Reflexão e sugestão para a Solenidade da Epifania do Senhor 2021 – Ano B

Para: 03/01/2021

Epifania do Senhor 2021 – Ano B

Is 60, 1-6; SI 71; Ef 3, 2-6; Mt 2,1-12

Epifania do Senhor 2021

Os Reis Sagrados dão seus presentes ao filho de Cristo, afresco na Igreja Draby, Dinamarca, 2 de janeiro de 2018

A Epifania é a manifestação do Senhor ao mundo inteiro, de sua glória que brilhou no mundo todo. Sua solenidade nos faz experimentar, tão de perto, a misericórdia do Senhor, pois do céu nos veio o Salvador (Tt 3,4-7). Cristo é a luz, que resplandeceu dissipando toda a treva. Ele revelou-se a todo o povo de Israel, que, em nossos dias, é a humanidade inteira. Essa luz da revelação divina nos atinge. Cristo é a estrela, que brilha sem cessar e nos conduz à salvação. Antes, os magos puderam seguir a estrela e encontrá-lo. Hoje o próprio Cristo é a luz, a estrela, que nos conduz à redenção.

Não há estrela mais reluzente que a do Cristo. Não há luz mais forte, em toda a face da terra, do que a do próprio Jesus. Essa luz quer iluminar nosso coração, para que tenha os mesmos sentimentos dele, e também nossa inteligência, para que percebamos os sinais de sua presença e de seu amor nos fatos e acontecimentos de nossa história. Se há trevas em nosso coração e em nossa inteligência, Ele quer dissipá-las para que sejamos verdadeiramente livres.

Certamente, cada um de nós já pode experimentar essa luz. Já nos foi dado fazer, em algum momento, a experiência da presença amorosa de Cristo, que nos liberta e nos afasta das trevas, que tentam nos escravizar. Porém só é possível isso se tivermos abertura de coração, se abraçarmos verdadeiramente a fé. O próprio Senhor nos guia no encontro com Ele. Quando somos tocados pelo forte desejo de viver, de servir, de nos oferecermos inteiramente a Deus, estamos vivendo a Epifania em nossa vida.

Certamente, essa experiência nos faz reconhecer Jesus, no presépio, e o quanto a verdade eterna penetrou nossa humanidade. Somos chamados a ser luz no mundo, e nossa vocação de cristãos é ajudar aqueles que ainda estão caminhando devagar a chegarem, mais apressadamente, ao presépio ou à gruta de Belém. O que espera Cristo de nós? Que sejamos também uma luz no meio do mundo.
Devemos, sim, estar satisfeitos com o convite divino de sermos luz no mundo, sentindo nossa responsabilidade de cooperar, ativa e efetivamente, no plano de Deus para a humanidade; desejo de Deus, tão bom e tão promissor, para todos os homens.

Sugestões litúrgicas para Solenidade da Epifania do Senhor 2021 – Ano B

– Ato penitencial: entronizar a Mirra, com frases sobre violência, sede de poder, fome, miséria, simbolizando os sofrimentos da humanidade, que foram assumidos pelo amor infinito do Menino Deus.
– Após o hino de louvor e antes da oração coleta: introduzir as principais intenções (não preces) pelas pastorais e pelos movimentos, pelo pároco e pelos vigários da comunidade.
– Antes da comunhão: entrar com algo que simbolize o Ouro, enfatizando a Realeza de Jesus, que se manifesta em seu amor por nós. Convidar algumas pessoas para entrarem segurando cartazes com as seguintes frases: Senhor, tu és nossa vida; Teu reino é de Amor; Tu és nossa Riqueza.
– Antes da bênção final: entrar uma pessoa segurando o Globo Terrestre (integrar as cores dos cinco continentes), como envio missionário da Comunidade para manifestar Cristo ao Mundo!

Sugestões de repertório para a Solenidade da Epifania do Senhor 2021 – Ano B (O Domingo)

Abertura: Eis que veio
Aclamação: Aleluia! Pois nós vimos
Oferendas: Nas terras
Comunhão: Vimos sua estrela

Cifras e partituras das sugestões CNBB

Semanário litúrgico – catequético – Cantos para a Celebração – Epifania do Senhor 2021

 

Áudios para Solenidade da Epifania do Senhor 2021 – Ano B CNBB:

 

Padre Anísio Tavares, C.Ss.R. / Portal Kairós

Reflexão e sugestão para a Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus 2021 – Ano B

Para: 01/01/2021

Santa Maria, Mãe de Deus 2021 – Ano B

Nm 6,22-27; SI 66;Gl 4,4-7; Lc 2,16-21

Mãe de Deus 2021

Roma – Detalhe da pintura de Santa Maria da Basílica de Santa Maria degli Angeli

O tempo de Deus chama-se agora, e aqui Ele age com seu eterno amor. Ao celebrarmos a solenidade da Santa Mãe de Deus e o Dia Mundial da Paz, recordemos o amor do Pai para com nossa humanidade, tão vivamente apresentado a nós pela encarnação de seu Filho Jesus.

Nesta solenidade da maternidade de Maria, celebramos Jesus, que quer dizer: “Deus salva”, e penetramos no profundo mistério de Cristo. Jesus é a perfeita bênção de Deus para nós. Por isso meditamos, na Palavra, sobre a chamada bênção de Aarão, conforme a Primeira Leitura. Essa bênção, que é Jesus, é também o dom de nossa salvação e a paz para todos os homens. Nele somos salvos e libertos.

Maria, como Mãe de Jesus, por desígnio do Pai, continua a nos indicar o caminho para seu Filho, a nos apresentá-lo, como o apresentou aos pastores, pois sabe profundamente que Jesus é a oferta de salvação para todos nós. Ela é a Mãe de todos os que nascem e renascem para a vida divina.

Como somos cristãos e amamos a Jesus, o Filho de Deus, nascido de Maria, a paz torna-se o objetivo de todos nós que devemos amar com sinceridade de coração. A paz é sacramento do Reino. Jamais poderemos deixar de realizar nossa parte em seu favor. Ela é da terra e do céu.

Assim, a festa da maternidade de Maria nos conduz para dentro do projeto de Cristo, acolhido pelos pobres, os pastores, que também são acolhidos por Ele. A bem-aventurança da paz é dom messiânico, é salvação trazida pelo Cristo, é nossa reconciliação com Ele, com Deus e entre nós. Devemos, ao mesmo tempo, estar atentos à prática da justiça, da honestidade, da equidade e solidariedade, que são o caminho que nos conduz à paz entre as nações. Só por meio da paz, gerada pela justiça, poder-se-á construir a harmonia entre os povos e as nações. O papa Paulo VI, em seu discurso na ONU, em 1965, terminou dizendo: “A paz deve guiar o destino dos povos e da humanidade toda! Se quereis ser irmãos, deixai cair as armas de vossas mãos. Não se pode amar com armas ofensivas em punho”.

Celebrando a maternidade de Maria e o mistério da encarnação do Redentor do mundo, tomemos consciência de nossa missão de cristãos, realçando os valores do Evangelho, que nos levam à salvação e nos fazem, aqui e agora, experimentar a verdadeira paz. Paz para você.

Sugestões litúrgicas para a Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus 2021 – Ano B

– Procissão de entrada: colocar um grupo de crianças vestidas de branco e com velas acesas nas mãos; no centro do grupo, pôr um(a) adolescente com uma bandeira branca.
– Proclamação do Evangelho: pedir para que as crianças, com as velas, circundem a Mesa da Palavra até a proclamação do Evangelho.
– Abraço da Paz: o(a) adolescente que entrou com a bandeira, no início da missa, poderá executar uma dança com ela.
O grupo de crianças do início da celebração, agora, poderá entrar pelo corredor central, com um cartaz escrito: PAZ.

Sugestões de repertório para a Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus 2021 – Ano B (O Domingo)

Abertura: Tu és a glória
Aclamação: Aleluia! De muitos modos
Oferendas: Que maravilha
Comunhão: Senhor, fazei de mim

Cifras e partituras das sugestões CNBB

Semanário litúrgico – catequético – Cantos para a Celebração – Santa Maria, Mãe de Deus 2021

 

Áudios para Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus 2021 – Ano B CNBB:

 

Padre Anísio Tavares, C.Ss.R. / Portal Kairós

01 de janeiro – Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus 2021

Santa Maria, Mãe de Deus 2021

Maria, mensageira da paz

É muito significativo iniciar o ano-novo com a celebração de Maria, Mãe de Deus, e o dia mundial da paz. Maria deu à luz o Príncipe da paz e o educou no caminho da paz. Os pastores que visitaram a Sagrada Família beberam da paz e da serenidade que nela encontraram.

O Evangelho dá destaque às personagens relevantes nesta solenidade: José, homem justo, acompanha Maria e seu filho; Maria, silenciosa, guarda e medita tudo em seu coração; o filho recebe o nome de Jesus, que significa “Deus salva”; os pastores se encontram ansiosos pela novidade.

Pessoas simples, pobres da terra que viviam longe dos povoados, os pastores, depois de receberem o anúncio do anjo, partem confiantes e às pressas em busca do recém-nascido. Em Belém, numa manjedoura, encontram o Messias há muito esperado. São justamente eles os primeiros a tomar conhecimento da grande novidade.

Após esse encontro, são novamente eles os primeiros anunciadores da chegada do Salvador da humanidade. Essa boa notícia traz muita alegria e esperança ao povo, que aguardava a realização das profecias. Ao mesmo tempo, é má notícia para as autoridades do grande centro de Jerusalém.

Iniciar o ano-novo sob a proteção de Maria é sempre motivo de muita alegria – particularmente após atravessarmos um ano de muito sofrimento, trazido pela pandemia e pelas polarizações. Ao longo do ano, cabe-nos assumir a tarefa de sermos, a exemplo dos pastores, pessoas que apontam caminhos de esperança e otimismo para o povo, mesmo diante dos desafios e dificuldades que nos aguardam.

Aprendamos de Maria a observar e meditar os fatos e as notícias que nos chegam diariamente a fim de descobrirmos os caminhos de Deus, os quais se revelam também no meio de caminhos tortuosos. Deus age por meio das pessoas e dos acontecimentos; saibamos discernir sua mão presente nos altos e baixos da vida. Mulher da paz, Maria nos ensina a valorizar, respeitar e promover as pessoas fragilizadas e assumir o caminho e o compromisso da paz, a começar pela própria família.

 

Portal Kairós / Pe. Nilo Luza, ssp

Reflexão e sugestão para a Festa da Sagrada Família 2020: Jesus, Maria e José – Ano B

Para: 27/12/2020

Sagrada Família: Jesus, Maria e José 2020 – Ano B

Eclo 3,3-7.14-17 ou Gn 15,1-6; 21,1-3; SI 127; Cl 3,12-21 ou Hb 11,8.11-12.17-19; Lc 2,22-40

Festa da Sagrada Família 2020

A salvação vem de modo simples entre os simples

A liturgia do tempo do natal nos convida a meditar sobre a família. O modelo apresentado é o casal de Nazaré, que vem até o templo para
apresentar o filho. Nada de extraordinário, já que estavam seguindo a Lei. O que justificaria chamar essa família de sagrada, como nos sugere a liturgia? Não são atos extraordinários que realizam, muito menos manifestam honra aos modos palacianos da época. Também não é por uma palavra dita por um deles, já que o relato bíblico não nos reporta nenhuma palavra de José e Maria.

Para nos darmos conta de que essa família é sagrada, precisamos olhar para Simeão e Ana. A sabedoria, cultivada nos longos anos de vida, permitiu a ambos reconhecer a revelação de Deus na simplicidade e no cotidiano da história. O evangelista não poupa tinta em sua pena para narrar que ali se cumpria a grande profecia: Estava ali o menino, que traz a salvação, a luz para todas as nações e a glória para Israel (Simeão); Ana é a mulher do anúncio, pois contempla, louva e anuncia que, naquele menino, estava a Libertação de Jerusalém.

Tal perspicácia só é possível àqueles que são movidos pelo Espírito e vivem na vigilância constante, à espera da ação divina em socorro da humanidade. Além da importância das palavras proferidas, a atitude de Simeão e Ana nos ensina, ainda hoje, a reconhecermos o momento de Deus na história e nos alegrarmos com sua salvação, especialmente quando vem de modo simples entre os simples.

O amor vincula e fortalece para também nós constituirmos famílias sagradas

Jesus, Maria e José são colocados como modelo acessível para todas as famílias. São pobres, sofrem perseguição, estão embrenhados na história e cultura de sua época e cultivam a fé, vão ao templo e seguem as tradições. O que faz com que essa família seja sagrada é a abertura à vontade de Deus, é deixar-se guiar pelo Espírito Santo. A presença de Jesus não garantia que José e Maria fossem uma
família sagrada, mas sim o modo como o acolhem no ventre, no coração, na vida.

Assim, constituir uma família sagrada não está fora de nosso alcance. A cultura atual manifesta grande desapreço pela instituição
família, cujos reflexos são evidentes na realidade dos lares. O amor fragmentado e interesseiro se reflete no descompromisso em relação à paternidade e à maternidade. A pergunta espontaneamente surge: é possível ainda constituir uma família sagrada?

A primeira e a segunda leituras lançam luzes sobre essa questão, no momento em que recordam valores fundamentais a serem resgatados e colocados na dinâmica do lar, da comunidade e da grande sociedade. Respeito entre pais e filhos e o reconhecimento de que o verdadeiro amor é o vínculo da perfeição parecem coroar ambos os ensinamentos.

Iluminados pelos ensinamentos bíblicos, saibamos olhar a realidade concreta de nossas famílias e resgatar a importância de abri-las a Deus e colocá-las na dinâmica do amor, que vincula e fortalece para enfrentar os desafios. Que não percamos de vista que Cristo continua sendo nossa luz, nossa glória, nossa libertação!

Sugestões litúrgicas para a Festa da Sagrada Família 2020: Jesus, Maria e José – Ano B

– Após a procissão de Entrada: acolher a família que levou para casa a imagem da Sagrada Família. Colocar a imagem em um local apropriado, à vista de todos, de onde a outra família a tomará para levar para casa no fim da celebração.

– Se for oportuno, a família pode relatar brevemente a experiência orante de ter levado a imagem para casa.

– Oferendas: momento propício para apresentar à comunidade as criancinhas ainda não batizadas. As famílias podem entrar levando, bem elevadas, os bebes e as crianças. Ao chegar ao presbitério, o presidente da celebração os apresenta e faz uma breve oração de acolhida. Importante criar um vínculo com o Evangelho da Apresentação.

– Envio da comunidade: pode-se fazer uma oração especial sobre todas as famílias presentes, aspergindo todo o povo com água benta.

– Realizar o sorteio de qual família levará a sagrada Família para a casa.

Sugestões de repertório para a Festa da Sagrada Família 2020: Jesus, Maria e José – Ano B (O Domingo)

Abertura: Nasceu-nos hoje
Aclamação: Aleluia! Eu vos trago
Oferendas: Nas terras
Comunhão: Da cepa brotou

Cifras e partituras das sugestões CNBB

Semanário litúrgico – catequético – Cantos para a Celebração – Sagrada Família 2020

 

Áudios para a Festa da Sagrada Família 2020: Jesus, Maria e José – Ano B CNBB:

 

Padre Anísio Tavares, C.Ss.R. / Portal Kairós

27 de dezembro – Festa da Sagrada Família 2020: Jesus, Maria e José

Sagrada Família 2020: Jesus, Maria e José

Na Eucaristia renovamos nossa esperança e a alegria própria deste tempo do Natal, tendo presentes também as famílias atingidas pelo sofrimento deixado pela pandemia ao longo deste ano. A Sagrada Família de Nazaré, que hoje festejamos, seja exemplo e inspiração para todas as famílias reunidas nesta celebração, que se esforçam para viver em harmonia, cultivando o amor, a paz, o cuidado e o respeito entre todos.

Deus nos concede a família, como um dom, para ser amada, cuidada e valorizada.

A ESPERANÇA E ALEGRIA DO POVO FIEL A DEUS

Maria e José levam seu recém-nascido a Jerusalém para apresentá-lo ao templo e consagrá-lo ao Senhor. Oferecem dois pombinhos, a oferta dos pobres. Como bons judeus, cumprem as prescrições da Lei deixada por Moisés. É uma família plenamente inserida na ordem social.

Em Jerusalém, com a chegada da família de Nazaré, transborda a alegria dos pobres e fiéis às antigas promessas divinas. Seus representantes são Simeão e Ana, que profetizam a respeito do recém-nascido, portador de esperança para o povo que sofre.

Simeão, justo e piedoso, depois de se encontrar com o menino, sente sua vida plenificada, realizada, pronta para o encontro definitivo com o Pai. Para ele, Jesus é “a luz e a glória do povo de Israel” – povo que vivia em situação de tristeza, mas para o qual agora chegou a consolação. O recém-nascido, porém, não pertence apenas a Israel: será luz para todas as nações. Será também sinal de contradição, pois as pessoas deverão se posicionar a favor ou contra os valores que ele encarna.

A profetisa Ana, inserida nas práticas religiosas do templo, o qual ela frequentava com assiduidade, põe-se a louvar a Deus e falar do menino a todos os que esperavam a libertação. Com alegria e otimismo, busca na comunidade (templo) força e luz para levar a mensagem do menino a um povo que necessitava ser resgatado de sua servidão.

Nas atitudes de ambos, manifestam-se a alegria e a esperança do povo que vê no menino a resposta aos seus anseios de consolação e libertação. Em seu grande gesto de amor, Deus envia seu Filho para levar à humanidade a esperança e a alegria capazes de contagiar as pessoas de boa vontade. Como seu próprio nome revela, Jesus é a salvação da humanidade, ansiosa por boas notícias.

A exemplo de Simeão, tomemos o menino nos braços e não o abandonemos; fiquemos com ele ao longo de todo o ano que está prestes a começar. E, a exemplo de Ana, falemos a todos sobre as coisas boas que esse menino realizou em favor dos pobres e dos que esperam por libertação.

 

Pe. Nilo Luza, ssp / Portal Kairós