Reflexão e sugestão para a Missa do 29° Domingo do Tempo Comum 2021 do Ano B

Para o dia: 17/10/2021 – Outubro

Missa do 29° Domingo do Tempo Comum 2021 – Ano B

Is 53,10-11; SI 32; Hb 4,14-16; Mc 10,35-45

29° Domingo do Tempo Comum 2021

Turin – O afresco simbólico dos Doze Apóstolos na igreja Chiesa di San Dalmazzo de Enrico Reffo (1914).

As leituras de hoje nos ensinam como viver em uma comunidade cristã. Toda comunidade deve ser um sinal do Reino de Deus, lugar em que as pessoas criam laços afetivos, vivem a fraternidade e a fé, conforme professamos no Batismo. Em uma comunidade cristã não deveria haver títulos que separam e segregam as pessoas. Como diz Jesus, ninguém deveria aceitar ser chamado de mestre, nem de guia, nem de pai (cf. Mt 23,8-10). Ninguém deveria ser destacado por seu saber, por suas riquezas ou posições dentro da sociedade. Viver em fraternidade significa afirmar a igualdade de todos diante de Deus, superando o espírito de competição, de discórdia e de autoritarismo. Para que essa proposta seja possível, Jesus deixa um mandamento: entre vós, não deverá ser assim! Quem quiser ser grande ou o primeiro seja servo de todos! Um mandamento difícil de ser observado.

O que sustenta uma comunidade cristã é o serviço mútuo. Na proposta de Jesus, autoridade não significa mando, nem poder pessoal. Autoridade é serviço, partilha de qualidades e dons. Quem busca uma posição dentro da comunidade deve se espelhar em Jesus, o modelo do verdadeiro servidor. “Eu estou no meio de vocês como aquele que serve” (Lc 22,27).

Na primeira leitura do livro de Isaías, temos um trecho do quarto cântico do Servo. Desde o começo, a comunidade cristã descobriu, nesses cânticos, o rosto do verdadeiro Messias, Servo de Deus. Por meio de sua atuação, Deus manifesta sua justiça, vencendo todas as injustiças humanas. Mas a vitória de Deus não se fará sem sofrimento do Servo, porque a injustiça humana é forte, traiçoeira e impiedosa. No tempo de Jesus, muitos esperavam um Messias dentro da mentalidade humana, um líder com força e poder. Ninguém esperava um servidor fraco e indefeso. O cântico do Servo vem nos lembrar que a força de Deus se manifesta na fraqueza humana.

“Quando sou fraco, aí é que sou forte” (2Cor 12,10). Só os pobres conseguem perceber esse recado. Jesus, instruído pelo Pai e pelos pobres, revelou o sentido verdadeiro do poder: o serviço a Deus e aos pobres. “O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida em resgate de muitos” (Mc 10,45). Nossas comunidades deveriam viver essa proposta, acolhendo o mandamento radical: quem quiser ser o maior que seja servidor de todos. Não podemos reproduzir entre nós os valores da sociedade humana, em que reinam a força, o poder, as honrarias e a corrupção.

Sugestões litúrgicas para a Missa do 29° Domingo do Tempo Comum 2021 – Ano B

– Antes da procissão de entrada: pode-se fazer uma pequena procissão, com algumas crianças representando as contas de um rosário. Isso para simbolizar que cada um de nós é uma conta do rosário vivo a estimular, no mundo, a meditação dos mistérios da redenção.

Ofertório: para destacar o Mês missionário, podem-se oferecer, simbolicamente, as Comunidades cristãs que vivem em áreas de perseguição, sofrendo pelo fanatismo religioso.

-Antes da bênção final: pode-se abrir espaço para algum depoimento sobre como fazer o apostolado cristão, assumindo a missão do leigo na Igreja e na sociedade, no mundo do trabalho, no mundo político, econômico etc. Pode-se também rezar um mistério do terço ou outra forma resumida do rosário de Nossa Senhora.

 

Padre Anísio Tavares, C.Ss.R. / Portal Kairós

Reflexão e sugestão para a Missa do 28° Domingo do Tempo Comum 2021 do Ano B

Para o dia: 10/10/2021 – Outubro

Missa do 28° Domingo do Tempo Comum 2021 – Ano B

Sb 7,7-11; Sl 89; Hb 4,12-13;Mc 10,17-30

28° Domingo do Tempo Comum 2021

Barcelona – A pintura de Jesus e o jovem rico na igreja Esglesia De Santa Maria De Montalegre de artista desconhecido.

As leituras da celebração de hoje nos ensinam como buscar e viver a verdadeira Sabedoria. Na primeira leitura, a Sabedoria aparece como um dom gratuito de Deus, dado a todos que o pedem na oração e o buscam com um coração sincero. A verdadeira Sabedoria sustenta nossa vida. Para Jesus, ela é o Reino de Deus. Devemos nos empenhar em sua busca e na busca de sua justiça. Esse era o desejo daquele homem que buscou Jesus, querendo “herdar a vida eterna”.

Jesus ensina que devemos começar com a vivência dos mandamentos. Pode parecer um começo simples, mas não é fácil. Temos dificuldades em viver sem mentir, sem roubar, sem cometer adultério, sem falar mal dos outros. Mas aquele homem, cheio de confiança em si mesmo, disse que essa parte já estava resolvida. Ele já observava esses mandamentos desde jovem. Ele estava querendo algo mais! Jesus então “olhou para ele com amor”. O olhar amoroso de Jesus acolhe o desejo daquele homem e quer ajudá-lo a dar um salto em sua vida espiritual. Então diz que o Reino exige que a pessoa passe a viver no espírito da partilha: vai, vende tudo e dá aos pobres! Mas essa proposta foi radical demais para ele.

O homem foi embora “cheio de tristeza, porque tinha muitas propriedades”. Para Jesus, buscar o Reino exige um passo além da simples observação de leis, regras e mandamentos. O Reino é como a Sabedoria: um dom gratuito e generoso da parte de Deus que exige de nós rupturas e partilha. Por isso até hoje nós fugimos dessa proposta radical e preferimos o progresso material e os bens deste mundo. Queremos Jesus, mas não queremos sua proposta de partilha e de igualdade.

Quem são as pessoas que acreditam, acolhem e vivem a proposta de Jesus? São aquelas que se empenham na construção da comunidade cristã, vivendo a partilha e a doação. São pessoas que se dedicam aos trabalhos pastorais, vencendo os desafios colocados por uma sociedade egoísta, individualista e consumista. Com a força da Palavra viva de Deus, de que fala a segunda leitura, estas pessoas são sinais de que a proposta de Jesus é possível. Viver o evangelho de Jesus é viver a verdadeira Sabedoria. É saber direcionar sua vida para o Reino.

Sugestões litúrgicas para a Missa do 28° Domingo do Tempo Comum 2021 – Ano B

– Se houver na Comunidade participantes do movimento “terço dos homens”, seria bom eles prepararem a liturgia de hoje para incentivar a reza do terço, destacada neste mês do rosário.

– Liturgia da Palavra: lembrar também a motivação do Mês Missionário, visando à consciência de que somos todos missionários.

– Após a comunhão: pode-se pensar em uma encenação do “envio” para destacar a missão da Comunidade cristã no mundo.

– Após a bênção final: cantar “vai, missionário…”

 

Padre Anísio Tavares, C.Ss.R. / Portal Kairós

Reflexão e sugestão para a Missa do 27° Domingo do Tempo Comum 2021 do Ano B

Para o dia: 03/10/2021 – Outubro

Missa do 27° Domingo do Tempo Comum 2021 – Ano B

Gn 2,18-24; Sl 127 (128); Hb 2,9-11; Mc 10,2-16

27° Domingo do Tempo Comum 2021

ANTUÉRPIA, BÉLGICA – 30 DE ABRIL DE 2017: Vitral na Igreja de Santo André em Antuérpia, Bélgica, representando o Sacramento do Sagrado Matrimônio.

O fio condutor das leituras deste domingo é a vida em família. Em sua Encíclica, Amoris Laetitia, papa Francisco ressalta as dificuldades da vida familiar nestes tempos em que vivemos. Por isso, assim diz o Papa, é muito importante conversarmos sobre as relações que sustentam uma família.

Na primeira leitura, Deus mostra que a solidão e o fechamento das pessoas em si mesmas não é bom para o ser humano. “Não é bom que o ser humano esteja sozinho!” Deus então cria uma segunda pessoa, que quebra a solidão humana e que permite o surgimento de relações. Tudo começa com o casal. Na confiança e na abertura mútuas, ele faz com que surjam novas vidas. Se o ser humano permanecesse em sua solidão, não surgiria a vida. O texto ensina que Deus não criou apenas o homem. Deus criou o casal, como ressalta Jesus: nunca leste que o Criador, desde o princípio, fê-los homem e mulher? (Mt 19,4). Todo casal, vivendo o amor familiar, tem a capacidade de gerar vida. A família é o caminho, escolhido por Deus, em que se desenrola a história da salvação.

A vida do casal se desenrola em meio a grandes desafios e ameaças, como o individualismo e o egoísmo. É o que Jesus chama de “dureza de coração”, que mata o amor, o sentimento que deveria ser a força que sustenta a vida de um casal. Quando morre o amor, surgem as soluções humanas e legais, como o libelo do divórcio, dado pela lei de Moisés. Jesus busca reconduzir o casamento a seu sentido original: uma aliança entre duas pessoas que se amam e estão dispostas a construir a vida juntos. Essa aliança exige gestos de ruptura e de riscos. O texto fala que ambos devem romper com os esquemas familiares, deixar pai e mãe, e se arriscar em construir uma nova família.

Esse projeto de ruptura e risco é abençoado por Deus. Portanto, o que Deus uniu, que ninguém interfira nem queira destruir. Mas tanto o marido quanto a mulher são responsáveis pela manutenção dessa relação. E, como lembra o Salmo de meditação, eles devem levar em conta os filhos que surgem de seu relacionamento. Vale a pena notar que, após a conversa sobre o divórcio, Jesus acolhe as crianças que são levadas até ele. De fato, o lado mais trágico, em qualquer processo de separação, são a guarda e a manutenção dos filhos. As crianças são o lado mais fraco e desprezado quando os pais se separam. Jesus lembra que Deus sempre estará do lado mais fraco e vulnerável.

Sugestões litúrgicas para a Missa do 27° Domingo do Tempo Comum 2021 – Ano B

Discípulos missionários: Rezemos para que cada batizado seja envolvido na evangelização e disponível para a missão, através de um testemunho de vida que tenha o sabor do Evangelho.

– Planejar a liturgia com a pastoral familiar da comunidade: equipe de casais com Cristo, equipes de Nossa Senhora, movimento familiar cristão ou outros.

– Ato penitencial: pedir perdão pelos pecados da família, na relação entre pais e filhos, no relacionamento conjugal, e, especialmente, pela degeneração da família na sociedade atual e pela situação das crianças abandonadas.

– Ofertório: pode-se organizar a procissão das oferendas com a participação simbólica de um núcleo familiar (pai-mãe-filho).

– Ação de graças: rezar uma oração pela família, ler algum texto do Papa sobre a importância da família cristã, ou cantar um cântico, relacionado à família, como, por exemplo, oração pela família (“abençoa, senhor, as famílias, amém; abençoa, senhor, a minha também…”), ou rezar um “Pai-nosso”, “Ave-Maria”,”Glória ao Pai”, lembrando o mês do rosário.

 

Padre Anísio Tavares, C.Ss.R. / Portal Kairós

Reflexão e sugestão para a Missa do 26° Domingo do Tempo Comum 2021 do Ano B

Para o dia: 26/09/2021 – Dia da Bíblia

Missa do 26° Domingo do Tempo Comum 2021 – Ano B

Nm 11,25-29; Sl 18; Tg 5,1-6; Mc 9,38-43.45.47-48

26° Domingo do Tempo Comum 2021

França. Haute-Savoie. Megève. Igreja de São João Batista. 1 de outubro de 2019. Esta imagem colorida mostra um mural do italiano, Mucengo, sob os cofres que datam de 1828: Jesus Cristo fala aos apóstolos. Por volta de 1853, monges beneditinos chegaram ao território de Megève para erguer um convento dedicado a São João Batista. A igreja é ampliada no século XIV.

Cartazes Especiais para a Missa do 26° Domingo do Tempo Comum 2021 – Ano B
Baixe a imagem acima e mais uma, em Alta Resolução 300px para imprimir, para sua paróquia:

* Você pode mandar imprimir do tamanho que quiser, usar no Datashow, projetar durante a missa, ilustrar subsídios da sua paróquia e etc. São imagens com alta qualidade e especiais.

Colorindo a liturgia: 26° Domingo do Tempo Comum 2021 – Ano B:

Mais materiais e subsídios de formação ESPECIAIS

A mensagem central das leituras de hoje é viver no Espírito. A primeira leitura ensina que ninguém pode se considerar um privilegiado portador do Espírito e querer excluir os outros. O apóstolo Paulo ensina que, pelo batismo, nós nos tornamos templos de Deus. O Espírito de Deus habita em nós em toda sua plenitude (cf. ICor 6,19). O povo todo é portador do Espírito de Deus, em igualdade. Todos têm condições de discernir, conscientemente, a construção do Reino e dela participar.

No evangelho de hoje, Jesus nos ensina a definir nossas opções de vida a partir de três dimensões: a mão, o pé e o olho. Na linguagem figurada daquela época, a mão simboliza o trabalho, pois, na época de Jesus, todo o trabalho era manual. O questionamento que Jesus faz é este: o trabalho que se está realizando ajuda ou atrapalha na construção do Reino? O trabalho reforça ou destrói as relações familiares e comunitárias? Se, de fato, é um trabalho destrutivo e desagregador, deve-se “arrancar a mão”, ou seja, parar com esse trabalho. Nesse mesmo raciocínio, o pé simboliza rumo e direção de vida. E Jesus questiona: o rumo que se está dando na vida, aproxima Deus ou o afasta? É um rumo aberto, fraterno e comunitário ou fechado em si mesmo? Se demos um rumo egoísta para a vida, devemos “arrancar o pé”, ou seja, fazer um processo de conversão, que significa exatamente retomar o rumo certo na vida. Na linguagem bíblica, o olho simboliza o conhecimento. Da mesma forma, Jesus questiona:

o que está sendo feito com os conhecimentos que se têm ou se adquirem pelo estudo? A serviço de quem se estão colocando os estudos, a ciência, os conhecimentos? Usam-se os conhecimentos para dominar os outros e enriquecer-se à custa dos outros? Caso não se tenha colocado aquilo que se sabe a serviço do Reino de Deus, deve-se “arrancar o olho”, ou seja, devem-se redirecionar os conhecimentos para a construção de relações humanas e fraternas. Com muita facilidade usamos nossos dons para dominar os outros. Na carta de Tiago temos uma das mais violentas condenações aos que se enriquecem à custa do trabalho alheio. Visando unicamente a seus lucros pessoais, os proprietários cometem graves injustiças sociais. Vivemos em um país com profundas desigualdades entre ricos e pobres. A riqueza, ao invés de servir ao bem comum, fica concentrada nas mãos de poucos. A Palavra de Deus proclamada hoje serve de alerta: de que maneira estamos contribuindo na construção de um Brasil mais justo e igualitário?

Sugestões litúrgicas para a Missa do 26° Domingo do Tempo Comum 2021 – Ano B

26° Domingo do Tempo Comum 2021

– Antes da procissão de entrada: pensar na possibilidade de destacar a Bíblia como instrumento de unidade entre cristãos, realizando algum gesto ecuménico que poderá ser visualizado na procissão de entrada.

– Ato penitencial: pedir perdão pelos ruídos do mundo, dos meios de comunicação de massa, das propagandas enganosas, que nos impedem de ouvir e praticar a Palavra de Deus.

– Ação de graças: fazer um momento para a bênção da Bíblia, ou algo semelhante, visando dar destaque ao “Dia da Bíblia“. Pode-se rezar uma oração, preparada com antecedência, para se ler com proveito a Palavra de Deus e sugerir que ela seja rezada em casa antes de se começar a ler e estudar a Bíblia.

– Antes da bênção final: fazer uma grande louvação à Palavra de Deus, concretizada no livro da Bíblia. Pode-se apresentá-la solenemente para o aplauso dos presentes.

Cifras e partituras das sugestões CNBB

Semanário litúrgico – Catequético – Cantos para a Missa do 26° Domingo do Tempo Comum 2021 – Ano B

 

Áudios para a Missa do 26° Domingo do Tempo Comum 2021 – Ano B CNBB:

Folhetos para a Missa:

 

Padre Anísio Tavares, C.Ss.R. / Portal Kairós

Reflexão e sugestão para a Missa do 25° Domingo do Tempo Comum 2021 do Ano B

Para o dia: 19/09/2021

Missa do 25° Domingo do Tempo Comum 2021 – Ano B

Sb 2,12.17-20; Sl 53; Tg 3,16-4,3; Mc 9,30-37

25° Domingo do Tempo Comum 2021

É o Senhor quem sustenta minha vida!

Cartazes Especiais para a Missa do 25° Domingo do Tempo Comum 2021 – Ano B
Baixe a imagem acima e mais uma, em Alta Resolução 300px para imprimir, para sua paróquia:

* Você pode mandar imprimir do tamanho que quiser, usar no Datashow, projetar durante a missa, ilustrar subsídios da sua paróquia e etc. São imagens com alta qualidade e especiais.

Colorindo a liturgia: 25° Domingo do Tempo Comum 2021 – Ano B:

Mais materiais e subsídios de formação

Viver em comunidade é encontrar espaço para uma nova experiência de Deus, que, quando verdadeira, traz mudanças profundas na convivência humana. É também construir relações de fraternidade, de partilha e de reconciliação. Não é uma tarefa muito fácil nos dias de hoje, pois a sociedade está violenta, egoísta e consumista. E esses valores mundanos entram na comunidade e roem as relações, como cupins roem as madeiras que sustentam a casa. Em algum momento, tudo desaba! Esse é o alerta que Jesus nos faz hoje no Evangelho. Os valores do mundo trazem a competição, a disputa. Há pessoas que entram na comunidade e buscam poder, grandezas e posições. Querem se destacar, querem dominar; querem poder e não serviço.

Jesus vem nos ensinar os valores que sustentam a vida comunitária. Entramos na comunidade para viver a fraternidade, a igualdade e a partilha de bens e de serviços. Nela, existem pessoas amigas e não empregados. Nesse sentido, o exercício do poder se manifesta na disponibilidade e no serviço mútuo. A vida em comunidade exige perdão e reconciliação. Jesus chama uma criança e a coloca como exemplo. Ele não nos pede que sejamos infantis, mas sim que devemos aprender com as crianças o espírito de companheirismo, a facilidade em perdoar e esquecer. As crianças rezam com amor e devoção. Mesmo o barulho feito pelas crianças é sinal de alegria e de vida. Se não nos tornarmos como criança, não entraremos no Reino de Deus.

Uma comunidade cristã não pode fechar-se em si mesma. Jesus não quer que nossas comunidades sejam grupos isolados, vivendo para si mesmos. Todo fechamento contraria a proposta do Reino. Também não podemos querer monopolizar o Evangelho de Jesus. Temos de construir parcerias com outras comunidades, igrejas ou grupos que buscam viver os valores transmitidos por Jesus. Como lembra a carta de Tiago, nossa opção por Jesus se traduz em um comportamento humilde, pacífico, compreensivo, cheio de misericórdia e de bons frutos, sem discriminações nem hipocrisias. Temos de viver sua proposta dentro de um espírito ecuménico, aberto e tolerante.

Sugestões litúrgicas para a Missa do 25° Domingo do Tempo Comum 2021 – Ano B

 25° Domingo do Tempo Comum 2021

– Planejar a liturgia de hoje com a equipe de ministros da Eucaristia, para destacar que o espírito eucarístico amadurece cada um e cada Comunidade pelo espírito de serviço e de solidariedade.

– Liturgia da Palavra: como é o mês da Bíblia, indicar aos presentes, com palavras ou depoimentos, maneiras práticas de ler, individual e comunitariamente, com proveito, a Bíblia.

– Antes da bênção final: pode-se, lembrando o tema do serviço fraterno, fazer uma pequena encenação do momento do “lava-pés”, feito por Jesus ao instituir a Eucaristia. A equipe de ministros da Eucaristia pode encarregar-se disso. E também se pode sugerir que, no próximo domingo, cada um leve para a missa sua Bíblia.

 

Cifras e partituras das sugestões CNBB

Semanário litúrgico – Catequético – Cantos para a Missa do 25° Domingo do Tempo Comum 2021 – Ano B

 

Áudios para a Missa do 25° Domingo do Tempo Comum 2021 – Ano B CNBB:

Folhetos para a Missa:

 

Padre Anísio Tavares, C.Ss.R. / Portal Kairós