São Jerônimo: santo do dia 30 de setembro e seu amor pela Palavra de Deus

Neste 30 de setembro, a Igreja Católica celebra a memória de São Jerônimo, presbítero e Doutor da Igreja, um dos grandes estudiosos das Sagradas Escrituras e uma das figuras mais importantes da tradição cristã no Ocidente. Sua vida ficou profundamente marcada pelo estudo, pela oração, pela busca da verdade e pelo esforço de tornar a Palavra de Deus mais acessível aos cristãos de seu tempo.

São Jerônimo

São Jerônimo nasceu em Estridão, na região da Dalmácia, por volta do ano 347. De família cristã e com boas condições para estudar, recebeu sólida formação e foi para Roma, onde aprofundou seus conhecimentos de literatura, retórica e cultura clássica. Depois de um período de vida mais mundana, viveu um processo de conversão, recebeu o Batismo e passou a buscar com maior intensidade uma existência dedicada a Deus.

Ao longo dos anos, percorreu diferentes regiões do mundo cristão, viveu experiências de vida ascética, estudou línguas e aprofundou-se no conhecimento da Bíblia. Em Antioquia, foi ordenado sacerdote, por volta de 379. Mais tarde, em Constantinopla, continuou seus estudos e teve contato com grandes mestres da Igreja.

São Jerônimo e o estudo das Sagradas Escrituras

A característica mais conhecida da vida de São Jerônimo é sua dedicação extraordinária à Palavra de Deus. Ele dominava o latim, conhecia o grego e se dedicou também ao aprendizado do hebraico, algo especialmente importante para o estudo dos textos bíblicos.

Seu objetivo não era apenas adquirir conhecimento intelectual. Para Jerônimo, compreender as Escrituras deveria conduzir o cristão ao encontro com Cristo e transformar concretamente a própria vida. Por isso, estudo, oração e vida cristã aparecem profundamente unidos em sua trajetória.

Essa dedicação fez de São Jerônimo uma referência para biblistas, estudiosos e todos aqueles que desejam conhecer mais profundamente a Sagrada Escritura. Leia mais

Santa Dulce dos Pobres: a santa brasileira que fez da caridade uma missão

Santa Dulce dos Pobres é uma das figuras mais queridas da Igreja Católica no Brasil. Conhecida durante décadas como Irmã Dulce e como o “Anjo Bom da Bahia”, dedicou sua vida aos pobres, aos doentes e às pessoas abandonadas.

Nascida em Salvador, na Bahia, em 26 de maio de 1914, recebeu no batismo o nome de Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes. Ainda adolescente, já acolhia necessitados em sua própria casa, demonstrando uma vocação para a caridade que marcaria toda a sua existência.

Santa Dulce dos Pobres

Quem foi Santa Dulce dos Pobres?

Maria Rita ingressou em 1933 na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, em São Cristóvão, Sergipe. No dia 13 de agosto daquele ano, recebeu o hábito religioso e adotou o nome de Irmã Dulce, em homenagem à sua mãe.

Embora tenha começado sua missão como professora, rapidamente passou a dedicar grande parte de seus esforços aos pobres e enfermos de Salvador. Atendeu moradores de áreas carentes, trabalhadores e famílias que muitas vezes não tinham acesso aos cuidados mais básicos.

Sua fé não se limitava às palavras. Para Irmã Dulce, amar a Cristo significava reconhecê-lo especialmente naqueles que sofriam. Foi assim que sua vida religiosa se transformou também em uma extraordinária obra de assistência social.

O hospital que começou em um galinheiro

Um dos episódios mais conhecidos de sua história aconteceu em 1949. Sem encontrar um local adequado para acolher dezenas de doentes que viviam nas ruas, Irmã Dulce recebeu autorização para utilizar um antigo galinheiro situado ao lado do Convento Santo Antônio, em Salvador. Ali foram instalados cerca de 70 doentes.

A pequena iniciativa cresceu. Em 1959, foram oficialmente constituídas as Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), instituição que deu continuidade ao trabalho iniciado pela religiosa e se tornou uma importante referência de atendimento social e de saúde.

O episódio do galinheiro tornou-se símbolo de uma característica marcante da vida de Santa Dulce: ela começava com aquilo que tinha à disposição e confiava que a Providência de Deus abriria novos caminhos. Leia mais

A Quaresma de São Miguel Arcanjo 2026

A Quaresma de São Miguel Arcanjo 2026

A Quaresma de São Miguel Arcanjo 2026

A Quaresma de São Miguel Arcanjo é uma antiga tradição da espiritualidade cristã, ligada especialmente à herança franciscana, que consiste em um período de quarenta dias de oração, penitência e preparação espiritual. Ela tem início em 15 de agosto, festa da Assunção de Nossa Senhora, e se estende até 29 de setembro, dia em que a Igreja celebra os Arcanjos São Miguel, São Gabriel e São Rafael, a solenidade conhecida também como Michaelmas nas tradições ocidentais mais antigas.

Origem da tradição

Essa prática remonta à vida de São Francisco de Assis. Segundo a tradição franciscana, Francisco tinha grande devoção ao Arcanjo São Miguel, reconhecendo nele o príncipe da milícia celeste e o defensor do povo de Deus contra as forças do mal. Em honra a esse arcanjo, Francisco costumava retirar-se para lugares de silêncio e oração, como o Monte Alverne (La Verna), onde jejuava e se dedicava à contemplação durante os quarenta dias que antecediam a festa de setembro. Foi justamente durante um desses retiros, em 1224, que a tradição situa o episódio dos estigmas recebidos por Francisco, unindo ainda mais essa devoção ao mistério da entrega total e do combate espiritual.

Com o tempo, essa prática de jejuar e orar em honra a São Miguel passou a ser chamada de “Quaresma de São Miguel” ou “Quaresma dos Anjos”, por seu paralelismo com a Quaresma pascal: assim como os quarenta dias antes da Páscoa preparam o cristão para a ressurreição de Cristo, os quarenta dias antes de Michaelmas preparam o fiel para renovar sua confiança na proteção celeste e no combate contra o mal.

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Itinerário no Combate com São Miguel 2026 em pdf:

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Quaresma da Canção Nova: Na Presença do Deus Vivo 2026

Reze todos os dias da Quaresma 2026 na TV Canção Nova, às 6h15 da manhã com o Padre Edison Oliveira.

Na Presença do Deus Vivo 2026

Nos primeiros séculos da como preparação para a Páscoa, havia apenas um jejum Igreja não havia Quaresma realizado no dois dias anteriores. Isso porque os primeiros cristãos viviam tão intensamente a sua entrega ao Senhor que preferiam ser mortos a terem que negar sua fé em Jesus. Uma vez que eram tempos de perseguição, não dava para ser cristão “morno” ou por mera conveniência; era perigoso demais e, portanto, não se sentia a necessidade de reservar um tempo para renovar a conversão já assumida no batismo. Só mais tarde, com o fim das perseguições, quando muitos foram se tornando menos empenhados em viver a fé, é que se notou o quanto seria importante dedicar um tempo mais largo para exortar os fiéis a terem uma vida de maior coerência com a graça que haviam recebido. Nascia assim a Quaresma.

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Quaresma da Canção Nova: o livro A Luta de Cada dia 2025

A Luta de Cada dia 2025

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