Casa do Músico com a música: Anuncia-me

Canção: Anuncia-me no programa Casa do Músico

Bem-vindos a mais um programa Casa do Músico! Ainda, neste mês das vocações, apresentamos outra música que nos convida a realizarmos a vontade de Deus. Rinaldo Rosa ensina a tocar no violão a canção “Anuncia-me”, de composição do diácono Nelsinho Corrêa.

Aprenda a tocá-la assistindo ao vídeo

Uma Breve Pausa – Tu és, Senhor, o meu Pastor

Letra da música

Anda no pecado o Meu povo escolhido,
Não encontro sequer um coração contrito
Disse-me o Senhor: Vai falar por Mim, anuncia-Me.
Vai falar por mim, anuncia-Me.

Eu não sei falar, sou apenas uma criança
Ah eu não sei falar, sou apenas uma criança.
Tenho medo Senhor, vem falar por mim, misericórdia.

Tens a vocação de não calar a minha voz
Vamos coragem grita Meu amor entre as nações
Disse-me o Senhor:
Vai falar por Mim, anuncia-Me.

Tão pequeno sou
até os homens temo,
Como falar Senhor, de um Deus tão Grande e Terno?
Tenho medo Senhor,
vem falar por mim, misericórdia.

Não há o que temer, sou Eu quem falarei em ti
Não há o que temer, sou Eu quem falarei em ti
Pois estou contigo
para te livrar,
confia em Mim.

Vai, confia em mim, anuncia-Me!
Vai confia em mim, anuncia-me!
Vai!

 

Canção Nova / Portal Kairós

Uma Breve Pausa com a música Pão de vida nova

No programa “Uma Breve Pausa”, confira a música: Pão de vida nova

Nesta edição do programa “Uma Breve Pausa”, Juliana Moraes e o Coral Canção Nova ensinam técnicas vocais da música: “Pão de vida nova”. Essa canção é uma proposta para o canto de comunhão.

Assista ao vídeo

Hino da Campanha da Fraternidade 2019

Letra da música

Pão de vida nova
Verdadeira comida
Alimento que sustenta o mundo
Glorioso, dom de graça

Tu és fruto sublimeVós sois sublime fruto
Vindo da árvore da vida
Que Adão não podia tocar
Cristo agora nos é dado

Pão da Vida,
Sangue da Salvação
Verdadeiro corpo e sangue
Graça que alimenta o mundo

És cordeiro imolado
Cujo o sangue é a salvação
Memorial da verdadeira pascoa
Da eterna aliança

O maná no deserto
Nutri o povo no caminho
É sustento e força na prova
Para a igreja em meio ao mundo

Vinho da alegria
Que aquece nossos corações
Pois és nosso precioso fruto
Vindo da vinha do Senhor

Da figueira para os ramos
Corre a seiva vital
Que nos dá a vida eterna
Mana o sangue do amor

 

Canção Nova / Portal Kairós

Como fortalecer as próprias escolhas?

É preciso escolher, mas também fortalecer as escolhas sem desanimar diante dos obstáculos

Na certeza de que podemos sempre escolher e de que a escolha é sempre um ato livre de vontade, é preciso também saber fortalecer as escolhas feitas, para não ficar somente em belas frases prontas.

Quem escolhe e não fortalece a própria escolha acaba ficando sem nenhuma delas, pois as duas opções passarão.

Seja firme na sua escolha

Quando falo de fortalecer a escolha feita, quero dizer que não se deve buscar outras escolhas. Muito pelo contrário, volta-se à escolha feita, todos os dias, para que ela não se perca nem se enfraqueça; afinal de contas, o amor que não é dito é perdido.

Escolher e não corresponder à própria escolha, muito mais que um prejuízo, é uma verdadeira traição a si mesmo. Por quê? Quando se faz uma escolha, gasta-se certa dosagem de neurônios, pois é preciso avaliar as partes e as opções que se têm.

Gastamos tempo pensando naquilo que será mais prazeroso e melhor para nós. Empenhamos certa esperança, pois, no ato da escolha, não temos ainda o resultado que virá no pós-escolha, por isso, cria-se certa espera no resultado, e isso nos desgasta um pouco. Por essa razão, quando não correspondemos à escolha feita por nós, promovemos uma verdadeira traição não aos outros, mas a nós mesmos, ao nosso desgaste, à nossa esperança, ao nosso tempo.

Saber escolher é uma arte que precisa e pode ser aprendida por cada pessoa. É claro que, ao fazermos uma escolha, por ainda não termos o resultado final, corremos o risco de nos decepcionarmos, pois aquilo que foi escolhido não é capaz de corresponder com as nossas expectativas. Aqui está o problema: no ato da escolha, estamos escolhendo a coisa em si ou aquilo que achamos que seja a coisa em si.

Por que devemos escolher confiar e esperar?

Não deixe de escolher por medo

Nos nossos tempos, estamos vivendo um fenômeno diferente. Diante da possibilidade de a nossa escolha não dar certo, não estamos fazendo nenhuma. Ou seja, para não correr o risco de nos decepcionarmos, não escolhemos nada.

Com medo da frustração que cada escolha tem, é melhor não escolher nem assumir um compromisso definitivo. Escolher é contar com a realidade de uma satisfação: a de poder escolher. E também de uma frustração: a de não poder escolher tudo. Enquanto se escolhe com a pretensão de não viver a frustração, não se faz uma escolha definitiva, mas uma tentativa de vida feliz, e não um verdadeiro investimento que empenha a própria vida, para que ela seja feliz.

A escolha não é um investimento sobre a circunstância de uma vida sem problemas, sem dores nem sofrimentos, mas o investimento da verdadeira liberdade interior, que não é condicionada pelo externo, mas por Aquele que está dentro, o essencial: Deus.

 

Padre Anderson Marçal

Padre da Igreja Católica Apostólica Romana. Natural da cidade de São Paulo (SP), padre Anderson é membro da comunidade Canção Nova desde o ano 2000. No dia 16 de dezembro de 2007, foi ordenado sacerdote. Estudou Teologia Pastoral Bíblica-Litúrgica na Universidade Salesiana de Roma.

O oitavo mandamento para evitar as notícias falsas

Fakes News

Quando Moisés desceu da montanha com a tábua dos 10 mandamentos trazia um ensinamento que serviria de alerta contra as fake news (notícias falsas): “não levantarás falso testemunho”. Mesmo que na época a velocidade da comunicação fosse incomparavelmente inferior à dos tempos atuais, a atitude por lá parecia incômoda. A mentira, bem contada, com certas doses de verdade, pode convencer.

Se eu enxergasse a realidade sob a mesma ótica de minha mãe, certamente nem vivo estaria. Ela, 74 anos, viúva, companheira da solidão dos dias e da televisão, se acostumou a ver o mundo através de telejornal. Em sua mente ronda o pavor das cidades grandes, cheias de roubos, assassinatos, desastres etc. Que sorte tem minha mãe: ela não acessa a internet.

Até 2025, de acordo com dados do IBGE, 31,8 milhões de pessoas com mais de 60 anos deverão ter acesso à rede. Por enquanto, minha mãe sequer tomou conhecimento do grupo dos 130 milhões de usuários de whatsapp e do outro de 130 milhões, no Facebook.

A internet, além de instrumento de diversão, com o tempo ganhou o potencial de colocar em risco a vida das pessoas. Foi assim com Fabiane Maria de Jesus, que morreu em 2014 espancada, após ser confundida, através do Facebook, com uma sequestradora de crianças.

Há pouco tempo circulava pela rede o cancelamento da bíblia pelo Papa Francisco. A fake news sugeria a repaginação de outra: “Papa Francisco surpreendeu o mundo hoje ao anunciar que a Bíblia está totalmente desatualizada e precisa de uma mudança radical, por isso a Bíblia é oficialmente cancelada e é anunciada uma reunião entre as personalidades mais altas da igreja onde (sic) será  decidido o livro que a substituirá”.

E deram até sugestão de nome: “Bíblia 2000”. O texto trazia o argumento de que a mudança vinha da exigência dos novos tempos: substituir a formalidade da escrita e a constante perda de seguidores da Igreja. Ao final, concluía que a “notícia” havia caído “como uma bomba entre os mais conservadores”. O convencimento de fake news, em geral, faz uso da ideia de abalar psicologicamente o receptor ao gerar pânico, medo, raiva, entre outros sentimentos.

Na ainda recente greve dos caminhoneiros, se pôde observar muitos deles.  A fúria da paralisação organizada via Whatsapp deixou governo, motoristas e população em completo alvoroço. Não se sabia em quem confiar.

No tráfego cotidiano de notícias, as fake news saíram do acostamento e trafegaram livremente por vias mentirosas: intervenção militar baseada em pronunciamento de supostos militares graduados, deslocamento de tropas, destruição de veículos etc. Pelo Youtube, um indivíduo anunciava até congelamento de contas bancárias pelo governo. A implantação do caos nas entrelinhas revelava interesses (ocultos) pelo poder.

Se por um lado a interatividade do meio liberta do cativeiro opiniões criativas, por outro, evidencia a força da mídia na construção do estereótipo de uma vida baseada em ideias tolas. O mundo da falsa informação é construído de fantasias, como que aparentemente imaginadas em mesa de botequim: profecias apocalípticas, golpes de estado, pena de morte etc. Os principais criadores de fake news investem na ingenuidade, na fraca formação cultural, na falta de conhecimento.

A velocidade da internet acelera o coro dos “especialistas” de qualquer assunto. No ano passado, o Facebook tomou a iniciativa de alterar o algoritmo a fim de checar o envio automático de publicações suspeitas. A empresa criou até botão de contexto junto às postagens, assim, o usuário saberá da reputação do veículo noticioso.

A evolução dos tempos trará novas ferramentas de comunicação e interatividade, mas dificilmente impedirá a prática imoral tanto de quem cria a falsa notícia quanto de quem a compartilha. Ao passar adiante uma falsa informação, o divulgador, mesmo sem a intenção de prejudicar, expõe sua personalidade a quem lê.

No tempo de Jesus circulou a notícia de que Ele não havia ressuscitado. Tentou-se fazer correr à boca pequena a notícia de que os discípulos haviam roubado o corpo do Messias. E a procissão dos fazedores de notícia falsa em procura de autossatisfação prossegue.

Ao longo de mais de dois mil anos, pouco se percebe de evolução na personalidade humana no que se refere ao oitavo mandamento, agora, aliás, em versão digital. Para evitá-lo,  basta recorrer ao silêncio. Já disse Jesus: “o que contamina a pessoa não é o que entra na sua boca, mas o que sai por ela” (Mt 15,11).

Versão oficial em português do hino da JMJ Panamá 2019 é lançado

 

Pedro Teixeira
Repórter do telejornal Canção Nova Notícias
Canção Nova / Portal Kairós

Para os desafios familiares, padre reafirma importância da fé

Sacerdote falou também sobre a importância do papel do pai, da mãe e dos filhos dentro da família

“Este é o momento que nós temos para rezar pelas famílias”. A frase do padre Anderson Marçal, membro da comunidade Canção Nova, faz alusão ao 9º Encontro Mundial das Famílias que começou nesta terça-feira, 21, em Dublin, na Irlanda. O sacerdote afirmou que o evento será uma oportunidade para as famílias rezarem juntas, discutirem seus dilemas, desafios familiares e preocupações.

O encontro é, segundo padre Anderson, momento de mostrar ao mundo que a Igreja é um organismo vivo integrado ao povo e suas realidades familiares. Sobre as dificuldades enfrentadas pelas famílias, o sacerdote comenta: “São tantas e tantas bombas lançadas contra a família, que na verdade querem destruir a sociedade. Se você destrói a célula primeira da sociedade, você não terá sociedade. (…) Quando se destrói a família o que acontece é a autodestruição do ser humano”.

“Vale a pena ser família”,exortou o sacerdote, que se diz empolgado quanto ao início do encontro. “É um momento para rezar muito e ser visto. (…) Fico empolgado com esses encontros porque me traz uma paz muito grande, já que muitas famílias estarão lá. Quer dizer que nem tudo está perdido”. Padre Anderson falou também sobre a importância do papel do pai, da mãe e dos filhos dentro da família, a necessidade de promoção familiar e como a fé pode ser um instrumento de mudança na família.

Confira

Hino da Campanha da Fraternidade 2019

 

Julia Beck
Canção Nova / Portal Kairós