Todos os anos, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil apresenta a Campanha da Fraternidade como caminho de conversão quaresmal. Um caminho pessoal, comunitário e social que visibiliza a salvação paterna de Deus. Fraternidade e Políticas Públicas é o tema da Campanha da Quaresma de 2019. O profeta Isaías inspira o lema “Serás libertado pelo direito e pela justiça” (Is 1, 27). O Texto-Base este ano (um livro de 123 páginas) apresenta o objetivo geral e sete objetivos específicos para iniciar os trabalhos da Campanha da Fraternidade 2019.
O Objetivo Geral da Campanha deste ano de 2019 é: “Estimular a participação em Políticas Públicas, à luz da Palavra de Deus e da Doutrina Social da Igreja para fortalecer a cidadania e o bem comum, sinais de fraternidade”.
Tipos de políticas públicas
Por serem programas relacionados com direitos que são garantidos aos cidadãos as políticas públicas existem em muitas áreas.
São alguns exemplos:
Políticas Públicas: Educação Saúde Trabalho Lazer Assistência Social Previdência Social Meio Ambiente Cultura Moradia Transporte Segurança
Os objetivos específicos são
01 – Conhecer como são formuladas e aplicadas as Políticas Públicas estabelecidas pelo Estado Brasileiro;
02 – Exigir ética na formulação e na concretização das Políticas Públicas;
03 – Despertar a consciência e incentivar a participação de todo cidadão na construção de Políticas Públicas em âmbito nacional, estadual e municipal;
04 – Propor Políticas Públicas que assegurem os direitos sociais aos mais frágeis e vulneráveis;
05 – Trabalhar para que as Políticas Públicas eficazes de governo se consolidem como políticas de Estado;
06 – Promover a formação política dos membros de nossa Igreja, especialmente dos jovens, em vista do exercício da cidadania;
07 – Suscitar cristãos católicos comprometidos na política como testemunho concreto da fé
O Texto-Base define Políticas Públicas como “ações e programas que são desenvolvidos pelo estado para garantir e colocar em prática, direitos que são previstos na Constituição Federal e em outras leis”. Como sempre a Campanha da Fraternidade usa a metodologia “Ver, Julgar e Agir” depois tirando algumas conclusões. Na parte da metodologia titulada “Ver”, o Texto-Base, entre outras coisas afirma que: “A Constituição de 1988 possibilitou a participação direta da sociedade na elaboração e implementação de Políticas Públicas através dos conselhos deliberativos, que foram propostos por leis complementares em quatro áreas: Criança e Adolescente; b) Saúde; c) Assistência Social e d) Educação.
O “Julgar” é subdividido em três partes:
a) Referências no Antigo Testamento;
b) Referências no Novo Testamento; e
c) A contribuição da Doutrina Social da Igreja para Políticas Públicas hoje. A parte tratada no “Agir” é muito rica.
Trata-se da superação da dualidade no campo da fé e da política. Explica como deve ser a participação da sociedade e os valores fundamentais em Políticas Públicas. Neste setor há um capítulo titulado “Educar para o humanismo solidário”. A Campanha recorda aqui a Carta Encíclica “Populorum Progressio” do papa São Paulo VI e uma famosa frase “ninguém pode, a priori, sentir-se seguro em um mundo em que há sofrimento e miséria”. Neste setor, trata-se das palavras do papa Francisco que propôs a toda Igreja a Jornada Mundial do Pobre para que as comunidades cristãs se tornem, em todo o mundo, cada vez mais um sinal concreto do amor de Cristo pelos últimos e os mais pobres.
A Jornada Mundial do Pobre (JMP-2019) será em 17 de novembro, o 33º. Domingo do Tempo Comum. O desejo do Santo padre é que, na semana anterior ao Dia Mundial dos Pobres, sejam realizadas ações concretas envolvendo os pobres. Por exemplo: visitas e realizações de atividades em orfanatos, asilos, presídios e hospitais; oração do terço com intenções específicas às pessoas empobrecidas; reflexões sobre as questões sociais relacionadas às desigualdades sociais etc.
Fundamentado em três importantes pilares (ver, julgar e agir), o Texto-Base da CF foi cuidadosamente pensado para despertar o desejo de “participação em Políticas Públicas, à luz da Palavra de Deus e da Doutrina Social da Igreja, para fortalecer a cidadania e o bem comum, sinais de fraternidade”.
O Texto-base termina indicando quem são os sujeitos destinatários dessas ações; são pessoas em situação de rua, crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social; trabalhadores sem-teto; mulheres e homens encarcerados; vítimas de violência; catadores (as) de materiais recicláveis etc.
Portal Kairós / Pe. Brendan Coleman Mc Donald – Redentorista
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2018/11/ilustracao-cf2019.png375750Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2018-11-05 21:05:162018-11-16 02:28:06Iniciando os trabalhos da Campanha da Fraternidade 2019
II Jornada Mundial dos Pobres: “Este pobre grita e o Senhor o escuta”
O tema escolhido este ano pelo papa Francisco para a II Jornada Mundial dos Pobres 2018 (JMP) traz a inspiração do Salmo 34: “‘Este pobre grita e o Senhor o escuta’ (Sl 34,7). As palavras do salmista tornam-se também as nossas no momento em que somos chamados a encontrar-nos com as diversas condições de sofrimento e marginalização em que vivem tantos irmãos e irmãs nossos que estamos habituados a designar com o termo genérico de ‘pobres’”. Diz o papa Francisco na mensagem divulgada para mobilizar esta II Jornada Mundial dos Pobres.
Com o papa Francisco, queremos convidar todas as pessoas, grupos, comunidades, instituições e pessoas de boa vontade para que participem da Jornada Mundial dos Pobres – Semana da Solidariedade organizando momentos de encontros fraternos, celebrações ou mobilizações públicas entre os dias 11 e 18 de novembro de 2018.
Animemos em nossas igrejas, comunidades, pastorais, ruas e locais onde se encontram as pessoas empobrecidas, gestos concretos de solidariedade e acolhida com as pessoas em situação de vulnerabilidades extremas. Vamos expressar nossa capacidade de ser uma comunidade humana solidária, acolhedora, amorosa, e cuidadora de toda a Criação.
Atividade Mobilizadoras
No Brasil, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) confiou o processo de animação da Jornada Mundial dos Pobres – Semana da Solidariedade à Cáritas Brasileira, neste ano de 2018 esta animação foi reforçada também com a contribuição da equipe da Campanha da Fraternidade, da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato, do Conselho Nacional do Laicato, e da Comissão Episcopal Pastoral para Ação Social Transformadora.
Junte-se à comunidade humana que acredita na força transformadora da solidariedade. Mobilize sua comunidade, grupo, pastoral ou coletivo para organizar a Jornada Mundial dos Pobres, com essa finalidade seguem aqui algumas sugestões de atividades que podem ser realizadas, mas deixe a criatividade fluir e as características locais e territoriais orientarem a preparação das atividades.
O grafite que se tornou a identidade visual desta II Jornada Mundial dos Pobres foi realizado pelo coletivo Família Hip Hop. A sede do coletivo fica em Santa Maria (DF) e oferece atividades como aulas de música e serigrafia para jovens, além de mobilizar iniciativas culturais.
Entre as ações possíveis sugerimos a realização de gincanas para arrecadação de alimentos e roupas; celebrações da Palavra e eucarísticas; estudo da mensagem do papa Francisco e rodas de diálogos; círculos bíblicos; manifestações públicas para chamar atenção do poder público local sobre alguma situação de negação de direitos aos empobrecidos; campanhas de cidadania com atendimentos sociais; atividades lúdicas e esportivas; audiências públicas; atividades em espaços de medida socioeducativa, asilos, orfanatos, presídios, com o povo da rua, dentre outros espaços e grupos, possivelmente organize uma partilha fraterna das refeições (café da manhã, almoço ou jantar com as pessoas em situação de rua ou vulnerabilidade social) e partilhem da mesma mesa, especialmente no Dia Mundial dos Pobres que vamos celebrar no dia 18 de novembro.
O subsídio elaborado para ajudar a mobilizar encontros e celebrações traz:
– Síntese da carta do Papa Francisco;
– Propostas de atividades mobilizadoras;
– Três círculos bíblicos com os verbos propostos pelo Papa Francisco: Gritar, Responder e Lutar.
O subsídio e o cartaz serão encaminhados para dioceses, paróquias, organismos pastorais, congregações religiosas e colégios católicos. O mesmo material está disponível aqui para que os grupos possam dispor dos arquivos para divulgação e impressão, caso seja necessário. Para qualquer dúvida, por favor entrar em contato através do e-mail comunicacao@caritas.org.br.
Histórico
Em 2017 o papa Francisco convocou católicos e pessoas de boa vontade para uma jornada de solidariedade e proximidade com as pessoas empobrecidas. A grande convocação trouxe como lema o imperativo: “Não amemos com palavras, mas com obras”.
Desde então a Jornada Mundial dos Pobres entrou para o calendário anual das iniciativas da Igreja. A convocação para a Jornada Mundial
dos Pobres fez parte da agenda de ações mobilizadas no âmbito do encerramento do Ano Santo da Misericórdia, realizado em 2016-2017.
“Convido a Igreja inteira e os homens e mulheres de boa vontade a fixar o olhar, neste dia, em todos aqueles que estendem as suas mãos invocando ajuda e pedindo a nossa solidariedade. Este dia pretende estimular, em primeiro lugar, os crentes, para que reajam à cultura do descarte e do desperdício, assumindo a cultura do encontro. Ao mesmo tempo, o convite é dirigido a todos, independentemente da sua pertença religiosa, para que se abram à partilha com os pobres em todas as formas de solidariedade, como sinal concreto de fraternidade”, disse o papa Francisco em um trecho da mensagem que marcou a primeira Jornada Mundial dos Pobres.
Que neste ano de 2018 tenhamos uma abençoada, profética, fraterna e alegre Jornada Mundial dos Pobres – Semana da Solidariedade!
Acompanhe e compartilhe as ações e mobilizações para a Jornada Mundial dos Pobres nas Redes Sociais da Cáritas Brasileira e entre os dias 11 e 18 de novembro mobilize sua comunidade aproximando-se dos pobres, para com eles encontrarmos caminhos de solidariedade e vivência fraterna.
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2018/11/jornada-mundial-dos-pobres-2018-cartaz.png7141000Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2018-11-05 15:34:432018-11-08 12:46:03Baixe os subsídios da Jornada Mundial dos Pobres 2018
Dia Mundial dos Pobres é celebrado anualmente na Igreja católica desde 2017
No domingo, 18, o Papa Francisco presidirá a Santa Missa por ocasião do Dia Mundial dos Pobres. A celebração será às 10h (hora local), na Basílica de São Pedro, que nesta data celebra a Solenidade de sua dedicação. A missa será transmitida ao vivo pela TV Canção Nova a partir das 7h, pelo horário de Brasília.
O Dia Mundial dos Pobres foi instituído na Igreja católica pelo Papa Francisco em 2016, ao final do Jubileu da Misericórdia, como um sinal concreto desse Ano Santo vivido pelos fiéis. A data é celebrada anualmente no penúltimo domingo do ano litúrgico, neste ano, 18 de novembro.
Na época da instituição, Papa Francisco explicou que vê nesta celebração uma preparação para vivenciar a Solenidade de Cristo Rei, que encerra o ano litúrgico na Igreja católica.
“Será um Dia que vai ajudar as comunidades e cada batizado a refletir como a pobreza está no âmago do Evangelho e tomar consciência de que não poderá haver justiça nem paz social enquanto Lázaro jazer à porta da nossa casa. Além disso este Dia constituirá uma forma genuína de nova evangelização, procurando renovar o rosto da Igreja na sua perene ação de conversão pastoral para ser testemunha da misericórdia”, escreveu o Pontífice sobre a data na carta apostólica Misericordia et Misera, na ocasião do fim do Jubileu.
Mensagem do Santo Padre
Como de costume, o Papa escreve uma mensagem para essas datas. Em 2017, primeira vez em que se celebrou o Dia Mundial dos Pobres, o tema escolhido por Francisco foi “Não amemos com palavras, mas com obras”.
Para este ano, a reflexão do Papa se desenvolve a partir do tema “Este pobre grita e o Senhor o escuta”. Francisco convida a viver este Dia Mundial como um momento privilegiado de nova evangelização.
“Os pobres evangelizam-nos, ajudando-nos a descobrir cada dia a beleza do Evangelho. Não deixemos cair no vazio esta oportunidade de graça. Neste dia, sintamo-nos todos devedores para com eles, para que, estendendo reciprocamente as mãos um ao outro, se realize o encontro salvífico que sustenta a fé, torna eficaz a caridade e habilita a esperança para prosseguir com firmeza pelo caminho em direção ao Senhor que vem”, escreve o Santo Padre.
Boletim da Santa Sé / Portal Kairós
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2018/11/papa-default.png6671000Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2018-11-05 15:03:362018-11-08 23:15:12Papa presidirá missa do Dia Mundial dos Pobres 2018
Sínodo 2018 – Cardeal Gualtiero Bassetti: juventude, vento de Pentecostes
O Sínodo foi “uma policromia de cores e uma polifonia de línguas”, a presença dos jovens nos fez experimentar o vento de Pentecostes”.
Foi o que disse o arcebispo de Perugia-Città della Pieve, cardeal Gualtiero Bassetti, presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), no briefing realizado nesta quinta-feira (25/10), na Sala de Imprensa da Santa Sé, no âmbito da XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos sobre o tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”.
O purpurado apreciou a concretude dos pronunciamentos dos jovens que falaram também de solidão, deixando claro que os jovens no mundo precisam de alguém que “aqueça seus corações”. Não obstante “a cultura da fragmentação, onde relativismo parece envolver tudo, o mundo juvenil tem uma incrível “sede de infinito”. Esses dias no Vaticano, experimentamos a beleza do caminhar juntos”, disse ele.
Uma Igreja de braços abertos
Estava também presente na Sala de Imprensa da Santa Sé, o cardeal Arlindo Gomes Furtado, Bispo de Santiago, em Cabo Verde, que falou de um “mundo fragmentado”, onde os “cristãos são chamados a ser instrumentos de comunhão”.
O cardeal cabo-verdiano manifestou satisfação pela experiência vivida no Vaticano: “Um trabalhar e caminhar juntos” que cada um deve cultivar também “nas pequenas comunidades”, como “uma verdadeira família eclesial”.
O conceito de “sinodalidade” foi várias vezes citato pelo arcebispo de Trujillo, dom Héctor Miguel Cabrejos Vidarte, presidente da Conferência Episcopal Peruana, que falou de “uma Igreja de braços abertos para todos”. “Durante o Sínodo houve um grande intercâmbio cultural e de ideias: esta experiência é fruto do Espírito Santo”, frisou.
Clareza e prevenção nos casos de abuso
Dentre os temas abordados, os casos de abusos. “Não podemos dizer que diz respeito a toda a Igreja”, disse o cardeal Bassetti, solicitado por perguntas, “mas a uma pequena parte”. “Porém, não podemos também dizer que isso não lhe diz respeito como um todo, pois, como São Paulo nos recorda, a Igreja “é um corpo, e se um membro sofre, todo o corpo sofre. Todos sofremos com esse acontecimento”, disse ele, e agora “o caminho deve prosseguir”. Em novembro, haverá uma assembleia durante a qual “abordaremos esta questão e discutiremos um documento em preparação”. “É preciso clareza”, concluiu o cardeal italiano, “e acima de tudo é necessário um trabalho de prevenção”.
Sobre este tema também se pronunciou o auditor Lucas Barboza Galhardo, representante do Movimento Internacional de Schoenstatt e membro do Comitê Nacional de Coordenação da Pastoral Juvenil da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). “Ouvir os testemunhos de abuso foi horrível. O desafio é defender a Igreja de Jesus, não a dos abusos”.
Vatican News / Portal Kairós
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2018/10/jovens-sinodo-2018.png6671000Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2018-10-26 15:19:202018-11-08 23:15:22Sínodo 2018: o vento de Pentecostes
Em um país onde as ações do poder público são centralizadas, pouco transparentes e muitas vezes interpretadas como paliativas, é fundamental que se compreenda a formulação das políticas públicas, para entendermos que existe planejamento no setor público brasileiro.
Neste texto, que inicia um estudo sobre o tema da Campanha da Fraternidade 2019, vamos explicar o que são políticas públicas e como elas são planejadas e implementadas. Continue conosco para conhecer mais sobre esse processo, por meio do qual se busca assegurar os seus direitos.
As políticas públicas afetam a todos os cidadãos, de todas as escolaridades, independente de sexo, raça, religião ou nível social. Com o aprofundamento e a expansão da democracia, as responsabilidades do representante popular se diversificaram. Hoje, é comum dizer que sua função é promover o bem-estar da sociedade. O bem-estar da sociedade está relacionado a ações bem desenvolvidas e à sua execução em áreas como saúde, educação, meio ambiente, habitação, assistência social, lazer, transporte e segurança, ou seja, deve-se contemplar a qualidade de vida como um todo.
E é a partir desse princípio que, para atingir resultados satisfatórios em diferentes áreas, os governos (federal, estaduais ou municipais) se utilizam das políticas públicas.
Se preferir, você também pode conferir este conteúdo em formato de vídeo:
Conforme definição corrente, políticas públicas são conjuntos de programas, ações e decisões tomadas pelos governos (nacionais, estaduais ou municipais) com a participação, direta ou indireta, de entes públicos ou privados que visam assegurar determinado direito de cidadania para vários grupos da sociedade ou para determinado segmento social, cultural, étnico ou econômico. Ou seja, correspondem a direitos assegurados na Constituição.
Um programa da Prefeitura que esteja beneficiando seu bairro, por exemplo, é uma política pública. A educação, a saúde, o meio ambiente e a água são direitos universais, assim, para assegurá-los e promovê-los estão constituídas pela Constituição Federal as políticas públicas de educação e saúde, por exemplo.
O conceito de políticas públicas pode possuir dois sentidos diferentes. No sentido político, encara-se a política pública como um processo de decisão, em que há naturalmente conflitos de interesses. Por meio das políticas públicas, o governo decide o que fazer ou não fazer. O segundo sentido se dá do ponto de vista administrativo: as políticas públicas são um conjunto de projetos, programas e atividades realizadas pelo governo.
Uma política pública pode tanto ser parte de uma política de Estado ou uma política de governo. Vale a pena entender essa diferença: uma política de Estado é toda política que independente do governo e do governante deve ser realizada porque é amparada pela constituição. Já uma política de governo pode depender da alternância de poder. Cada governo tem seus projetos, que por sua vez se transformam em políticas públicas.
Vejamos alguns exemplos dessa distinção: é muito comum ouvirmos dizer que a política externa do país deve ser uma política de Estado, ou seja, uma política orientada por ideais que transcendem governos e que se mantêm no longo prazo. Políticas públicas eficientes que têm continuidade de um governo para outro podem se transformar em política de Estado. Um possível exemplo disso é o programa Bolsa Família, expandido no governo do PT, cujos bons resultados levaram o líder oposicionista Aécio Neves a propor que o programa seja transformado em política de Estado, no ano de 2014 (a ideia seria incorporar o programa à Lei Orgânica da Assistência Social).
É importante saber:
O conceito de público, hoje em dia, não quer dizer somente gestão governamental, mas, um interesse público que permeia o Estado e o Governo (primeiro setor), a iniciativa privada (segundo setor) e as diversas organizações da sociedade civil (terceiro setor).
Para complementar seus conhecimentos sobre o tema, confira também este vídeo do Leonardo Secchi, especialista em políticas públicas:
Portal Kairós / Danilo Andrade Engenheiro, quer contribuir para o desenvolvimento do país trabalhando no setor público e exercendo seu papel como cidadão.
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2018/11/politica-publica-cf-2019.png6661000Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2018-10-24 16:21:292018-11-15 12:56:31O que são políticas públicas? Tema da Campanha da Fraternidade 2019
Iniciando os trabalhos da Campanha da Fraternidade 2019
/em Artigos CF 2019, Campanha da Fraternidade, Campanhas da Igreja, CF 2019Todos os anos, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil apresenta a Campanha da Fraternidade como caminho de conversão quaresmal. Um caminho pessoal, comunitário e social que visibiliza a salvação paterna de Deus. Fraternidade e Políticas Públicas é o tema da Campanha da Quaresma de 2019. O profeta Isaías inspira o lema “Serás libertado pelo direito e pela justiça” (Is 1, 27). O Texto-Base este ano (um livro de 123 páginas) apresenta o objetivo geral e sete objetivos específicos para iniciar os trabalhos da Campanha da Fraternidade 2019.
O Objetivo Geral da Campanha deste ano de 2019 é: “Estimular a participação em Políticas Públicas, à luz da Palavra de Deus e da Doutrina Social da Igreja para fortalecer a cidadania e o bem comum, sinais de fraternidade”.
Tipos de políticas públicas
Por serem programas relacionados com direitos que são garantidos aos cidadãos as políticas públicas existem em muitas áreas.
São alguns exemplos:
Políticas Públicas:
Educação
Saúde
Trabalho
Lazer
Assistência Social
Previdência Social
Meio Ambiente
Cultura
Moradia
Transporte
Segurança
Os objetivos específicos são
01 – Conhecer como são formuladas e aplicadas as Políticas Públicas estabelecidas pelo Estado Brasileiro;
02 – Exigir ética na formulação e na concretização das Políticas Públicas;
03 – Despertar a consciência e incentivar a participação de todo cidadão na construção de Políticas Públicas em âmbito nacional, estadual e municipal;
04 – Propor Políticas Públicas que assegurem os direitos sociais aos mais frágeis e vulneráveis;
05 – Trabalhar para que as Políticas Públicas eficazes de governo se consolidem como políticas de Estado;
06 – Promover a formação política dos membros de nossa Igreja, especialmente dos jovens, em vista do exercício da cidadania;
07 – Suscitar cristãos católicos comprometidos na política como testemunho concreto da fé
O Texto-Base define Políticas Públicas como “ações e programas que são desenvolvidos pelo estado para garantir e colocar em prática, direitos que são previstos na Constituição Federal e em outras leis”. Como sempre a Campanha da Fraternidade usa a metodologia “Ver, Julgar e Agir” depois tirando algumas conclusões. Na parte da metodologia titulada “Ver”, o Texto-Base, entre outras coisas afirma que: “A Constituição de 1988 possibilitou a participação direta da sociedade na elaboração e implementação de Políticas Públicas através dos conselhos deliberativos, que foram propostos por leis complementares em quatro áreas: Criança e Adolescente; b) Saúde; c) Assistência Social e d) Educação.
O “Julgar” é subdividido em três partes:
a) Referências no Antigo Testamento;
b) Referências no Novo Testamento; e
c) A contribuição da Doutrina Social da Igreja para Políticas Públicas hoje. A parte tratada no “Agir” é muito rica.
Trata-se da superação da dualidade no campo da fé e da política. Explica como deve ser a participação da sociedade e os valores fundamentais em Políticas Públicas. Neste setor há um capítulo titulado “Educar para o humanismo solidário”. A Campanha recorda aqui a Carta Encíclica “Populorum Progressio” do papa São Paulo VI e uma famosa frase “ninguém pode, a priori, sentir-se seguro em um mundo em que há sofrimento e miséria”. Neste setor, trata-se das palavras do papa Francisco que propôs a toda Igreja a Jornada Mundial do Pobre para que as comunidades cristãs se tornem, em todo o mundo, cada vez mais um sinal concreto do amor de Cristo pelos últimos e os mais pobres.
A Jornada Mundial do Pobre (JMP-2019) será em 17 de novembro, o 33º. Domingo do Tempo Comum. O desejo do Santo padre é que, na semana anterior ao Dia Mundial dos Pobres, sejam realizadas ações concretas envolvendo os pobres. Por exemplo: visitas e realizações de atividades em orfanatos, asilos, presídios e hospitais; oração do terço com intenções específicas às pessoas empobrecidas; reflexões sobre as questões sociais relacionadas às desigualdades sociais etc.
Fundamentado em três importantes pilares (ver, julgar e agir), o Texto-Base da CF foi cuidadosamente pensado para despertar o desejo de “participação em Políticas Públicas, à luz da Palavra de Deus e da Doutrina Social da Igreja, para fortalecer a cidadania e o bem comum, sinais de fraternidade”.
O Texto-base termina indicando quem são os sujeitos destinatários dessas ações; são pessoas em situação de rua, crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social; trabalhadores sem-teto; mulheres e homens encarcerados; vítimas de violência; catadores (as) de materiais recicláveis etc.
Portal Kairós / Pe. Brendan Coleman Mc Donald – Redentorista
Baixe os subsídios da Jornada Mundial dos Pobres 2018
/em Destaques, Notícias CatólicasII Jornada Mundial dos Pobres: “Este pobre grita e o Senhor o escuta”
O tema escolhido este ano pelo papa Francisco para a II Jornada Mundial dos Pobres 2018 (JMP) traz a inspiração do Salmo 34: “‘Este pobre grita e o Senhor o escuta’ (Sl 34,7). As palavras do salmista tornam-se também as nossas no momento em que somos chamados a encontrar-nos com as diversas condições de sofrimento e marginalização em que vivem tantos irmãos e irmãs nossos que estamos habituados a designar com o termo genérico de ‘pobres’”. Diz o papa Francisco na mensagem divulgada para mobilizar esta II Jornada Mundial dos Pobres.
Com o papa Francisco, queremos convidar todas as pessoas, grupos, comunidades, instituições e pessoas de boa vontade para que participem da Jornada Mundial dos Pobres – Semana da Solidariedade organizando momentos de encontros fraternos, celebrações ou mobilizações públicas entre os dias 11 e 18 de novembro de 2018.
Animemos em nossas igrejas, comunidades, pastorais, ruas e locais onde se encontram as pessoas empobrecidas, gestos concretos de solidariedade e acolhida com as pessoas em situação de vulnerabilidades extremas. Vamos expressar nossa capacidade de ser uma comunidade humana solidária, acolhedora, amorosa, e cuidadora de toda a Criação.
Atividade Mobilizadoras
No Brasil, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) confiou o processo de animação da Jornada Mundial dos Pobres – Semana da Solidariedade à Cáritas Brasileira, neste ano de 2018 esta animação foi reforçada também com a contribuição da equipe da Campanha da Fraternidade, da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato, do Conselho Nacional do Laicato, e da Comissão Episcopal Pastoral para Ação Social Transformadora.
Junte-se à comunidade humana que acredita na força transformadora da solidariedade. Mobilize sua comunidade, grupo, pastoral ou coletivo para organizar a Jornada Mundial dos Pobres, com essa finalidade seguem aqui algumas sugestões de atividades que podem ser realizadas, mas deixe a criatividade fluir e as características locais e territoriais orientarem a preparação das atividades.
O grafite que se tornou a identidade visual desta II Jornada Mundial dos Pobres foi realizado pelo coletivo Família Hip Hop. A sede do coletivo fica em Santa Maria (DF) e oferece atividades como aulas de música e serigrafia para jovens, além de mobilizar iniciativas culturais.
Entre as ações possíveis sugerimos a realização de gincanas para arrecadação de alimentos e roupas; celebrações da Palavra e eucarísticas; estudo da mensagem do papa Francisco e rodas de diálogos; círculos bíblicos; manifestações públicas para chamar atenção do poder público local sobre alguma situação de negação de direitos aos empobrecidos; campanhas de cidadania com atendimentos sociais; atividades lúdicas e esportivas; audiências públicas; atividades em espaços de medida socioeducativa, asilos, orfanatos, presídios, com o povo da rua, dentre outros espaços e grupos, possivelmente organize uma partilha fraterna das refeições (café da manhã, almoço ou jantar com as pessoas em situação de rua ou vulnerabilidade social) e partilhem da mesma mesa, especialmente no Dia Mundial dos Pobres que vamos celebrar no dia 18 de novembro.
O subsídio elaborado para ajudar a mobilizar encontros e celebrações traz:
– Síntese da carta do Papa Francisco;
– Propostas de atividades mobilizadoras;
– Três círculos bíblicos com os verbos propostos pelo Papa Francisco: Gritar, Responder e Lutar.
O subsídio e o cartaz serão encaminhados para dioceses, paróquias, organismos pastorais, congregações religiosas e colégios católicos. O mesmo material está disponível aqui para que os grupos possam dispor dos arquivos para divulgação e impressão, caso seja necessário. Para qualquer dúvida, por favor entrar em contato através do e-mail comunicacao@caritas.org.br.
Histórico
Em 2017 o papa Francisco convocou católicos e pessoas de boa vontade para uma jornada de solidariedade e proximidade com as pessoas empobrecidas. A grande convocação trouxe como lema o imperativo: “Não amemos com palavras, mas com obras”.
Desde então a Jornada Mundial dos Pobres entrou para o calendário anual das iniciativas da Igreja. A convocação para a Jornada Mundial
dos Pobres fez parte da agenda de ações mobilizadas no âmbito do encerramento do Ano Santo da Misericórdia, realizado em 2016-2017.
“Convido a Igreja inteira e os homens e mulheres de boa vontade a fixar o olhar, neste dia, em todos aqueles que estendem as suas mãos invocando ajuda e pedindo a nossa solidariedade. Este dia pretende estimular, em primeiro lugar, os crentes, para que reajam à cultura do descarte e do desperdício, assumindo a cultura do encontro. Ao mesmo tempo, o convite é dirigido a todos, independentemente da sua pertença religiosa, para que se abram à partilha com os pobres em todas as formas de solidariedade, como sinal concreto de fraternidade”, disse o papa Francisco em um trecho da mensagem que marcou a primeira Jornada Mundial dos Pobres.
Que neste ano de 2018 tenhamos uma abençoada, profética, fraterna e alegre Jornada Mundial dos Pobres – Semana da Solidariedade!
Subsídios da Jornada Mundial dos Pobres 2018:
Acompanhe e compartilhe as ações e mobilizações para a Jornada Mundial dos Pobres nas Redes Sociais da Cáritas Brasileira e entre os dias 11 e 18 de novembro mobilize sua comunidade aproximando-se dos pobres, para com eles encontrarmos caminhos de solidariedade e vivência fraterna.
Papa presidirá missa do Dia Mundial dos Pobres 2018
/em Notícias CatólicasDia Mundial dos Pobres é celebrado anualmente na Igreja católica desde 2017
No domingo, 18, o Papa Francisco presidirá a Santa Missa por ocasião do Dia Mundial dos Pobres. A celebração será às 10h (hora local), na Basílica de São Pedro, que nesta data celebra a Solenidade de sua dedicação. A missa será transmitida ao vivo pela TV Canção Nova a partir das 7h, pelo horário de Brasília.
O Dia Mundial dos Pobres foi instituído na Igreja católica pelo Papa Francisco em 2016, ao final do Jubileu da Misericórdia, como um sinal concreto desse Ano Santo vivido pelos fiéis. A data é celebrada anualmente no penúltimo domingo do ano litúrgico, neste ano, 18 de novembro.
Na época da instituição, Papa Francisco explicou que vê nesta celebração uma preparação para vivenciar a Solenidade de Cristo Rei, que encerra o ano litúrgico na Igreja católica.
“Será um Dia que vai ajudar as comunidades e cada batizado a refletir como a pobreza está no âmago do Evangelho e tomar consciência de que não poderá haver justiça nem paz social enquanto Lázaro jazer à porta da nossa casa. Além disso este Dia constituirá uma forma genuína de nova evangelização, procurando renovar o rosto da Igreja na sua perene ação de conversão pastoral para ser testemunha da misericórdia”, escreveu o Pontífice sobre a data na carta apostólica Misericordia et Misera, na ocasião do fim do Jubileu.
Mensagem do Santo Padre
Como de costume, o Papa escreve uma mensagem para essas datas. Em 2017, primeira vez em que se celebrou o Dia Mundial dos Pobres, o tema escolhido por Francisco foi “Não amemos com palavras, mas com obras”.
Para este ano, a reflexão do Papa se desenvolve a partir do tema “Este pobre grita e o Senhor o escuta”. Francisco convida a viver este Dia Mundial como um momento privilegiado de nova evangelização.
“Os pobres evangelizam-nos, ajudando-nos a descobrir cada dia a beleza do Evangelho. Não deixemos cair no vazio esta oportunidade de graça. Neste dia, sintamo-nos todos devedores para com eles, para que, estendendo reciprocamente as mãos um ao outro, se realize o encontro salvífico que sustenta a fé, torna eficaz a caridade e habilita a esperança para prosseguir com firmeza pelo caminho em direção ao Senhor que vem”, escreve o Santo Padre.
Boletim da Santa Sé / Portal Kairós
Sínodo 2018: o vento de Pentecostes
/em Notícias CatólicasSínodo 2018 – Cardeal Gualtiero Bassetti: juventude, vento de Pentecostes
O Sínodo foi “uma policromia de cores e uma polifonia de línguas”, a presença dos jovens nos fez experimentar o vento de Pentecostes”.
Foi o que disse o arcebispo de Perugia-Città della Pieve, cardeal Gualtiero Bassetti, presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), no briefing realizado nesta quinta-feira (25/10), na Sala de Imprensa da Santa Sé, no âmbito da XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos sobre o tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”.
O purpurado apreciou a concretude dos pronunciamentos dos jovens que falaram também de solidão, deixando claro que os jovens no mundo precisam de alguém que “aqueça seus corações”. Não obstante “a cultura da fragmentação, onde relativismo parece envolver tudo, o mundo juvenil tem uma incrível “sede de infinito”. Esses dias no Vaticano, experimentamos a beleza do caminhar juntos”, disse ele.
Uma Igreja de braços abertos
Estava também presente na Sala de Imprensa da Santa Sé, o cardeal Arlindo Gomes Furtado, Bispo de Santiago, em Cabo Verde, que falou de um “mundo fragmentado”, onde os “cristãos são chamados a ser instrumentos de comunhão”.
O cardeal cabo-verdiano manifestou satisfação pela experiência vivida no Vaticano: “Um trabalhar e caminhar juntos” que cada um deve cultivar também “nas pequenas comunidades”, como “uma verdadeira família eclesial”.
O conceito de “sinodalidade” foi várias vezes citato pelo arcebispo de Trujillo, dom Héctor Miguel Cabrejos Vidarte, presidente da Conferência Episcopal Peruana, que falou de “uma Igreja de braços abertos para todos”. “Durante o Sínodo houve um grande intercâmbio cultural e de ideias: esta experiência é fruto do Espírito Santo”, frisou.
Clareza e prevenção nos casos de abuso
Dentre os temas abordados, os casos de abusos. “Não podemos dizer que diz respeito a toda a Igreja”, disse o cardeal Bassetti, solicitado por perguntas, “mas a uma pequena parte”. “Porém, não podemos também dizer que isso não lhe diz respeito como um todo, pois, como São Paulo nos recorda, a Igreja “é um corpo, e se um membro sofre, todo o corpo sofre. Todos sofremos com esse acontecimento”, disse ele, e agora “o caminho deve prosseguir”. Em novembro, haverá uma assembleia durante a qual “abordaremos esta questão e discutiremos um documento em preparação”. “É preciso clareza”, concluiu o cardeal italiano, “e acima de tudo é necessário um trabalho de prevenção”.
Sobre este tema também se pronunciou o auditor Lucas Barboza Galhardo, representante do Movimento Internacional de Schoenstatt e membro do Comitê Nacional de Coordenação da Pastoral Juvenil da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). “Ouvir os testemunhos de abuso foi horrível. O desafio é defender a Igreja de Jesus, não a dos abusos”.
Vatican News / Portal Kairós
O que são políticas públicas? Tema da Campanha da Fraternidade 2019
/em Artigos CF 2019, Campanha da Fraternidade, Campanhas da Igreja, CF 2019Políticas públicas: o que são e para que existem
Em um país onde as ações do poder público são centralizadas, pouco transparentes e muitas vezes interpretadas como paliativas, é fundamental que se compreenda a formulação das políticas públicas, para entendermos que existe planejamento no setor público brasileiro.
Neste texto, que inicia um estudo sobre o tema da Campanha da Fraternidade 2019, vamos explicar o que são políticas públicas e como elas são planejadas e implementadas. Continue conosco para conhecer mais sobre esse processo, por meio do qual se busca assegurar os seus direitos.
As políticas públicas afetam a todos os cidadãos, de todas as escolaridades, independente de sexo, raça, religião ou nível social. Com o aprofundamento e a expansão da democracia, as responsabilidades do representante popular se diversificaram. Hoje, é comum dizer que sua função é promover o bem-estar da sociedade. O bem-estar da sociedade está relacionado a ações bem desenvolvidas e à sua execução em áreas como saúde, educação, meio ambiente, habitação, assistência social, lazer, transporte e segurança, ou seja, deve-se contemplar a qualidade de vida como um todo.
E é a partir desse princípio que, para atingir resultados satisfatórios em diferentes áreas, os governos (federal, estaduais ou municipais) se utilizam das políticas públicas.
Se preferir, você também pode conferir este conteúdo em formato de vídeo:
Conforme definição corrente, políticas públicas são conjuntos de programas, ações e decisões tomadas pelos governos (nacionais, estaduais ou municipais) com a participação, direta ou indireta, de entes públicos ou privados que visam assegurar determinado direito de cidadania para vários grupos da sociedade ou para determinado segmento social, cultural, étnico ou econômico. Ou seja, correspondem a direitos assegurados na Constituição.
Um programa da Prefeitura que esteja beneficiando seu bairro, por exemplo, é uma política pública. A educação, a saúde, o meio ambiente e a água são direitos universais, assim, para assegurá-los e promovê-los estão constituídas pela Constituição Federal as políticas públicas de educação e saúde, por exemplo.
O conceito de políticas públicas pode possuir dois sentidos diferentes. No sentido político, encara-se a política pública como um processo de decisão, em que há naturalmente conflitos de interesses. Por meio das políticas públicas, o governo decide o que fazer ou não fazer. O segundo sentido se dá do ponto de vista administrativo: as políticas públicas são um conjunto de projetos, programas e atividades realizadas pelo governo.
Uma política pública pode tanto ser parte de uma política de Estado ou uma política de governo. Vale a pena entender essa diferença: uma política de Estado é toda política que independente do governo e do governante deve ser realizada porque é amparada pela constituição. Já uma política de governo pode depender da alternância de poder. Cada governo tem seus projetos, que por sua vez se transformam em políticas públicas.
Vejamos alguns exemplos dessa distinção: é muito comum ouvirmos dizer que a política externa do país deve ser uma política de Estado, ou seja, uma política orientada por ideais que transcendem governos e que se mantêm no longo prazo. Políticas públicas eficientes que têm continuidade de um governo para outro podem se transformar em política de Estado. Um possível exemplo disso é o programa Bolsa Família, expandido no governo do PT, cujos bons resultados levaram o líder oposicionista Aécio Neves a propor que o programa seja transformado em política de Estado, no ano de 2014 (a ideia seria incorporar o programa à Lei Orgânica da Assistência Social).
É importante saber:
O conceito de público, hoje em dia, não quer dizer somente gestão governamental, mas, um interesse público que permeia o Estado e o Governo (primeiro setor), a iniciativa privada (segundo setor) e as diversas organizações da sociedade civil (terceiro setor).
Para complementar seus conhecimentos sobre o tema, confira também este vídeo do Leonardo Secchi, especialista em políticas públicas:
Portal Kairós / Danilo Andrade
Engenheiro, quer contribuir para o desenvolvimento do país trabalhando no setor público e exercendo seu papel como cidadão.