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Oração da Campanha da Fraternidade 2015

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Sábias orientações de Francisco

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Bem no o estilo moderno de comunicação o Papa Francisco tem continuamente lançado mensagens objetivas, práticas, orientando sabiamente a conduta dos cristãos. Aconselhou a “caminhar, edificar e testemunhar a fé”. Por entre o fluxo dos acontecimentos ele lembrou que “a nossa vida é um caminho e é errado se pararmos”. Este viandar, porém, deve se dar “na presença e na luz do Senhor”. Apontou um dos grandes erros humanos ao diagnosticar a hipocrisia como “uma esquizofrenia da alma”. Alertou que não há nunca “um poder mágico no dinheiro”. Aliás, asseverou que quem é apegado aos bens terrenos é “narcisista, consumista, hedonista”.

Se é necessário valorizar o momento presente é preciso estar atentos, pois “vivemos numa sociedade do “aqui e agora”, ou seja, num imediatismo deletério”. Ele está sempre imerso em Deus na prece, mas advertiu que “não se deve querer controlar a Deus pela oração”. Fez eco então ao que se reza no Pai Nosso: “Seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu”. Apresentou norma valiosa sobre o que significa rezar: “Orar é falar e escutar. Pedir clemência a Deis como fez Abraão para Sodoma e Gomorra e Moisés para o povo recalcitrante”. Testemunhou: “A minha experiência com Deus se dá no caminho, na busca em deixar-me buscar”.

Concita os fiéis à firmeza na defesa dos mandamentos e foi claro: “Defenda o nascimento contra o aborto mesmo que te persigam, te caluniem, montem armadilhas para ti, te levem às barras do tribunal ou te venham a matar” […] A prática do comportamento homossexual é um retrocesso antropológico”. Num momento de pulcra inspiração assim falou: “Se uma pessoa não cuida de seu irmão, na pode falar com o Pai de seu irmão, com Deus”. Na alheta de Sócrates que recomendava “Conhece-te a ti mesmo”, Francisco mostrou que “o fundamental que se deve dizer a todo homem é que entre em si mesmo” e pedagogicamente aditou:” A dispersão é uma ruptura no interior, impede de olhar no espelho de seu coração”. Sábia advertência: “É preciso uma atenção constante entre os dons de Deus e as tarefas humanas. Quem recebe o dom e não o explora não cumpre seu dever. […] O homem recebe algo e tem que deixar algo melhor“.

Alertou, porém: “Quem se apega demais com as tarefas esquece os dons e tudo atribui a si”. Por entre tantas divergências religiosas o Papa norteia “ É preciso não ter medo de ser cristão. [“…] a vida cristã é uma espécie de atletismo, de luta, de corrida, na qual é necessário que nos desfaçamos das coisas que nos separam de Deus”. Vale a pena ler os livros que trazem os ensinamentos do atual Pontífice e meditar também suas palavras que, sobretudo, as redes católicas diariamente publicam.

Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho
Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos

Solidariedade é um modo de fazer história, diz papa Francisco

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“A solidariedade, entendida em seu sentido mais profundo, é um modo de fazer história e isso é o que fazem os movimentos populares”, disse o papa Francisco, na manhã de ontem, dia 28, durante encontro com os participantes do Encontro Mundial dos Movimentos Populares.

Ao falar sobre solidariedade, Francisco sugeriu pensamentos e atos em favor da comunidade e da prioridade de vida a todos. “Também é lutar contra as causas estruturais da pobreza, a desigualdade, a falta de trabalho, a terra e a violência, a negação dos direitos sociais e trabalhistas”, enumerou. Para ele, a solidariedade se traduz no enfrentamento aos “efeitos destruidores do ‘Império do dinheiro’, como os deslocamentos forçados, as migrações dolorosas, o tráfico de pessoas, a droga, a guerra, a violência. “Todas essas realidades que muitos de vocês sofrem e que todos somos chamados a transformar. A solidariedade, entendida em seu sentido mais profundo, é um modo de fazer história e isso é o que fazem os movimentos populares”, disse.

A transformação da realidade dos que sofrem com a pobreza conduziu o papa a três elementos que para ele são uma resposta a algo que deveria estar ao alcance de todos, mas que está cada vez mais longe da maioria: “terra, casa e trabalho”. A abordagem em relação ao escândalo da pobreza não deve promover “estratégias de contenção que somente tranquilizem e convertam os pobres em seres domesticados e inofensivos”.

O papa Francisco alertou, ainda, ao tratar dos elementos “terra, casa e trabalho”, que fala do amor pelos pobres, que está “no centro do Evangelho”. “É estranho, mas quando falo sobre estas coisas, para alguns parece que o papa é comunista”, comentou.

Francisco também falou sobre a “cultura do descartável”, na qual aqueles que não podem se integrar no fenômeno da exportação e da opressão, são excluídos como resíduos, sobras. Ele explicou que isso acontece quando no centro de um sistema econômico está o deus dinheiro e não o homem, a pessoa humana. “Ao centro de todo sistema social ou econômico deve estar a pessoa, imagem de Deus, criada para que fosse o dominador do universo. Quando a pessoa é desprezada e vem o deus dinheiro, acontece esta troca de valores”, alertou.

Falando sobre trabalho, o papa destacou direitos a uma remuneração digna, à seguridade social e à cobertura previdenciária aos catadores, vendedores ambulantes, costureiros, artesãos, pescadores, camponeses, construtores, mineiros, todo tipo de cooperativistas e trabalhadores de ofícios populares, que, segundo Francisco, estão excluídos dos direitos trabalhistas e têm negada a possibilidade de sindicalizar-se e de ter uma renda adequada e estável. “Hoje quero unir minha voz à sua e acompanha-los em sua luta”, afirmou.

O papa ainda falou sobre paz e ecologia no contexto dos três elementos apresentados em seu pronunciamento. “Não se pode haver terra, não pode haver casa, não pode haver trabalho se não temos paz e se destruirmos o planeta”, disse. Ele exorta que a criação não é uma propriedade da qual se pode dispor a esmo gosto, nem que pertence a uns poucos. “A criação é um dom, é um presente, um dom maravilhoso que Deus nos deu para que cuidemos dele e utilizemos em benefício de todos, sempre com respeito e gratuidade”, acrescentou.

Em relação à “globalização da indiferença”, presente no mundo, foi apresentado um “guia de ação, um programa” considerado “revolucionário”: as bem-aventuranças, presentes no Evangelho de Mateus.

Ao final, Francisco afirmou que os movimentos populares expressam “as necessidades urgentes de revitalizar as democracias”. Ele considera “impossível imaginar um futuro para a sociedade sem a participação como protagonista das grandes maiorias”.

Encontro

O Encontro Mundial dos Movimentos Populares aconteceu de 27 a 29 de outubro, com organização do Pontifício Conselho Justiça e Paz do Vaticano, em colaboração da Pontifícia Academia de Ciências Sociais e líderes de vários movimentos. São 100 leigos, líderes de grupos sociais, 30 bispos engajados com as realidades e os movimentos sociais em seus países, e cerca de 50 agentes pastorais, além de alguns membros da Cúria romana presentes no evento. Representou a CNBB o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da instituição, dom Leonardo Steiner.

O evento buscou fortalecer a rede de organizações populares, favorecer o conhecimento recíproco e promover a colaboração entre eles e suas Igrejas locais, representadas por bispos e agentes pastorais provenientes de vários países do mundo. O Pontifício Conselho Justiça e Paz do Vaticano ressalta o compromisso na promoção e tutela da dignidade e dos direitos da pessoa humana, assumido pelos movimentos.

 CNBB / Portal Kairós

Mês das almas do purgatório

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O mês de novembro é especialmente consagrado às almas do Purgatório e leva os cristãos a se lembrarem ainda mais do que acontece além da sepultura. Muitas vezes se esquece de que a trajetória terrena é uma preparação para o que vai ocorrer a cada um além morte. A alma espiritual, indestrutível, no momento de deixar este mundo como a borboleta que ao sair da crisálida desdobra as suas asas, deixa esta alma o corpo para começar uma outra etapa da existência inteiramente espiritual, aguardando a ressurreição. Naquele instante da morte comparece o ser racional diante de Deus par por Ele julgado conforme se tenha feito o bem ou o mal segundo os mandamentos do Criador. É o instante do juízo particular. Entre a eternidade bem-aventurada e a desventurada, há um estado passageiro de sofrimento e de expiação pelo qual devem passar aqueles que, destinados ao Céu, ainda não estão, para nele poder entrar desde logo, suficientemente purificados dos seus pecados.

É o Purgatório. Baseados na Bíblia vários concílios definiram como dogma de fé a existência deste lugar de purificação. Grandes teólogos atestam esta verdade com argumentos irrefutáveis. Através do Sacramento da Penitência os pecados são perdoados, mas cumpre que se restabeleça a ordem violada e esta ou é reparada neste mundo através dos sacrifícios reparadores ou pelas indulgências devidamente recebidas. Caso contrário, a alma deverá passar pelo Purgatório antes de entrar no Céu. Aí haverá a quitação completa da dívida para com Deus. As almas que estão no Purgatório estão misteriosamente contentes e ao mesmo tempo atormentadas. Há a certeza da felicidade eterna que as aguarda. Sua salvação está garantida. Não podem mais pecar porque amam a Deus com todas as suas potencialidades. Como o ouro se apura no crisol, assim se purificam as almas antes de entrarem para a visão beatifica. Desaparece a ferrugem, os vestígios do pecado. Deus concilia então os direitos de sua justiça com os de sua bondade.

Com razão Tertuliano, fazendo alusão aos sofrimentos do Purgatório, os chama de “tomentos da misericórdia divina”. Diz o Pe. Faber que o Purgatório onde se sofre para expiar é o último excesso do amor infinito do Ser Supremo para com sua criatura. Quem, contudo, está ainda na terra pode ajudar as almas do Purgatório abreviando-lhes o tempo que lhes falta para ir para junto de Deus A ajuda às almas do Purgatório pode ser feita através das Missas oferecidas e participadas nas suas intenções. Depois a esmola bem direcionada é uma reparação para as próprias faltas e pode ser aplicada também para as almas do Purgatório. Além disto, as orações feitas nas intenções destas almas são valiosíssimas. Entre estas preces sobressai o terço ou um dos seus mistérios oferecidos nas intenções dos falecidos. Através da oração o cristão como que se reveste da onipotência divina. Aditem-se as indulgências que se podem ganhar pelas almas do Purgatório. São Francisco Xavier não deixava passar um dia sem orar pelos mortos.

Como ele, muitos outros santos que acreditavam na onipotência das preces feitas com fervor. Cristo ensinou: “Pedi e recebereis, buscai e achareis”, para mostrar que tudo é possível àquele que ora. Portanto, nada mais louvável do que interceder por aqueles que breve estarão lá no Céu, onde serão intercessores dos que deles se lembraram neste mundo. Além do mais, a quem socorreu as almas do Purgatório, certamente Deus fará com que outros depois se lembrem também de orar por aquele que foi tão caridoso com seus irmãos falecidos. Nunca se recordam demais as palavras do Livro dos Macabeus: “Santo e piedoso pensamento é rezar pelos mortos para que se libertem de seus pecados” (2Mc 12, 43-46). Lembra o teólogo John O’ Brien que um dos relatos mais tocantes que nos foram transmitidos sobre este assunto nos escritos dos Padres da Igreja, vem-nos de S. Agostinho, no princípio do séc V.

O sábio bispo conta que sua mãe, chegada a hora da morte, lhe fez este último pedido: “Sepulta o meu corpo em qualquer lugar, não importa onde; não te preocupes com ele. Mas peço-te somente que, onde quer que estejas, te lembres de mim no altar do Senhor”. A lembrança deste pedido inspirou ao filho esta ardente prece: “Por isso Te imploro, ó Deus do meu coração, pelos pecados da minha mãe. Que ela repouse em paz com o seu marido [… ] E inspira, Senhor, aos teus servos meus irmãos, que eu sirvo pela palavra, pelo coração e pela escrita, a todos os que lerem estas linhas, que lembrem no Teu altar, a Tua serva Mónica”.

Cônego José Geraldo Vidigal de Carvalho
Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos

Festa de Igreja? Música de Igreja!

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Música católica: poesia, profissão e profecia!

O que você acha das festas de padroeiros que não têm ao menos um show que seja de uma banda católica? Ao contrário muitas promovem músicas sem qualidade e sem conteúdo. Evangelização e entretenimento católico combina com músicas que falam de adultério, bebedeira e pornografia? Existem músicas da cultura popular de qualidade, é claro, e aí devemos seguir o conselho do Apóstolo Paulo “examinai tudo e ficai com o que é bom”. Inclusive há muitos grupos que valorizam as tradições regionais, falam do amor, da fé, sem falar estritamente de Deus. Não falo destes, que são coerentes e buscam músicas de qualidade que não firam a dignidade humana e precisamos deles. Há muita música boa por aí. E não são somente as católicas. Não quero fortalecer uma visão maniqueísta.

Estou dizendo de paróquias que contratam bandas que cantam músicas que incentivam o consumo de álcool, fazem apologia ao adultério, simulam gestos obscenos em suas coreografias. Não podemos escolher melhor as atrações de nossas festas de padroeiro? Música católica não “junta público”? Por quê? Uma das respostas é que nós católicos consumimos mais música secular do que católica. Não é só o show. Quantos CDs, quantas rádios, TVs nós temos? Como fortalecer esse novo método de evangelização? A Igreja existe para “juntar público” e arrecadar dinheiro? Queremos oferecer o quê? A pergunta é “para quê”?

Qual é a nossa causa? O que motiva a nossa luta? Como implantar a Igreja nos lugares onde ela não chega? Como fortalecer uma Igreja que seja de fato “missionária”? O povo não vem? Será que não somos nós que precisamos ir ao povo? Evangelizar nas praças, nas festas de padroeiro com shows católicos? Escrevo este artigo num dia onde estão acontecendo protestos e manifestações em várias cidades do país. A mobilização foi enorme. Pessoas de todas as idades clamando por justiça, transporte público de qualidade e com preço justo, liberdade de expressão, paz. Nas redes sociais pipocam inúmeras campanhas: #vempraRua #OgiganteAcordou #MudaBrasil Nós também na Igreja precisamos acordar e levar projetos para as secretarias de cultura. Há verba para isso. Buscar parcerias, patrocínios. Acreditar mais no que nossa música pode realizar. Nossas falas são enfadonhas ou cheias de amor, verdade e vida? Vamos retomar o fôlego! Cultura, informação, entretenimento, dignidade, mas sobretudo evangelização. A Igreja existe para evangelizar! “Evangelizar constitui, de fato, a graça e a vocação própria da Igreja, sua mais profunda identidade.” (Paulo VI in “Evangelii nuntiandi”, 14)

Somos muito mais fortes do que imaginamos. Quantas prefeituras usam o nome do santo e da festa (eu poderia citar mais de 10 que vieram à mente agora) para atraírem o público? Alguns se utilizam da festa para campanha política. Quer uma prova? Em uma de nossas cidades vi recentemente um outdoor em letras garrafais “Santo Antônio te espera”…e fiquei pasmo pois TODAS as atrações eram de bandas de forró que já no nome traziam apelo sexual. “Santo Antonio, me espera para quê?” Não seria a oportunidade para mostrarmos que nossa Igreja está mais viva e jovem e que temos vários estilos musicais também? AO MENOS UMA…atração deveria ser católica. Nossa música ajudaria a meditar as virtudes do santo padroeiro, instigaria a busca da santificação das famílias, criaria espaços de fraternidade e convivência e não de bebedeiras e excessos.

A nossa “conversão pastoral” não pode ficar somente no papel. Precisamos mudar radicalmente algumas posturas e escolhas de nossas festas de padroeiro. Isso não é responsabilidade só do padre mas de todos nós. Muitos conselhos pastorais e paroquiais ainda não acordaram para a urgência da evangelização. As festas podem servir de grande oportunidade de evangelização, formação, oração, e ação social. Não somente celebrar, festejar, mas mobilizar o povo para a importância da oração que nos move para a solidariedade. Implantar o Reino de Deus aqui lutando por justiça, amor, paz, pão, e restauração da dignidade humana com todas as suas necessidades. Os frutos dessa “Nova Evangelização” são conversões, reestruturação da família, abandono dos vícios de álcool e drogas, desejo de servir a Deus e aos pobres, vontade de ser comunidade e se inserir na paróquia. Vamos juntos porque juntos somos mais fortes e vamos mais longe! Música que fala do evangelho…que anuncia e denuncia! Música que leva Cristo com poesia, profissionalismo e profecia!
Avante! Festa de Igreja? Música de Igreja!

Diego Fernandes
Autor do livro “A Igreja é jovem! Não tenha medo de ser de Deus”. Cantor e compositor católico formado em Filosofia, Com. Social- Rádio e TV e pós-graduado em Psicopedagogia. Coordenador do Departamento Católico da gravadora Atração Fonográfica.