Jesus revela o Reino de Deus a todas as pessoas, de modo especial aos que se reconhecem pequenos e humildes de coração. Esta Eucaristia nos ajude a acolher a misericórdia e o amor de Jesus, que traz alívio e descanso para todos os que sofrem e que desejam um mundo de fraternidade e paz.
As pessoas de coração humilde acolhem a Palavra de Deus e, com gestos concretos, revelam-na aos outros.
DIÁLOGO DE JESUS COM O PAI
Nossa frágil inteligência não consegue captar todo o sentido e alcance do diálogo de Jesus com o Pai no evangelho de hoje. Nossas pobres palavras não conseguem expressar toda a profundidade nele existente. Percebemos, nesse diálogo, um relacionamento carinhoso entre os dois. Ouvimos do Mestre palavras tão intensas e, ao mesmo tempo, vemo-lo dirigir-se ao Pai com simplicidade e familiaridade.
O Mestre nos diz que seu Pai revelou “estas coisas” aos pequeninos e as ocultou aos sábios e entendidos. Estes são constituídos das elites políticas, culturais e religiosas do seu tempo. Tais elites não conseguem entender a opção de Jesus e seu Pai pelos pequeninos e pelos pobres. Só quem se despe de suas atitudes arrogantes e autorreferenciais consegue acolher a mensagem do Mestre.
A seguir, o evangelho revela a relação entre Jesus e o Pai. Este confiou seu projeto de vida ao Filho. Com suas práticas libertadoras, Jesus revela e dá a conhecer seu Pai. Tudo o
que o Pai tem a nos dizer, ele o entregou ao Filho. Este, por sua vez, o revelou aos pequeninos, abertos à sua mensagem.
Jesus então passa a se dirigir aos que estão “cansados e fatigados” e os convida a aderir a ele, prometendo-lhes descanso. Preocupa-se com o povo que vive cansado sob o peso dos impostos, da falta dos mais elementares recursos e da obrigação de observar certas leis moralistas e opressoras. A proposta do Mestre é aliviar os oprimidos pelo fardo imposto por leis excludentes, que corroem a dignidade de enormes contingentes de pessoas, e pela religião legalista e moralista dos “sábios” e “entendidos”, que buscam o próprio bem-estar servindo-se dos fiéis.
O evangelho nos desafia a sermos mansos e humildes de coração numa sociedade violenta, permeada de ódio e intolerância. Jesus convida a todos os que estão sobrecarregados pelo peso das observâncias legais a encontrar nele descanso e suavidade; pois ele é manso e humilde de coração, capaz de aliviar e consolar o povo sofrido, desfazendo ódios e divisões.
Pe. Nilo Luza, ssp / Portal Kairós
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2020/07/14-domingo-tempo-comum-ano-a-1.png500750Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2020-07-01 19:19:502020-07-15 19:34:215 de julho – Missa do 14° Domingo do Tempo Comum 2020
CF 2021 / CFE 2021 Tema: “Fraternidade e diálogo: compromisso de amor” Lema: “Cristo é a nossa paz: do que era dividido fez uma unidade” (Ef 2, 14ª)
A Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE) de 2021 já tem cartaz escolhido. A equipe que prepara a CFE do ano que vem, composta por representantes da CNBB e de outras igrejas-membro do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic), realizou concurso para a escolha da arte.
No próximo ano, a Campanha da Fraternidade será ecumênica e terá como tema “Fraternidade e diálogo: compromisso de amor”. E como lema o trecho da carta de Paulo aos Efésios: “Cristo é a nossa paz: do que era dividido fez uma unidade” (Ef 2, 14ª). Essa será a quinta CFE e tem como objetivo geral “convidar as comunidades de fé e pessoas de boa vontade para pensar, avaliar e identificar caminhos para superar as polarizações e as violências através do diálogo amoroso testemunhando a unidade na diversidade”.
Cartaz oficial da Campanha da Fraternidade 2021
A arte escolhida para ilustrar o caminho fraterno de diálogo e comunhão foi elaborada pela agência Ateliê 15. O cartaz remete ao apelo de Cristo pela unidade. O secretário executivo para Campanhas da CNBB, padre Patriky Samuel Batista, destaca que “Cristo é a nossa paz e suas ações nos inspiram a concretiza-la por meio do nosso testemunho de vida”.
“Seu amor nos une, sua Palavra desperta em nossos corações o compromisso com a construção de uma sociedade que seja capaz de dialogar superando assim as polarizações que adiam a “cultura do encontro” e o desejo de Cristo de que todos sejamos um (Jo 17,21). Cultura capaz de iniciar processos de vida nova a partir de um coração que se converte e, como tal, jamais deixará de dialogar, viver a fraternidade e, em conjunto, trabalhar em favor da justiça e pela paz”, reforça padre Patriky.
Segundo os artistas do Ateliê 15, a base do desenho é uma ciranda, uma grande roda onde não há primeiro, nem último, onde todos formam uma unidade e precisam trabalhar na mesma sintonia e ritmo para não perderem o compasso. “A ciranda lembra uma canção muito comum em nossas comunidades, ‘baião das comunidades’ do cantor e compositor Zé Vicente. Todas e todos são convidados a participarem desta ciranda pela vida construindo a civilização do amor, da justiça, da igualdade e da paz. Na ciranda há uma criança com a mão estendida a espera de mais pessoas a fim de que o movimento de fraternidade não pare. Somos todos convidados!”.
A seleção da arte se deu por meio de um concurso. Em relação ao texto base, a previsão é de que no mês de julho ele esteja concluído. O hino também deve ser divulgado em breve.
São membros do CONIC as seguintes Igrejas: Igreja Católica Apostólica Romana, Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Igreja Presbiteriana Unida, Aliança de Batistas do Brasil. Ainda participam da comissão de preparação representantes do Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização (CESEEP) e a Igreja Betesda como Igreja convidada.
CNBB / Portal Kairós
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2020/06/cartaz-cf-2021-destaque-pk.png500750Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2020-06-26 10:04:162020-06-27 00:40:38Escolhido o Cartaz da Campanha da Fraternidade 2021
A liturgia da palavra deste domingo nos ajuda a compreender a ação de Deus, que se revela na história humana. Ao chamar Deus de todo-poderoso, como de fato Ele é, não podemos perder de vista que seu poder se constrói em uma dinâmica diferente da que escolhem os poderosos deste mundo. Zacarias transmite a palavra do Senhor, que convida o povo a exultar na salvação que vem de um rei que é humilde. Montado em um jumento, a montaria dos pobres, seu reinado se estenderá até os confins da terra.
Jesus, ao entrar montado em Jerusalém em um jumento, cumpre perfeitamente essa profecia; não só nesse momento, pois toda a sua vida é voltada para os pequeninos, os simples marginalizados.
Seu poder chega aos confins de toda terra porque todos os pequeninos são capazes de compreender e acolher suas palavras, seus gestos e suas atitudes de salvação.
Mas por que , afinal, os pequeninos se alegram com as palavras de vida que Jesus profere? Essa pergunta nos faz olhar para a outra parte do evangelho, que mostra Jesus em plena e total comunhão com o Pai.
Dessa comunhão nasce seu projeto de vida: ser o primeiro dentre os pequeninos para mostrar que as grandezas de Deus podem ser acolhidas somente por um coração simples e humilde. Jesus chama a si todas as pessoas cansadas das enganações do poder deste mundo. Ir a Jesus é descobrir a grandeza de ser um pequenino no reino de Deus.
Uma vida segundo a carne ou segundo o espírito?
Carne e espírito são duas dimensões importantes do ser humano. A segunda leitura deste domingo quer, certamente, corrigir os desvios daqueles que se esqueceram de aspirar às coisas do alto e se entregaram à vida mundana sem escrúpulos. Paulo nos fala de um Espírito com “E” maiúsculo, que é o Espírito de Cristo. É esse Espírito que nos torna aptos a viver integrados com nossa corporeidade e com nossa espiritualidade, na harmonia que provém de Deus. Daí brota a vida feliz e boa que o Cristo veio anunciar.
Na harmonia que brota de nós quando nos deixamos ser regidos pelo Espírito de Cristo, podemos fazer morrer tudo aquilo que desafina e desarmoniza as relações com o outro, com o mundo e com o totalmente Outro, Deus.
Assumir a dinâmica dos pequeninos do reino parece ser a primeira atitude que o Espírito nos inspira para viver bem e praticar o bem. Sintonizados com o modo de ser e de agir de Deus, a pequenez não será em nós sinal de diminuição, mas de engrandecimento para chegarmos à plenitude que Deus quer para todos e cada um de seus filhos e suas filhas.
Sugestões litúrgicas para a missa do 14° Domingo do Tempo Comum 2020 – Ano A
– Pedir para o animador, em breves palavras, colocar a importância da humildade para o seguimento de Jesus. – Entrada da Palavra: convidar um grupo de crianças para dançar, pelo corredor central, a fim de apresentar para a assembleia, com alegria, a Palavra de Deus. Uma delas deverá ter a Bíblia dentro de uma mochila escolar. O momento pode
ser acompanhado por uma música de evangelização infantil que fale sobre a Palavra de Deus.
– As crianças envolvidas podem proclamar a leitura. – Profissão de fé: dividir o texto em estrofes, intercalando com o refrão todos juntos: Creio, Senhor, mas aumentai minha fé. Esse refrão pode ser cantado, com melodia à escolha. – Final: receber a imagem de Maria, destacando-a como exemplo de humildade e pequenez diante de Deus e dos irmãos.
Sugestões de repertório para a missa do 14° Domingo do Tempo Comum 2020 – Ano A (O Domingo)
Abertura: No meio da Tua casa
Aclamação: Aleluia! Eu te louvo
Oferendas: Bendito e louvado
Comunhão: Vem, Senhor
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2020/07/jesus-humildade.png500750Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2020-06-25 10:53:002020-07-26 10:58:47Reflexão e sugestão para a Missa do 14° Domingo do Tempo Comum 2020 – Ano A
Solenidade da Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo 2020
JESUS: PÃO DA VIDA E DA FRATERNIDADE
Desde o início da humanidade, Deus se preocupou em alimentá-la: na criação oferece ervas, frutos e animais como alimento; no deserto, em busca da terra prometida, oferece o maná e os pássaros para alimentar o povo caminhante; o profeta promete ricos manjares ao povo; Jesus viveu o drama da fome no deserto e sentiu a necessidade de se alimentar, sendo tentado a transformar as pedras em pão; por conhecer o drama da fome, Jesus alimentou várias vezes o povo faminto; por fim, ele mesmo se oferece como alimento. Faz parte do projeto do Pai não deixar nenhum de seus filhos e filhas passar fome.
Corpo e Sangue de Cristo
Mesa não combina com uma pessoa apenas. Mesa é lugar da fraternidade, da partilha e da solidariedade. O pão (alimento) é para ser feito em pedaços e distribuído. Mesa farta para ser partilhada é sinal de festa e de alegria! À mesa celebramos os eventos importantes da vida, os quais nos tornam felizes e dão sentido à existência. A mesa deveria ser o espaço onde as pessoas se humanizam cada vez mais, convivendo pacífica e solidariamente. É isso que ocorre em nossas mesas?
A “mesa eucarística”, onde Cristo se oferece como alimento, deveria ser o momento propício e o sinal privilegiado de humanização. Ao ser tentado pelo diabo no deserto, Jesus responde: não só de pão vive a pessoa. Mesmo reconhecendo a necessidade fundamental do alimento, a pessoa necessita de algo mais. Em todo ser humano há uma fome e um desejo que transcendem o alimento físico. É a fome e o desejo de se tornar sempre mais humano, a ponto de se divinizar.
No evangelho desta solenidade, Jesus se apresenta como o pão da vida. Ele é o alimento da vida perene, sem fim. A solenidade do Corpo e Sangue de Cristo 2020 nos coloca diretamente dentro da Eucaristia, sacramento por excelência. Conforme o Concílio Ecumênico Vaticano II, o sacramento da Eucaristia é a “síntese e o cume para onde tendem todos os sacramentos”. A Eucaristia nos torna sempre mais “Corpo de Cristo”, formando no mundo a grande família de Deus. Alimentar-se da Eucaristia significa dispor-se a promover a fraternidade entre todos.
Pe. Nilo Luza, ssp / Portal Kairós
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2020/06/corpo-de-cristo-2020.png500750Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2020-06-07 19:00:532020-06-07 16:46:4211 de junho: Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo 2020
A solenidade da Santíssima Trindade 2020 que hoje celebramos nos recorda a união e o amor existentes entre o Pai do céu, Jesus e o Espírito Santo. Contemplando esse mistério de fé, acolhamos nesta liturgia o amor de Deus, que nos salva, e busquemos, com alegria e generosidade, viver esse amor entre nós.
A Santíssima Trindade nos ensina a viver unidos no amor e na fraternidade.
COMUNHÃO DE AMOR
O infinito amor de Deus se mostra no presente que ele entrega à humanidade: seu Filho único, vindo ao mundo para que todos tenham vida.
Deus deseja alcançar e salvar a todos com o seu amor. É esse amor que celebramos hoje, amor que é a comunhão das três Pessoas divinas. Celebrar a Trindade é celebrar o infinito amor de um Deus que cria, salva e anima. De um Deus que nunca deixará de manifestar seu interesse, carinho e amor pela humanidade.
O Filho enviado, que se faz um de nós, é o presente mais belo de Deus. Ele não vem para julgar e condenar, mas para dar vida, doando sua própria vida por nós.
Este amor de Deus, derramado sobre nós com o Espírito Santo, nos convida a construir aqui relações fraternas, inspiradas na comunhão perfeita que existe nas Pessoas divinas. Pois somente pessoas de Deus conseguem viver neste mundo a comunhão que vem de Deus.
Nosso Deus, afinal, não é uma ideia vaga. É uma Comunhão de Amor que se revela concretamente, que se dá a conhecer chamando-nos ao compromisso. Contemplar e adorar este mistério é algo exigente, pois a experiência pessoal de Deus nos leva necessariamente ao outro, ao compromisso com a construção de comunidades de irmãos que se amam como nosso Deus ama. Se não fosse assim, nossa religião seria apenas uma espiritualidade vazia e estéril.
Que a celebração da Santíssima Trindade 2020 aumente em nós a consciência de que somos missionários de um amor infinito, que se desdobra por todos e cria comunhão. A comunhão que podemos viver hoje, e que só pode vir da comunhão de nosso Deus, a Trindade que nos quer participando do seu amor. Amando como o Mestre amou, entramos de algum modo no mistério da Trindade.
O Domingo
É um periódico que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa e duas colunas, uma reflete sobre o evangelho do dia e a outra sobre temas relacionados à vida da Igreja.
5 de julho – Missa do 14° Domingo do Tempo Comum 2020
/em Liturgia CatólicaMissa do 14° Domingo do Tempo Comum 2020
DIÁLOGO DE JESUS COM O PAI
Nossa frágil inteligência não consegue captar todo o sentido e alcance do diálogo de Jesus com o Pai no evangelho de hoje. Nossas pobres palavras não conseguem expressar toda a profundidade nele existente. Percebemos, nesse diálogo, um relacionamento carinhoso entre os dois. Ouvimos do Mestre palavras tão intensas e, ao mesmo tempo, vemo-lo dirigir-se ao Pai com simplicidade e familiaridade.
O Mestre nos diz que seu Pai revelou “estas coisas” aos pequeninos e as ocultou aos sábios e entendidos. Estes são constituídos das elites políticas, culturais e religiosas do seu tempo. Tais elites não conseguem entender a opção de Jesus e seu Pai pelos pequeninos e pelos pobres. Só quem se despe de suas atitudes arrogantes e autorreferenciais consegue acolher a mensagem do Mestre.
A seguir, o evangelho revela a relação entre Jesus e o Pai. Este confiou seu projeto de vida ao Filho. Com suas práticas libertadoras, Jesus revela e dá a conhecer seu Pai. Tudo o
que o Pai tem a nos dizer, ele o entregou ao Filho. Este, por sua vez, o revelou aos pequeninos, abertos à sua mensagem.
Jesus então passa a se dirigir aos que estão “cansados e fatigados” e os convida a aderir a ele, prometendo-lhes descanso. Preocupa-se com o povo que vive cansado sob o peso dos impostos, da falta dos mais elementares recursos e da obrigação de observar certas leis moralistas e opressoras. A proposta do Mestre é aliviar os oprimidos pelo fardo imposto por leis excludentes, que corroem a dignidade de enormes contingentes de pessoas, e pela religião legalista e moralista dos “sábios” e “entendidos”, que buscam o próprio bem-estar servindo-se dos fiéis.
O evangelho nos desafia a sermos mansos e humildes de coração numa sociedade violenta, permeada de ódio e intolerância. Jesus convida a todos os que estão sobrecarregados pelo peso das observâncias legais a encontrar nele descanso e suavidade; pois ele é manso e humilde de coração, capaz de aliviar e consolar o povo sofrido, desfazendo ódios e divisões.
Pe. Nilo Luza, ssp / Portal Kairós
Escolhido o Cartaz da Campanha da Fraternidade 2021
/em Campanha da Fraternidade, CF 2021, Notícias CF 2021CF 2021 / CFE 2021
Tema: “Fraternidade e diálogo: compromisso de amor”
Lema: “Cristo é a nossa paz: do que era dividido fez uma unidade” (Ef 2, 14ª)
A Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE) de 2021 já tem cartaz escolhido. A equipe que prepara a CFE do ano que vem, composta por representantes da CNBB e de outras igrejas-membro do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic), realizou concurso para a escolha da arte.
No próximo ano, a Campanha da Fraternidade será ecumênica e terá como tema “Fraternidade e diálogo: compromisso de amor”. E como lema o trecho da carta de Paulo aos Efésios: “Cristo é a nossa paz: do que era dividido fez uma unidade” (Ef 2, 14ª). Essa será a quinta CFE e tem como objetivo geral “convidar as comunidades de fé e pessoas de boa vontade para pensar, avaliar e identificar caminhos para superar as polarizações e as violências através do diálogo amoroso testemunhando a unidade na diversidade”.
Cartaz oficial da Campanha da Fraternidade 2021
A arte escolhida para ilustrar o caminho fraterno de diálogo e comunhão foi elaborada pela agência Ateliê 15. O cartaz remete ao apelo de Cristo pela unidade. O secretário executivo para Campanhas da CNBB, padre Patriky Samuel Batista, destaca que “Cristo é a nossa paz e suas ações nos inspiram a concretiza-la por meio do nosso testemunho de vida”.
“Seu amor nos une, sua Palavra desperta em nossos corações o compromisso com a construção de uma sociedade que seja capaz de dialogar superando assim as polarizações que adiam a “cultura do encontro” e o desejo de Cristo de que todos sejamos um (Jo 17,21). Cultura capaz de iniciar processos de vida nova a partir de um coração que se converte e, como tal, jamais deixará de dialogar, viver a fraternidade e, em conjunto, trabalhar em favor da justiça e pela paz”, reforça padre Patriky.
Segundo os artistas do Ateliê 15, a base do desenho é uma ciranda, uma grande roda onde não há primeiro, nem último, onde todos formam uma unidade e precisam trabalhar na mesma sintonia e ritmo para não perderem o compasso. “A ciranda lembra uma canção muito comum em nossas comunidades, ‘baião das comunidades’ do cantor e compositor Zé Vicente. Todas e todos são convidados a participarem desta ciranda pela vida construindo a civilização do amor, da justiça, da igualdade e da paz. Na ciranda há uma criança com a mão estendida a espera de mais pessoas a fim de que o movimento de fraternidade não pare. Somos todos convidados!”.
A seleção da arte se deu por meio de um concurso. Em relação ao texto base, a previsão é de que no mês de julho ele esteja concluído. O hino também deve ser divulgado em breve.
São membros do CONIC as seguintes Igrejas: Igreja Católica Apostólica Romana, Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Igreja Presbiteriana Unida, Aliança de Batistas do Brasil. Ainda participam da comissão de preparação representantes do Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização (CESEEP) e a Igreja Betesda como Igreja convidada.
CNBB / Portal Kairós
Reflexão e sugestão para a Missa do 14° Domingo do Tempo Comum 2020 – Ano A
/em Liturgia Católica14° Domingo do Tempo Comum 2020 – Ano A
Zc 9,9-10; SI 144; Rm 8,9.11-13; Mt 11,25-30
Os pequeninos se alegram com as grandezas de Deus
A liturgia da palavra deste domingo nos ajuda a compreender a ação de Deus, que se revela na história humana. Ao chamar Deus de todo-poderoso, como de fato Ele é, não podemos perder de vista que seu poder se constrói em uma dinâmica diferente da que escolhem os poderosos deste mundo. Zacarias transmite a palavra do Senhor, que convida o povo a exultar na salvação que vem de um rei que é humilde. Montado em um jumento, a montaria dos pobres, seu reinado se estenderá até os confins da terra.
Jesus, ao entrar montado em Jerusalém em um jumento, cumpre perfeitamente essa profecia; não só nesse momento, pois toda a sua vida é voltada para os pequeninos, os simples marginalizados.
Seu poder chega aos confins de toda terra porque todos os pequeninos são capazes de compreender e acolher suas palavras, seus gestos e suas atitudes de salvação.
Mas por que , afinal, os pequeninos se alegram com as palavras de vida que Jesus profere? Essa pergunta nos faz olhar para a outra parte do evangelho, que mostra Jesus em plena e total comunhão com o Pai.
Dessa comunhão nasce seu projeto de vida: ser o primeiro dentre os pequeninos para mostrar que as grandezas de Deus podem ser acolhidas somente por um coração simples e humilde. Jesus chama a si todas as pessoas cansadas das enganações do poder deste mundo. Ir a Jesus é descobrir a grandeza de ser um pequenino no reino de Deus.
Uma vida segundo a carne ou segundo o espírito?
Carne e espírito são duas dimensões importantes do ser humano. A segunda leitura deste domingo quer, certamente, corrigir os desvios daqueles que se esqueceram de aspirar às coisas do alto e se entregaram à vida mundana sem escrúpulos. Paulo nos fala de um Espírito com “E” maiúsculo, que é o Espírito de Cristo. É esse Espírito que nos torna aptos a viver integrados com nossa corporeidade e com nossa espiritualidade, na harmonia que provém de Deus. Daí brota a vida feliz e boa que o Cristo veio anunciar.
Na harmonia que brota de nós quando nos deixamos ser regidos pelo Espírito de Cristo, podemos fazer morrer tudo aquilo que desafina e desarmoniza as relações com o outro, com o mundo e com o totalmente Outro, Deus.
Assumir a dinâmica dos pequeninos do reino parece ser a primeira atitude que o Espírito nos inspira para viver bem e praticar o bem. Sintonizados com o modo de ser e de agir de Deus, a pequenez não será em nós sinal de diminuição, mas de engrandecimento para chegarmos à plenitude que Deus quer para todos e cada um de seus filhos e suas filhas.
Sugestões litúrgicas para a missa do 14° Domingo do Tempo Comum 2020 – Ano A
– Pedir para o animador, em breves palavras, colocar a importância da humildade para o seguimento de Jesus.
– Entrada da Palavra: convidar um grupo de crianças para dançar, pelo corredor central, a fim de apresentar para a assembleia, com alegria, a Palavra de Deus. Uma delas deverá ter a Bíblia dentro de uma mochila escolar. O momento pode
ser acompanhado por uma música de evangelização infantil que fale sobre a Palavra de Deus.
– As crianças envolvidas podem proclamar a leitura.
– Profissão de fé: dividir o texto em estrofes, intercalando com o refrão todos juntos: Creio, Senhor, mas aumentai minha fé. Esse refrão pode ser cantado, com melodia à escolha.
– Final: receber a imagem de Maria, destacando-a como exemplo de humildade e pequenez diante de Deus e dos irmãos.
Sugestões de repertório para a missa do 14° Domingo do Tempo Comum 2020 – Ano A (O Domingo)
Abertura: No meio da Tua casa
Aclamação: Aleluia! Eu te louvo
Oferendas: Bendito e louvado
Comunhão: Vem, Senhor
Cifras e partituras das sugestões CNBB
Semanário litúrgico – catequético – Cantos para a Celebração – 14° Domingo do Tempo Comum 2020
Áudios para a Missa do 14° Domingo do Tempo Comum 2020 – Ano A CNBB:
Padre Anísio Tavares, C.Ss.R. / Portal Kairós
11 de junho: Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo 2020
/em Liturgia CatólicaSolenidade da Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo 2020
JESUS: PÃO DA VIDA E DA FRATERNIDADE
Desde o início da humanidade, Deus se preocupou em alimentá-la: na criação oferece ervas, frutos e animais como alimento; no deserto, em busca da terra prometida, oferece o maná e os pássaros para alimentar o povo caminhante; o profeta promete ricos manjares ao povo; Jesus viveu o drama da fome no deserto e sentiu a necessidade de se alimentar, sendo tentado a transformar as pedras em pão; por conhecer o drama da fome, Jesus alimentou várias vezes o povo faminto; por fim, ele mesmo se oferece como alimento. Faz parte do projeto do Pai não deixar nenhum de seus filhos e filhas passar fome.
Corpo e Sangue de Cristo
Mesa não combina com uma pessoa apenas. Mesa é lugar da fraternidade, da partilha e da solidariedade. O pão (alimento) é para ser feito em pedaços e distribuído. Mesa farta para ser partilhada é sinal de festa e de alegria! À mesa celebramos os eventos importantes da vida, os quais nos tornam felizes e dão sentido à existência. A mesa deveria ser o espaço onde as pessoas se humanizam cada vez mais, convivendo pacífica e solidariamente. É isso que ocorre em nossas mesas?
A “mesa eucarística”, onde Cristo se oferece como alimento, deveria ser o momento propício e o sinal privilegiado de humanização. Ao ser tentado pelo diabo no deserto, Jesus responde: não só de pão vive a pessoa. Mesmo reconhecendo a necessidade fundamental do alimento, a pessoa necessita de algo mais. Em todo ser humano há uma fome e um desejo que transcendem o alimento físico. É a fome e o desejo de se tornar sempre mais humano, a ponto de se divinizar.
No evangelho desta solenidade, Jesus se apresenta como o pão da vida. Ele é o alimento da vida perene, sem fim. A solenidade do Corpo e Sangue de Cristo 2020 nos coloca diretamente dentro da Eucaristia, sacramento por excelência. Conforme o Concílio Ecumênico Vaticano II, o sacramento da Eucaristia é a “síntese e o cume para onde tendem todos os sacramentos”. A Eucaristia nos torna sempre mais “Corpo de Cristo”, formando no mundo a grande família de Deus. Alimentar-se da Eucaristia significa dispor-se a promover a fraternidade entre todos.
Pe. Nilo Luza, ssp / Portal Kairós
07 de junho: Solenidade da Santíssima Trindade 2020
/em Liturgia CatólicaSolenidade da Santíssima Trindade 2020
COMUNHÃO DE AMOR
O infinito amor de Deus se mostra no presente que ele entrega à humanidade: seu Filho único, vindo ao mundo para que todos tenham vida.
Deus deseja alcançar e salvar a todos com o seu amor. É esse amor que celebramos hoje, amor que é a comunhão das três Pessoas divinas. Celebrar a Trindade é celebrar o infinito amor de um Deus que cria, salva e anima. De um Deus que nunca deixará de manifestar seu interesse, carinho e amor pela humanidade.
O Filho enviado, que se faz um de nós, é o presente mais belo de Deus. Ele não vem para julgar e condenar, mas para dar vida, doando sua própria vida por nós.
Este amor de Deus, derramado sobre nós com o Espírito Santo, nos convida a construir aqui relações fraternas, inspiradas na comunhão perfeita que existe nas Pessoas divinas. Pois somente pessoas de Deus conseguem viver neste mundo a comunhão que vem de Deus.
Nosso Deus, afinal, não é uma ideia vaga. É uma Comunhão de Amor que se revela concretamente, que se dá a conhecer chamando-nos ao compromisso. Contemplar e adorar este mistério é algo exigente, pois a experiência pessoal de Deus nos leva necessariamente ao outro, ao compromisso com a construção de comunidades de irmãos que se amam como nosso Deus ama. Se não fosse assim, nossa religião seria apenas uma espiritualidade vazia e estéril.
Que a celebração da Santíssima Trindade 2020 aumente em nós a consciência de que somos missionários de um amor infinito, que se desdobra por todos e cria comunhão. A comunhão que podemos viver hoje, e que só pode vir da comunhão de nosso Deus, a Trindade que nos quer participando do seu amor. Amando como o Mestre amou, entramos de algum modo no mistério da Trindade.
O Domingo
É um periódico que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa e duas colunas, uma reflete sobre o evangelho do dia e a outra sobre temas relacionados à vida da Igreja.
Reflexão e sugestão para a Solenidade da Santíssima Trindade 2020
Pe. Paulo Bazaglia, ssp / Portal Kairós