Como obter a paz interior

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“Eu sei, efetivamente, que em mim, isto é, na minha carne, não habita o bem. Querer o bem está, sim, ao meu alcance, mas realizá-lo, não. Deste não faço o bem que quero, mas pratico o mal que não quero” (Rm 7,18-20)

Muitos cristãos, até piedosos, buscam a paz interior e não a encontram. Para se alcançar a verdadeira liberdade oferecida por Cristo há condições basilares. Nem sempre existe um autêntico conceito do que é ser livre. Não há liberdade para se praticar o mal. Quem assim pensasse se julgaria superior ao próprio Deus. Com efeito, o Ser Supremo, fonte de toda a liberdade não pode nunca fazer o mal. Ele somente faz o bem. O ser racional, portanto, só é livre quando não perpetra qualquer mal. Não se deve viver ao léu dos próprios desejos, ser escravo de hábitos malignos. Daí surgem os vícios e até a libertinagem.

É verdade que, por força do pecado original, possuindo o ser humano uma imperfeição radical, muitas vezes ele não emprega retamente a liberdade. Donde ser necessário não apenas abominar qualquer atitude errada, como também sempre pedir as luzes divinas para agir corretamente em tudo. Isto devido à inclinação para o mal inerente ao homem após a expulsão do paraíso de Adão e Eva. São Paulo deste modo se expressou: “Eu sei, efetivamente, que em mim, isto é, na minha carne, não habita o bem. Querer o bem está, sim, ao meu alcance, mas realizá-lo, não. Deste não faço o bem que quero, mas pratico o mal que não quero” (Rm 7,18-20). Mostra, porém, em seguida este Apóstolo que a libertação vem através de Cristo. Não é fácil vencer o espírito de rebeldia, o orgulho nascente dos desregramentos mais lamentáveis.

É preciso frear o amor próprio e escutar a voz das inspirações do Divino Espírito Santo. Nem ininterruptamente, contudo, isto acontece mesmo com pessoas devotas que não se dispõem a vencer o amor de si mesmo, a vaidade, a soberba, a presunção. Tudo isto impede frontalmente usufruir a paz interior. Com a ajuda da graça divina os esforços alcançam admirável êxito e os resultados são faustosos. Passa-se a gozar uma paz profunda, longe das agitações ocasionadas pelas paixões. Atinge-se a imperturbabilidade, afastados o mar das iniquidades e os ventos furiosos das tentações. Tudo isto porque são cortados logo no início os primeiros movimentos desregrados.

O Espírito de Deus, que é seguido generosamente, comunica, no meio dos combates interiores, a quietude, a serenidade. Então o cristão mesmo por entre as tribulações inevitáveis a este exílio terreno ou por entre as contradições as mais variadas possíveis fica sossegado, firme na harmonia que contempla dentro de si. Confia inteiramente no poder do Deus cuja liberdade imita e este Deus é seu sustentáculo e a fonte desta serenidade interior. O domínio de si mesmo permite então superar todas as dificuldades e tal cristão não se abala nunca e se torna um grande vencedor.

Sua vontade se torna estável como um rochedo. Em consequência, sim, podem vir as ondas mais furiosas dos sofrimentos, ou as tempestades violentas das insinuações do maligno, pois fica o fiel inabalável, firme no seu Senhor. É a superação de si mesmo diante do maligno e suas invectivas. Todas as ações são então feitas segundo os parâmetros espirituais e não de acordo com o espírito mundano. O eu humano se abre à união com Deus em Cristo, esvaziando-se de si mesmo, mas repleto das luzes celestiais. É o efeito do morrer para si mesmo, para que a paz divina se aposse de todo o seu ser. Aquilo que era na verdade uma diminuição, por ser escravidão dos maus hábitos, desaparece. Impera a força universal da graça a penetrar definitivamente dentro do coração.

O cristão já é não mais manipulado pelo espírito das trevas, mas se assimila a Jesus no qual depara seu único refúgio. Vive num vale de lágrimas, mas degusta dentro de si um pouco da beatitude eterna que terá na outra vida. A própria morte já não envolve em vãos temores, pois está encarregada de realizar em plenitude a quietude que se terá além-túmulo. É necessária, entretanto, uma disponibilidade radical à fidelidade a Deus nas menores ações. Uma maleabilidade para que o Espírito Santo possa construir no íntimo de cada um aquela bem-aventurança que não é privilégio apenas dos grandes santos.

 

Como obter a paz interior
Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho
Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.

Banda Círio – É Deus (Clipe Oficial)

Cônego José Geraldo: A Situação Nacional

A Situação Nacional

O 7 de setembro que se aproxima precisa mexer com os brios dos autênticos patriotas.

Não é fácil resumir numa palavra o atual panorama político brasileiro. O termo, talvez, mais apropriado seja diagnosticá-lo como complexo. É, de fato, sob vários aspectos, complicado. O Governo está perplexo e sem rumo. A Oposição não sabe o que fazer para não parecer conspiração. Nota-se uma cautela até exagerada dos oposicionistas ao remexerem o caldeirão político do atual contexto histórico. Cumpre, é verdade, evitar contradição, mera reação, simples idiossincrasia. Enquanto isto o povo fica desorientado. O Governo não governa. Tomas pequenas medidas esparsas. Aqui e ali encanta, sobretudo, o padecido povo nordestino. Inaugura pequenas obras diante de grupos seletos preparados para os aplausos. Ficam afastados os que refletiriam o verdadeiro sentimento popular. Escorchado por insuportáveis impostos, o povo se viu estes dias ameaçado pela volta da famigerada CPMF.

Não fora a oportuna intervenção do enigmático Vice-presidente e mais este fulminante ataque às finanças do cidadão estaria perpetrado. Aliás, seja dito, que, na Câmara e no Senado, Parlamentares sensatos da base aliada e da oposição divergiram sobre a proposta da Presidente. Faltou consenso até dentro do partido da mandatária suprema da nação. Inclusive, se o novo imposto fosse sancionado a já abalada popularidade da Presidente cairia ainda mais. Está na hora, então, os Políticos, sejam de qual partido forem, tomarem uma atitude. Nesta emergência não se pode ser getuliano, “deixando como está para ver como é que fica”. Cumpre oferecer perspectivas concretas mais confortáveis para a população.

O 7 de setembro que se aproxima precisa mexer com os brios dos autênticos patriotas. Do contrário, o Brasil estará nas próximas eleições presidenciais entregue mais uma vez a uma demagogia perversa. É preciso evitar a má política, a política antipolítica, a política dos oportunistas, desobstruindo o caminho para os capazes. Isto significa amar a pátria, que é “a mãe comum de todos nós”, como bem sentenciou o escritor latino Marco Túlio Cícero. Este amor é um sentimento sagrado que deve borbulhar em todos os corações. Quando a situação é esta que se contempla no Brasil de hoje há deveres para todos no sentido de contribuir na medida do possível para que surjam dias melhores.

O verdadeiro patriotismo não é de nenhum partido, pois todos os partidos podem e devem oferecer políticos abalizados, probos, competentes que, realmente, trabalhem para o bem comum. O Brasil, que pode se blasonar de notáveis Presidentes da República que se mostraram extraordinários estadistas, promovendo a grandeza desta nação, não pode ficar ao léo de improvisações e gastos astronômicos. Depois passam a conta para um povo sofrido. A carga tributária já é horrípila, aumentá-la será mais uma prova da incompetência dos atuais governantes.

 

Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho
Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos / Portal Kairós

Hino da Novena da Padroeira 2015 Oficial

Hino da Novena da Padroeira 2015 Oficial

Hino da Novena da Padroeira 2015 Oficial

Hino da Novena da Padroeira 2015

Com Maria, em Jesus, chegamos à glória!
Chegamos à glória com Maria em Jesus!

Mãe na vida, Mãe na morte, sempre junto está Maria.
Quando salvos e libertos, é de todos na alegria.

Da obediência, Mãe em Cristo, a Palavra escutando,
Segue o rumo de seu Filho, vai assim ressuscitando.

Peregrina nos espera, lá no céu nos aguardando.
Nos caminhos desta terra, eis a Mãe nos animando.

Pelo Espírito da vida nasce a Igreja com Maria.
Na unidade convivendo, Boa Nova anuncia.

Que não roubem o Evangelho, ó Maria missionária,
Enviada para os povos, Mãe presente e solidária.

Eis o Pai que plenifica quem cumpriu sua Vontade.
Fez sua Páscoa a Mãe bendita; Chega à glória na Trindade.

Mãe, acolhe os seus filhos na mansão da eternidade,
Na unidade mais perfeita da Santíssima Trindade.

Mãe, sinal do amor eterno, a Rainha é coroada.
Mãe da nova humanidade, Mãe humilde exaltada.

Mãe, rainha e servidora acompanha nossa Igreja,
Nesta hora do Evangelho, que uma luz a todos seja.