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A Semana Nacional da Família de 2021

Semana Nacional da Família de 2021

Tema: A alegria do amor na família
Lema: “Dá e recebe, e alegra a ti mesmo” (Sir 14,16)

Semana Nacional da Família de 2021

A Semana Nacional da Família é um projeto consolidado, que acontece no mês vocacional, para lembrar que ser família é um chamado. A cada ano, a temática procura evidenciar aquilo que a Igreja põe em relevo encorajando as famílias a aprofundarem às dimensões bíblica, doutrinal e social.

SNF 2021: A alegria do amor na Família

Em 2021, aproveitando que o Papa Francisco lançou o Ano Família Amoris Laetitia, a Comissão Nacional da Pastoral Familiar, quis fundamentar na Exortação Apostólica o tema: “A alegria do amor na Família” e o Lema: “Dá e recebe, e alegra a ti mesmo”. Dessa forma, assim como a proposta do Papa pretende chegar a todas as famílias do mundo, por meio de várias atividades de caráter espiritual, pastoral e cultural, a serem realizadas nas dioceses, paróquias, universidades, no contexto dos movimentos eclesiais e das associações familiares; no Brasil, a Semana Nacional da Família será um instrumento valioso e colaborativo para fazer as pessoas experimentarem “que o Evangelho da família é alegria que enche o coração e a vida inteira”. (AL, n. 200).

O Papa fala que os pastores devem ter o cheiro das ovelhas, mas também lembra que as famílias devem ser protagonistas da própria evangelização. Por isso, os conteúdos deste subsídio têm o cheiro das famílias, que tomam o protagonismo, pois são elas, em primeiro lugar, a redigir este material. Contamos também com a colaboração da Comissão de Liturgia da CNBB, que protagonizou a celebração do dia dos pais.

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Apresentação do Hora da Família 2021, a alegria do amor na Família

Apresentação do Hora da Família 2021

A alegria do amor na Família

A alegria do amor na Família

O casal Hermelinda de Sá e Arturo Zamperlini com o Papa Francisco.

Queridos irmãos e irmãs,

Com a graça de Deus, chegou mais uma Semana Nacional da Família. Neste ano, queremos testemunhar a “A alegria do amor na família”, pois, quando a Igreja doméstica e a comunidade eclesial estão abertas para o sopro do Espírito Santo, a alegria do Evangelho invade e vivifica toda a nossa vida.

Temos que reconhecer que o Espírito Santo tem conduzido nossas famílias diante de tantos desafios que a pandemia trouxe para a vida cotidiana. Mas, como diz o Papa Francisco, na Exortação Apostólica Amoris Laetitia, os problemas se tornam uma oportunidade de crescimento, de amadurecimento, de vivência mais profunda da fé.

SNF 2021: A alegria do amor na Família

É nesse sentido que queremos resgatar o tema da alegria. Não uma alegria passageira, vazia de sentido, ou superficial. Queremos falar de uma alegria que brota do coração de cada lar cristão, como fruto do fortalecimento dos vínculos conjugais que unem os filhos e vencem juntos obstáculos e as crises porque foram sustentados pela fé. Somente um verdadeiro amor pode trazer a alegria que vem de Deus.

A família que persevera na oração, usa de criatividade para oferecer seus dons à comunidade eclesial e não perde a dimensão da caridade.

Assim, essa família vai conseguir abrir as portas de sua casa, de modo que a Igreja doméstica seja evangelizadora, em saída, para tocar e santificar o mundo. Mas também suas portas estarão abertas para acolher, acompanhar, discernir e integrar todos os casais e as famílias que precisam reencontrar a fonte do verdadeiro amor e da verdadeira alegria: Jesus Cristo.

Desejo a todos uma Semana Nacional da Família cheia de bênçãos e graças e que aproveitem cada encontro do Hora da Família motivando toda a comunidade a participar.

Contemplando a Sagrada Família, sejamos sustentados pelo mesmo amor que acolheu o próprio Deus no seio da humanidade. Amém.

Os materiais / subsídios para a Hora da Família 2021

Dom Ricardo Hoepers

Bispo de Rio Grande – (RS) e Presidente da Comissão
Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB

 

Portal Kairós / Pastoral Familiar

Amoris Laetitia: Construir a família

A família é, no dizer de nosso Papa Francisco, “uma boa notícia” (Amoris Laetitia, n.1). LEIA: http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/apost_exhortations/documents/papa-francesco_esortazione-ap_20160319_amoris-laetitia.html

Ela é um projeto de vida em construção. Essas duas perspectivas se completam. “O matrimônio cristão, reflexo da união entre Cristo e a sua Igreja, realiza-se plenamente na união entre um homem e uma mulher, que se doam reciprocamente com um amor exclusivo e livre fidelidade, se pertencem até a morte e abrem à transmissão da vida, consagrados pelo sacramento que lhes confere a graça para constituírem como igreja doméstica e serem fermento de vida nova para a sociedade” (Amoris Laetitia, n.292).

Este o modo como a fé cristã compreende a realidade familiar. Aqui está o ideal. Ela está fundada no amor humano, que se entrega pelo bem do outro, e abençoado pelo amor divino. Ele permanece sempre válido, pois tem seu fundamento numa visão humana integral e na fé que parte da revelação cristã. Não podemos baixar o ideal por causa das pressões ou modas de uma sociedade “líquida”. Sabemos do seu lugar único e insubstituível na formação humana, psíquica e espiritual dos filhos. Nenhuma instituição social poderá realizar ou substituir os laços de amor entre os pais, destes com seus filhos e dos filhos entre si. É um verdadeiro santuário, espaço sagrado, onde a vida é acolhida e educada para formar personalidades sadias, cidadãos e bons cristãos.

Porém, a idealização da família, por si só, não responde aos desafios que elas vivem. Como todas as realidades humanas, não são realidades prontas, mas a caminho. Um caminho num constante processo de amadurecimento na capacidade de amar. A vivência da caridade está sempre aberta a novas possibilidades de crescimento. Já São João Paulo II propôs a “lei da gradualidade” à realidade familiar, visto que o ser humano “conhece, valoriza e realiza o bem moral, segundo as diversas etapas de crescimento” (Familiares Consortio, n.34). Alguns, pelas suas circunstâncias estão bem próximos do ideal proposto, outros sabem que ainda precisam caminhar e crescer.

Isto faz com que a vida seja uma positiva tensão entre o ideal desejado e o real vivido. Assim, é ilusão querer famílias perfeitas, cônjuge perfeito, filhos perfeitos. Como nos recorda o Papa: “É preciso pôr de lado as ilusões e aceitá-lo [o cônjuge] como é: inacabado, chamado a crescer, em caminho. Quando o olhar sobre o cônjuge é constantemente crítico, isto indica que o matrimônio não foi assumido também como um projeto a construir juntos, com paciência, compreensão, tolerância e generosidade.” (AmorisLaetitia, n. 218). Para que este caminho seja possível, não basta a vontade e determinação humanas, é preciso a força da bênção de Deus, no sacramento do matrimônio, com uma vida de oração.Com esta bênção, cada um dos cônjuges é instrumento de Deus para fazer o outro crescer. O “sim” dado um dia um ao outro foi o início de um caminho para juntos superarem os obstáculos. Enfim, não existem famílias prontas, mas sempre a caminho. Cada membro da família é responsável para fazê-la crescer.

Concluo com as palavras encorajadoras de nosso Papa: “Avancemos, famílias; continuemos a caminhar! O que nos é prometido é sempre mais. Não percamos a esperança por causa de nossos limites, mas também não renunciemos à procura da plenitude de amor e comunhão que nos foi prometida” (Amoris Laetitia, n. 325).

Parabéns a todos os pais pela passagem do seu dia! Nosso abraço e bênçãos de Deus!

A Semana Nacional da Família de 2021

Dom Adelar Baruffi
Bispo de Cruz Alta, RS
CNBB

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