Durante a liturgia do 1º Domingo da Quaresma 2023, é comum a leitura do Evangelho de Mateus, capítulo 4, versículos 1 a 11, que conta a história da tentação de Jesus no deserto. Esta história é usada como um exemplo de como devemos resistir às tentações da vida e seguir os ensinamentos de Deus.
Além disso, este domingo também marca o início de um período de penitência e reflexão, no qual os fiéis são encorajados a jejuar, orar e fazer obras de caridade, como forma de se prepararem para a celebração da Páscoa. É um momento de reflexão sobre a própria vida, o arrependimento dos pecados e o fortalecimento da fé em Deus.
Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto. Ali Ele permaneceu, como que em um grande tempo de retiro, preparando-se para sua missão. Também teve de vencer a tentação de ganhar poder e bens.
A grande tentação da humanidade é querer organizar a vida sem Deus- há pessoas com dificuldades até de pronunciar o nome de Deus, pois isso parece ser um despropósito. O que conta aí é o prestígio pessoal, os prazeres, o dinheiro, o sucesso. Infelizmente, essa tentação está no meio de nós.
Jesus é o novo Adão, pois, bem diferente do primeiro Adão, não se deixa levar pela ilusão da tentação humana. Ainda mais: Jesus é o novo povo de Israel, que se entrega nas mãos de Deus e só com Ele conta, sendo fiel a Ele. O antigo Israel nem sempre foi fiel, reclamou de Deus e quis a vida conforme seus planos e não o de Deus. Muitas vezes, recusou deixar-se conduzir por Deus através do deserto.
Jesus, porém, era fiel ao Pai e solidário com a humanidade, até mesmo na hora mais difícil da ilusão da tentação, da prova de sua consciência de fidelidade, menos no pecado. Jesus soube enfrentar as seduções da vida e vencê-las.
Jesus foi cheio de compaixão, cheio de ternura, de bondade, em seus enlaces com as crianças, com os doentes, com os pecadores e marginalizados. O Evangelho é recheado de atitudes sublimes de Cristo, muito próprias de quem é fiel ao Pai e muito diferente de Adão no paraíso.
Jesus fundamentou sua vida na Palavra e a realiza fielmente ao Pai, por isso, por sua fidelidade, escolhe o caminho do serviço e da cruz, e não o do poder e do serviço. Seria bom pensar por que há quem se afirma cristão, mas busca poder, prestígio, distinção? O caminho de Jesus foi bem diferente, e ser cristão é seguir o Cristo em sua totalidade, em seu exemplo.
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2023/02/tentacao-de-jesus-quaresma-2023.png6671000Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2023-02-23 13:17:562023-08-23 01:13:54Reflexão e sugestão para o 1º Domingo da Quaresma 2023 do Ano A
A Quarta-feira de Cinzas nos faz um grande e importante convite:
Iniciar nossa caminhada com Cristo, durante 40 dias, rumo à Páscoa. Essa caminhada com o Cristo tem sua exigência, por isso Ele nos diz:“Convertei-vos e crede no Evangelho”.
As Cinzas vêm nos alertar que é preciso prestarmos atenção em nossas atitudes e nos recordam nossa frágil condição humana. Somos pecadores. Precisamos nos dispor para o arrependimento, a conversão, a mudança de vida, a penitência, que é investir em si mesmo – essa coragem precisamos ter. Assim vamos reconstruindo nossa existência e a dos irmãos e irmãs. Deus coloca diante de nós sua misericórdia, e, por meio dela, podemos mudar nossa vida, pois ela nos traz o frescor de seu amor.
A conversão é uma exigência de nossa vida, pois continuamente teremos o que mudar em nós. Se estamos atentos em cada dia, o Senhor nos dá a graça de nos percebermos em nossas atitudes. Aliás, isto é muito exigente, pois quase sempre nos julgamos com razão. É nossa precariedade humana. Portanto a conversão é uma meta a ser trabalhada em nossa vida inteira.
A Palavra de Deus e toda a Liturgia deste dia nos indicam os compromissos importantes da Quaresma: o jejum e a oração, a caridade e a Palavra de Deus, a mortificação (fazer morrer algo em mim, que não é bom) e o amor aos pobres, o olhar atento e a mão estendida para acolher e servir. Isso é exigente, mas agrada a Deus, pois nos fará ter um coração aberto para o amor vivo, real, concreto, que vai ao encontro do irmão, da irmã, em sua realidade. Essa Liturgia nos faz viver realmente a fé e não ficar em devaneios, que em nada colaboram para o bem.
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2023/02/quarta-feira-de-cinzas-de-2023.png6671000Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2023-02-22 06:58:352023-08-23 01:13:41Reflexão e sugestão para a Quarta-feira de Cinzas 2023
Colorindo e recortando na Catequese e Fraternidade 2023
Conversar sobre a Campanha da Fraternidade com as crianças, nas turmas de catequese, é essencial. São elas que levam para casa os argumentos aprendidos nos encontros catequéticos e, assim, ajudam sua família a refletir sobre o tema.
Por isso lançamos o livro (e-book) EXCLUSIVO: Colorindo e recortando na Catequese e Fraternidade 2023, destacamos imagens para colorir e recortar que podem ser trabalhadas na catequese infantil para fixar o tema da CF-2023 com as crianças.
São 60 imagens sobre o tema.
Material também para trabalhar nas escolas, pastorais e grupo de oração de crianças.
Crianças que se envolvem na catequese precisam acompanhar de perto o que a comunidade está vivendo. Temos uma oportunidade para explicar um pouco a sequência do ano litúrgico e a importância do tema escolhido para este ano. Não vamos pedir às crianças que assumam posturas de adultos diante da realidade nacional, mas precisamos preparar os catequizandos desde cedo para analisar o que acontece à sua volta. Eles precisam também entender que trabalhar pela paz, pela justiça e pelos direitos humanos não é algo à parte, é comportamento essencial que Deus sempre nos pediu.
Na Área Especial
Baixe o livro Colorindo e recortando na Catequese e Fraternidade 2023:
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2023/02/catequese-campanha-da-fraternidade-2023-colorir.png6671000Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2023-02-19 21:30:512023-02-21 12:42:55Colorindo e recortando na Catequese e Fraternidade 2023
A fome é um escândalo e um contra testemunho! Num país como o Brasil, líder mundial na produção de alimentos, ver pessoas passando fome revela muito sobre nossa economia, nossa cultura, nossa política e nossos cidadãos. Afinal, como podemos admitir que pessoas, famílias e até comunidades inteiras passem fome? A Campanha da Fraternidade 2023 propõe refletir o tema da fome a partir da perspectiva cristã entendendo, sobretudo, que não existe fé sem obras e que qualquer discurso religioso sem uma prática de vida coerente torna-se estéril e vazio.
No campo da educação podemos falar que é urgente educar as crianças e jovens para que:
– consigam olhar para o outro e se compadecer;
– sejam capazes de questionar as estruturas injustas da sociedade;
– sejam desapegados dos bens materiais e capazes de doar solidariedade o que tem.
Infelizmente, a situação da fome se agrava porque estamos em cultura de indiferença e resignação que, muitas vezes, é transmitida dentro de casa e reforçada na convivência social. Não entendemos a urgência da fome dos outros e ainda os julgamos a partir de um olhar meritocrático e privilegiado. Muitas vezes, as crianças são ensinadas a desconfiar e odiar os pobres. Nesse sentido, as escolas católicas têm o dever moral de desconstruir esse julgamento e formar a consciência das crianças, jovens e dos pais para a empatia, a justiça, a solidariedade e o senso de fraternidade.
Indicações pedagógico-pastorais para a Campanha da Fraternidade 2023 nas escolas
De acordo com pesquisa realizada pela ANEC em 2022 e que será publicada ainda este ano, 99% das escolas católicas do Brasil abordam a Campanha da Fraternidade durante o ano letivo em uma rica gama de propostas pedagógico-pastorais: projetos, encontros, formações, celebrações, aulas, pesquisas… Assim sendo, apresentamos algumas estratégias para que coordenadores pedagógicos, pastorais e professores possam se apropriar.
O tema da CF 2023 é um assunto rico do ponto de vista pedagógico e didático, pois nos permite trabalhar todas as áreas do conhecimento e muitas das competências da Base Nacional Curricular Comum. Cada instituição deve reforçar sua identidade confessional aderindo à Campanha e auxiliando que, não apenas os estudantes, mas também suas famílias e os profissionais que ali atuam sejam multiplicadores da consciência que a CF 2023 vem despertar.
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2023/02/cf-2023-nas-escolas-do-brasil.png6671000Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2023-02-19 13:30:382023-02-19 13:30:17Trabalhando a Campanha da Fraternidade 2023 nas escolas
De acordo com o relatório “Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo 2021”, produzido pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), cerca de 19 milhões de brasileiros passaram fome em 2020, o que representa 9% da população do país.
Além disso, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2020, cerca de 10,3 milhões de brasileiros viviam em situação de extrema pobreza, com uma renda mensal per capita de até R$ 89,00.
A fome é um problema que afeta principalmente as populações mais vulneráveis, incluindo as crianças, os idosos, as pessoas em situação de rua, as comunidades rurais e as famílias que vivem em extrema pobreza. Além disso, a pandemia de COVID-19 agravou ainda mais a situação, com o aumento do desemprego e a redução da renda de muitas famílias.
Para enfrentar a fome, é necessário um esforço coordenado de políticas públicas, programas de assistência e ações para fortalecer a agricultura familiar e garantir o acesso a alimentos saudáveis e nutritivos para toda a população. Também é importante abordar as causas subjacentes da fome, como a pobreza, a desigualdade social e econômica e a falta de acesso a serviços básicos de saúde e educação.
Infelizmente, a fome é uma das consequências comuns nas ditaduras, que muitas vezes priorizam o controle e a manutenção do poder em detrimento das necessidades básicas do povo. Em muitos casos, as ditaduras implementam políticas econômicas que prejudicam a produção e distribuição de alimentos, o que pode levar à escassez de alimentos e a consequente fome.
Além disso, as ditaduras frequentemente adotam medidas repressivas que afetam a liberdade e os direitos humanos, o que pode agravar ainda mais a situação de fome e pobreza. Por exemplo, durante a ditadura militar no Brasil (1964-1985), muitos camponeses foram expulsos de suas terras e perderam seus meios de subsistência, o que aumentou a desigualdade e a fome no país.
As ditaduras também podem utilizar a fome como uma ferramenta de controle social, por exemplo, distribuindo alimentos apenas para aqueles que apoiam o regime ou limitando o acesso a alimentos para os dissidentes políticos. Essa prática é especialmente cruel, pois a fome é uma necessidade básica e essencial para a sobrevivência humana.
Em resumo, a fome é uma das muitas consequências desastrosas das ditaduras, que muitas vezes priorizam o controle e a manutenção do poder em detrimento das necessidades básicas do povo. A luta contra a fome e a desigualdade social é um dos desafios mais urgentes e importantes para garantir a dignidade humana e a justiça social.
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2023/02/a-fome-no-brasil-resumo.png6671000Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2023-02-19 10:58:002023-02-19 13:27:32Resumo da Fome no Brasil
Reflexão e sugestão para o 1º Domingo da Quaresma 2023 do Ano A
Para: 26/02/2023
1º Domingo da Quaresma 2023
Gn 2,7-9; 3,1-7; Sl 50; Rm 5,12-19; Mt 4,1-11
Durante a liturgia do 1º Domingo da Quaresma 2023, é comum a leitura do Evangelho de Mateus, capítulo 4, versículos 1 a 11, que conta a história da tentação de Jesus no deserto. Esta história é usada como um exemplo de como devemos resistir às tentações da vida e seguir os ensinamentos de Deus.
Além disso, este domingo também marca o início de um período de penitência e reflexão, no qual os fiéis são encorajados a jejuar, orar e fazer obras de caridade, como forma de se prepararem para a celebração da Páscoa. É um momento de reflexão sobre a própria vida, o arrependimento dos pecados e o fortalecimento da fé em Deus.
Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto. Ali Ele permaneceu, como que em um grande tempo de retiro, preparando-se para sua missão. Também teve de vencer a tentação de ganhar poder e bens.
A grande tentação da humanidade é querer organizar a vida sem Deus- há pessoas com dificuldades até de pronunciar o nome de Deus, pois isso parece ser um despropósito. O que conta aí é o prestígio pessoal, os prazeres, o dinheiro, o sucesso. Infelizmente, essa tentação está no meio de nós.
Jesus é o novo Adão, pois, bem diferente do primeiro Adão, não se deixa levar pela ilusão da tentação humana. Ainda mais: Jesus é o novo povo de Israel, que se entrega nas mãos de Deus e só com Ele conta, sendo fiel a Ele. O antigo Israel nem sempre foi fiel, reclamou de Deus e quis a vida conforme seus planos e não o de Deus. Muitas vezes, recusou deixar-se conduzir por Deus através do deserto.
Jesus, porém, era fiel ao Pai e solidário com a humanidade, até mesmo na hora mais difícil da ilusão da tentação, da prova de sua consciência de fidelidade, menos no pecado. Jesus soube enfrentar as seduções da vida e vencê-las.
Jesus foi cheio de compaixão, cheio de ternura, de bondade, em seus enlaces com as crianças, com os doentes, com os pecadores e marginalizados. O Evangelho é recheado de atitudes sublimes de Cristo, muito próprias de quem é fiel ao Pai e muito diferente de Adão no paraíso.
Jesus fundamentou sua vida na Palavra e a realiza fielmente ao Pai, por isso, por sua fidelidade, escolhe o caminho do serviço e da cruz, e não o do poder e do serviço. Seria bom pensar por que há quem se afirma cristão, mas busca poder, prestígio, distinção? O caminho de Jesus foi bem diferente, e ser cristão é seguir o Cristo em sua totalidade, em seu exemplo.
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Reflexão e sugestão para a Quarta-feira de Cinzas 2023
Para: 22/02/2023
Quarta-feira de Cinzas 2023
Jl 2,12-18; Sl 50; 2Cor 5,20-6,2; Mt 6,1-6.16-18
Músicas da CF 2023 – Quarta-feira de Cinzas 2023
A Quarta-feira de Cinzas nos faz um grande e importante convite:
Iniciar nossa caminhada com Cristo, durante 40 dias, rumo à Páscoa. Essa caminhada com o Cristo tem sua exigência, por isso Ele nos diz:“Convertei-vos e crede no Evangelho”.
As Cinzas vêm nos alertar que é preciso prestarmos atenção em nossas atitudes e nos recordam nossa frágil condição humana. Somos pecadores. Precisamos nos dispor para o arrependimento, a conversão, a mudança de vida, a penitência, que é investir em si mesmo – essa coragem precisamos ter. Assim vamos reconstruindo nossa existência e a dos irmãos e irmãs. Deus coloca diante de nós sua misericórdia, e, por meio dela, podemos mudar nossa vida, pois ela nos traz o frescor de seu amor.
A conversão é uma exigência de nossa vida, pois continuamente teremos o que mudar em nós. Se estamos atentos em cada dia, o Senhor nos dá a graça de nos percebermos em nossas atitudes. Aliás, isto é muito exigente, pois quase sempre nos julgamos com razão. É nossa precariedade humana. Portanto a conversão é uma meta a ser trabalhada em nossa vida inteira.
A Palavra de Deus e toda a Liturgia deste dia nos indicam os compromissos importantes da Quaresma: o jejum e a oração, a caridade e a Palavra de Deus, a mortificação (fazer morrer algo em mim, que não é bom) e o amor aos pobres, o olhar atento e a mão estendida para acolher e servir. Isso é exigente, mas agrada a Deus, pois nos fará ter um coração aberto para o amor vivo, real, concreto, que vai ao encontro do irmão, da irmã, em sua realidade. Essa Liturgia nos faz viver realmente a fé e não ficar em devaneios, que em nada colaboram para o bem.
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Colorindo e recortando na Catequese e Fraternidade 2023
Colorindo e recortando na Catequese e Fraternidade 2023
Conversar sobre a Campanha da Fraternidade com as crianças, nas turmas de catequese, é essencial. São elas que levam para casa os argumentos aprendidos nos encontros catequéticos e, assim, ajudam sua família a refletir sobre o tema.
Por isso lançamos o livro (e-book) EXCLUSIVO: Colorindo e recortando na Catequese e Fraternidade 2023, destacamos imagens para colorir e recortar que podem ser trabalhadas na catequese infantil para fixar o tema da CF-2023 com as crianças.
São 60 imagens sobre o tema.
Material também para trabalhar nas escolas, pastorais e grupo de oração de crianças.
Crianças que se envolvem na catequese precisam acompanhar de perto o que a comunidade está vivendo. Temos uma oportunidade para explicar um pouco a sequência do ano litúrgico e a importância do tema escolhido para este ano. Não vamos pedir às crianças que assumam posturas de adultos diante da realidade nacional, mas precisamos preparar os catequizandos desde cedo para analisar o que acontece à sua volta. Eles precisam também entender que trabalhar pela paz, pela justiça e pelos direitos humanos não é algo à parte, é comportamento essencial que Deus sempre nos pediu.
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Apresentamos a Campanha da Fraternidade 2023
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Trabalhando a Campanha da Fraternidade 2023 nas escolas
No campo da educação podemos falar que é urgente educar as crianças e jovens para que:
– consigam olhar para o outro e se compadecer;
– sejam capazes de questionar as estruturas injustas da sociedade;
– sejam desapegados dos bens materiais e capazes de doar solidariedade o que tem.
Infelizmente, a situação da fome se agrava porque estamos em cultura de indiferença e resignação que, muitas vezes, é transmitida dentro de casa e reforçada na convivência social. Não entendemos a urgência da fome dos outros e ainda os julgamos a partir de um olhar meritocrático e privilegiado. Muitas vezes, as crianças são ensinadas a desconfiar e odiar os pobres. Nesse sentido, as escolas católicas têm o dever moral de desconstruir esse julgamento e formar a consciência das crianças, jovens e dos pais para a empatia, a justiça, a solidariedade e o senso de fraternidade.
Indicações pedagógico-pastorais para a Campanha da Fraternidade 2023 nas escolas
De acordo com pesquisa realizada pela ANEC em 2022 e que será publicada ainda este ano, 99% das escolas católicas do Brasil abordam a Campanha da Fraternidade durante o ano letivo em uma rica gama de propostas pedagógico-pastorais: projetos, encontros, formações, celebrações, aulas, pesquisas… Assim sendo, apresentamos algumas estratégias para que coordenadores pedagógicos, pastorais e professores possam se apropriar.
O tema da CF 2023 é um assunto rico do ponto de vista pedagógico e didático, pois nos permite trabalhar todas as áreas do conhecimento e muitas das competências da Base Nacional Curricular Comum. Cada instituição deve reforçar sua identidade confessional aderindo à Campanha e auxiliando que, não apenas os estudantes, mas também suas famílias e os profissionais que ali atuam sejam multiplicadores da consciência que a CF 2023 vem despertar.
Trabalhando a CF na Educação Infantil
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Resumo da Fome no Brasil
De acordo com o relatório “Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo 2021”, produzido pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), cerca de 19 milhões de brasileiros passaram fome em 2020, o que representa 9% da população do país.
Além disso, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2020, cerca de 10,3 milhões de brasileiros viviam em situação de extrema pobreza, com uma renda mensal per capita de até R$ 89,00.
A fome é um problema que afeta principalmente as populações mais vulneráveis, incluindo as crianças, os idosos, as pessoas em situação de rua, as comunidades rurais e as famílias que vivem em extrema pobreza. Além disso, a pandemia de COVID-19 agravou ainda mais a situação, com o aumento do desemprego e a redução da renda de muitas famílias.
Para enfrentar a fome, é necessário um esforço coordenado de políticas públicas, programas de assistência e ações para fortalecer a agricultura familiar e garantir o acesso a alimentos saudáveis e nutritivos para toda a população. Também é importante abordar as causas subjacentes da fome, como a pobreza, a desigualdade social e econômica e a falta de acesso a serviços básicos de saúde e educação.
Infelizmente, a fome é uma das consequências comuns nas ditaduras, que muitas vezes priorizam o controle e a manutenção do poder em detrimento das necessidades básicas do povo. Em muitos casos, as ditaduras implementam políticas econômicas que prejudicam a produção e distribuição de alimentos, o que pode levar à escassez de alimentos e a consequente fome.
Além disso, as ditaduras frequentemente adotam medidas repressivas que afetam a liberdade e os direitos humanos, o que pode agravar ainda mais a situação de fome e pobreza. Por exemplo, durante a ditadura militar no Brasil (1964-1985), muitos camponeses foram expulsos de suas terras e perderam seus meios de subsistência, o que aumentou a desigualdade e a fome no país.
As ditaduras também podem utilizar a fome como uma ferramenta de controle social, por exemplo, distribuindo alimentos apenas para aqueles que apoiam o regime ou limitando o acesso a alimentos para os dissidentes políticos. Essa prática é especialmente cruel, pois a fome é uma necessidade básica e essencial para a sobrevivência humana.
Em resumo, a fome é uma das muitas consequências desastrosas das ditaduras, que muitas vezes priorizam o controle e a manutenção do poder em detrimento das necessidades básicas do povo. A luta contra a fome e a desigualdade social é um dos desafios mais urgentes e importantes para garantir a dignidade humana e a justiça social.
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