MIDIS das músicas da Campanha da Fraternidade 2015

MIDI (abreviatura de Musical Instrument Digital Interface -Interface Digital para Instrumentos Musicais) é uma tecnologia padronizada de comunicação entre instrumentos musicais e equipamentos eletrônicos (teclados, guitarras, sintetizadores, sequenciadores, computadores, samplers, etc), possibilitando que uma composição musical seja executada, transmitida ou manipulada por qualquer dispositivo que reconheça esse padrão. Tecnicamente, MIDI é um protocolo; entretanto, o termo geralmente é utilizado também para se referir aos diversos componentes do sistema, como adaptadores, conectores, arquivos, cabos, etc.

Diferentemente de outros formatos (como o formato WAV e MP3), um arquivo MIDI não contém o áudio propriamente dito, e sim as instruções para produzi-lo, ou seja, é basicamente uma partitura digitalizada. Essas instruções definem os instrumentos, notas, timbres, ritmos, efeitos e outras características que serão utilizadas por um sintetizador para a geração dos eventos musicais.

MIDIS

01 – Hino da CF 2015
02 – Lembra, Senhor, o teu amor
03 – Senhor, tende compaixão
04 – Rejubila-te, Cidade santa
05 – Piedade, ó Senhor
06 – Verdade e amor são os caminhos do Senhor
07 – Que se prenda a minha língua
08 – Criai em mim um coração que seja puro
09 – Glória a vós, ó Cristo
10 – Aceita, Senhor, com prazer
11 – Agora o tempo se cumpriu
12 – Nós vivemos de toda a palavra
13 – Jesus, Filho amado
14 – Destruí este templo, disse Cristo
15 – Deus é rico em misericórdia
16 – Se o grão de trigo não morrer
17 – Vem, ó meu povo, partilhar da minha mesa
18 – Ato penitencial
19 – Santo
20 – Aclamações da prece eucarística
21 – Eis o mistério da fé
22 – Amém
23 – Cordeiro de Deus

Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2015

Boletim da Santa Sé em Português de Portugal

“Fortalecei os vossos corações” (Tg 5, 8)

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Amados irmãos e irmãs,

Tempo de renovação para a Igreja, para as comunidades e para cada um dos fiéis, a Quaresma é sobretudo um “tempo favorável” de graça (cf. 2 Cor 6, 2). Deus nada nos pede, que antes não no-lo tenha dado: “Nós amamos, porque Ele nos amou primeiro” (1 Jo 4, 19). Ele não nos olha com indiferença; pelo contrário, tem a peito cada um de nós, conhece-nos pelo nome, cuida de nós e vai à nossa procura, quando O deixamos. Interessa-Se por cada um de nós; o seu amor impede-Lhe de ficar indiferente perante aquilo que nos acontece. Coisa diversa se passa connosco! Quando estamos bem e comodamente instalados, esquecemo-nos certamente dos outros (isto, Deus Pai nunca o faz!), não nos interessam os seus problemas, nem as tribulações e injustiças que sofrem; e, assim, o nosso coração cai na indiferença: encontrando-me relativamente bem e confortável, esqueço-me dos que não estão bem! Hoje, esta atitude egoísta de indiferença atingiu uma dimensão mundial tal que podemos falar de uma globalização da indiferença. Trata-se de um mal-estar que temos obrigação, como cristãos, de enfrentar.

Quando o povo de Deus se converte ao seu amor, encontra resposta para as questões que a história continuamente nos coloca. E um dos desafios mais urgentes, sobre o qual me quero deter nesta Mensagem, é o da globalização da indiferença.

Dado que a indiferença para com o próximo e para com Deus é uma tentação real também para nós, cristãos, temos necessidade de ouvir, em cada Quaresma, o brado dos profetas que levantam a voz para nos despertar.

A Deus não Lhe é indiferente o mundo, mas ama-o até ao ponto de entregar o seu Filho pela salvação de todo o homem. Na encarnação, na vida terrena, na morte e ressurreição do Filho de Deus, abre-se definitivamente a porta entre Deus e o homem, entre o Céu e a terra. E a Igreja é como a mão que mantém aberta esta porta, por meio da proclamação da Palavra, da celebração dos Sacramentos, do testemunho da fé que se torna eficaz pelo amor (cf. Gl 5, 6). O mundo, porém, tende a fechar-se em si mesmo e a fechar a referida porta através da qual Deus entra no mundo e o mundo n’Ele. Sendo assim, a mão, que é a Igreja, não deve jamais surpreender-se, se se vir rejeitada, esmagada e ferida.

Por isso, o povo de Deus tem necessidade de renovação, para não cair na indiferença nem se fechar em si mesmo. Tendo em vista esta renovação, gostaria de vos propor três textos para a vossa meditação.

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Divulgação da Campanha da Fraternidade 2015

A Campanha da Fraternidade é realizada anualmente pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos no Brasil) durante o tempo da quaresma, com o objetivo de despertar a solidariedade dos seus fiéis para um problema concreto que abrange a sociedade brasileira. Para o ano de 2015, a CNBB escolheu como tema “Fraternidade: Igreja e Sociedade”, e lema “Eu vim para servir” (cf. Mc 10,45).

Vídeos de formação para Campanha da Fraternidade 2015

Vídeos de formação para Campanha da Fraternidade 2015:
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Formação para Campanha da Fraternidade 2015

O texto base da Campanha da Fraternidade 2015 é um dos mais ricos e informativos nestes últimos anos. Fiel ao seu tema: “Fraternidade: Igreja e Sociedade” o texto apresenta um rico histórico das relações entre a Igreja e a sociedade no Brasil. Aborda também um dos problemas atuais mais angustiantes do povo brasileiro – a violência em nossa sociedade. É fato notório que a violência não para de crescer, “sob todas as formas e em todos os estratos da sociedade”. O texto base nos oferece as seguintes estatísticas: uma taxa de 20,4 homicídios por 100 mil habitantes, a oitava pior marca entre 100 nações com estatísticas confiáveis sobre o tema! É interessante ver os estados com as mais altas taxas de homicídios no país: Alagoas (55,3), Espírito Santo (39,4), Pará (34,6), Bahia (34,4) e Paraíba (32,8), segundo a pesquisa  “com maior incidência nas periferias urbanas e em cidades com rápido crescimento”. Atualmente são 50 mil mortes violentas por ano aqui no Brasil. A maioria esmagadora destas mortes violentas está ligada ao comércio de drogas e aos usuários das drogas. O texto base da Campanha da Fraternidade 2015 nos informa que o Brasil é o maior consumidor mundial de drogas como o crack, e o segundo de cocaína. Um fato agravante é que este “consumo devastador de drogas chegou às cidades do interior”. Segundo a mesma fonte “Em meados de 2014, 350 mil pessoas usavam crack regularmente em São Paulo”.

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PASCOM São Sebastião – Diocese de Amparo

O texto base aborda outros graves problemas nossos, como a impunidade. O índice de crimes e delitos esclarecidos é muito baixo, contribuindo assim para a sensação de impunidade na sociedade brasileira. O fato que nós temos mais de meio milhão de brasileiros encarcerados é realmente uma vergonha nacional. É interessante notar que a maior parte destes encarcerados é jovem, negra, pobre com pouco estudo e com poucas oportunidades de reintegração social. Por causa destes dados constantemente ouvimos debates sobre a diminuição da maioridade penal e até sobre a pena de morte! Conforme o rodapé no. 38 do texto base da campanha entre 1980 e 2011, as mortes não naturais e violentas de jovens, como acidentes, homicídio ou suicídio, cresceram 207,9%.  Se forem considerados só os homicídios, o aumenta chega a 326,1%.

Durante sua visita ao Brasil em 2013, o Papa Francisco exortou todos os cristãos a não assumirem uma posição pessimista diante das dificuldades presentes em nossa sociedade, nem uma posição meramente reativa ou pior, de resistência e isolamento. Ele os chamou a unir forças com os homens e mulheres de boa vontade que desejam serem construtores de um mundo melhor. Um mundo mais justo, mais fraterno, mais solidário e com mais paz.

 

Formação para Campanha da Fraternidade 2015
(Dados do Texto-base da Campanha da Fraternidade 2015)

Pe. Brendan Coleman Mc Donald, Redentorista e Assessor da CNBB Reg. NE1