Reflexão e sugestão para a Missa 2° Domingo do Tempo Comum 2021 – Ano B

Para o dia: 17/01/2021

Missa 2° Domingo do Tempo Comum 2021 – Ano B

ISm 3,3b-10.19; SI 39; ICor 6,13c-15a.l7-20; Jo 1,35-42

2° Domingo do Tempo Comum 2021

Antuérpia – Cena do Sermão de Jesus em Joriskerk ou St. Igreja de George do século 19, em 5 de setembro de 2013 em Antuérpia, Bélgica.

Jesus veio pregar o Reino de Deus, que não é uma ideia grandiosa nem um catecismo de verdades dogmáticas. O Reino de Deus é, antes de tudo, um novo modo de viver a vida no seguimento de Jesus Cristo. Ele só se tornará concreto se houver pessoas que respondam positivamente às propostas de Jesus. Sua adesão pede gestos de vida bem concretos. No encontro com Jesus, surge um novo horizonte na vida das pessoas e uma adesão ao caminho de Jesus. O batismo é o sinal dessa adesão, pois por ele passamos a ser discípulos de Cristo. Neste domingo, celebramos o surgimento do novo Povo de Deus, por meio da vocação e da missão dos primeiros discípulos de Jesus. Pelo batismo, todos somos chamados para a missão. Vocação e missão são os sinais de que o Reino de Deus está entre nós.

A primeira leitura narra o chamado profético de Samuel, cuja vocação acontece gradativamente. Depois de vários chamados, o jovem Samuel, com a ajuda do velho Eli, começa a entender que é Deus quem o está chamando. E, quando fica claro o que Deus está pedindo, ele acolhe sua vontade e responde: “Fala, Senhor, que teu servo escuta”. Vocação é estar atento aos chamados de Deus e saber assumir a missão. Toda pessoa vocacionada é uma resposta de Deus ao grito de alguém. Samuel exercerá sua vocação profética guiando e defendendo o povo de Deus. “No Evangelho de hoje, percebemos que existem várias formas de vocação. Os dois primeiros discípulos seguem Jesus porque João Batista o apontou e dele testemunhou. Outros, como Simão, são chamados por pessoas que já estão no seguimento de Jesus.

André simboliza os discípulos que buscam outros discípulos. Independentemente da forma como as pessoas são chamadas ao seguimento, este só acontece depois de um encontro da pessoa vocacionada com o próprio Jesus. Toda proposta vocacional encontra sua confirmação nesse encontro. Afinal, vocação é “caminhar na estrada de Jesus”

Sugestões litúrgicas para a Missa do 2° Domingo do Tempo Comum 2021 – Ano B

Dinamizar o símbolo da Pedra que Jesus apresenta no evangelho, enfatizando a dimensão vocacional.

– Antes da procissão de entrada: preparar uma Pedra, de tamanho médio, para ser entronizada, enfatizando que Cristo é a Pedra fundamental de nossa fé.

– Ofertório: ofertar todas as pastorais, simbolizadas por pedras (feitas de papel pedra) de modo a formar uma pequena construção, dando o sentido de que todos somos pedras vivas na construção da Igreja de Cristo, entronizada no início.

– Antes da bênção final: convidar os fiéis para fazerem parte das pastorais. Com a imagem do corpo como templo do Espírito, entronizar uma imagem do Espírito Santo, que poderá ser colocado sobre as pedras. Enquanto isso, pedir para que representantes das pastorais distribuam pequenos papéis ornamentados, com a frase: “Tu és pedra viva na Igreja de Jesus” e com o nome das pastorais e de seus respectivos representantes.

Sugestões de repertório para a Missa do 2° Domingo do Tempo Comum 2021 –  Ano B (O Domingo)

Abertura: Toda a terra
Aclamação: Aleluia! Fala, Senhor
Oferendas: De mãos estendidas
Comunhão: Jesus passa

Cifras e partituras das sugestões CNBB

Semanário litúrgico – catequético – Cantos para a Celebração – 2° Domingo do Tempo Comum 2021

 

Áudios para a Missa do 2° Domingo do Tempo Comum 2021 – Ano B CNBB:

 

Padre Anísio Tavares, C.Ss.R. / Portal Kairós

17 de janeiro – Missa 2° Domingo do Tempo Comum 2021

Missa 2° Domingo do Tempo Comum 2021

Esta Eucaristia nos motiva a estarmos atentos ao Senhor, que continuamente nos chama ao encontro com ele. Queremos responder, com alegria e generosidade, ao seu convite para vivermos e anunciarmos o amor, a bondade e a misericórdia como seus discípulos e discípulas. Celebremos com muita fé o Cordeiro de Deus, que veio ao mundo para nos conduzir no caminho da salvação.

Com nossa fé e nosso testemunho, queremos anunciar que Jesus Cristo veio ao mundo para nos conduzir à salvação.

ONDE MORA JESUS?

Vendo Jesus passar, João Batista anuncia aos seus dois discípulos: Eis o Cordeiro de Deus. Ambos se animam e seguem Jesus. O Mestre quer saber o que procuram, e a resposta é a pergunta sobre onde ele mora. Jesus não lhes dá essa informação, mas os convida a conhecer por si próprios. Foram e ficaram com ele naquele dia. André, um dos dois, convida seu irmão, Simão, para conhecer o Mestre.

Segundo o Evangelho de João, temos aí o germe da comunidade de Jesus. Começa com a experiência que duas pessoas fazem ao conviver com ele. Com seu testemunho e ao seu convite, outros se integrarão à pequena comunidade. Os dois querem partilhar a experiência e convidam outros a também fazê-la.

As primeiras palavras de Jesus, no Evangelho de João, consistem na pergunta: O que vocês procuram? Tal pergunta pode ser dirigida a cada um de nós. O ser humano sempre procura algo na vida: emprego, melhores condições de vida, sentido para a própria existência… Quem não olha para o horizonte ou deixa de buscar, acomoda-se ou perde o sentido do viver.

Além da busca de coisas, as pessoas procuram alguém com quem conviver. A convivência com os outros sempre nos complementa e realiza. Buscar o Mestre de Nazaré e deixar-se seduzir por ele leva à descoberta do sentido da vida. Os dois discípulos que o seguem querem aprender dele novo jeito de viver.

O Mestre convida quem se dispõe a segui-lo: Vinde ver onde moro. Ora, quem o acompanhou ao longo da vida descobriu que ele não tinha sequer uma pedra onde reclinar a cabeça. Jesus encontrava-se com frequência no meio da multidão faminta e necessitada de cura. Vivia junto aos doentes, aos pecadores, às prostitutas, aos pobres. Fazia refeições com os desprezados pelos “cidadãos de bem”. Esse era seu ambiente favorito.

Hoje, onde encontramos Jesus? Ele está lá junto aos moradores de rua, acompanhando os doentes nos centros de saúde, caminhando com os milhões de desempregados em busca de trabalho, convivendo no barraco com a mãe desesperada por ver suas crianças sem comida… Quem se habilita a segui-lo?

 

Pe. Nilo Luza, ssp / Portal Kairós

Reflexão e sugestão para a Festa do Batismo do Senhor 2021 – Ano B

Para: 10/01/2021

Batismo do Senhor 2021 – Ano B

Is 42,1-4.6-7; SI 28; At 10, 34-38; Mc 1,7-11

Batismo do Senhor 2021

Reggio Emilia – O ícone do Batismo de Jesus nas iconostas na igreja Chiesa di San Giorgio em Reggio Emilia desde o século 20.

Cartaz Batismo do Senhor 2021 (Alta Qualidade):

A vida cristã começa com o Batismo. Os evangelhos narram que Jesus começou sua vida pública ao se deixar batizar por João Batista, no Rio Jordão. Marcos, em seu Evangelho, que vai nos guiar neste Ano Litúrgico, também inicia seu livro com o batismo de Jesus, contando seus gestos e suas palavras durante seu ministério evangelizador. Os sinais grandiosos, que se manifestam no batismo de Jesus, revelam-nos a Trindade Santa. É como se Marcos iniciasse seu Evangelho “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. O Espírito desce sobre Jesus em forma de pomba, e a voz do Pai, vinda do céu, atesta que Jesus é o Filho bem amado. Por meio dessa manifestação do Espírito, o batismo recebe um novo e profundo significado. As pessoas batizadas pela água se tornam templos de Deus, já que o Espírito de Jesus habita nelas com toda sua força e plenitude (cf. ICor 3,16).

A primeira leitura, do profeta Isaías, ajuda-nos a compreender a missão de Jesus. O batismo o revela como o Servo de Deus, obediente ao Pai e aos apelos do povo. Ao se deixar batizar por João; Ele torna-se um sinal da presença de Deus, colocando-se em uma atitude de serviço às pessoas mais humildes. Jesus mostra que Deus vem em socorro dos pobres, dos enfermos, dos marginalizados. Para Jesus colocar-se a serviço dos pobres não será uma opção fácil. Haverá reações e resistências a sua proposta. O Servo de Deus é também o Servo Sofredor. Jesus viverá sua paixão por fidelidade ao Pai e à Humanidade. Jesus vem para servir aos pobres e necessitados, aos que estão excluídos da convivência humana por causa dos preconceitos e das violências.

A segunda leitura nos apresenta Jesus como o anúncio vivo da Boa-Nova de Deus. Por meio da boca de Pedro, recebemos o anúncio da comunidade cristã primitiva. Deus unge Jesus com o Espírito e o poder para anunciar a Boa Notícia do Reino de justiça, paz e alegria. Na missão de Jesus, Deus cumpre todas as suas promessas. Sendo o guia da caminhada do povo em direção ao Reino, Jesus age em nome do Pai, trazendo uma resposta aos anseios mais profundos do ser humano. Dessa fidelidade de Jesus ao Pai e ao povo, surge sua autoridade para agir e falar, para ensinar e conduzir. Verdadeiramente, Ele é o Filho de Deus.

Sugestões litúrgicas para a Festa do Batismo do Senhor 2021 – Ano B

– Diante do altar: deixar bem visível para o povo os elementos, os símbolos, os objetos que são usados no sacramento do Batismo.
– Procissão de entrada: pedir para algumas crianças entrarem com frases sobre o que significa a teologia, a catequese do Batismo: Pertença ao Reino, Compromisso, Missão de Jesus e minha, Vida nova, Filho e filha de Deus, Comunidade, Bênção do Céu…
– Batismo: poderá ser celebrado um batismo nessa celebração, se for conveniente para a Comunidade, pois significativo o é, sem dúvida. É bom pensar sobre isso e procurar realizá-lo.

Sugestões de repertório para a Festa do Batismo do Senhor 2021 – Ano B (O Domingo)

Abertura: Eis que veio
Aclamação: Aleluia! Pois nós vimos
Oferendas: Cantai ao Senhor
Comunhão: Da cepa brotou

Cifras e partituras das sugestões CNBB

Semanário litúrgico – catequético – Cantos para a Celebração – Batismo do Senhor 2021

 

Áudios para a Festa do Batismo do Senhor 2021 – Ano B CNBB:

 

Padre Anísio Tavares, C.Ss.R. / Portal Kairós

10 de janeiro – Festa do Batismo do Senhor 2021

Festa do Batismo do Senhor 2021

A festa do Batismo do Senhor nos recorda que Jesus assumiu com amor a missão que o Pai lhe confiou. Pelo sacramento do batismo, também nós recebemos o Espírito Santo, tornamo-nos filhos e filhas amados de Deus e participamos da missão de Cristo de anunciar o Evangelho a todas as pessoas. Esta liturgia renove nossa fé e nos encha de alegria pelo dom do batismo que recebemos.

A fé que recebemos no batismo nos torna irmãos e irmãs para vivermos o amor a Deus e ao próximo.

BATISMO DO SENHOR – O CÉU SE ABRIU

Santo Ambrósio de Milão dizia que o batismo é um desígnio de Deus e que nesse desígnio só há graça. O batismo, portanto, é a vontade divina de nos fazer plenamente felizes, santos. Não por nosso merecimento, mas porque o Senhor, na sua infinita misericórdia, permite que mergulhemos no mistério profundo do amor.

Simbolicamente, ser batizado é a entrada na Terra Prometida. Olhando pelo retrovisor da história da salvação, somos o “resto” do povo salvo pelas “águas do dilúvio”. Somos o povo que passou a pé enxuto pelo mar Vermelho. Atravessamos também as águas do Jordão. Ali, tomamos posse da Terra da Promessa. Isto é, entramos na Igreja.

O batismo de conversão, realizado por João no Jordão, recorda justamente a libertação do povo. O pecado é o peso da opressão que o povo carrega. Jesus une-se ao rito de conversão porque é solidário à humanidade sofredora.

O céu aberto revela a intimidade de Jesus com o Pai. O Senhor rasga o céu para instaurar o Reino. O Espírito que desce é a força amorosa e transformadora. Essa força renova o mundo. É um sopro sereno, não um vendaval. A pomba, por sua vez, evoca a ideia da ave mensageira, surgida após a devastação do dilúvio. Ela é a comunicação do divino com o humano. Ali o plano original de Deus é restabelecido. A voz do céu é Deus se derramando de amor. Essa mesma voz ecoará no grande grito, naquele dia, no alto da cruz. Verdadeiramente, Jesus é Filho de Deus. Nele está todo o bem-querer, a alegria, a realização do Pai. Em Jesus acontece aquilo que agrada a Deus.

O mesmo Espírito que desceu sobre Jesus desce sobre nós, batizados. Nossa missão é viver e fazer o que ele fez. Jesus só fez o bem. Por meio dele, o céu está aberto para nós.

 

Pe. Antonio Iraildo A. de Brito, ssp / Portal Kairós

Reflexão e sugestão para a Solenidade da Epifania do Senhor 2021 – Ano B

Para: 03/01/2021

Epifania do Senhor 2021 – Ano B

Is 60, 1-6; SI 71; Ef 3, 2-6; Mt 2,1-12

Epifania do Senhor 2021

Os Reis Sagrados dão seus presentes ao filho de Cristo, afresco na Igreja Draby, Dinamarca, 2 de janeiro de 2018

A Epifania é a manifestação do Senhor ao mundo inteiro, de sua glória que brilhou no mundo todo. Sua solenidade nos faz experimentar, tão de perto, a misericórdia do Senhor, pois do céu nos veio o Salvador (Tt 3,4-7). Cristo é a luz, que resplandeceu dissipando toda a treva. Ele revelou-se a todo o povo de Israel, que, em nossos dias, é a humanidade inteira. Essa luz da revelação divina nos atinge. Cristo é a estrela, que brilha sem cessar e nos conduz à salvação. Antes, os magos puderam seguir a estrela e encontrá-lo. Hoje o próprio Cristo é a luz, a estrela, que nos conduz à redenção.

Não há estrela mais reluzente que a do Cristo. Não há luz mais forte, em toda a face da terra, do que a do próprio Jesus. Essa luz quer iluminar nosso coração, para que tenha os mesmos sentimentos dele, e também nossa inteligência, para que percebamos os sinais de sua presença e de seu amor nos fatos e acontecimentos de nossa história. Se há trevas em nosso coração e em nossa inteligência, Ele quer dissipá-las para que sejamos verdadeiramente livres.

Certamente, cada um de nós já pode experimentar essa luz. Já nos foi dado fazer, em algum momento, a experiência da presença amorosa de Cristo, que nos liberta e nos afasta das trevas, que tentam nos escravizar. Porém só é possível isso se tivermos abertura de coração, se abraçarmos verdadeiramente a fé. O próprio Senhor nos guia no encontro com Ele. Quando somos tocados pelo forte desejo de viver, de servir, de nos oferecermos inteiramente a Deus, estamos vivendo a Epifania em nossa vida.

Certamente, essa experiência nos faz reconhecer Jesus, no presépio, e o quanto a verdade eterna penetrou nossa humanidade. Somos chamados a ser luz no mundo, e nossa vocação de cristãos é ajudar aqueles que ainda estão caminhando devagar a chegarem, mais apressadamente, ao presépio ou à gruta de Belém. O que espera Cristo de nós? Que sejamos também uma luz no meio do mundo.
Devemos, sim, estar satisfeitos com o convite divino de sermos luz no mundo, sentindo nossa responsabilidade de cooperar, ativa e efetivamente, no plano de Deus para a humanidade; desejo de Deus, tão bom e tão promissor, para todos os homens.

Sugestões litúrgicas para Solenidade da Epifania do Senhor 2021 – Ano B

– Ato penitencial: entronizar a Mirra, com frases sobre violência, sede de poder, fome, miséria, simbolizando os sofrimentos da humanidade, que foram assumidos pelo amor infinito do Menino Deus.
– Após o hino de louvor e antes da oração coleta: introduzir as principais intenções (não preces) pelas pastorais e pelos movimentos, pelo pároco e pelos vigários da comunidade.
– Antes da comunhão: entrar com algo que simbolize o Ouro, enfatizando a Realeza de Jesus, que se manifesta em seu amor por nós. Convidar algumas pessoas para entrarem segurando cartazes com as seguintes frases: Senhor, tu és nossa vida; Teu reino é de Amor; Tu és nossa Riqueza.
– Antes da bênção final: entrar uma pessoa segurando o Globo Terrestre (integrar as cores dos cinco continentes), como envio missionário da Comunidade para manifestar Cristo ao Mundo!

Sugestões de repertório para a Solenidade da Epifania do Senhor 2021 – Ano B (O Domingo)

Abertura: Eis que veio
Aclamação: Aleluia! Pois nós vimos
Oferendas: Nas terras
Comunhão: Vimos sua estrela

Cifras e partituras das sugestões CNBB

Semanário litúrgico – catequético – Cantos para a Celebração – Epifania do Senhor 2021

 

Áudios para Solenidade da Epifania do Senhor 2021 – Ano B CNBB:

 

Padre Anísio Tavares, C.Ss.R. / Portal Kairós