Nos encontramos na Jornada Mundial da Juventude 2022 em Lisboa

#JMJ2022

Jornada Mundial da Juventude 2022

A próxima Jornada Mundial da Juventude (JMJ) já tem confirmada a sua próxima sede, conforme foi anunciado pelo presidente do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, Cardeal Kevin Farrell, neste domingo, 27 de janeiro. Será em Lisboa, Portugal, em 2022.

“A próxima Jornada Mundial da Juventude será em Portugal”, assim o Cardeal Farrel fez o anúncio mais aguardado dos últimos dias, ao final da Missa de encerramento da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Panamá 2019, no Campo São João Paulo II, o que foi acompanhado com alegria por parte dos peregrinos portugueses, que fizeram grande festa no Panamá.

Em sua saudação ao final da Santa Missa, o Papa Francisco afirmou: Já foi anunciado o local da próxima Jornada Mundial da Juventude. Peço-vos para não deixar resfriar o que vivestes nestes dias. Regressai às vossas paróquias e comunidades, às vossas famílias e aos vossos amigos, e transmiti esta experiência, para que outros possam vibrar com a força e o sonho que tendes em vós. Com Maria, continuai a dizer “sim” ao sonho que Deus semeou em vós”.

Sobre a JMJ

A JMJ foi criada por São João Paulo II e acontece a cada ano nas dioceses ao redor do mundo. Mas, a cada certo tempo, em um evento especial, congrega jovens de todo o mundo em uma cidade para celebrar a alegria da fé e compartilhar com o Papa.

A primeira Jornada Mundial da Juventude foi realizada em Roma (Itália), em 1985.

27 de janeiro: 3º Domingo do Tempo Comum

O ESPÍRITO DO SENHOR ESTÁ SOBRE NÓS

Jesus foi ungido pelo Pai para anunciar o evangelho da vida e da salvação. Esta liturgia nos ajude a tomar consciência de que também nós, no batismo, fomos consagrados pelo Espírito para sermos continuadores da missão de Jesus. A exemplo dele, somos chamados a promover no mundo a justiça, a paz e a libertação dos males que afligem nossos irmãos e irmãs. Recordemos que se encerra no dia 27/01/2019, no Panamá, a Jornada Mundial da Juventude.

LIÇÃO DE VIDA
Jesus deseja que todos o ajudemos a anunciar o seu amor e a construir um mundo de justiça, fraternidade e paz.

Lucas inicia seu evangelho manifestando o desejo de também deixar por escrito os acontecimentos relacionados a Jesus de Nazaré. Ele dedica a obra a Teófilo, nome que significa “amigo de Deus”. Portanto, essa obra é também destinada a todos aqueles que se consideram amigos de Deus.

A seguir, apresenta Jesus entrando e ensinando nas sinagogas, particularmente na da vila onde se criou. É aí em Nazaré, região da Galileia, que o Senhor inicia sua missão: anunciar uma boa notícia aos pobres, a liberdade aos cativos e oprimidos, recuperar a vista aos cegos, proclamar o
tempo da graça. O Mestre estabeleceu para si verdadeiro programa de vida.

A Palavra de Deus não é palavra morta. Cada página do evangelho traz uma palavra viva, que deve se realizar no hoje da história. Na vida de Jesus está a vida de cada um de seus seguidores. E na missão dele está também a missão de todo batizado.

Como, nos dias atuais, proclamar uma boa notícia aos pobres? Como fazer ressoar a mensagem libertadora do evangelho na vida de tantos presos, muitos dos quais submetidos a condições desumanas e, não raro, condenados por causa de um “pedaço de pão”, enquanto a maior parte dos grandes roubos continua impune? Como devolver a real visão dos fatos aos que vivem iludidos por ideologias divulgadas pelos grandes meios de comunicação e pelas redes sociais?

Ungido pelo Espírito, Jesus cumpriu a profecia de Isaías, restaurando a dignidade de todos aqueles nos quais esta foi lesada. Tal deve ser também nossa missão: restaurar a dignidade de todo ser humano, começando pelos pobres. A proposta de Jesus é libertar as pessoas de qualquer situação de opressão e miséria, promovendo integralmente a vida.

O cristão, ungido pelo Espírito, é alguém que não se conforma com a maldade, a esperteza oportunista, a violência e a injustiça reinantes na sociedade. Quem se acomoda diante de tanto sofrimento não entendeu ou não procura entender o que o Mestre viveu e ensinou. É possível ficarmos conformados quando, em nosso país, algumas poucas famílias têm, juntas,
uma fortuna equivalente à soma das riquezas de cem milhões de brasileiros? O Espírito do Senhor clama em nós!

 

Pe. Nilo Luza, ssp

20 de janeiro: 2º Domingo do Tempo Comum

“EIS AQUI A SERVA DO SENHOR”

A liturgia deste domingo nos convida a reconhecer a presença de Jesus em todos os momentos da nossa vida; e também a presença de Maria, que intercede por nós e nos convida a fazer o que Jesus nos pede: sermos no mundo sinais de alegria, esperança e salvação. Celebremos em comunhão com os participantes da Jornada Mundial da Juventude, que se inicia nesta semana no Panamá.

LIÇÃO DE VIDA
Maria, nossa mãe do céu, sempre intercede a seu Filho, Jesus, por nós, por nossas famílias, por nossa comunidade e especialmente pelos que passam por dificuldades.

Nesta semana, a juventude do mundo inteiro estará vivendo a Jornada Mundial da Juventude, no Panamá.

A milhões de jovens falta alegria, esperança, oportunidades: “Eles não têm mais vinho” (Jo 2,3). O encontro com Jesus muda a vida das pessoas, dos jovens: “‘Mestre, onde moras?’ ‘Vinde e vede.’ Foram e permaneceram com ele” (Jo 1,38-39).

O Sínodo dos Bispos teve como tema: “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. O papa Francisco disse na abertura da reunião pré-sinodal, em Roma, no ano passado: “Os jovens devem ser levados a sério”. E disse mais: “Queridos jovens, o coração da Igreja é jovem precisamente porque o evangelho é como uma linfa vital que a regenera continuamente”.

Com Maria, queremos estar atentos às necessidades das juventudes, aos seus clamores, escutar suas angústias, seus desejos, suas críticas, suas ideias e alimentar seus sonhos e ideais. Lembrava são Bento: “Muitas vezes, é aos mais jovens que o Senhor revela a melhor solução”.

Com a jovem Maria, queremos dizer: “Eis aqui a serva do Senhor”. Um sim que faz a diferença, que nos move, que transforma nossa vida e nos dá coragem de empenhar nossas forças pela vida da juventude.

É preciso ter a ousadia de dizer: “Eles não têm mais vinho”. As juventudes não têm mais vinho. Na fé, confiando e contando com Deus, e no compromisso pessoal, em grupo e comunitário, abrindo espaços, dando oportunidades, “enchendo jarras”.

A JMJ 2019 quer ser esse lugar, espaço, oportunidade de encontro com Jesus, de reflexão, oração, consciência e decisão, recarregando as baterias e assumindo a missão de levar o vinho da alegria e da esperança a todas as juventudes.

Por isso, com Maria, queremos dizer: “Eis aqui a serva do Senhor”. Eis-me aqui! Estamos decididos. Envia-nos, Senhor!

“Queridos jovens, o Senhor, a Igreja, o mundo esperam também a vossa resposta à vocação única que cada um tem nesta vida!” (papa Francisco).

 

Vilsom Basso, scj
Bispo de Imperatriz-MA, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB

13 de janeiro: Batismo do Senhor

O BATISMO DE JESUS E O NOSSO BATISMO

“A festa do Batismo do Senhor, que hoje celebramos, nos recorda que todos somos filhos e filhas amados de Deus. O Pai do céu hoje nos chama a ouvir a sua voz e participar da missão de Jesus de anunciar ao mundo o amor, a fraternidade, a paz e a alegria da salvação”

LIÇÃO DE VIDA:
Pelo batismo nos tornamos todos irmãos e irmãs na fé, chamados a viver no amor a Deus e ao próximo.

Revestido do Espírito Santo e confirmado como Filho de Deus, Jesus inicia, de modo solene, a missão para a qual o Pai o enviou. No seu batismo, sentimos fortemente a presença da Santíssima Trindade: o Pai apresenta o Filho Jesus, e o Espírito Santo o consagra para a implantação do reino de Deus no mundo.

Ao juntar-se à multidão que João batizava, Jesus se mostra como aquele que assume os pecados da humanidade. Coloca-se no mesmo nível dos pecadores, os quais ele veio redimir e salvar. A esse respeito, o apóstolo Paulo escrevia aos coríntios: “Aquele que não conheceu pecado, por nós Deus o tratou como pecador, para que nós, por seu intermédio, fôssemos justos diante de Deus” (2Cor 5,21).

O batismo de Jesus é, na verdade, o grande momento da manifestação solidária da Santíssima Trindade. A voz do Pai celeste ecoa e esclarece: “Tu és o meu Filho amado, em ti ponho o meu benquerer”. Esse amor do Pai sustenta toda a vida de Jesus, incluindo a hora de sua morte na cruz: “Pai, em tuas mãos entrego meu espírito” (Lc 23,46). Quanto ao Espírito Santo, ele paira sobre Jesus, em forma corpórea de pomba, símbolo da criação (cf. Gn 1,2) e da nova criação (cf. Gn 8,8-12). Movido pelo Espírito de Deus, Jesus realiza nova criação. São Paulo afirma: “Se alguém está em Cristo, é nova criatura. As coisas antigas passaram…” (2Cor 5,17).

Pois bem, toda a realidade que envolve o batismo de Jesus é o que acontece quando uma pessoa é batizada em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Existe, porém, um perigo: que a catequese oferecida hoje a pais e padrinhos de batismo acentue aspectos secundários (roupa, horário, fotografia, certidão) e trate de modo superficial os aspectos fundamentais (implicações do batismo, compromissos com a Igreja).

O fato é que, a partir do batismo, passamos a pertencer à comunidade de Jesus Cristo. Nosso distintivo é a prática do amor a Deus e ao próximo. Assumimos responsabilidades com a Igreja e adquirimos o direito de participar da sua vida litúrgica e sacramental. Na qualidade de discípulos e discípulas de Jesus, decidimos caminhar no ritmo dele, observar o que ele nos ordena, certos de que ele é o único Caminho que nos leva ao Pai.

 

Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp

6 de janeiro: Epifania do Senhor

SOLENIDADE DA EPIFANIA

“Jesus é a manifestação de Deus ao mundo”

COMPROMISSO DE VIDA:
Vou me esforçar para demonstrar às pessoas com quem convivo o amor que tenho por elas.

O ano civil se inicia justamente na fase final do tempo do Natal, quando celebramos a Epifania e o Batismo do Senhor. Jesus manifesta-se ao mundo na visita dos sábios do Oriente, e, quando cumpre o rito do batismo no rio Jordão pelas mãos de João Batista, revela-se o Deus Trindade.

Que essas “epifanias” marquem nosso início de ano, para que o encontro com o Senhor transforme nossa vida, fazendo-a mudar de rumo. Temos certeza de que sempre haverá “uma luz em nosso caminho” para nos conduzir Àquele que é a Luz do mundo e que veio para iluminar a todos.

Somos chamados a refletir o rosto de Deus para os irmãos e irmãs. Assim como os sábios do Oriente voltaram para a sua terra iluminados pela verdadeira luz que é Cristo, também devemos resplandecer para os irmãos um brilho que não tem sua origem em nós, mas é obra do Senhor. E isso se manifesta por meio do nosso próprio testemunho cotidiano.

“Deus é vizinho, o seu Reino está próximo (cf. Mc 1,15): o Senhor não quer ser temido como um soberano poderoso e distante, não quer permanecer num trono celeste ou nos livros da história, mas gosta de mergulhar nas nossas vicissitudes de cada dia, para caminhar conosco” (papa Francisco, homilia na santa missa pelos 1.050 anos de batismo da Polônia).

Muitas vezes, somos estranhos para aqueles que moram perto de nós ou até dentro de nossa casa! Assim como Deus se fez vizinho a nós, aprendamos a ver no outro o nosso próximo. Conforta-nos saber que do pequeno e do anônimo Deus se serve com predileção. Em cada pequeno gesto fraterno, há uma epifania do amor de Deus.

Neste ano civil que se inicia, que possamos ser espelhos da luz divina de que o mundo de hoje tanto necessita, para que ela penetre as trevas do nosso tempo e nos aponte a esperança no futuro.

Estamos unidos aos jovens que se reúnem no Panamá, entre os dias 22 e 27 deste mês, para a Jornada Mundial da Juventude. Após termos celebrado, em outubro passado, o Sínodo dos Bispos sobre a juventude, agora o tema da “vocação e discernimento” se aprofunda com a resposta de Maria: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua Palavra” (Lc 1,38). Que a luz do Senhor permeie, de modo muito especial, a nossa juventude neste novo ano e nos aponte a esperança para o futuro.

 

Orani João Tempesta, O. Cist.
Cardeal Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro