Campanha da Fraternidade 2016: abertura na Arquidiocese de BH

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Arquidiocese de Belo Horizonte realiza a abertura da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016: no sábado, dia 13 de fevereiro. A abertura da será às 14h, na Associação dos Moradores do Conjunto Ribeiro de Abreu (Rua Serra Geral, 70).

Este ano a Campanha é ecumênica e discutirá a situação do Saneamento Básico em todo o país. Como tema “Casa comum, nossa responsabilidade” e lema: “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Am 5, 24), a Campanha será coordenada pela Conferência Nacional dos Bispos do brasil (CNBB e o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic).

A cada cinco anos, a Campanha da Fraternidade é realizada de forma ecumênica. A primeira, foi em 2000, e teve como tema “Dignidade humana e paz”, e o lema escolhido foi: “Novo milênio sem exclusões”. A segunda edição, em 2005, falou sobre “Solidariedade e paz”, com o lema: “Felizes os que promovem a paz”. Em 2010, o tema foi “Economia e Vida”, com o lema “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro”.

Programação:

14h – Acolhida e visita aos estandes
15h – Apresentação do tema e considerações
16h – Apresentações culturais
16h30 – Celebração
17h30 – Músicas
18h – Encerramento
Conic

O Conic é o Conselho Ecumênico formado pelas Igrejas Católica Apostólica Romana, Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Episcopal Anglicana do Brasil e Presbiteriana Unida do Brasil, Episcopal Anglicana do Brasil e Sirian Ortodoxa de Antioquia.

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Apresentação em pdf sobre a CFE 2016

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Você já pode adquirir o texto-base da Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE) de 2016, que tem por objetivo o debate de questões relativas ao saneamento básico, desenvolvimento, saúde integral e qualidade de vida aos cidadãos. O tema escolhido para a Campanha é “Casa comum, nossa responsabilidade”, e o lema, “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Am 5.24).

A reflexão da CEF 2016 será a partir de um problema que afeta o meio ambiente e a vida de todos os seres vivos, que é a fragilidade e, em alguns lugares, a ausência dos serviços de saneamento básico em nosso país. O texto-base está organizado em cinco partes, a partir do método “ver, julgar e agir”. Ao final, são apresentados os objetivos permanentes da Campanha, os temas anteriores e os gestos concretos previstos durante a Campanha de 2016.

 

Baixe a apresentação em pdf sobre a CFE 2016:

 

Crianças na CFE 2016

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Com alegria, apresentamos o subsídio para crianças da Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE) de 2016. Sabemos que se as crianças não forem orientadas e despertadas para o cuidado com a criação pouca esperança teremos. Cabe a nós ensiná-las a amar e cuidar da nossa Casa Comum.

O caderno para as crianças foi inspirado no material desenvolvido pela Misereor para a Campanha da Quaresma.
Este é um resultado concreto de nossa parceria e cooperação.
Agradecemos profundamente à Misereor por nos inspirar e também ao senhor Antônio Evangelista e à senhora
Vera Gewehr por colocarem suas criatividades a serviço da nossa IV CFE.

A proposta apresenta um jogo interativo que motiva educadores, educadoras e as crianças a pesquisarem e conversarem sobre o Brasil e sua rica diversidade étnica, religiosa e ambiental.
Quanto mais diálogo e pesquisa maiores serão as descobertas.

Desejamos que este material nos inspire a olharmos para as riquezas de nosso país e descobrirmos em cada uma delas e grandiosidade da generosidade de Deus ao nos presentear com esta Casa Comum.

 

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Dom Flávio Irala / Presidente – CONIC
Pa. Romi Márcia Bencke / Secretária-Geral – CONIC

 

Download das Atividades para Crianças

Busca da Perfeição Cristã

Querido Padre Luiz Miguel Duarte

Querido Padre Luiz Miguel Duarte em busca da perfeição em Cristo

Em nossos dias, não obstante a dispersão ocasionada pelos meios de comunicação social com sua parafernália tecnológica que impede tantas vezes o bom senso, são inúmeros os que buscam sua unidade interior. São aqueles que, apesar de viverem num mundo digital repleto de equipamentos eletrônicos que causam tantas vezes uma dependência deletéria, desejam ser senhores de si mesmos numa vinculação completa a Deus. Davi, em tempos menos agitados do que os de hoje, pedia a Deus: “Mostra-me teu caminho, Senhor, que eu marche segundo a verdade, unifica meu coração para que tema teu nome” (Sl 65,11).

Trata-se da concentração no Ser Supremo, livrando-se das numerosas mensagens transmitidas pelas redes sociais, pela televisão, pelo rádio. Deste modo se abre o caminho para a reflexão pessoal diante do Senhor de tudo, libertando-se do excesso de informações que redirecionam para uma superficialidade nociva. Cumpre, se fato, desplugrar das máquinas os pensamentos e emoções para que eles se valorizemm interiormente, permitindo entrar em contato com Aquele que é o oceano da sabedoria, a luz verdadeira que ilumina e salva. Resulta então o progresso espiritual, o equilíbrio psicossomático. É o sair do universo das ilusões terrenas, para se imergir nas realidades eternas, tornando-se cada um senhor de si mesmo.

Deste modo, se apura o senso crítico, discernindo quais são os autênticos valores que enriquecem a existência humana. A frustração, o desalento, a depressão, a paranoia fluem inúmeras vezes da falta do autodomínio e da contemplação das verdades perenes. Do contato com a divindade resulta, em consequência, o aprimoramento das qualidades que cada um possui como dons maravilhosos do Criador. Deste modo, ainda que exteriormente surjam provações, interiormente o cristão fica firme na rocha de uma fé inquebrantável, de um amor sobrenatural insuperável a Deus e ao próximo. O grande modelo de tal atitude é o próprio Filho de Deus que asseverou: “Meu alimento é fazer a vontade do meu Pai” (Jo 4, 34). Ele foi então capaz de suportar os maiores tormentos pela salvação da humanidade.

Quem deseja avançar no progresso pessoal precisa se dispor a uma adesão incondicional aos desígnios divinos numa entrega sincera a Deus, seguindo sempre os impulsos de suas graças. Querer unicamente o que Ele quer de cada um e isto num abandono total em suas mãos. Deixar que Ele aja, correspondendo fielmente a suas moções. Para isto é preciso invocar continuamente as luzes divinas e solicitar coragem e determinação para realizar não a própria vontade, mas o que Ele quer. Não é fácil esta maleabilidade, mas o cristão sabe que é possível atingir esta disponibilidade e pode repetir com o salmista: “Com Deus faremos proezas” (Sl 108,13).

É necessário abrir espaço dentre de si mesmo para que a força celeste seja eficaz. Feliz aquele que deixa Deus regular todos os acontecimentos de sua vida. Ele é quem sabe o que é melhor para cada um. Para esta conformidade com o Senhor Onipotente há necessidade da luta permanece contra o amor próprio e suas sequelas. Cristo deixou o exemplo a ser seguido. Enquanto homem, foi humilde de coração, ostentou uma abnegação contínua, cumprindo inteiramente sua missão nesta terra. Como bem observou o Pe. Grou, “o espírito de Jesus Cristo foi um espírito de caridade e de doçura, espírito de paz e de união, um espírito de suporte e condescendência, uma terna compaixão pelos pecadores, para com aqueles mesmos que O caluniavam e ultrajavam, desejando sua morte”. Fez-se, portanto, o protótipo, indicando a seus seguidores com obter a perfeição.

Eis por que o cristão precisa sempre rogar a Ele: “Fazei o meu coração semelhante ao vosso”! Deste modo a serenidade impera na vida do fiel que trilha em tudo o caminho da santidade existencial. Este jamais será escravo da mídia, porque realiza em tudo o que recomenda um belo cântico: “Pensar como Jesus pensava”. Então possuirá este discípulo de Cristo uma alma limpa, jamais poluída pela maldade e terá encontrado o caminho da perfeição e da bem-aventurança.

 

 Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho
 Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.