Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso. Esse será o tema que pautará as ações da Igreja no Brasil no próximo ano, na Campanha da Fraternidade 2020. As comunidades católicas, inspiradas pela parábola do Bom Samaritano (Lc 10, 25-37) e, também, pela vida e pelo testemunho de Santa Dulce dos Pobres e outras figuras simbólicas da caridade no país, poderão vivenciar uma experiência de profunda caridade em favor da vida, em todas as suas dimensões.
Para impulsionar o trabalho da CF nas comunidades, a Diocese de Guaxupé convidou o secretário-executivo para Campanhas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Patriky Samuel Batista, para assessorar um encontro com lideranças pastorais. Padres, leigos e religiosos participaram da formação no dia 23 de novembro, na Cúria Diocesana.
“Se fosse preciso, começaria tudo outra vez do mesmo jeito, andando pelo mesmo caminho de dificuldades, pois a fé, que nunca me abandona, me daria forças para ir sempre em frente” Santa Dulce dos Pobres
Com uma apresentação objetiva, padre Patriky apresentou o conteúdo do texto-base, além de comentar elementos que compõem a identidade da CF: o cartaz, a inspiração de Santa Dulce dos Pobres como modelo de santidade ativa, a parábola do Bom Samaritano como paradigma para a ação eclesial. O assessor apontou a adaptação do método Ver-Julgar-Agir, formato de identidade eclesial latino-americana, para o “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele”, ações trazidas pela parábola do Bom Samaritano que iluminam a CF 2020.
“O texto do Bom Samaritano é como um óculos para olharmos a realidade, onde precisamos viver o Evangelho”, explicou padre Patriky ao destacar o lema.
A CF 2020 terá como objetivo central: “Conscientizar, à luz da Palavra de Deus, para o sentido da vida como Dom e Compromisso, que se traduz em relações de mútuo cuidado entre as pessoas, na família, na comunidade, na sociedade e no planeta, nossa Casa Comum”.
Material disponibilizado pelo assessor, clique aqui.
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/11/cf-2020-guaxupe-pk.png452750Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2019-11-26 13:23:092019-12-01 15:15:53Formação CF 2020: discussão sobre Dom e Compromisso
Com esta liturgia, iniciamos novo ano litúrgico. O tempo do Advento nos ajuda a nos prepararmos para a celebração do nascimento de Jesus. Somos convocados hoje à atitude de vigilância, para acolhermos com muita esperança e amor o Filho de Deus, nosso salvador, que virá no Natal.
A solidariedade, o amor e a generosidade – especialmente com as pessoas necessitadas – são atitudes que nos preparam para bem celebrarmos o Natal.
MOTIVOS PARA ESTAR SEMPRE ALERTAS
O tempo do Advento nos leva a considerar três modalidades da vinda de Deus ao nosso mundo e ao nosso coração. Antes de tudo, o Advento recorda o nascimento de nosso Salvador, Jesus Cristo. Quando o cruel rei Herodes governava a Judeia, Jesus nasceu em Belém. Nasceu de Maria e foi acomodado numa manjedoura. É fato histórico, ocorrido há mais de 2 mil anos. No dia 25 de dezembro de cada ano, celebramos este importantíssimo acontecimento da história da salvação: Deus se faz homem e vem morar entre nós. É o mistério da Encarnação.
Outro sentido do Advento é preparar-nos para a vinda gloriosa de Cristo, no final dos tempos. O Catecismo da Igreja Católica afirma que, “ao vir no fim dos tempos para julgar os vivos e os mortos, Cristo glorioso revelará a disposição secreta dos corações e retribuirá a cada um segundo suas obras e segundo tiver acolhido ou rejeitado sua graça” (n. 682).
O tempo entre as duas vindas do Senhor oferece ocasião para as constantes visitas que Deus nos faz a cada dia. Essas visitas podem realizar-se de diversas maneiras. As celebrações dos sacramentos são momentos privilegiados da presença de Deus em nossa vida, já que são sinais eficazes da graça divina. De resto, toda ação litúrgica é Deus agindo e nos salvando. Deus nos visita também na oração e na meditação, quando entramos em comunhão com ele. Igualmente, faz-se presente quando a assembleia dos fiéis está reunida em seu nome. Ainda, de forma bastante concreta, Deus se manifesta nos pobres. Servir aos pobres é servir a Deus: “Todas as vezes que vocês fizeram isso a um desses meus irmãos mais pequeninos, foi a mim que o fizeram” (Mt 25,40). Sabemos e sentimos que não existem limites para as manifestações de Deus. Ele vem nos visitar quando quer. Gratuitamente.
Às vezes, de modo surpreendente. Virá também na hora de nossa morte, para nos conduzir à glória eterna. Por isso, temos motivos de sobra para estar sempre alertas: não aconteça que Deus venha até nós repleto de graças e nos encontre distraídos, ausentes, preocupados unicamente com os bens terrenos. Sem condições de acolher o Hóspede divino.
No primeiro domingo do advento, qual vela acende?
As cores são importantes na Liturgia. Cada cor litúrgica tem seu significado. Entrando na igreja no primeiro domingo do Advento, você vai notar a presença da cor roxa.
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/11/1-domingo-do-advento-01.png500750Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2019-11-25 10:44:112019-12-01 15:17:381º de dezembro: 1º Domingo do tempo do Advento
A Santa Mãe Igreja concede indulgência plenária ao fiel que, na solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, recitar publicamente com presidente da celebração da Santa Missa o ato de consagração do gênero humano ao mesmo Jesus Cristo Rei. (cf. Enchir. Indulgentiarum, nº 2)
Note-se ainda que a recitação pessoal confere indulgência parcial*.
Qual a diferença entre a indulgência plenária e a parcial?
Indulgência plenária, o próprio nome diz, ela redime totalmente a pena que a pessoa teria que cumprir no purgatório. Enquanto a parcial, redime só em partes. A plenária é totalmente eficaz e definitiva para as pessoas mortas. Por exemplo, se eu tenho um parente que faleceu e cumpro uma obra indulgenciada, essa pessoa então, estaria liberta de todo o tempo do seu purgatório.
Dulcíssimo Jesus, Redentor do gênero humano, lançai sobre nós que humildemente estamos prostrados na vossa presença, os vossos olhares. Nós somos e queremos ser vossos; e a fim de podermos viver mais intimamente unidos a Vós, cada um de nós se consagra, espontaneamente, neste dia, ao vosso sacratíssimo Coração.
Muitos há que nunca Vos conheceram; muitos, desprezando os vossos mandamentos, Vos renegaram. Benigníssimo Jesus, tende piedade de uns e de outros e trazei-os todos ao vosso Sagrado Coração.
Senhor, sede rei não somente dos fiéis, que nunca de Vós se afastaram, mas também dos filhos pródigos, que Vos abandonaram; fazei que estes tornem, quanto antes, à casa paterna, para não perecerem de miséria e de fome.
Sede rei dos que vivem iludidos no erro, ou separados de Vós pela discórdia; trazei-os ao porto da verdade e à unidade da fé, a fim de que, em breve, haja um só rebanho e um só pastor.
Senhor, conservai incólume a vossa Igreja, e dai-lhe liberdade segura e sem peias; concedei ordem e paz a todos os povos; fazei que, de um polo a outro do mundo, ressoe uma só voz: louvado seja o Coração divino, que nos trouxe a salvação; honra e glória a Ele, por todos os séculos.
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/11/cristo-rei-2019.png500750Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2019-11-22 12:00:352024-02-20 10:20:59Indulgência plenária na solenidade de Cristo Rei
Desde o dia 17 de novembro, as Televisões e sites (como o Portal Kairós) de Inspiração Católicas estão transmitindo o vídeo motivador da Campanha para a Evangelização que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realiza todo ano no período do Advento para convidar os cristãos à reflexão sobre o Natal e de como isto se desdobra em ação concreta para fortalecer a ação missionária da Igreja no Brasil. Aqui no Portal Kairós é possível baixar o material da campanha (vídeo, logomarca, cartazes e cards para redes sociais).
Este ano, o cuidado com o anúncio da Palavra, com os pobres e com as comunidades são os eixos centrais da Campanha para a Evangelização. A Campanha, lançada oficialmente ontem, dia 17 de novembro, tem como lema: “Cuida dele”, a frase presente na parábola do Bom Samaritano, narrada no Evangelho de Lucas.
O padre Patriky Samuel Batista, secretário-executivo de Campanhas da CNBB, recorda o Catecismo da Igreja Católica quando ensina sobre o Advento: “Ao celebrar cada ano a liturgia do Advento, a Igreja atualiza esta espera do Messias: comungando com a longa preparação da primeira vinda do Salvador, os fiéis renovam o ardente desejo de sua Segunda Vinda”. E destaca o objetivo da Campanha para a Evangelização: “O objetivo é motivar os fiéis a participarem efetivamente da missão da Igreja por meio do testemunho de vida, de ações pastorais específicas e da garantia de recursos para a ação pastoral”.
Segundo padre Patriky, uma das grandes motivações para a realização da iniciativa “é a conscientização sobre a importância do compromisso evangelizador que deve ser assumido por cada cristão e o despertar para a corresponsabilidade pelo sustento das atividades pastorais da Igreja”.
As contribuições deste ano, serão feitas no terceiro domingo do Advento, nos dias 14 e 15 de dezembro. Ou seja, as contribuições são essenciais para que dioceses, especialmente, as mais pobres consigam realizar as ações pastorais de evangelização.
Os recursos arrecadados são distribuídos da seguinte maneira: 45% dos recursos ficam na própria diocese; 20% vão para o Regional da CNBB para as iniciativas evangelizadoras, como as atividades de formação e 35% se destinam à CNBB nacional que é usado para a manutenção da instituição e também o financiamento de ações pastorais.
Este ano, a Campanha para Evangelização completa 21 anos. Aprovada pela 35ª Assembleia Geral da CNBB, 1997, ela foi realizada pela primeira vez no advento de 1998.
CNBB / Portal Kairós
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/11/cartaz-da-evangelizacao-2019-04.png750530Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2019-11-18 14:07:482024-11-21 17:52:26Campanha para a Evangelização 2019 lança vídeo para TVs
O Ano Litúrgico é a celebração da vida de Jesus Cristo ao longo de um ano. A cada ano, os cristãos revivem as etapas mais importantes da vida de nosso Senhor: seu nascimento, a morte, ressurreição, ascensão e o envio do Espírito Santo… No ano civil, somos orientados pelas estações (primavera, verão…) e pelas festas cívicas (Carnaval, Tiradentes, Independência…); no Ano Litúrgico, nossa caminhada de fé é marcada pelos momentos fortes da vida do Senhor.
O povo da primeira Aliança, o povo judeu, também tinha (e tem) seu Ano Litúrgico. No começo, o ritmo da vida deles era marcado pelas festas ligadas à terra (animais e lavoura): mudança de uma pastagem a outra (páscoa), primeiros frutos, colheita da cevada, ceifa do trigo etc. Com o passar do tempo, incorporaram a essas festas fatos da vida nacional, criando outras celebrações: a Páscoa se tornou comemoração da libertação do Egito; Pentecostes celebrava o dia da entrega da Lei; Tendas ainda hoje recorda o tempo de Moisés, no deserto, quando o povo viveu em cabanas etc.
A expressão “Ano Litúrgico” começou a ser usada no século XIX, quando surgiu o Movimento Litúrgico. Esse Movimento para a renovação da Liturgia foi coroado no século passado, no Concílio Ecumênico Vaticano II. Seu primeiro grande fruto foi a constituição Sacrosanctum Concilium, sobre a Liturgia. Antes de se chamar “Ano Litúrgico”, recebera outros nomes, por exemplo, “Ano da Igreja” e “Ano cristão”.
Como se divide o Ano Litúrgico?
Sendo a celebração da vida de nosso Senhor ao longo de um ano, o Ano Litúrgico tem etapas, e com elas nós avançamos e somos introduzidos no coração do projeto de Deus.
Há dois modos de perceber a organização do Ano Litúrgico
01 – O primeiro se caracteriza por ciclos. Ciclo é um “período em que ocorrem fatos históricos importantes a partir de um acontecimento, seguindo uma determinada evolução”. O primeiro fato histórico importante da vida de nosso Salvador é seu nascimento, o Natal. Portanto, Ciclo do Natal. O fato mais importante está cercado de outros acontecimentos que o precedem e o seguem. Dessa forma, o Ciclo do Natal está composto da seguinte forma: Advento, Natal (com oitava), Sagrada Família, festa da Mãe de Deus, Epifania e Batismo do Senhor.
O segundo fato histórico importante é a Páscoa. Temos, portanto, o Ciclo da Páscoa, assim formado: Quaresma, Semana Santa, Tríduo Pascal, Páscoa (com oitava), domingos da Páscoa (Ascensão), Pentecostes.
Temos, ainda, o período mais longo do ano, com 34 (33) domingos, chamado de Tempo Comum.
02 – Outro modo de perceber a organização do Ano Litúrgico é por tempos. Tempo do Advento (4 domingos antes do Natal), Tempo do Natal (até o Batismo do Senhor), Tempo da Quaresma (5 domingos mais Semana Santa), Tempo Pascal (da Páscoa até Pentecostes) e Tempo Comum (34 domingos, assim distribuídos: da festa do Batismo do Senhor até o início da Quaresma; de Pentecostes até o 34º Domingo Comum).
Quando começa e quando termina o Ano Litúrgico?
O Ano Litúrgico não segue o calendário civil. Começa antes e, portanto, termina antes. Sendo celebração da vida de nosso Senhor ao longo de um ano, é lógico começar pela preparação ao seu nascimento. Por isso, o primeiro domingo do Advento marca o início do Ano Litúrgico. E, consequentemente, a última semana do Tempo Comum é também a última semana do Ano Litúrgico. No 34° domingo do Tempo Comum celebra-se, todos os anos, a solenidade de nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo. É a coroa do Ano Litúrgico, que parte da encarnação e termina na glorificação.
CICLO DO NATAL
O que é o Ciclo do Natal?
É o período que parte do primeiro domingo do Advento e termina com a festa do Batismo do Senhor. Chama-se Ciclo do Natal porque essa solenidade é seu ponto alto. É o Natal que dá sentido ao que veio antes, como preparação (Advento) e ao que vem depois, como celebração e complemento.
ADVENTO
O que é o Advento? O que significa Advento? Por que não começa sempre no mesmo dia?
A palavra Advento vem do latim (Adventus) e significa chegada, vinda. É o tempo de preparação próxima para a solenidade do nascimento do Salvador. Alguns fatores contribuem para que o Ano Litúrgico não comece sempre no mesmo dia. Em primeiro lugar, o fato de o Natal ser sempre no dia 25 de dezembro, podendo cair em qualquer dia da semana. Em segundo lugar, o Advento tem sempre 4 domingos. As três primeiras semanas do Advento são cheias, mas a última é quase sempre incompleta. Por isso, a cada ano, o Advento tem dias a mais ou a menos em relação ao ano anterior.
Quando se começou a celebrar o Advento?
Não é possível determinar com exatidão quando e onde teve início o costume de celebrar o Advento. Sabe-se que em várias regiões, entre os séculos IV e VII, já se celebrava o Advento como preparação ao Natal. Em certas regiões, como na Espanha e na antiga França, desde o
início esse tempo era marcado pela prática do jejum e da abstinência de carne. Em Roma, pelo fim do século VII, o Advento começa a ser identificado com a preparação para a segunda vinda de Cristo. Com a reforma litúrgica do Concílio Vaticano II, o Advento passou a ser celebrado nos seus dois aspectos: a vinda definitiva do Senhor e a preparação para o Natal, mantendo a tradição das 4 semanas.
Quando começamos a preparar-nos para o Natal?
Pode-se falar de preparação próxima e de preparação remota. A preparação próxima se concentra no Advento. É um tempo de fortes apelos para acolher a vida, promovê-la e defendê-la. A liturgia dos 4 domingos do Advento, os cantos próprios desse tempo, as novenas de Natal, os mutirões para um Natal sem fome… são algumas formas de preparação próxima para essa solenidade. O fato de pensarmos nos outros, de presentearmos as pessoas, de reunirmos familiares distantes e amigos, também pertence ao espírito natalino que povoa nosso imaginário nesse período. Evidentemente, quem só pensa em presentes e festas de fim de ano está muito longe da proposta que o Natal tem a oferecer.
Mas pode-se falar também de uma preparação remota. De fato, ao longo do ano, a Liturgia nos educa e prepara a essa grande solenidade, seguindo os passos da mãe de Jesus. Nove meses antes do Natal – 25 de março – celebramos a solenidade da Anunciação do Senhor (Lucas 1,26-38). Nessa ocasião, o anjo Gabriel disse a Maria que Isabel estava no sexto mês de gravidez.
Lucas 1,39-56 narra a visita de Maria a sua prima, e nós celebramos esse acontecimento no dia 31 de maio, festa da Visitação de Nossa Senhora. É o encontro de duas mães e o encontro do Precursor com o Salvador.
No dia 24 de junho – em clima de festas juninas – celebramos a Natividade de São João Batista, e é interessante imaginar Maria ajudando Isabel no parto de João. Enfim, podemos preparar-nos com a festa do aniversário de Maria, no dia 8 de setembro (não se sabe ao certo
quando ela nasceu). Sua natividade foi o ponto de partida para que o Messias chegasse até nós.
Qual a cor litúrgica do Advento e o que significa?
As cores são importantes na Liturgia. Cada cor litúrgica tem seu significado. Entrando na igreja no primeiro domingo do Advento, você vai notar a presença da cor roxa. Ela estará nas vestes do presidente da celebração (estola e casula), na ornamentação da Mesa da Palavra (ambão) e da Mesa da Eucaristia (altar). Dependendo da criatividade e dos recursos da comunidade, a cor roxa se manifestará em flores, panôs etc. Ela é um convite àquilo que João Batista anunciava: “Preparem o caminho do Senhor, endireitem suas estradas. Todo vale será aterrado, toda montanha e colina serão aplainadas; as estradas curvas ficarão retas, e os caminhos esburacados serão nivelados. E todo homem verá a salvação de Deus” (Lucas 3,4b-6).
O roxo pede mudanças profundas para a vinda do Senhor. É também a cor da Quaresma.
No terceiro domingo do Advento pode-se usar a cor rosa, e seu significado é alegria. A razão é esta: a antífona de entrada desse domingo é tirada de Filipenses 4,4-5, e é um convite à alegria: “Alegrai-vos sempre no Senhor. De novo eu vos digo: Alegrai-vos! O Senhor está perto!”. A alegria também faz parte da preparação ao Natal.
O que é a coroa do Advento?
A coroa do Advento se tornou comum em nossa cultura e ajuda na preparação ao Natal. Ela teve origem na Alemanha, entre as famílias protestantes. Porém, a coroa não nasceu de tradições cristãs. Os protestantes a adaptaram de costumes pagãos. Lá, no Natal é inverno, as horas de sol são poucas, e as noites, longas. Sendo inverno, tem-se a impressão de que toda a natureza morre.
Por isso acendiam-se velas, enfeitadas com ramos de pinho, que se mantêm verdes também no inverno. Esperava-se, à luz das velas, a chegada da primavera, quando a natureza renasce.
Enfeitavam a coroa com fitas vermelhas. As velas eram roxas ou púrpuras, a cor da realeza. Os cristãos “batizaram” esse costume. Para eles, a quarta vela devia ser rosa, para expressar alegria.
Na noite do Natal, uma vela branca, símbolo de Cristo, era acesa e colocada no centro. Como se vê, a coroa do Advento nasceu nas casas, em família, quando ainda não havia luz elétrica. É interessante resgatar a coroa como algo a ser cultivado em família. Nas igrejas, ela tem basicamente quatro velas enfeitadas (coloridas), uma para cada domingo. Vão sendo acesas sucessivamente ao longo do Advento. Luz das velas, ramos verdes, coroa em forma de círculo sugerem aprofundamentos.
Portal Kairós
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/11/advento-natal-2019-pk.png750750Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2019-11-18 01:41:282020-10-26 13:09:50Você sabe realmente o que é Advento?
Formação CF 2020: discussão sobre Dom e Compromisso
/em Campanha da Fraternidade, Campanhas da Igreja, CF 2020, Notícias CF 2020Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso. Esse será o tema que pautará as ações da Igreja no Brasil no próximo ano, na Campanha da Fraternidade 2020. As comunidades católicas, inspiradas pela parábola do Bom Samaritano (Lc 10, 25-37) e, também, pela vida e pelo testemunho de Santa Dulce dos Pobres e outras figuras simbólicas da caridade no país, poderão vivenciar uma experiência de profunda caridade em favor da vida, em todas as suas dimensões.
Para impulsionar o trabalho da CF nas comunidades, a Diocese de Guaxupé convidou o secretário-executivo para Campanhas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Patriky Samuel Batista, para assessorar um encontro com lideranças pastorais. Padres, leigos e religiosos participaram da formação no dia 23 de novembro, na Cúria Diocesana.
Com uma apresentação objetiva, padre Patriky apresentou o conteúdo do texto-base, além de comentar elementos que compõem a identidade da CF: o cartaz, a inspiração de Santa Dulce dos Pobres como modelo de santidade ativa, a parábola do Bom Samaritano como paradigma para a ação eclesial. O assessor apontou a adaptação do método Ver-Julgar-Agir, formato de identidade eclesial latino-americana, para o “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele”, ações trazidas pela parábola do Bom Samaritano que iluminam a CF 2020.
“O texto do Bom Samaritano é como um óculos para olharmos a realidade, onde precisamos viver o Evangelho”, explicou padre Patriky ao destacar o lema.
A CF 2020 terá como objetivo central: “Conscientizar, à luz da Palavra de Deus, para o sentido da vida como Dom e Compromisso, que se traduz em relações de mútuo cuidado entre as pessoas, na família, na comunidade, na sociedade e no planeta, nossa Casa Comum”.
Material disponibilizado pelo assessor, clique aqui.
Assessoria de Comunicação / Portal Kairós
1º de dezembro: 1º Domingo do tempo do Advento
/em Liturgia Católica1º Domingo do Advento
MOTIVOS PARA ESTAR SEMPRE ALERTAS
O tempo do Advento nos leva a considerar três modalidades da vinda de Deus ao nosso mundo e ao nosso coração. Antes de tudo, o Advento recorda o nascimento de nosso Salvador, Jesus Cristo. Quando o cruel rei Herodes governava a Judeia, Jesus nasceu em Belém. Nasceu de Maria e foi acomodado numa manjedoura. É fato histórico, ocorrido há mais de 2 mil anos. No dia 25 de dezembro de cada ano, celebramos este importantíssimo acontecimento da história da salvação: Deus se faz homem e vem morar entre nós. É o mistério da Encarnação.
Outro sentido do Advento é preparar-nos para a vinda gloriosa de Cristo, no final dos tempos. O Catecismo da Igreja Católica afirma que, “ao vir no fim dos tempos para julgar os vivos e os mortos, Cristo glorioso revelará a disposição secreta dos corações e retribuirá a cada um segundo suas obras e segundo tiver acolhido ou rejeitado sua graça” (n. 682).
O tempo entre as duas vindas do Senhor oferece ocasião para as constantes visitas que Deus nos faz a cada dia. Essas visitas podem realizar-se de diversas maneiras. As celebrações dos sacramentos são momentos privilegiados da presença de Deus em nossa vida, já que são sinais eficazes da graça divina. De resto, toda ação litúrgica é Deus agindo e nos salvando. Deus nos visita também na oração e na meditação, quando entramos em comunhão com ele. Igualmente, faz-se presente quando a assembleia dos fiéis está reunida em seu nome. Ainda, de forma bastante concreta, Deus se manifesta nos pobres. Servir aos pobres é servir a Deus: “Todas as vezes que vocês fizeram isso a um desses meus irmãos mais pequeninos, foi a mim que o fizeram” (Mt 25,40). Sabemos e sentimos que não existem limites para as manifestações de Deus. Ele vem nos visitar quando quer. Gratuitamente.
Às vezes, de modo surpreendente. Virá também na hora de nossa morte, para nos conduzir à glória eterna. Por isso, temos motivos de sobra para estar sempre alertas: não aconteça que Deus venha até nós repleto de graças e nos encontre distraídos, ausentes, preocupados unicamente com os bens terrenos. Sem condições de acolher o Hóspede divino.
No primeiro domingo do advento, qual vela acende?
As cores são importantes na Liturgia. Cada cor litúrgica tem seu significado. Entrando na igreja no primeiro domingo do Advento, você vai notar a presença da cor roxa.
Mais sobre o Advento
Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp / Portal Kairós
Indulgência plenária na solenidade de Cristo Rei
/em Liturgia CatólicaA Santa Mãe Igreja concede indulgência plenária ao fiel que, na solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, recitar publicamente com presidente da celebração da Santa Missa o ato de consagração do gênero humano ao mesmo Jesus Cristo Rei.
(cf. Enchir. Indulgentiarum, nº 2)
Note-se ainda que a recitação pessoal confere indulgência parcial*.
Qual a diferença entre a indulgência plenária e a parcial?
Indulgência plenária, o próprio nome diz, ela redime totalmente a pena que a pessoa teria que cumprir no purgatório. Enquanto a parcial, redime só em partes. A plenária é totalmente eficaz e definitiva para as pessoas mortas. Por exemplo, se eu tenho um parente que faleceu e cumpro uma obra indulgenciada, essa pessoa então, estaria liberta de todo o tempo do seu purgatório.
Dulcíssimo Jesus, Redentor do gênero humano, lançai sobre nós que humildemente estamos prostrados na vossa presença, os vossos olhares. Nós somos e queremos ser vossos; e a fim de podermos viver mais intimamente unidos a Vós, cada um de nós se consagra, espontaneamente, neste dia, ao vosso sacratíssimo Coração.
Muitos há que nunca Vos conheceram; muitos, desprezando os vossos mandamentos, Vos renegaram. Benigníssimo Jesus, tende piedade de uns e de outros e trazei-os todos ao vosso Sagrado Coração.
Senhor, sede rei não somente dos fiéis, que nunca de Vós se afastaram, mas também dos filhos pródigos, que Vos abandonaram; fazei que estes tornem, quanto antes, à casa paterna, para não perecerem de miséria e de fome.
Sede rei dos que vivem iludidos no erro, ou separados de Vós pela discórdia; trazei-os ao porto da verdade e à unidade da fé, a fim de que, em breve, haja um só rebanho e um só pastor.
Senhor, conservai incólume a vossa Igreja, e dai-lhe liberdade segura e sem peias; concedei ordem e paz a todos os povos; fazei que, de um polo a outro do mundo, ressoe uma só voz: louvado seja o Coração divino, que nos trouxe a salvação; honra e glória a Ele, por todos os séculos.
Amém.
Padre Ezequiel / Portal Kairós
Campanha para a Evangelização 2019 lança vídeo para TVs
/em Campanha para a Evangelização, Campanhas da Igreja, CE 2019Este ano, o cuidado com o anúncio da Palavra, com os pobres e com as comunidades são os eixos centrais da Campanha para a Evangelização. A Campanha, lançada oficialmente ontem, dia 17 de novembro, tem como lema: “Cuida dele”, a frase presente na parábola do Bom Samaritano, narrada no Evangelho de Lucas.
O padre Patriky Samuel Batista, secretário-executivo de Campanhas da CNBB, recorda o Catecismo da Igreja Católica quando ensina sobre o Advento: “Ao celebrar cada ano a liturgia do Advento, a Igreja atualiza esta espera do Messias: comungando com a longa preparação da primeira vinda do Salvador, os fiéis renovam o ardente desejo de sua Segunda Vinda”. E destaca o objetivo da Campanha para a Evangelização: “O objetivo é motivar os fiéis a participarem efetivamente da missão da Igreja por meio do testemunho de vida, de ações pastorais específicas e da garantia de recursos para a ação pastoral”.
Segundo padre Patriky, uma das grandes motivações para a realização da iniciativa “é a conscientização sobre a importância do compromisso evangelizador que deve ser assumido por cada cristão e o despertar para a corresponsabilidade pelo sustento das atividades pastorais da Igreja”.
As contribuições deste ano, serão feitas no terceiro domingo do Advento, nos dias 14 e 15 de dezembro. Ou seja, as contribuições são essenciais para que dioceses, especialmente, as mais pobres consigam realizar as ações pastorais de evangelização.
Os recursos arrecadados são distribuídos da seguinte maneira: 45% dos recursos ficam na própria diocese; 20% vão para o Regional da CNBB para as iniciativas evangelizadoras, como as atividades de formação e 35% se destinam à CNBB nacional que é usado para a manutenção da instituição e também o financiamento de ações pastorais.
Este ano, a Campanha para Evangelização completa 21 anos. Aprovada pela 35ª Assembleia Geral da CNBB, 1997, ela foi realizada pela primeira vez no advento de 1998.
CNBB / Portal Kairós
Você sabe realmente o que é Advento?
/em Liturgia CatólicaO que é o Ano Litúrgico?
O Ano Litúrgico é a celebração da vida de Jesus Cristo ao longo de um ano. A cada ano, os cristãos revivem as etapas mais importantes da vida de nosso Senhor: seu nascimento, a morte, ressurreição, ascensão e o envio do Espírito Santo… No ano civil, somos orientados pelas estações (primavera, verão…) e pelas festas cívicas (Carnaval, Tiradentes, Independência…); no Ano Litúrgico, nossa caminhada de fé é marcada pelos momentos fortes da vida do Senhor.
O povo da primeira Aliança, o povo judeu, também tinha (e tem) seu Ano Litúrgico. No começo, o ritmo da vida deles era marcado pelas festas ligadas à terra (animais e lavoura): mudança de uma pastagem a outra (páscoa), primeiros frutos, colheita da cevada, ceifa do trigo etc. Com o passar do tempo, incorporaram a essas festas fatos da vida nacional, criando outras celebrações: a Páscoa se tornou comemoração da libertação do Egito; Pentecostes celebrava o dia da entrega da Lei; Tendas ainda hoje recorda o tempo de Moisés, no deserto, quando o povo viveu em cabanas etc.
A expressão “Ano Litúrgico” começou a ser usada no século XIX, quando surgiu o Movimento Litúrgico. Esse Movimento para a renovação da Liturgia foi coroado no século passado, no Concílio Ecumênico Vaticano II. Seu primeiro grande fruto foi a constituição Sacrosanctum Concilium, sobre a Liturgia. Antes de se chamar “Ano Litúrgico”, recebera outros nomes, por exemplo, “Ano da Igreja” e “Ano cristão”.
Como se divide o Ano Litúrgico?
Sendo a celebração da vida de nosso Senhor ao longo de um ano, o Ano Litúrgico tem etapas, e com elas nós avançamos e somos introduzidos no coração do projeto de Deus.
Há dois modos de perceber a organização do Ano Litúrgico
01 – O primeiro se caracteriza por ciclos. Ciclo é um “período em que ocorrem fatos históricos importantes a partir de um acontecimento, seguindo uma determinada evolução”. O primeiro fato histórico importante da vida de nosso Salvador é seu nascimento, o Natal. Portanto, Ciclo do Natal. O fato mais importante está cercado de outros acontecimentos que o precedem e o seguem. Dessa forma, o Ciclo do Natal está composto da seguinte forma: Advento, Natal (com oitava), Sagrada Família, festa da Mãe de Deus, Epifania e Batismo do Senhor.
O segundo fato histórico importante é a Páscoa. Temos, portanto, o Ciclo da Páscoa, assim formado: Quaresma, Semana Santa, Tríduo Pascal, Páscoa (com oitava), domingos da Páscoa (Ascensão), Pentecostes.
Temos, ainda, o período mais longo do ano, com 34 (33) domingos, chamado de Tempo Comum.
02 – Outro modo de perceber a organização do Ano Litúrgico é por tempos. Tempo do Advento (4 domingos antes do Natal), Tempo do Natal (até o Batismo do Senhor), Tempo da Quaresma (5 domingos mais Semana Santa), Tempo Pascal (da Páscoa até Pentecostes) e Tempo Comum (34 domingos, assim distribuídos: da festa do Batismo do Senhor até o início da Quaresma; de Pentecostes até o 34º Domingo Comum).
Quando começa e quando termina o Ano Litúrgico?
O Ano Litúrgico não segue o calendário civil. Começa antes e, portanto, termina antes. Sendo celebração da vida de nosso Senhor ao longo de um ano, é lógico começar pela preparação ao seu nascimento. Por isso, o primeiro domingo do Advento marca o início do Ano Litúrgico. E, consequentemente, a última semana do Tempo Comum é também a última semana do Ano Litúrgico. No 34° domingo do Tempo Comum celebra-se, todos os anos, a solenidade de nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo. É a coroa do Ano Litúrgico, que parte da encarnação e termina na glorificação.
CICLO DO NATAL
O que é o Ciclo do Natal?
É o período que parte do primeiro domingo do Advento e termina com a festa do Batismo do Senhor. Chama-se Ciclo do Natal porque essa solenidade é seu ponto alto. É o Natal que dá sentido ao que veio antes, como preparação (Advento) e ao que vem depois, como celebração e complemento.
ADVENTO
O que é o Advento? O que significa Advento? Por que não começa sempre no mesmo dia?
A palavra Advento vem do latim (Adventus) e significa chegada, vinda. É o tempo de preparação próxima para a solenidade do nascimento do Salvador. Alguns fatores contribuem para que o Ano Litúrgico não comece sempre no mesmo dia. Em primeiro lugar, o fato de o Natal ser sempre no dia 25 de dezembro, podendo cair em qualquer dia da semana. Em segundo lugar, o Advento tem sempre 4 domingos. As três primeiras semanas do Advento são cheias, mas a última é quase sempre incompleta. Por isso, a cada ano, o Advento tem dias a mais ou a menos em relação ao ano anterior.
Quando se começou a celebrar o Advento?
Não é possível determinar com exatidão quando e onde teve início o costume de celebrar o Advento. Sabe-se que em várias regiões, entre os séculos IV e VII, já se celebrava o Advento como preparação ao Natal. Em certas regiões, como na Espanha e na antiga França, desde o
início esse tempo era marcado pela prática do jejum e da abstinência de carne. Em Roma, pelo fim do século VII, o Advento começa a ser identificado com a preparação para a segunda vinda de Cristo. Com a reforma litúrgica do Concílio Vaticano II, o Advento passou a ser celebrado nos seus dois aspectos: a vinda definitiva do Senhor e a preparação para o Natal, mantendo a tradição das 4 semanas.
Quando começamos a preparar-nos para o Natal?
Pode-se falar de preparação próxima e de preparação remota. A preparação próxima se concentra no Advento. É um tempo de fortes apelos para acolher a vida, promovê-la e defendê-la. A liturgia dos 4 domingos do Advento, os cantos próprios desse tempo, as novenas de Natal, os mutirões para um Natal sem fome… são algumas formas de preparação próxima para essa solenidade. O fato de pensarmos nos outros, de presentearmos as pessoas, de reunirmos familiares distantes e amigos, também pertence ao espírito natalino que povoa nosso imaginário nesse período. Evidentemente, quem só pensa em presentes e festas de fim de ano está muito longe da proposta que o Natal tem a oferecer.
Mas pode-se falar também de uma preparação remota. De fato, ao longo do ano, a Liturgia nos educa e prepara a essa grande solenidade, seguindo os passos da mãe de Jesus. Nove meses antes do Natal – 25 de março – celebramos a solenidade da Anunciação do Senhor (Lucas 1,26-38). Nessa ocasião, o anjo Gabriel disse a Maria que Isabel estava no sexto mês de gravidez.
Lucas 1,39-56 narra a visita de Maria a sua prima, e nós celebramos esse acontecimento no dia 31 de maio, festa da Visitação de Nossa Senhora. É o encontro de duas mães e o encontro do Precursor com o Salvador.
No dia 24 de junho – em clima de festas juninas – celebramos a Natividade de São João Batista, e é interessante imaginar Maria ajudando Isabel no parto de João. Enfim, podemos preparar-nos com a festa do aniversário de Maria, no dia 8 de setembro (não se sabe ao certo
quando ela nasceu). Sua natividade foi o ponto de partida para que o Messias chegasse até nós.
Qual a cor litúrgica do Advento e o que significa?
As cores são importantes na Liturgia. Cada cor litúrgica tem seu significado. Entrando na igreja no primeiro domingo do Advento, você vai notar a presença da cor roxa. Ela estará nas vestes do presidente da celebração (estola e casula), na ornamentação da Mesa da Palavra (ambão) e da Mesa da Eucaristia (altar). Dependendo da criatividade e dos recursos da comunidade, a cor roxa se manifestará em flores, panôs etc. Ela é um convite àquilo que João Batista anunciava: “Preparem o caminho do Senhor, endireitem suas estradas. Todo vale será aterrado, toda montanha e colina serão aplainadas; as estradas curvas ficarão retas, e os caminhos esburacados serão nivelados. E todo homem verá a salvação de Deus” (Lucas 3,4b-6).
O roxo pede mudanças profundas para a vinda do Senhor. É também a cor da Quaresma.
No terceiro domingo do Advento pode-se usar a cor rosa, e seu significado é alegria. A razão é esta: a antífona de entrada desse domingo é tirada de Filipenses 4,4-5, e é um convite à alegria: “Alegrai-vos sempre no Senhor. De novo eu vos digo: Alegrai-vos! O Senhor está perto!”. A alegria também faz parte da preparação ao Natal.
O que é a coroa do Advento?
A coroa do Advento se tornou comum em nossa cultura e ajuda na preparação ao Natal. Ela teve origem na Alemanha, entre as famílias protestantes. Porém, a coroa não nasceu de tradições cristãs. Os protestantes a adaptaram de costumes pagãos. Lá, no Natal é inverno, as horas de sol são poucas, e as noites, longas. Sendo inverno, tem-se a impressão de que toda a natureza morre.
Por isso acendiam-se velas, enfeitadas com ramos de pinho, que se mantêm verdes também no inverno. Esperava-se, à luz das velas, a chegada da primavera, quando a natureza renasce.
Enfeitavam a coroa com fitas vermelhas. As velas eram roxas ou púrpuras, a cor da realeza. Os cristãos “batizaram” esse costume. Para eles, a quarta vela devia ser rosa, para expressar alegria.
Na noite do Natal, uma vela branca, símbolo de Cristo, era acesa e colocada no centro. Como se vê, a coroa do Advento nasceu nas casas, em família, quando ainda não havia luz elétrica. É interessante resgatar a coroa como algo a ser cultivado em família. Nas igrejas, ela tem basicamente quatro velas enfeitadas (coloridas), uma para cada domingo. Vão sendo acesas sucessivamente ao longo do Advento. Luz das velas, ramos verdes, coroa em forma de círculo sugerem aprofundamentos.
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