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Alegria e a beleza de ser santo

No dia da Solenidade de São José, 19 de março de 2018, o Papa Francisco fez divulgação a uma nova Exortação Apostólica, denominada Gaudete et Exsultate, sobre a chamada à santidade no mundo atual. O primeiro dos cinco capítulos situa o chamado a ser santo na vida corrente e corriqueira do dia a dia, pois os santos são nossos amigos e estão à porta, mostrando a beleza e a felicidade de encontrar em Cristo nossa missão, que nos faz viver em plenitude, nos humaniza por inteiro.

No segundo capítulo, o Papa nos alerta contra dois inimigos sutis da santidade, o gnosticismo atual, doutrina mentalista, que propõe uma religião sem Deus e sem carne, esvaziamos o mistério do Deus Conosco. A outra doutrina, igualmente falsa e mundana, é o pelagianismo atual que leva a uma vontade sem humildade e uma postura narcisista de autocomplacência.

No capítulo III, “À Luz do Mestre”, somos convidados a viver na contracorrente do caminho das bem-aventuranças, espelho da Vida de Jesus, de comunhão plena com o Pai, e de uma doação total aos irmãos, que tem como regra de comportamento e padrão de qualidade a parábola do juízo final (Mt 25, 31-46). Quem não encontra Cristo no irmão pode desviar-se e cometer dois erros nocivos: um cristianismo imanentista e genérico (sem Cristo) e um cristianismo sem amor fraterno, de quem vive suspeitando do compromisso social dos outros, considerando-o superficial, secularizado, comunista ou populista (GE 101).

No capítulo IV, apresenta algumas características da Santidade no mundo atual, discorrendo sobre a suportação, paciência e mansidão que nos formam na não violência e na firmeza interior, que não cede à agressividade e ao julgamento dos outros. Ainda a alegria, o sentido do humor, a ousadia (Espírito de paresia) e ardor, vivendo em comunidade e oração constante. Finalmente, o capítulo V considera a santidade como uma luta permanente, que exige vigilância e combate espiritual contra algo que é mais do que um mito, o Maligno.

Temos a necessidade de ficarmos despertos e confiantes e praticar o discernimento com a ajuda do Espírito Santo, sempre andando na Luz do Senhor, na escuta constante e na lógica do Dom e da Cruz. Que o Senhor nos dê um desejo intenso e incessante de santidade. Deus seja louvado!

 

Dom Roberto Francisco Ferreria Paz
Bispo de Campos (RJ)

CNBB

1º de maio: festa de São José Operário

A Igreja Católica celebra desde 1955 a festa litúrgica de São José Operário, como forma de associar-se à comemoração mundial do Dia do Trabalhador.

A decisão foi tomada a 1 de maio de 1955 pelo Papa Pio XII, num anúncio feito perante milhares de pessoas reunidas nesse domingo, na Praça de São Pedro.

O Papa italiano explicou que a decisão sublinhava a necessidade de que “a todos se reconheça a dignidade do trabalho”.

A festa litúrgica de São José Operário evoca, segundo a decisão de Pio XII, “o humilde artesão de Nazaré” que personifica a “dignidade do trabalhador manual”.

A 19 junho de 2013, o nome de São José foi inserido nas Orações Eucarísticas II, III e IV do Missal Romano através de um decreto emitido pela Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.

A decisão de acrescentar esta referência na principal oração da celebração da missa justifica-se, de acordo com a Santa Sé, “pelo seu lugar singular na economia da salvação como pai de Jesus”.

“São José de Nazaré, colocado à frente da Família do Senhor, contribuiu generosamente na missão recebida na graça e, aderindo plenamente ao início dos mistérios da salvação humana, tornou-se modelo exemplar de generosa humildade, que os cristãos têm em grande estima, testemunhando aquela virtude comum, humana e simples, sempre necessária para que os homens sejam bons e fiéis seguidores de Cristo”, assinala o documento.

São José foi desde cedo apresentado pela Igreja Católica como símbolo e exemplo de pai e de trabalhador; foi declarado patrono da Igreja universal em 1870, por Pio IX.

São José – Dados históricos

São José ou José de Nazaré ou José, o Carpinteiro foi, segundo o Novo Testamento, o esposo da Virgem Maria e o pai adotivo de Jesus. O nome José é a versão lusófona do hebraico Yosef, por meio do latim Iosephus.

Descendente da casa real de David, é venerado como Santo pela Igreja Ortodoxa, Igreja Anglicana, e Igreja Católica, que o celebra como seu padroeiro universal.

A Liturgia Luterana também dedica um dia – 19 de março – à sua memória, sob o título de “Tutor de Nosso Senhor”. Operário, é tido como “Padroeiro dos Trabalhadores“, e, pela fidelidade a sua esposa e dedicação paternal a Jesus, como “Padroeiro das Famílias”, emprestando seu nome a muitas igrejas e lugares ao redor do mundo.

(MJ/Agência Ecclesia)

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