Mês Vocacional de 2020: Somos amados e chamados por Deus

A palavra “vocação” deriva do latim “vocare”, que significa “chamado” e está intimamente ligada ao nosso existir como pessoa e ao sentido que encontramos desse existir na vida. O Guia Pedagógico de Pastoral Vocacional da CNBB afirma que “na Igreja, ‘vocação’ é o apelo de Deus que chama uma pessoa para uma missão ou serviço”.

A partir dessa definição podemos concluir que vocação é “um inefável diálogo entre Deus e o homem, entre o amor de Deus que chama e a liberdade do homem que no amor responde a Deus” (PDV, n. 36). O chamado divino se manifesta em nosso dia a dia por meio de nossa livre e amorosa resposta e adesão ao projeto de Deus, por meio do seguimento de Jesus Cristo. Dessa forma, é importante ter presente que não somos nós que escolhemos seguir Jesus Cristo, mas somos escolhidos(as) pelo Pai e chamados(as) por seu Filho.

É possível, então, afirmar que a vocação está relacionada ao convite que Jesus Cristo dirige a cada pessoa indistintamente: “Vem e segue-me” (Mt 19,21); “Vinde após mim, e eu farei de vós pescadores de homens” (Mt 4,19); “Se alguém quer me servir, siga-me,” (Jo 12,26). No chamado de Jesus há dois aspectos: ir e seguir (Mt 9,9; Mc 8,34; Lc 18,22; Jo 8,12).

“Vem” é o chamado: o convite pessoal a estar/permanecer com Jesus e tornar-se discípulo e discípula do Mestre.
“Segue-me” é a missão: o seguimento da prática de Jesus.

Portanto, não é demais relembrar que a vocação nunca é finalizada na pessoa, mas é sempre em vista de uma missão (evangelizar) e para uma comunidade concreta. Porém, o aspecto da realização pessoal existe, fomos criados e chamados à vida para sermos felizes, mas essa realização não tem um fim em si mesma.

A missão decorrente de nossa resposta vocacional como prática do seguimento de Jesus se desenvolve no mundo, para o mundo, e tem um compromisso efetivo com o bem da pessoa humana. A resposta ao chamado de Jesus “exige entrar na dinâmica do Bom Samaritano (Lc 10,29-37), que nos dá o imperativo de nos fazer próximos, especialmente com quem sofre, e gerar uma sociedade sem excluídos, seguindo a prática de Jesus, que come com publicanos e pecadores (Lc 5,29-32), que acolhe os pequenos e as crianças (Mc 10,13-16), que cura os leprosos (Mc 1,40-45), que perdoa e liberta a mulher pecadora (Lc 7,36-49; Jo 8,1-11)” (DAp, n.135).

Vocação não é isolamento, busca de satisfações, realização pessoal ou de projetos pessoais. Vocação é dar a vida pela defesa da vida (Jo 10,11; 15,13), ou seja, vocação é amar. Um Deus que é amor, chama-nos justamente porque nos ama, e nos chama para amar: “Deus te ama. Nunca duvides, apesar do que te aconteça na vida. Em qualquer circunstância, és infinitamente amado” (ChV, n. 112). Deus vê nossa beleza, somos preciosos aos seus olhos (Is 43,4). “Seu amor é tão real, tão verdadeiro, tão concreto que nos oferece uma relação cheia de diálogo sincero e fecundo” (ChV, n. 117).

Existem várias vocações?

Quando começamos a compreender o verdadeiro sentido da palavra vocação nos damos conta de que ela vai se desdobrando em vários aspectos. Para entendermos melhor, vamos comparar com uma flor: se quero presentear uma pessoa com uma rosa não posso dar uma pétala e dizer que dei uma rosa. A rosa é feita de várias pétalas que, juntas, formam o botão de rosa. Assim também acontece com a vocação. Existe uma única vocação: a vida. São Paulo VI na Populorum Progressio afirmou: “toda vida é vocação!” (PP, n. 15).15 Essa única vocação é “marcada” por uma grande vocação, a vocação cristã (cor da rosa) de onde brotam várias dimensões, as vocações específicas (pétalas).

Vocação Cristã ou vocação batismal

A vocação cristã é o chamado que recebemos pelo Batismo para assumir e, conscientemente, fazer parte da grande família dos filhos e filhas de Deus e a viver como “criatura nova” em Cristo Jesus. Dito de outra forma: a vocação cristã é o chamado a seguir Jesus Cristo, que é o Caminho, a Verdade e a Vida (Mc 1,17; Jo 14,6).

Pelos sacramentos de Iniciação Cristã (Batismo, Eucaristia, Crisma), dos quais o Batismo é a porta de entrada, recebemos essa vocação cristã comum. É por esse Sacramento que fazemos nossa opção fundamental como cristãos e nos comprometemos com a nossa comunidade. Com o Batismo, somos incorporados ao Povo de Deus, comunidade dos discípulos e discípulas de Jesus. Uma Igreja na qual todos, pelo Batismo, vivem a comum dignidade de filhos e filhas adotivos do Pai, chamados à santidade e à participarem, com seus diferentes carismas, da vida e da missão de Jesus Cristo, assumindo a dinâmica do discipulado.

Talvez, algumas pessoas se perguntem sobre a necessidade dessas afirmações que podem soar um pouco complicadas. Todavia, elas querem simplesmente dizer que na grande família dos filhos e filhas de Deus o que conta não é ser isso ou aquilo (bispo, padre, freira, diácono, cristão leigo), o que conta realmente é nossa condição de filhos e filhas de Deus, membros da Igreja (assembleia de chamados), seguidores e seguidoras de Jesus Cristo, chamados e chamadas a viver no caminho da santidade.

Vocações específicas

Anteriormente, comparamos a vocação batismal com a cor que dá vida e beleza à rosa; todas as pétalas se nutrem de uma única fonte de cor, e mesmo com diferentes tonalidades entre as pétalas não podemos dizer que uma se sobressai. As várias pétalas têm jeito e estilo próprios, mesmo sendo muito parecidas entre si, formam um conjunto diverso, mas tão harmonioso que vemos a rosa como uma coisa só, e não como um amontoado de pétalas.

Na questão vocacional é a mesma coisa. A partir da riqueza da diversidade – que a Igreja é continuamente chamada e impulsionada a viver pela ação do Espírito – é que nascem as vocações específicas como formas diferentes de responder e viver um único e mesmo Amor: o seguir Jesus e o assumir sua missão.

A partir dessa premissa, compreendemos que a vocação específica está relacionada às escolhas de vida que cada batizado e batizada assume na vivência desse único Amor. Elas são divididas em três grandes dimensões: Vocação do Cristão Leigo e Leiga, Vocação à Vida Consagrada, Vocação dos Ministros Ordenados. Em cada dimensão há diferentes aspectos, pois dentro de cada conjunto de vocação específica a pessoa é chamada a fazer escolha por uma, encontrar o seu jeito e sua forma/cor de viver a beleza de ser cristão e de amar.

 

Portal Kairós

A Semana Nacional da Família de 2020

Já está disponível, da Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF), o subsídio Hora da Família – Edição Especial (livrinho tradicional) da Semana Nacional da Família 2020, com o tema “Eu e minha casa serviremos ao Senhor” (Josué 24, 15). O livrinho com roteiro de celebrações está em sintonia com o Mês Vocacional e pretende celebrar a vocação de ser família.

Semana Nacional da Família de 2020

“Na alegria do Evangelho queremos viver plenamente a vontade do Senhor em nossas vidas, em nossas famílias, em nossas casas. Neste ano, o subsídio Hora da Família convoca todos os grupos de reflexão para vivenciarem a dimensão do serviço. O Hora da Família se coloca a serviço da Igreja e da construção do Reino de Deus começando em nossas casas”, escreveu o bispo de Rio Grande e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Ricardo Hoepers, na apresentação do material. A sugestão é a vivência dos encontros como um “itinerário de aprofundamento da fé em família a serviço da comunidade”.

A Semana Nacional da Família neste ano de 2020 ocorre de 9 a 15 de agosto, tendo início no Dia dos Pais, data à qual é dedicado o primeiro dos sete encontros do livrinho. No roteiro, sugestões de preces e uma oração que as finaliza, que poderão ser rezadas nas missas daquele domingo, aproveitando para destacar a abertura da Semana Nacional da Família. A proposta é que os encontros seguintes ocorram nas casas, se possível antes do almoço ou do jantar.

Para a quinta-feira, a proposta do 5° encontro é um momento de adoração ao Santíssimo Sacramento, se for possível, realizado nas paróquias. Como muitas comunidades e grupos talvez não tenham essa possibilidade, sugere-se que faça um momento com a Palavra de Deus. O assessor da Comissão para a Vida e a Família da CNBB e secretário-executivo da CNPF, padre Crispim Guimarães, recorda o exemplo do Papa Francisco que celebrou neste ano o Domingo da Palavra, entronizando a Bíblia com “um belo gesto nessa direção”. O assessor explica que o roteiro ajudará a realizar a celebração “de modo sóbrio e bonito”.

Também com dimensão celebrativa e favorecendo a participação das crianças, os demais encontros buscam aprofundar a vocação da família como Igreja Doméstica. Nesse sentido, no contexto do mês vocacional, o material contou com a “colaboração generosa” da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB.

Baixe materiais para o Hora da Família 2020

Eu e minha casa serviremos ao Senhor

Os sete encontros para a  Semana Nacional da Família de 2020

01 – Celebração do Dia dos Pais
02 – Amados e Chamados por Deus
03 – Família e Matrimônio
04 – Família e Educação
05 – Hora Santa da Família
06 – Família e Compromisso com a Vida
07 – Eu e minha casa serviremos ao Senhor

Ao final do livrinho, é oferecido um boletim de apoio para a prevenção do suicídio, além de indicação de quatro passos para ajudar uma pessoa com este tipo de ideação.

 

Pastoral Familiar – cnpf.org.br / Portal Kairós

Os motivos pelos quais devo participar da Semana Santa 2021

A Semana Santa é considerada o período mais importante do calendário da Igreja. É um tempo que nos oferece a oportunidade de rememorar o poder da missão de Jesus Cristo, que supera, em muito, nossa capacidade de compreensão. Ela se inicia no Domingo de Ramos, com a entrada de Jesus em Jerusalém e termina com a Ressurreição de Jesus, que ocorre no Domingo de Páscoa. Aqui apresentamos 4 motivos para encorajá-lo a participar ativamente desse momento com a Igreja:

01 –  COMUNHÃO: participando das celebrações litúrgicas, estamos diante de uma ocasião propícia para conhecer e amar cada vez mais o Senhor. É um tempo para desenvolvermos gestos concretos de amor, oração e fé que nos auxiliam a anunciar a todos que Jesus é o Salvador e vive para sempre. É importante que entremos com reverência nas celebrações da Semana Santa, com nossa atenção fixa em Jesus, que nos salva por sua Cruz e Ressurreição.

02 – RECONCILIAÇÃO: também durante o período da Semana Santa, somos convidados a um exame de consciência e, por ocasião da celebração penitencial, somos chamados à Confissão. Esse é um momento para se obter Perdão, pois Deus é misericordioso e perdoa sempre. As celebrações destes sacramentos são verdadeiros encontros com Cristo Redentor, porque, por intermédio da Igreja, Jesus acolhe e perdoa os que se encontram em estado de pecado, de fraqueza ou de doença. Nestes encontros de oração, a Palavra de Deus é proclamada e o Espírito Santo age. Por isso, estes sacramentos são verdadeiros remédios que realizam a cura interior. Na Unção dos Enfermos, além do Perdão dos pecados, é possível a cura da enfermidade, pelo que o católico deve suplicar com fé, sempre dócil à vontade de Deus.

03 – TRÍDUO PASCAL: os dias que antecedem o Tríduo Pascal constituem uma experiência singular da Misericórdia divina. Já a celebração da Ceia do Senhor é a porta de entrada para o Tríduo Pascal do Crucificado, Sepultado e Ressuscitado. Jesus realiza a Aliança com seus discípulos, ressignificando a Ceia Pascal como memorial de sua entrega na Cruz. Quando pensamos que Deus quis tornar-se humano (Jo 1,1.14), concluímos que não poderia haver maior prova de amor: esvaziar-se, assumir a condição humilde de servo (Fl 2,6-7), era o máximo que Deus poderia ter feito; mas, em Jesus, Ele foi além em seu amor por nós.

04 – PÁSCOA: o Mistério Pascal é o centro de nossa fé e nos ensina a amar e perdoar como Cristo fez conosco. Sem isso, não haveria salvação dos pecados, não haveria sacramentos, não existiria a Igreja. A solene celebração da Ressurreição de Cristo afirma enfaticamente que Deus supera – em muito – nossa capacidade de compreender o sentido da vida. Ao ressurgir dos mortos, Ele acende a chama da vida – representada pelo Círio Pascal – onde antes imperavam as trevas. A Páscoa é a vitória do amor, do bem e do perdão sobre o ódio, o mal e o ressentimento. Se Cristo ressuscitou, devemos amar, buscar a santidade e perdoar, em imitação de Nosso Senhor. Que Cristo faça de cada um de nós uma testemunha viva de sua Ressurreição!

 

CNBB / Portal Kairós

O Espírito Santo além da pombinha branca

Alguns teólogos brincam afirmando que, no cisma entre Oriente/ Ocidente cristão de 1054 d.C., o lado oriental ficou com o Espírito Santo, enquanto, nós, ocidentais, com a razão.

Uma das grandes redescobertas do Concílio Vaticano II, criticado por alguns de trair o espírito eclesial tradicional, foi “desengaiolar” o Espírito, que nós ocidentais sufocamos com nossas burocracias, racionalização e institucionalização.

As primeiras palavras da oração de São João XXIII na inauguração do Concílio foram mais que poesia, para bom entendedor, se constituem verdadeira exortação: “Renova as tuas maravilhas na vida da Igreja, Senhor, com o novo Pentecostes”, esta simples atitude ocasionou um movimento irreversível, pois o Espírito Santo deixou de ser conhecido apenas como a “terceira pessoa da Santíssima Trindade”, como muitos decoravam na catequese e, num retorno às fontes bíblicas e patrísticas, a busca por reconhecê-lo, sobretudo, como mencionado no Símbolo niceno-constantinopolitano, o “senhor que dá a vida”, aquele que inspirou os profetas.

A pneumatologia, ciência teológica que aborda o Espírito Santo, é recente se comparada aos dois milênios de cristianismo. Formalmente, data da segunda metade do século passado. Se o Espírito era mencionado, tratava-se logo de associá-lo ao Pai ou ao Filho. Perdemos muito tempo, não ouvíamos falar Dele.

O “esquecimento” do Espírito Santo deixou um vácuo na igreja ocidental que deve ser urgentemente preenchido, como bem notou o teólogo J. Moltmann, seguido de Karl Barth, John Wesley, Yves Congar, José Comblin, Victor Codina e outros, e isso não será possível apenas com produções literárias e teológicas, mas com experiências místicas reais, elementos que a Igreja Oriental nunca perdeu de vista.

Que o Espírito Santo não seja “propriedade” de movimentos dentro da Igreja, mas seja a Igreja em contínuo movimento e atualidade. Pois como canta e reza a Sequência de Pentecostes, “sem a luz que acode, nada o homem pode, nenhum bem há nele”…

Mensagem oficial do Papa para o Dia Mundial da Paz 2020

“O Espírito e a Esposa dizem: “Vem!”. Apocalipse 22,17.

Baixe materiais de formação sobre o Espírito Santo

Vivendo com Espírito Santo:

Novena de Pentecostes em Família 2020:

Novena em honra ao Espírito Santo para imprimir:

Cartaz da Novena de Pentecostes Tradicional 2020:

Novena de Pentecostes Beata Elena Guerra:

Cartaz da Novena de Pentecostes 2020:

Imagem do Cartaz da Novena de Pentecostes 2020 Tradicional – Alta resolução:

Cartaz de Pentecostes 2020 da RCC:

Novena de Pentecostes 2020 Tradicional – Versão Web:

 

Na Área Especial

Novena de Pentecostes 2020 Tradicional para imprimir:

 

Narcélio F. de Lima / Portal Kairós

Medidas contra o Coronavírus no Vaticano

As medidas adotadas foram divulgadas pela Sala de Imprensa da Santa Sé com o intuito de evitar a difusão do Coronavírus e permanecerão em vigor até 3 de abril de 2020.

Na tarde da terça-feira (10/03) a Sala de Imprensa da Santa Sé emitiu um comunicado anunciando as medidas adicionais que serão tomadas para evitar a difusão do coronavírus. A partir da terça-feira, as localidades da Praça e da Basílica de São Pedro estão fechadas para visitas guiadas e para turistas.

Locais como farmácias e supermercados permanecem abertos, mas com entradas limitadas. Também a partir desta data, por precaução, permanecem fechados a unidade móvel dos Correios Vaticanos, na Praça de São Pedro, as duas lojas da Livraria Editora Vaticana, o Serviço Fotográfico do L’Osservatore Romano, que permanecerá acessível on-line, e a loja de roupas.

O refeitório para os funcionários do Vaticano foi fechado ao público na quarta-feira, 11 de março, e será ativado um serviço de entrega de refeições a pedido de várias entidades da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano.

As medidas citadas permanecerão em vigor, salvo indicações contrárias, até 3 de abril de 2020.

 

Vaticano / Portal Kairós