Para superar a violência, CF-2018 alerta que somos todos irmãos

A realização do Encontro de Preparação para a próxima Campanha da Fraternidade, que tem como tema “Fraternidade e superação da violência”, e como lema “Em Cristo somos todos irmãos” (Mt, 23, 8), reuniu pessoas engajadas na CF e nos trabalhos pastorais das dioceses do estado de São Paulo e representantes de diversos segmentos da sociedade civil que trabalham diretamente com a temática da violência.

O Vigário episcopal para a Região Sé e Bispo referencial para a Campanha da Fraternidade do Regional Sul I, Dom Eduardo Vieira dos Santos, esteve presente a esse encontro, fez um breve relato de como foi o evento e uma reflexão em torno da próxima CF-2108.

Foi realizado entre os dias 27 e 29 de outubro em Itaici, município de Indaiatuba, SP, o Encontro de preparação para a Campanha da Fraternidade do ano que vem, promovido pela coordenação da campanha da fraternidade do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que compreende as dioceses do estado de São Paulo.

Com o tema FRATERNIDADE E SUPERAÇÃO DA VIOLÊNCIA e Lema: “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8), a Campanha da Fraternidade de 2018 se aproxima. Das 08 (oito) Sub-regiões que compõem o Regional Sul 1 da CNBB, do Estado de São Paulo, de um total de 42 dioceses, 38 se fizeram presente através de seus representes.

Cerca de 200 participantes, entres estes padres, diáconos, religiosos, religiosas e leigos, tendo a mim, Dom Eduardo Vieira, como bispo referencial para a Campanha da Fraternidade no Regional, participaram do encontro de formação sob a coordenação do Padre Antônio Carlos Frizzo, do secretário Antônio Evangelista (Toninho), dos subsecretários das sub-regiões pastorais, contando com a assessoria de diversos especialistas na área.

Cultura de paz mobiliza dioceses no combate à violência

A Campanha da Fraternidade promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que acontece todos os anos, desde 1961, é realizada no período da quaresma e tem como intenção chamar a atenção da Igreja e da sociedade para uma determinada situação, propondo assim a caminhada quaresmal de jejum, esmola e oração como um caminho de tomada de consciência, conversão e transformação pessoal e comunitária. No próximo ano a quaresma terá inicio no dia 14 de março, quarta feira de cinzas, quando a todos os fiéis católicos é oferecida a recepção das cinzas sobre suas cabeças, num desejo de renunciar o mal e propósito de praticar o bem, conversão. O compromisso batismal cristão de sempre se esforçar pela busca e prática o bem, fortalecido pela ação do Espírito Santo, fiel à escuta da Palavra de Deus e na prática dos sacramentos, não pode ser deixado de lado.

Com o objetivo geral de “construir a fraternidade, promovendo a cultura da paz, da reconciliação e da justiça, à luz da Palavra de Deus, como caminho de superação da violência”, ao falar da superação da violência, a Campanha da Fraternidade de 2018 visa trazer presente a reflexão sobre a atmosfera de violência na qual vive o mundo hoje, em especial o Brasil, que é um dos líderes em práticas e em perpetuação de estruturas e sistemas que geram a violência. Ela se propõe também a rezar por aqueles que sofreram violências, bem como convidar a todos para que se unam na superação de toda forma de violência e a lutar por políticas públicas que garantam a paz e a harmonia entre todos. “Convertei-vos e crede no evangelho” é o convite quaresmal. Fraternidade e superação da violência é o desejo da Campanha da Fraternidade de 2018, visto que “em Cristo somos todos irmãos”. Como um tempo forte de penitência e de mudança de vida, a quaresma nos insere no mistério de Cristo, nos possibilitando conversão e retorno àquele que por nós nasceu, morreu e ressuscitou: Cristo. Desta forma, une-se quaresma e campanha da fraternidade, como tempo de graça, de alegria, tempo de aproximação de Deus e dos irmãos.

A Campanha da Fraternidade é um instrumento à nossa disposição e de nossas comunidades para reflexão, oração e conversão, na busca nos tirar do indiferentismo, muitas vezes despercebido por nós, nos tornando assim mais fraternos, mais solidários, mais irmãos. A Campanha da Fraternidade “nos desperta para uma cultura de fraternidade, apontando os princípios de justiça, denunciando ameaças e violações da dignidade e dos direitos, abrindo caminhos de solidariedade: Como meu Pai me ama, assim também Eu vos amo. Permanecei no meu amor” (Jo 15, 9). Não nos cansemos de trabalhar para que toda forma de violência, de desamor e de exclusão dê lugar à paz, ao perdão e à fraternidade, fazendo assim acontecer entre nós o Reino de Deus. “em Cristo somos todos irmãos”.

Confira no Portal Kairós todas as informações sobre a CF 2018 sempre atualizadas.

Dom Eduardo Vieira dos Santos é Bispo auxiliar de São Paulo, Vigário episcopal para a Região Sé e Bispo referencial para a Campanha da Fraternidade – Regional Sul I.

O que o Padre Zezinho acha da CNBB e você?

Ao contrário do que muitos pensam, a CNBB é uma organização oficial da igreja católica.

Você que usa minha página do Facebook para dialogar já deve ter lido os que aprovam a CNBB e os que mostram seu descontentamento e até sua raiva contra os bispos do Brasil.

Se você é católico e continua querendo ser católico entenda que isto de ofender os bispos do Brasil nunca foi nem nunca será catolicismo. Quem os ataca, em geral vem do viés conservador e anticomunista. Então, qualquer coisa que os bispos dizem, se não for conservador será todo como marxista, comunista ou anticatólico.

Por outro lado, os esquerdistas juramentados também agridem a CNBB toda vez que ela não defende ideias da esquerda.

Não lhes ocorre que estes bispos falam baseados nas encíclicas sociais dos últimos 9 papas desde o Concilio Vaticano II. Então, estão atacando 9 papas desde Leão XIII que escreveram sobre nossa doutrina social que não é nem conservadora nem comunista.

O viés desses católicos que atacam a CNBB é político. E eu também faço e prego política católica. Não sou nem esquerdista nem direitista. Sou padre católico que defende os papas e as mais de 50 encíclicas sociais que eles escreveram.

Não poderia ser diferente a reação desses católicos direitistas ou esquerdistas contra a CNBB. Não querem doutrina católica. Querem uma CNBB ou direitista ou esquerdista, mas não querem a CNBB católica.

Estudo e escrevo e leio a doutrina católica há 50 anos e impressiona-me a agressão e o quase ódio de alguns católicos contra a CNBB.

Eles têm opinião e eu também tenho. Eles não têm medo de bater contra a CNBB e eu não tenho medo desses católicos políticos irados. Já faz tempo que decidiram ser mais direitistas ou esquerdistas do que católicos.

Os bispos falaram. Quem era a favor continua a favor e quem era contra vai continuar contra. Para eles, a questão não é a fé nem catequese: é sua visão política radical. Não querem diálogo. Não querem ouvir os bispos.

Alguns deixaram minha página me ofendendo. Outros continuam ofendendo nossos bispos até que eu os exclua. E outros aceitam o diálogo. Como a página é minha, minha opinião é a favor da CNBB e dos bispos do Brasil.

E assino em baixo disso!

 

Pe. Zezinho, scj
https://www.facebook.com/padrezezinhoscj/

Mensagem oficial da CNBB sobre a polêmica que tomou conta do Brasil

Mensagem oficial da CNBB

Por meio de nota, divulgada em coletiva de imprensa na sede provisória da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília (DF), a presidência da CNBB manifestou mais uma vez sua apreensão e indignação com a grave realidade político-social vivida pelo país, que afeta tanto a população quanto as instituições brasileiras. No texto, a entidade repudia a falta de ética que se instalou nas instituições públicas, empresas, grupos sociais e na atuação de inúmeros políticos que “traindo a missão para a qual foram eleitos, jogam a atividade política no descrédito”.

A Conferência criticou também a apatia e o desinteresse pela política, que cresce cada dia mais no meio da população brasileira, inclusive nos movimentos sociais. Apesar de tudo, a entidade diz que é preciso vencer a tentação do desânimo, pois só uma reação do povo, consciente e organizado, no exercício de sua cidadania é capaz de purificar a política e a esperança dos cidadãos que “parecem não mais acreditar na força transformadora e renovadora do voto”.

“A arte é como uma porta aberta para o infinito, para uma beleza e para uma verdade que vão mais além da vida quotidiana” (Bento XVI – 2011)

Vencer a intolerância e o fundamentalismo

Confira, abaixo, a nota na íntegra:

“E Deus viu tudo quanto havia feito, e era muito bom” (Gn 1,31)

Os bispos do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, reunidos em Brasília de 24 a 26 de outubro de 2017, dirigem esta mensagem ao povo brasileiro, diante de recentes fatos que, em nome da arte e da cultura, desrespeitaram a sexualidade humana e vilipendiaram símbolos e sinais religiosos, dentre eles o crucifixo e a Eucaristia, tão caros à fé dos católicos.

Em toda sua história, a Igreja sempre valorizou a cultura e a arte, por revelarem a grandeza da pessoa humana, criada à imagem e semelhança de Deus, fazendo emergir a beleza que conduz ao divino. “A arte é como uma porta aberta para o infinito, para uma beleza e para uma verdade que vão mais além da vida quotidiana” (Bento XVI – 2011). O mundo no qual vivemos, ensina Paulo VI, precisa de beleza para não cair no desespero (Cf. Mensagem aos Artistas – 1965).

Reconhecemos que “para transmitir a mensagem que Cristo lhe confiou, a Igreja tem necessidade da arte” (São João Paulo II – Carta aos artistas 1999). Somos, por isso, agradecidos aos artistas pela infinidade de obras que enriquecem a cultura, animam o espírito e inspiram a fé. Merecem destaque a pintura, a música, a arquitetura, a escultura e tantas outras expressões artísticas que ressaltam a beleza da criação, do ser humano, da sexualidade, e o espírito religioso do povo brasileiro. Arte e fé, portanto, devem caminhar unidas, numa harmonia que respeita os valores e a sensibilidade de cada uma e de toda pessoa humana na sua cultura e nos seus valores.

Lamentavelmente, crescem em nosso meio o desrespeito e a intolerância que destroem esta harmonia, que deve marcar a relação da arte com a fé, da cultura com as religiões. Se, por um lado, a arte deve ser livre e criativa, por outro, os artistas e responsáveis pela promoção artística não podem desconsiderar os sentimentos de um povo ou de grupos que vivem valores, muitas vezes, revestidos de uma sacralidade inviolável. O desrespeito e a intolerância, por parte de artistas para com esses valores, fecham as portas ao diálogo, constroem muros e impedem a cultura do encontro. Preocupam, portanto, o nível e a abrangência destas intolerâncias que, demasiadamente alimentadas em redes sociais, têm levado pessoas e grupos a radicalismos que põem em risco o justo apreço pela arte, a autêntica liberdade, a sexualidade, os direitos humanos, a democracia do País.

Vivemos numa sociedade pluralista, por isto, precisamos saber conviver com os diferentes. Isso, contudo, não subtrai à Igreja o direito de anunciar o Evangelho e as verdades nele contidas, a respeito de Deus, do ser humano e da criação. Em desacordo com ideologias como a de gênero, é nosso dever ressaltar, sempre mais, a beleza do homem e da mulher, tais como Deus os criou, bem como os valores da fé, expressos também nos símbolos religiosos que, com sua arte e beleza, nos remetem a Deus. Desrespeitar estes símbolos é vilipendiar o coração de quem os considera instrumentos sagrados na sua relação com Deus, além de constituir crime previsto no Código Penal.

Animamos a sociedade brasileira a promover o diálogo e o encontro, por meio dos quais as pessoas, em suas diferenças, respeitam e exigem respeito, e permitem sentir a riqueza que cada um traz dentro de si.

Nossa Senhora Aparecida, Mãe e Padroeira dos brasileiros, nos ensine o caminho da beleza e do amor, da fraternidade e da paz.

Brasília, 26 de outubro de 2017

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

Os melhores cantos da Campanha da Fraternidade 2000 a 2014

  1. 2000 - Somos gente da esperança Campanha da Fraternidade
  2. 2000 - Misericórdia, Senhor Campanha da Fraternidade
  3. 2000 - Fala, Senhor Campanha da Fraternidade
  4. 2000 - Pai de amor Campanha da Fraternidade
  5. 2000 - Louvai ao Senhor Campanha da Fraternidade
  6. 2001 - Bendito és Tu Campanha da Fraternidade
  7. 2002 - Uma só será a mesa Campanha da Fraternidade
  8. 2003 - Canto de Abertura Campanha da Fraternidade
  9. 2004 - Canto de Abertura Campanha da Fraternidade
  10. 2005 - Hino Campanha da Fraternidade
  11. 2006 - Levanta-te Campanha da Fraternidade
  12. 2007 - Hino Campanha da Fraternidade
  13. 2008 - Hino Campanha da Fraternidade
  14. 2009 - Hino Campanha da Fraternidade
  15. 2010 - Hino Campanha Da Fraternidade
  16. 2011 - Hino Campanha da Fraternidade
  17. 2012 - Hino Campanha da Fraternidade
  18. 2013 - Hino Campanha da Fraternidade
  19. 2014 - É para a liberdade que cristo nos libertou Campanha da Fraternidade

Cifras e partituras dos melhores cantos da Campanha da Fraternidade 2000 a 2014:

Músicas e subsídios para baixar

CF 2018: Superação da violência só será possível com a união de todos

Cartaz Oficial da CF 2018

Cartaz Oficial da CF-2018

Curso online sobre a Campanha da Fraternidade 2018

Um grupo de pessoas com as mãos dadas, de diferentes idades e etnias, representando a multiplicidade da sociedade brasileira é a mensagem exposta no cartaz da Campanha da Fraternidade 2018. Especialmente no Ano do Laicato, a Igreja no Brasil convida a todos, por meio da CF 2018, a refletir sobre a problemática da violência, particularmente em como superá-la.

No cartaz, segundo o secretário-executivo das Campanhas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Luís Fernando, as pessoas que nele formam um círculo e unem as mãos indicam que a superação da violência só será possível a partir da união de todos. “A violência atinge toda a sociedade brasileira em suas múltiplas esferas, o caminho para superar a violência é a fraternidade entre as pessoas que se unem para implementar a cultura da paz”, explica.

A escolha do Cartaz, de acordo com o padre Luís Fernando, foi feita com base em duas etapas. A primeira foi aberta a participação da população que pôde enviar sugestões de arte por meio de um edital aberto ao público e a segunda passou pela avaliação do Conselho Permanente da CNBB. “A partir dessa escuta é que chegou a atual configuração do Cartaz”, sublinhou.

Com o tema “Fraternidade e superação da violência”, a CF 2018 além de mapear a violência, colocará também em evidência as iniciativas que existem para superá-la, bem como despertar novas propostas com esse objetivo.  “A Igreja no Brasil escolheu o tema da superação da violência devido ao crescimento dos índices de violência no Brasil. Esse tema já foi discutido na década de 80, num contexto em que o país vivia a recessão militar e dentro desse contexto foi possível mapear diversas formas de violência”, afirma padre Luís.

Ele explica ainda que o lema da CF “Vós sois todos irmãos” foi extraído do capítulo 23 do Evangelho de São Mateus, no qual Jesus repreende os fariseus e mestres da lei, por suas práticas não serem coerentes com os seus discursos: “Os fariseus e mestres da lei valorizavam a sociedade hierarquizada. Jesus propõe-lhes então um novo modelo mais comunitário e fraterno “Vós sois todos irmãos”.

“O lema da Campanha da Fraternidade 2018 é um convite para a superação da violência por meio do reconhecimento de que cada pessoa humana é irmão, é irmão e se assim o é então não se pode deferir contra ele (a) atos de violência”, finaliza padre Luís.

Subsídios

Além do cartaz, todo ano a Igreja no Brasil disponibiliza subsídios e materiais para ajudar as comunidades, famílias e cidadãos a vivenciarem o propósito da Campanha. Esses materiais estarão à disposição do público no site da Edições CNBB a partir da última semana de outubro.

Padre Luís Fernando explica ainda que o principal subsídio é o texto-base que apresenta uma reflexão do tema a partir do método ver, julgar e agir. Além disso, haverá ainda subsídios para alunos do ensino fundamental, médio e grupos juvenis. Já para ajudar na oração quaresmal, uma vez que a CF é lançada durante este período haverá também celebrações em família, via-sacra, vigília, eucaristia, celebração da misericórdia e celebração ecumênica.

Confira a cobertura do Portal Kairós sobre a Campanha da Fraternidade 2018.

 

CNBB / Portal Kairós