Calendário do ano litúrgico 2020 Ano A – Evangelho de São Mateus
“Falar da formação litúrgica do Povo de Deus significa antes de tudo tomar consciência do papel insubstituível que a liturgia desempenha na Igreja e para a Igreja. E pode ajudar concretamente o povo de Deus a interiorizar melhor a oração da Igreja, a amá-la como experiência de encontro com o Senhor e com os irmãos e, diante disso, redescobrir nela o conteúdo e observar seus ritos.” Papa Francisco
Baixe o calendário do ano litúrgico 2020 (Domingos):
Ano Litúrgico 2020 – Ano A
Evangelho de São Mateus – Ano Par
Início: 19 de dezembro de 2019
Encerramento: 28 de novembro de 2020
O calendário de 2020 terá 9 feriados nacionais, sem contar os feriados estaduais e municipais como o do Dia da Consciência Negra e aniversários das cidades. Destes, seis serão prolongados – isto é, vão cair em segundas ou sextas-feiras, e ‘emendar’ com o final de semana. Só um deles vai cair em um final de semana: 15 de novembro, Proclamação da República, cai em um domingo.
O segundo semestre será mais farto: serão quatro feriados prolongados, contra apenas dois entre janeiro e junho.
Diferente do que muita gente pensa, Carnaval e Corpus Christi não são feriados nacionais. As duas datas costumam ser consideradas ponto facultativo no serviço público federal, e são feriados estaduais ou municipais em muitos locais.
Assim, quem participar dessas datas, terá dois feriados a mais: 25 de fevereiro (Carnaval, terça-feira) e 11 de junho (Corpus Christi, quinta-feira). E quem puder emendar essas datas vai acabar com mais dois ‘feriadões’ prolongados: de 22 a 25 de fevereiro (Carnaval), e de 11 a 14 de junho (Corpus Christi).
Veja a lista de feriados nacionais:
1º de janeiro (quarta): Confraternização Universal
10, 11 e 12 de abril (sexta a domingo): Paixão de Cristo é dia 10
21 de abril (terça-feira): Tiradentes
1º, 2 e 3 de maio (sexta a domingo): Dia Mundial do Trabalho é dia 1º
5, 6 e 7 de setembro (sábado a segunda): Independência do Brasil é dia 7
10, 11 e 12 de outubro (sábado a segunda): Nossa Senhora Aparecida é dia 12
31 de outubro, 1º e 2 de novembro (sábado a segunda): Finados é dia 2
15 de novembro (domingo): Proclamação da República
25, 26 e 27 de dezembro (sexta a domingo): Natal é dia 25
Chama-se Ano Litúrgico o tempo em que a Igreja celebra todos os feitos salvíficos operados por Deus em Jesus Cristo. “Através do ciclo anual, a Igreja comemora o mistério de Cristo, desde a Encarnação ao dia de Pentecostes e à espera da vinda do Senhor” (NUALC nº 43 e SC nº 102).
Ano Litúrgico é, pois, um tempo repleto de sentido e de simbolismo religioso, de essência pascal, marcando, de maneira solene, o ingresso definitivo de Deus na história humana. É o momento de Deus no tempo, o “kairós” divino na realidade do mundo criado. Tempo, pois, aqui entendido como tempo favorável, “tempo de graça e de salvação”, como nos revela o pensamento bíblico (Cf. 2Cor 6,2; Is 49,8a).
As celebrações do Ano Litúrgico não olham apenas para o passado, comemorando-o. Olham também para o futuro, na perspectiva do eterno, e fazem do passado e do futuro um eterno presente, o “hoje” de Deus, pela sacramentabilidade da liturgia (Cf. Sl 2,7; 94(95); Lc 4,21; 23,43). Aqui, enfatiza-se então a dimensão escatológica do Ano Litúrgico.
O Ano Litúrgico tem como coração o Mistério Pascal de Cristo, centro vital de todo o seu organismo. Nele palpitam as pulsações do coração de Cristo, enchendo da vitalidade de Deus o corpo da Igreja e a vida dos cristãos.
Quando se inicia o Ano Litúrgico?
Diferente do ano civil, mas, como foi dito, não contrário a ele, o Ano Litúrgico não tem data fixa de início e de término. Sempre se inicia no primeiro Domingo do Advento, encerrando-se no sábado da 34ª semana do Tempo Comum, antes das vésperas do domingo, após a Solenidade de Cristo Rei do Universo. Esta última solenidade do Ano Litúrgico marca e simboliza a realeza absoluta de Cristo no fim dos tempos. Daí, sua celebração no fim do Ano Litúrgico, lembrando, porém, que a principal celebração litúrgica da realeza de Cristo se dá
sobretudo no Domingo da Paixão e de Ramos.
Mesmo sem uma data fixa de início, qualquer pessoa pode saber quando vai ter início o Ano Litúrgico, pois ele se inicia sempre no domingo mais próximo de 30 de novembro. Na prática, o domingo que cai entre os dias 27 de novembro e 3 de dezembro. A data de 30 de novembro é colocada também como referencial, porque nela a Igreja celebra a festa de Santo André, apóstolo, irmão de São Pedro, e Santo André foi, ao que tudo indica, um dos primeiros discípulos a seguir Cristo (Cf. Jo 1,40).
Ano Litúrgico e Dinâmica da Salvação
Tendo como centro o Mistério Pascal de Cristo, todo o Ano Litúrgico é dinamismo de salvação, onde a redenção operada por Deus, através de Jesus Cristo, no Espírito Santo, deve ser viva realidade em nossas vidas, pois o Ano Litúrgico nos propicia uma experiência mais viva do amor de Deus, enquanto nos mergulha no mistério de Cristo e de seu amor sem limites.
O Domingo, Fundamento do Ano Litúrgico
O Concílio Vaticano II (SC nº 6), fiel à tradição cristã e apostólica, afirma que o domingo, “Dia do Senhor”, é o fundamento do Ano Litúrgico, pois nele a Igreja celebra o mistério central de nossa fé, na páscoa semanal que, devido à tradição apostólica, se celebra a cada oitavo dia.
O domingo é justamente o primeiro dia da semana, dia da ressurreição do Senhor, que nos lembra o primeiro dia da criação, no qual Deus criou a luz (Cf. Gn 1,3-5). Aqui, o Cristo ressuscitado aparece então como a verdadeira luz, dos homens e das nações. Todo o Novo Testamento está impregnado dessa verdade substancial, quando enfatiza a ressurreição no primeiro dia da semana (Cf. Mt 28,1; Mc 16,2; Lc 24,1; Jo 20,1; como também At 20,7 e Ap 1,10).
Como o Tríduo Pascal da Morte e Ressurreição do Senhor derrama para todo o Ano Litúrgico a eficácia redentora de Cristo, assim também, igualmente, o domingo derrama para toda a semana a mesma vitalidade do Cristo Ressuscitado. O domingo é, na tradição da Igreja, na prática cristã e na liturgia, o “dia que o Senhor fez para nós” (Cf. Sl 117(118),24), dia, pois, da jubilosa alegria pascal.
As Divisões do Ano Litúrgico
Os mistérios sublimes de nossa fé, como vimos, são celebrados no Ano Litúrgico, e este se divide em dois grandes ciclos: o ciclo do Natal, em que se celebra o mistério da Encarnação do Filho de Deus, e o ciclo da Páscoa, em que celebramos o mistério da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor, como também sua ascensão ao céu e a vinda do Espírito Santo sobre a Igreja, na solenidade de Pentecostes.
O ciclo do Natal se inicia no primeiro domingo do Advento e se encerra na Festa do Batismo do Senhor, tendo seu centro, isto é, sua culminância, na solenidade do Natal. Já o ciclo da Páscoa tem início na Quarta-feira de Cinzas, início também da Quaresma, tendo o seu centro no Tríduo Pascal, encerrando-se no Domingo de Pentecostes. A solenidade de Pentecostes é o coroamento de todo o ciclo da Páscoa.
Entremeando os dois ciclos do Ano Litúrgico, encontra-se um longo período, chamado “Tempo Comum”. É o tempo verde da vida litúrgica. Após o Natal, exprime a floração das alegrias natalinas, aí aparecendo o início da vida pública de Jesus, com suas primeiras pregações. Após o ciclo da Páscoa, este tempo verde anuncia vivamente a floração das alegrias pascais. Os dois ciclos litúrgicos, com suas duas irradiações vivas do Tempo Comum, são como que as quatro estações do Ano Litúrgico.
O “Santoral” ou o “Próprio dos Santos”
Em todo o Ano Litúrgico, exceto nos chamados tempos privilegiados (segunda parte do Advento, Oitava do Natal, Quaresma, Semana Santa e Oitava da Páscoa), a Igreja celebra a memória dos santos. Se no Natal e na Páscoa, Deus apresenta à Igreja o seu projeto de amor em Cristo Jesus, para a salvação de toda a humanidade, no Santoral a Igreja apresenta a Deus os copiosos frutos da redenção, colhidos na plantação de esperança do próprio Filho de Deus. São os filhos da Igreja, que seguiram fielmente o Cristo Senhor na estrada salvífica do
Evangelho. Em outras palavras, o Santoral é a resposta solene da Igreja ao convite de Deus para a santidade.
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/12/liturgia-de-2020-pk-02.png500750Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2019-12-27 14:26:102020-10-26 13:18:15Calendário do ano litúrgico 2020 Ano A – São Mateus
O Hino Oficial da Campanha da Fraternidade 2020 é a expressão musical da mensagem que se quer passar por meio do tema e do lema da Campanha – Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso / “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10,33-34).
Assista e reflita sobre o significado mais profundo da vida em suas diversas dimensões: pessoal, comunitária e social.
Letra: Padre José Antônio de Oliveira (da nossa diocese) Música: Gilson Celerino
É Natal! O Verbo se fez carne e habitou entre nós. É o próprio Deus que se manifesta por meio do seu Filho, Jesus Cristo, a fim de nos envolver com a luz por ele emanada. De todas as luzes que brilham no Natal, Jesus é a principal, aquela que ilumina toda a nossa existência. Trata-se de luz que nunca se apaga nem se ofusca, porque é eterna e, presente no mundo, quer iluminar todo ser humano, concedendo-lhe uma nova vida, plena de justiça e de paz.
Embora Jesus seja a luz divina que brilha em nossa vida com toda a sua força, ainda são muitos os que se negam a aceitá-lo e acolhê-lo, insistindo em viver nas trevas do egoísmo, da injustiça e da indiferença. São pessoas e realidades que – insensíveis aos apelos do Senhor e na contramão do evangelho – promovem a cultura do ódio, da indiferença e da morte. O pior é que, muitas vezes, tais atitudes são justificadas com a própria Palavra de Deus, ou seja, traindo a verdade revelada. De fato, o que o Senhor nos oferece é um projeto de vida e de combate a todo tipo de mal que queira prevalecer e se impor sobre a luz da verdade.
Celebrar o Natal é, portanto, acolher o Verbo encarnado, que nos concede a graça de sermos chamados de filhos e filhas de Deus. E, como bons filhos, temos o compromisso de ouvir a voz do Pai, a fim de seguirmos sempre o caminho da luz da verdade, e não o caminho das trevas, que obscurecem e destroem a vida no mundo. Quando os filhos se dispõem a ouvir o conselho dos pais, a chance de errar em suas atitudes é mínima. Da mesma forma somos nós, cristãos, quando, atentos aos ensinamentos do Senhor, tomamos a decisão de compreender os desígnios que ele tem para nós sem nos distanciarmos da sua presença.
Que neste Natal, possamos renovar a luz de Cristo na nossa caminhada, de modo que sejamos sinais dessa luz, transformando as realidades de sombras com nosso testemunho de fé. Comprometidos com a Palavra de Deus, digamos ao mundo que cremos no Senhor da vida, que se fez homem para redimir e salvar a humanidade pecadora.
Santo e feliz Natal a todos!
Pe. José Erivaldo Dantas, ssp / Portal Kairós
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/12/natal-portal-kairos-02.png500750Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2019-12-24 10:00:442020-12-23 21:40:4125 de dezembro: Natal do Senhor 2019
Jesus, Maria e José nos deixam o exemplo de família que vive o amor, a compreensão e o cuidado mútuo. Esta liturgia nos anime a defender nossas famílias e zelar por elas. Agradeçamos a Deus esse tão grande dom, pelo qual Ele se mostra presente em nosso meio, fazendo chegar até nós seu amor e sua proteção.
Todos somos responsáveis para que nossas famílias sejam ambientes de respeito, diálogo, fraternidade e amor.
A CASA DO INTERIOR
Quem nasceu e viveu no interior ou, ao menos, teve a infância ali, por onde quer que vá, leva, no coração e no corpo todo, o sentimento de pertença ao lugar de origem. E quanto mais longe tiver de ir, terá o cantinho dos primeiros afetos sempre mais perto de si. Não há como não se lembrar do cheiro da terra, do aroma do mato, da brisa, do excessivo colorido dos bichos, do sabor da comida e da beleza das coisas. Isso diz respeito aos afetos que marcam para sempre nossa existência. Um colega me disse, certa vez, que se lembra até das pedras.
Antes de o sol nascer, ouve-se o canto do galo, a euforia dos capotes e perus, o berro do gado, o canto dos pássaros. Sente-se o cheiro do curral. Ouvem-se os passos suaves de papai passando pelo corredor, indo abrir a porta da frente da casa. No alpendre, o esperto Jupi o cumprimenta com sua alegria vira-lata.
A filharada ainda ressona, enquanto da cozinha exala o cheiro do café de mamãe. Feito amor, o aroma do café se espalha por todos os cômodos. No rádio, a poesia matuta se faz ouvir no programa que vai ao ar ao raiar do dia como uma espécie de despertador do coração sertanejo. A voz do locutor é familiar.
Lá fora a natureza é uma festa. Antes árida e tostada, agora explode em vida. Após as primeiras chuvas, o sertão vira jardim. Borboletas de todas as cores e tamanhos fazem verdadeiro balé e se enamoram das flores, que desabrocham com fartura. Todas as criaturas fazem festa com o milagre da natureza. Até os sapos, outrora sumidos, como que se desencantam e fazem coral nos lagos e poças. O sol desponta com força no horizonte, e o rosto dos trabalhadores se banha logo cedo de suor redentor.
Nesse cenário telúrico, a família está no centro. Ela deveria ser como casa do interior: simples e aconchegante; o lugar dos afetos, o espaço alegre e feliz onde a vida tem poesia e encanto. E tem problemas também. Afinal, não há família perfeita. Todas têm dificuldades. Mas é lá o melhor lugar do mundo. É por essa condição de imperfeição que a família requer cuidados. Assim como a natureza, a família fica mais linda quando aprende a lidar com as diferenças e, em vez de cultivar intrigas, mesmo que haja brigas, sabe o valor do abraço.
Inspiradas na Família de Nazaré, longa vida às nossas famílias!
Pe. Antonio Iraildo Alves de Brito, ssp / Portal Kairós
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/12/sagrada-familia-jesus-maria-e-jose.png500750Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2019-12-23 10:00:222020-12-21 00:57:0329 de dezembro: Sagrada Família: Jesus, Maria e José 2019
O subsídio Hora da Família 2020, utilizado em todo o Brasil durante a Semana Nacional da Família, no mês de agosto, agora terá encontros mensais. A partir de 2020, a Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF) irá oferecer um material com encontros para cada mês, além do que é proposto tradicionalmente.
Para o próximo ano, o tema proposto é “Família, casa da Palavra”, em sintonia com as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE 2019-2023), as quais propõem como pilares das “comunidades eclesiais missionárias” a palavra, o pão, a caridade e a missão.
“As comunidades, as casas, serão agraciadas com as DGAE e chamadas a ser Comunidades Eclesiais Missionárias. Desta forma, o subsídio Hora da Família continuará a oferecer às famílias do Brasil a oportunidade de colocar em prática, pela meditação da Palavra de Deus e gestos fraternos, a misericórdia do Pai, na Casa que se abre para acolher e a anunciar os benefícios da vivência da Palavra, assim como, na comunidade que carece da Alegria do Evangelho”, explica o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB e secretário executivo da CNPF, padre Crispim Guimarães dos Santos.
A proposta de um subsídio mensal nasce do desejo de aumentar os benefícios colhidos pelas famílias na segunda semana de agosto para o ano inteiro. Também há o desejo de contribuir para com aqueles grupos que já usavam o Hora da Família por sete meses, aproveitando para realizar os encontros mensais nos grupos paroquiais porque não tinham materiais adequados às famílias.
O intuito, desta forma, é colaborar com as famílias de modo efetivo e ajudar a fazer conhecidos os documentos da Igreja, realmente na base. “A CNBB perguntou às Comissões: ‘como faríamos para tornar as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora parte efetiva do nosso trabalho?’ Acreditamos que existem muitas formas, mas nenhuma será mais eficaz que todo mês entrar na casa e no coração de cada família, falando da Palavra de Deus e daquilo que as DGAE propõem, numa linguagem compreensível”, afirma padre Crispim.
Os encontros disponíveis
Já estão disponíveis para baixar dois encontros do Hora da Família 2020. O primeiro foi preparado para o dia 31 de dezembro, uma celebração da Sagrada Família com o título “A Santidade na Sagrada Família de Nazaré”. O outro é o encontro do mês de janeiro, com o tema “A Festa”.
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/12/hora-da-familia-mensal-2020-arte-pk.png500750Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2019-12-18 23:23:082019-12-28 09:39:25Subsídio Hora da Família 2020 terá encontros mensais
Calendário do ano litúrgico 2020 Ano A – São Mateus
/em Destaques, Liturgia CatólicaCalendário do ano litúrgico 2020 Ano A – Evangelho de São Mateus
“Falar da formação litúrgica do Povo de Deus significa antes de tudo tomar consciência do papel insubstituível que a liturgia desempenha na Igreja e para a Igreja. E pode ajudar concretamente o povo de Deus a interiorizar melhor a oração da Igreja, a amá-la como experiência de encontro com o Senhor e com os irmãos e, diante disso, redescobrir nela o conteúdo e observar seus ritos.” Papa Francisco
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O Ciclo Litúrgico em CorelDraw e Photoshop em alta qualidade para impressão:
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É tempo de se preparar para a Campanha da Fraternidade 2020, não deixe para a última hora para conhecer seus subsídios que o Portal Kairós preparou para você.
O calendário de 2020 terá 9 feriados nacionais, sem contar os feriados estaduais e municipais como o do Dia da Consciência Negra e aniversários das cidades. Destes, seis serão prolongados – isto é, vão cair em segundas ou sextas-feiras, e ‘emendar’ com o final de semana. Só um deles vai cair em um final de semana: 15 de novembro, Proclamação da República, cai em um domingo.
O segundo semestre será mais farto: serão quatro feriados prolongados, contra apenas dois entre janeiro e junho.
Diferente do que muita gente pensa, Carnaval e Corpus Christi não são feriados nacionais. As duas datas costumam ser consideradas ponto facultativo no serviço público federal, e são feriados estaduais ou municipais em muitos locais.
Assim, quem participar dessas datas, terá dois feriados a mais: 25 de fevereiro (Carnaval, terça-feira) e 11 de junho (Corpus Christi, quinta-feira). E quem puder emendar essas datas vai acabar com mais dois ‘feriadões’ prolongados: de 22 a 25 de fevereiro (Carnaval), e de 11 a 14 de junho (Corpus Christi).
Veja a lista de feriados nacionais:
1º de janeiro (quarta): Confraternização Universal
10, 11 e 12 de abril (sexta a domingo): Paixão de Cristo é dia 10
21 de abril (terça-feira): Tiradentes
1º, 2 e 3 de maio (sexta a domingo): Dia Mundial do Trabalho é dia 1º
5, 6 e 7 de setembro (sábado a segunda): Independência do Brasil é dia 7
10, 11 e 12 de outubro (sábado a segunda): Nossa Senhora Aparecida é dia 12
31 de outubro, 1º e 2 de novembro (sábado a segunda): Finados é dia 2
15 de novembro (domingo): Proclamação da República
25, 26 e 27 de dezembro (sexta a domingo): Natal é dia 25
Datas principais
Materiais e músicas para a liturgia
1° Domingo do Advento:
1° de dezembro de 2019
Festa da Sagrada Família de Jesus:
29 de dezembro de 2019
Epifania:
05 de janeiro (Domingo)
Batismo do Senhor:
12 de janeiro de 2020
Quarta-feira de Cinzas:
26 de fevereiro de 2020
Domingo de Ramos:
05 de abril de 2020
Domingo de Páscoa:
12 de abril de 2020
Ascensão do Senhor:
24 de maio (Domingo)
Pentecostes:
31 de maio de 2020
Santíssima Trindade:
07 de junho de 2020
Corpus Christi:
14 de junho (Domingo)
Sagrado Coração de Jesus:
19 de junho de 2020
Imaculado Coração de Maria:
20 de junho de 2020
1° parte de Tempo Comum: 12 de janeiro até 26 de fevereiro (7°Semana Comum)
Reinicio do Tempo Comum: 31 de maio (9° Semana Comum)
O ANO LITÚRGICO
Materiais e músicas para a liturgia
Chama-se Ano Litúrgico o tempo em que a Igreja celebra todos os feitos salvíficos operados por Deus em Jesus Cristo. “Através do ciclo anual, a Igreja comemora o mistério de Cristo, desde a Encarnação ao dia de Pentecostes e à espera da vinda do Senhor” (NUALC nº 43 e SC nº 102).
Ano Litúrgico é, pois, um tempo repleto de sentido e de simbolismo religioso, de essência pascal, marcando, de maneira solene, o ingresso definitivo de Deus na história humana. É o momento de Deus no tempo, o “kairós” divino na realidade do mundo criado. Tempo, pois, aqui entendido como tempo favorável, “tempo de graça e de salvação”, como nos revela o pensamento bíblico (Cf. 2Cor 6,2; Is 49,8a).
As celebrações do Ano Litúrgico não olham apenas para o passado, comemorando-o. Olham também para o futuro, na perspectiva do eterno, e fazem do passado e do futuro um eterno presente, o “hoje” de Deus, pela sacramentabilidade da liturgia (Cf. Sl 2,7; 94(95); Lc 4,21; 23,43). Aqui, enfatiza-se então a dimensão escatológica do Ano Litúrgico.
O Ano Litúrgico tem como coração o Mistério Pascal de Cristo, centro vital de todo o seu organismo. Nele palpitam as pulsações do coração de Cristo, enchendo da vitalidade de Deus o corpo da Igreja e a vida dos cristãos.
Quando se inicia o Ano Litúrgico?
Diferente do ano civil, mas, como foi dito, não contrário a ele, o Ano Litúrgico não tem data fixa de início e de término. Sempre se inicia no primeiro Domingo do Advento, encerrando-se no sábado da 34ª semana do Tempo Comum, antes das vésperas do domingo, após a Solenidade de Cristo Rei do Universo. Esta última solenidade do Ano Litúrgico marca e simboliza a realeza absoluta de Cristo no fim dos tempos. Daí, sua celebração no fim do Ano Litúrgico, lembrando, porém, que a principal celebração litúrgica da realeza de Cristo se dá
sobretudo no Domingo da Paixão e de Ramos.
Mesmo sem uma data fixa de início, qualquer pessoa pode saber quando vai ter início o Ano Litúrgico, pois ele se inicia sempre no domingo mais próximo de 30 de novembro. Na prática, o domingo que cai entre os dias 27 de novembro e 3 de dezembro. A data de 30 de novembro é colocada também como referencial, porque nela a Igreja celebra a festa de Santo André, apóstolo, irmão de São Pedro, e Santo André foi, ao que tudo indica, um dos primeiros discípulos a seguir Cristo (Cf. Jo 1,40).
Ano Litúrgico e Dinâmica da Salvação
Tendo como centro o Mistério Pascal de Cristo, todo o Ano Litúrgico é dinamismo de salvação, onde a redenção operada por Deus, através de Jesus Cristo, no Espírito Santo, deve ser viva realidade em nossas vidas, pois o Ano Litúrgico nos propicia uma experiência mais viva do amor de Deus, enquanto nos mergulha no mistério de Cristo e de seu amor sem limites.
O Domingo, Fundamento do Ano Litúrgico
O Concílio Vaticano II (SC nº 6), fiel à tradição cristã e apostólica, afirma que o domingo, “Dia do Senhor”, é o fundamento do Ano Litúrgico, pois nele a Igreja celebra o mistério central de nossa fé, na páscoa semanal que, devido à tradição apostólica, se celebra a cada oitavo dia.
O domingo é justamente o primeiro dia da semana, dia da ressurreição do Senhor, que nos lembra o primeiro dia da criação, no qual Deus criou a luz (Cf. Gn 1,3-5). Aqui, o Cristo ressuscitado aparece então como a verdadeira luz, dos homens e das nações. Todo o Novo Testamento está impregnado dessa verdade substancial, quando enfatiza a ressurreição no primeiro dia da semana (Cf. Mt 28,1; Mc 16,2; Lc 24,1; Jo 20,1; como também At 20,7 e Ap 1,10).
Como o Tríduo Pascal da Morte e Ressurreição do Senhor derrama para todo o Ano Litúrgico a eficácia redentora de Cristo, assim também, igualmente, o domingo derrama para toda a semana a mesma vitalidade do Cristo Ressuscitado. O domingo é, na tradição da Igreja, na prática cristã e na liturgia, o “dia que o Senhor fez para nós” (Cf. Sl 117(118),24), dia, pois, da jubilosa alegria pascal.
As Divisões do Ano Litúrgico
Os mistérios sublimes de nossa fé, como vimos, são celebrados no Ano Litúrgico, e este se divide em dois grandes ciclos: o ciclo do Natal, em que se celebra o mistério da Encarnação do Filho de Deus, e o ciclo da Páscoa, em que celebramos o mistério da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor, como também sua ascensão ao céu e a vinda do Espírito Santo sobre a Igreja, na solenidade de Pentecostes.
O ciclo do Natal se inicia no primeiro domingo do Advento e se encerra na Festa do Batismo do Senhor, tendo seu centro, isto é, sua culminância, na solenidade do Natal. Já o ciclo da Páscoa tem início na Quarta-feira de Cinzas, início também da Quaresma, tendo o seu centro no Tríduo Pascal, encerrando-se no Domingo de Pentecostes. A solenidade de Pentecostes é o coroamento de todo o ciclo da Páscoa.
Entremeando os dois ciclos do Ano Litúrgico, encontra-se um longo período, chamado “Tempo Comum”. É o tempo verde da vida litúrgica. Após o Natal, exprime a floração das alegrias natalinas, aí aparecendo o início da vida pública de Jesus, com suas primeiras pregações. Após o ciclo da Páscoa, este tempo verde anuncia vivamente a floração das alegrias pascais. Os dois ciclos litúrgicos, com suas duas irradiações vivas do Tempo Comum, são como que as quatro estações do Ano Litúrgico.
O “Santoral” ou o “Próprio dos Santos”
Em todo o Ano Litúrgico, exceto nos chamados tempos privilegiados (segunda parte do Advento, Oitava do Natal, Quaresma, Semana Santa e Oitava da Páscoa), a Igreja celebra a memória dos santos. Se no Natal e na Páscoa, Deus apresenta à Igreja o seu projeto de amor em Cristo Jesus, para a salvação de toda a humanidade, no Santoral a Igreja apresenta a Deus os copiosos frutos da redenção, colhidos na plantação de esperança do próprio Filho de Deus. São os filhos da Igreja, que seguiram fielmente o Cristo Senhor na estrada salvífica do
Evangelho. Em outras palavras, o Santoral é a resposta solene da Igreja ao convite de Deus para a santidade.
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Assista e reflita sobre o significado mais profundo da vida em suas diversas dimensões: pessoal, comunitária e social.
Letra: Padre José Antônio de Oliveira (da nossa diocese)
Música: Gilson Celerino
Música do Hino da CF 2020
Baixe o Playback e MIDI do Hino da CF 2020
Letra do Hino da CF 2020
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25 de dezembro: Natal do Senhor 2019
/em Liturgia CatólicaÉ Natal! O Verbo se fez carne e habitou entre nós. É o próprio Deus que se manifesta por meio do seu Filho, Jesus Cristo, a fim de nos envolver com a luz por ele emanada. De todas as luzes que brilham no Natal, Jesus é a principal, aquela que ilumina toda a nossa existência. Trata-se de luz que nunca se apaga nem se ofusca, porque é eterna e, presente no mundo, quer iluminar todo ser humano, concedendo-lhe uma nova vida, plena de justiça e de paz.
Embora Jesus seja a luz divina que brilha em nossa vida com toda a sua força, ainda são muitos os que se negam a aceitá-lo e acolhê-lo, insistindo em viver nas trevas do egoísmo, da injustiça e da indiferença. São pessoas e realidades que – insensíveis aos apelos do Senhor e na contramão do evangelho – promovem a cultura do ódio, da indiferença e da morte. O pior é que, muitas vezes, tais atitudes são justificadas com a própria Palavra de Deus, ou seja, traindo a verdade revelada. De fato, o que o Senhor nos oferece é um projeto de vida e de combate a todo tipo de mal que queira prevalecer e se impor sobre a luz da verdade.
Celebrar o Natal é, portanto, acolher o Verbo encarnado, que nos concede a graça de sermos chamados de filhos e filhas de Deus. E, como bons filhos, temos o compromisso de ouvir a voz do Pai, a fim de seguirmos sempre o caminho da luz da verdade, e não o caminho das trevas, que obscurecem e destroem a vida no mundo. Quando os filhos se dispõem a ouvir o conselho dos pais, a chance de errar em suas atitudes é mínima. Da mesma forma somos nós, cristãos, quando, atentos aos ensinamentos do Senhor, tomamos a decisão de compreender os desígnios que ele tem para nós sem nos distanciarmos da sua presença.
Que neste Natal, possamos renovar a luz de Cristo na nossa caminhada, de modo que sejamos sinais dessa luz, transformando as realidades de sombras com nosso testemunho de fé. Comprometidos com a Palavra de Deus, digamos ao mundo que cremos no Senhor da vida, que se fez homem para redimir e salvar a humanidade pecadora.
Santo e feliz Natal a todos!
Pe. José Erivaldo Dantas, ssp / Portal Kairós
29 de dezembro: Sagrada Família: Jesus, Maria e José 2019
/em Liturgia CatólicaSagrada Família: Jesus, Maria e José
A CASA DO INTERIOR
Quem nasceu e viveu no interior ou, ao menos, teve a infância ali, por onde quer que vá, leva, no coração e no corpo todo, o sentimento de pertença ao lugar de origem. E quanto mais longe tiver de ir, terá o cantinho dos primeiros afetos sempre mais perto de si. Não há como não se lembrar do cheiro da terra, do aroma do mato, da brisa, do excessivo colorido dos bichos, do sabor da comida e da beleza das coisas. Isso diz respeito aos afetos que marcam para sempre nossa existência. Um colega me disse, certa vez, que se lembra até das pedras.
Antes de o sol nascer, ouve-se o canto do galo, a euforia dos capotes e perus, o berro do gado, o canto dos pássaros. Sente-se o cheiro do curral. Ouvem-se os passos suaves de papai passando pelo corredor, indo abrir a porta da frente da casa. No alpendre, o esperto Jupi o cumprimenta com sua alegria vira-lata.
A filharada ainda ressona, enquanto da cozinha exala o cheiro do café de mamãe. Feito amor, o aroma do café se espalha por todos os cômodos. No rádio, a poesia matuta se faz ouvir no programa que vai ao ar ao raiar do dia como uma espécie de despertador do coração sertanejo. A voz do locutor é familiar.
Lá fora a natureza é uma festa. Antes árida e tostada, agora explode em vida. Após as primeiras chuvas, o sertão vira jardim. Borboletas de todas as cores e tamanhos fazem verdadeiro balé e se enamoram das flores, que desabrocham com fartura. Todas as criaturas fazem festa com o milagre da natureza. Até os sapos, outrora sumidos, como que se desencantam e fazem coral nos lagos e poças. O sol desponta com força no horizonte, e o rosto dos trabalhadores se banha logo cedo de suor redentor.
Nesse cenário telúrico, a família está no centro. Ela deveria ser como casa do interior: simples e aconchegante; o lugar dos afetos, o espaço alegre e feliz onde a vida tem poesia e encanto. E tem problemas também. Afinal, não há família perfeita. Todas têm dificuldades. Mas é lá o melhor lugar do mundo. É por essa condição de imperfeição que a família requer cuidados. Assim como a natureza, a família fica mais linda quando aprende a lidar com as diferenças e, em vez de cultivar intrigas, mesmo que haja brigas, sabe o valor do abraço.
Inspiradas na Família de Nazaré, longa vida às nossas famílias!
Pe. Antonio Iraildo Alves de Brito, ssp / Portal Kairós
Subsídio Hora da Família 2020 terá encontros mensais
/em Campanhas da Igreja, Destaques, Hora da Família, Hora da Família 2020O subsídio Hora da Família 2020, utilizado em todo o Brasil durante a Semana Nacional da Família, no mês de agosto, agora terá encontros mensais. A partir de 2020, a Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF) irá oferecer um material com encontros para cada mês, além do que é proposto tradicionalmente.
Para o próximo ano, o tema proposto é “Família, casa da Palavra”, em sintonia com as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE 2019-2023), as quais propõem como pilares das “comunidades eclesiais missionárias” a palavra, o pão, a caridade e a missão.
“As comunidades, as casas, serão agraciadas com as DGAE e chamadas a ser Comunidades Eclesiais Missionárias. Desta forma, o subsídio Hora da Família continuará a oferecer às famílias do Brasil a oportunidade de colocar em prática, pela meditação da Palavra de Deus e gestos fraternos, a misericórdia do Pai, na Casa que se abre para acolher e a anunciar os benefícios da vivência da Palavra, assim como, na comunidade que carece da Alegria do Evangelho”, explica o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB e secretário executivo da CNPF, padre Crispim Guimarães dos Santos.
A proposta de um subsídio mensal nasce do desejo de aumentar os benefícios colhidos pelas famílias na segunda semana de agosto para o ano inteiro. Também há o desejo de contribuir para com aqueles grupos que já usavam o Hora da Família por sete meses, aproveitando para realizar os encontros mensais nos grupos paroquiais porque não tinham materiais adequados às famílias.
O intuito, desta forma, é colaborar com as famílias de modo efetivo e ajudar a fazer conhecidos os documentos da Igreja, realmente na base. “A CNBB perguntou às Comissões: ‘como faríamos para tornar as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora parte efetiva do nosso trabalho?’ Acreditamos que existem muitas formas, mas nenhuma será mais eficaz que todo mês entrar na casa e no coração de cada família, falando da Palavra de Deus e daquilo que as DGAE propõem, numa linguagem compreensível”, afirma padre Crispim.
Os encontros disponíveis
Já estão disponíveis para baixar dois encontros do Hora da Família 2020. O primeiro foi preparado para o dia 31 de dezembro, uma celebração da Sagrada Família com o título “A Santidade na Sagrada Família de Nazaré”. O outro é o encontro do mês de janeiro, com o tema “A Festa”.
Baixe dois dos encontros do Hora da Família 2020:
CNPF / Portal Kairós