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Mês Vocacional 2020: rezemos por todas as vocações!

Assumido em âmbito nacional, em 1981, por dioceses e regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o mês vocacional, celebrado em agosto, tem o intuito de ser um tempo especial de reflexão e oração pelas vocações e ministérios.

Este ano, em específico, a inspiração principal do mês vocacional está em sintonia com a Exortação Pós-Sinodal do Papa Francisco, a Christus Vivit, apresentada aos jovens e que traz orientações pastorais para toda a Igreja.

Com o tema “Amados e Chamados por Deus” e o lema “És precioso aos meus olhos. Eu te amo” (Is 43,1-5), o mês vocacional este ano será celebrado de uma forma especial, principalmente por conta da pandemia.

Conversamos com o bispo auxiliar de Manaus, dom José Albuquerque, e referencial da Pastoral Vocacional, para entender como se dará as celebrações, escolha do tema e lema e o significado do cartaz que representa o mês vocacional. Confira a entrevista completa:

Como será a animação do Mês Vocacional em 2020, em tempos de pandemia ou pós-pandemia?

Nós estamos conversando com os coordenadores regionais da Pastoral Vocacional e, consequentemente, esses estão em contato com os coordenadores diocesanos e já percebemos que o trabalho de animação vocacional não parou. Eles estão sendo criativos, usando principalmente as redes sociais para continuar as reuniões, realizar momentos celebrativos de oração, de adoração ao Santíssimo, de oração pelas vocações, então nós sabemos que, de modo especial, os jovens são muito criativos nesse momento de pandemia, onde todos estamos zelando pelo distanciamento social, mesmo assim o trabalho continua.

É claro que tudo vai ser adaptado, então no mês de agosto nós já estamos recebendo diversas notícias de que vão acontecer momentos celebrativos, diversas entrevistas, lives sobre testemunhos vocacionais, então assim como nos anos anteriores este também não vai ser diferente. O pessoal vai se mobilizar de outras formas e nós estaremos disponibilizando um subsídio para que de algum modo possa ajudar a fazer com que aconteça esses encontros virtuais.

No subsídio nós temos propostas de terço vocacional, momentos de leituras orantes da Palavra de Deus, celebrações com os jovens, com as famílias. Esse subsídio estará sendo disponibilizado já nos próximos dias e a nossa proposta é que ele chegue nas famílias, nas comunidades, nos grupos, não só da Pastoral vocacional, mas também em todos os grupos da paróquia.

Nós temos a esperança de que o mês de agosto continue sendo o mês onde todo mundo se reúne para rezar pelas vocações. Lembrando que nesse subsídio nós também teremos a divulgação da mensagem do Papa para o Dia Mundial das Vocações.

Como se deu a escolha do tema e lema?

Nós temos a inspiração vinda da Exortação Apostólica Pós-Sinodal Christus Vivit, do Papa Francisco. Foi resultado do Sínodo dos Jovens e nesta Exortação o Papa destaca que três verdades precisam ser anunciadas e nós vamos seguir a partir deste ano a proclamação de uma verdade.

Neste ano de 2020, a primeira verdade é que Deus nos ama, então isso está muito presente no tema e no lema. O tema “Amados e chamados por Deus” e o lema inspirado em Isaías “És precioso aos meus olhos. Eu te amo”, é uma citação bíblica que consta no documento do Papa, na Exortação Apostólica, então a primeira verdade é que Deus nos ama e que nunca deveremos duvidar disso, apesar de que possa nos acontecer na vida momentos difíceis. Em qualquer circunstância somos amados infinitamente, então o mês vocacional quer de algum modo enfatizar esta vocação: fomos chamados a amar, porque fomos antes de tudo amados.

Amados e chamados por Deus. É esse o sentido do tema e do lema. No próximo ano vamos seguir “A verdade nos salva” e, em 2022, a terceira verdade que o Papa proclamou na sua Exortação “Ele vive”.

Como se deu a escolha do cartaz?

Mês Vocacional 2020: explicação do cartaz

É de criação do padre Reinaldo Leitão, diretor da revista Rogate. No cartaz, nós encontramos o tema e o lema e como símbolo nós temos o coração em vermelho, que é o sinal do amor, lembra o amor de Deus no qual nós somos escolhidos e chamados. Nesse coração nós temos no centro uma chaga e dessa chaga saindo um rio. A chaga é sinal da entrega e o rio nos faz lembrar do batismo, que é a origem de todas as vocações. Acima do coração nós temos uma semente, semente vocacional da trindade, porque a vocação é de fato uma semente que Deus planta no coração de cada pessoa e essa semente precisa germinar, crescer e florescer.

Do outro lado nós temos o símbolo da rede que, de fato, nos faz lembrar da animação vocacional. Somos chamados a sermos pescadores e nesta rede estão os peixes que representam toda a humanidade. Também no cartaz estão presentes duas mãos em referência àquele que chama e aquele que ama. As mãos que mostram todo o serviço, todo o trabalho, todo o comprometimento dos animadores vocacionais e, claro, inspirado no grande animador vocacional: Jesus Cristo.

O cartaz é bastante significativo, simbólico e catequético para que a gente possa entender que a proposta do mês vocacional é para que todos se unam para esse grande mutirão de oração. Nele também temos todos os organismos que fazem parte dessa grande obra.

 

CNBB / Portal Kairós

Apresentando o Mês Vocacional de 2020

Mês Vocacional de 2020

Mês Vocacional de 2020

O Mês Vocacional, instituído no Brasil há quase 40 anos, vem celebrando e homenageando todas as vocações no decorrer das semanas de agosto. É uma especificidade de nosso País, graças à sensibilidade de tantas pessoas envolvidas naquele contexto de final da década de 70 e início da década de 80. Uma bonita história que merece ser recordada, mesmo que brevemente, como poderemos ver na primeira parte do subsídio do Mês Vocacional de 2020.

Outras “datas vocacionais” foram acrescentadas no decorrer dos anos. Um exemplo é o “Dia da Vida Consagrada”, instituído por São João Paulo II em 1995, e celebrado em 2 de fevereiro, na festa da Apresentação do Senhor. Isso não impede, porém, que em cada uma das semanas do mês de agosto, de domingo a sábado, voltemos nossas atenções para um grupo específico de vocações, de tal forma que todas sejam contempladas:

a. primeira semana (este ano, de 2 a 8 de agosto), as vocações dos diáconos, presbíteros e bispos (ministérios ordenados);
b. segunda semana (de 9 a 15), a vocação do pai, da mãe e dos filhos (a família). A Pastoral Familiar celebra a Semana Nacional da Família, com subsídios específicos;
c. terceira semana (de 16 a 22), a vocação das pessoas de vida consagrada (aqueles que fazem os votos de Castidade, Pobreza e Obediência). A Semana Nacional da Vida Consagrada, a partir deste ano, é uma novidade no mês vocacional;
d. quarta semana (de 23 a 29), a vocação dos cristãos leigos e leigas e seus diversos serviços na comunidade (ministérios não ordenados);
e. no último domingo, dia 30, celebramos o Dia dos Catequistas, homenageando e valorizando essa vocação tão importante nas comunidades.

Mês Vocacional de 2020

O subsídio do Mês Vocacional de 2020 foi pensado e elaborado, a partir do tema “Amados e chamados por Deus”(ChV, n. 112),1 para se rezar juntos no mês vocacional, por todas vocações. Há três propostas de Terço Vocacional, que poderão ser recitados em família ou em grupo, e três opções de “eventos” ou iniciativas que poderão ser organizados na comunidade: um encontro vocacional para despertar vocações; uma vigília vocacional; e uma leitura orante vocacional. Poderão ser realizados envolvendo – preferencialmente – os jovens, pela própria natureza da idade: é durante a juventude que a dimensão vocacional desperta com maior vigor.

As propostas apresentadas poderão ser utilizadas de acordo com as realidades e necessidades, sem uma ordem sequencial obrigatória. Para a abertura do mês vocacional no dia 1º, um sábado, seria muito oportuna a celebração da Vigília Vocacional, por exemplo. E, na conclusão do mês, no dia 31, uma segunda-feira, o Terço Vocacional com os Mistérios da Luz cairia muito bem. A equipe vocacional ou o animador vocacional discernirá a melhor maneira de utilização do subsídio, incrementando com elementos e símbolos locais.

Baixe o Cartaz do Mês Vocacional 2020:

Vale ressaltar que algumas celebrações litúrgicas ou “sociais” determinaram a sequência das vocações nas semanas de agosto. Não é uma escala da mais importante para a menor das vocações, pois sabemos que a Igreja é uma assembleia dos chamados (PDV, n. 34). São João Maria Vianney, padroeiro dos párocos (4 de agosto), e São Lourenço, padroeiro dos diáconos (10 de agosto), influenciaram na celebração do ministério ordenado na primeira semana do mês vocacional.

O dia dos pais, celebrado no segundo domingo de agosto, fez com que celebremos a vocação da família na segunda semana. A Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, no Brasil celebrada no terceiro domingo de agosto, “puxou” a vocação dos consagrados e consagradas para a terceira semana. Maria é modelo de toda vocação à vida consagrada, Ela que disse “sim” ao chamado específico de Deus, de ser a Mãe de Deus, servidora da humanidade. E, finalmente, na última semana, celebramos a vocação dos ministérios não ordenados, ou seja, de todos os demais que exercem sua vocação, seu serviço na comunidade, a começar pelos catequistas, somando todos os demais ministérios.

Desejamos que os animadores vocacionais possam celebrar o mês vocacional de 2020 com muita alegria e disposição, abusando da criatividade e contagiando as comunidades eclesiais para que se sintam vocacionadas e dispostas a dizer “sim” ao chamado de Deus, de ser operário e operária na messe do Senhor.

 

Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada / Portal Kairós

Vocação e a “Vontade de Deus”

Caros irmãos, todos os cristãos são “vocacionados”, ou seja, são chamados por Deus para uma missão específica no mundo, em meio aos seus irmãos. E o requisito primeiro para o cumprimento desta missão é a escuta da voz de Deus que nos fala em sua palavra, pelos pastores da Igreja, nos momentos de oração pessoal e nos acontecimentos do dia-a-dia. Em segundo lugar, a coragem para dizer sim.

Quando permitimos que o Espírito Santo gerencie nossas vidas, seus planos sempre ampliam nossos horizontes de futuro. Seu amor não nos deixa tranquilos enquanto não iniciarmos um autêntico processo de reforma interior: reforma dos próprios pensamentos, sentimentos, vontades… Até o ponto de sinceramente reconhecermos que a vontade de Deus é a única capaz de salvar-nos de uma vida sem sentido guiada somente por nossas vontades.

Quando um cristão, jovem ou mais maduro, coloca-se sinceramente diante de Deus que chama, depara-se com um maravilhoso mundo de expectativas e realizações. A liberdade que tantos buscam com afinco não consiste exatamente em “fazer o que se quer” – este é o princípio do caos que leva ao embrutecimento do coração e ao esvaziamento do sentido da vida – mas a liberdade está sempre unida à verdade, ao bem, ao amor. Ela só é autêntica quando conflui para o bem do homem todo e de todos os homens.

Deixar-se comprometer, assumir e entregar a vida por amor são autênticos atos humanos livres, que sempre atraem novas bênçãos divinas e aperfeiçoam a personalidade dos filhos de Deus.

Muitos são os chamados por Deus, mas por um desejo desordenado de “poupar-se” acabam atrasando sua decisão e perdendo-se. Cumpre-se a verdade anunciada por Nosso Senhor Jesus Cristo: “Quem quiser salvar sua vida a perderá; e quem perder sua vida por causa de mim a encontrará. De fato, que adianta a alguém ganhar o mundo inteiro, se perde a própria vida? Ou que poderá alguém dar em troca da própria vida?” (Mt 16, 25-26)

Nossa existência neste mundo é única, sem direito à reprise. Cada dia pode albergar o minuto final e é importante que nos questionemos se estamos fazendo os movimentos certos. Entregar a vida em cada ato, conscientes de que estamos no caminho certo deve ser a preocupação de todos nós.

Vejo com alegria que o Evangelho continua, apoiado na fidelidade de Deus, contagiando os corações de muitos jovens pelo mundo para que abracem, sem reservas, a vontade do Pai: muitos são os que se entregam à missão, ao sacerdócio, à vida religiosa, ao amor conjugal e à educação cristã dos filhos, entre outras tarefas cotidianas e igualmente heroicas. Rogo a Deus para que este número cresça ainda mais.

 

Dom Edney Gouvêa Mattoso
Bispo de Nova Friburgo (RJ)
CNBB

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São Padre Pio de Pietrelcina, rogai por nós!

São Padre Pio de Pietrelcina

São Padre Pio de Pietrelcina

São Pio de Pietrelcina, alívio para os sofrimentos dos fiéis

Francesco Forgione nasceu em Pietrelcina, numa cidadezinha chamada Província de Benevento no dia 25 de maio de 1887. Era de uma família de camponeses e seus pais se chamavam Grazio Forgione e Maria Giuseppa Di Nunzio. A sua vocação foi percebida e experimentada por ele mesmo logo na sua infância tão sofrida, cheia de necessidades e em grande santidade, como foi a sua vida inteira. Entrou para o convento em 6 de janeiro de 1903 na ordem dos Capuchinhos¹ e ordenado sacerdote na Catedral de Benevento no dia 10 de agosto de 1910 e por motivo de doença, passou por alguns conventos até chegar ao Convento de San Giovanni Rotondo em 4 de setembro de 1916, onde permaneceu até a sua morte, no dia 23 de setembro de 1968.

Sua vida foi de intensa entrega a Deus e trabalho constante, atendia até quatorze horas seguidas de confissão, orava sem cessar, celebrava a Santa Missa com muito fervor e ainda era perseguido tanto pelos homens quanto pelo próprio demônio, que lhe aparecia para perturbá-lo, mas que nunca conseguiu vencê-lo, pois a missão que Deus tinha para este servo amado foi realizada até o extremo, prevalecendo assim a vontade de Deus.

Falar deste homem santo não é fácil, pois a sua santidade é um mistério de Deus e seu testemunho de vida arrastou e arrasta multidões de fiéis no mundo inteiro. A sua simplicidade e devoção fazem com que compreendamos que é possível alcanças a santidade, mesmo neste mundo tão chio de pecados e “atrações”.

Padre Pio carregava em seu corpo as chagas de Cristo Crucificado, sofria demasiadamente as dores do calvário, tinha que conviver com os estigmas que Deus lhe deu. Dentre muitos de seus carismas, Padre Pio tinha um muito especial que é a bilocação, que resulta na presença simultânea de uma pessoa em dois lugares diferentes.

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