Pode-se afirmar que a instituição de um mês vocacional, em âmbito de Brasil, começou a nascer no ano de 1971, na diocese de Santo Ângelo (RS). Seu bispo, na época, Dom Aloísio Lorscheider, levou ao clero local a sugestão de realizar um mês vocacional na diocese, motivado pelas celebrações do Dia Mundial de Oração pelas Vocações.
Pessoa bastante influente e atualizada, consciente dos novos rumos trazidos pelo Concílio Vaticano II (1962-1965), ele percebeu que as celebrações do Dia do Bom Pastor ainda não eram bem animadas e sentiu a necessidade de fazer algo mais para a conscientização da necessidade de se rezar e trabalhar pelas vocações. No 7º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, realizado em 1970, certamente D. Aloísio leu a insistência de São Paulo VI, o Papa da época, em sua mensagem para a ocasião: “O dever de fomentar as vocações sacerdotais pertence a toda a comunidade cristã, que, em primeiro lugar, deverá cumpri-lo por meio de uma vida plenamente cristã (Optatam Totius, 2).
Com efeito, a própria vocação cristã […] encontra a sua expressão e o seu ponto culminante na vocação sacerdotal e religiosa. Esta vocação é inconcebível se precedentemente não for despertada e educada a vocação cristã. É neste ponto que se manifesta o índice claro e inequívoco da vitalidade de cada uma das comunidades paroquiais e diocesanas”.
A experiência da celebração do mês vocacional na diocese de Santo Ângelo logo ganhava adeptos. A escolha do mês de agosto, segundo o bispo emérito daquela diocese, Dom Estanislau Amadeu Kreutz (que ficou à frente da diocese de 1973 a 2004) foi para evitar a coincidência com alguns tempos litúrgicos importantes, como o Advento, a Quaresma e o Tempo Pascal, e também devido à memória litúrgica de São João Maria Batista Vianney, o padroeiro dos párocos, celebrado no dia 4 de agosto.
“Inicialmente incentivávamos mais explicitamente as vocações presbiterais”, afirmou Dom Estanislau, pois “quando a proposta da celebração do mês vocacional foi abraçada também pelo Regional Sul 3 da CNBB, correspondente ao Rio Grande do Sul, abrimos os horizontes para destacar uma semana para o serviço da animação vocacional de cada vocação específica: a primeira semana veio a concentrar-se sobre a vocação presbiteral; a segunda semana sobre a vocação matrimonial ou familiar; a terceira semana sobre a vocação à vida consagrada, e a quarta sobre a vocação do ministério dos leigos. Havendo um quinto domingo, ele era dedicado à missão dos catequistas”.
No Encontro Nacional de Pastoral Vocacional de 1974, realizado no Rio de Janeiro, já é possível verificar algumas indicações referentes à fixação de datas vocacionais, como dias, semanas ou meses. Sugeriu-se, por exemplo, que os Regionais da CNBB promovessem “mês e semana vocacionais”. E os participantes do encontro sugeriram à coordenação nacional que procurasse “fixar datas: semana, mês ou ano vocacional”.
As indicações foram ganhando força, motivadas por experiências bem sucedidas de outras dioceses e até Regionais da CNBB, como por exemplo a realização do Ano Vocacional no Regional Sul 2 – Paraná –, em 1973. Dessa forma, no Encontro Nacional de Pastoral Vocacional de 1980, nasceu a proposta concreta de se instituir agosto como o Mês Vocacional no país e também a realização, em 1983, de um Ano Vocacional. As duas propostas foram levadas à Assembleia da CNBB de 1981 e foram aprovadas.
Portal Kairós
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2020/07/mes-vocacional-2020-agosto.png500750Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2020-07-29 10:01:482020-07-29 15:25:45Por que agosto é sempre o mês vocacional?
Senhor da Messe e Pastor do Rebanho,
faze ressoar em nossos ouvidos
teu forte e suave convite:
“Vem e segue-me”.
Derrama sobre nós o teu Espírito,
que Ele nos dê Sabedoria para ver o caminho
e generosidade para seguir tua voz.
Senhor, que a Messe não se perca por falta de Operários.
Desperta nossas comunidades para a Missão.
Ensina nossa vida a ser serviço. Fortalece os que querem dedicar-se ao Reino,
na vida consagrada e religiosa.
Senhor, que o Rebanho não pereça por falta de Pastores.
Sustenta a fidelidade de nossos bispos, padres e diáconos.
Dá perseverança a nossos seminaristas. Desperta o coração de nossos jovens para o ministério pastoral em tua Igreja.
Senhor da Messe e Pastor do Rebanho,
chama-nos para o serviço de teu povo.
Maria,
Mãe da Igreja, modelo dos servidores do Evangelho,
ajuda-nos a responder SIM.
O Mês Vocacional, instituído no Brasil há quase 40 anos, vem celebrando e homenageando todas as vocações no decorrer das semanas de agosto. É uma especificidade de nosso País, graças à sensibilidade de tantas pessoas envolvidas naquele contexto de final da década de 70 e início da década de 80. Uma bonita história que merece ser recordada, mesmo que brevemente, como poderemos ver na primeira parte do subsídio do Mês Vocacional de 2020.
Outras “datas vocacionais” foram acrescentadas no decorrer dos anos. Um exemplo é o “Dia da Vida Consagrada”, instituído por São João Paulo II em 1995, e celebrado em 2 de fevereiro, na festa da Apresentação do Senhor. Isso não impede, porém, que em cada uma das semanas do mês de agosto, de domingo a sábado, voltemos nossas atenções para um grupo específico de vocações, de tal forma que todas sejam contempladas:
a. primeira semana (este ano, de 2 a 8 de agosto), as vocações dos diáconos, presbíteros e bispos (ministérios ordenados);
b. segunda semana (de 9 a 15), a vocação do pai, da mãe e dos filhos (a família). A Pastoral Familiar celebra a Semana Nacional da Família, com subsídios específicos;
c. terceira semana (de 16 a 22), a vocação das pessoas de vida consagrada (aqueles que fazem os votos de Castidade, Pobreza e Obediência). A Semana Nacional da Vida Consagrada, a partir deste ano, é uma novidade no mês vocacional;
d. quarta semana (de 23 a 29), a vocação dos cristãos leigos e leigas e seus diversos serviços na comunidade (ministérios não ordenados);
e. no último domingo, dia 30, celebramos o Dia dos Catequistas, homenageando e valorizando essa vocação tão importante nas comunidades.
O subsídio do Mês Vocacional de 2020 foi pensado e elaborado, a partir do tema “Amados e chamados por Deus”(ChV, n. 112),1 para se rezar juntos no mês vocacional, por todas vocações. Há três propostas de Terço Vocacional, que poderão ser recitados em família ou em grupo, e três opções de “eventos” ou iniciativas que poderão ser organizados na comunidade: um encontro vocacional para despertar vocações; uma vigília vocacional; e uma leitura orante vocacional. Poderão ser realizados envolvendo – preferencialmente – os jovens, pela própria natureza da idade: é durante a juventude que a dimensão vocacional desperta com maior vigor.
As propostas apresentadas poderão ser utilizadas de acordo com as realidades e necessidades, sem uma ordem sequencial obrigatória. Para a abertura do mês vocacional no dia 1º, um sábado, seria muito oportuna a celebração da Vigília Vocacional, por exemplo. E, na conclusão do mês, no dia 31, uma segunda-feira, o Terço Vocacional com os Mistérios da Luz cairia muito bem. A equipe vocacional ou o animador vocacional discernirá a melhor maneira de utilização do subsídio, incrementando com elementos e símbolos locais.
Vale ressaltar que algumas celebrações litúrgicas ou “sociais” determinaram a sequência das vocações nas semanas de agosto. Não é uma escala da mais importante para a menor das vocações, pois sabemos que a Igreja é uma assembleia dos chamados (PDV, n. 34). São João Maria Vianney, padroeiro dos párocos (4 de agosto), e São Lourenço, padroeiro dos diáconos (10 de agosto), influenciaram na celebração do ministério ordenado na primeira semana do mês vocacional.
O dia dos pais, celebrado no segundo domingo de agosto, fez com que celebremos a vocação da família na segunda semana. A Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, no Brasil celebrada no terceiro domingo de agosto, “puxou” a vocação dos consagrados e consagradas para a terceira semana. Maria é modelo de toda vocação à vida consagrada, Ela que disse “sim” ao chamado específico de Deus, de ser a Mãe de Deus, servidora da humanidade. E, finalmente, na última semana, celebramos a vocação dos ministérios não ordenados, ou seja, de todos os demais que exercem sua vocação, seu serviço na comunidade, a começar pelos catequistas, somando todos os demais ministérios.
Desejamos que os animadores vocacionais possam celebrar o mês vocacional de 2020 com muita alegria e disposição, abusando da criatividade e contagiando as comunidades eclesiais para que se sintam vocacionadas e dispostas a dizer “sim” ao chamado de Deus, de ser operário e operária na messe do Senhor.
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2020/07/mes-vocacional-2020-destaque.png500750Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2020-07-29 00:42:492020-08-04 13:51:56Apresentando o Mês Vocacional de 2020
O objetivo geral da próxima CFE é, através do diálogo amoroso e do testemunho da unidade na diversidade, inspirados e inspiradas no amor de Cristo, “convidar comunidades de fé e pessoas de boa vontade para pensar, avaliar e identificar caminhos para a superação das polarizações e das violências que marcam o mundo atual.”
CF 2021 / CFE 2021
Tema: “Fraternidade e diálogo: compromisso de amor”
Lema: “Cristo é a nossa paz: do que era dividido fez uma unidade” (Ef 2, 14ª)
Letra: Frei Telles Ramon, O. de M. Música: Adenor Leonardo Terra
01 – Venham todos, vocês, venham todos,
Reunidos num só coração, (cf. At 4, 32)
De mãos dadas formando a aliança,
Confirmados na mesma missão. (2x)
Refrão:
Em nome de Cristo, que é a nossa paz!
Em nome de Cristo, que a vida nos traz:
Do que estava dividido, unidade Ele faz!
Do que estava dividido, unidade Ele faz! (cf. Ef 2,14a)
02 – Venham todos, vocês, meus amigos,
Caminhar com o Mestre Jesus,
Ele vem revelar a Escritura
Como fez no caminho à Emaús. (cf. Lc 24) (2x)
03 – Venham todos, vocês, testemunhas,
Construamos a plena unidade
No diálogo comprometido
Com a paz e a fraternidade. (2x)
04 – Venham todos, mulheres e homens,
Superar toda polaridade,
Pois em Cristo nós somos um povo,
Reunidos na diversidade. (2x)
05 – Venham jovens, idosos, crianças
E vivamos o amor-compromisso
Na partilha, no dom da esperança
E na fé que se torna serviço. (2x)
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2020/07/hino-cfe-2021-pk.png500750Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2020-07-22 00:11:362024-06-21 17:45:48Lançado o clipe do hino da Campanha da Fraternidade 2021
Jesus continua a anunciar o Reino de Deus por meio de parábolas. Suas comparações tocam o cotidiano do povo para levar todos a compreenderem mais profundamente o amor de Deus pela humanidade, Em primeiro momento, o Reino de Deus é apresentado não como uma realidade evidente, aos olhos de todos, mas como um tesouro escondido. Assim, o Reino é fruto de uma busca contínua e, ao ser encontrado, merece empenhar tudo para conquistá-lo. Do mesmo modo, a comparação com a pedra preciosa traz o reino não como algo comum e corriqueiro, mas como uma raridade, que não se encontra todo dia. Mas, quando encontrado, essa raridade se toma abundante, valendo a pena deixar tudo para abraçar o Reino de Deus como o sentido mais profundo da vida. A comparação com a rede de pesca mostra, por outro lado, que Deus sempre busca a todos, sem distinção. Mas aqueles que não aderem à dinâmica do Reino também não são capazes de acolhê-lo e de vivê-lo.
Dizer que compreendemos tudo isso significa que aceitamos entrar na dinâmica que Jesus nos propõe. Primeiramente, é preciso muita sabedoria para perceber os sinais do Reino nos caminhos da história. Salomão agradou o Senhor ao pedir um coração capaz de governar e de discernir entre o bem e o mal. Por não pensar em si mesmo, mas sim no projeto que Deus estava oferecendo a ele, foi agraciado com a sabedoria divina. Também o Apóstolo Paulo nos convida a compreender nossa vida dentro do projeto de Deus. Assim seremos capazes de nos compreender como vocacionados à salvação e, na fé, descobriremos que tudo concorre para nosso bem, se de fato nos deixamos guiar pela vontade divina.
Reino de Deus: uma proposta atual
A sociedade pós-moderna, em que vivemos, é marcada pelo ritmo cada vez mais acelerado, como disse Papa Francisco (Laudato si n. 18). A pluralidade de ofertas desafia nossa capacidade de escolhas, e a velocidade acaba sendo um obstáculo para a contemplação do sentido profundo da vida. A sabedoria para escolher entre bem e mal, mas sobretudo para reconhecê-los nas situações específicas que nos são apresentadas, continua a nos faltar em tantos momentos de se tomar decisões cruciais. Falta-nos a sabedoria para encontrar o Reino de Deus, escondido no meio da correria e da busca incessante pela novidade, pela última notícia, pela última atualização dos softwares. Não se trata de desprezar as inovações. Mas é essencial que percebamos o “para que” de tudo isso. A pergunta pelo sentido da vida tem ficado de lado nas ofertas do tempo presente. Nesse sentido, o Reino de Deus é uma proposta atual que precisa ser vivida e anunciada de modo sempre novo. Resta-nos reconhecer a complexidade que nos cerca e abrirmos o Coração para acolher a sabedoria divina, que nos ajudará a não nos perdermos no emaranhado de propostas e situações que nos cercam.
Sugestões litúrgicas para a missa do 17° Domingo do Tempo Comum 2020 – Ano A
– Ato penitencial: convidar uma pessoa para entrar com um cartaz, com o desenho de um relógio grande, e outras cinco pessoas para levarem cartazes com sinais de interrogação. Após a entrada desses símbolos, convidar a assembleia a meditar sobre como tem vivido o tempo, que é graça de Deus.
-Entrada da Palavra: fazer entrar uma caixa cheia de pérolas, representadas por bloquinhos de papel dourado, e uma rede com peixes grandes e pequenos (pode-se utilizar isopor) precedendo a entrada da Bíblia, a qual será acolhida pela comunidade com palmas. Dentro de cada pérola, pode-se colocar uma frase bíblica a ser entregue para os participantes, no fim da celebração.
– Profissão de Fé: rezar a Profissão de fé em dois coros, conforme proposto no folheto.
– Preces da comunidade: elaborar uma prece especial para a juventude e para os idosos, momentos que mais desafiam a busca do sentido de vida.
Sugestões de repertório para a missa do 17° Domingo do Tempo Comum 2020 – Ano A (O Domingo)
Abertura: Acolhe os oprimidos
Aclamação: Aleluia! Eu te louvo
Oferendas: A mesa Santa
Comunhão: É bom estarmos
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2020/07/17-tempo-comum-perola-ano-a.png500750Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2020-07-19 01:00:442020-07-26 10:52:45Reflexão e sugestão para a Missa do 17° Domingo do Tempo Comum 2020 – Ano A
Por que agosto é sempre o mês vocacional?
/em Vocacional, Vocacional 2020Agosto: o mês vocacional entra para a história
Pode-se afirmar que a instituição de um mês vocacional, em âmbito de Brasil, começou a nascer no ano de 1971, na diocese de Santo Ângelo (RS). Seu bispo, na época, Dom Aloísio Lorscheider, levou ao clero local a sugestão de realizar um mês vocacional na diocese, motivado pelas celebrações do Dia Mundial de Oração pelas Vocações.
Pessoa bastante influente e atualizada, consciente dos novos rumos trazidos pelo Concílio Vaticano II (1962-1965), ele percebeu que as celebrações do Dia do Bom Pastor ainda não eram bem animadas e sentiu a necessidade de fazer algo mais para a conscientização da necessidade de se rezar e trabalhar pelas vocações. No 7º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, realizado em 1970, certamente D. Aloísio leu a insistência de São Paulo VI, o Papa da época, em sua mensagem para a ocasião: “O dever de fomentar as vocações sacerdotais pertence a toda a comunidade cristã, que, em primeiro lugar, deverá cumpri-lo por meio de uma vida plenamente cristã (Optatam Totius, 2).
Com efeito, a própria vocação cristã […] encontra a sua expressão e o seu ponto culminante na vocação sacerdotal e religiosa. Esta vocação é inconcebível se precedentemente não for despertada e educada a vocação cristã. É neste ponto que se manifesta o índice claro e inequívoco da vitalidade de cada uma das comunidades paroquiais e diocesanas”.
A experiência da celebração do mês vocacional na diocese de Santo Ângelo logo ganhava adeptos. A escolha do mês de agosto, segundo o bispo emérito daquela diocese, Dom Estanislau Amadeu Kreutz (que ficou à frente da diocese de 1973 a 2004) foi para evitar a coincidência com alguns tempos litúrgicos importantes, como o Advento, a Quaresma e o Tempo Pascal, e também devido à memória litúrgica de São João Maria Batista Vianney, o padroeiro dos párocos, celebrado no dia 4 de agosto.
“Inicialmente incentivávamos mais explicitamente as vocações presbiterais”, afirmou Dom Estanislau, pois “quando a proposta da celebração do mês vocacional foi abraçada também pelo Regional Sul 3 da CNBB, correspondente ao Rio Grande do Sul, abrimos os horizontes para destacar uma semana para o serviço da animação vocacional de cada vocação específica: a primeira semana veio a concentrar-se sobre a vocação presbiteral; a segunda semana sobre a vocação matrimonial ou familiar; a terceira semana sobre a vocação à vida consagrada, e a quarta sobre a vocação do ministério dos leigos. Havendo um quinto domingo, ele era dedicado à missão dos catequistas”.
No Encontro Nacional de Pastoral Vocacional de 1974, realizado no Rio de Janeiro, já é possível verificar algumas indicações referentes à fixação de datas vocacionais, como dias, semanas ou meses. Sugeriu-se, por exemplo, que os Regionais da CNBB promovessem “mês e semana vocacionais”. E os participantes do encontro sugeriram à coordenação nacional que procurasse “fixar datas: semana, mês ou ano vocacional”.
As indicações foram ganhando força, motivadas por experiências bem sucedidas de outras dioceses e até Regionais da CNBB, como por exemplo a realização do Ano Vocacional no Regional Sul 2 – Paraná –, em 1973. Dessa forma, no Encontro Nacional de Pastoral Vocacional de 1980, nasceu a proposta concreta de se instituir agosto como o Mês Vocacional no país e também a realização, em 1983, de um Ano Vocacional. As duas propostas foram levadas à Assembleia da CNBB de 1981 e foram aprovadas.
Portal Kairós
Oração Vocacional 2020
/em Vocacional, Vocacional 2020Oração Vocacional
Senhor da Messe e Pastor do Rebanho,
faze ressoar em nossos ouvidos
teu forte e suave convite:
“Vem e segue-me”.
Derrama sobre nós o teu Espírito,
que Ele nos dê Sabedoria para ver o caminho
e generosidade para seguir tua voz.
Senhor,
que a Messe não se perca por falta de Operários.
Desperta nossas comunidades para a Missão.
Ensina nossa vida a ser serviço.
Fortalece os que querem dedicar-se ao Reino,
na vida consagrada e religiosa.
Senhor,
que o Rebanho não pereça por falta de Pastores.
Sustenta a fidelidade de nossos bispos, padres e diáconos.
Dá perseverança a nossos seminaristas.
Desperta o coração de nossos jovens para o ministério pastoral em tua Igreja.
Senhor da Messe e Pastor do Rebanho,
chama-nos para o serviço de teu povo.
Maria,
Mãe da Igreja, modelo dos servidores do Evangelho,
ajuda-nos a responder SIM.
Amém!
Apresentando o Mês Vocacional de 2020
/em Vocacional, Vocacional 2020Mês Vocacional de 2020
O Mês Vocacional, instituído no Brasil há quase 40 anos, vem celebrando e homenageando todas as vocações no decorrer das semanas de agosto. É uma especificidade de nosso País, graças à sensibilidade de tantas pessoas envolvidas naquele contexto de final da década de 70 e início da década de 80. Uma bonita história que merece ser recordada, mesmo que brevemente, como poderemos ver na primeira parte do subsídio do Mês Vocacional de 2020.
Outras “datas vocacionais” foram acrescentadas no decorrer dos anos. Um exemplo é o “Dia da Vida Consagrada”, instituído por São João Paulo II em 1995, e celebrado em 2 de fevereiro, na festa da Apresentação do Senhor. Isso não impede, porém, que em cada uma das semanas do mês de agosto, de domingo a sábado, voltemos nossas atenções para um grupo específico de vocações, de tal forma que todas sejam contempladas:
a. primeira semana (este ano, de 2 a 8 de agosto), as vocações dos diáconos, presbíteros e bispos (ministérios ordenados);
b. segunda semana (de 9 a 15), a vocação do pai, da mãe e dos filhos (a família). A Pastoral Familiar celebra a Semana Nacional da Família, com subsídios específicos;
c. terceira semana (de 16 a 22), a vocação das pessoas de vida consagrada (aqueles que fazem os votos de Castidade, Pobreza e Obediência). A Semana Nacional da Vida Consagrada, a partir deste ano, é uma novidade no mês vocacional;
d. quarta semana (de 23 a 29), a vocação dos cristãos leigos e leigas e seus diversos serviços na comunidade (ministérios não ordenados);
e. no último domingo, dia 30, celebramos o Dia dos Catequistas, homenageando e valorizando essa vocação tão importante nas comunidades.
O subsídio do Mês Vocacional de 2020 foi pensado e elaborado, a partir do tema “Amados e chamados por Deus”(ChV, n. 112),1 para se rezar juntos no mês vocacional, por todas vocações. Há três propostas de Terço Vocacional, que poderão ser recitados em família ou em grupo, e três opções de “eventos” ou iniciativas que poderão ser organizados na comunidade: um encontro vocacional para despertar vocações; uma vigília vocacional; e uma leitura orante vocacional. Poderão ser realizados envolvendo – preferencialmente – os jovens, pela própria natureza da idade: é durante a juventude que a dimensão vocacional desperta com maior vigor.
As propostas apresentadas poderão ser utilizadas de acordo com as realidades e necessidades, sem uma ordem sequencial obrigatória. Para a abertura do mês vocacional no dia 1º, um sábado, seria muito oportuna a celebração da Vigília Vocacional, por exemplo. E, na conclusão do mês, no dia 31, uma segunda-feira, o Terço Vocacional com os Mistérios da Luz cairia muito bem. A equipe vocacional ou o animador vocacional discernirá a melhor maneira de utilização do subsídio, incrementando com elementos e símbolos locais.
Baixe o Cartaz do Mês Vocacional 2020:
Vale ressaltar que algumas celebrações litúrgicas ou “sociais” determinaram a sequência das vocações nas semanas de agosto. Não é uma escala da mais importante para a menor das vocações, pois sabemos que a Igreja é uma assembleia dos chamados (PDV, n. 34). São João Maria Vianney, padroeiro dos párocos (4 de agosto), e São Lourenço, padroeiro dos diáconos (10 de agosto), influenciaram na celebração do ministério ordenado na primeira semana do mês vocacional.
O dia dos pais, celebrado no segundo domingo de agosto, fez com que celebremos a vocação da família na segunda semana. A Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, no Brasil celebrada no terceiro domingo de agosto, “puxou” a vocação dos consagrados e consagradas para a terceira semana. Maria é modelo de toda vocação à vida consagrada, Ela que disse “sim” ao chamado específico de Deus, de ser a Mãe de Deus, servidora da humanidade. E, finalmente, na última semana, celebramos a vocação dos ministérios não ordenados, ou seja, de todos os demais que exercem sua vocação, seu serviço na comunidade, a começar pelos catequistas, somando todos os demais ministérios.
Desejamos que os animadores vocacionais possam celebrar o mês vocacional de 2020 com muita alegria e disposição, abusando da criatividade e contagiando as comunidades eclesiais para que se sintam vocacionadas e dispostas a dizer “sim” ao chamado de Deus, de ser operário e operária na messe do Senhor.
Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada / Portal Kairós
Lançado o clipe do hino da Campanha da Fraternidade 2021
/em Campanha da Fraternidade, Campanhas da Igreja, CF 2021O objetivo geral da próxima CFE é, através do diálogo amoroso e do testemunho da unidade na diversidade, inspirados e inspiradas no amor de Cristo, “convidar comunidades de fé e pessoas de boa vontade para pensar, avaliar e identificar caminhos para a superação das polarizações e das violências que marcam o mundo atual.”
Veja o clipe do Hino da Campanha da Fraternidade 2021
Letra do Hino da CF 2021
Hino Campanha da Fraternidade 2021
CF 2021 / CFE 2021
Tema: “Fraternidade e diálogo: compromisso de amor”
Lema: “Cristo é a nossa paz: do que era dividido fez uma unidade” (Ef 2, 14ª)
Letra: Frei Telles Ramon, O. de M.
Música: Adenor Leonardo Terra
01 – Venham todos, vocês, venham todos,
Reunidos num só coração, (cf. At 4, 32)
De mãos dadas formando a aliança,
Confirmados na mesma missão. (2x)
Refrão:
Em nome de Cristo, que é a nossa paz!
Em nome de Cristo, que a vida nos traz:
Do que estava dividido, unidade Ele faz!
Do que estava dividido, unidade Ele faz! (cf. Ef 2,14a)
02 – Venham todos, vocês, meus amigos,
Caminhar com o Mestre Jesus,
Ele vem revelar a Escritura
Como fez no caminho à Emaús. (cf. Lc 24) (2x)
03 – Venham todos, vocês, testemunhas,
Construamos a plena unidade
No diálogo comprometido
Com a paz e a fraternidade. (2x)
04 – Venham todos, mulheres e homens,
Superar toda polaridade,
Pois em Cristo nós somos um povo,
Reunidos na diversidade. (2x)
05 – Venham jovens, idosos, crianças
E vivamos o amor-compromisso
Na partilha, no dom da esperança
E na fé que se torna serviço. (2x)
Leia mais
Reflexão e sugestão para a Missa do 17° Domingo do Tempo Comum 2020 – Ano A
/em Liturgia Católica17° Domingo do Tempo Comum 2020 – Ano A
lRs 3,5.7-12; SI 118; Rm 8,28-30; Mt 13,44-52
26 de julho – Missa do 17° Domingo do Tempo Comum 2020
Áudio para a Missa do 17° Domingo do Tempo Comum 2020
Folhetos da Missa do 17º Domingo do Tempo Comum 2020 – 26/07/2020 para imprimir
Leituras de Domingo: 17° Domingo do Tempo Comum 2020
Um tesouro escondido, um sentido a se descobrir
Jesus continua a anunciar o Reino de Deus por meio de parábolas. Suas comparações tocam o cotidiano do povo para levar todos a compreenderem mais profundamente o amor de Deus pela humanidade, Em primeiro momento, o Reino de Deus é apresentado não como uma realidade evidente, aos olhos de todos, mas como um tesouro escondido. Assim, o Reino é fruto de uma busca contínua e, ao ser encontrado, merece empenhar tudo para conquistá-lo. Do mesmo modo, a comparação com a pedra preciosa traz o reino não como algo comum e corriqueiro, mas como uma raridade, que não se encontra todo dia. Mas, quando encontrado, essa raridade se toma abundante, valendo a pena deixar tudo para abraçar o Reino de Deus como o sentido mais profundo da vida. A comparação com a rede de pesca mostra, por outro lado, que Deus sempre busca a todos, sem distinção. Mas aqueles que não aderem à dinâmica do Reino também não são capazes de acolhê-lo e de vivê-lo.
Dizer que compreendemos tudo isso significa que aceitamos entrar na dinâmica que Jesus nos propõe. Primeiramente, é preciso muita sabedoria para perceber os sinais do Reino nos caminhos da história. Salomão agradou o Senhor ao pedir um coração capaz de governar e de discernir entre o bem e o mal. Por não pensar em si mesmo, mas sim no projeto que Deus estava oferecendo a ele, foi agraciado com a sabedoria divina. Também o Apóstolo Paulo nos convida a compreender nossa vida dentro do projeto de Deus. Assim seremos capazes de nos compreender como vocacionados à salvação e, na fé, descobriremos que tudo concorre para nosso bem, se de fato nos deixamos guiar pela vontade divina.
Reino de Deus: uma proposta atual
A sociedade pós-moderna, em que vivemos, é marcada pelo ritmo cada vez mais acelerado, como disse Papa Francisco (Laudato si n. 18). A pluralidade de ofertas desafia nossa capacidade de escolhas, e a velocidade acaba sendo um obstáculo para a contemplação do sentido profundo da vida. A sabedoria para escolher entre bem e mal, mas sobretudo para reconhecê-los nas situações específicas que nos são apresentadas, continua a nos faltar em tantos momentos de se tomar decisões cruciais. Falta-nos a sabedoria para encontrar o Reino de Deus, escondido no meio da correria e da busca incessante pela novidade, pela última notícia, pela última atualização dos softwares. Não se trata de desprezar as inovações. Mas é essencial que percebamos o “para que” de tudo isso. A pergunta pelo sentido da vida tem ficado de lado nas ofertas do tempo presente. Nesse sentido, o Reino de Deus é uma proposta atual que precisa ser vivida e anunciada de modo sempre novo. Resta-nos reconhecer a complexidade que nos cerca e abrirmos o Coração para acolher a sabedoria divina, que nos ajudará a não nos perdermos no emaranhado de propostas e situações que nos cercam.
Sugestões litúrgicas para a missa do 17° Domingo do Tempo Comum 2020 – Ano A
– Ato penitencial: convidar uma pessoa para entrar com um cartaz, com o desenho de um relógio grande, e outras cinco pessoas para levarem cartazes com sinais de interrogação. Após a entrada desses símbolos, convidar a assembleia a meditar sobre como tem vivido o tempo, que é graça de Deus.
-Entrada da Palavra: fazer entrar uma caixa cheia de pérolas, representadas por bloquinhos de papel dourado, e uma rede com peixes grandes e pequenos (pode-se utilizar isopor) precedendo a entrada da Bíblia, a qual será acolhida pela comunidade com palmas. Dentro de cada pérola, pode-se colocar uma frase bíblica a ser entregue para os participantes, no fim da celebração.
– Profissão de Fé: rezar a Profissão de fé em dois coros, conforme proposto no folheto.
– Preces da comunidade: elaborar uma prece especial para a juventude e para os idosos, momentos que mais desafiam a busca do sentido de vida.
Sugestões de repertório para a missa do 17° Domingo do Tempo Comum 2020 – Ano A (O Domingo)
Abertura: Acolhe os oprimidos
Aclamação: Aleluia! Eu te louvo
Oferendas: A mesa Santa
Comunhão: É bom estarmos
Cifras e partituras das sugestões CNBB
Semanário litúrgico – catequético – Cantos para a Celebração – 17° Domingo do Tempo Comum 2020
Áudios para a Missa do 17° Domingo do Tempo Comum 2020 – Ano A CNBB:
Padre Anísio Tavares, C.Ss.R. / Portal Kairós