SÃO SEBASTIÃO FOI UM DOS MUITOS SOLDADOS ROMANOS (assim como São Jorge e Santo Expedito) martirizados por sua fé em Jesus. Infelizmente, tudo o que temos sobre este santo é o que está nas atas de seu martírio, que foram escritas dois séculos mais tarde.
Conta a história que os escribas tinham ordens de colocar nessas atas detalhes do martírio, mas dar pouca ênfase à história do martirizado. Isso acontecia para assustar os cristãos, pois essas atas eram colocadas na cidade onde ocorria o martírio e na Biblioteca Romana, para que todos pudessem ter conhecimento da história e assim desestimular a adesão ao cristianismo. Cada igreja particular, isto é, cada diocese, tinha o seu martirológio, ou seja, a relação dos membros de sua comunidade que sofreram o martírio. Comemorava-se o dia de sua morte com a celebração da sua memória, principalmente nos locais onde estavam suas relíquias.
No século XVI a Igreja Católica Romana decidiu unificar esses martirológios num documento único, formando assim o Martirológio Romano, um livro litúrgico que forma um catálogo de santos e beatos honrados pela Igreja Católica. Apesar de o nome significar “Mártires de Roma”, hoje nele estão inclusos santos e beatos não mártires do mundo inteiro.
O número de santos contidos nas atas dos mártires (Acta Martyrum) se aproxima de milhares e muitos são famosos. Para alguns pesquisadores, o número total nos primeiros quatro séculos é de aproximadamente 10 mil, para outros, chega a mais de 100 mil. Muitos são desconhecidos, mas se considerarmos também aqueles que não foram mortos, mas tiveram seus bens confiscados, o desterro, os cárceres, acredito que esse número aumentaria bastante.
A versão oficial da Igreja Católica, que celebra dia 20 de janeiro a festa do santo, está registrada no livro Legenda áurea, no Martirológio (354) e nas Acta Santorum e conta a história de um soldado nascido no ano de 250, em Narbona, cidade do Império Romano que pertencia à Província da Gália, hoje sul da França, e que tinha feito secretamente muitos atos de amor e caridade para com os irmãos cristãos.
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2021/01/sao-sebastiao-04.png500750Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2021-01-07 04:19:572021-01-09 04:42:26A história de São Sebastião
7 – QUINTA-FEIRA SÃO RAIMUNDO DE PENYAFORT Branco/memória facultativa 1Jo 4,19-5,4 • Sl 71(72) • Lc 4,14-22a
Naquele tempo, 14Jesus voltou para a Galileia com a força do Espírito, e sua fama se espalhou por toda a região. 15Ele ensinava nas sinagogas deles, e era elogiado por todos. 16Jesus foi para Nazaré, onde tinha sido criado. No sábado entrou na sinagoga, como era seu costume, e se levantou para fazer a leitura. 17Foi-lhe dado o livro do profeta Isaías. Abrindo o rolo, ele encontrou o lugar onde está escrito: 18“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para anunciar a Boa Notícia aos pobres. Enviou-me para anunciar a libertação aos presos e a recuperação da vista aos cegos, para dar liberdade aos oprimidos, 19e para anunciar o ano da graça do Senhor”. 20Depois fechou o livro, o entregou ao ajudante e sentou-se. E todos os olhos na sinagoga estavam fixos nele. 21Jesus então começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu essa passagem da Escritura que vocês acabaram de ouvir”. 22aE todos falavam bem dele, e se admiravam com as palavras cheias de graça que saíam de sua boca.
Durante esta semana da Epifania, a Igreja nos propõe Evangelhos que procuram revelar a missão de Jesus. No texto de hoje, Jesus, guiado pelo Espírito, se dirige à sinagoga de Nazaré e inicia sua missão profética e libertadora, assumindo uma citação do profeta Isaías. Jesus veio para todos, mas de modo especial para os mais desprezados da sociedade: pobres, presos, cegos e oprimidos. São as categorias frágeis da sociedade. O anúncio messiânico da salvação que Jesus propõe não é apenas uma “salvação da alma”, mas uma salvação de todas as formas de escravidão, exploração e degradação. O Mestre veio para promover a libertação e a recuperação da dignidade de todo ser humano. Sempre que nos empenhamos nesse projeto de Jesus, revelamos o próprio Deus, pois é isso que ele quer para todos os seus filhos e filhas.
Ó Jesus Messias, com a força do Espírito, voltas a Nazaré e, na sinagoga, a partir do Livro Sagrado, te manifestas como aquele que vem realizar o que fora predito pelo profeta Isaías. És o libertador enviado por Deus para evangelizar e acudir toda classe de oprimidos e marginalizados. Amém.
Portal Kairós
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2021/01/liturgia-diaria-2021.png750750Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2021-01-07 00:10:302021-01-07 11:17:34Liturgia Diária – 7 Janeiro de 2021
Pensamento do dia: Um livro deve ser o machado que quebra o mar gelado em nós mesmos. – Franz Kafka
Com uma oferta
Eu lhe ofereço o silêncio desta noite.
Tome o que o Senhor me pede e o que eu, sozinho, posso lhe oferecer: uma vida vivida em resposta à sua graça aqui e agora, no único mundo que tenho, o mundo que se descortina à minha frente. É tudo o que o Senhor me pede: É tudo o que tenho a dar.
John Kirvan
Santos: Raimundo de Penyafort / Luciano / Teodoro / Bv. Lindalva Justo de Oliveira. Comemoração: Dia do Leitor. Leituras: 1Jo 4,19–5,4 / Sl 71 / Lc 4,14-22a.
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2020/12/mensagem-diaria-2021.png750750Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2021-01-07 00:01:312021-01-07 10:00:16Mensagem Diária – 7 Janeiro de 2021
Depois de saciar os cinco mil homens, 45Jesus obrigou os discípulos a entrar na barca e seguir adiante dele para a outra margem, a Betsaida, até que ele despedisse a multidão. 46Depois de despedi-los, foi à montanha para rezar. 47Estava escurecendo, a barca estava no meio do mar, e Jesus sozinho em terra. 48Os discípulos estavam
cansados de remar, porque o vento era contrário. Vendo isso, Jesus foi de madrugada até eles, caminhando sobre o mar, e queria ultrapassá-los. 49Vendo-o caminhar sobre o mar, imaginaram que fosse um fantasma, e gritaram, 50pois todos o viram e ficaram espantados. Jesus, porém, logo falou com eles, dizendo: “Coragem! Sou eu. Não tenham medo!” 51E subiu para junto deles, na barca, e o vento se acalmou. Mas eles estavam muito assustados. 52É que não tinham entendido nada a respeito dos pães, porque o coração deles estava endurecido.
Após saciar a fome da multidão, Jesus convida os discípulos a entrar na barca, enquanto despede a multidão e se retira para rezar. Durante a noite, o vento põe em perigo a barca, e Jesus se aproxima andando sobre o mar, prerrogativa atribuída só a Deus no Antigo Testamento. Ele é visto como fantasma, mas logo se apresenta e os convida a ter coragem e a afastar o medo. O reconhecimento da presença do Ressuscitado caminhando com a gente é sempre motivo de serenidade na vida e incentivo a afastar os medos que nos impedem de seguir seus passos. Ao nosso lado pode haver obstáculos e provocações; podemos ser sacudidos por ventos contrários, mas, fortalecendo nossa fé pela oração, podemos superar as amarras que nos impedem de seguir em frente. O Mestre está sempre ao lado a nos animar: coragem, sou eu, não temam.
Ó Jesus Cristo, tens o senso da organização: despedes a multidão saciada, ordenas a teus discípulos embarcarem para a outra margem, buscas lugar silencioso para a oração. Andando sobre o mar, apavoras teus discípulos, mas logo os acalmas, dizendo: “Coragem! Sou eu. Não tenham medo”. Amém.
Portal Kairós
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Janeiro 6 – Quarta-feira Lua Quarto Minguante às 6h37
Pensamento do dia: O passado é o futuro usado. Millôr Fernandes
Desde os tempos mais remotos, os presentes de ouro, incenso e mirra foram interpretados como tributo a Cristo, que é Deus, Senhor e homem. Qual seria, hoje, nosso presente, se o tríplice título ainda é tão atual como no início? O que daremos a Deus, o que ofereceremos ao rei e Senhor? O que merece de nós o Cristo-homem? – Dom Paulo Evaristo Arns
Santos: Reis Magos (Baltazar, Belchior, Gaspar) / André Corsino / Nilamão. Comemoração: Dia dos Reis Magos. Leituras: 1Jo 4,11-18 / Sl 71 / Mc 6,45-52.
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2020/12/mensagem-diaria-2021.png750750Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2021-01-06 00:01:432021-01-07 10:02:14Mensagem Diária – 6 Janeiro de 2021
A história de São Sebastião
/em Artigos católicosSÃO SEBASTIÃO – 20 DE JANEIRO
SÃO SEBASTIÃO FOI UM DOS MUITOS SOLDADOS ROMANOS (assim como São Jorge e Santo Expedito) martirizados por sua fé em Jesus. Infelizmente, tudo o que temos sobre este santo é o que está nas atas de seu martírio, que foram escritas dois séculos mais tarde.
Conta a história que os escribas tinham ordens de colocar nessas atas detalhes do martírio, mas dar pouca ênfase à história do martirizado. Isso acontecia para assustar os cristãos, pois essas atas eram colocadas na cidade onde ocorria o martírio e na Biblioteca Romana, para que todos pudessem ter conhecimento da história e assim desestimular a adesão ao cristianismo. Cada igreja particular, isto é, cada diocese, tinha o seu martirológio, ou seja, a relação dos membros de sua comunidade que sofreram o martírio. Comemorava-se o dia de sua morte com a celebração da sua memória, principalmente nos locais onde estavam suas relíquias.
No século XVI a Igreja Católica Romana decidiu unificar esses martirológios num documento único, formando assim o Martirológio Romano, um livro litúrgico que forma um catálogo de santos e beatos honrados pela Igreja Católica. Apesar de o nome significar “Mártires de Roma”, hoje nele estão inclusos santos e beatos não mártires do mundo inteiro.
O número de santos contidos nas atas dos mártires (Acta Martyrum) se aproxima de milhares e muitos são famosos. Para alguns pesquisadores, o número total nos primeiros quatro séculos é de aproximadamente 10 mil, para outros, chega a mais de 100 mil. Muitos são desconhecidos, mas se considerarmos também aqueles que não foram mortos, mas tiveram seus bens confiscados, o desterro, os cárceres, acredito que esse número aumentaria bastante.
A versão oficial da Igreja Católica, que celebra dia 20 de janeiro a festa do santo, está registrada no livro Legenda áurea, no Martirológio (354) e nas Acta Santorum e conta a história de um soldado nascido no ano de 250, em Narbona, cidade do Império Romano que pertencia à Província da Gália, hoje sul da França, e que tinha feito secretamente muitos atos de amor e caridade para com os irmãos cristãos.
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Liturgia Diária – 7 Janeiro de 2021
/em Diários do Portal Kairós, Liturgia Diária7 – QUINTA-FEIRA
SÃO RAIMUNDO DE PENYAFORT
Branco/memória facultativa
1Jo 4,19-5,4 • Sl 71(72) • Lc 4,14-22a
Naquele tempo, 14Jesus voltou para a Galileia com a força do Espírito, e sua fama se espalhou por toda a região. 15Ele ensinava nas sinagogas deles, e era elogiado por todos. 16Jesus foi para Nazaré, onde tinha sido criado. No sábado entrou na sinagoga, como era seu costume, e se levantou para fazer a leitura. 17Foi-lhe dado o livro do profeta Isaías. Abrindo o rolo, ele encontrou o lugar onde está escrito: 18“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para anunciar a Boa Notícia aos pobres. Enviou-me para anunciar a libertação aos presos e a recuperação da vista aos cegos, para dar liberdade aos oprimidos, 19e para anunciar o ano da graça do Senhor”. 20Depois fechou o livro, o entregou ao ajudante e sentou-se. E todos os olhos na sinagoga estavam fixos nele. 21Jesus então começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu essa passagem da Escritura que vocês acabaram de ouvir”. 22aE todos falavam bem dele, e se admiravam com as palavras cheias de graça que saíam de sua boca.
Durante esta semana da Epifania, a Igreja nos propõe Evangelhos que procuram revelar a missão de Jesus. No texto de hoje, Jesus, guiado pelo Espírito, se dirige à sinagoga de Nazaré e inicia sua missão profética e libertadora, assumindo uma citação do profeta Isaías. Jesus veio para todos, mas de modo especial para os mais desprezados da sociedade: pobres, presos, cegos e oprimidos. São as categorias frágeis da sociedade. O anúncio messiânico da salvação que Jesus propõe não é apenas uma “salvação da alma”, mas uma salvação de todas as formas de escravidão, exploração e degradação. O Mestre veio para promover a libertação e a recuperação da dignidade de todo ser humano. Sempre que nos empenhamos nesse projeto de Jesus, revelamos o próprio Deus, pois é isso que ele quer para todos os seus filhos e filhas.
Ó Jesus Messias, com a força do Espírito, voltas a Nazaré e, na sinagoga, a partir do Livro Sagrado, te manifestas como aquele que vem realizar o que fora predito pelo profeta Isaías. És o libertador enviado por Deus para evangelizar e acudir toda classe de oprimidos e marginalizados. Amém.
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Mensagem Diária – 7 Janeiro de 2021
/em Diários do Portal Kairós, Mensagem Diária7 Janeiro – Quinta-feira
Pensamento do dia:
Um livro deve ser o machado que quebra o mar gelado em nós
mesmos. – Franz Kafka
Com uma oferta
Eu lhe ofereço o silêncio desta noite.
Tome o que o Senhor me pede e o que eu, sozinho, posso lhe oferecer: uma vida vivida em resposta à sua graça aqui e agora, no único mundo que tenho, o mundo que se descortina à minha frente. É tudo o que o Senhor me pede: É tudo o que tenho a dar.
John Kirvan
Santos: Raimundo de Penyafort / Luciano / Teodoro / Bv. Lindalva Justo de Oliveira. Comemoração: Dia do Leitor.
Leituras: 1Jo 4,19–5,4 / Sl 71 / Lc 4,14-22a.
Liturgia Diária – 6 Janeiro de 2021
/em Diários do Portal Kairós, Liturgia Diária6 – QUARTA-FEIRA
Branco
1Jo 4,11-18 / Sl 71(72) / Mc 6,45-52
Depois de saciar os cinco mil homens, 45Jesus obrigou os discípulos a entrar na barca e seguir adiante dele para a outra margem, a Betsaida, até que ele despedisse a multidão. 46Depois de despedi-los, foi à montanha para rezar. 47Estava escurecendo, a barca estava no meio do mar, e Jesus sozinho em terra. 48Os discípulos estavam
cansados de remar, porque o vento era contrário. Vendo isso, Jesus foi de madrugada até eles, caminhando sobre o mar, e queria ultrapassá-los. 49Vendo-o caminhar sobre o mar, imaginaram que fosse um fantasma, e gritaram, 50pois todos o viram e ficaram espantados. Jesus, porém, logo falou com eles, dizendo: “Coragem! Sou eu. Não tenham medo!” 51E subiu para junto deles, na barca, e o vento se acalmou. Mas eles estavam muito assustados. 52É que não tinham entendido nada a respeito dos pães, porque o coração deles estava endurecido.
Após saciar a fome da multidão, Jesus convida os discípulos a entrar na barca, enquanto despede a multidão e se retira para rezar. Durante a noite, o vento põe em perigo a barca, e Jesus se aproxima andando sobre o mar, prerrogativa atribuída só a Deus no Antigo Testamento. Ele é visto como fantasma, mas logo se apresenta e os convida a ter coragem e a afastar o medo. O reconhecimento da presença do Ressuscitado caminhando com a gente é sempre motivo de serenidade na vida e incentivo a afastar os medos que nos impedem de seguir seus passos. Ao nosso lado pode haver obstáculos e provocações; podemos ser sacudidos por ventos contrários, mas, fortalecendo nossa fé pela oração, podemos superar as amarras que nos impedem de seguir em frente. O Mestre está sempre ao lado a nos animar: coragem, sou eu, não temam.
Ó Jesus Cristo, tens o senso da organização: despedes a multidão saciada, ordenas a teus discípulos embarcarem para a outra margem, buscas lugar silencioso para a oração. Andando sobre o mar, apavoras teus discípulos, mas logo os acalmas, dizendo: “Coragem! Sou eu. Não tenham medo”. Amém.
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/em Diários do Portal Kairós, Mensagem DiáriaJaneiro 6 – Quarta-feira
Lua Quarto Minguante às 6h37
Pensamento do dia:
O passado é o futuro usado.
Millôr Fernandes
Desde os tempos mais remotos, os presentes de ouro, incenso e mirra foram interpretados como tributo a Cristo, que é Deus, Senhor e homem. Qual seria, hoje, nosso presente, se o tríplice título ainda é tão atual como no início? O que daremos a Deus, o que ofereceremos ao rei e Senhor? O que merece de nós o Cristo-homem? – Dom Paulo Evaristo Arns
Santos: Reis Magos (Baltazar, Belchior, Gaspar) / André Corsino / Nilamão. Comemoração: Dia dos Reis Magos.
Leituras: 1Jo 4,11-18 / Sl 71 / Mc 6,45-52.