreta, escreveu João XXIII. Em segundo lugar, a “apreciação da mesma à luz desses princípios e diretrizes”. Em terceiro, o “exame e determinação do que se pode e deve fazer para aplicar os princípios e as diretrizes à prática”.
Esses “são os três momentos que habitualmente se exprimem com as palavras seguintes: ver, julgar e agir”, continuava a encíclica.
“Acreditamos que até mesmo Cardijn ficou surpreso ao descobrir a extensão desse reconhecimento na encíclica”, comentou o organizador da Comunidade Internacional Cardijn, M. J. Ruben.
“Desde então, o método ver-julgar-agir foi reconhecido e adotado por toda a Igreja”, continuou Ruben. “Isso mostra como Cardijn foi um mestre para toda a Igreja – não só para os jovens trabalhadores”, disse. “Essa é outra razão pela qual esperamos que Cardijn, um dia, seja reconhecido como Doutor da Igreja”, concluiu.
IHU / Portal Kairós
Show com os destaques do Troféu Louvemos o Senhor 2018
Davidson Silva, Thiago Brado, Kennia e Identidade Sua são presenças confirmadas dia 28 de novembro de 2018
Troféu Louvemos o Senhor 2018
Davidson Silva, Thiago Brado, Kennia e Identidade Sua são as grandes atrações do Show Destaques Troféu Louvemos o Senhor 2018. O evento será realizado dia 28 de novembro, a partir das 20h30. Aberto ao público e com transmissão ao vivo pela Rede Século 21 (TV, Aplicativo e Facebook), o show reunirá artistas que foram destaques na 10ª Edição do maior Prêmio Nacional da Música Católica.
Os convidados realizarão um show especial aberto ao público, em Valinhos (SP), nos estúdios da Rede Século 21. Endereço: Rua João Previtale, 1834, Jardim Alto da Colina. No local há praça de alimentação, estacionamento e espaço para aproximadamente 2 mil pessoas acompanharem o show.
“Com este show finalizamos a 10a Edição do Troféu Louvemos o Senhor e iniciamos a 11a. Para celebrar esta transição teremos estes quatro grandes artistas, que se destacaram de forma muito bonita este ano, nos encantando com sua arte e seus talentos. Para nós todo ano é um recomeço e este ano especialmente estamos recomeçando após termos acumulado dez anos de experiência, dez anos de muita música e dez anos fazendo de tudo para agradar ao coração do nosso Senhor Jesus”, avalia o Coordenador do Troféu Louvemos o Senhor, João Mourão.
Fique ligado nas novidades do “Show Destaques Troféu Louvemos o Senhor 2018” no site do evento e nas mídias sociais.
Durante o show serão abertas as inscrições para a 11ª Edição do maior Prêmio Nacional da Música Católica, e revelada a data da premiação para 2019.
Momento de oração com Davidson Silva e Thiago Brado
No dia 28 de novembro, antes do Show Destaques Troféu Louvemos o Senhor 2018, os artistas católicos Davidson Silva e Thiago Brado conduzirão um momento de pregação e louvor.
Este momento de oração não será transmitido pela TV. Então, aproveite para participar e rezar com Davidson Silva e Thiago Brado, das a partir das 20h.
Organize sua caravana, seu grupo de oração e amigos e venha participar! Um evento especial e gratuito aberto ao público.
Troféu Louvemos o Senhor
Os cantores, compositores e músicos tem difundido a riqueza, cultura, liturgia e o jeito do cristão viver a sua Fé por meio de músicas que animam, encantam e levam a oração aos fiéis de todo mundo.
É nesse ambiente de graças e conquistas que surge o Troféu Louvemos o Senhor, o maior prêmio nacional da música católica. Desde 2009 premiando e valorizando a música católica brasileira.
Produzido pela Associação do Senhor Jesus e com transmissão gerada pela Rede Século 21, o prêmio chega anualmente aos quatro cantos do país com o pool de emissoras de TV e rádio católicas.
Em 2018 celebramos 10 anos do Troféu Louvemos o Senhor! Faça parte desta festa! Vamos juntos celebrar o Dom de evangelizar por meio da música.
Saiba mais: portalasj.com.br
Rede Século 21 / Portal Kairós