A “política melhor” e o resgate do amor político no pleito de 2026
Superando a cultura do inimigo à luz da Encíclica Fratelli Tutti e do Evangelho
À medida que o Brasil se aproxima das Eleições Gerais de 2026, a sociedade brasileira volta a ser tensionada por rivalidades político-partidárias intensas. Diante de um cenário frequentemente marcado pela polarização tóxica e pela desqualificação mútua, a Igreja Católica e o pensamento cristão oferecem uma contribuição profética irrenunciável: a urgência de resgatar a política como exercício superior de caridade e serviço ao bem comum.
Na Carta Encíclica Fratelli Tutti, o Papa Francisco dedica o capítulo quinto à reflexão sobre a “política melhor”. Longe de encarar a gestão pública como um mero balcão de negócios ou uma arena de aniquilamento do outro, o Pontífice nos recorda que a política, quando pautada pelo Evangelho, transforma-se no “amor político”. Este amor não se limita às relações interpessoais afetuosas, mas projeta-se nas “macrorrelações”: na criação de estruturas institucionais, leis e políticas públicas sustentáveis que promovam a dignidade humana integral, de modo especial para os mais fragilizados e marginalizados.
“A política, tão denegrida, é uma sublime vocação, é uma das formas mais preciosas da caridade, porque busca o bem comum […] Reconhecer todo ser humano como um irmão ou uma irmã e procurar uma amizade social que integre a todos não são meras utopias.”
Papa Francisco, Encíclica Fratelli Tutti (nn. 180, 205)


