25 de dezembro: Natal

CONTEMPLAÇÃO, ADORAÇÃO E ESPERANÇA

Proponho que celebremos o Natal deste ano movidos por três atitudes: contemplação, adoração e esperança. Diante de uma paisagem maravilhosa ou de um espetáculo deslumbrante, ficamos como que paralisados, boquiabertos, encantados. O nascimento de Jesus é algo assim: fato tão grandioso ocorrido em nossa história, que nos pega de surpresa, nos deixa sem palavras. Com efeito, como compreender que Deus se faz homem, nasce de uma mulher (cf. Gl 4,4), é colocado numa manjedoura (cf. Lc 2,7.12.16)?! É assim que Jesus se apresenta ao mundo. Visto que não conseguimos entender esse mistério, resta-nos contemplá-lo.

Adoração é outra atitude que nos cabe assumir na presença do Menino Jesus. Só se adora a Deus. É o caso, pois Jesus é Deus. Vem como nosso redentor e salvador. A ele toda honra e toda glória: “Ao nome de Jesus todo joelho se dobre nos céus, na terra e sob a terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai” (Fl 2,10-11). Fica definido que só Jesus é o nosso guia. Ele vem para implantar o direito e a justiça sobre a face da terra. Sua vinda e permanência entre nós custaram-lhe caro. São Paulo dizia: “Alguém pagou alto preço pelo resgate de vocês. Então glorifiquem a Deus com o próprio corpo” (1Cor 6,20). Foi por sua morte que Jesus nos garantiu a vida para sempre. Ao contemplar o Menino de Belém, revivemos nossa experiência de cristãos. Sabemos o que significa sua encarnação. Por isso, brota em nós um impulso, um profundo desejo de adoração.

Em terceiro lugar, somos animados pela esperança. Só Deus é a razão última de nossa esperança. Ora, Deus resolveu investir no ser humano, a ponto de morar em nosso meio, assumindo em tudo, menos no pecado, a condição humana. Se fez isso, é porque acredita no potencial da pessoa humana. Jesus veio para criar um ambiente de fraternidade e de paz entre todos os povos. Viveu esse ideal e morreu por ele. Agora é a nossa vez de fazer o que o Mestre fez. Com isso, dispomo-nos a celebrar o Natal não só como contemplativos, não só como adoradores do verdadeiro Deus. Celebramos o Natal como bons aprendizes na escola de Jesus. A prática dos seus ensinamentos é que alimenta e transforma o mundo.

 

Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp

23 de dezembro: 4º Domingo do Advento 2018

MARIA É PORTADORA DE ALEGRIA E PAZ

Celebremos a liturgia com a alegria e a esperança suscitadas pela vinda do Senhor. Ele fará morada em meio à humanidade, que deseja um mundo de solidariedade e paz. Maria, que vai ao encontro de sua prima Isabel para servi-la, mostra-nos que a fé se manifesta em gestos concretos de amor, generosidade e serviço aos irmãos e irmãs. Hoje acendemos a última vela da coroa do Advento, marcando a proximidade da grande luz do Natal, que é Jesus.

LIÇÃO DE VIDA
Com Maria aprendemos a amar e seguir Jesus, servindo nosso próximo com alegria.

Depois de acolher o anúncio do anjo, que a convida para ser a mãe do Filho de Deus, e de receber a notícia de que Isabel, na sua velhice, também conceberia um menino, Maria parte às pressas para as montanhas da Judeia a fim de auxiliar a prima na gestação.

Por onde a mãe de Jesus transita, sempre lhe fazem companhia a paz e a alegria. Tanto que, nas ladainhas, é invocada também como rainha da paz e da alegria. O evangelho de hoje manifesta justamente isso: logo que ela entra na casa de Zacarias, Isabel exulta com um hino de louvor, enquanto o fruto do seu ventre “pula de alegria”. O encontro entre duas mulheres e duas crianças, cada qual ainda no seio de sua mãe, é comemorado com votos entusiasmados de bênçãos e com uma bem-aventurança.

Essa passagem do evangelho aponta para o cumprimento definitivo da obra de salvação, iniciada com a fé vivenciada por Abraão. Graças ao sim de uma mulher, Deus vem a nós na pessoa de Jesus. Contando com a colaboração do ser humano, ele realiza seus projetos. Maria é exemplo claro dessa verdade.

Em visita a Isabel, ela revela-se a nova arca da aliança que carrega em seu seio o Messias tão esperado. Lucas apresenta a mãe de Jesus como símbolo das comunidades, convidadas a não se fecharem em si mesmas, mas “saírem de casa” e estarem abertas e solidárias entre si.

Vemos, no episódio da visitação, a solidariedade entre as mães que reconhecem o agir do Espírito Santo. O encontro das duas mulheres é sinal dos cristãos, que se encontram na comunidade e saem de si para se solidarizar.

O papa Francisco lembra-nos que se muda o mundo “com o serviço e saindo ao encontro do outro como Maria fez e como fazem muitas mulheres na Igreja. As mulheres corajosas que existem na Igreja são como Nossa Senhora. Essas mulheres que levam avante a família, a educação dos filhos e enfrentam tantas adversidades”.

O papa ressalta ainda que se trata de um “serviço na alegria”. São aspectos importantes do evangelho deste dia: sair para servir com alegria.

 

Pe. Nilo Luza, ssp

Feliz Natal!

Mensagem de Feliz Natal 2018

“Quero que minha árvore seja feita de silêncios. Silêncios que façam intuir felicidade, contentamento, sorrisos sinceros.

Neste Natal não quero mandar cartões. Tenho medo de frases prontas. Elas representam obrigação sendo cumprida. Prefiro a gratuidade do gesto, o improviso do texto, o erro de grafia e o acerto do sentimento.

Neste Natal quero descansar de meus inúmeros planos. Quero a simplicidade que me faça voltar às minhas origens. Não quero muitas luzes. Quero apenas o direito de encontrar o caminho do presépio para que eu não perca o menino Jesus de vista.

Quero um natal sem Papai Noel. Papai Noel faz muito barulho quando chega. Ele acorda o menino Jesus, o faz chorar assustado. Os pastores não. Eles chegam silenciosos. São discretos e não incomodam…Os presentes que trazem nos recordam a divindade do menino que nasceu. São presentes que nos reúnem em torno de uma felicidade única.

Quero dividir com Maria os cuidados com o pequeno menino. Quero cuidar dele por ela. Enquanto eu cuido dele, ela pode descansar um pouquinho ao lado de José.

Descubram a beleza que as dispersões deste tempo insistem em esconder. Fechem as suas chaminés. Visita que verdadeiramente vale à pena chega é pela porta da frente.

Na noite de Natal fujam dos tumultos e dos barulhos. Descubram a felicidade silenciosa. Ela é discreta, mas existe! Eu lhes garanto! Não tenham a ilusão de que seu Natal será triste porque será pobre. Há mais beleza na pobreza verdadeira e assumida que na riqueza disfarçada e incoerente.

E não se surpreendam, se com isso, a sua noite de Natal tornar-se inesquecível.”

 

Padre Fábio de Melo

Reze a oração do Mês Missionário Extraordinário

Oração do Mês Missionário Extraordinário

Em preparação ao Mês Missionário Extraordinário (MME) de outubro de 2019, apresentamos a oração que teve aprovação do Papa Francisco e foi lançada pela coordenação internacional de organização do MME.

Durante a assembleia dos diretores das POM, em maio deste ano, Francisco enviou uma mensagem para todo o povo das Igrejas particulares do mundo. “A oração é a primeira obra missionária, que cada cristão pode e deve fazer, e é também a mais eficaz, mesmo que isso não possa ser medido. De fato, o principal agente da Evangelização é o Espírito Santo. E nós somos chamados a colaborar com Ele”, destacou o Papa sobre a importância da oração como motivadora da ação missionária.

São numerosas as iniciativas lançadas pela Congregação para a Evangelização dos Povos e pelas Pontifícias Obras Missionárias para divulgar o Mês Extraordinário Missionário (MME) de outubro de 2019, anunciado pelo Papa Francisco.

O site www.october2019.va “foi criado para promover e animar a MME, de modo a contribuir, através dos conteúdos multimédia que serão inseridos, para inspirar o tempo de oração e reflexão sobre a missão ad gentes de todos os cristãos”, explicou Pe. Fabrizio Meroni, Secretário Geral da Pontifícia União Missionária, Diretor do CIAM (Centro Internacional de Animação Missionária) e Agência Fides.

Agosto, o mês de rezar por todas as vocações (Abre numa nova aba do navegador)

Oração para o Mês Missionário Extraordinário

(Atualizada)

Pai Nosso,
o Teu filho unigênito Jesus Cristo,
ressuscitado dentre os mortos,
confiou aos seus discípulos o mandato:
“Ide e fazei discípulos todos os povos”.
Recorda-nos que, pelo batismo,
tornamo-nos participantes da missão da Igreja.
Pelos dons do Espírito Santo, concede-nos a graça
de sermos testemunhas do Evangelho,
corajosos e vigilantes,
para que a missão confiada à Igreja,
ainda longe de estar realizada,
encontre novas e eficazes expressões
que levem vida e luz ao mundo.
Ajuda-nos, Pai Santo,
a fazer com que todos os povos
possam encontrar-se com o amor
e a misericórdia de Jesus Cristo,
Ele que é Deus convosco, vive e reina
na unidade do Espírito Santo,
agora e para sempre.

Amém

 

POM / Portal Kairós

A luta pela santidade vivida por nós, músicos católicos

O músico católico trava uma constante batalha espiritual pela santidade

É tão bom nos sentirmos amados… E, é tão bom amar! No amor é comum o desejo de agradar ao outro, de fazer-lhe gentilezas. É comum o esforço em fazer a pessoa amada feliz. Isso é lindo e faz parte do movimento do amor em nós. E, em nossa vida e caminhada espiritual, somos chamados a manter com Deus esse relacionamento recíproco de amor.

Há um Deus que tanto nos ama, tantas provas de amor nos deu e nos dá, que seria até mesmo injusto não Lhe retribuir com amor. Claro que, Ele não nos obriga a amá-Lo, afinal, quando nos fez, também por amor, nos dotou de liberdade. Somos livres para amá-Lo ou não, servi-Lo ou não.

Então, a partir do reconhecimento de que somos amados profundamente por esse Deus e, a partir da nossa livre decisão de também amá-Lo, de entregar-Lhe nossa vida e dons por amor, voltemos à reflexão inicial sobre fazer o outro feliz.
“Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação” (I Ts 4, 3).

Se amamos a Deus e se, por amor, queremos agradá-Lo, fazer o nosso Amado feliz, nada melhor do que fazermos Sua vontade e buscarmos com fervor a nossa santificação. Isso nos custa, por muitas vezes, renúncias, sacrifícios. No entanto, faz parte do amor sacrificar-se pela pessoa amada. Por muitas vezes teremos de abrir mão de algumas coisas para viver de forma mais plena  os nossos propósitos de fidelidade com Deus, na luta contra o pecado de cada dia.

A luta pela santidade vivida pelo músico

Sendo músicos, como diz o nosso querido monsenhor Jonas Abib, temos uma sensibilidade mais aflorada que é parte integrante de nosso temperamento. Ela nos ajuda, pois precisamos dela para nosso ser artístico e para nos ajudar a transmitir a mensagem que desejamos. Em contrapartida, ela também nos atrapalha, porque sendo mais sensíveis, somos também um pouco mais suscetíveis às tentações, principalmente após os momentos de apresentação musical, onde estamos todos com a sensibilidade à flor da pele e onde nossas carências podem vir muito à tona.

Faz-se necessário que, por amor a Deus e no desejo constante de agradá-Lo, nos esforcemos por fugir das ocasiões de pecado. Isso é fácil? Com certeza, não. Mas, como disse anteriormente, o nosso amor sincero por Deus precisa ser mais revelado no nosso esforço contínuo em agradar-Lhe.

Neste artigo, trago o que, para mim, tem sido de grande ajuda: a imitação dos santos. Em toda a Bíblia Sagrada e na história da Igreja, temos inúmeros exemplos de pessoas de carne e osso que, como nós, também tinham suas fraquezas e inclinações para o mal, entretanto, amavam profundamente a Deus e queriam agradá-Lo. Então, lutaram por viver uma vida santa.

Eu sonho muito com a santidade! Para muito além da ideia de, futuramente, ver paróquias tendo como padroeira: Santa Fátima Souza (risos). Quero ser santa para agradar a Deus, para Lhe retribuir amor, para fazê-Lo feliz, pois eu O amo. É um caminho árduo de renúncias e de luta contra as minhas fraquezas, mas sei que é possível.

O exemplo de mulheres e de homens que conquistaram a santidade deve nos impulsionar a, também, buscá-la. Convido você a estudar um pouco mais a Bíblia; a descobrir ou redescobrir nela algum personagem com quem você se identifique. Faça um bom estudo bíblico, de preferência diariamente. Vá fundo! Reflita sobre sua história, seu temperamento, suas lutas.

Santos que nos inspiram a viver a santidade

Na história da Igreja, busque conhecer mais sobre a vida dos santos. Quando achar algum ou alguma com quem se identifique, “grude” nele (a)! Estude mais sobre sua vida, suas lutas e também peça sua intercessão constantemente.

Particularmente, eu identifico-me muito com Santa Gianna Beretta Molla, uma santa que foi esposa e mãe como eu. Era romântica, apaixonada por Deus, pela vida, pelo marido e pelos filhos. É uma história linda de amor demonstrado nas pequenas coisas do dia a dia, que culminou com a entrega de sua vida para que sua filha caçula pudesse viver.  A vida e o exemplo de santa Gianna, uma santa tão próxima de nós no tempo (ela faleceu em 1962), trouxe e traz a mim mais motivação para caminhar na busca diária de santidade.

Trago isso diretamente para a minha vivência ministerial também. Dentro do meu ser artístico, no meu serviço de compor, cantar e ministrar louvor, sou chamada a ser santa também nas pequenas coisas. E, tudo isso, por amor ao Deus que com tanto amor me consagra.
Meus irmãos, a santidade é possível sim! Nada mais é do que amor; uma correspondência de amor ao Deus que nos ama! E, apesar da busca da santidade nos exigir as renúncias e as lutas, vale a pena por ser o caminho que nos levará à felicidade plena.

A partir dessa leitura, te convido a retomar com mais afinco sua busca de santidade, pura e simplesmente por amor a Deus! Não para provar algo a alguém, para “aparecer”, mas por amor a quem tanto nos ama.

O amor torna tudo mais leve… Torna tudo mais belo. Sinta-se profundamente amado(a) por esse Deus e viva de tal forma que, seu amor por Ele, seja traduzido por muito mais do que lindas palavras, lindas orações ou belas canções, e sim por uma vida de busca pela santidade.

Fátima Souza / Portal Kairós