O Santo de Deus

Comunhão

“Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele”

Jesus havia declarado: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6, 54). Então muitos dos seus discípulos ao ouvirem estas palavras disseram: “É dura tal linguagem, quem pode escutá-la?” (Jo 6, 60). Isto significa que estes não haviam compreendido imediatamente a grande revelação do Mestre divino. Em Israel durante séculos todo sacrifício ao Ser Supremo passava por uma destruição. Com efeito, o trigo e outros produtos do solo eram queimados e sangue derramado de um ser vivo era também oferecido à divindade. Jesus iria estabelecer um novo ritual para o culto divino. Seu corpo e sangue, que seriam imolados no Calvário em reparação dos pecados da humanidade, ficariam presentes entre os homens sob os acidentes do pão e do vinho. Deste modo, os fiéis através dos tempos se uniriam a seu sacrifício através da Eucaristia. Esta seria seu legado supremo de amor, isto é, sacrifício, imolação incruenta do Gólgota e sacramento no qual Ele entraria em comunhão com os que nele cressem. Presença permanente que seria verdadeira, imediata, intensamente pessoal.

Num gesto de incomensurável dileção na última ceia ele tornou o pão e o vinho e os transubstanciou em seu corpo, sangue alma e divindade. Eis por que Ele podia dizer: “Se vós não comerdes a carne do Filho do homem, vós não tereis a vida em vós”! Quem não tivesse fé só contemplaria sempre pão e vinho, pois não penetrariam nunca no mistério das palavras de Jesus. Por esta razão a Eucaristia seria atraente para quem acreditasse, opaca para os sem fé. Ela uniria os autênticos seguidores de Cristo e manteria muitos que se dizem cristãos longe da presença real do Redentor. Para os católicos as sentenças de Jesus no Cenáculo seriam espírito e vida porque eles atravessariam pela fé os sinais do pão e do vinho e perceberiam só os acidentes destes elementos para adorar o próprio Filho de Deus. A Igreja católica seria portadora através dos tempos do grande legado de Cristo: “Isto é meu corpo, isto é meu sangue”, Iluminados pelo Espírito da verdade os católicos jamais duvidariam da presença real de Jesus na Eucaristia. Repetem o que falou São Pedro quando Cristo indagou aos apóstolos se também queriam abandoná-lo por ter ele dito que todos deveriam comer sua carne e beber o seu sangue: “A quem iríamos nós, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna e nós cremos e sabemos que tu és o santo de Deus”. (Jo 6, 68-69). Foi, sem dúvida, inspirado pelo Espírito Santo que São Pedro lançou esta sublime resposta. Jesus é, de fato, o Santo de Deus por possuir a santidade na plenitude da mesma, no mais alto grau. Assim Ele não somente é o ponto culminante da perfeição, mas sua verdadeira fonte. Ele comunica a cada um de seus seguidores a força para vencer o pecado em todas as suas funestas manifestações, pecado incentivado em nossos dias por uma mídia corrupta, imoral que afronta continuamente a Lei do Senhor. Da parte de cada cristão deve haver, contudo, a colaboração com a graça que Jesus oferece para refletir em todas as ações sua santidade.

 

Quanto mais cada batizado procura sua identidade com Cristo, o Santo de Deus, tanto mais cresce a dimensão eclesial com todos os que são de Cristo.

 

A vocação de todo batizado é ser santo, porque o Mestre divino é santo. Mais do que nunca na sociedade secularizada de hoje os cristãos têm necessidade urgente de ser santos vivendo intensamente tudo que Jesus ensinou, tornando visíveis e presentes por toda parte seu amor e a beleza de sua doutrina. A santidade cristã consiste então na união com Cristo de forma consciente e livre. Em consequência desta adesão ao Redentor se passa da fé ao plano moral. Aparece então a pratica das virtudes em sua verdadeira riqueza. Elas são cultivadas como realidades vividas deliberadamente e que penetram a existência da pessoa humana. Isto justamente por força da riqueza da doação pessoal a Cristo com a espontaneidade de uma vontade livre que une ao Filho de Deus ao qual o cristão se entrega com fervor e amor. Quanto mais cada batizado procura sua identidade com Cristo, o Santo de Deus, tanto mais cresce a dimensão eclesial com todos os que são de Cristo. São milhões que pelo mundo afora testemunham o que disse São Pedro: “A quem iríamos nós, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna e nós cremos e sabemos que tu és o santo de Deus”. Disto tudo resulta a importância da Eucaristia na vida do seguidor de Cristo, pois no momento sublime da Comunhão se realiza o desejo de Jesus: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele”. Portanto, uma presença reduplicada de efeitos maravilhosos na existência de quem recebeu a Eucaristia. A santidade de Jesus, o Santo de Deus, passa a envolver o seu discípulo irradiando-se em todo seu ser, envolvendo, assim, todos os pensamentos, todos os desejos, todas as ações. Deste modo, quem comunga pode repetir com São Paulo: “Já não sou eu quem vive, é Cristo quem vive em mim” (Gl 2,20).

 

O Santo de Deus
Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho
Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.

Semana Nacional da Família: Dificuldades e alegrias da formação humana

Dificuldades e alegrias da formação humana e cristã dos filhos

Somos Neite e Jorge Bertine, casados há 30 anos e pais de um casal de filhos: Camila com 21 anos e Jorge Augusto, com 14 anos.

Criados na religião católica, nosso propósito familiar sempre foi oferecer a nossos filhos uma educação humana e cristã que os fizesse conhecer e seguir Jesus Cristo.

Hora da Família 2015

Família Bertine

Fomos agraciados com muitas alegrias no decorrer destes anos em que nossos filhos fazem parte da nossa família. Desde cedo foram apresentados à religião católica e ao longo de suas vidas foram recebendo os Sacramentos que a idade lhes permitia. Muito nos é gratificante vê-los participar com alegria dos diversos serviços na comunidade em que participamos: Santuário e Paróquia Nossa Senhora de Loreto, em Jacarepaguá. Atualmente, Camila participa de um grupo de jovens e é membro do Setor Juventude da Paróquia. Jorge Augusto é coroinha e está fazendo a ICJA para receber o sacramento da Crisma.

Mas é claro, que também enfrentamos dificuldades para que eles se mantenham na educação humana e cristã que nos esforçamos para oferecer a eles. Algumas vezes somos indagados sobre tê-los tão participantes na vida da Igreja e pouco na “vida”. Enfrentam os comentários de estarem na contramão da modernidade e isto se torna um ponto importante para questionamentos da postura familiar.

Vê-los crescendo na fé e apresentando um comportamento de respeito à pessoa humana, faz-nos ter a certeza de que vale a pena continuar neste caminho.

Agradecemos ao Senhor a oportunidade de nos fazer viver e receber as graças necessárias para bem viver nossa vocação de pai e mãe.

 

Semana Nacional da Família: Dificuldades e alegrias da formação humana
cnpf.org.br

49º Dia Mundial da Paz refletirá sobre a indiferença na vida em sociedade

Papa Francisco

Fraternidade, fundamento e caminho para a paz

“A indiferença em relação aos flagelos do nosso tempo é uma das causas principais que prejudica a paz no mundo”, destacou o Conselho Pontifício Justiça e Paz em comunicado sobre o 49º Dia Mundial da Paz. A celebração ocorrerá em 1º de janeiro de 2016 e, para esta ocasião, o papa Francisco escolheu como tema da mensagem “Vence a indiferença e conquista a paz”. A data foi instituída pelo beato Paulo VI, sendo uma proposta da Santa Sé ao mundo.

O anúncio do título da reflexão aconteceu na terça-feira, 11, no Vaticano. Conforme informou o dicastério, “a paz é possível ali onde o direito de cada ser humano é reconhecido e respeitado, segundo a liberdade e a justiça”. Esta será a terceira mensagem do pontificado de Francisco para o Dia Mundial da Paz. Em 2014, a data foi inspirada na temática “Fraternidade, fundamento e caminho para a paz.

A paz é possível

No comunicado, o Conselho Pontifício constatou que a indiferença está “associada a várias formas de individualismo que produzem isolamento, ignorância, egoísmo e isso leva ao desinteresse”. É considerada pela Igreja como uma das “pragas do tempo atual e uma das causas principais da falta de paz no mundo.

O texto recorda, ainda, que a paz deve ser conquistada, mas não sem esforços, conversão, criatividade e diálogo. “Trata-se de sensibilizar e formar o sentido de responsabilidade em relação às graves questões que afligem a família humana, como o fundamentalismo e seus massacres, as perseguições por causa da fé e de pertença étnica, as violações da liberdade e dos direitos dos povos, o abuso e a escravidão das pessoas, a corrupção e o crime organizado, as guerras que causam o drama dos refugiados e dos emigrantes forçados”, apontou o Conselho.

 

49º Dia Mundial da Paz refletirá sobre a indiferença na vida em sociedade
CNBB com informações da Rádio Vaticano

Lidando com as divisões no Ministério de Música

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Coral Canção Nova na Via Sacra

Aprendemos com o padre Jonas Abib que somos um só corpo. Se adentrarmos o contexto no qual está inserida a realidade de um corpo, poderemos concluir que um corpo saudável precisa ter seus órgãos, membros, corrente sanguínea, coração, ondas cerebrais, tudo funcionando em um nível mínimo de harmonia, suficiente para que ele sobreviva e se sinta saudável.

Assim, podemos dizer, é o nosso ministério de música. Nele temos a cabeça, os outros membros, órgãos vitais, partes internas que nunca aparecem ou são expostas, enfim, cada um tem a sua função e formas bem definidas.

Quando alguma coisa não funciona bem neste “corpo” ou quando algo está fora do lugar, nós abrimos brechas que podem trazer sérios problemas para a saúde do nosso ministério.

Quando sentimos alguma dor, é necessário parar o que estamos fazendo, ir ao médico e verificar as causas da dor. Isto fará com que tenhamos o diagnóstico e, em seguida a receita certa para combatermos a doença e, conseqüentemente, seremos aliviados de toda dor.

Aqui é preciso esclarecer algo muito importante: o nosso ministério não pode ser rico em divergências, senão ele será um corpo doente, onde por alguma razão os órgãos não funcionam como deveriam, onde um problema segue outros secundários. O nosso “corpo” é por si só rico em diversidades. Como dissemos, cada órgão, parte, membro, tem sua forma e função específica, e por isso, são diferentes.

As diferenças são riquezas e não barreiras. Partindo delas, encontraremos o melhor caminho para a unidade. Respeitando quem pensa diferente, acolhendo quem tem a coragem de questionar e, em conjunto discernir, com muita oração, o melhor caminho. Se isso acontecer, não daremos lugar à divisão, mas valorizaremos a nossa diversidade.

Somos um corpo. Dentro de um corpo não pode haver divisões, pois a nossa divisão vem do diabo e a nossa diversidade vem de Deus!

A harmonia no corpo é obra do Espírito Santo de Deus! Por isso, precisamos estar cheios do Espírito Santo.

Que o Espírito Santo ilumine e abençoe o seu ministério!
Unidos pela missão!

 

Semana Nacional da Família 2015: Dificuldades e alegrias da formação humana e cristã dos filhos
Márcio Todeschini

Somos cristãos que distanciam o povo de Jesus ou o aproxima Dele?

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“Existem cristãos que se preocupam somente com a sua relação com Jesus, uma relação fechada, egoísta, e não ouvem o grito dos outros”. Foi o que disse o Papa Francisco na missa celebrada na manhã desta quinta-feira (28/05), na capela da Casa Santa Marta, no Vaticano.

Comentando o Evangelho sobre o cego Bartimeu, que grita por Jesus para ser curado mas é repreendido pelos discípulos para que se calasse, o Papa citou três grupos de cristãos.

“Aquele grupo de pessoas que, também hoje, não ouve o grito de muitos que precisam de Jesus. Um grupo de indiferentes: não ouvem e creem que a vida seja aquele seu grupinho ali. Estão felizes, mas surdos ao clamor de muita gente que precisa de salvação, que precisa da ajuda de Jesus, que precisa da Igreja. Essas pessoas são egoístas, vivem para si mesmas. São incapazes de ouvir a voz de Jesus.”

Negociantes

Depois, disse ainda o pontífice, “existem aqueles que ouvem esse grito de ajuda, mas querem que fique calado”. Como quando os discípulos distanciaram as crianças “para que não incomodassem o Mestre”. “O Mestre era deles, para eles e não para todos. Essas pessoas afastam de Jesus aqueles que gritam, que precisam de fé, que precisam de salvação”, disse ainda Francisco. “Dentre elas existem aqueles que fazem negócio, que estão perto de Jesus, estão no templo, parecem religiosos, mas Jesus os expulsa, porque negociavam ali, na casa de Deus.”

“São aqueles que não querem ouvir o grito de ajuda, mas preferem fazer seus negócios e usam o povo de Deus, usam a Igreja para fazer seus comércios. Esses especuladores distanciam as pessoas de Jesus”. Nesse grupo existem os cristãos “que não dão testemunho”:

Intransigência

“São cristãos de nome, cristãos de salão, cristãos de recepção, mas a sua vida interior não é cristã, é mundana. Uma pessoa que se diz cristã e vive como um mundano, afasta aqueles que pedem ajuda a Jesus. Depois, há os rigorosos, aqueles que Jesus repreende, que colocam fardos nas costas das pessoas.”

O terceiro grupo de cristãos é “aquele que ajuda a se aproximar de Jesus”:

“Existe o grupo de cristãos coerente com aquilo que crê e o que vive, e ajuda a se aproximar de Jesus as pessoas que gritam pedindo salvação, a graça e a saúde espiritual para a sua alma.”

“Nos fará bem fazer um exame de consciência”, concluiu Francisco, para entender se somos cristãos que distanciam as pessoas de Jesus ou as aproximam Dele, pois ouvimos o grito de muitos que pedem ajuda para a própria salvação.

 

Papa: somos cristãos que distanciam o povo de Jesus ou o aproxima Dele?
Fonte: Rádio Vaticano