Tema: Fraternidade: Biomas brasileiros e defesa da vida
Lema: Cultivar e guardar a criação
Concurso para hino da Campanha da Fraternidade 2017
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou um concurso para o hino da Campanha da Fraternidade 2017. O processo seletivo será realizado num único edital, letra e música, simultaneamente, podendo haver parceria entre letristas e músicos.
Com base no tema da CF 2017 “Fraternidade: Biomas brasileiros e defesa da vida” e no lema “Cultivar e guardar a criação”, as características da letra do hino devem traduzir o conteúdo em profunda linguagem poética. Além disso, é exigido também que o hino apresente alguma forma de rima, embora possam ser usados versos livres.
Quanto aos critérios para a análise da qualidade literária do texto, o edital recomenda a leitura do subsídio técnico das Edições CNBB “Canto e música litúrgica pós-Concílio Vaticano II: Princípios teológicos, litúrgicos, pastorais e estéticos”. O emprego da função da linguagem mais adequada ao momento litúrgico também será levado em consideração.
Já em relação às características da música, o edital exige o caráter vibrante e convocativo, melodias e ritmos fluentes em qualquer assembleia. Além disso, a apresentação da composição deverá ser escrita em pauta musical, com a indicação dos acordes (cifras) para o acompanhamento instrumental.
As composições devem ser encaminhadas à CNBB até o dia 29 de abril.
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2016/03/cf2017_biomas-logo.jpg378474Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2016-03-21 22:36:582018-11-08 00:53:55CNBB lança concurso para hino da Campanha da Fraternidade 2017
O tema escolhido para a reflexão na Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016 é “Casa comum, nossa responsabilidade” e o lema “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” do livro de Amós 5.24. A proposta está em sintonia com a Encíclica do papa Francisco, “Laudato Si”.
“Nesse tema e lema, duas dimensões básicas para a subsistência da vida são abarcadas a um só tempo: o cuidado com a criação e a luta pela justiça, sobretudo dos países pobres e vulneráveis. Nessa Campanha da Fraternidade Ecumênica, queremos instaurar processos de diálogos que contribuam para a reflexão crítica dos modelos de desenvolvimento que têm orientado a política e a economia”, explica a coordenação geral, representada pelo bispo da Igreja Anglicana e presidente do Conic, dom Flávio Irala, e a secretária-geral, pastora Romi Márcia Bencke.
O profeta Amós afirma em seu texto que a situação social do povo é importante para Deus, e que o culto se torna vazio e mentiroso se as pessoas vão aos templos, oferecem sacrifícios para Deus, mas permitem que a injustiça degrade a vida dos pobres, filhos amados e filhas amadas de Deus.
O profeta deixa bem claro que a fidelidade a Deus, tem tudo a ver com o cuidado que temos que ter, uns com os outros e com os dons da natureza.
O texto destaca questões como o caos social, o rompimento das relações afetivas e da relação com Deus. Como lema da Campanha, a proposta é que as pessoas repensem suas vidas e mudem suas atitudes em prol do bem comum.
Padre Leandro Alves de Souza, assessor da sub-região pastoral Aparecida da Campanha da Fraternidade, explicou as inspirações do lema da Campanha desse ano, e salientou que dentre as várias questões para reflexão, está à importância das pessoas estabelecerem relações verdadeiras e não de interesses.
a12.com
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2016/02/cf2016_seminarios_01.jpg427640Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2016-02-14 03:37:432018-11-08 00:53:55CFE-2016 motiva a reflexão sobre o relacionamento com o outro
O Jubileu da Misericórdia tem como lema “Misericordiosos como o Pai”, frase extraída do Evangelho de São Lucas (6,36), e são exatamente estas palavras, em latim, que dão início à letra do hino oficial do Jubileu: “Misericordes sicut Pater”.
A música é de autoria de Paul Inwood e o texto da letra é de autoria do Padre Eugenio Costa, SJ.
A gravação foi realizada pela Rádio Vaticano com a participação do Coral da Capela Musical Pontifícia que é dirigido pela Maestro Monsenhor Massimo Palombella, SDB.
Segundo se informa, os autores doaram todos os direitos da obra ao Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, para assim facilitar a divulgação do Hino do Jubileu da Misericórdia em toda a Igreja.
O Ano Santo da Misericórdia, convocado pelo Papa Francisco em 11 de abril de 2015, iniciou-se em 8 de dezembro deste ano (2015), na Festa da Imaculada Conceição.
Inno ufficiale del Giubileo della Misericordia
Misericordes sicut Pater (Misericordiosos como o Pai) (4x)
Damos graças ao Pai, porque é bom – in aeternum misericordia eius (eterna é a Sua misericórdia)
Criou o mundo com sabedoria – in aeternum misericordia eius
Conduz seu povo na história – in aeternum misericordia eius
Perdoa e acolhe os seus filhos – in aeternum misericordia eius
Misericordes sicut Pater (4x)
Damos graças ao Filho, Luz das gentes – in aeternum misericordia eius
Amou-nos com um coração de carne – in aeternum misericordia eius
Dele recebemos, a Ele nos doamos – in aeternum misericordia eius
O coração se abra a quem tem fome e sede – in aeternum misericordia eius
Misericordes sicut Pater (4x)
Peçamos ao Espírito os sete santos dons – in aeternum misericordia eius
Fonte de todo bem, dulcíssimo alívio – in aeternum misericordia eius
Por Ele confortados, oferecamos conforto – in aeternum misericordia eius
O amor espera e tudo suporta – in aeternum misericordia eius
Misericordes sicut Pater (4x)
Peçamos a paz ao Deus de toda paz – in aeternum misericordia eius
A terra espera o Evangelho do Reino – in aeternum misericordia eius
Graça e alegria a quem ama e perdoa – in aeternum misericordia eius
Serão novos os céus e a terra – in aeternum misericordia eius
Misericordes sicut Pater (4x)
Misericordes, Misericordes, Misericordes sicut Pater
Misericordes, Misericordes, Misericordes, Misericordes sicut Pater
Sicut Pater, Misericordes, Misericordes sicut Pater
gaudiumpress.org
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2015/12/misericordia.jpg720668Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2015-12-23 22:53:542018-11-08 00:54:00Misericordes sicut Pater, o Hino Oficial do Jubileu da Misericórdia
O combate contra as forças do mal durará até a hora da morte, mas é gratificante cada vitória no decurso da caminhada para a eternidade feliz junto de Deus. Paz interior, alegria profunda em contraposição ao remorso do pecado são já nesta terra um prêmio que, depois, persistirá por todo sempre. O desejo de avançar à luz de Cristo vitorioso leva a uma construção espiritual que traz consolação. Como lembra o frade carmelitano Antoine-Marie, ser, de fato, filho é “antes de tudo reconhecer que nossa vida vem de Deus e receber dele nossa subsistência; ser filho é ter absoluta confiança no Pai”. O verdadeiro cristão não se preocupa apenas com sua vida corporal, com o desenvolvimento de suas forças biológicas, mas tem em vista, antes de tudo, seu crescimento na santidade, triunfando continuamente contra as insídias diabólicas.
Imita Jesus que no deserto venceu o espírito do mal e está continuamente aberto à infinita misericórdia de Deus. São Paulo compara a vida cristã à dos atletas que se impõem pesados esforços para conquistar a vitória. Trata-se, diz o Apóstolo, de se obter uma coroa perecível. O cristão, contudo, luta, se mortifica, reza para alcançar uma coroa imperecível, partilhando a vida eterna de seu Deus. Deste modo, a tentação, no dizer do Pe. Maurice Formond, é normal por fazer parte da natureza humana agitada entre o bem e o mal, o vício e a virtude, o erro e a verdade. É uma luta contínua para um bem superior no qual sai triunfante todo aquele que corresponde à graça que nunca é negada a quem a pede a Deus. Não é fácil se desapegar de bens ilusórios, mas o discípulo de Jesus Lhe diz: “Tua graça me basta, Senhor, é ela que eu te imploro”.
Faz parte da maturidade espiritual de cada um esta resistência ao inimigo. Este vem com inúmeras sugestões perversas, como o desejo de possuir bens materiais em excesso, colocando o destempero da gula como prioridade na própria vida; cultuando satanás nas perversidades dos meios de comunicação social; na aprovação dos crimes mais hediondos, enfim no desprezo dos sagrados mandamentos da Lei divina. Muitos ao se expor às ocasiões de pecado atraem o poder do demônio e caem fatalmente nas suas garras. É útil e necessário se lembrar sempre de todas estas verdades, pois, no combate espiritual o cristão fará triunfar em si a mesmo a vitória de Cristo e este é o desejo de Deus para a felicidade de cada um.
Oração a São Miguel Arcanjo
São Miguel Arcanjo,
defendei-nos no combate,
sede o nosso refúgio contra as maldades e ciladas do demônio.
Ordene-lhe Deus,
instantemente o pedimos,
e vós, príncipe da milícia celeste,
pela virtude divina,
precipitai no inferno a satanás e aos outros espíritos malignos,
que andam pelo mundo para perder as almas.
A nossa fé será mais forte ou mais fraca na mesma proporção
em que acreditarmos que Deus nos fará o que nos prometeu.
O Senhor lhe diz que tem uma promessa de salvação para você.
Diante dos insultos que você tem recebido,
Deus diz a você hoje que Ele o salva.
Amém
O combate espiritual
Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos
Na preparação para o Natal fulge a humildade de São João Batista, oferecendo uma atitude fundamental para bem se receber as graças da magna solenidade que se aproxima. Ele proclamou claramente: “Já vem quem é mais forte do que eu, a quem não sou digno de desatar as correias das sandálias!”. Deste modo, o Precursor introduz em um mistério da mais total verdade numa sinceridade maravilhosa. Ele patenteia a grandeza de Jesus e, apesar da fama que o rodeava, nunca lhe passou pela mente ser maior do que aquele que ele anunciava. Tanto mais admirável a conduta de João Batista, quando se considera que ele era o maior dos profetas, aquele que teve o privilégio de ser o escolhido para mostrar ao povo o Messias, fruto da promessa feita por Deus a Abraão e renovada a Davi. Ele convida então a todos a não se julgar importante, catalizador de grandes feitos, superior aos outros, pois aquele cujo nascimento vai ser comemorado ensinaria: “Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração” (Mt 11,29).
É para esta humildade que arrasta São João Batista e, na verdade não simplesmente mostrando um ato de virtude. Era, de fato, um ensinamento para poder inclusive compreender a lição de Jesus. Tratava-se de um comportamento, não simplesmente de um ensinamento moral. Assim só haurirão as bênçãos natalinas os que possuídos de humildade reconhecerem os seus erros, a fim de se purificarem para poder bem se aproximar do Presépio onde um Deus se fez pequenino. O mistério do Natal é um mistério do Ser Supremo com o qual só se entrará em comunhão através do reconhecimento da própria insignificância que afasta todo orgulho. O Messias que o Batista anunciava não viera a este mundo cercado de uma coorte fazendo soar trombetas, mas o reencontraremos num estábulo, fazendo-se pobre para nos enriquecer com suas riquezas. São João Batista está a acenar para uma experiência espiritual que leve a uma total conversão interior.
Cumpre em pleno Advento tentar então perceber que a presença de Deus na vida de cada um não se manifesta ruidosa. Ele vem secretamente, silenciosamente, no remanso de uma noite e docemente quer nascer dentro de cada coração. É preciso então que saibamos ser humildes para captar e entender a voz silenciosa daquele que fala lá no íntimo do ser humano. Desta forma a humildade estampada em João Batista é uma condição necessária para a aproximação do Menino Deus. João Batista era o homem que não existia para si mesmo, mas para o Outro que era maior do que ele. Foi por isto que ele disse também que era preciso que Jesus fosse exaltado e que perante o Filho de Deus todos, inclusive ele, João Batista, se diminuísse. Deste modo, somos forçados a reconhecer nesta figura extraordinária do Precursor a missão mesma da Igreja.
No terceiro milênio de evangelização e de testemunho é preciso que cada um se examine até onde tem cooperado para que Jesus seja, realmente, conhecido e amado. Neste Natal Ele estará batendo delicadamente às portas de nossas consciências e de nossos corações esperando uma cooperação ainda maior no esforço da própria perfeição de vida e no trabalho da evangelização. Jesus precisa de evangelizadores para anunciar o seu reino de amor.com o dinamismo daquele que O fez conhecido dos que O esperavam. Um engajamento total num apostolado profícuo. A aproximação do Natal deve levar a todos a refletir e a repensar os valores do Evangelho que se opõem aos valores humanos. Numa sociedade materialista obnubilada pelo desejo de riquezas e de prazeres egoístas cumpre verificar o que em nossas comunidades se pode realmente fazer para ajudar os mais necessitados.
É preciso levar a todos que estão na solidão e no desespero as alegrias do Natal de Jesus. Que faria João Batista nos dias de hoje? Certamente ele demonstraria a nossos contemporâneos na simplicidade de vida, na satisfação de ser solidários e misericordiosos que não se deve ter a ilusão de ter feito muito, quando é possível fazer mais pela própria santificação e ajuda ao próximo. É necessário que sejamos assim outros imitadores de São João Batista e não passaremos simplesmente pelo Natal, mas o Natal marcará definitivamente nossa vida.
Testemunho de humildade Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2015/12/humildade.jpg7581050Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2015-12-08 00:43:052018-11-08 00:54:02Testemunho de humildade
CNBB lança concurso para hino da Campanha da Fraternidade 2017
Concurso para hino da Campanha da Fraternidade 2017
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou um concurso para o hino da Campanha da Fraternidade 2017. O processo seletivo será realizado num único edital, letra e música, simultaneamente, podendo haver parceria entre letristas e músicos.
Com base no tema da CF 2017 “Fraternidade: Biomas brasileiros e defesa da vida” e no lema “Cultivar e guardar a criação”, as características da letra do hino devem traduzir o conteúdo em profunda linguagem poética. Além disso, é exigido também que o hino apresente alguma forma de rima, embora possam ser usados versos livres.
Quanto aos critérios para a análise da qualidade literária do texto, o edital recomenda a leitura do subsídio técnico das Edições CNBB “Canto e música litúrgica pós-Concílio Vaticano II: Princípios teológicos, litúrgicos, pastorais e estéticos”. O emprego da função da linguagem mais adequada ao momento litúrgico também será levado em consideração.
Já em relação às características da música, o edital exige o caráter vibrante e convocativo, melodias e ritmos fluentes em qualquer assembleia. Além disso, a apresentação da composição deverá ser escrita em pauta musical, com a indicação dos acordes (cifras) para o acompanhamento instrumental.
As composições devem ser encaminhadas à CNBB até o dia 29 de abril.
CFE-2016 motiva a reflexão sobre o relacionamento com o outro
“Nesse tema e lema, duas dimensões básicas para a subsistência da vida são abarcadas a um só tempo: o cuidado com a criação e a luta pela justiça, sobretudo dos países pobres e vulneráveis. Nessa Campanha da Fraternidade Ecumênica, queremos instaurar processos de diálogos que contribuam para a reflexão crítica dos modelos de desenvolvimento que têm orientado a política e a economia”, explica a coordenação geral, representada pelo bispo da Igreja Anglicana e presidente do Conic, dom Flávio Irala, e a secretária-geral, pastora Romi Márcia Bencke.
O profeta Amós afirma em seu texto que a situação social do povo é importante para Deus, e que o culto se torna vazio e mentiroso se as pessoas vão aos templos, oferecem sacrifícios para Deus, mas permitem que a injustiça degrade a vida dos pobres, filhos amados e filhas amadas de Deus.
O profeta deixa bem claro que a fidelidade a Deus, tem tudo a ver com o cuidado que temos que ter, uns com os outros e com os dons da natureza.
O texto destaca questões como o caos social, o rompimento das relações afetivas e da relação com Deus. Como lema da Campanha, a proposta é que as pessoas repensem suas vidas e mudem suas atitudes em prol do bem comum.
Padre Leandro Alves de Souza, assessor da sub-região pastoral Aparecida da Campanha da Fraternidade, explicou as inspirações do lema da Campanha desse ano, e salientou que dentre as várias questões para reflexão, está à importância das pessoas estabelecerem relações verdadeiras e não de interesses.
a12.com
Misericordes sicut Pater, o Hino Oficial do Jubileu da Misericórdia
O Jubileu da Misericórdia tem como lema “Misericordiosos como o Pai”, frase extraída do Evangelho de São Lucas (6,36), e são exatamente estas palavras, em latim, que dão início à letra do hino oficial do Jubileu: “Misericordes sicut Pater”.
A música é de autoria de Paul Inwood e o texto da letra é de autoria do Padre Eugenio Costa, SJ.
A gravação foi realizada pela Rádio Vaticano com a participação do Coral da Capela Musical Pontifícia que é dirigido pela Maestro Monsenhor Massimo Palombella, SDB.
Segundo se informa, os autores doaram todos os direitos da obra ao Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, para assim facilitar a divulgação do Hino do Jubileu da Misericórdia em toda a Igreja.
O Ano Santo da Misericórdia, convocado pelo Papa Francisco em 11 de abril de 2015, iniciou-se em 8 de dezembro deste ano (2015), na Festa da Imaculada Conceição.
Inno ufficiale del Giubileo della Misericordia
Misericordes sicut Pater (Misericordiosos como o Pai) (4x)
Damos graças ao Pai, porque é bom – in aeternum misericordia eius (eterna é a Sua misericórdia)
Criou o mundo com sabedoria – in aeternum misericordia eius
Conduz seu povo na história – in aeternum misericordia eius
Perdoa e acolhe os seus filhos – in aeternum misericordia eius
Misericordes sicut Pater (4x)
Damos graças ao Filho, Luz das gentes – in aeternum misericordia eius
Amou-nos com um coração de carne – in aeternum misericordia eius
Dele recebemos, a Ele nos doamos – in aeternum misericordia eius
O coração se abra a quem tem fome e sede – in aeternum misericordia eius
Misericordes sicut Pater (4x)
Peçamos ao Espírito os sete santos dons – in aeternum misericordia eius
Fonte de todo bem, dulcíssimo alívio – in aeternum misericordia eius
Por Ele confortados, oferecamos conforto – in aeternum misericordia eius
O amor espera e tudo suporta – in aeternum misericordia eius
Misericordes sicut Pater (4x)
Peçamos a paz ao Deus de toda paz – in aeternum misericordia eius
A terra espera o Evangelho do Reino – in aeternum misericordia eius
Graça e alegria a quem ama e perdoa – in aeternum misericordia eius
Serão novos os céus e a terra – in aeternum misericordia eius
Misericordes sicut Pater (4x)
Misericordes, Misericordes, Misericordes sicut Pater
Misericordes, Misericordes, Misericordes, Misericordes sicut Pater
Sicut Pater, Misericordes, Misericordes sicut Pater
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O combate espiritual
Imita Jesus que no deserto venceu o espírito do mal e está continuamente aberto à infinita misericórdia de Deus. São Paulo compara a vida cristã à dos atletas que se impõem pesados esforços para conquistar a vitória. Trata-se, diz o Apóstolo, de se obter uma coroa perecível. O cristão, contudo, luta, se mortifica, reza para alcançar uma coroa imperecível, partilhando a vida eterna de seu Deus. Deste modo, a tentação, no dizer do Pe. Maurice Formond, é normal por fazer parte da natureza humana agitada entre o bem e o mal, o vício e a virtude, o erro e a verdade. É uma luta contínua para um bem superior no qual sai triunfante todo aquele que corresponde à graça que nunca é negada a quem a pede a Deus. Não é fácil se desapegar de bens ilusórios, mas o discípulo de Jesus Lhe diz: “Tua graça me basta, Senhor, é ela que eu te imploro”.
Faz parte da maturidade espiritual de cada um esta resistência ao inimigo. Este vem com inúmeras sugestões perversas, como o desejo de possuir bens materiais em excesso, colocando o destempero da gula como prioridade na própria vida; cultuando satanás nas perversidades dos meios de comunicação social; na aprovação dos crimes mais hediondos, enfim no desprezo dos sagrados mandamentos da Lei divina. Muitos ao se expor às ocasiões de pecado atraem o poder do demônio e caem fatalmente nas suas garras. É útil e necessário se lembrar sempre de todas estas verdades, pois, no combate espiritual o cristão fará triunfar em si a mesmo a vitória de Cristo e este é o desejo de Deus para a felicidade de cada um.
Oração a São Miguel Arcanjo
O combate espiritual
Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho
Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos
Testemunho de humildade
Na preparação para o Natal fulge a humildade de São João Batista, oferecendo uma atitude fundamental para bem se receber as graças da magna solenidade que se aproxima. Ele proclamou claramente: “Já vem quem é mais forte do que eu, a quem não sou digno de desatar as correias das sandálias!”. Deste modo, o Precursor introduz em um mistério da mais total verdade numa sinceridade maravilhosa. Ele patenteia a grandeza de Jesus e, apesar da fama que o rodeava, nunca lhe passou pela mente ser maior do que aquele que ele anunciava. Tanto mais admirável a conduta de João Batista, quando se considera que ele era o maior dos profetas, aquele que teve o privilégio de ser o escolhido para mostrar ao povo o Messias, fruto da promessa feita por Deus a Abraão e renovada a Davi. Ele convida então a todos a não se julgar importante, catalizador de grandes feitos, superior aos outros, pois aquele cujo nascimento vai ser comemorado ensinaria: “Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração” (Mt 11,29).
É para esta humildade que arrasta São João Batista e, na verdade não simplesmente mostrando um ato de virtude. Era, de fato, um ensinamento para poder inclusive compreender a lição de Jesus. Tratava-se de um comportamento, não simplesmente de um ensinamento moral. Assim só haurirão as bênçãos natalinas os que possuídos de humildade reconhecerem os seus erros, a fim de se purificarem para poder bem se aproximar do Presépio onde um Deus se fez pequenino. O mistério do Natal é um mistério do Ser Supremo com o qual só se entrará em comunhão através do reconhecimento da própria insignificância que afasta todo orgulho. O Messias que o Batista anunciava não viera a este mundo cercado de uma coorte fazendo soar trombetas, mas o reencontraremos num estábulo, fazendo-se pobre para nos enriquecer com suas riquezas. São João Batista está a acenar para uma experiência espiritual que leve a uma total conversão interior.
Cumpre em pleno Advento tentar então perceber que a presença de Deus na vida de cada um não se manifesta ruidosa. Ele vem secretamente, silenciosamente, no remanso de uma noite e docemente quer nascer dentro de cada coração. É preciso então que saibamos ser humildes para captar e entender a voz silenciosa daquele que fala lá no íntimo do ser humano. Desta forma a humildade estampada em João Batista é uma condição necessária para a aproximação do Menino Deus. João Batista era o homem que não existia para si mesmo, mas para o Outro que era maior do que ele. Foi por isto que ele disse também que era preciso que Jesus fosse exaltado e que perante o Filho de Deus todos, inclusive ele, João Batista, se diminuísse. Deste modo, somos forçados a reconhecer nesta figura extraordinária do Precursor a missão mesma da Igreja.
No terceiro milênio de evangelização e de testemunho é preciso que cada um se examine até onde tem cooperado para que Jesus seja, realmente, conhecido e amado. Neste Natal Ele estará batendo delicadamente às portas de nossas consciências e de nossos corações esperando uma cooperação ainda maior no esforço da própria perfeição de vida e no trabalho da evangelização. Jesus precisa de evangelizadores para anunciar o seu reino de amor.com o dinamismo daquele que O fez conhecido dos que O esperavam. Um engajamento total num apostolado profícuo. A aproximação do Natal deve levar a todos a refletir e a repensar os valores do Evangelho que se opõem aos valores humanos. Numa sociedade materialista obnubilada pelo desejo de riquezas e de prazeres egoístas cumpre verificar o que em nossas comunidades se pode realmente fazer para ajudar os mais necessitados.
É preciso levar a todos que estão na solidão e no desespero as alegrias do Natal de Jesus. Que faria João Batista nos dias de hoje? Certamente ele demonstraria a nossos contemporâneos na simplicidade de vida, na satisfação de ser solidários e misericordiosos que não se deve ter a ilusão de ter feito muito, quando é possível fazer mais pela própria santificação e ajuda ao próximo. É necessário que sejamos assim outros imitadores de São João Batista e não passaremos simplesmente pelo Natal, mas o Natal marcará definitivamente nossa vida.
Testemunho de humildade
Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho
Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos