Leituras de Domingo

17° Domingo do Tempo Comum 2020
(Verde, glória, creio – 1ª semana do saltério)
Deus habita em seu templo santo, reúne seus filhos em sua casa; é ele que dá força e poder a seu povo (Sl 67,6s.36).
Primeira Leitura: 1 Reis 3,5.7-12
Leitura do primeiro livro dos Reis – Naqueles dias, 5em Gabaon, o Senhor apareceu a Salomão em sonho, durante a noite, e lhe disse: “Pede o que desejas, e eu te darei”. 7E Salomão disse: “Senhor meu Deus, tu fizeste reinar o teu servo em lugar de Davi, meu pai. Mas eu não passo de um adolescente, que não sabe ainda como governar. 8Além disso, teu servo está no meio do teu povo eleito, povo tão numeroso, que não se pode contar ou calcular. 9Dá, pois, ao teu servo um coração compreensivo, capaz de governar o teu povo e de discernir entre o bem e o mal. Do contrário, quem poderá governar este teu povo tão numeroso?” 10Essa oração de Salomão agradou ao Senhor. 11E Deus disse a Salomão: “Já que pediste esses dons e não pediste para ti longos anos de vida, nem riquezas, nem a morte de teus inimigos, mas sim sabedoria para praticar a justiça, 12vou satisfazer o teu pedido; dou-te um coração sábio e inteligente, como nunca houve outro igual antes de ti nem haverá depois de ti”. – Palavra do Senhor.
Salmo Responsorial: 118(119)
Como eu amo, Senhor, a vossa lei, vossa Palavra!
1. É esta a parte que escolhi por minha herança: / observar vossas palavras, ó Senhor! / A lei de vossa boca, para mim, / vale mais do que milhões em ouro e prata. – R.
2. Vosso amor seja um consolo para mim, / conforme a vosso servo prometestes. / Venha a mim o vosso amor e viverei, / porque tenho em vossa lei o meu prazer! – R.
3. Por isso amo os mandamentos que nos destes / mais que o ouro, muito mais que o ouro fino! / Por isso eu sigo bem direito as vossas leis, / detesto todos os caminhos da mentira. – R.
4. Maravilhosos são os vossos testemunhos, / eis por que meu coração os observa! / Vossa Palavra, ao revelar-se, me ilumina, / ela dá sabedoria aos pequeninos. – R.
Segunda Leitura: Romanos 8,28-30
Leitura da carta de São Paulo aos Romanos – Irmãos, 28sabemos que tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados para a salvação, de acordo com o projeto de Deus. 29Pois aqueles que Deus contemplou com seu amor desde sempre, a esses ele predestinou a serem conformes à imagem de seu Filho, para que este seja o primogênito numa multidão de irmãos. 30E aqueles que Deus predestinou, também os chamou. E aos que chamou, também os tornou justos; e aos que tornou justos, também os glorificou. – Palavra do Senhor.
Evangelho: Mateus 13,44-52 ou 44-46
[A forma breve está entre colchetes]
Aleluia, aleluia, aleluia.
Eu te louvo, ó Pai santo, / Deus do céu, Senhor da terra: / os mistérios do teu Reino / aos pequenos, Pai, revelas! (Mt 11,25) – R.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – [Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 44“O Reino dos céus é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo. 45O Reino dos céus também é como um comprador que procura pérolas preciosas. 46Quando encontra uma pérola de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquela pérola.]
47O Reino dos céus é ainda como uma rede lançada ao mar e que apanha peixes de todo tipo. 48Quando está cheia, os pescadores puxam a rede para a praia, sentam-se e recolhem os peixes bons em cestos e jogam fora os que não prestam. 49Assim acontecerá no fim dos tempos: os anjos virão para separar os homens maus dos que são justos 50e lançarão os maus na fornalha de fogo. E aí haverá choro e ranger de dentes. 51Compreendestes tudo isso?” Eles responderam: “Sim”. 52Então Jesus acrescentou: “Assim, pois, todo mestre da Lei que se torna discípulo do Reino dos céus é como um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e velhas”. – Palavra da salvação.
Reflexão
Jesus continua ensinando sobre o Reino dos Céus com mais três parábolas. As duas primeiras (tesouro escondido e pérola preciosa) ensinam o valor do investimento no Reino de Deus, considerado bem maior. A terceira (rede) revela a realidade da comunidade (e da sociedade), composta de pessoas fiéis e convictas e pessoas descompromissadas. Essas parábolas mostram a complexidade do mistério do Reino dos Céus. Com as três parábolas, Jesus nos convida a acolher o Reino, considerado bem máximo, que merece investimento acima de tudo. O que Deus nos oferece tem valor infinito; precisamos fazer todo o esforço para tornar o Reino sempre mais realidade, abandonando o que não contribui com ele. Devemos ser como o “dono da casa que tira de seu cofre coisas novas e velhas”. Precisamos ser pessoas sábias para discernir aquilo que realmente é valioso daquilo que não traz benefícios à vida. Em outras palavras, preservar o que realmente dignifica o ser humano, sejam “coisas novas ou velhas”.
Oração
Senhor Jesus, comparas o Reino de Deus a um tesouro escondido e a um comprador de pérolas preciosas. Quando esses bens são encontrados, o restante se torna insignificante, sem valor. Dá-nos a sabedoria para investir naquilo que realmente tem valor para a vida eterna. Amém.
Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp / Pe. Nilo Luza, ssp / Portal Kairós
Apresentando o Mês Vocacional de 2020
/em Vocacional, Vocacional 2020Mês Vocacional de 2020
O Mês Vocacional, instituído no Brasil há quase 40 anos, vem celebrando e homenageando todas as vocações no decorrer das semanas de agosto. É uma especificidade de nosso País, graças à sensibilidade de tantas pessoas envolvidas naquele contexto de final da década de 70 e início da década de 80. Uma bonita história que merece ser recordada, mesmo que brevemente, como poderemos ver na primeira parte do subsídio do Mês Vocacional de 2020.
Outras “datas vocacionais” foram acrescentadas no decorrer dos anos. Um exemplo é o “Dia da Vida Consagrada”, instituído por São João Paulo II em 1995, e celebrado em 2 de fevereiro, na festa da Apresentação do Senhor. Isso não impede, porém, que em cada uma das semanas do mês de agosto, de domingo a sábado, voltemos nossas atenções para um grupo específico de vocações, de tal forma que todas sejam contempladas:
a. primeira semana (este ano, de 2 a 8 de agosto), as vocações dos diáconos, presbíteros e bispos (ministérios ordenados);
b. segunda semana (de 9 a 15), a vocação do pai, da mãe e dos filhos (a família). A Pastoral Familiar celebra a Semana Nacional da Família, com subsídios específicos;
c. terceira semana (de 16 a 22), a vocação das pessoas de vida consagrada (aqueles que fazem os votos de Castidade, Pobreza e Obediência). A Semana Nacional da Vida Consagrada, a partir deste ano, é uma novidade no mês vocacional;
d. quarta semana (de 23 a 29), a vocação dos cristãos leigos e leigas e seus diversos serviços na comunidade (ministérios não ordenados);
e. no último domingo, dia 30, celebramos o Dia dos Catequistas, homenageando e valorizando essa vocação tão importante nas comunidades.
O subsídio do Mês Vocacional de 2020 foi pensado e elaborado, a partir do tema “Amados e chamados por Deus”(ChV, n. 112),1 para se rezar juntos no mês vocacional, por todas vocações. Há três propostas de Terço Vocacional, que poderão ser recitados em família ou em grupo, e três opções de “eventos” ou iniciativas que poderão ser organizados na comunidade: um encontro vocacional para despertar vocações; uma vigília vocacional; e uma leitura orante vocacional. Poderão ser realizados envolvendo – preferencialmente – os jovens, pela própria natureza da idade: é durante a juventude que a dimensão vocacional desperta com maior vigor.
As propostas apresentadas poderão ser utilizadas de acordo com as realidades e necessidades, sem uma ordem sequencial obrigatória. Para a abertura do mês vocacional no dia 1º, um sábado, seria muito oportuna a celebração da Vigília Vocacional, por exemplo. E, na conclusão do mês, no dia 31, uma segunda-feira, o Terço Vocacional com os Mistérios da Luz cairia muito bem. A equipe vocacional ou o animador vocacional discernirá a melhor maneira de utilização do subsídio, incrementando com elementos e símbolos locais.
Baixe o Cartaz do Mês Vocacional 2020:
Vale ressaltar que algumas celebrações litúrgicas ou “sociais” determinaram a sequência das vocações nas semanas de agosto. Não é uma escala da mais importante para a menor das vocações, pois sabemos que a Igreja é uma assembleia dos chamados (PDV, n. 34). São João Maria Vianney, padroeiro dos párocos (4 de agosto), e São Lourenço, padroeiro dos diáconos (10 de agosto), influenciaram na celebração do ministério ordenado na primeira semana do mês vocacional.
O dia dos pais, celebrado no segundo domingo de agosto, fez com que celebremos a vocação da família na segunda semana. A Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, no Brasil celebrada no terceiro domingo de agosto, “puxou” a vocação dos consagrados e consagradas para a terceira semana. Maria é modelo de toda vocação à vida consagrada, Ela que disse “sim” ao chamado específico de Deus, de ser a Mãe de Deus, servidora da humanidade. E, finalmente, na última semana, celebramos a vocação dos ministérios não ordenados, ou seja, de todos os demais que exercem sua vocação, seu serviço na comunidade, a começar pelos catequistas, somando todos os demais ministérios.
Desejamos que os animadores vocacionais possam celebrar o mês vocacional de 2020 com muita alegria e disposição, abusando da criatividade e contagiando as comunidades eclesiais para que se sintam vocacionadas e dispostas a dizer “sim” ao chamado de Deus, de ser operário e operária na messe do Senhor.
Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada / Portal Kairós
Lançado o clipe do hino da Campanha da Fraternidade 2021
/em Campanha da Fraternidade, Campanhas da Igreja, CF 2021O objetivo geral da próxima CFE é, através do diálogo amoroso e do testemunho da unidade na diversidade, inspirados e inspiradas no amor de Cristo, “convidar comunidades de fé e pessoas de boa vontade para pensar, avaliar e identificar caminhos para a superação das polarizações e das violências que marcam o mundo atual.”
Veja o clipe do Hino da Campanha da Fraternidade 2021
Letra do Hino da CF 2021
Hino Campanha da Fraternidade 2021
CF 2021 / CFE 2021
Tema: “Fraternidade e diálogo: compromisso de amor”
Lema: “Cristo é a nossa paz: do que era dividido fez uma unidade” (Ef 2, 14ª)
Letra: Frei Telles Ramon, O. de M.
Música: Adenor Leonardo Terra
01 – Venham todos, vocês, venham todos,
Reunidos num só coração, (cf. At 4, 32)
De mãos dadas formando a aliança,
Confirmados na mesma missão. (2x)
Refrão:
Em nome de Cristo, que é a nossa paz!
Em nome de Cristo, que a vida nos traz:
Do que estava dividido, unidade Ele faz!
Do que estava dividido, unidade Ele faz! (cf. Ef 2,14a)
02 – Venham todos, vocês, meus amigos,
Caminhar com o Mestre Jesus,
Ele vem revelar a Escritura
Como fez no caminho à Emaús. (cf. Lc 24) (2x)
03 – Venham todos, vocês, testemunhas,
Construamos a plena unidade
No diálogo comprometido
Com a paz e a fraternidade. (2x)
04 – Venham todos, mulheres e homens,
Superar toda polaridade,
Pois em Cristo nós somos um povo,
Reunidos na diversidade. (2x)
05 – Venham jovens, idosos, crianças
E vivamos o amor-compromisso
Na partilha, no dom da esperança
E na fé que se torna serviço. (2x)
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Reflexão e sugestão para a Missa do 17° Domingo do Tempo Comum 2020 – Ano A
/em Liturgia Católica17° Domingo do Tempo Comum 2020 – Ano A
lRs 3,5.7-12; SI 118; Rm 8,28-30; Mt 13,44-52
26 de julho – Missa do 17° Domingo do Tempo Comum 2020
Áudio para a Missa do 17° Domingo do Tempo Comum 2020
Folhetos da Missa do 17º Domingo do Tempo Comum 2020 – 26/07/2020 para imprimir
Leituras de Domingo: 17° Domingo do Tempo Comum 2020
Um tesouro escondido, um sentido a se descobrir
Jesus continua a anunciar o Reino de Deus por meio de parábolas. Suas comparações tocam o cotidiano do povo para levar todos a compreenderem mais profundamente o amor de Deus pela humanidade, Em primeiro momento, o Reino de Deus é apresentado não como uma realidade evidente, aos olhos de todos, mas como um tesouro escondido. Assim, o Reino é fruto de uma busca contínua e, ao ser encontrado, merece empenhar tudo para conquistá-lo. Do mesmo modo, a comparação com a pedra preciosa traz o reino não como algo comum e corriqueiro, mas como uma raridade, que não se encontra todo dia. Mas, quando encontrado, essa raridade se toma abundante, valendo a pena deixar tudo para abraçar o Reino de Deus como o sentido mais profundo da vida. A comparação com a rede de pesca mostra, por outro lado, que Deus sempre busca a todos, sem distinção. Mas aqueles que não aderem à dinâmica do Reino também não são capazes de acolhê-lo e de vivê-lo.
Dizer que compreendemos tudo isso significa que aceitamos entrar na dinâmica que Jesus nos propõe. Primeiramente, é preciso muita sabedoria para perceber os sinais do Reino nos caminhos da história. Salomão agradou o Senhor ao pedir um coração capaz de governar e de discernir entre o bem e o mal. Por não pensar em si mesmo, mas sim no projeto que Deus estava oferecendo a ele, foi agraciado com a sabedoria divina. Também o Apóstolo Paulo nos convida a compreender nossa vida dentro do projeto de Deus. Assim seremos capazes de nos compreender como vocacionados à salvação e, na fé, descobriremos que tudo concorre para nosso bem, se de fato nos deixamos guiar pela vontade divina.
Reino de Deus: uma proposta atual
A sociedade pós-moderna, em que vivemos, é marcada pelo ritmo cada vez mais acelerado, como disse Papa Francisco (Laudato si n. 18). A pluralidade de ofertas desafia nossa capacidade de escolhas, e a velocidade acaba sendo um obstáculo para a contemplação do sentido profundo da vida. A sabedoria para escolher entre bem e mal, mas sobretudo para reconhecê-los nas situações específicas que nos são apresentadas, continua a nos faltar em tantos momentos de se tomar decisões cruciais. Falta-nos a sabedoria para encontrar o Reino de Deus, escondido no meio da correria e da busca incessante pela novidade, pela última notícia, pela última atualização dos softwares. Não se trata de desprezar as inovações. Mas é essencial que percebamos o “para que” de tudo isso. A pergunta pelo sentido da vida tem ficado de lado nas ofertas do tempo presente. Nesse sentido, o Reino de Deus é uma proposta atual que precisa ser vivida e anunciada de modo sempre novo. Resta-nos reconhecer a complexidade que nos cerca e abrirmos o Coração para acolher a sabedoria divina, que nos ajudará a não nos perdermos no emaranhado de propostas e situações que nos cercam.
Sugestões litúrgicas para a missa do 17° Domingo do Tempo Comum 2020 – Ano A
– Ato penitencial: convidar uma pessoa para entrar com um cartaz, com o desenho de um relógio grande, e outras cinco pessoas para levarem cartazes com sinais de interrogação. Após a entrada desses símbolos, convidar a assembleia a meditar sobre como tem vivido o tempo, que é graça de Deus.
-Entrada da Palavra: fazer entrar uma caixa cheia de pérolas, representadas por bloquinhos de papel dourado, e uma rede com peixes grandes e pequenos (pode-se utilizar isopor) precedendo a entrada da Bíblia, a qual será acolhida pela comunidade com palmas. Dentro de cada pérola, pode-se colocar uma frase bíblica a ser entregue para os participantes, no fim da celebração.
– Profissão de Fé: rezar a Profissão de fé em dois coros, conforme proposto no folheto.
– Preces da comunidade: elaborar uma prece especial para a juventude e para os idosos, momentos que mais desafiam a busca do sentido de vida.
Sugestões de repertório para a missa do 17° Domingo do Tempo Comum 2020 – Ano A (O Domingo)
Abertura: Acolhe os oprimidos
Aclamação: Aleluia! Eu te louvo
Oferendas: A mesa Santa
Comunhão: É bom estarmos
Cifras e partituras das sugestões CNBB
Semanário litúrgico – catequético – Cantos para a Celebração – 17° Domingo do Tempo Comum 2020
Áudios para a Missa do 17° Domingo do Tempo Comum 2020 – Ano A CNBB:
Padre Anísio Tavares, C.Ss.R. / Portal Kairós
26 de julho – Missa do 17° Domingo do Tempo Comum 2020
/em Liturgia CatólicaMissa do 17° Domingo do Tempo Comum 2020
O REINO É BUSCA E DESCOBERTA
Três das sete parábolas que Jesus conta no cap. 13 de Mateus estão no texto evangélico de hoje. São parábolas que falam do Reino de Deus e das transformações que ele provoca.
O Reino é um tesouro escondido que um homem encontra no campo. Sabendo de seu valor incomparável, com alegria esse homem vende tudo para comprar o campo onde se encontra aquele tesouro. Obviamente Jesus não está querendo dizer que alguém possa comprar o Reino, possuí-lo com operações individualistas de compra e venda. O tesouro escondido que se revela é o próprio modo de ser e de agir de Jesus que seus discípulos assumem. São as atitudes diferentes, de justiça e misericórdia, que transformam o mundo para o Reinado de Deus.
Reconhecer o Reino já em ação no mundo é ter a sabedoria do discernimento. Discernimento que dá sentido autêntico à vida, levando-nos a viver “cheios de alegria” verdadeira, mesmo em meio aos conflitos e dificuldades, fazendo escolhas coerentes com os valores que o Mestre nos deixou.
O Reino, além de se deixar encontrar, depende de nossas buscas. Como o comprador de pérolas que vive à procura e reconhece, na pérola mais preciosa, o bem maior. Ele também sabe discernir o valor do Reino diante de todas as riquezas que possam fascinar seu coração.
O Reino, ainda, é como uma rede de arrasto sendo lançada ao mar, apanhando todo tipo de peixe. A separação entre bons e maus será no final dos tempos, pois o Reino acontece aqui, sem excluir ninguém. Ele se mostra a todos, e todos têm a possibilidade de procurá-lo como bem maior.
À medida que nos tornamos “discípulos do Reino dos céus”, vamos tirando do tesouro “coisas novas e velhas”. Pois nem tudo o que é antigo deixou de valer e precisa ser descartado, assim como nem tudo o que é novo é bom. O critério permanece sempre o da justiça que traz ao mundo o Reinado de Deus, e não outros reinados. Antigas ou novas, o importante é que as coisas que cultivamos e oferecemos ao mundo nos mantenham comprometidos com o Reino. Afinal, onde está nosso tesouro, aí estará nosso coração, nossas opções de vida.
Pe. Paulo Bazaglia, ssp / Portal Kairós
Leituras de Domingo: 17° Domingo do Tempo Comum 2020
/em Leituras de Domingo, Liturgia CatólicaLeituras de Domingo
17° Domingo do Tempo Comum 2020
(Verde, glória, creio – 1ª semana do saltério)
Deus habita em seu templo santo, reúne seus filhos em sua casa; é ele que dá força e poder a seu povo (Sl 67,6s.36).
Primeira Leitura: 1 Reis 3,5.7-12
Leitura do primeiro livro dos Reis – Naqueles dias, 5em Gabaon, o Senhor apareceu a Salomão em sonho, durante a noite, e lhe disse: “Pede o que desejas, e eu te darei”. 7E Salomão disse: “Senhor meu Deus, tu fizeste reinar o teu servo em lugar de Davi, meu pai. Mas eu não passo de um adolescente, que não sabe ainda como governar. 8Além disso, teu servo está no meio do teu povo eleito, povo tão numeroso, que não se pode contar ou calcular. 9Dá, pois, ao teu servo um coração compreensivo, capaz de governar o teu povo e de discernir entre o bem e o mal. Do contrário, quem poderá governar este teu povo tão numeroso?” 10Essa oração de Salomão agradou ao Senhor. 11E Deus disse a Salomão: “Já que pediste esses dons e não pediste para ti longos anos de vida, nem riquezas, nem a morte de teus inimigos, mas sim sabedoria para praticar a justiça, 12vou satisfazer o teu pedido; dou-te um coração sábio e inteligente, como nunca houve outro igual antes de ti nem haverá depois de ti”. – Palavra do Senhor.
Salmo Responsorial: 118(119)
Como eu amo, Senhor, a vossa lei, vossa Palavra!
1. É esta a parte que escolhi por minha herança: / observar vossas palavras, ó Senhor! / A lei de vossa boca, para mim, / vale mais do que milhões em ouro e prata. – R.
2. Vosso amor seja um consolo para mim, / conforme a vosso servo prometestes. / Venha a mim o vosso amor e viverei, / porque tenho em vossa lei o meu prazer! – R.
3. Por isso amo os mandamentos que nos destes / mais que o ouro, muito mais que o ouro fino! / Por isso eu sigo bem direito as vossas leis, / detesto todos os caminhos da mentira. – R.
4. Maravilhosos são os vossos testemunhos, / eis por que meu coração os observa! / Vossa Palavra, ao revelar-se, me ilumina, / ela dá sabedoria aos pequeninos. – R.
Segunda Leitura: Romanos 8,28-30
Leitura da carta de São Paulo aos Romanos – Irmãos, 28sabemos que tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados para a salvação, de acordo com o projeto de Deus. 29Pois aqueles que Deus contemplou com seu amor desde sempre, a esses ele predestinou a serem conformes à imagem de seu Filho, para que este seja o primogênito numa multidão de irmãos. 30E aqueles que Deus predestinou, também os chamou. E aos que chamou, também os tornou justos; e aos que tornou justos, também os glorificou. – Palavra do Senhor.
Evangelho: Mateus 13,44-52 ou 44-46
[A forma breve está entre colchetes]
Aleluia, aleluia, aleluia.
Eu te louvo, ó Pai santo, / Deus do céu, Senhor da terra: / os mistérios do teu Reino / aos pequenos, Pai, revelas! (Mt 11,25) – R.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – [Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 44“O Reino dos céus é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo. 45O Reino dos céus também é como um comprador que procura pérolas preciosas. 46Quando encontra uma pérola de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquela pérola.]
47O Reino dos céus é ainda como uma rede lançada ao mar e que apanha peixes de todo tipo. 48Quando está cheia, os pescadores puxam a rede para a praia, sentam-se e recolhem os peixes bons em cestos e jogam fora os que não prestam. 49Assim acontecerá no fim dos tempos: os anjos virão para separar os homens maus dos que são justos 50e lançarão os maus na fornalha de fogo. E aí haverá choro e ranger de dentes. 51Compreendestes tudo isso?” Eles responderam: “Sim”. 52Então Jesus acrescentou: “Assim, pois, todo mestre da Lei que se torna discípulo do Reino dos céus é como um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e velhas”. – Palavra da salvação.
Reflexão
Jesus continua ensinando sobre o Reino dos Céus com mais três parábolas. As duas primeiras (tesouro escondido e pérola preciosa) ensinam o valor do investimento no Reino de Deus, considerado bem maior. A terceira (rede) revela a realidade da comunidade (e da sociedade), composta de pessoas fiéis e convictas e pessoas descompromissadas. Essas parábolas mostram a complexidade do mistério do Reino dos Céus. Com as três parábolas, Jesus nos convida a acolher o Reino, considerado bem máximo, que merece investimento acima de tudo. O que Deus nos oferece tem valor infinito; precisamos fazer todo o esforço para tornar o Reino sempre mais realidade, abandonando o que não contribui com ele. Devemos ser como o “dono da casa que tira de seu cofre coisas novas e velhas”. Precisamos ser pessoas sábias para discernir aquilo que realmente é valioso daquilo que não traz benefícios à vida. Em outras palavras, preservar o que realmente dignifica o ser humano, sejam “coisas novas ou velhas”.
Oração
Senhor Jesus, comparas o Reino de Deus a um tesouro escondido e a um comprador de pérolas preciosas. Quando esses bens são encontrados, o restante se torna insignificante, sem valor. Dá-nos a sabedoria para investir naquilo que realmente tem valor para a vida eterna. Amém.
Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp / Pe. Nilo Luza, ssp / Portal Kairós