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10 curiosidades sobre a vida e obra de Santo Afonso de Ligório

Santo Afonso Maria de Ligório

Fundador da Congregação do Santíssimo Senhor Redentor, é santo e doutor da Igreja.
Nasceu em Marianella, Itália,em 27 de setembro de 1696.
Primogênito de uma família bastante numerosa e parte da nobreza napolitana, traz algumas curiosidades em sua vida e missão.

01 – Era Advogado
Formou-se em Direito aos 16 anos e se tornou Doutor em Direito Civil e Canônico.
Era um grande advogado, nunca havia perdido uma causa sequer, até certo dia em que um juiz se corrompeu e lhe negou a causa. Este fato o fez repensar sua vida e abandonou os tribunais, momento em que disse sua célebre frase:

“Ó mundo falaz, agora eu te conheço!
Adeus tribunais!”

02 – Era compositor
Como sua família era parte da nobreza de Nápoles, teve acesso à cultura e arte. Por isso, se tornou pintor, poeta e compositor. Inclusive algumas de suas músicas são cantadas até hoje na Itália como a famosa canção de Natal “Tu Scendi dalle Stelle” (Eis que lá das Estrelas).

03 – Morou na casa de seus Pais, até mesmo depois de ordenado
Filho primogênito, trazia as expectativas de seu pai para que fosse o herdeiro da família. Quando abandonou a profissão, seu pai não concordou e tentou ao máximo fazê-lo desistir. Vendo que não seria possível fez um acordo: Afonso poderia frequentar o Seminário, desde que continuasse a viver em sua casa e assim aconteceu.

04 – Criou as Capelas do Entardecer
Eram casas feitas para os mendigos e abandonados de Nápoles. Eram lugar de oração, atividades pastorais e comunitárias e até mesmo local de educação. Os próprios marginalizados eram responsáveis por organizar e gerenciar as casas.

05 – Morou num convento de Chineses refugiados
Depois de três anos ordenado sacerdote, saiu da casa de seus pais e foi morar no Colégio dos Chineses, em Nápoles. Era uma casa de sacerdotes, fundada por um missionário que havia sido expulso da China, Mateus Ripa. Neste tempo, Afonso intensificou o trabalho com as Capelas para os moradores de rua.

06 – Viveu com cuidadores de cabras
Afonso estava fatigado pelo trabalho com os mais pobres e viajou de férias para as montanhas de Scala, na Itália. Chegando à cidade, se espantou com a pobreza do povo, que segundo ele, eram mais miseráveis do que o mais pobre da cidade de Nápoles. Foi evangelizar e ensinar os moradores da cidade, de maneira especial, os cuidadores de cabras. Anos mais tarde, chegou até a morar com os cabreiros.

07 – A ordem feminina nasceu antes da masculina
Em Scala conheceu irmã Maria Celeste Crostarosa, que estava fundando a Ordem do Santíssimo Redentor feminina. Viraram grandes amigos e foi ela quem disse a Afonso:
Em 9 de novembro de 1732, ele fundou então a Congregação do Santíssimo Redentor, para poder anunciar a Boa Nova aos pobres e mais abandonados.

08 – Escreveu mais de 100 obras em 15 anos
Depois de fundar a Congregação, dedicou-se a produzir suas obras. No período de 1743 a 1758, escreveu mais de 100 obras sobre espiritualidade e teologia. Obras estas que já tiveram mais de 21500 edições e foram traduzidas em 72 línguas.

09 – Doutor da Igreja
Foi canonizado em 1831, e, em 1871, foi proclamado Doutor da Igreja.
Mas suas obras não foram escritas para doutores, apesar de assim o ser, Afonso escrevia para o povo, para os humildes, de maneira simples. Escrevia para responder às questões que os fiéis lhe faziam durante suas missões.

10 – Foi Bispo e é Padroeiro dos confessores
Em 1762, foi ordenado bispo de Santa Ágata dos Gôdos, apesar de ter relutado muito à nomeação. Afonso achava que era muito idoso e estava doente para cuidar de uma diocese. Apesar disso, promoveu uma renovação do clero diocesano, além de ser um bispo completamente diferente, deixou as riquezas e as pompas, foi humilde e doava a renda da diocese aos pobres. Em 1950, foi proclamado como Patrono dos Confessores e Moralistas.

A12

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Teologia do crescimento

Crescer, crescer e crescer. Essa tem sido a receita principal das mais importantes economias modernas, convertida em verdadeiro dogma, corroborada pelo pensamento econômico tradicional que identifica no acúmulo de produção e consumo de mercadorias a errônea noção de progresso.

Para tanto, a atividade econômica exerce domínio técnico sobre a natureza, convertendo os finitos e não renováveis recursos naturais em mercadorias, fazendo do consumismo uma espécie de “religião” daqueles que se regozijam com o supérfluo e opíparo.

Baseado no lucro, na exploração do capital natural, no excesso de produção/vendas/consumo, esse modelo de crescimento – quase uma teologia sagrada para a economia neoclássica – bestifica adultos e crianças que são impulsionados ao consumo cada vez mais crescente, perdendo – e deixando de lado – o real e verdadeiro sentido da vida.

Em relação a isso, é oportuno trazer à tona o comentário feito por Ladislau Dowbor: “enquanto aumenta o volume de brinquedos tecnológicos nas lojas, escasseiam o rio limpo para nadar ou pescar, o quintal com as suas árvores, o ar limpo, água limpa, a rua para brincar ou passear, a fruta comida sem medo de química…”.

Assim, vamos perdendo, pouco a pouco, a noção do que é ter uma vida regrada numa convivência harmoniosa com as coisas da natureza, trocando, pois, o “natural” pelo “artificial”, pelo “fabricado”, “industrializado”, “enxertado”. Lamentavelmente nos deixamos submeter aos interesses do mercado de consumo que dita regras, e que, também por isso, submete a natureza ao jogo da produção econômica, desrespeitando a noção de limites ecológicas, apressando com isso o desastre ecológico que ceifa vidas.

O ser mais ameaçado pela destruição do meio ambiente é o ser humano e dentre os seres humanos os mais pobres são as suas principais vítimas, assevera o pedagogo Moacir Gadotti, em “Pedagogia da Terra”. Ernesto Sábato, por ocasião da apresentação do projeto Carta da Terra, no já distante ano de 1998, dizia que “milhões de vidas humanas são desprezadas por interesses econômicos”. O desrepeito aos limites – ecológicos, sociais e mesmo os econômicos – impõem sérios danos à vida humana. Por isso é necessário entender justamente a existência desses limites e a importância em não ultrapassá-los.

Há limite “ao” crescimento, pelas restrições físicas da natureza , dada a disponibilidade limitada, como dissemos,de recursos naturais; e há limite “do” crescimento, pela impossibilidade de um super consumo de suntuosidades promover – como querem alguns – a plena felicidade dos povos .

Nesse pormenor, situa-se a política de crescimento econômico em conflito com os fatores ecológicos, impossibilitada de ampliar os ganhos sociais. É de fundamental importância o entendimento de que crescimento tem que necessariamente ser um instrumento, mas nunca o propósito em si, a finalidade suprema, como se não houvesse nada mais além disso.

Não há como escapar à seguinte afirmação: mais crescimento significa menos meio ambiente, tendo em vista que a biosfera é finita, não cresce, além de ser fechada funcionando regiamente sob as leis da termodinâmica.

Sintomaticamente, portanto, mais crescimento econômico responde pela exaustão de recursos naturais e energéticos e pela depredação dos serviços ecossistêmicos, o que compromete, sobremaneira, a qualidade e a expectativa de vida, principalmente dos mais pobres que não encontram meios para se defenderem do desequilíbrio ambiental.

Por isso é limitada à capacidade de o ecossistema terrestre suportar as pressões advindas do crescimento econômico. Quanto mais a “teologia do crescimento” avança na direção de sua propagação como eficaz alternativa de melhorar a vida humana, mais os limites biofísicos constrangem o próprio sistema econômico que, por sua vez, irrompe-se com força destrutiva, expondo o meio ambiente em constante degradação, comprometendo mais e mais a capacidade de salvaguardar a vida humana. Ora, a questão é uma só: se o crescimento contínuo da atividade econômica é incompatível com uma biosfera finita, insistir num crescimento físico da economia, enaltecendo e aplicando a “teologia do crescimento”, somente irá gerar mais custos que benefícios .

A poluição do ar e dos oceanos, a extinção de espécies, cardumes ameaçados, a perda considerável de ecossistemas, chuvas ácidas, buraco de ozônio, esgotamento dos solos e a constante mudança climática – todos fatores desencadeados em larga medida pelo expansionismo econômico -, mostram que os limites, principalmente os ecológicos, convertem o crescimento da economia numa verdadeira condição antieconômica.

Inequivocamente, as perdas , nesse caso, superam os ganhos . Não refutamos, contudo, a importância em fazer a economia crescer, desde que, obviamente, isso ocorra “dentro” dos limites ; mas não se deve perder de vista, no entanto, que não é o crescimento da economia em si que faz progredir qualitativamente a vida das pessoas.

Crescer por crescer até as células cancerígenas assim o fazem. Crescer por crescer é expandir fisicamente a economia, quantitativamente apenas. Reafirmando esse argumento, Herman Daly, o maior expoente hodierno da economia ecológica, diz que “se os recursos pudessem ser criados a partir do nada e os resíduos pudessem ser aniquilados no nada, então poderíamos ter uma produção de recursos sempre em crescimento através da qual alimentaríamos o crescimento contínuo da economia. Mas a primeira lei da termodinâmica diz NÃO. Ou se pudéssemos apenas reciclar a mesma matéria e energia através da economia de forma mais rápida, poderíamos manter o crescimento em andamento. O diagrama de fluxo circular de todos os textos de iniciação à teoria econômica infelizmente aproxima-se muito desta afirmação. Mas a segunda lei da termodinâmica diz NÃO”.

Marcus Eduardo de Oliveira
A12 / Portal Kairós

Nota da Sala de Imprensa Vaticana sobre carta do Papa ao presidente

Nota da Sala de Imprensa Vaticana sobre carta do Papa ao presidente

Em meio de Fake News (notícias falsas) e uma onda de interpretações erradas das falas do Santo Papa, o Vaticano solta um nota sobre o verdadeiro motivo do Papa não comparecer à comemoração dos 300 anos de Nossa Senhora Aparecida.

A Sala de Imprensa da Santa Sé confirma que “dias atrás o Santo Padre enviou uma carta pessoal ao Presidente do Brasil. A missiva não foi publicada por ter caráter privado”, afirma o comunicado.

A direção da Sala de Imprensa vaticana acrescenta “tratar-se da resposta do Papa a uma carta do Sr. Michel Temer na qual o Chefe de Estado convidava o Pontífice a visitar o Brasil em 2017 por ocasião dos 300 anos de Nossa Senhora Aparecida.

O Papa respondeu infelizmente não poder ir porque outros compromissos não lhe permitiam”. Visto que durante a JMJ (Jornada Mundial da Juventude) no Brasil era apenas um desejo. O Papa não tinha confirmado a sua presença no Brasil em 2017. E tudo publicado sobre o momento político do Brasil foi apenas especulação.

Como viver: mês da Bíblia

Mesmo a CNBB criticando abertamente o atual governo e também problemas sociais polêmicos, a decisão do Papa em momento algum foi pautada sobre esses argumentos. As questões políticas são discutidas para o bem estar do povo independente do governo que esteja no poder. Seja “golpe” ou não.

“Ademais, como o próprio Presidente Temer em sua carta fazia referência a seu compromisso no combate aos problemas sociais do país, o Papa ressalta tal aspecto e encoraja a trabalhar pela promoção dos mais pobres”, lê-se no comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé.

br.radiovaticana.va

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Vamos celebrar o Natal

Abrindo o coração à esperança neste Natal

O Papa Francisco, na mais recente audiência geral, desenvolveu catequese sobre a esperança cristã. O Santo Padre recordou o profeta Isaías que nos convida a abrirmo-nos à esperança, acolhendo a Boa-Nova da salvação que está perto de chegar. No fim do exílio na Babilônia, é a possibilidade de Israel reencontrar Deus. O senhor aproxima-se – sublinhou o Papa – e o povo que atravessou a crise, continuou a crer e a esperar poderá ver as maravilhas do Senhor.

Abrindo o coração à esperança neste Natal

O Santo Padre refere-se a esse povo como “pequeno resto”, fazendo referência aos que resistiram na fé, continuaram a crer e a esperar “mesmo no meio da escuridão”. O Papa na sua catequese sublinhou algumas das palavras do canto de Isaías no capítulo 52:

“O Senhor mostra a força do seu braço poderoso (…) e todos os confins da terra verão o triunfo do nosso Deus”. “Diz a Sião: ‘O rei é o teu Deus!’”

Estas palavras mostram a fé em Deus, que Se inclina misericordiosamente sobre o homem, para o libertar de tudo o que desfigura nele a imagem de Deus, observou o Santo Padre. E a plenitude de tanto amor é precisamente o Reino instaurado por Jesus, aquele Reino de perdão e paz que chega no Natal e se realiza definitivamente na Páscoa, declarou.

Os motivos da nossa esperança são esses – disse Francisco – “quando tudo parece perdido, quando, à vista de tantas realidades negativas, torna-se difícil acreditar e vem a tentação de dizer que já nada tem sentido, faz-se ouvir a Boa-Nova: Deus está a chegar, para realizar algo de novo, instaurar um Reino de paz, vem trazer liberdade e consolação. O mal não triunfará para sempre, acabará a tribulação”.

Somos chamados a ser homens e mulheres de esperança, que proclamam a vinda deste Reino feito de luz e destinado a todos. “Esta mensagem é urgente!” – lembrou o Papa dizendo que devemos também correr, como o mensageiro sobre os montes de que fala o profeta, porque o mundo não pode esperar, a humanidade tem fome e sede de justiça e de paz.

E a promessa cumpre-se no Menino de Belém, uma criança que nasce “necessitada de tudo” colocada “numa manjedoura”: ali está todo poder do Deus que salva. “É preciso abrir o coração – o Natal é o dia para abrir o coração!” – declarou o Santo Padre.

O Papa afirmou que no Natal é preciso abrir o coração a toda “pequenez” que está ali naquele Menino. Um Natal que devemos preparar “com esperança neste tempo de Advento”. “É a surpresa de um Deus Menino, de um Deus pobre, de um Deus débil, de um Deus que abandona a sua grandeza para se fazer próximo de cada um de nós” – disse Francisco no final da sua catequese.

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arquidiocesebh.org.br

São Padre Pio de Pietrelcina, rogai por nós!

São Padre Pio de Pietrelcina

São Padre Pio de Pietrelcina

São Pio de Pietrelcina, alívio para os sofrimentos dos fiéis

Francesco Forgione nasceu em Pietrelcina, numa cidadezinha chamada Província de Benevento no dia 25 de maio de 1887. Era de uma família de camponeses e seus pais se chamavam Grazio Forgione e Maria Giuseppa Di Nunzio. A sua vocação foi percebida e experimentada por ele mesmo logo na sua infância tão sofrida, cheia de necessidades e em grande santidade, como foi a sua vida inteira. Entrou para o convento em 6 de janeiro de 1903 na ordem dos Capuchinhos¹ e ordenado sacerdote na Catedral de Benevento no dia 10 de agosto de 1910 e por motivo de doença, passou por alguns conventos até chegar ao Convento de San Giovanni Rotondo em 4 de setembro de 1916, onde permaneceu até a sua morte, no dia 23 de setembro de 1968.

Sua vida foi de intensa entrega a Deus e trabalho constante, atendia até quatorze horas seguidas de confissão, orava sem cessar, celebrava a Santa Missa com muito fervor e ainda era perseguido tanto pelos homens quanto pelo próprio demônio, que lhe aparecia para perturbá-lo, mas que nunca conseguiu vencê-lo, pois a missão que Deus tinha para este servo amado foi realizada até o extremo, prevalecendo assim a vontade de Deus.

Falar deste homem santo não é fácil, pois a sua santidade é um mistério de Deus e seu testemunho de vida arrastou e arrasta multidões de fiéis no mundo inteiro. A sua simplicidade e devoção fazem com que compreendamos que é possível alcanças a santidade, mesmo neste mundo tão chio de pecados e “atrações”.

Padre Pio carregava em seu corpo as chagas de Cristo Crucificado, sofria demasiadamente as dores do calvário, tinha que conviver com os estigmas que Deus lhe deu. Dentre muitos de seus carismas, Padre Pio tinha um muito especial que é a bilocação, que resulta na presença simultânea de uma pessoa em dois lugares diferentes.

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