Tema de reflexão: “Os falsos missionários”

“Eu devo anunciar a Boa Nova do reino de Deus” (Lc 4,46).
“Anunciar o Evangelho não é título de glória para mim; é, antes uma necessidade que se me impõe.
Ai de mim, se eu não anunciar o evangelho” (1Cor 9,16-17).

Tema de reflexão: “Os falsos missionários”

Às vezes se confunde missão católica com serviço social e promoção humana. Numa homilia de domingo escutei um missionário dizer que trabalha com os índios, mas que “não está ali para cristianizar e dogmatizar ninguém”; achei muito estranho. Ora, evangelizar é levar a salvação de Jesus Cristo e as verdades (= dogmas da fé). Fiquei escutando o resto da homilia e percebi que o trabalho do missionário não se diferenciava das ONGs que estão entre os índios, ou talvez fosse apenas como o trabalho da FUNAI ; uma preocupação de levar o “bem estar social” aos índios: defesa, vacinas, preservação da cultura indígena, etc. Não ouvi falar de conversão, de batismo e de abraçar a fé católica.

Se não é para cristianizar os índios, então, não é verdadeira evangelização católica. O papel missionário da Igreja é levar a salvação de Jesus Cristo, como fizeram São Pedro, São Paulo e os demais Apóstolos, sem esquecer a caridade é claro, que sempre fizeram e fomentaram. Mas se faltar a catequese católica, não é verdadeira evangelização; é mera assistência social. Isso muitas instituições podem fazer, mas levar Jesus Cristo, o Batismo da salvação, a Confissão, a Eucaristia, o Matrimônio, etc… só a Igreja é capaz de fazer.

São Paulo VI disse na “Evangelli Nuntiandi” que “não há verdadeira evangelização se não se falar do nome de Jesus, de seus milagres, de sua doutrina, de sua paixão, morte e ressurreição redentoras da humanidade”.

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Quem são os 5 novos Santos e Santas de 2019?

Quem são os 5 novos Santos e Santas de 2019?

Foram apresentadas, na manhã deste sábado dia 11 de outubro, na Sala de Imprensa da Santa Sé, pelos seus respectivos Postuladores, as biografias dos cinco novos Santos, que serão canonizados pelo Papa, no próximo domingo, na Praça São Pedro.

Os novos Santos e Santas de 2019

01 – João Henrique Newman, convertido do Anglicanismo, fundador do Oratório de São Felipe Neri, na Inglaterra; e quatro mulheres:

02 – Irmã Dulce Lopes Pontes, no civil Maria Rita, primeira santa brasileira, da Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus;

03 – Margarida Bays, virgem, Terciária da Ordem de São Francisco de Assis;

04 – Josefina Vannini, no civil Judite Adelaide Águeda, fundadora das Filhas de São Camilo; e

05 – Maria Teresa Chiramel Mankidiyan, Fundadora da Congregação das Irmãs da Sagrada Família.

Eis alguns breves dados biográficos dos novos Santos

Cardeal João Henrique Newman

João nasceu em Londres, em 1801. Foi ordenado sacerdote pela Igreja Anglicana tornando-se pároco de São Clemente, em Oxford.

Em 1845, Newman converteu-se ao catolicismo e, alguns anos depois, foi ordenado sacerdote da Igreja Católica. Fundou o Oratório de São Felipe Neri e foi criado Cardeal em 1879, com o lema “O coração fala ao coração”.

Joao Newman faleceu em 11 de agosto de 1880 e foi beatificado por Bento XVI em 19 de setembro de 2010.

Irmã Dulce Lopes Pontes

Maria Rita nasceu, em Salvador, Bahia, em 1914. Tinha 6 anos quando sua mãe faleceu. Aos 18, entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, onde recebeu o nome de Dulce. Fundou a União dos Trabalhadores de São Francisco, um movimento operário cristão, e o hospital Santo Antônio.

Irmã Dulce faleceu na capital baiana em 1992. Foi beatificada em 2011, durante o Pontificado de Bento XVI.

O milagre que a levou à canonização é a cura milagrosa de José Maurício Bragança Moreira, que ficou cego por causa de um glaucoma grave. Ao sofrer de conjuntivite, colocou uma pequena imagem da Irmã Dulce sobre os olhos, pedindo a sua intercessão. Quando acordou, voltou a ver de novo.

Josefina Vannini

Josefina Vannini nasceu em Roma, em 1859. Aos quatro anos de idade, perdeu o pai e, três anos depois, a mãe. Durante os exercícios espirituais, conheceu o sacerdote camiliano, Padre Luigi Tezza, que reconheceu nela a pessoa indicada para iniciar uma nova Congregação, fundada em 1892, com o nome de Filhas de São Camilo.

Madre Josefina faleceu em 1911 e, em 1994, foi beatificada por São João Paulo II.

O milagre que a levou à canonização, refere-se a Arno Klauck, mestre de obras de Sinop (MT), que caiu do terceiro andar enquanto colocava vigas de madeira. Enquanto caía, invocou a intercessão da religiosa, salvando-se, milagrosamente, com apenas alguns hematomas.

Maria Teresa Chiramel Manki-diyan

Maria Teresa nasceu em 1876, em Puthenchira, estado indiano de Kérala. Recebeu muitas graças místicas de Deus, como visões de Nossa Senhora e de Santos, além dos estigmas de Cristo, em 1909, que sempre manteve em segredo.

Em 1914, Maria Teresa fundou a Congregação das Irmãs da Sagrada Família. Sofrendo de diabetes, faleceu em 1926.

Madre Maria Teresa Chiramel foi beatificada por São João Paulo II, em 9 de abril de 2000.

Margarida Bays

Margarida nasceu em Friburgo, na Suíça, em 1815. Filha de agricultores, trabalhou toda a sua vida como costureira. Acometida por um câncer, com a idade de 40 anos, ficou, inexplicavelmente, curada, em 8 de dezembro de 1854, dia em que Pio IX proclamou o Dogma da Imaculada Conceição.

Margarida teve muitas experiências místicas e experimentou os estigmas. Faleceu em 27 de junho de 1879 e foi beatificada por São João Paulo II, em 29 de outubro de 1995.

Músicas e subsídios da Irmã Dulce para baixar

 

Vatican News / Portal Kairós

Fotógrafo remove celulares para mostrar nosso mundo estranho e solitário

Fotógrafo remove celulares para mostrar nosso mundo estranho e solitário

A hora de sair da internet (Abre numa nova aba do navegador)

Você está lendo isso em um dispositivo portátil? Há uma boa chance de você estar. Agora imagine como você ficaria se esse dispositivo desaparecesse repentinamente. Solitário? Ligeiramente louco? Talvez ao lado de uma pessoa que está sendo ignorada? À medida que somos cada vez mais atraídos pelas telas que carregamos, mesmo na companhia de amigos e familiares, a pose curvada do telefone absorvido parece cada vez mais normal.

O fotógrafo americano Eric Pickersgill criou “Removed“, uma série de fotos para nos lembrar de como essa pose é estranha. Em cada retrato, os dispositivos eletrônicos foram “editados” (removidos antes da foto ser tirada das pessoas que os usavam) para que as pessoas olhem para as mãos ou para o espaço vazio entre as mãos, ignorando frequentemente belos cenários ou oportunidades para a conexão humana.

Os resultados são um pouco tristes e assustadores – e talvez um lembrete para guardar nossos telefones um pouquinho.

Veja as fotos

 

Portal Kairós

Religiosos: ser capaz de dar a sua vida

Presidente da Conferência dos Religiosos do Brasil, Ir. Maria Inês Vieira Ribeiro, divulgou uma mensagem de felicitação a todos os religiosos no Brasil

Religiosos: ser capaz de dar a sua vida

Por ocasião da Solenidade da Assunção de Maria ao céu, celebra-se no Brasil o Dia do Religioso.

A presidente da Conferência dos Religiosos do Brasil, Ir. Maria Inês Vieira Ribeiro, divulgou uma mensagem de felicitação a todos os consagrados no país.

“Desejamos ser como os servos das Bodas de Caná, que confiam e atendem ao pedido de Maria: ‘Fazei tudo o que ele vos disser’ (Jo 2,5), pois seguir Jesus é uma opção, uma resposta diária!”, afirma Ir. Maria Inês, reeleita para o cargo na Assembleia de julho da CRB Nacional.

Capazes de dar a vida

A presidente cita ainda o Papa Francisco e sua homilia pronunciada no Dia da Vida Consagrada em 2 de fevereiro passado: “É importante voltar às fontes: percorrer com a memória os encontros decisivos que tivemos com Ele, reavivar o primeiro amor, talvez escrever a nossa história de amor com o Senhor. Fará bem à nossa vida consagrada, para que não se torne tempo que passa, mas seja tempo de encontro”.

“Que sejamos capazes de dar a vida no ordinário e oferecê-la livremente no extraordinário como servas e servos, testemunhas alegres do Reino de Deus que buscam ‘fazer tudo o que ele nos disser’. Pois a hora é agora!”, conclui a Ir. Maria Inês Ribeiro.

– 20 de Agosto: Dia do Religioso e da Religiosa
– 02 de Fevereiro: Dia da Vida Consagrada (Mundial)

 

Canção Nova / Portal Kairós

A hora de sair da internet

A rede (social) tornou-se um antro de espionagem, entretenimento vulgar e mentiras. Será?

A hora de sair da internet

“É hora de proclamar: a internet deixou de ser divertida.”

– É hora de proclamar: a internet deixou de ser divertida. Como todos os bons casos de amor, começou emocionante. Costumávamos ficar acordados até tarde e rir juntos. Agora, porém, apenas nos ajuda a discutir/brigar por mais tempo. Os longos verões ociosos de Albino Black Sheep [um site de animação interativo, famoso nos anos 2000] e Chris Crocker [um ator-celebridade na internet, nos EUA, a partir de 2007] transformaram-se num inverno sempre cinza de big data bilionários e torturas ao vivo. Vivemos sob espionagem, incapazes de concentração, não estamos presentes, não conseguimos dormir – não podemos sequer atravessar mais a rua. É a razão pela qual você não consegue terminar um livro e as lojas de departamento já sabem que está pensando em comprar um processador de alimentos. Muito embora – assim como em tantos relacionamentos abusivos –, ele suga nossa energia e nos exaure, mas não conseguimos largá-lo.

O pior é que sabemos disso tudo. Você provavelmente não precisa de outro livro, outra manchete inflamada, outro podcast para detalhar as várias formas como seu celular está arruinando a sua vida. Ainda assim, a despeito de tudo, parecemos capazes de seguir o tema somente até a metade. Já diagnosticamos o problema, mas para uma geração que se orgulha de ser “antenada”, estamos confusos para apresentar uma solução à questão mais universalmente disseminada de nosso tempo.

Fracassamos em solucionar o problema principalmente porque não sabemos por onde começar. Da forma como a vemos, a internet é como um sistema que dá suporte à vida. Decidir um dia arrancá-la de nossas veias nos deixaria freneticamente ofegantes, antes de mergulhar num abismo solitário. Não podemos voltar a um mundo sem ela. Poderíamos deletar todos os nossos contatos, mas como descobriríamos se fomos convidados para uma festa de aniversário?

A continuidade desta decadência não é inevitável. Afinal, os smartphones têm apenas uma década, e a rede mundial, apenas 25. O que consideramos como o início do declínio pode ser visto, no futuro, como um período de ingenuidade tecnológica – o período antes de descobrirmos o que estávamos preparados para sacrificar, e o que queríamos em troca. A tecnologia, é claro, molda o futuro, mas é também totalmente concebível que haja uma luta para redefinir o papel que ela desempenha em nossa vida.

Mudanças pequenas, porém significativas, já estão acontecendo. Os responsáveis por definir as políticas públicas estão discutindo se os smartphones têm ou não lugar na sala de aula; os restaurantes estão proibindo-os nas mesas de jantar e as empresas estão pedindo que sejam deixados fora das salas de reunião. A batalha entre casas de música e smartphones é longa e célebre – a empresa de tecnologia Yondr criou até mesmo estojos de celulares, para deixá-los mudos quando as pessoas entram em auditórios que são “zonas livres de telefone”. Desde março deste ano, digitar dirigindo custa ao motorista uma multa de quase R$ 1000 no Reino Unido. Em todos os aspectos da vida pública, a onipresença da tecnologia está sendo desafiada.

É hora de fazer um detox digital e sair da internet

Individualmente, também temos enfrentado o problema. A ideia de uma “detox digital” tem tanto tempo quanto o Blackberry. Em sua forma clássica, ela baseia-se em retiros idílicos, livres de telefone, mas a maioria das organizações também promovem modos de estabelecer, no mundo real, uma relação positiva com a tecnologia. Quanto contatei Tanya Goodin, fundadora da organização de detox digital “Tempo de desconectar” [Time To Log Off] , sobre seus retiros, ela disse que eram semelhantes a outros tipos de reabilitação: as pessoas sabem que têm um problema e pedem ajuda. “No fim, quando lhes damos os telefones de volta, sempre dizem que não querem”, conta, rindo.

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