Expoentes da Igreja, da magistratura e de associações reuniram-se esta quinta-feira no Vaticano, para um grande debate internacional sobre a corrupção, buscando, de forma interdisciplinar, criar sinergias para combater este fenômeno.
O evento – realizado na Casina Pio IV – foi organizado pelo Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, em colaboração com a Pontifícia Academia das Ciências Sociais. No centro da discussão, o esboço do documento “Identidade e objetivos”.
O Cardeal Peter Turkson falou à RV sobre os objetivos do encontro:
“Por isto pensamos neste evento: em substância, trata-se de enfrentar um fenômeno que leva a pisar na dignidade das pessoas por outros motivos. Nós queremos dizer que não se pode nunca pisar, negar, criar obstáculos para a dignidade das pessoas. Portanto, cabe a nós, com este dicastério, saber proteger e promover o respeito pela dignidade da pessoa. E por isto procuramos chamar a atenção para este tema”.
As conclusões do encontro, na parte da tarde, foram confiadas ao Secretário delegado do Dicastério, Dom Silvano Maria Tomasi:
“É para sensibilizar a opinião pública, para começar a identificar passos concretos que possam ajudar a chegar a políticas e leis que possam impedir a corrupção, porque a corrupção é como um verme que se infiltra nos processos de desenvolvimento de países pobres ou países ricos, e que arruína as relações entre instituições ou entre pessoas. Assim, o esforço que estamos realizando é o de criar uma mentalidade, uma cultura que combata a corrupção para promover o bem comum”.
Também o Presidente da Autoridade italiana anticorrupção, Raffaele Cantone, falou sobre o valor deste encontro:
“Pela primeira vez é uma instituição que fala sobre o tema, instituição que tem uma grande importância também como magistério moral, porque nós consideramos que o tema da corrupção deva ser enfrentado também, e sobretudo, no plano da batalha cultural e deve ser enfrentado com uma lógica que não é somente aquela nacional. Acredito que disto tenha se encarregado a Igreja, e sobretudo o Papa. É uma mensagem fundamental a ser enviada a todo o mundo: a corrupção acaba por enfraquecer ainda mais os pobres e representa um furto do futuro, sobretudo em relação aos mais vulneráveis”.
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2017/06/encontro-no-vaticano-criar-mentalidade-que-combata-a-corrupcao.jpg453640Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2017-06-15 18:11:462025-01-28 02:04:33Encontro no Vaticano: criar mentalidade que combata a corrupção
A Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos lançou esta quarta-feira (14/06) um site web – youth.synod2018.va – em preparação para a XV Assembleia Geral Ordinária, que terá como tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”, a realizar-se no Vaticano em outubro de 2018.
Razões da iniciativa
Falando à agência católica Sir, o secretário geral do Sínodo dos Bispos, Cardeal Lorenzo Baldisseri, explicou as razões da iniciativa.
A decisão da Secretaria Geral do Sínodo de abrir um site internet e de propor nele um questionário a todos os jovens, sem exceção, responde à exigência de envolvê-los o mais possível no caminho sinodal que a Igreja está fazendo sobre o tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”.
Participação sempre mais consciente e envolvente
Com o site, por um lado se quer dar instrumentos que possam fazer com que a participação deles se torne sempre mais consciente e envolvente. Por outro lado, se quer dar visibilidade às iniciativas que os têm como protagonistas.
Por meio do site são colocadas na rede informações, conhecimentos, experiências e iniciativas – explica ainda o purpurado.
Questionário: jovens possam fazer ouvir a sua voz
O questionário, ao invés, é o instrumento mediante o qual os jovens podem fazer ouvir a sua voz, sua sensibilidade, sua fé, mas também suas dúvidas e suas críticas, a fim de que o grito deles chegue aos pastores, assim como o Papa os convidou a fazer na Carta que lhes endereçou no início do caminho sinodal.
O questionário que se encontra no site é diferente do que se encontra no Documento Preparatório. É diferente quer em suas finalidades, quer nas perguntas. De fato, dirige-se diretamente aos jovens convidando-os a ‘contar’ sua vida, seus desejos, seus temores.
Como veem a si mesmos e o mundo em torno deles
Através das perguntas propostas, os jovens podem apresentar-se, dizer como veem a si mesmos e o mundo em torno deles, como vivem as relações com os outros e como se colocam em relação às escolhas de vida.
Pede-se a eles que se expressem acerca da relação com a religião, a fé e a Igreja. A última série de perguntas focaliza a atenção sobre a presença deles na web. Na conclusão do questionário são convidados a dizer algo de si que não lhes foi perguntado, acrescenta o Cardeal Baldisseri. As respostas deverão ser enviadas para a Secretaria Geral até 30 de novembro próximo.
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2017/06/card-baldisseri-envolver-jovens-o-mais-possivel-no-caminho-sinodal.jpg453640Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2017-06-15 16:11:042025-01-28 02:04:32Card. Baldisseri: envolver jovens o mais possível no caminho sinodal
Berlim (RV) – “Acolhemos com grande satisfação que o Vaticano tenha lançado este amplo processo de consulta”: assim se expressa o presidente nacional da Federação dos Jovens Católicos Alemães, Wolfgang Ehrenlechner, sobre a publicação on-line da sondagem sobre o Sínodo para os jovens.
Conferência episcopal e Federação juvenil traduzirão sondagem para o alemão
O texto foi até então publicado em inglês, francês, italiano, espanhol e português. Proximamente se terá também a versão em alemão. Wolfgang expressou porém uma crítica sobre esse aspecto: “esperávamos que todos os jovens pudessem participar diretamente na própria língua após a publicação”, disse ele, informando que o próximo passo será a colaboração entre a Conferência episcopal alemã e a federação dos jovens católicos alemães para uma tradução a ser colocada em rede, que estará prontamente inserida no site oficial do Sínodo.
Jovens alemães deverão participar em massa
Para Wolfgang, a participação dos jovens alemães será maciça: “É importante que o maior número possível de jovens na Alemanha participe e partilhe com a Igreja aquilo que espera dela e aquilo que lhes interessa e esperamos que as respostas sejam amplamente inseridas nas discussões sinodais”, disse o presidente dos jovens católicos alemães.
Muitas perguntas são difíceis
Referindo-se ao questionário, Wolfgang evidenciou que “muitas perguntas não são fáceis de responder”. Mas me sinto feliz porque é uma sondagem muito ampla: em 60% do questionário o Vaticano quer saber como os jovens imaginam a vida e seu futuro. Depois as perguntas dizem respeito à fé e àquilo que se espera da Igreja”. (RL – Sir)
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2017/06/jovens-catolicos-alemaes-participarao-em-massa-de-questionario-sindal.jpg453640Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2017-06-15 14:10:242025-01-28 02:04:31Jovens católicos alemães participarão em massa de questionário sindal
Cidade do Vaticano (RV) – Foi lançado nesta quinta-feira(15/06), o livro-entrevista do prefeito do dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral, Cardeal Peter Turkson, e Vittorio V. Alberti, com o prefácio do Papa Francisco, intitulado “Corrosão”.
“A corrupção, na sua raiz etimológica, define uma dilaceração, uma ruptura, decomposição e desintegração. A corrupção revela uma conduta antissocial tão forte que dissolve as relações e os pilares sobre os quais se fundam uma sociedade: a coexistência entre as pessoas e a vocação a desenvolvê-la”, escreve o Papa.
Coração corrupto
Segundo o Pontífice, “a corrupção quebra tudo isso, substituindo o bem comum com o interesse pessoal que contamina toda perspectiva geral. Nasce de um coração corrupto. É a pior praga social, pois cria problemas graves e crimes que envolvem todas as pessoas”.
“A palavra corrupção recorda o coração fragmentado e manchado por algo, como um corpo arruinado que entra num processo de decomposição e exala mau cheiro”, sublinha Francisco.
A seguir, o Papa faz uma série de perguntas: “O que há na origem da exploração do ser humano contra outro ser humano? O que há na origem da degradação e da falta de desenvolvimento? O que há na origem do tráfico de pessoas, de armas e drogas? O que há na origem da injustiça social e da mortificação do merecimento? O que há na origem da ausência de serviços para as pessoas? O que há na raiz da escravidão, do desemprego, da negligência das cidades, do bem comum e da natureza? O que destrói o direito fundamental do ser humano e a integridade do ambiente? A corrupção é a arma, a linguagem mais comum das máfias e das organizações criminosas do mundo.”
Cultura de morte
Segundo Francisco, “a corrupção é um processo de morte que dá linfa à cultura de morte das máfias e organizações criminosas. Existe uma profunda questão cultural que deve ser enfrentada. Hoje, muitas pessoas não conseguem imaginar o futuro. Para um jovem, hoje, é difícil crer realmente em seu futuro, em qualquer futuro, e o mesmo para sua família. Essa nossa mudança de época, tempo de crise muito vasto, mostra a crise mais profunda que envolve a nossa cultura. Nesse contexto, a corrupção deve ser enquadrada e entendida em seus vários aspectos. Todos estamos expostos à tentação da corrupção”.
“A corrupção tem na origem o cansaço da transcendência, como a indiferença. Por isso, o corrupto não pede perdão. A Igreja deve ouvir, elevar-se e inclinar-se sobre a dor e sofrimento das pessoas segundo a misericórdia e deve fazer isso sem ter medo de purificar-se, buscando sempre o caminho para se melhorar”, ressalta o Papa, citando o teólogo francês Henri de Lubac: “O maior perigo para a Igreja é a mundanidade espiritual, portanto, a corrupção, que é mais desastrosa que a lepra infame.”
“A nossa corrupção é a mundanidade espiritual, a tepidez, a hipocrisia, o triunfalismo, o fazer prevalecer somente o espírito do mundo em nossas vidas e o sentido de indiferença”, destaca Francisco.
Beleza
Segundo o Pontífice, o antídoto contra a corrupção é a “beleza”, que “não é um acessório cosmético, mas algo que coloca no centro a pessoa humana para que ela possa levantar a cabeça contra todas as injustiças. Essa beleza deve casar-se com a justiça”.
“Nós, cristãos e não cristãos, somos flocos de neve, mas se nos unirmos, podemos nos tornar uma avalanche: um movimento forte e construtivo”, ressalta Francisco. “Eis o novo humanismo, este renascimento, esta recriação contra a corrupção que podemos realizar com audácia profética.”
“Devemos trabalhar todos juntos, cristãos e não cristãos, pessoas de todos os credos e ateus para combater esta forma de blasfêmia, este câncer que mata as nossas vidas. É preciso tomar consciência urgentemente. Para isso, são necessárias educação e cultura da misericórdia. É necessária também a colaboração de todos, segundo as próprias possibilidades, talentos e criatividade”, conclui o Papa.
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2017/06/papa-corrupcao-cancer-que-mata-o-homem-e-a-sociedade.jpg453640Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2017-06-15 12:09:192025-01-28 02:04:30Papa: corrupção, câncer que mata o homem e a sociedade
Cidade do Vaticano (RV) – Entre as presenças na Audiência Geral de quarta-feira (14/06), uma delegação ecumênica sueca guiada pelo novo Cardeal Anders Arborelius e pela Arcebispa luterana de Uppsala Antje Jackelen.
Gratidão
“Viemos da Suécia para expressar nossa gratidão após o histórico encontro em Lund, e do qual nasceu uma certa sinergia entre luteranos e católicos”, afirmou Antje Jackelen após o encontro.
“Foi um belo momento. A alegria em nos reencontrarmos foi recíproca” afirmou ela, ao comentar o reencontro com o Santo Padre na Praça São Pedro, momento em que lhe foi presenteado um ícone de São Francisco de Assis pintado por um artista sueco.
Frutos ecumênicos do encontro em Lund
O encontro de 2016 na Suécia foi realmente histórico e suscitou iniciativas no campo ecumênico.
“Em Lund já se tornou um encontro fixo, realizado mensalmente, a celebração das Vésperas ecumênicas em uma paróquia católica ou na catedral luterana”, contou Antje Jackelen na entrevista concedida ao Vatican Insider, explicando que “existem encontros frequentes entre grupos de jovens luteranos e católicos que querem aprofundar o conhecimento recíproco e comprometerem-se juntos em algumas áreas.”
A Arcebispa de Uppsala falou ainda da existência de um Conselho Cristão das Igrejas, “que está trabalhando em favor daquela unidade de que falava o Papa”.
A este respeito, Jackelen recordou as palavras do Papa Francisco, de que “a unidade se faz caminhando. A unidade se torna visível um passo após outro, seguindo em frente juntos”.
Maior motivação dos jovens
“Os jovens – sublinhou – acreditam muito nisto, têm este desejo forte de celebrar juntos a Eucaristia. Vejo que da parte deles existe um impulso maior” se comparado aos adultos, mesmo porque os jovens expressam este desejo de outra forma, e no final das contas, “o futuro são eles”.
Primeiro Cardeal dos países nórdicos
E referindo-se a Dom Arborelius, a Arcebispa luterana também expressou sua alegria, assim como de todo o país, pelo novo Cardeal. “Era chegada a hora de que também os católicos dos países nórdicos tivessem uma representação aqui em Roma, que representa a universalidade da Igreja. É um sinal importante”.
Rezar um pelo outro
Antje Jackelen revela que ao final do encontro com o Papa Francisco, ele pediu a ela para que “rezemos um pelo outro”, tendo sido também renovado o compromisso assumido em Lund. “Depois o Papa sorriu e me saudou com o polegar para cima”.
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2017/06/primaz-luterana-com-o-papa-renovamos-compromisso-com-a-unidade.JPG453640Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2017-06-15 10:08:022025-01-28 02:04:29Primaz luterana com o Papa: renovamos compromisso com a unidade
Encontro no Vaticano: criar mentalidade que combata a corrupção
/em Notícias CatólicasExpoentes da Igreja, da magistratura e de associações reuniram-se esta quinta-feira no Vaticano, para um grande debate internacional sobre a corrupção, buscando, de forma interdisciplinar, criar sinergias para combater este fenômeno.
O evento – realizado na Casina Pio IV – foi organizado pelo Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, em colaboração com a Pontifícia Academia das Ciências Sociais. No centro da discussão, o esboço do documento “Identidade e objetivos”.
O Cardeal Peter Turkson falou à RV sobre os objetivos do encontro:
“Por isto pensamos neste evento: em substância, trata-se de enfrentar um fenômeno que leva a pisar na dignidade das pessoas por outros motivos. Nós queremos dizer que não se pode nunca pisar, negar, criar obstáculos para a dignidade das pessoas. Portanto, cabe a nós, com este dicastério, saber proteger e promover o respeito pela dignidade da pessoa. E por isto procuramos chamar a atenção para este tema”.
As conclusões do encontro, na parte da tarde, foram confiadas ao Secretário delegado do Dicastério, Dom Silvano Maria Tomasi:
“É para sensibilizar a opinião pública, para começar a identificar passos concretos que possam ajudar a chegar a políticas e leis que possam impedir a corrupção, porque a corrupção é como um verme que se infiltra nos processos de desenvolvimento de países pobres ou países ricos, e que arruína as relações entre instituições ou entre pessoas. Assim, o esforço que estamos realizando é o de criar uma mentalidade, uma cultura que combata a corrupção para promover o bem comum”.
Também o Presidente da Autoridade italiana anticorrupção, Raffaele Cantone, falou sobre o valor deste encontro:
“Pela primeira vez é uma instituição que fala sobre o tema, instituição que tem uma grande importância também como magistério moral, porque nós consideramos que o tema da corrupção deva ser enfrentado também, e sobretudo, no plano da batalha cultural e deve ser enfrentado com uma lógica que não é somente aquela nacional. Acredito que disto tenha se encarregado a Igreja, e sobretudo o Papa. É uma mensagem fundamental a ser enviada a todo o mundo: a corrupção acaba por enfraquecer ainda mais os pobres e representa um furto do futuro, sobretudo em relação aos mais vulneráveis”.
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Card. Baldisseri: envolver jovens o mais possível no caminho sinodal
/em Notícias CatólicasA Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos lançou esta quarta-feira (14/06) um site web – youth.synod2018.va – em preparação para a XV Assembleia Geral Ordinária, que terá como tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”, a realizar-se no Vaticano em outubro de 2018.
Razões da iniciativa
Falando à agência católica Sir, o secretário geral do Sínodo dos Bispos, Cardeal Lorenzo Baldisseri, explicou as razões da iniciativa.
A decisão da Secretaria Geral do Sínodo de abrir um site internet e de propor nele um questionário a todos os jovens, sem exceção, responde à exigência de envolvê-los o mais possível no caminho sinodal que a Igreja está fazendo sobre o tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”.
Participação sempre mais consciente e envolvente
Com o site, por um lado se quer dar instrumentos que possam fazer com que a participação deles se torne sempre mais consciente e envolvente. Por outro lado, se quer dar visibilidade às iniciativas que os têm como protagonistas.
Por meio do site são colocadas na rede informações, conhecimentos, experiências e iniciativas – explica ainda o purpurado.
Questionário: jovens possam fazer ouvir a sua voz
O questionário, ao invés, é o instrumento mediante o qual os jovens podem fazer ouvir a sua voz, sua sensibilidade, sua fé, mas também suas dúvidas e suas críticas, a fim de que o grito deles chegue aos pastores, assim como o Papa os convidou a fazer na Carta que lhes endereçou no início do caminho sinodal.
O questionário que se encontra no site é diferente do que se encontra no Documento Preparatório. É diferente quer em suas finalidades, quer nas perguntas. De fato, dirige-se diretamente aos jovens convidando-os a ‘contar’ sua vida, seus desejos, seus temores.
Como veem a si mesmos e o mundo em torno deles
Através das perguntas propostas, os jovens podem apresentar-se, dizer como veem a si mesmos e o mundo em torno deles, como vivem as relações com os outros e como se colocam em relação às escolhas de vida.
Pede-se a eles que se expressem acerca da relação com a religião, a fé e a Igreja. A última série de perguntas focaliza a atenção sobre a presença deles na web. Na conclusão do questionário são convidados a dizer algo de si que não lhes foi perguntado, acrescenta o Cardeal Baldisseri. As respostas deverão ser enviadas para a Secretaria Geral até 30 de novembro próximo.
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Jovens católicos alemães participarão em massa de questionário sindal
/em Notícias CatólicasBerlim (RV) – “Acolhemos com grande satisfação que o Vaticano tenha lançado este amplo processo de consulta”: assim se expressa o presidente nacional da Federação dos Jovens Católicos Alemães, Wolfgang Ehrenlechner, sobre a publicação on-line da sondagem sobre o Sínodo para os jovens.
Conferência episcopal e Federação juvenil traduzirão sondagem para o alemão
O texto foi até então publicado em inglês, francês, italiano, espanhol e português. Proximamente se terá também a versão em alemão. Wolfgang expressou porém uma crítica sobre esse aspecto: “esperávamos que todos os jovens pudessem participar diretamente na própria língua após a publicação”, disse ele, informando que o próximo passo será a colaboração entre a Conferência episcopal alemã e a federação dos jovens católicos alemães para uma tradução a ser colocada em rede, que estará prontamente inserida no site oficial do Sínodo.
Jovens alemães deverão participar em massa
Para Wolfgang, a participação dos jovens alemães será maciça: “É importante que o maior número possível de jovens na Alemanha participe e partilhe com a Igreja aquilo que espera dela e aquilo que lhes interessa e esperamos que as respostas sejam amplamente inseridas nas discussões sinodais”, disse o presidente dos jovens católicos alemães.
Muitas perguntas são difíceis
Referindo-se ao questionário, Wolfgang evidenciou que “muitas perguntas não são fáceis de responder”. Mas me sinto feliz porque é uma sondagem muito ampla: em 60% do questionário o Vaticano quer saber como os jovens imaginam a vida e seu futuro. Depois as perguntas dizem respeito à fé e àquilo que se espera da Igreja”. (RL – Sir)
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Papa: corrupção, câncer que mata o homem e a sociedade
/em Notícias CatólicasCidade do Vaticano (RV) – Foi lançado nesta quinta-feira(15/06), o livro-entrevista do prefeito do dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral, Cardeal Peter Turkson, e Vittorio V. Alberti, com o prefácio do Papa Francisco, intitulado “Corrosão”.
“A corrupção, na sua raiz etimológica, define uma dilaceração, uma ruptura, decomposição e desintegração. A corrupção revela uma conduta antissocial tão forte que dissolve as relações e os pilares sobre os quais se fundam uma sociedade: a coexistência entre as pessoas e a vocação a desenvolvê-la”, escreve o Papa.
Coração corrupto
Segundo o Pontífice, “a corrupção quebra tudo isso, substituindo o bem comum com o interesse pessoal que contamina toda perspectiva geral. Nasce de um coração corrupto. É a pior praga social, pois cria problemas graves e crimes que envolvem todas as pessoas”.
“A palavra corrupção recorda o coração fragmentado e manchado por algo, como um corpo arruinado que entra num processo de decomposição e exala mau cheiro”, sublinha Francisco.
A seguir, o Papa faz uma série de perguntas: “O que há na origem da exploração do ser humano contra outro ser humano? O que há na origem da degradação e da falta de desenvolvimento? O que há na origem do tráfico de pessoas, de armas e drogas? O que há na origem da injustiça social e da mortificação do merecimento? O que há na origem da ausência de serviços para as pessoas? O que há na raiz da escravidão, do desemprego, da negligência das cidades, do bem comum e da natureza? O que destrói o direito fundamental do ser humano e a integridade do ambiente? A corrupção é a arma, a linguagem mais comum das máfias e das organizações criminosas do mundo.”
Cultura de morte
Segundo Francisco, “a corrupção é um processo de morte que dá linfa à cultura de morte das máfias e organizações criminosas. Existe uma profunda questão cultural que deve ser enfrentada. Hoje, muitas pessoas não conseguem imaginar o futuro. Para um jovem, hoje, é difícil crer realmente em seu futuro, em qualquer futuro, e o mesmo para sua família. Essa nossa mudança de época, tempo de crise muito vasto, mostra a crise mais profunda que envolve a nossa cultura. Nesse contexto, a corrupção deve ser enquadrada e entendida em seus vários aspectos. Todos estamos expostos à tentação da corrupção”.
“A corrupção tem na origem o cansaço da transcendência, como a indiferença. Por isso, o corrupto não pede perdão. A Igreja deve ouvir, elevar-se e inclinar-se sobre a dor e sofrimento das pessoas segundo a misericórdia e deve fazer isso sem ter medo de purificar-se, buscando sempre o caminho para se melhorar”, ressalta o Papa, citando o teólogo francês Henri de Lubac: “O maior perigo para a Igreja é a mundanidade espiritual, portanto, a corrupção, que é mais desastrosa que a lepra infame.”
“A nossa corrupção é a mundanidade espiritual, a tepidez, a hipocrisia, o triunfalismo, o fazer prevalecer somente o espírito do mundo em nossas vidas e o sentido de indiferença”, destaca Francisco.
Beleza
Segundo o Pontífice, o antídoto contra a corrupção é a “beleza”, que “não é um acessório cosmético, mas algo que coloca no centro a pessoa humana para que ela possa levantar a cabeça contra todas as injustiças. Essa beleza deve casar-se com a justiça”.
“Nós, cristãos e não cristãos, somos flocos de neve, mas se nos unirmos, podemos nos tornar uma avalanche: um movimento forte e construtivo”, ressalta Francisco. “Eis o novo humanismo, este renascimento, esta recriação contra a corrupção que podemos realizar com audácia profética.”
“Devemos trabalhar todos juntos, cristãos e não cristãos, pessoas de todos os credos e ateus para combater esta forma de blasfêmia, este câncer que mata as nossas vidas. É preciso tomar consciência urgentemente. Para isso, são necessárias educação e cultura da misericórdia. É necessária também a colaboração de todos, segundo as próprias possibilidades, talentos e criatividade”, conclui o Papa.
(MJ)
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Primaz luterana com o Papa: renovamos compromisso com a unidade
/em Notícias CatólicasCidade do Vaticano (RV) – Entre as presenças na Audiência Geral de quarta-feira (14/06), uma delegação ecumênica sueca guiada pelo novo Cardeal Anders Arborelius e pela Arcebispa luterana de Uppsala Antje Jackelen.
Gratidão
“Viemos da Suécia para expressar nossa gratidão após o histórico encontro em Lund, e do qual nasceu uma certa sinergia entre luteranos e católicos”, afirmou Antje Jackelen após o encontro.
“Foi um belo momento. A alegria em nos reencontrarmos foi recíproca” afirmou ela, ao comentar o reencontro com o Santo Padre na Praça São Pedro, momento em que lhe foi presenteado um ícone de São Francisco de Assis pintado por um artista sueco.
Frutos ecumênicos do encontro em Lund
O encontro de 2016 na Suécia foi realmente histórico e suscitou iniciativas no campo ecumênico.
“Em Lund já se tornou um encontro fixo, realizado mensalmente, a celebração das Vésperas ecumênicas em uma paróquia católica ou na catedral luterana”, contou Antje Jackelen na entrevista concedida ao Vatican Insider, explicando que “existem encontros frequentes entre grupos de jovens luteranos e católicos que querem aprofundar o conhecimento recíproco e comprometerem-se juntos em algumas áreas.”
A Arcebispa de Uppsala falou ainda da existência de um Conselho Cristão das Igrejas, “que está trabalhando em favor daquela unidade de que falava o Papa”.
A este respeito, Jackelen recordou as palavras do Papa Francisco, de que “a unidade se faz caminhando. A unidade se torna visível um passo após outro, seguindo em frente juntos”.
Maior motivação dos jovens
“Os jovens – sublinhou – acreditam muito nisto, têm este desejo forte de celebrar juntos a Eucaristia. Vejo que da parte deles existe um impulso maior” se comparado aos adultos, mesmo porque os jovens expressam este desejo de outra forma, e no final das contas, “o futuro são eles”.
Primeiro Cardeal dos países nórdicos
E referindo-se a Dom Arborelius, a Arcebispa luterana também expressou sua alegria, assim como de todo o país, pelo novo Cardeal. “Era chegada a hora de que também os católicos dos países nórdicos tivessem uma representação aqui em Roma, que representa a universalidade da Igreja. É um sinal importante”.
Rezar um pelo outro
Antje Jackelen revela que ao final do encontro com o Papa Francisco, ele pediu a ela para que “rezemos um pelo outro”, tendo sido também renovado o compromisso assumido em Lund. “Depois o Papa sorriu e me saudou com o polegar para cima”.
(JE com Vatican Insider)
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